RECEITA DE VIDA DE UMA GAROTA

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Autoria de Larissa Fontoura

Ultimamente tenho feito certas mudanças na minha forma de pensar relativas à minha pessoa. A minha autoestima saiu do casulo. Esta minha transformação não aconteceu via terceiros, relacionada ao amor, à amizade ou até mesmo ao aumento do meu ego. A mudança aconteceu porque, com anos e anos de terapia, eu acabei evoluindo e entendi que não posso controlar tudo e todos ao meu redor, apenas posso ter controle sobre mim em relação aos acontecimentos ao meu redor.

 No ano passado comecei a sair sozinha, pois durante muito tempo precisei da companhia de alguém para me ajudar a enfrentar o mundo lá fora. Honestamente, eu tenho que admitir que chorei durante a primeira vez em que fui sozinha ao cinema, porém, ao mesmo tempo adquiri uma certa independência e uma evolução gigantesca, com a qual eu me assustei. Não imaginei que fosse capaz de tanto.

Eu ainda me sinto despreparada no trato com o amor, mas não será por muito tempo, pois futuramente isso vai ser apenas uma mera lembrança. Eu tenho me apaixonado por pessoas emocionalmente indisponíveis, problemáticas e infantis. De certa forma, já até cheguei a pensar em me aposentar no ramo amoroso, só que não consigo e sei que não posso desistir agora. Existem ainda muitas coisas boas para eu viver. Com apenas 20 anos não posso ficar tão desiludida assim. As pessoas têm suas inseguranças, e eu não sou a única. Ao compreendê-las (inseguranças) e conviver com elas, eu vou me tornando cada vez mais forte e capaz.

Vejo todo dia jovens mulheres e homens na internet, principalmente no tik tok e no instagram, fazendo “memes” sobre o fato de não terem conseguido a sua cara-metade, o amor de sua vida, ou o que completa sua existência monótona de jovens que não fazem nada, além de olhar a vida supostamente “perfeita” dos outros, achando que a grama do outro é melhor que a sua.  Ledo engano!

A rede social é apenas uma fase de vida de um influenciador ou influenciadora. Os momentos ruins ninguém publica, as perdas ninguém posta, o coração partido ou o amor não retribuído ninguém mostra, e a traição não é revelada via mídia. Somente o que é bom, na imensa maioria das vezes, vem a público. E as pessoas tolas acreditam que tais pessoas vivem num mar de rosas.

 A realidade é que todos nós temos nossos altos e baixos, pois assim é a vida para todas as pessoas. Viver nossa própria realidade e não um mundo idealizado deve ser a nossa meta. Vale a pena lutarmos por nós mesmos nos mais diferentes pilares: saúde mental e física, evolução pessoal,  amizades que valem realmente o nosso tempo gasto, hobbies e família, ou seja, tudo que nos faz realmente feliz e nos completa, sem precisar viver ilusoriamente atrás da alma gêmea. Gêmeo deve ser o carinho e o respeito que devemos nutrir um pelo outro, numa troca mútua.

Cada um de nós deve ser, para nós mesmos, o amor de nossa própria vida. Cada pessoa é única e deve se amar primeiro, antes de amar qualquer outra. Aquele que não se ama não é capaz de amar ninguém. Quando aplicamos isto à nossa existência, nossa saúde só faz melhorar. Se assim pensarmos e agirmos, teremos uma vida feliz, apesar dos contratempos comuns à vida de todos os humanos.

Ilustração: pintura do russo Vladimir Volegov

PELO DIREITO DE SER ASSEXUADO

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Autoria de Lu Dias Carvalho

semsex

Comecemos pelo Aurélio na definição dos termos que são o tema de nosso texto de hoje:

Sexualidade – O conjunto dos fenômenos da vida sexual.
Libido – Instinto ou desejo sexual.
Assexualidade – (Não encontrei o termo no dicionário.)
Assexual – Que se efetua sem o concurso de gametas.Assexuado – Que não tem os órgãos do sexo./ ou Desprovido de sexualidade ou de sensualidade; que não parece ter, ou não desperta impulso ou atração sexual.

Não resta dúvida de que a grande maioria dos brasileiros não faz a menor ideia do que seja a assexualidade, defendida por um grupo composto por homens e mulheres de todas as idades, que cresce em todo o mundo, que não se considera gay ou lésbica e tampouco héteros ou bissexuais. Embora possuam libido, essas pessoas simplesmente não gostam de manter relações sexuais. Por isso, elas lutam para serem reconhecidas como donas de uma nova orientação sexual e para que sejam respeitadas na decisão de se absterem de sexo. Elas se consideram pessoas normais, sem nenhum trauma de infância, bem resolvidas e totalmente convencidas de suas escolhas.

