MOLDANDO O NOSSO CÉREBRO

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Autoria de LuDiasBH

O corpo humano possui uma capacidade incrível de ser moldado. As academias estão cheias de alunos que têm por objetivo definir músculos ou ganhar massa magra. Cada vez mais aumenta o número de pessoas fazendo caminhadas no intuito de perder peso, diminuir o colesterol ruim e os triglicerídeos ou simplesmente ganhar resistência. O cérebro humano também possui essa capacidade extraordinária de modificar-se. A palavrinha mágica para mantê-lo em forma, de acordo com os nossos objetivos, chama-se “treino” e, é claro, aliado a uma vida saudável. E nós, portadores de doenças mentais – sempre na lida com os pensamentos negativos – ao trabalhar a nossa mente seremos capazes de desviar o curso dessas águas turbulentas que tanto nos incomodam e deprimem. Contudo, é bom não contar com milagres, mas, sim, com a disposição firme e persistente de levar a sério aquilo a que se propõe, ainda que isso demande certo tempo.

Através da minha experiência pessoal e na troca de ideias com os meus amiguinhos e amiguinhas deste espaço, acredito que o passo número um nesta busca por um novo modelamento do cérebro está em viver um dia de cada vez. Quanto mais leve for o nosso fardo, mais predispostos a mudanças nós estaremos. E ademais, somente o “presente” nos pertence. O “passado” deve servir apenas de aprendizado, e o “futuro” ainda está por vir, não nos cabendo colocá-lo num alforje e arrastá-lo de um lado para outro. Se vivermos com sabedoria o “hoje”, certamente o futuro – quando se tornar presente – sairá a contento. Assim, teremos tempo de sobra para nos dedicarmos à modelagem de nosso cérebro. Aproveito para informar que é um mito – e dos mais populares – dizer que nós só usamos 10% de nosso cérebro. Segundo a premiadíssima escritora Lisa Collier Cool (escreve sobre saúde), tomografias e ressonâncias magnéticas constatam que atividades mentais complexas usam diversas áreas do cérebro e, ao fim do dia, todo ele acaba trabalhado.

Trabalhar a memória é um passo importante na modelagem de nosso cérebro. A neurologista Carla Jevoux recomenda: “[…] aumentar a leitura de livros, jornais e revistas, fazer caça-palavras e palavras cruzadas, estudar música e aprender a tocar algum instrumento musical. Tudo isso funciona para que nossos neurônios permaneçam estimulados. Além disso, a prática de atividade física rotineira leva ao aumento da oxigenação cerebral, o que contribui para melhorias das funções cognitivas”. Seguir tais recomendações ajuda-nos a tirar o foco dos nossos transtornos mentais, principalmente sobre os pensamentos negativos – uma das mais contundentes queixas daqueles que convivem com certas doenças mentais.  Quando estimulamos nossos neurônios, diversificando nossas ocupações, deixamos de focar nossa mente num único ponto e, assim, equilibramos nossos pensamentos.

Saber que o nosso cérebro pode ser moldado é um grande passo para o conhecimento de nós mesmos, pois nos possibilita trabalhar nossa mente na busca por uma vida com qualidade. Assim como os pensamentos negativos influenciam nosso comportamento, os positivos também o fazem.  A Ciência vem provando que nossas ideias são capazes de levar o cérebro a produzir hormônios de diferentes tipos, tanto relacionados ao estresse quanto ao bem-estar. Assim, o que define a substância a ser liberada por ele vai depender da forma como reagimos aos nossos pensamentos. Em suma, podemos ser senhores de ideias que nos limitam ou nos motivam.  A escolha pertence a cada um de nós.

Nota: As pesquisas atuais não cansam de nos surpreender. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, por exemplo, conseguiu “separar” a mente do corpo, fazendo com que as ondas cerebrais de um macaco nos EUA controlassem um robô no Japão. (tecmundo)

Fontes de pesquisa
Segredos da Mente
https://www.tecmundo.com.br/ciencia/16885-5-mitos-sobre-o-cerebro-que-voce-jurava-ser-verdade.htm
https://www.jrmcoaching.com.br/blog/lidando-com-pensamentos-intrusivos/

31 pensou em “MOLDANDO O NOSSO CÉREBRO

  1. Daniela

    Oi, Lu!

    Achei seu site numa pesquisa sobre escitalopram e depressão no Google. Fiquei a tarde inteira de ontem lendo os textos e os comentários e foi muito importante pra mim.

