Arquivo da categoria: Arte de Viver

São assuntos relativos ao nosso cotidiano, que têm por finalidade ajudar-nos a levar uma vida com menos estresse.

BODAS E COMPANHEIRISMO

Autoria do Dr. Telmo Diniz

A palavra “boda” vem do latim “vota”, que quer dizer “promessa”, referindo-se aos votos matrimoniais feitos na data do casamento. A tradição das bodas surgiu na Alemanha, onde era o costume de pequenos povoados oferecerem uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados e uma de ouro aos que chegassem aos 50. Mas o que tem a ver as bodas em uma coluna de saúde? Tudo! Pense que se você tem um bom casamento e este é duradouro, a saúde e a felicidade vão andar de mãos dadas. 

Estou comemorando as bodas de 22 anos, em outras palavras as Bodas de Louça. Em um primeiro momento, mais parece um material frágil e quebradiço. Mas se formos mais a fundo, a louça é um tipo de cerâmica que é submetida a altas temperaturas em sua manufatura. Portanto, é um material resistente e, por que não dizer, resiliente. 

Existe uma boda para cada ano, para que os casais renovem suas promessas de casamento. Particularmente não me lembro de ter feito nenhuma promessa concreta, mas sei que alguns pontos são importantes para um casamento próspero. O principal deles é o companheirismo. Um amor companheiro é aquele que aprende a ceder, estar presente em situações que não são as suas prediletas. O companheirismo leva necessariamente à cumplicidade, fazendo o casal se entender com um simples olhar.

De igual forma, não deixe a rotina adentrar em seu casamento. Mude a forma de fazer as coisas no dia a dia, acrescente novidades. Experimente coisas novas; novos lugares; novas atividades; viagem juntos; tenham novos círculos de amizade, quem sabe, até uma renovação de votos de casamento. Olho na sua autoestima. Saiba também que casamento não é prisão. Permaneça livre e independente. Não perca sua personalidade. Ceder às vezes. Anular-se, nunca! Descubra como conciliar isso com a vida a dois. Tente entender o outro e mantenha o respeito. Seja tolerante com as falhas de quem está a seu lado, aprendendo a aceitar as diferenças de quem você gosta. Descubra como se superar e evoluir juntos.

Não perca de vista também a vida íntima. Além do carinho, a vida sexual também precisa de cuidados. A falta de sexo pode ser tão prejudicial quanto uma rotina sexual sem novidades. Trazer o novo para os momentos de intimidade é tarefa de ambos. Crie sempre um canal de diálogo. Aceitar os defeitos não significa guardar ressentimentos e mágoas. Fale sempre o que está sentindo de forma clara. Nunca em tom de crítica. A “infelicidade é irmã do silêncio” – os homens devem se exercitar mais neste ponto (eu, inclusive!).

Todos esses conselhos não são meus. Isso é resultado da observação de estudos realizados ao longo da história envolvendo os relacionamentos humanos. Mas não existem receitas prontas para bodas duradouras. Cada casal deve descobrir seus próprios meios para tornar seu casamento melhor e duradouro. Essas dicas podem ser de grande utilidade quando começamos a nos esquecer de pontos que são cruciais para a sobrevivência de uma família feliz. 

À minha esposa Dani “fofinha” Prata. Sigamos em frete e que venham as bodas dos 60 anos…

PROTEGENDO NOSSOS IDOSOS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Infelizmente, nem todos envelhecem da forma que gostaríamos. Temos familiares ou conhecidos com maior ou menor grau de dependência funcional. A segurança desta parcela da população é de extrema importância, pois os números realmente são assustadores. No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez no ano. A frequência de quedas é maior em mulheres e elas também têm maior risco de fraturas – 5% a 10% das quedas resultam em ferimentos importantes. O risco de quedas aumenta com o avançar da idade e pode chegar a 51% em idosos acima de 85 anos. Mais de dois terços daqueles que já tiveram uma queda cairão novamente nos seis meses subsequentes, sendo que 70% das quedas em idosos ocorrem dentro de casa.

Readequação

Os idosos têm reflexos mais lentificados, maior dificuldade de adaptação em ambientes escuros, massa magra reduzida e, portanto, menor força muscular. Ossos mais frágeis, geralmente usando vários medicamentos que podem causar efeitos colaterais diversos, etc. Segundo a Associação Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), as quedas em idosos constituem a primeira causa de acidentes em pessoas acima de 60 anos e também uma das grandes consequências de morte e invalidez devida, principalmente, às fraturas, em especial do colo de fêmur. A segurança da pessoa idosa passa por uma readequação do ambiente domiciliar e por uma boa avaliação por parte do médico.