Como primeiro passo, o grupo dos assexuados deixa bem claro que nada tem a ver com os celibatários. Enquanto os últimos possuem desejo sexual, mas o reprimem por motivos místicos, os primeiros não sentem vontade alguma de fazer sexo. Trocando em miúdos, eles não possuem tesão pelo corpo do outro, não são capazes de se envolver sexualmente. Também deixam claro que não são gays, pois gostam do sexo oposto, embora não sintam vontade de fazer sexo. Portanto, assexulidade nada tem a ver com homossexualidade.

O assexuado não é uma pessoa impotente, pois fica excitado e, para isso basta que se concentre. A ejaculação pra muitos deles não passa de uma forma de aliviar o estresse. Muitos se masturbam, mas não estabelecem nenhuma conotação entre a masturbação e o sexo. O que o assexuado não tem é desejo carnal pelo outro.  Em relação à libido, estudiosos no assunto afirmam que essa energia não se manifesta apenas nos órgãos sexuais, podendo ser dirigida para outras áreas, embora já se tenha a certeza de que o sexo melhora o humor, pois libera hormônios de ação antidepressiva. Mas a falta de sexo não chega a ser um problema de saúde, a menos que gere sofrimento para a pessoa.

No grupo dos assexuados também é possível encontrar algumas diferenças:

  • aqueles que são extremamente radicais, que não aceitam nenhuma forma de contato íntimo (beijos e carinhos), sentem nojo pelo sexo e nunca transaram;
  • os que fazem sexo por obrigação, com medo de perder o parceiro e, que não têm dificuldades em beijar e abraçar, e são capazes de fazer sexo para engravidar, mas sem qualquer apelo erótico;
  •  e muitos que só percebem que são assexuados muito tempo depois de entrarem numa relação, depois de passarem por vários médicos e tratamentos, cheios de sentimento de culpa.

Existem também os assexuados românticos e aqueles que não portam nenhuma forma de romantismo. Os românticos são capazes de se apaixonar, casar e ter filhos, mas desde que o sexo não esteja no centro da relação, por isso, a outra pessoa deve ser também assexuada, para que não haja cobranças e sofrimento entre o casal. Os não românticos não gostam de qualquer forma de contato físico amoroso e não se sentem com capacidade para a paixão.

A Aven (Asxual Visibility and Education Network) é uma rede que luta pela visibilidade do grupo, em todo o mundo e, para que ele seja reconhecido como uma quarta orientação sexual além dos héteros, homos e bissexuais.

Sabedores de que vivem num mundo extremamente voltado para o sexo, onde até propaganda de sabão possui apelo sexual, e onde sexo e orgasmo são partes determinantes da cultura, os assexuados sabem que possuem um longo caminho a percorrer para serem aceitos como não praticantes do sexo, sem carregar nenhuma conotação negativa. Eles têm todo o direito de buscar ser compreendidos, saindo de um casulo que os torna reféns de uma sociedade acostumada a rotular as pessoas, sem conhecer as reais causas de suas opções.

Quanto mais se conhecer sobre os assexuados, menos essas pessoas sofrerão na tentativa de conviver com uma sociedade totalmente direcionada para o sexo. É sabido que muitos deles passam, inclusive, por bullying na escola, ou são alijados dos grupos de amigos. Não resta dúvida de que o conhecimento liberta os indivíduos, que guardam tais segredos, com medo da reação das pessoas à sua volta. Conhecer sobre o tema é também preparar a sociedade para aceitá-los com o respeito que merecem.

