Arquivo da categoria: Arte de Viver

São assuntos relativos ao nosso cotidiano, que têm por finalidade ajudar-nos a levar uma vida com menos estresse.

O PODER DA PERSISTÊNCIA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

A persistência mostra capacidade de perseverança, indicando tenacidade e força de vontade.

Está aí uma característica que todos nós devemos possuir ou almejar. A palavra “persistência” vem do latim “persistere” que significa “continuar com firmeza”, ou seja, refere-se àquele que não desiste fácil. Agir com persistência é ser esforçado e ter foco em seus objetivos, sem se deixar abalar facilmente por quaisquer dificuldades ou obstáculos que apareçam.

A persistência diz respeito à capacidade de perseverança, indicando tenacidade e força de vontade. Os persistentes têm as ideias claras e lutam para conseguir aquilo que se propõem, são conscientes de que quem vence na batalha da vida é aquele que se levanta pela manhã e corre atrás de seus sonhos. A chave do sucesso pessoal e profissional está baseada na persistência de lutar por metas e objetivos, não importando obstáculos a serem vencidos.

O mais comum é não conseguir tudo aquilo que se propõe logo de cara. É importante a pessoa ter em mente que deve encontrar o equilíbrio entre o que é possível e factível naquele momento, para não se frustrar com sucessivos fracassos. É neste momento que entra um planejamento bem elaborado, o que torna os sonhos alcançáveis.

As pessoas que vencem no campo de trabalho são profissionais que já apresentaram, eventualmente, alguns fracassos em sua caminhada, mas estão conscientes de que podem aprender com seus erros e, assim, corrigir e retomar novos caminhos. Preste atenção! Errar uma vez se considera aprendizado. Mas errar duas ou mais vezes a mesma equação pode indicar outros problemas.

A persistência é uma qualidade valorizada pelos recrutadores, juntamente com a determinação. Um profissional persistente é aquele que não vai desistir diante da primeira negativa do chefe nem ficar desestimulado. Ele está determinado a fazer sua ideia dar certo e vai trabalhar para melhorá-la, ao invés de simplesmente abandoná-la. Quando você se torna uma pessoa persistente, você se torna mais focada, com energia, motivada e emocionalmente controlada. A persistência e a autoconfiança geram uma retroalimentação positiva que só pode trazer um resultado – aquilo que se deseja.

Veja bem, é preciso ter em mente que você não será capaz de conquistar tudo aquilo que almeja. A ideia da persistência é que a pessoa tenha um caminho em mente para atingir aquilo que deseja e, mais do que isso, caso o seu plano não dê certo, que tenha alternativas para seguir em frente ou se adapte às circunstâncias e, assim, não se sinta desmotivado e desista de seus objetivos.

Portanto, nada de desculpas ou de desistir no primeiro obstáculo! Momentos de dificuldade durante a caminhada certamente vão aparecer. Entretanto, serão essas mesmas dificuldades que vão ajuda-lo a conquistar aquilo que deseja. Atualmente, você não está conseguindo alcançar seus objetivos? Analise suas ações e veja se elas são condizentes para que tenha sucesso em sua trajetória. Não conseguiu atingir a meta de primeira? Continue tentando e seja resiliente.

Charles Chaplin disse certa vez que “A persistência é o menor caminho para o êxito”.

Nota: Menina com Gato e Piano, obra de Di Cavalcanti

SER FELIZ É…

Autoria do Papa Francisco

Você pode ter defeitos, ser ansioso e viver alguma vez irritado, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. Somente você pode impedir que ela vá em declínio.

Muitos o apreciam, admiram-no e o amam! Gostaria que se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem decepções.

Ser feliz é achar a força na simplicidade, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor na discórdia!

Ser feliz não é só apreciar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza. Não é só celebrar os sucessos, mas aprender com as lições dos fracassos. Não é só se sentir feliz com os aplausos, mas ser feliz no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista para aqueles que conseguem viajar para dentro de si mesmos.

Ser feliz é parar de sentir-se vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas conseguir achar um oásis no fundo da própria alma.

Ser feliz é agradecer a Deus por cada manhã, pelo milagre da vida.

Ser feliz não é ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si e ter coragem de ouvir um “não”. É sentir-se seguro ao receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, mimar os pais, viver momentos poéticos com os amigos, mesmo quando nos magoam.