No ambiente clínico, devem ser investigados pontos importantes, que estão intimamente ligados às quedas em idosos, como:

  • grau incorreto dos óculos,
  • avaliação e tratamento da osteopenia/osteoporose,
  • perda de audição,
  • tratamento de artrites e artroses,
  • hipotensão postural (queda da pressão arterial quando a pessoa se levanta)
  • e avaliação da poli farmácia (uso e interação entre várias medicações).

Lembre-se de que a pessoa que pratica atividade física desde cedo terá menos chance de desenvolver osteoporose, artrose, entre outras patologias que vão predispor as quedas no futuro.

Cuidados

No ambiente doméstico, devemos ficar atentos a alguns pontos que são importantes para evitar acidentes mais sérios:

  • O acesso externo deve ser sem barreiras, de preferência, sem escadas. Se essas estiverem presentes, devem ser de piso áspero com fitas antiderrapantes e com corrimão para apoio.
  • De preferência, todas as portas devem ter um vão de 80 cm (em especial para os cadeirantes). As maçanetas devem ser do tipo alavanca e os cômodos mais usados devem possuir molas nas portas para facilitar sua abertura e amortecer quando fechadas.
  • Os desníveis em toda a casa devem ser vencidos por rampas.
  • A cama deve ter uma altura que permita a pessoa colocar os pés no chão – o mesmo vale para as poltronas – e ter cabeceira que permita o recosto.
  • No banheiro, devem ser colocadas barras de apoio no chuveiro, no vaso sanitário e na pia a uma altura de 80 cm.
  • Todo o ambiente deve permitir boa iluminação e ventilação, os tapetes devem ser retirados ou seguros por fitas antiderrapantes coladas ao chão.Ao tomarmos atitudes como estas, estaremos promovendo proteção aos nossos idosos e garantindo melhora na qualidade de vida.

(*) Imagem copiada de saude-joni.blogspot.com

PERDOAR É COMPLEXO, MAS…

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O Perdão e Sua Saúde

Perdoar significa “conceder perdão, absorver, remitir (culpa, dívida, pena, etc), desculpar e se poupar”. O ato de perdoar envolve tudo isso e ainda muito mais. Pesquisas e estudos vêm sendo desenvolvidos nesses últimos anos para mostrar e comprovar o poder e os benefícios do perdão. Vários estudos foram realizados para descobrir as causas de doenças ligadas às emoções e ao estresse e acabaram por concluir que problemas como dores de cabeça, dores musculares, fibromialgia, gastrite, úlceras, problemas cardiovasculares, hipertensão, problemas gastrointestinais, doenças alérgicas e vertigens podem estar relacionados com a dificuldade de perdoar.

O ato de perdoar é realmente muito complexo. Embora não pareça, é muito difícil esquecer uma ofensa e, ainda por cima, conviver em harmonia com o ofensor. Porém, temos que aprender que perdoar é a arte de fazer as pazes quando algo não acontece como queríamos. Perdoar é fazer as pazes com a palavra “não”. Além de importante para a convivência, o ato de perdoar pode evitar uma série de transtornos causados em uma briga ou desentendimento. Quando uma pessoa não perdoa, revive a situação desagradável e nutre a mágoa, tornando-se mais estressada e propensa ao desenvolvimento de doenças cardíacas e psiquiátricas.

Não há perdão sincero sem o esquecimento da raiva e da mágoa que lhe deram origem. Esquecer a mágoa e a raiva não significa esquecer os fatos. Eles, muitas vezes, permanecem na memória e são motivo de aprendizado. Se esquecêssemos de todo o mal que alguém nos fez no passado, não aprenderíamos a nos cuidar melhor no futuro. Devemos esquecer a emoção negativa que toma a forma de raiva, mágoa, ou seja, se perdoamos verdadeiramente, conseguimos lidar com os fatos como algo distante, algo que não nos atinge mais, embora lembremos que eles aconteceram.

Lições de Vida

  • Para perdoar precisamos compreender a nós mesmos e aos outros. Se não nos dedicamos a compreender o outro, estamos esquecendo que, se estivéssemos em seu lugar, talvez fizéssemos coisa igual ou pior. E, mesmo que não cometêssemos o mesmo erro, isso se deveria apenas ao fato de já termos aprendido uma lição que ele ainda não aprendeu. Se aprendemos a lição, é porque já passamos por ela, ou seja, já erramos muitas vezes. Se não sentimos pelo outro a mesma compreensão que sentimos em nossa própria defesa, então, nosso perdão não existe, ele é pura vaidade.
  • Aprendendo a não sentir mágoa e a não se sentir ofendido com tanta frequência, você precisará perdoar menos, e isso equivale a ter aprendido a verdadeira humildade. Certa vez, perguntaram a Mahatma Ghandi se ele perdoava com muita frequência, ao que ele respondeu: “Não, ninguém nunca me ofendeu”.
  • Se alguém errou com você, ainda que gravemente, não perca tempo e saúde do corpo e da alma alimentando a raiva e a mágoa, elas te mantêm aprisionado ao passado. Perdoe e siga. Perdoar é inteligente. Perdoar é libertar primeiro a si mesmo, depois o outro. Faz bem ao corpo e à alma. Errar é humano, mas perdoar é divino!

