Arquivo da categoria: Arte de Viver

São assuntos relativos ao nosso cotidiano, que têm por finalidade ajudar-nos a levar uma vida com menos estresse.

AS DOZE LEIS DO CARMA

 Autoria de Luis Pellegrin

  1. A grande leiTudo que você planta você colhe um dia. Tudo que lançamos no universo voltará para nós. Se o que desejamos é felicidade, paz, amor, amizade…, devemos então ser felizes, pacíficos, amorosos e amigos leais.
  2. Lei da criação A vida não acontece simplesmente, ela requer nossa participação. Somos um com o universo, interna e externamente. Tudo o que nos cerca nos fornece chaves para nosso mundo interior. Seja você mesmo, sempre, e traga para perto de si tudo o que deseja que esteja presente em sua vida.
  3. Lei da humildade – Enquanto você se recusar a aceitar uma realidade, ela continuará a fazer parte de si. Se considera um inimigo tudo o que vê, ou alguém com traços de caráter que julga serem negativos, você ainda não está focado em um nível mais elevado da existência.
  4.  Lei do crescimento – Para onde você for, ali estará. Se quiser crescer espiritualmente, é a si mesmo que terá de mudar – e não as pessoas, os lugares e as coisas ao redor. A única coisa que você realmente tem em sua vida é a si mesmo, e você é a única coisa sobre a qual pode ter controle. Quando conseguirmos mudar quem somos e como somos, todos os aspectos da nossa vida acompanharão essa mudança.
  5. Lei da responsabilidade – Sempre que algo estiver errado em sua vida, haverá algo errado em você. Refletimos o que nos cerca e o que nos cerca nos espelha – esta é a verdade universal. Somos responsáveis por tudo o que existe e acontece em nossas vidas, e devemos assumir essa responsabilidade se quisermos mudar o rumo das coisas.
  6. Lei da conexão – Até mesmo quando o que fazemos parece inconsequente, é muito importante que isso seja feito como se tudo que existe no universo esteja conectado. Cada passo leva ao passo seguinte, e assim por diante. Alguém precisa dar o pontapé inicial para a partida começar. Nem o primeiro passo, nem o último, têm grande importância e significado, pois ambos precisam cumprir a verdadeira tarefa: a caminhada como um todo. Passado-presente-futuro estão todos conectados.
  7. Lei do foco Você não pode pensar duas coisas ao mesmo tempo. Quando seu foco está dirigido para valores espirituais, é impossível ter pensamentos de nível mais baixo, tais como os de cobiça ou raiva.
  8.  Lei da doação e da hospitalidade – Se você acredita que algo é verdadeiro, em algum momento da vida será chamado para demonstrar e defender essa sua verdade particular. Esse será o momento de pôr em prática o que aprendeu ou percebeu em teoria.
  9. Lei do aqui e agora – A tendência a olhar para trás, para examinar o que já passou, nos impede de viver plenamente o aqui e agora. Velhos pensamentos, padrões de comportamento, sonhos…, tudo isso impede a vivência de experiências renovadoras.
  10. Lei da mudança – A mesma história se repetirá até aprendermos a lição de que é preciso mudar nossa trajetória de vida.
  11. Lei da paciência e da recompensa – Toda recompensa requer um esforço inicial. Recompensas duradouras exigem trabalho paciente e persistente. A verdadeira alegria chega quando concluímos a tarefa a executar, animados pela convicção de que a recompensa chegará no devido tempo.
  12. Lei da importância e da inspiração – O valor dos nossos triunfos e erros depende da intenção e da energia despendida para atingir o fim. Contribuímos individualmente para uma totalidade e, assim, nossas ações não podem ser medíocres: temos de pôr todo o coração em cada coisa que fazemos. Contribuições amorosas fortalecem a vida e inspiram o Todo.

 Nota: texto retirado de https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/391668/Lei-do-carmaTudo-que-voc%C3%AA-faz-um-dia-volta-pra-voc%C3%AA.htm

BUSQUE A CAUSA DE SUA PREGUIÇA

Autoria do Dr. Telmo Diniz idosos1

A preguiça tem origem no termo em latim “pigritia” e é uma característica ou atitude que demonstra pouca disposição para o trabalho ou aversão ao mesmo. Está relacionada com negligência, indolência, demora ou lentidão em praticar qualquer ação. A preguiça se revela através da morosidade em cumprir algum trabalho, seja ele físico ou mental.

