Arquivo da categoria: Arte de Viver

São assuntos relativos ao nosso cotidiano, que têm por finalidade ajudar-nos a levar uma vida com menos estresse.

EVITANDO O LADO PESSOAL

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Se você leva as coisas, de forma muito frequente, para o lado pessoal, é porque de alguma forma concorda com o que está sendo falado. Nada do que os outros falam ou fazem tem a ver com você. Quem leva as coisas para o lado pessoal é porque dá muita importância a si mesmo. Vejamos como lidar melhor com este tema.

Se você, caro leitor, acha que tudo que acontece à sua volta tem a ver com você, terá de mudar sua visão de vida. Certamente essa mudança fará com que você sofra menos. É importante entender que o que os outros fazem, dizem ou pensam tem a ver com a forma como eles veem o mundo – não tem nada com você. Pare e pense nisso! Deixe de achar que é o centro das atenções.

Se você não levar as coisas para o lado pessoal, estará imune a vários problemas. Quando você se sentir ofendido com algo e prontamente reagir para defender seus pensamentos e ideias, certamente vai criar algum conflito. Naquele momento, fazendo uma “tempestade num copo d’água”, você, na verdade, está procurando mostrar que está certo e tornando todas as outras ideias erradas.

Todos nós conhecemos pessoas que se ofendem com facilidade, tendem a ver as situações como negativas, acreditam que tudo que se passa no ambiente tem uma relação com elas, isso sendo verdade ou não. Ficam irritadas com facilidade e creem que toda fala tem segundas intenções ou alguma crítica pessoal. Existe uma voz na mente da pessoa dizendo “é sobre mim”, “estão falando de mim”. É algo paranoico.

Pessoas assim não possuem senso de humor, deixam o ambiente de trabalho carregado com relacionamentos interpessoais comprometidos, ficando isoladas em seu mundo, com tom amargo e depressivo. A tendência é que os outros se afastem delas para evitar maiores confrontos. Desse modo, isolam-se socialmente e reforçam o afastamento, porque as outras pessoas temem suas reações violentas. De igual forma existem pessoas que levam tudo para o lado pessoal, mas se mantêm caladas, interiorizando um sentimento de rancor que parece não ter fim.

Como se proteger dos efeitos do ambiente sem levar nada para o lado pessoal? Primeiramente, procure ter autocontrole, seja flexível e tenha senso de humor. Seja autoconfiante, saiba separar o que é real do que é imaginário. Se o que outra pessoa diz afeta você é porque concorda com o que está sendo dito. Dê tempo ao tempo, evite confrontações e impulsividade desnecessárias. Tenha foco no que realmente é importante. Não gaste energia em coisas desnecessárias. Não se faça de vítima, o mundo não está contra você. Saiba perdoar, pois, quando você pratica o perdão, consegue se libertar de ideias do passado, focando coisas do presente que são o que realmente interessam.

Não leve nada para o lado pessoal. Os outros não fazem nada por sua causa. Buda disse certa vez: “Quando você se tornar imune às opiniões e às ações dos outros, não será mais vítima de sofrimentos desnecessários.”.

Nota: obra de Di Cavalcanti

A ARTE DE VIVER COM LEVEZA

 Autoria do Dr. Telmo Diniz

A ciência moderna explica a conexão entre leveza e prazer, mas a grande questão é: como viver com maior leveza em um mundo tão corrido e com alto nível de estresse? Neste texto nós vamos aprender o que fazer para viver com mais singeleza.

Uma vida leve é uma vida com menos estresse e mais momentos alegres, menos preocupações e mais otimismo, menos pressa e mais bom humor, menos cansaço e mais vontade. Quando falamos em “viver com leveza”, falamos sobre saber viver, mais e melhor.

Existem alguns caminhos que você pode escolher e atitudes a tomar que certamente vão deixar sua vida mais leve. Inicie por ter menos coisas. Buda já dizia: “Quanto mais coisas você tem, mais terá com o que se preocupar”. Quanto menos você se preocupar em manter muitos bens e menos pensamentos sobre possuir coisas ocuparem sua mente, mais espaço se abre na sua vida para viver com serenidade, ser feliz e afastar-se de sentimentos como angústia e ansiedade.

De igual forma, não leve a vida tão a sério. Você não precisa estar sempre certo. E o mundo não vai parar se você, de vez em quando, fizer uma pausa nos deveres para se divertir, esquecer as partes chatas do dia a dia e não responder a e-mails nem atender o celular. Reduza a quantidade de obrigações. Se você tem compromissos demais e pouco ou nenhum tempo para você, a vida se torna maçante e sem sentido. Mude sua rotina!