    Já estou na terceira crise de depressão severa e voltei a tomar o escitalopram, o qual eu havia parado há 6 meses. Mas os sintomas iniciais estavam me incomodando a ponto de quase desistir de tomar, contudo ao ler os comentários dos leitores e os seus vi que é um período de adaptação e hoje até já me senti melhor.

    Gostaria de te perguntar se você tem filhos e, se sim, você engravidou tomando antidepressivo? Quero engravida, mas não posso ficar sem o remédio, minha médica disse que não tem problema, mas ainda assim tenho medo.

    Seus textos são maravilhosos e ajudam muita gente!

    Obrigada por compartilhar.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Daniela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, como já leu em outros textos, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos na fase inicial, período em que o organismo reage ao medicamento. Assim que começa a acostumar-se, os efeitos ruins vão desaparecendo e os bons dando as caras. Nessa fase é preciso muita compreensão, ou seja, ser POP (paciente, otimista e persistente). O bem que o medicamento traz compensa todo o sofrimento inicial. Quando os sintomas são muito intensos, o psiquiatra passa um ansiolítico ou até mesmo muda para outro antidepressivo, portanto, comunique a ele o que está sentindo. O que não deve fazer é parar por conta própria, pois as crises tendem a voltar com maior força e os efeitos adversos tendem a serem mais severos, quando se volta a usar o medicamento.

      O antidepressivo não me impediu de engravidar. O que se deve fazer é avisar o médico que acompanha a mulher sobre seu desejo, para que ele veja qual é o antidepressivo mais propício para esta fase e que não traz problemas ao bebê. A sua médica, com certeza, está orientando-a corretamente. Os novos antidepressivos são cada vez mais seguros. Não se preocupe.

      É uma grande alegria saber que meus textos ajudaram-na. Sempre que possível, repasse nosso endereço para pessoas que lidam com tais problemas. E continue sempre conosco, contando-nos como anda o seu tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  2. Nivia

    Lu,
    eu sei que o remédio não pode fazer tudo sozinho, mas aí a gente fica meio triste. Eu faço terapia, minha psicóloga sempre fala comigo que tenho que focar em outra coisa, a psiquiatra também. Eu tenho esse medo devido a algumas crises que tive que me assustaram muito, porque a pressão subiu. Sempre que eu fico meio nervosa ou sinto alguma coisa tenho medo de dar algum problema sério, eu ainda não consegui tirar isso da minha mente. O que você falou é muito válido, preciso tirar esses pensamentos bobos, mas no momento para mim ainda é muito difícil.

    Sou hipertensa, mas a ansiedade faz com que fique maior. Até o meu cardiologista me mandou procurar um psiquiatra, sei que não tenho nada no coração. No momento sinto sintomas que me incomodam: um pouquinho de dor de cabeça e quando ela vem começam os pensamentos, mas eu sei que vai passar. Vou continuar lutando com terapia, remédio, meditação e caminhada. Mas tem aquela parte do querer ter o passe de mágica, resolver tudo num piscar de olhos. Sei que não é possível, mas às vezes vem o desespero e a gente fala bobagem.

    Obrigada por me ouvir.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nívia

      O medo é um grande inimigo, pois nos impede de viver plenamente. Uma vez que está seguindo a medicação direitinho, fazendo terapia, meditação e caminhada não há nada a temer. Está cuidando de si mesma muito bem. Parabéns, menina! Agora é encher essa cabecinha de positividade e tocar a vida para frente, vivendo da melhor maneira possível, um dia de cada vez. Lembre-se de que mágica é uma ilusão, portanto, tudo exige um tempo e as preocupações somente concorrem para atrasá-lo. Você é POP (paciente, otimista e persistente) e está ficando cada vez melhor.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  3. Nivia

    Lu,

    realmente eu melhorei muito. Depois de ter escrito para você e pensado bastante, fiz umas perguntas para as pessoas mais próximas e ouvi de todos que eu estou mais calma, mais tranquila. Antigamente ouvia que era estressadona, na verdade sei que estou melhor, mas tenho um grave defeito de querer as coisas rápido demais, isso é um erro. Eu faço terapia e caminhada, mas continuo achando que a vida tem que ser igual a um conto de fadas num estalar de dedos. Com o tempo sei que vou melhorar mais, diminuir os medos. Uma coisa de que não falei antes é que sou hipertensa e que devido às crises a pressão acabou subindo muito e por isso eu desenvolvi esse medo. Mas sei que que estou me tratando e vou vencer.