Se mesmo assim achar difícil perdoar quem o ofendeu, leia abaixo os “Nove Passos para o Perdão”, do doutor Luskin, autor do livro o “Poder do Perdão”:

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber de sua decisão.

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofre agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos – ou dez anos – atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo.

6. Desista de esperar coisas que as pessoas ou a vida não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia tentando alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heroica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.

OS MUITOS TIPOS DE SORRISO

Autoria de LuDiasBH

E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão. (Fernando Pessoa)

As pessoas sorriem por muitas razões, das quais apenas algumas têm a ver com o que expressa a emoção positiva. As pessoas sorriem para estabelecer conexões com os outros, pedir desculpas, passar por situações complicadas, para impressionar, seduzir e apaziguar. Elas sorriem para mascarar sentimentos negativos, sorriem quando envergonhadas, também para restaurar relações harmoniosas. (Marianne LaFrance)

É sabido que certas culturas são mais contidas em suas emoções, enquanto outras são bem mais expressivas – como a nossa, por exemplo – contudo, não existe um só povo que não exprima seus sentimentos usando a mesma expressão facial. O escritor e biofísico Stefen Klein explica que “A cultura influencia muito pouco o diapasão das emoções humanas. É verdade que existem povos mais expressivos e outros mais reservados quanto à manifestação das emoções, mas todos exteriorizam alegria, aflição, medo e raiva de formas muito parecidas”. E complementa: “uma vez que a mímica facial é a mesma para todos os povos, as emoções elementares e o modo como nós as manifestamos devem ser inatos”, e não aprendidos como supunham alguns. Cita o fato de os cegos – ainda que sejam de nascença – usarem as mesmas expressões faciais ao sorrirem, por exemplo. Contudo, este é ainda um estudo em andamento.

Paul Ekman – pesquisador reconhecido por seus trabalhos no campo das emoções – descobriu que há 19 maneiras diferentes de sorrir, embora 18 delas – segundo ele – não sejam autênticas, mas se encontrem inseridas no cotidiano das pessoas, servindo-lhes de disfarce para encobrir os sentimentos, quando não se quer mostrá-los por completo – sendo essenciais à convivência humana. Quem não conhece o sorriso de constrangimento através do qual indicamos que nos sentimos embaraçados diante de alguma piada que não nos agradou? E aquele sorriso falso que indica que estamos participando de algo contra a nossa vontade? Há também o chamado “sorriso amarelo” indicativo de medo. O sorriso forçado, como aquele de quando se tira uma foto em grupo, sob a exigência de que todos sorriam. Há o sorriso polido ou de cortesia e aquele que denota ironia. Existe o frustrado por não termos atingido um propósito e o malvado que parece dizer: “Aguarde-me, sua batata está assando!”… E tantos outros.

Se 18 dos 19 tipos de sorriso não são genuínos, concluímos, então, que existe apenas um verdadeiro. Mas onde se encontra o diferencial? – indagará leitor. O “unzinho” restante é o que transmite alegria – sentimento de contentamento, satisfação e júbilo –, enquanto os outros não passam de um arremedo de demonstração de tal sentimento. Trata-se daquele sorriso grande, sem amarras ou elegância, moldando todo o rosto e isso quando também não balança o corpo. Ele levanta os dois cantos da boca, faz com que as pálpebras se comprimam, desenha um monte de rugas em torno do canto dos olhos (dizem até que é o responsável pelos “pés de galinha”), elevando ligeiramente as partes superiores das maçãs do rosto. E como se toda esta ginástica fosse pouca, esse sorriso gostoso ainda contrai os músculos orbiculares das pálpebras. Tem até um nome: sorriso de Duchenne – numa homenagem ao fisiologista francês que em 1862 realizou um estudo pioneiro do músculo orbicular do olho e chamava esse movimento de “Doces movimentos de emoções da alma”.