Faça as coisas com mais calma. Diminua um pouco o seu ritmo e dispense a ansiedade, sentimento que é um vício prejudicial à sua saúde. Talvez você nem perceba, mas já se tornou um hábito fazer com extrema rapidez tudo o que deve ser realizado no dia. Você, caro leitor, anda na rua, lê, come, trabalha e atende ao telefone em ritmo tenso e acelerado sem perceber? É isso que deve ser revisto.

Fique o máximo que puder ao lado de quem o faz rir. Rir faz bem, deixa a vida mais leve, traz disposição e acaba com o estresse. E se distancie de pessoas mal-humoradas – os “vampiros de energias”. Isso o ajudará a lamentar menos e a solucionar melhor os problemas. Tem adversidades? Certamente, sim! Mas veja as outras coisas boas que estão a sua volta. Os problemas fazem parte do nosso dia a dia e, portanto, deverão ser encarados como parte da rotina.

Paulo Coelho descreveu bem como viver com leveza: “Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira: ‘Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando’. Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu: ‘Aquele que eu alimento mais frequentemente’”.

Nota: obra de Di Cavalcanti

COMO MELHORAR A AUTOESTIMA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Se você quer um pedacinho do Paraíso, acredite em Deus. Mas se você quer conquistar o mundo, acredite em você, porque Deus já te deu tudo o que você precisa para vencer. (Augusto Branco)

Você confia em si mesmo? Tem confiança no trabalho que desenvolve? É confiante em suas relações familiares e sociais? Consegue falar em público? Como anda sua autoconfiança? Se não anda boa, saiba que você pode fortalecê-la, melhorando, por consequência, sua autoestima.

Primeiramente saiba que autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem de fazer e realizar algo. Alguém que é autoconfiante tem um forte senso de convicção e certeza em si próprio. É uma pessoa que transpira serenidade, tranquilidade e é autoconsciente. O autoconfiante tem uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho, incluindo as convicções de saber fazer o que se propõe, de fazê-lo bem e de suportar as dificuldades para chegar aos objetivos propostos.

Alguns comportamentos são típicos de uma pessoa com baixa autoconfiança:

  • menosprezar a própria capacidade, ou seja, ter dúvidas quanto a ser capaz de fazer algo;
  • ser tímida e reservada;
  • fazer críticas a si mesmas;
  • ser perfeccionista;
  • ficar presa aos resultados negativos e falhas do passado;
  • ter excessiva preocupação com os resultados negativos e de fracasso, mesmo que ainda não tenham acontecido;
  • ter medo de realizar novos projetos, pelo simples fato de “poder dar errado”;
  • estar sempre querendo agradar a terceiros;
  • ter grande dificuldade de dizer “não”.

A boa notícia é que existem meios para melhorar e aumentar nossa autoconfiança. Primeiramente comece pelo seu visual. Se for homem, faça a barba e o cabelo. Se for mulher, dê uma “mexida geral” e comece a perceber como se veste. Isto é primordial para o bem-estar interior, para ambos os sexos. Pense sempre de forma positiva, ou seja, o que você planeja tem que dar certo. Nunca “entre na guerra” achando que vai perder. Pensamentos negativos têm poder. Pense nisso!

Prepare-se para a vida e para os projetos. Não basta pensar positivamente, devemos ter preparo para todos os nossos objetivos. A vida é concorrida e difícil e, portanto, não vamos conseguir fazer o que devemos, caso não estejamos preparados. De igual forma, tente ser sempre gentil com o próximo. Pessoas generosas, em geral, se sentem bem consigo mesmas e são mais autoconfiantes. Seja moderado nas palavras e nos gestos. Pessoas com alto nível de autoconfiança falam devagar e em baixo tom. Não precisam gritar. Vá estudar para aumentar seus conhecimentos. Quanto mais souber em sua área de atuação, melhor será sua confiança. Enfim, sorria mais e passe à frente sua autoestima. Contamine a todos a sua volta!

Nota: pintura A Vendedora de Flores, obra de Diego Rivera (1886-1957)

A INTOLERÂNCIA É A BAGAGEM DOS TOLOS

Autoria de Dr. Telmo Diniz

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Esta semana não quero falar de intolerância à lactose ou ao glúten. Quero falar sobre a intolerância de uma forma genérica e voltada ao seu real significado. Conceitualmente, intolerância é uma atitude caracterizada pela falta de habilidade ou falta de vontade em reconhecer e respeitar as diferenças entre as pessoas, como crenças e opiniões. Já a estupidez se expressa em pessoas desprovidas de inteligência. Uma pessoa intolerante não só é inábil, mas também burra e ignorante.