Ser feliz é deixar viver a criatura que existe em cada um de nós, livre, alegre e simples. É ter maturidade para poder dizer: “errei”! É ter a coragem de dizer: “perdão”! É ter a sensibilidade para dizer: “eu preciso de você”! É ter a capacidade de dizer: “te amo”! 

Que a tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz. Que nas suas primaveras seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amante da sabedoria. E que quando errar, recomece tudo de novo, pois somente assim seguirá apaixonado pela vida.

 Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância, utilizar as perdas para treinar a paciência, usar os erros para esculpir a serenidade, utilizar a dor para lapidar o prazer,  utilizar os obstáculos para abrir janelas de inteligência. 

Nunca desista! Nunca renuncie às pessoas que o amam! Nunca renuncie à felicidade, pois a vida é um espetáculo incrível.

A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONTROLE

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Autocontrole é a capacidade de controlar nossas emoções e nossos desejos, ou seja, é a capacidade de saber fazer nossa gestão emocional. Quem não tem autocontrole pode incorrer em problemas de relacionamento no trabalho e na família. Se, em várias ocasiões, você está com o “estopim curto”, com riscos de perder o controle, continue a ler este texto e veja o que pode ser feito para melhorar as frustrações, intolerâncias e irritações diárias.

Autocontrole é a habilidade de tomar as rédeas das nossas emoções, em especial as mais fortes como a raiva e os ímpetos de fúria. Apelamos para a nossa capacidade de autocontrole sempre que estamos diante de situações que não nos agradam muito, como o encontro com um chefe chato, um vizinho inoportuno, ou as situações que nos colocam frente a determinados riscos e sob pressão. Ter autocontrole é saber “pisar no freio” dos impulsos para que um pequeno desentendimento entre colegas ou na família não tome proporções maiores.

Em quase todas as situações utilizamos o autocontrole para seguir as normas sociais de boa convivência. Entretanto, nem sempre é fácil manter o domínio de nossas reações. E, como acontece com a maioria das características humanas, existem grandes diferenças entre as pessoas. Em nossa sociedade quem tem bom domínio de si mesmo é, em geral, mais respeitado pelos outros do que pessoas consideradas instáveis e imprevisíveis. Pessoas com bom autocontrole são, em geral, mais bem-sucedidas no trabalho e mantêm relacionamentos mais estáveis.

Bom, então, o que podemos fazer para controlar esses impulsos de descontrole no dia a dia? Existem alguns pontos importantes que podem nos ajudar a ter mais tolerância nas diversas situações:

  • inicie tomando consciência de suas emoções e daquilo que o perturba, pois não se controla aquilo que não se conhece;
  • liste também as reações irracionais que tomou recentemente e que gostaria de controlá-las;
  • quando identificar as situações em que pode perder o controle emocional, terá a chave para gerenciá-las;
  • pratique o bom humor, tente levar as coisas um pouco mais na esportiva;
  • saiba que todos os assuntos levados a sério demais ficam mais difíceis de resolver;
  • procure também ser mais flexível com a sua agenda, ser muito radical com tudo na vida provoca mais estresse, intolerância e mais irritabilidade;
  • conte até dez antes de responder alguém, precisamos avaliar se algo é tão importante que não possa esperar, pois resolver as coisas de cabeça quente normalmente traz resultados desastrosos;
  • deixe o clima esfriar para resolver a situação, quando todos estiverem mais calmos, isto é um hábito salutar;
  • faça exercícios de relaxamento, adicionando-os à rotina diária, pois são uma ferramenta de grande utilidade.

Lao Tsé, filósofo e alquimista chinês, falou sobre o tema: “na condução das questões humanas, não existe lei melhor do que o autocontrole”.