    Eu tenho uma cachorrinha de estimação, a Luli, e ela está comigo há nove anos e me faz muito bem estar perto dela.

    Obrigada, você me fez falar de coisas boas, eu às vezes foco somente no ruim e isso me atrapalha.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nívia

      Os bichinhos de estimação são muito importantes na vida das pessoas. Eles nos fazem companhia e alegram a nossa vida sem nada cobrar de nós. Eu tenho dois gatinhos – Lulu e Jade Maria – que são muito fofinhos. Sabia que os gatinhos brasileiros (esses comuns) são os mais inteligentes?

      Amiguinha, inúmeras pessoas são hipertensas na minha família. Se você usa direitinho o remédio para hipertensão não há problema algum. Não há com que se preocupar. O exercício físico também é muito importante, principalmente a caminhada. Desligue-se disso e procure viver cada dia o melhor possível. Você já está vencendo!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  4. Nivia

    Lu
    Eu estava com 15 mg de escitalopram e me sentindo até bem, depois de ter ficado receosa, mas comecei a sentir os efeitos colaterais mais sérios. Mesmo assim continuei sem fraquejar, decidida a ser POP. Por eu ser uma pessoa um pouco impaciente e meio pessimista, fico imaginando que não estou melhorando, que a ansiedade continua igual e que a minha mente produz medo demais, eu esperava que não sentisse isso mais. Às vezes imagino que o escitalopram não adiantou, porque já faço uso há quase dois meses e ainda sinto muito medo meu medo, principalmente de morrer. Venho todos os dias aqui no cantinho, e hoje resolvi falar desses meus medos para vocês. Eu não vou desistir, mas às vezes as dúvidas vêm.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nívia

      O antidepressivo não faz milagres. Ele entra com 50% e a gente com a outra parte. Esperar que somente ele resolva a nossa vida resulta em decepção. Além do medicamento, precisamos mudar certos hábitos, principalmente aprender a viver um dia de cada vez. Outra coisa importante é procurar estar sempre bem informada sobre a depressão e a ansiedade. É por isso que estou a postar textos novos sobre o assunto, procurando levar o máximo de informação. Você não deve dar muita importância a esses medos, senão eles tomam conta de sua vida e acabam por aprisioná-la. Todos nós sentimos medo de morrer, isso é natural. Só se torna um problema quando esse pensamento fica fixo em nossa mente dia e noite. Como é o seu dia a dia? O que faz? Tem algum bichinho de estimação? Conte-me. E saiba que o escitalopram está lhe fazendo bem, pois melhorou muito. Leia o texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Renata

    Lu

    Obrigada pela resposta!
    Realmente a dor da perda é muito grande, mas temos que aprender que a vida é assim. Quanto ao Esc, ontem e hoje me senti melhor, fiz bastante atividade física…e agora também estou aprendendo a ser POP… adorei este termo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      A fase ruim já está ficando para trás. Logo o medicamento estará em campo com todos os seus efeitos benéficos. Viu como somos POPs?

      Beijos,

      Lu

      Responder
  6. Renata

    Oi, Lu!

    Descobri hoje sua página. Sou velha conhecida dos antidepressivos também.

    Uso Valdoxan (somos amantes inseparáveis) há cinco anos e na época tomei junto o Esc durante um ano. Mas perdi minha mãe há dois meses e lá veio de novo a tristeza intensa e ansiedade. Meu psiquiatra, apesar de achar que estou normal devido ao luto, me passou o Esc novamente, três gotas e ir aumentando. Porém, diferentemente da primeira vez, tenho sentido nessa primeira semana de remédio mais ansiedade pela manhã e muito sono depois do almoço, fora o enjoo.

    Estou aqui tentando ser persistente, pois eu sei dos benefícios do antidepressivo. Adorei seu blog, muito bom ver que não estamos sozinhos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, meus sentimentos pela perda de sua mãe. Também perdi a minha há alguns anos, sendo que meu luto redundou numa severa depressão de dois anos, até eu compreender que somos todos passageiros do tempo, voltar ao psiquiatra e passar a usar um novo antidepressivo, pois o antigo já não mais fazia efeito. Assim é a vida e não podemos lutar contra o seu fluir. Ainda que a dor seja grande, precisamos aceitar os acontecimentos tristes a fim de minorar nosso sofrimento. É, portanto, normal que esteja tomada pela tristeza intensa e a ansiedade. Seu psiquiatra fez muito bem ao medicá-la com o oxalato de escitalopram, impedindo que caia numa depressão mais acentuada, como aconteceu comigo.

      Renata, mesmo que já tenhamos tomado certo antidepressivo, ao retornarmos a ele é comum passarmos pelos efeitos colaterais, muitas vezes até mesmo mais severos. O organismo, já desacostumado, recebe a substância como se fosse pela primeira vez. Mas logo todos esses sintomas ruins irão passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente), coisa que me parece ter em boa dose.

      Fico feliz ao saber que gostou deste espaço que tem por finalidade dar suporte emocional a todos que aqui chegam, além de contar também com muitas outras categorias culturais (indique-o para seus amigos). Será um grande prazer para mim contar sempre com a sua presença.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristiane Costa

      É muito bom sentir como se encontra hoje, pois chegou aqui péssima. A sua persistência foi muito importante. Parabéns, guerreirinha!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Nivia

    Obrigada. Lu!

    Estou há 3 dias na nova dose e me sinto melhor que no começo do tratamento Estou confiante, pois há muito tempo eu me sentia mal e achava que eu tinha que lidar sozinha com isso, mas descobri que não é assim. Virei falar com vocês daqui mais tempinho.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nívia

      Tenha a certeza de que se sentirá cada vez melhor. Continue sendo POP (paciente, otimista e persistente)!

      Aguardaremos notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  8. Nívia

    Lu

    Achei sua página há mais ou menos um mês, depois que eu fui ao psiquiatra para tratar do TAG.

    O médico me passou escitalopram de 10 mg que tomei durante 27 dias. Ontem eu retornei e ele e ele aumentou para 15 miligramas. Tenho lido todos os comentários sobre medicamentos aqui; estou bem preocupada ao começar com 15 miligramas e ficar bem mal de novo, igual no começo do tratamento. Na verdade as 10 mg não devem ter surtido efeito como devia, porque eu continuo muito nervosa, ansiosa, medrosa e com esse aumento do medicamento fiquei ainda mais. Eu vou ter que começar a contar do zero de novo? Queria também te agradecer por este espaço, me ajudou muito ter descoberto-o aqui!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nívia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, é normal o médico aumentar a dosagem após uma segunda avaliação, ao perceber que a primeira não estava sendo suficiente. Não se preocupe com isso. Você terá que começar a contar a partir do dia que começou a tomar a nova dose. Verá que logo tudo passará e ficará ótima. Lembre-se de ser POP (paciente, otimista e persistente). O sofrimento gerado pelos efeitos adversos em nada representarão, se comparados à qualidade de vida que terá. Você irá tirar tudo isso de letra. Siga firme e confiante.

      Nívia, não há nada a agradecer. Quero que saiba que poderá sempre contar com este cantinho. Sempre que precisar, venha conversar conosco.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
  9. Vanessa

    Cristiane

    Verdade, por isso hoje dou muita importância ao tratamento, pois sem saúde mental nada funciona. Hoje é dia 18 de maio, dia nacional na luta antimanicomial. Vamos fazer ao CAPS, onde faço tratamento, há várias atividades dia 24 para comemorar esse dia.

    Responder
  10. Cristiane Costa

    Vanessa

    Quando fiz minha tomografia, a neurologista me mostrou o tamanho do cérebro e me disse assim: “Você quer ver a cara da depressão? Está aí!” E realmente a impressão que dava é que estava encolhido, menor, sei lá… Ela disse que o remédio protege o cérebro.

    Responder
  11. Jules Antonio

    Lu

    Muito obrigado! Fiquei muito feliz com o retorno, estou muito otimista apesar dos efeitos colaterais serem um pouquinho chatos, mas sei que vou resolver meu problema de ansiedade. Vou dar uma olhada nos textos, muito obrigado!

    Abraços

    Responder
  12. Jules Antonio

    Lu

    Ia deixar um comentário no texto anterior, mas estava lotado, portanto vou deixar aqui, a respeito dos antidepressivos. Ultimamente estou tendo umas crises de ansiedade; já iniciei o acompanhamento com o psicólogo e o neuro me receitou o escitalopram. Hoje tomei pela primeira vez, mas estou me sentindo estranho, creio que seja os efeitos do remédio. Espero que volte ao normal logo, e que não precise mais tomá-lo. Tudo o que mais quero é ser feliz, naturalmente feliz!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jules Antônio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se acolhido por todos nós.