Portanto, não seria exagero achar que a intolerância seja o mais estúpido e egoísta dos sentimentos humanos. Ser intolerante é assumir a burra incapacidade de aceitar a conduta diferente do outro. É absorver um ideal com tanta força e ter uma presunção tão grande de que tudo tem que funcionar exatamente de uma só forma. Ser intolerante é considerar a possibilidade de que todo ser humano tem o mesmo gosto ou o mesmo pensamento. É querer simplesmente que o mundo gire em torno de si.

A intolerância é excludente. É a bagagem dos tolos. O intolerante se sente no direito de julgar e também definir o que é certo e errado. Ele é capaz de se apegar aos mais puros sentimentos e ideais, além de transformá-los em uma verdade violenta, normalmente carregada de fúria. Tudo movido pelo simples fato de querer que o outro tenha a mesma opinião. O intolerante acredita que tem em suas mãos a única e poderosa verdade e é incapaz de questioná-la. Esta deficiência de sequer pensar na possibilidade de estar errado é o mais marcante entre os “donos da verdade”. Impor sobre o outro uma ideia ou um comportamento único é uma agressão.

Não existem no mundo duas pessoas iguais. Deus nos fez diferentes. Como é possível ser capaz de criar uma “verdade” que possa mutilar o outro? Como é possível matar alguém por ter ideias diferentes? Isto é, no mínimo, estúpido! Grande parte das atrocidades humanas foi cometida por pessoas embriagadas pela intolerância, apoiada sempre por uma verdade imutável e implacável. A escravidão, a inquisição, o holocausto e a homofobia são os exemplos do quão sombrio e cruel o ser humano intolerante pode ser.

As ideias não precisam competir, apenas coexistir. Acredito que o processo de reconhecimento das nossas diferenças começa na nossa educação e por ela seremos mais tolerantes com o próximo. O núcleo familiar, onde as primeiras relações de uma criança se processam, irá formar o caráter e a personalidade de nossos jovens. Do mesmo modo as escolas devem acompanhar esse movimento, abrindo-se como aliada das famílias, para construir um espaço de discussão e enfrentamento dos conflitos existentes entre os alunos. É também nesse espaço de construção de cidadania que devem ser marcados valores que ressaltem a existência do “outro” que se distingue em cada um de nós.

A ARTE DE SABER OUVIR

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O que mais encontramos nos dias de hoje são rodas de pessoas falando cada qual de si. Hoje, muito se fala e pouco se escuta. Muitos falam e ninguém ouve, verdadeiramente. Quem fala muito não ouve. Todos nós gostamos de expor as nossas ideias e de ter uma participação no decorrer de uma conversa. É normal desejarmos expor os nossos pensamentos e experiências. A dificuldade está no saber ouvir.

Quando ouvimos superficialmente, captamos apenas mensagens também superficiais. Não há interação com o outro. Isso dificulta os relacionamentos no trabalho, na família, etc. Temos por hábito, a maioria de nós, de interromper os outros e tirar conclusões precipitadas. Além disso, nossas crenças nos levam a escutar apenas o que acreditamos ser “verdadeiro”. Da mesma forma, nossa competitividade também nos faz querer dominar as conversas. E, quando alguém fala o que não queremos ouvir, fugimos da realidade e nos desligamos da conversa. Portanto, a tarefa do ouvir não é tão fácil quanto parece, porque ouvir é deixar de lado a nossa prepotência e se despojar do próprio narcisismo. É preciso colocar a humildade no lugar da arrogância intrínseca.

Um trecho de um livro de Rubens Alves traduz bem o quanto nos preocupamos mais em falar do que em ouvir. Disse ele: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar… Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular”. Saber ouvir é um ato de boas maneiras, de educação e de cuidado com quem nos cerca.

Quanto mais desenvolvermos a habilidade de ouvir os outros, maior a probabilidade de prestar atenção nas necessidades das pessoas que estão à nossa volta. Pessoas que não ouvem atentamente não conseguem captar informações importantes ou obter o apoio dos seus pares. Ouvir com atenção significa compreender sem avaliar ou julgar os pontos de vista da outra pessoa. Devemos nos esforçar para ouvir posições contrárias às nossas, bem como devemos dar a chance para que o “outro lado” possa construir seu raciocínio e expor suas ideias. O outro pode estar certo. Pense nisso! Existe um velho ditado árabe que diz: “A panela grande deve compreender a panela pequena”. Em outras palavras, você pode não entender o outro, mas pode compreendê-lo. Isto poderia salvar inúmeros casamentos.

Parece ser difícil ficar mais ouvindo do que falando. Pense nos pontos positivos que isso pode trazer. Talvez você possa ficar estimulado a tentar ouvir mais, como em não ter de se preocupar em dar respostas pra tudo; poder pensar antes e responder depois, de forma mais assertiva. E também, muitas vezes, a pessoa que está falando só quer seu silêncio. Saber ouvir é, antes de tudo, um exercício fundamental para o nosso bem estar. Nosso e do outro.