Às pessoas, que se sentem incluídas nessa quarta categoria de orientação sexual, ou que se sentirem curiosas sobre o assunto, ficam aqui duas dicas para obterem mais detalhes:

  • Aven
  • O site Refúgio Assexual

Nota: Imagem copiada de http://num-papo-cabeca.blogspot.com.br

Fonte de Pesquisa
Revista Marie Claire / novembro de 2010

QUANDO O AMOR FAZ A DIFERENÇA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

cris

O blog da minha amiga Cristine Martin, Rato de Biblioteca, em atuação desde 2008, é sem dúvida um dos mais enriquecedores do mundo virtual brasileiro, ao oferecer uma gama de assuntos aos leitores: ecologia, animais, natureza, cinema, vídeo, tevê, livros, música, etc. Tudo ali é bem atual, quentíssimo, pois a Cris anda sempre em dia com as novidades, onde quer que elas apareçam, oferecendo sempre o melhor a seus leitores. Além de possuir mãos de fada, que executam trabalhos artesanais maravilhosos, trata-se de uma excelente escritora. Sua linguagem é rica e saborosa, carregada de um misto de sabedoria e humor, tão necessário aos dias de hoje. Dentre as muitas qualidades dessa mulher incrivelmente talentosa está o seu amor pelos animais, visível em todas as páginas de seu blog. Esta é uma das causas que me fazem admirá-la tanto.

Curtindo o Rato de Biblioteca, eu acabei encontrando o Obie, o cãozinho dachshund, outrora gorduchão, que acima aparece no “antes” e “depois”.  O danadinho, pelo visto, era bom de boca, de modo que tudo que caía na rede tornava-se comida, pois o animalzinho quase virou, literalmente, uma bolota, que mal se aguentava de pé. Mas, para o bem de sua saúde, Obie acabou encontrando um ser divino em sua vida, Nora Vanatta, que o adotou e dele cuidou com muito carinho, seguindo à risca a máxima de que “quem ama cuida”, oferecendo ao animal uma dieta especial. Em oito meses de cuidados, o roliço cãozinho, que já se encontrava em estado de obesidade mórbida, tornou-se esbelto, atraindo os olhares de todas as cadelinhas por onde passa. Não está fácil o danadinho, que já possui até um blog.

Obie é um exemplo de que o amor faz maravilhas, onde quer que ele aterrisse. Bastou encontrar alguém que lhe dirigisse um olhar compassivo, mas acompanhado de ação, para que a vida do animal se transformasse. Como a bondade humana pode fazer a diferença neste nosso mundo tão ególatra! Nós poderíamos fazer tanto pelos animais, pelas plantas, uns pelos outros e pelo planeta como um todo, se assim quiséssemos. Mas não, vamo-nos entocando cada vez mais em nosso mundinho, com medo de tudo. Muitas vezes eu me pergunto, se esse temor doentio, que toma conta de nós, não é também uma maneira de fugirmos de nosso compromisso com a vida? E se este descompromisso não é a causa da ameaça de perigo real ou imaginária que nos assusta e atemoriza, resultando num círculo vicioso, em que um alimenta o outro, numa simbiose suicida?

Parabéns, compassiva Nora Vanatta, por ter dado nova vida ao cãozinho Obie. Que ele lhe traga muitas alegrias e seja um amigo de todas as horas, principalmente nos momentos mais difíceis, quando você achar que se encontra sozinha neste mundo tão complexo, em que os seres humanos desapontam tanto uns aos outros, por se verem tão mergulhados em si mesmos.

A Cris Martin acrescenta mais informações sobre Obie em seu comentário:

“Os antigos donos do Obie eram um casal de idosos que, por excesso de amor e de ignorância, o deixavam comer de tudo e mais do que ele precisava. O resultado está ali na foto da esquerda. A Nora enfrentou uma boa luta para ficar com o Obie, inclusive uma briga judicial com o abrigo que o acolheu depois que ele foi retirado do casal de idosos e que pediu ajuda a ela para cuidar do cão. Só que depois que o cão ficou famoso, aí queriam tê-lo de volta.

Mas para você ver como o amor dela é grande: na última terça-feira, Obie fez uma cirurgia para remover o excesso de pele que ficou após o emagrecimento, e naquela noite a Nora dormiu ao lado dele, dentro do canil, no hospital veterinário. Isso é que é mãe de cachorro!”

Endereço do blog da Cris Martin: www.terracotabolsas.com/rato/

O ERRO PODE SER UMA ALAVANCA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Ninguém gosta de cometer erros, a não ser que queira passar a vida como um completo fracassado. Erros são comuns e normais, mas não podem se tornar uma frequência. Claro que você pode cometê-los uma vez ou outra, mas se for capaz de aprender constantemente com os mesmos, eles podem impulsionar seu caminho pessoal e profissional. O erro é essencial para nosso auto desenvolvimento. Não desanime com a culpa ou fique arrependido. Faça uma análise de como pode aprender com eles. Evitar os erros a todo custo cria uma barreira psicológica para não assumir riscos. Se você passar a vida com medo de cometer um erro, irá passar a maior parte dela não fazendo nada, ou muito menos do que desejaria. Parafraseando Mario Quintana, “nascer é uma possibilidade, viver é um risco e envelhecer é um privilégio”.