Agora que temos o conhecimento sobre o único sorriso verdadeiramente prazenteiro, nenhum sorrisinho amarelo irá mais nos enganar. Será mesmo? Mentira! Cerca de 10% das pessoas são capazes de reproduzir intencionalmente o sorriso de Duchenne, sem treinamento algum, transformando-o, assim, num sorriso falso. Nós outros, no intuito de imitá-lo, podemos recorrer a truques, como buscar a lembrança de uma piada engraçada ou a de um fato que nos fez rir muito. Outra coisa, as mulheres sorriem mais do que os homens e conseguem fingir melhor um sorriso verdadeiro. De olho nelas! Agora que já nos encontramos exímios na avaliação de sorrisos, podemos rir à vontade dos falsos sorrisos dos políticos e dos atores ruins que não aprenderam a representar. Que tal correr até o espelho para ver se você se encontra no grupo dos 10% capazes de imitar o sorriso de Duchenne? Mais uma coisinha: Dê um sorriso!

Ver textos:
COMO VIVENCIAR A FELICIDADE
APRENDENDO A SER FELIZ
SORRIR TRAZ FELICIDADE?

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

SORRIR TRAZ FELICIDADE?

Autoria de LuDiasBH

Sorrir traz felicidade – mas só o sorriso verdadeiro consegue fazer isso. O cérebro não se deixa enganar facilmente. (Stefen Klein)

Paul Ekman – pesquisador reconhecido por seus trabalhos no campo das emoções – conseguiu responder a uma pergunta que muitos se fazem: É possível criar sentimentos de felicidade exercitando o sorriso? Ele explica cientificamente que “Sim!”, é possível mudar as disposições de ânimo ao exercer uma influência direta sobre o nosso corpo. O médico coreano Jong Sul Yum – radicado no Brasil desde 1976 – criador da Unibiótica, inclui em seus exercícios alguns minutos dedicados ao riso, já ciente de tal poder. Contudo, é bom saber que não é qualquer tipo de sorriso que induz a felicidade. Faz-se necessário botar em prática o genuíno “sorriso de Duchenne”, pois o nosso cérebro é muito mais esperto do que pensamos. 

O “sorriso de Duchenne” – uma homenagem ao neurologista francês Dr. Duchenne que em 1862 realizou um estudo pioneiro do músculo orbicular do olho – nada mais é do que aquele sorriso grande, sem amarras ou elegância, moldando todo o rosto e isso quando também não balança o corpo. Ele levanta os dois cantos da boca, faz com que as pálpebras se comprimam, desenha um monte de rugas em torno do canto dos olhos (dizem até que é o responsável pelos “pés de galinha”), elevando ligeiramente as partes superiores das maçãs do rosto. E como se toda esta ginástica fosse pouca, esse sorriso gostoso ainda contrai os músculos orbiculares das pálpebras. E mais, ele é tão contagiante que exerce efeito sobre as pessoas em derredor que também costumam sorrir diante de tamanha obra-prima.

Agora que temos o conhecimento sobre o único sorriso tido como verdadeiramente prazenteiro, nenhum sorrisinho amarelo ou sem graça irá mais nos enganar. Será mesmo? Mentira! Cerca de 10% das pessoas são capazes de reproduzir intencionalmente o sorriso de Duchenne, sem treinamento algum, o que o transforma também num sorriso falso, quando assim criado, mas que faz um grande bem ao seu criador. Ainda assim – imagino eu – uma pessoa bem observadora será capaz de captar a falsidade de tal sorriso através do olhar do prazenteiro, carregado de segundas intenções. Nós outros, no intuito de imitar tal sorriso, podemos recorrer a truques, como buscar a lembrança de uma piada engraçada ou a de um fato que nos fez rir muito. E isso nos fará muito bem, pois ajuda a melhorar o nosso humor. Se o sorriso abre portas para o mundo exterior, melhorando os relacionamentos ao atuar como “lubrificantes sociais”, sabemos agora que também escancara as portas que levam ao nosso mundo interior, tornando-o mais festivo.  

Ainda que todo sorriso tenha como característica principal a elevação dos cantos dos lábios, erguidos com o amparo dos músculos da bochecha, o “sorriso de Duchenne” possui algo que o diferencia dos demais: é criado pela emoção positiva, expressa através da união de diferentes músculos da face. Enquanto a maioria dos sorrisos, dentre eles os falsos, atendem à vontade da pessoa, o “sorriso de Duchenne” é incontido, autêntico e, por isso, chamado de “um reflexo das emoções da alma”, pois dele fazem parte os olhos – as janelas da alma.