Nota: imagem copiada de segurancasaude.blogspot.com

OS VICIADOS EM DIZER “SIM!”

Autoria de Celina Telma Hohmann

Dentre todas as minhas dificuldades, o dizer “Não!” é, com toda a certeza, a maior. Dizer “não” é como virar as costas e isso nos parece (a nós que não sabemos fazê-lo) um não ser útil, um deixar de ser necessário, um ser mesquinho, e por aí vai… Confesso do alto do estressante gasto energético até às mal dormidas noites, constantes e cansativas, frutos do sempre dizer “sim”, como se fosse uma espécie de fantoche ou marionete, que vivo às voltas com raivas contidas, sensações de ser tola e terrivelmente ingênua em razão desse muitas vezes inoportuno advérbio afirmativo.

Lembro-me pouco da infância – somente do que quero me lembrar – e muito da fase em que comecei a tentar agradar todo mundo. E na arte final do “sim”, sempre me dou conta de que esse servirá apenas a quem pediu o favor ou extrapolou o direito do uso. O “sim”, ao final, a quem o teve, perdeu o valor logo após sua cessão, e a nós, os concessores habituais, deixou um gosto ruim de mais uma vez ser usado, na maioria das vezes. Baixa autoestima? Com certeza! É como se dizer “não” nos tornasse seres ruins, frios, indiferentes. Ledo engano, nosso!

Nem sei mais por quantas vezes fui ultrajada, literalmente, no uso do bendito “sim”! Mas sempre há aquele medo de dizer o “não”, que a mim nem dá tempo de pensar nele, pois afoita que sou, nem me pedem e já me proponho… Pensam que nos chamam de bonzinhos? Nada disso! No nosso primeiro “não” vêm as caras fechadas. E com elas a nossa insegurança de não estar sempre à disposição. É um perigo esse jogo! Mas vivo nele e claro, sou perdedora contumaz, como se fosse uma corda que enlaça delicadamente e depois aperta e sufoca. Assim vivo eu e os que sempre dizem “sim”, enredados num caminho que mais dói que faz bem!

Dizer “sim” todo o tempo é uma patologia, com certeza! É a necessidade de agradar, ou vergonhosamente de dizer: “Claro!”, “Eu posso!”, “Eu faço!”, “Pode deixar!” e por aí vai, como se fazendo isso, nós, os da turma do “sim”, nos fizéssemos amados ou superiores, querendo mostrar que somos capazes de ajudar e absolutamente incapazes de virarmos as costas às pessoas.

Eu sou uma lerda, assumida! Nessa do não saber dizer “não”, levam junto até minha pressuposta inteligência, pois há vezes em que me mentem para que eu diga “sim”, e descubro depois, mas aí o estrago já foi feito. Tenho histórias ruins das inúmeras vezes em que o meu “sim” deu-me rasteiras, deixando em mim a sensação de ser tola por ter sido passada a perna por aquilo que eu julgava ser bondade.

“Não se comprometa, se não pode fazê-lo. Só faça aquilo que se sinta capaz em sua execução.”, dizem os livros de autoajuda.  O fato é que eu nem penso se posso ou não posso. Pediu? Levou! E adivinhem quem sofre as consequências? Enquanto esse ou aquele se livra da própria tarefa, estou eu com as costas ainda mais curvadas pelo excesso. E foi-se meu dia com minhas prioridades. A cara de tacho deve ficar bem aparente, pois percebo que naquela incapacidade de dizer “não”, eu corri, fui atrás, fiz e desfiz, e do que era meu e necessário, ficou só o cansaço.

Por tudo isso, num determinado período de minha vida, eu comecei a afastar-me das pessoas. Foi um escapismo para não ter que aceitar o que não devo assumir. No serviço, não por medo do chefe, mas pela necessidade de provar que tudo podia, fui sempre a que estava sempre à disposição, quer fosse no período normal de trabalho ou até mesmo às quatro horas da manhã, afinal, eu “precisava” fazer. Precisava nada! Metia os pés pelas mãos e, enquanto os demais dormiam tranquilos, ganhando seus salários habituais, eu passava noites em claro, também ganhando meu salário habitual.

Nós, os viciados no “Sim!”, temos consciência de que é preciso dizer “Não!”, “Não quero!”, “Não posso!”, “Não farei isso!”, mas desde que não nos peçam nada. Se nos pedem, esquecemo-nos de tudo, e lá vamos nós, deixando para trás nossos afazeres e alertas que jamais cumpriremos! Necessitamos de tratamento!