Dando continuidade ao raciocínio, sempre que andamos para frente, entramos em contato com algo desconhecido. Portanto, passível de erro! O que ficou para trás foram os conhecimentos obtidos pela experiência da vivência de erros e acertos, e o que está à frente é totalmente desconhecido e desprovido de conceitos. Logo, não há como antever exatamente o que irá acontecer e que atitudes tomar em cada passo. É essencial seguir em frente, seja qual foi a conduta que tomou. Quanto mais responsabilidade você assume, maior probabilidade tem de cometer erros. Portanto, não perca tempo tentando justificá-los. Temos um instinto natural de tentar justificar nossas ações. Não faça isso! Corrija o que está desalinhado e siga em frente.

Já falei neste blog sobre a resiliência. Ter resiliência é possuir a capacidade de enfrentar, vencer e ser fortalecido ou transformado por experiências da adversidade. É a capacidade de se adaptar à nova realidade e se manter íntegro. Ser resiliente é ser capaz de superar a partir dos obstáculos. Então, veja o erro como um impulsionador. Como uma alavanca da vida. Veja no erro a sua chance de melhorar.

Nossas perdas trazem um medo iminente e até inconsciente. Ninguém quer perder saúde, pessoas amadas, posição social, confiança, etc. Quem vence recebe um status simbólico de sucesso, de perfeição, de êxito. Mas o que está por trás dos dramas, derrotas e desencontros existenciais é o que impulsiona o ser humano para o amadurecimento e para a evolução. Há aquela máxima de que vencer é importante, mas errar é humano. É preciso desmistificar as vitórias e as derrotas. Dar a cada uma sua devida importância para gerar o amadurecimento necessário. Quem não sabe lidar com frustrações e seus medos, acaba estagnando e realiza muito pouco.

Para finalizar, o escritor e filósofo Marquês de Maricá disse: “Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos. São os nossos erros, vícios e paixões.”.

Nota: imagem copiada de edsonmelosintonia.blogspot.com

POR QUE SOFREMOS?

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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Os erros humanos se diferenciam em grau de culpabilidade, de acordo com a época em que ocorrem. A visão sobre a vida flui a partir da caminhada do homem sobre o seu planeta. E assim não poderia deixar de ser. O sofrer está atrelado ao existir. Nenhum ser está imune a isso. Até as montanhas sofrem com o desgaste do tempo. E o homem, sem dúvida, é o ser mais vulnerável ao sofrimento. Este é o preço pago pela sua capacidade de sentir, refletir e criar.

O humano tem a sua primeira experiência com a dor, mas não como sujeito, mas como objeto, ao sentir o que os outros lhe fazem, ignorando o que faz aos outros. O que é natural em razão da imaturidade que o acomete na juventude. E pior, muitos continuam “jovens” até a velhice, sem se conscientizar do mal que causam a terceiros, pensando apenas no próprio umbigo. São muitos os motivos que levam o ser humano ao sofrimento. Eis alguns:

A ignorância, cuja palavra tem um significado muito mais profundo do que é dado a ela, não diz respeito apenas à falta de conhecimento. Vai muito além. Ignorar significa, também, preferir não ver, não ouvir e não sentir. Tornar-se omisso diante de uma realidade que se posiciona a nossa frente. A ignorância não diz respeito apenas à falta de instrução, como pensa grande parte das pessoas.

Ignorar a realidade, deliberadamente, é a maior de todas as formas da estupidez humana, de omissão. Uma pessoa “instruída” pode ser totalmente destituída de bom senso, capaz de enxergar apenas o que lhe interessa, enquanto uma “simplória”, mesmo sem uma educação formal, pode ser capaz de ouvir, sentir e ligar-se a tudo que a rodeia. Portanto, o sentido de ignorância é bem mais complexo.

O desequilíbrio é um dos maiores problemas do mundo moderno. E, como a Medusa, possui infinitas cabeças tomadas pela maldade, que originam tantas outras mais. O desequilíbrio é a raiz de quase todos os males. É a força motriz da injustiça. É o leito de morte da paz. A mesa da incompreensão. A derrocada do homem. O declínio da humanidade. A mortalha do planeta Terra.