Apesar de não ser considerada uma doença, a preguiça ou falta de atividade pode ser um sintoma característico de algumas patologias, como a narcolepsia, que é o excesso de sonolência; a depressão, cujos sintomas incluem passividade e falta de motivação; ou ainda síndromes ligadas ao cansaço, como a síndrome da fadiga crônica. Todas estas patologias já foram temas deste blog, podendo ser encontradas em VIDA SAUDÁVEL.

Às vezes, sentimos preguiça de realizar uma tarefa simplesmente porque não gostamos, não concordamos ou não estamos satisfeitos. Procrastinamos, simples assim. Deixar o que é mais chato para depois é normal, mas a preguiça é a manutenção deste status quo. Ela não se resume na questão física, mas também no pensar, sentir e agir. A crença básica da preguiça é “não necessito aprender nada”, levando a um movimento limitador das ideias e ações no cotidiano e traduzido pelo “deixa para depois”.

A característica básica da preguiça pode ser encontrada em pessoas que frequentemente adiam compromissos, decisões, projetos, mudanças ou até simples afazeres rotineiros, comprometendo o resultado desejado com a justificativa de que não houve tempo ou que irá realizar outro dia. Na verdade, essas pessoas tentam ocultar uma insegurança exagerada em sua própria capacidade de agir. Utilizam-se do desânimo e do esquecimento como estratégia para fugir da necessidade de arregaçar as mangas e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. É como se a pessoa estivesse imobilizada, sem conseguir reação.

Como a preguiça não é considerada uma patologia, não se pode falar em um tratamento, porém algumas mudanças podem diminuir significativamente a moleza e fornecer novas formas de energia e motivação. A prática de exercícios físicos é uma delas. A pessoa deve começar a se movimentar. Acompanhamento terapêutico também pode ser indicado na tentativa de buscar compreender as causas da preguiça ou, ainda, resgatar antigas atividades consideradas prazerosas. Além disso, alimentos mais leves e dietas mais balanceadas parecem estar diretamente ligados à disposição do dia a dia.

Para espantar a preguiça logo pela manhã e melhorar a minha disposição, eu tomo um suco verde com gengibre. É ótimo para “pegar no tranco”.

Nota: imagem copiada de gartic.uol.com.br

EVITANDO O LADO PESSOAL

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Se você leva as coisas, de forma muito frequente, para o lado pessoal, é porque de alguma forma concorda com o que está sendo falado. Nada do que os outros falam ou fazem tem a ver com você. Quem leva as coisas para o lado pessoal é porque dá muita importância a si mesmo. Vejamos como lidar melhor com este tema.

Se você, caro leitor, acha que tudo que acontece à sua volta tem a ver com você, terá de mudar sua visão de vida. Certamente essa mudança fará com que você sofra menos. É importante entender que o que os outros fazem, dizem ou pensam tem a ver com a forma como eles veem o mundo – não tem nada com você. Pare e pense nisso! Deixe de achar que é o centro das atenções.

Se você não levar as coisas para o lado pessoal, estará imune a vários problemas. Quando você se sentir ofendido com algo e prontamente reagir para defender seus pensamentos e ideias, certamente vai criar algum conflito. Naquele momento, fazendo uma “tempestade num copo d’água”, você, na verdade, está procurando mostrar que está certo e tornando todas as outras ideias erradas.

Todos nós conhecemos pessoas que se ofendem com facilidade, tendem a ver as situações como negativas, acreditam que tudo que se passa no ambiente tem uma relação com elas, isso sendo verdade ou não. Ficam irritadas com facilidade e creem que toda fala tem segundas intenções ou alguma crítica pessoal. Existe uma voz na mente da pessoa dizendo “é sobre mim”, “estão falando de mim”. É algo paranoico.

Pessoas assim não possuem senso de humor, deixam o ambiente de trabalho carregado com relacionamentos interpessoais comprometidos, ficando isoladas em seu mundo, com tom amargo e depressivo. A tendência é que os outros se afastem delas para evitar maiores confrontos. Desse modo, isolam-se socialmente e reforçam o afastamento, porque as outras pessoas temem suas reações violentas. De igual forma existem pessoas que levam tudo para o lado pessoal, mas se mantêm caladas, interiorizando um sentimento de rancor que parece não ter fim.

Como se proteger dos efeitos do ambiente sem levar nada para o lado pessoal? Primeiramente, procure ter autocontrole, seja flexível e tenha senso de humor. Seja autoconfiante, saiba separar o que é real do que é imaginário. Se o que outra pessoa diz afeta você é porque concorda com o que está sendo dito. Dê tempo ao tempo, evite confrontações e impulsividade desnecessárias. Tenha foco no que realmente é importante. Não gaste energia em coisas desnecessárias. Não se faça de vítima, o mundo não está contra você. Saiba perdoar, pois, quando você pratica o perdão, consegue se libertar de ideias do passado, focando coisas do presente que são o que realmente interessam.

