VÍTIMA DE UM VAMPIRO POSSESSIVO
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Autoria de Celina Hohmann

Tive o desprazer de ter cruzado com um possessivo doentio, cujo maior prazer é a tortura. O indivíduo possessivo é tão perspicaz quanto um vampiro e nisso está seu trunfo.

Nunca nos imaginamos enfrentando um possuidor mórbido, indivíduo que se julga o dono absoluto de tudo e de todos, inclusive dos pensamentos de outra pessoa. É cruel, impertinente, magoa pelo prazer e, ao final, faz-se de vítima. Para chegar aonde se sente confortável não poupa esforços em destruir a imagem do outro. Ele é quem domina, o dono absoluto da verdade. Infiltra-se como água na areia e vai destruindo pedaço por pedaço de quem tomou como vítima. E diz amar!

Sabemos que a esse tipo de gente falta o amor próprio, o reconhecimento de que precisa mudar, pois caso contrário terá como fim o desprezo, uma consequência por tudo o que criou, após chegar e fazer o estrago. Tais pessoas chegam com uma carinha de gente boa e preocupadas com o bem-estar do outro, mas, na verdade, estão afiando as garras para rasgar vidas, o que fazem muito bem. Quem se encontra sob o seu domínio perde o controle de tudo, principalmente de suas próprias ações. É um jogo perigoso.

O maior perigo do possessivo está no fato de ele chegar sorrateiramente, dando-nos bons motivos para vê-lo como alguém especial. É especial, sim! Tão maldosamente especial que o mundo de quem está sob seu domínio fica à deriva. O complicado é que a vítima, na ânsia de não criar atritos, anula-se, culpa-se e odeia-se… Aí é que reside o fortalecimento do possessivo! Consegue seu alvo. Destrói e não se culpa, mas ao contrário, joga a culpa no outro e ainda faz a clara observação de que é “por amor”. Amor que mata! Amor que não faz bem! Amor que machuca! Não, isso não é amor, mas terrorismo!  Viver sob tal domínio é angustiante, é como pisar em ovos, ter medo do que fala e, quase sempre, deixar de ser o que se é!

Possessivos são doentes, jogadores sem escrúpulos. Para que se afirmem, fazem de quem está próximo (e sempre há uma vítima preferida) um doente como eles são. Sua capacidade está na anulação do outro com o objetivo de aumentar o próprio poder, até que, numa escorregadela, o oprimido percebe,  ainda que com certa relutância, que o problema não está em suas ações, palavras ou gestos, mas na maquiavélica capacidade de ser manipulado pelo outro ? um doente que culpa os demais por sua incapacidade. Perigosos, eles podem, num surto ou acesso de raiva, ferirem fisicamente, depois de terem sugado o psiquismo até a última gota. São as pragas da humanidade que, junto a muitas outras, fazem a vida de muitos se transformar num inferno diário.

Hoje, após um tempo que pareceu uma eternidade, percebi que eu era a vítima, mas as sequelas ficaram visíveis: ainda o medo, ainda culpas que jamais seriam culpas, ainda o tatear no escuro. O livrar-se de um possessor não é tarefa das mais simples. Há que se ter muito amor próprio, pois o possessivo escolhe suas vítimas, normalmente já fragilizadas (e pessoas fragilizadas são alvos fáceis), mas, até que reencontrem seu equilíbrio, passarão por maus bocados. Se não tiveram alguém que sutilmente as orientem, poderão, sem dúvida alguma, anular-se por completo e, num perigoso jogo, caírem na caverna desses vampiros para sempre.

Um comentário sobre “VÍTIMA DE UM VAMPIRO POSSESSIVO

  1. LuDiasBH Autor do post

    Miss Celi

    É impossível negar a força que certas pessoas exercem umas sobre as outras. Tive uma vizinha que sempre me deixava com vontade de deitar-me, sempre que conversávamos. A mulher parecia beber todo o meu vigor físico. Agora imagine isso acontecendo todo dia, num relacionamento vampiresco!

    Achei o seu texto magnífico, um alerta para muitas pessoas ainda sobre o poder dos abusados. O melhor a fazer é realmente cair fora de um tipo de relação assim.

    Abraços,

    Lu

    Responder

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