O desequilíbrio leva ao rompimento de relações, quando o relacionamento é a essência da vida. Portanto, cortar relações é uma forma de nos desligarmos uns dos outros no seio do universo. É o empobrecimento da existência. É a morte do amor. E, por consequência, a morte da solidariedade e da justiça.

O dualismo é uma visão contorcida da realidade. É a mera divisão de tudo que se processa no Universo em apenas isso ou aquilo. É a falta de percepção de que a vida não é apenas dual. É a incapacidade de se colocar no lugar do outro. É ver apenas duas cores, ignorando as outras centenas de nuances. É o segregacionismo, o preconceito, o acolhimento de uma parte em detrimento do todo. É a ignorância elevada à máxima potência.

O reducionismo, por sua vez, acomoda tudo num único tipo de explicação. Ignora a profundidade, a complexidade e a intensidade de certos sentimentos e de determinados atos. Nivela a vida, como quem nivela uma xícara de farinha de trigo na feitura de um bolo. Não vai além daquilo que mostram os sentidos. Anestesia a razão e o bom senso. Não busca entender mais do que apenas vê.

A falta de paixão é outro complicador da vida humana. É a dificuldade de se doar no que se faz. É o esquecimento, quase que voluntário, do outro. É o descompromisso com quem se divide a vida. É o apagar do fogo que mantém a energia do existir, que brota do contato mais íntimo entre dois seres.

Tomás de Aquino dizia que “O amor está por trás de tudo no Universo – até do pecado”. O amor mal direcionado está, na maioria das vezes, atrás de nossos maiores erros. Apegamos à causa, distanciando-nos da essência. Por mais que se negue, todo ser quer ser abraçado pelo amor. Sem ele, o homem torna-se frágil e ressequido. Pois o amor tem o dom de vicejar, de dar vida.

Ilustração: Cabeça de Medusa (Peter Paul Rubens, óleo sobre painel, c. 1617)

QUANDO A INTERNET VIRA UM VÍCIO

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

internet

A internet começou no final do século passado, mas só agora, mais recentemente, veio a acarretar problemas. Um novo vício se originou no século XXI, com a popularização e o fácil acesso ao computador: os ciberviciados. Caso você seja daqueles que vive conectado e não suporta ficar offline, cuidado: é possível que engrosse as estatísticas dos viciados em internet. O problema afeta mais de 50 milhões em todo o mundo, segundo dados de uma universidade norte-americana. Considerada por especialistas norte-americanos uma dependência tão crônica quanto substâncias como álcool e cocaína, o transtorno já é reconhecido pela Associação Americana de Psicólogos como Internet Addiction Disorder ou Transtorno do Vício em Internet, em tradução livre.

Ficar conectado por horas está se tornando cada vez mais grave, em especial na população mais jovem, com prejuízos nas relações familiares, afetivas, sociais, escolares, de trabalho etc. O vício em internet pode causar danos físicos, emocionais e comportamentais. Os sintomas físicos mais comuns dos viciados em internet são taquicardia, boca seca, sudorese e tremedeiras, ou seja, são os mesmos sintomas de quando se retira uma outra droga qualquer. O tempo excessivo diante do computador pode provocar comprometimentos que são inerentes ao mau hábito, como problemas de postura, lesões por esforço repetitivo, obesidade ou subnutrição, alem de prejuízos para a visão. Os sintomas psíquicos podem incluir o déficit de atenção, dificuldade para se organizar, definir prioridades e sintomas de angústia, quando a pessoa é privada do uso do celular ou do computador. Em casos extremos, podem ocorrer trombose venosa nos membros inferiores, que pode complicar com embolia pulmonar, culminando em óbito. É isso mesmo, vício em internet pode até matar!

Segundo especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo, os critérios de dependência de internet incluem:

  • Necessidade de estar sempre conectado;
  • várias tentativas de reduzir o tempo de uso da internet sem sucesso;
  • apresentar irritabilidade e/ou depressão;
  • quando o uso da internet é restringido, apresenta labilidade emocional;
  • permanecer mais tempo conectado do que o programado;
  • comprometimento no trabalho e nas relações familiares e/ou sociais pelo uso excessivo da nova tecnologia, bem como mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.

Caso a pessoa apresente cerca de metade deste critérios, sinal vermelho! Abra os olhos e reveja seu comportamento diante da máquina. Quem manda mais, você ou ela?

Nota: imagem copiada de semtranstorno.blogspot.com