AS DOZE LEIS DO CARMA

 Autoria de Luis Pellegrin

  1. A grande leiTudo que você planta você colhe um dia. Tudo que lançamos no universo voltará para nós. Se o que desejamos é felicidade, paz, amor, amizade…, devemos então ser felizes, pacíficos, amorosos e amigos leais.
  2. Lei da criação A vida não acontece simplesmente, ela requer nossa participação. Somos um com o universo, interna e externamente. Tudo o que nos cerca nos fornece chaves para nosso mundo interior. Seja você mesmo, sempre, e traga para perto de si tudo o que deseja que esteja presente em sua vida.
  3. Lei da humildade – Enquanto você se recusar a aceitar uma realidade, ela continuará a fazer parte de si. Se considera um inimigo tudo o que vê, ou alguém com traços de caráter que julga serem negativos, você ainda não está focado em um nível mais elevado da existência.
  4.  Lei do crescimento – Para onde você for, ali estará. Se quiser crescer espiritualmente, é a si mesmo que terá de mudar – e não as pessoas, os lugares e as coisas ao redor. A única coisa que você realmente tem em sua vida é a si mesmo, e você é a única coisa sobre a qual pode ter controle. Quando conseguirmos mudar quem somos e como somos, todos os aspectos da nossa vida acompanharão essa mudança.
  5. Lei da responsabilidade – Sempre que algo estiver errado em sua vida, haverá algo errado em você. Refletimos o que nos cerca e o que nos cerca nos espelha – esta é a verdade universal. Somos responsáveis por tudo o que existe e acontece em nossas vidas, e devemos assumir essa responsabilidade se quisermos mudar o rumo das coisas.
  6. Lei da conexão – Até mesmo quando o que fazemos parece inconsequente, é muito importante que isso seja feito como se tudo que existe no universo esteja conectado. Cada passo leva ao passo seguinte, e assim por diante. Alguém precisa dar o pontapé inicial para a partida começar. Nem o primeiro passo, nem o último, têm grande importância e significado, pois ambos precisam cumprir a verdadeira tarefa: a caminhada como um todo. Passado-presente-futuro estão todos conectados.
  7. Lei do foco Você não pode pensar duas coisas ao mesmo tempo. Quando seu foco está dirigido para valores espirituais, é impossível ter pensamentos de nível mais baixo, tais como os de cobiça ou raiva.
  8.  Lei da doação e da hospitalidade – Se você acredita que algo é verdadeiro, em algum momento da vida será chamado para demonstrar e defender essa sua verdade particular. Esse será o momento de pôr em prática o que aprendeu ou percebeu em teoria.
  9. Lei do aqui e agora – A tendência a olhar para trás, para examinar o que já passou, nos impede de viver plenamente o aqui e agora. Velhos pensamentos, padrões de comportamento, sonhos…, tudo isso impede a vivência de experiências renovadoras.
  10. Lei da mudança – A mesma história se repetirá até aprendermos a lição de que é preciso mudar nossa trajetória de vida.
  11. Lei da paciência e da recompensa – Toda recompensa requer um esforço inicial. Recompensas duradouras exigem trabalho paciente e persistente. A verdadeira alegria chega quando concluímos a tarefa a executar, animados pela convicção de que a recompensa chegará no devido tempo.
  12. Lei da importância e da inspiração – O valor dos nossos triunfos e erros depende da intenção e da energia despendida para atingir o fim. Contribuímos individualmente para uma totalidade e, assim, nossas ações não podem ser medíocres: temos de pôr todo o coração em cada coisa que fazemos. Contribuições amorosas fortalecem a vida e inspiram o Todo.

 Nota: texto retirado de https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/391668/Lei-do-carmaTudo-que-voc%C3%AA-faz-um-dia-volta-pra-voc%C3%AA.htm

BUSQUE A CAUSA DE SUA PREGUIÇA

Autoria do Dr. Telmo Diniz idosos1

A preguiça tem origem no termo em latim “pigritia” e é uma característica ou atitude que demonstra pouca disposição para o trabalho ou aversão ao mesmo. Está relacionada com negligência, indolência, demora ou lentidão em praticar qualquer ação. A preguiça se revela através da morosidade em cumprir algum trabalho, seja ele físico ou mental.

Apesar de não ser considerada uma doença, a preguiça ou falta de atividade pode ser um sintoma característico de algumas patologias, como a narcolepsia, que é o excesso de sonolência; a depressão, cujos sintomas incluem passividade e falta de motivação; ou ainda síndromes ligadas ao cansaço, como a síndrome da fadiga crônica. Todas estas patologias já foram temas deste blog, podendo ser encontradas em VIDA SAUDÁVEL.

Às vezes, sentimos preguiça de realizar uma tarefa simplesmente porque não gostamos, não concordamos ou não estamos satisfeitos. Procrastinamos, simples assim. Deixar o que é mais chato para depois é normal, mas a preguiça é a manutenção deste status quo. Ela não se resume na questão física, mas também no pensar, sentir e agir. A crença básica da preguiça é “não necessito aprender nada”, levando a um movimento limitador das ideias e ações no cotidiano e traduzido pelo “deixa para depois”.