Não leve nada para o lado pessoal. Os outros não fazem nada por sua causa. Buda disse certa vez: “Quando você se tornar imune às opiniões e às ações dos outros, não será mais vítima de sofrimentos desnecessários.”.

Nota: obra de Di Cavalcanti

A ARTE DE VIVER COM LEVEZA

 Autoria do Dr. Telmo Diniz

A ciência moderna explica a conexão entre leveza e prazer, mas a grande questão é: como viver com maior leveza em um mundo tão corrido e com alto nível de estresse? Neste texto nós vamos aprender o que fazer para viver com mais singeleza.

Uma vida leve é uma vida com menos estresse e mais momentos alegres, menos preocupações e mais otimismo, menos pressa e mais bom humor, menos cansaço e mais vontade. Quando falamos em “viver com leveza”, falamos sobre saber viver, mais e melhor.

Existem alguns caminhos que você pode escolher e atitudes a tomar que certamente vão deixar sua vida mais leve. Inicie por ter menos coisas. Buda já dizia: “Quanto mais coisas você tem, mais terá com o que se preocupar”. Quanto menos você se preocupar em manter muitos bens e menos pensamentos sobre possuir coisas ocuparem sua mente, mais espaço se abre na sua vida para viver com serenidade, ser feliz e afastar-se de sentimentos como angústia e ansiedade.

De igual forma, não leve a vida tão a sério. Você não precisa estar sempre certo. E o mundo não vai parar se você, de vez em quando, fizer uma pausa nos deveres para se divertir, esquecer as partes chatas do dia a dia e não responder a e-mails nem atender o celular. Reduza a quantidade de obrigações. Se você tem compromissos demais e pouco ou nenhum tempo para você, a vida se torna maçante e sem sentido. Mude sua rotina!

Faça as coisas com mais calma. Diminua um pouco o seu ritmo e dispense a ansiedade, sentimento que é um vício prejudicial à sua saúde. Talvez você nem perceba, mas já se tornou um hábito fazer com extrema rapidez tudo o que deve ser realizado no dia. Você, caro leitor, anda na rua, lê, come, trabalha e atende ao telefone em ritmo tenso e acelerado sem perceber? É isso que deve ser revisto.

Fique o máximo que puder ao lado de quem o faz rir. Rir faz bem, deixa a vida mais leve, traz disposição e acaba com o estresse. E se distancie de pessoas mal-humoradas – os “vampiros de energias”. Isso o ajudará a lamentar menos e a solucionar melhor os problemas. Tem adversidades? Certamente, sim! Mas veja as outras coisas boas que estão a sua volta. Os problemas fazem parte do nosso dia a dia e, portanto, deverão ser encarados como parte da rotina.

Paulo Coelho descreveu bem como viver com leveza: “Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira: ‘Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando’. Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu: ‘Aquele que eu alimento mais frequentemente’”.

Nota: obra de Di Cavalcanti

COMO MELHORAR A AUTOESTIMA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Se você quer um pedacinho do Paraíso, acredite em Deus. Mas se você quer conquistar o mundo, acredite em você, porque Deus já te deu tudo o que você precisa para vencer. (Augusto Branco)

Você confia em si mesmo? Tem confiança no trabalho que desenvolve? É confiante em suas relações familiares e sociais? Consegue falar em público? Como anda sua autoconfiança? Se não anda boa, saiba que você pode fortalecê-la, melhorando, por consequência, sua autoestima.

Primeiramente saiba que autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem de fazer e realizar algo. Alguém que é autoconfiante tem um forte senso de convicção e certeza em si próprio. É uma pessoa que transpira serenidade, tranquilidade e é autoconsciente. O autoconfiante tem uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho, incluindo as convicções de saber fazer o que se propõe, de fazê-lo bem e de suportar as dificuldades para chegar aos objetivos propostos.

Alguns comportamentos são típicos de uma pessoa com baixa autoconfiança:

  • menosprezar a própria capacidade, ou seja, ter dúvidas quanto a ser capaz de fazer algo;
  • ser tímida e reservada;
  • fazer críticas a si mesmas;
  • ser perfeccionista;
  • ficar presa aos resultados negativos e falhas do passado;
  • ter excessiva preocupação com os resultados negativos e de fracasso, mesmo que ainda não tenham acontecido;
  • ter medo de realizar novos projetos, pelo simples fato de “poder dar errado”;
  • estar sempre querendo agradar a terceiros;
  • ter grande dificuldade de dizer “não”.