Ver textos:
COMO VIVENCIAR A FELICIDADE
OS MUITOS TIPOS DE SORRISO
APRENDENDO A SER FELIZ
Nota: imagem copiada de labellepaty.blogspot.com

Fontes de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante
https://amenteemaravilhosa.com.br/tipos-de-pensamento-intuitivo/

COMO VIVENCIAR A FELICIDADE

Autoria de LuDiasBH

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. (Carlos Drummond de Andrade)

A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos. (Arthur Schopenhauer)

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz. (Sigmund Freud)

Muito mais importante do que os conceitos que a felicidade possa ter é o bem que proporciona ao seu portador. E isso a começar pelo relaxamento muscular e pelo equilíbrio hormonal que produz. Segundo o escritor e biofísico Stefan Klein “Se fôssemos apenas espíritos sem corpos, seríamos incapazes de ser felizes”. Muitos leitores, surpresos, estarão a indagar sobre o porquê de tal afirmação. Klein responde: “Como ocorre com todos os sentimentos, a felicidade origina-se tanto no corpo quanto no cérebro. Isso acontece porque o bem-estar só é produzido quando o cérebro recebe os sinais adequados que vêm do coração, da pele e dos músculos e os interpreta corretamente”. Podemos e devemos ser seres espiritualizados, mas, sobretudo, viver como tais. Se “viver” significa “ação”, isso quer dizer que somos responsáveis pelas ações de nosso corpo e, portanto, pela nossa felicidade.

Imagine que você se encontra numa prazerosa festa ao ar livre, na qual está a se esbaldar, mas repentinamente a temperatura cai alguns graus Celsius. E, por infelicidade, você se esqueceu de levar o casaco de frio. Por melhores que sejam os comes e bebes, a música e o ambiente, não mais conseguirá sentir prazer. Seu corpo não lhe permitirá isso, pois não está se sentindo bem. Você poderá se imaginar numa praia ensolarada… E o desconforto continuará o mesmo. O corpo continuará enviando uma mensagem que diz que algo está errado e que ele  não se encontra bem, portanto, incapaz de enviar sinais de bem-estar ao cérebro. O que nos leva a concluir que necessitamos cuidar bem de nós mesmos como um todo – inclusive modificando nossos pensamentos e sentimentos ruins – se quisermos caminhar em busca da felicidade. Nosso corpo merece ser levado a sério muito mais do que imaginamos.

Na espécie humana muitas das atividades do sistema nervoso são conscientes, ou seja, encontram-se sob o controle ou a autonomia da vontade. Outras, entretanto, acontecem involuntariamente, quer se queira ou não. Se alguém se encontra triste, por exemplo, por mais que aparente felicidade não conseguirá enganar as pessoas mais observadoras. Isso porque a vontade não tem poderes totais nesse caso, exercendo apenas uma “pequena” influência sobre nosso sistema nervoso involuntário, incapaz de ser ocultada a todos. A natureza foi sábia ao destinar ao sistema nervoso certas ações de que somente ele é capaz de acionar – funções vitais para o corpo. E é bom que assim seja, pois, destrambelhada como é a humanidade, não se pode colocar sob sua autonomia tais responsabilidades. Seria um caos se o homem tivesse poder para manipulá-las a bel-prazer.

Sabemos que a felicidade é feita de momentos. Assim,  as pessoas que buscam encontrá-la nas pequenas coisas são tomadas por ela constantemente. O que me faz lembrar um pensamento que diz: “Quem não tem o que se ama, deve amar o que se tem”. Trocando em miúdos, se seus desejos encontram-se além de suas possibilidades, comece por valorizar o que está ao seu redor. Assim como “gentileza atrai gentileza”, ações positivas atraem coisas positivas. Os indivíduos exageradamente exigentes com a vida tornam-se carrancudos e sombrios, alegando que a felicidade nunca lhes bate à porta, quando na verdade são eles que fecham a porta para ela ao ignorar que é possível aprender a ser feliz. O primeiro passo é ser humilde nas aspirações (busque começar pequeno). O segundo é alegrar-se com cada passo dado em direção a uma meta, lembrando-se sempre de que todo propósito deve começar no “agora”, para que não se transforme num ideal fugaz. O terceiro e último é viver um dia de cada vez e da melhor maneira possível no que diz respeito a si mesmo, aos outros e ao planeta Terra como um todo. Se assim agir, todo o resto virá por acréscimo.

Ver textos:
OS MUITOS TIPOS DE SORRISO
APRENDENDO A SER FELIZ
SORRIR TRAZ FELICIDADE?

Nota: obra de Antônio Poteiro, ceramista, escultor e pintor português que veio para o Brasil com um ano de idade – tido como um dos mestres da pintura primitiva brasileira.

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante