VÍRUS DA ARTE & CIA

Lu Dias Carvalho

ÍNDIA – PROSTITUIÇÃO E TURISMO SEXUAL

Autoria de Wojciech Gryc

prost.

Muitas prostitutas não escolheram esse trabalho. Em muitos casos, foram vendidas ou enganadas por seus familiares e agentes, trabalhando para bordéis e cafetões. Famílias vendendo suas crianças para tal trabalho podem ser enganadas, e podem pedir por elas tão pouco quanto US $4,00. Trata-se de um valor ínfimo, mas que pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte para uma família passando fome.

Só em Bombaim, o órgão dos Direitos Humanos estima que chega a 50.000 a quantidade de prostitutas estrangeiras trabalhando em bordéis. Muitas delas são crianças, e os dados falam por si mesmo. A UNICEF estima que há 500.000 prostitutas infantis só na Índia.

A vida de uma prostituta na Índia é terrivelmente difícil e dolorosa. Quando chegam, as prostitutas são “domesticadas” através de espancamentos selvagens, estupros e outras formas de tortura psicológica e física. Aquelas, que resistem, são tratadas com punições ainda mais rígidas, e a vida pode piorar ainda, dependendo das condições do bordel. Os piores são aqueles chamados de “casas de travesseiros”, onde panos separam os quartos minúsculos. Visitantes podem pagar $3 por alguns minutos, e não é permitido que elas falem com os clientes. O dono do bordel fica com o dinheiro, e pode até permitir, num único dia, quarenta visitantes para a prostituta.

Escapar não é uma opção. Uma vez que a meretriz chega ao bordel e o trato já está feito entre o agente e o dono do bordel. A prostituta deve trabalhar para pagar o seu custo ao dono do lugar. Em alguns casos, juros são cobrados para impedir a sua saída, enquanto alguns donos de bordel simplesmente nunca diminuem a dívida. Apesar de inicialmente comprada por alguns poucos dólares, ela pode ser vendida por mais de mil, dando uma enorme margem de lucro para os agentes e tornando o tráfico de mulheres e crianças um negócio extremamente lucrativo.

A problemática da prostituição infantil é muito preocupante. Muitas prostitutas trabalhando nos bordéis indianos são crianças, e muitas mais são tentadas a entrar no mercado do sexo por turistas sexuais e pedófilos, que lhes oferecem dinheiro e outras recompensas em troca de atividades sexuais.  Goa – só mais uma cidade da Índia – é visitada por até 10.000 pedófilos por ano. E pior, quando são vítimas de tais atos, 70% das crianças não contam a ninguém.

Ambos os aspectos do mercado do sexo não são permitidos pelas leis indianas e internacionais. A Declaração Universal de Direitos Humanos, a Convenção de Direitos da Criança, e muitos outros tratados e acordos internacionais são contra o mercado sexual, estupro e trabalho forçado. O confinamento forçado, as dívidas indefinidamente cobradas pelos donos de bordel e os abusos constantes direcionados às prostitutas recaem na definição de escravidão, tornando a prostituição ilegal de diversas maneiras.

Leis indianas também tornam a prostituição ilegal. Algumas leis, que buscam proteger as pessoas, inclui o Ato de (Abolição) Sistema de Trabalho Forçado, que torna o trabalho forçado e a escravidão ilegais. O Código Penal Indiano, no Artigo 374, também torna ilegal obrigar alguém a fazer qualquer tipo de trabalho.

Apesar de ilegal, essas mulheres nunca recebem a ajuda que merecem e precisam. Muitos policiais de cidades grandes são subornados e, em muitos casos, usufruem delas regularmente. Os policiais das fronteiras, que são responsáveis por não permitir a entrada ilegal de pessoas de países vizinhos, também são subornados. Sem o apoio dos responsáveis por assegurar a lei, as prostitutas têm pouca ou nenhuma esperança de se libertar de tal trabalho.

A fuga, especialmente sem a ajuda de outras pessoas, é quase impossível. Prostitutas são constantemente vigiadas. Mesmo se conseguirem passar pelas ameaças e seguranças, muitas não têm para onde ir, pois são analfabetas e foram trazidas para a cidade, de modo que muitas acabam voltando ao bordel e negociando tratos que acabam em dívidas ainda maiores, enquanto outras são punidas severamente. Num certo caso, uma garota que escapou do bordel, onde era forçada a trabalhar, e foi à polícia, acabou sendo estuprada onde foi pedir socorro, e devolvida ao seu dono no dia seguinte.

Prostituição é mais um problema internacional que nacional e deve ser enfrentado por todas as nações. Aqueles países que têm seus cidadãos ilegalmente levados à Índia ou a outros lugares, devem aumentar a segurança e oferecer apoio e treinamento aos responsáveis pelas fronteiras, aeroportos, etc. O problema também existe em razão de turista de outras nações que buscam por sexo. Só para se ter uma ideia, um terço dos pedófilos em Goa são europeus, mas a Europa faz pouco, ou quase nada, para impedir que seus cidadãos participem do turismo sexual nos países mais pobres, onde as leis são facilmente desrespeitadas.

A Índia não é um caso isolado da existência de problemas e mercado sexual. Muitas nações sofrem com o tráfico de pessoas, prostituição forçada e prostituição infantil. Apesar das estatísticas serem devastadoras, e as tragédias pessoais ainda mais, pouco tem sido feito para impedir que isso ocorra regularmente. Apesar de não serem perfeitas, muitas leis existem para impedir o problema, tanto no âmbito nacional como no internacional. Está na hora de esses países se responsabilizarem para assegurar o respeito às leis.

A situação atual, onde uma simples busca na internet traz toda a informação e o aconselhamento desejado sobre turismo sexual, é inaceitável.

Nota: O Brasil também é uma rota muito buscada pelos pedófilos europeus. Na imagem, cliente e uma prostituta (o saco de dinheiro está pendurando na parede) 480–470 a.C., depositado em coleção particular em Munique.

Fonte de pesquisa:
Blog http://indiagestao.blogspot.com.br/

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Comentários

5 respostas a “ÍNDIA – PROSTITUIÇÃO E TURISMO SEXUAL”

  1. Avatar de Robervaio
    Robervaio

    Elisângela de Souza,

    a Sra. tem fotos de perfil desses dois indianos? Quero ver se bate com a foto que tenho aqui de dois possíveis agenciadores, pois essa pessoas precisam ser punidas.

  2. Avatar de Robervaio
    Robervaio

    Lu,

    você tem foto desses dois indianos, para eu ver se bate com a que tenho aqui de dois possíveis agenciadores da Índia?

    1. Avatar de LuDiasBH
      LuDiasBH

      Robervaio

      Não, eu não tenho. Todos os relatos aqui são enviados por leitoras, a maioria delas já tendo sido vítima de um golpe. Vou tentar entrar em contato com a Elisângela.

      Agradeço a sua visita, comentário e preocupação com as mulheres brasileiras.

      Volte sempre,

      Lu

  3. Avatar de Elisangela de Sousa
    Elisangela de Sousa

    Estou realmente impressionada com os comentários.
    Existem dois indianos que desejam que eu vá para a Índia. Eles são de Bombaim.

    1. Avatar de LuDiasBH
      LuDiasBH

      Elisângela

      Através dos comentários você pode ver como essa gente é esperta em dar golpes. Todo cuidado é pouco, garota. Fique sempre com um pé atrás.

      Beijos,

      Lu

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