A boa notícia é que existem meios para melhorar e aumentar nossa autoconfiança. Primeiramente comece pelo seu visual. Se for homem, faça a barba e o cabelo. Se for mulher, dê uma “mexida geral” e comece a perceber como se veste. Isto é primordial para o bem-estar interior, para ambos os sexos. Pense sempre de forma positiva, ou seja, o que você planeja tem que dar certo. Nunca “entre na guerra” achando que vai perder. Pensamentos negativos têm poder. Pense nisso!

Prepare-se para a vida e para os projetos. Não basta pensar positivamente, devemos ter preparo para todos os nossos objetivos. A vida é concorrida e difícil e, portanto, não vamos conseguir fazer o que devemos, caso não estejamos preparados. De igual forma, tente ser sempre gentil com o próximo. Pessoas generosas, em geral, se sentem bem consigo mesmas e são mais autoconfiantes. Seja moderado nas palavras e nos gestos. Pessoas com alto nível de autoconfiança falam devagar e em baixo tom. Não precisam gritar. Vá estudar para aumentar seus conhecimentos. Quanto mais souber em sua área de atuação, melhor será sua confiança. Enfim, sorria mais e passe à frente sua autoestima. Contamine a todos a sua volta!

Nota: pintura A Vendedora de Flores, obra de Diego Rivera (1886-1957)

A INTOLERÂNCIA É A BAGAGEM DOS TOLOS

Autoria de Dr. Telmo Diniz

intolerante

Esta semana não quero falar de intolerância à lactose ou ao glúten. Quero falar sobre a intolerância de uma forma genérica e voltada ao seu real significado. Conceitualmente, intolerância é uma atitude caracterizada pela falta de habilidade ou falta de vontade em reconhecer e respeitar as diferenças entre as pessoas, como crenças e opiniões. Já a estupidez se expressa em pessoas desprovidas de inteligência. Uma pessoa intolerante não só é inábil, mas também burra e ignorante.

Portanto, não seria exagero achar que a intolerância seja o mais estúpido e egoísta dos sentimentos humanos. Ser intolerante é assumir a burra incapacidade de aceitar a conduta diferente do outro. É absorver um ideal com tanta força e ter uma presunção tão grande de que tudo tem que funcionar exatamente de uma só forma. Ser intolerante é considerar a possibilidade de que todo ser humano tem o mesmo gosto ou o mesmo pensamento. É querer simplesmente que o mundo gire em torno de si.

A intolerância é excludente. É a bagagem dos tolos. O intolerante se sente no direito de julgar e também definir o que é certo e errado. Ele é capaz de se apegar aos mais puros sentimentos e ideais, além de transformá-los em uma verdade violenta, normalmente carregada de fúria. Tudo movido pelo simples fato de querer que o outro tenha a mesma opinião. O intolerante acredita que tem em suas mãos a única e poderosa verdade e é incapaz de questioná-la. Esta deficiência de sequer pensar na possibilidade de estar errado é o mais marcante entre os “donos da verdade”. Impor sobre o outro uma ideia ou um comportamento único é uma agressão.

Não existem no mundo duas pessoas iguais. Deus nos fez diferentes. Como é possível ser capaz de criar uma “verdade” que possa mutilar o outro? Como é possível matar alguém por ter ideias diferentes? Isto é, no mínimo, estúpido! Grande parte das atrocidades humanas foi cometida por pessoas embriagadas pela intolerância, apoiada sempre por uma verdade imutável e implacável. A escravidão, a inquisição, o holocausto e a homofobia são os exemplos do quão sombrio e cruel o ser humano intolerante pode ser.

As ideias não precisam competir, apenas coexistir. Acredito que o processo de reconhecimento das nossas diferenças começa na nossa educação e por ela seremos mais tolerantes com o próximo. O núcleo familiar, onde as primeiras relações de uma criança se processam, irá formar o caráter e a personalidade de nossos jovens. Do mesmo modo as escolas devem acompanhar esse movimento, abrindo-se como aliada das famílias, para construir um espaço de discussão e enfrentamento dos conflitos existentes entre os alunos. É também nesse espaço de construção de cidadania que devem ser marcados valores que ressaltem a existência do “outro” que se distingue em cada um de nós.