      Amiguinho, você fez muito bem ao procurar ajuda médica, pois as crises, quando não tratadas, tendem a ficar cada vez mais fortes. Como está começando o tratamento agora, saiba que pode passar pelos efeitos adversos. Eles costumam ser bem difíceis, mas nada que não possa aguentar. Após cerca de três semanas eles vão desaparecendo e os bons afeitos sendo notados e você ficará cada vez melhor. O conselho que lhe dou é que seja POP (paciente, otimista e persistente). Vou lhe enviar o link de alguns textos sobre o assunto que irão ajudá-lo muito.

      Jules, saiba que não se encontra só. Venha sempre aqui conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  13. Cristiane Costa

    Vanessa

    Eu, quando tomei o exodus, parece-me que a reação foi mais rápida, mas deve ser impressão. É só essa ansiedade que me incomoda e também o medo ou insegurança de sair. Às vezes penso também que nunca vou ser como era antes. Hoje fui levar a minha mãe ao médico e na noite anterior não dormi direito devido a ansiedade.

    Responder
  14. Vanessa

    Cristiane

    Eu ja tomo o meu exodus há mais de um mês, também penso que não vou melhorar nunca, mas meu psiquiatra disse que é normal o remédio demorar pra fazer efeito. Eu não conseguia dormir, fiquei 24 dias sem dormir foi aí que conversei com uma médica da upa que me deu 5 mg de dizerpam. Dormi e hoje até à tarde dou uns cochilos. Não conseguia comer, pedi 7 kg, mas já voltei a comer, caminho na praia e faço exercícios quase todos os dias. Sei que não é fácil. Se você for lá na página do “síndrome do pânico medo do medo”, você vai ver meu depoimento e de muitas outras pessoas. É como a Lu fala: precisa ser POP.

    Beijos e pense que tudo é uma fase, e que você vai ficar melhor que antes.

    Responder
  15. Cristiane Costa

    Amigos

    Estou ficando preocupada, pois já faz mais de 20 dias que estou tomando 20 mg de paroxetina e ainda não me sinto animada; claro que teve um pouquinho de diferença comparada como eu estava antes, mas o ânimo que tinha de fazer as coisas ainda não sinto. Eu era tão vaidosa, gostava de me maquiar, de sair e conversar com minhas amigas, mas agora até fujo delas. Será que este remédio fará eu sentir um pouquinho de ânimo? Será que eu me sinto tão diferente é por que já tenho 52 anos e me sinto velha e não preciso me arrumar? Acho que desta vez a deprê está difícil.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristiane

      Não existe um tempo determinado para que o antidepressivo surta efeito. Normalmente são três semanas, mas existem organismos que necessitam de mais tempo para se adaptarem ao medicamento. Procure não se preocupar com isso, vivendo apenas um dia de cada vez. Também não se cobre por não estar se sentindo animada, vaidosa e por estar fugindo do contato com suas amigas. Quando seu organismo responder bem ao antidepressivo, tudo isso irá mudar. Quanto à idade, você se encontra na flor da vida, minha amiguinha. Já aprendeu muita coisa, mas há muito mais para apreender e ensinar. Abrace seu corpo todos os dias, cuide bem dele e agradeça por estar presente em cada nascer do dia. Veja se existe um grupo de Unibiótica em sua cidade (Google). É um tipo de ginástica que contempla o corpo e a mente e não se paga nada por ela.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  16. Vanessa

    Cristiane

    Também nunca ouvi falar sobre isso, mas li que se a depressão não for tratada, pode destruir nossos neurônios, tem muitas pessoas que dizem que antidepressivos causam isso ou aquilo… Mas se esquecem dos males que fazem o cigarros e a bebida em excesso; nem vamos falar dos agrotóxico dos alimentos e as comidas industrializadas… Causando diabetes, pressão alta e câncer.

    Responder
  17. Cristiane Costa

    Eu escutei um vídeo de um médico que disse que, ao contrário do que nós pensamos, os antidepressivos protegem nosso cérebro, pois a cada crise de depressão que nós temos ele encolhe um pouco. Será verdade?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristiane

      Eu nunca li nada a este respeito. E olhe que tenho feito centenas de pesquisas sobre o assunto.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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