A característica básica da preguiça pode ser encontrada em pessoas que frequentemente adiam compromissos, decisões, projetos, mudanças ou até simples afazeres rotineiros, comprometendo o resultado desejado com a justificativa de que não houve tempo ou que irá realizar outro dia. Na verdade, essas pessoas tentam ocultar uma insegurança exagerada em sua própria capacidade de agir. Utilizam-se do desânimo e do esquecimento como estratégia para fugir da necessidade de arregaçar as mangas e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. É como se a pessoa estivesse imobilizada, sem conseguir reação.

Como a preguiça não é considerada uma patologia, não se pode falar em um tratamento, porém algumas mudanças podem diminuir significativamente a moleza e fornecer novas formas de energia e motivação. A prática de exercícios físicos é uma delas. A pessoa deve começar a se movimentar. Acompanhamento terapêutico também pode ser indicado na tentativa de buscar compreender as causas da preguiça ou, ainda, resgatar antigas atividades consideradas prazerosas. Além disso, alimentos mais leves e dietas mais balanceadas parecem estar diretamente ligados à disposição do dia a dia.

Para espantar a preguiça logo pela manhã e melhorar a minha disposição, eu tomo um suco verde com gengibre. É ótimo para “pegar no tranco”.

Nota: imagem copiada de gartic.uol.com.br

EVITANDO O LADO PESSOAL

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Se você leva as coisas, de forma muito frequente, para o lado pessoal, é porque de alguma forma concorda com o que está sendo falado. Nada do que os outros falam ou fazem tem a ver com você. Quem leva as coisas para o lado pessoal é porque dá muita importância a si mesmo. Vejamos como lidar melhor com este tema.

Se você, caro leitor, acha que tudo que acontece à sua volta tem a ver com você, terá de mudar sua visão de vida. Certamente essa mudança fará com que você sofra menos. É importante entender que o que os outros fazem, dizem ou pensam tem a ver com a forma como eles veem o mundo – não tem nada com você. Pare e pense nisso! Deixe de achar que é o centro das atenções.

Se você não levar as coisas para o lado pessoal, estará imune a vários problemas. Quando você se sentir ofendido com algo e prontamente reagir para defender seus pensamentos e ideias, certamente vai criar algum conflito. Naquele momento, fazendo uma “tempestade num copo d’água”, você, na verdade, está procurando mostrar que está certo e tornando todas as outras ideias erradas.

Todos nós conhecemos pessoas que se ofendem com facilidade, tendem a ver as situações como negativas, acreditam que tudo que se passa no ambiente tem uma relação com elas, isso sendo verdade ou não. Ficam irritadas com facilidade e creem que toda fala tem segundas intenções ou alguma crítica pessoal. Existe uma voz na mente da pessoa dizendo “é sobre mim”, “estão falando de mim”. É algo paranoico.

Pessoas assim não possuem senso de humor, deixam o ambiente de trabalho carregado com relacionamentos interpessoais comprometidos, ficando isoladas em seu mundo, com tom amargo e depressivo. A tendência é que os outros se afastem delas para evitar maiores confrontos. Desse modo, isolam-se socialmente e reforçam o afastamento, porque as outras pessoas temem suas reações violentas. De igual forma existem pessoas que levam tudo para o lado pessoal, mas se mantêm caladas, interiorizando um sentimento de rancor que parece não ter fim.

Como se proteger dos efeitos do ambiente sem levar nada para o lado pessoal? Primeiramente, procure ter autocontrole, seja flexível e tenha senso de humor. Seja autoconfiante, saiba separar o que é real do que é imaginário. Se o que outra pessoa diz afeta você é porque concorda com o que está sendo dito. Dê tempo ao tempo, evite confrontações e impulsividade desnecessárias. Tenha foco no que realmente é importante. Não gaste energia em coisas desnecessárias. Não se faça de vítima, o mundo não está contra você. Saiba perdoar, pois, quando você pratica o perdão, consegue se libertar de ideias do passado, focando coisas do presente que são o que realmente interessam.

Não leve nada para o lado pessoal. Os outros não fazem nada por sua causa. Buda disse certa vez: “Quando você se tornar imune às opiniões e às ações dos outros, não será mais vítima de sofrimentos desnecessários.”.

Nota: obra de Di Cavalcanti