COMO VOCÊ GERENCIA SEU TEMPO?

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

HEITOR 45

Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver. (Dalai Lama)

Boa parte das pessoas não sabe gerir suas 24 horas. Ficam confusas com o que realmente é importante ser realizado. Diante de tal observação, achei bom discorrer um pouco sobre o tema. O grande desafio de saber gerir nosso tempo, no dia a dia, é diferenciar o importante do urgente. Aprender a gerir o tempo certamente irá melhorar sua qualidade de vida.

Normalmente, as pessoas que se destacam em suas carreiras são profissionais que parecem ter mais de 24 horas em seus relógios. Essas pessoas sabem aproveitar o tempo de forma adequada. De outro lado, existe o prolixo, ou seja, aquela pessoa que leva uma eternidade para explicar o que deveria ser feito, em cinco minutos de conversa. Então, quem você vai querer ser? O prolixo que não resolve as coisas ou o pragmático do tempo, que sabe otimizar tudo a sua volta?

Primeiramente, inicie por detectar os “ladrões do tempo”, que são aqueles pequenos acontecimentos do dia a dia que desviam nosso foco, como mensagens instantâneas, ambientes barulhentos, o colega prolixo ou chato ao seu lado, interrupções desnecessárias, etc. Quando você se propuser iniciar algo, deve se abstrair disso tudo. Você deve fazer seu ambiente,  e não o contrário. Outro ponto importante e que também tira o foco é ir a uma reunião sem uma pauta clara. É aquele tipo de reunião para marcar outra reunião. Uma perda de tempo sem fim. Mas o maior problema e que consome uma eternidade de nosso tempo é a procrastinação, ou seja, eu deixo pra lá o que eu não gosto de fazer.

É natural entre todos nós, seres humanos, fazer primeiro aquilo que gostamos, que dominamos e que é mais bacana. “Empurramos com a barriga” aquilo de que não gostamos de fazer. Em outras palavras, geralmente deixamos para o final, ou não fazemos, o que está fora da nossa zona de conforto. Quando você listar o que tem de realizar, verá que tem coisas que gosta e outras não. Tudo que você listar deverá ser realizado.

A gestão do tempo tem a ver com o que fez e, principalmente, com o que você deixou de fazer. Isso vai chamar sua atenção de volta ao foco. Entender claramente, todos os dias, o que está consumindo o seu tempo fará com que no próximo dia a sua gestão melhore. A maioria das pessoas simplesmente passa o dia sem saber realmente o que fez e como fez. O processo de gestão do tempo tem a ver com disciplina.

Portanto, para fazer a gestão do seu tempo, você deverá atentar-se para algumas coisas importantes:

  • use uma agenda que contenha tudo que você tem que fazer, de preferência por ordem de importância;
  • dê seguimento com um planejamento semanal, ou seja, escolha uma hora de um dia da semana e faça uma revisão em sua lista (cheque quantas reuniões você tem;
  • se precisar preparar algo, bloqueie o calendário se necessário;
  • revise sua lista de projetos;
  • Não esqueça também que em sua lista devem estar relacionadas coisas pessoais como uma viagem em família, filmes para assistir, etc.

Entender claramente, todos os dias, o que está consumindo o seu tempo, fará com que no próximo dia a sua gestão melhore.

Nota: imagem copiada de frasesdavida.wordpress.com

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ARTRITES E HÁBITOS DE VIDA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O dia 30 de outubro é o dia da luta nacional de combate ao reumatismo. Entenda-se por reumatismo toda doença que acomete as articulações, podendo também ocorrer em vários outros órgãos do nosso corpo. São mais de cem doenças que englobam esta categoria. Portanto, vou me deter a uma em específico que é a artrite reumatoide, doença que pode ser incapacitante em vários casos.

Quem sofre do problema sabe da dor que apresenta, quando está em atividade, que é dependente de um processo inflamatório. Toda inflamação causa a famosa tríade: dor, calor e rubor (vermelhidão). Portanto, sendo uma doença de cunho inflamatório, se a pessoa adotar uma melhora nos hábitos alimentares, certamente irá melhorar também sua qualidade de vida. A alimentação pode contribuir para melhorar ou piorar os sintomas. Existem alimentos que favorecem a inflamação e outros que a combatem.

Cuidados com a dieta

Não há qualquer dúvida quanto ao fato de a dieta alimentar ter uma influência importante no desenvolvimento e na evolução dos sintomas da artrite. A dieta ocidental padrão consiste em abusos de alimentos refinados que são pró-inflamatórios, ou seja, favorecem a inflamação. Quais são esses alimentos pró-inflamatórios?

  • Açúcar,
  • sal,
  • alimentos refinados (tudo que vem da farinha branca),
  • carnes vermelhas,
  • embutidos, enlatados, etc.

Hidratação do corpo

Infelizmente, esses são os ingredientes comuns na maioria dos alimentos industrializados e, principalmente, nas redes de “fast-food“. Uma pessoa que tem a doença sabe que se abusar, por exemplo, do consumo de carnes vermelhas e/ou processados irá ter os sintomas piorados, mas não sabe o porquê. Acontece que quando consome esses alimentos, ela irá aumentar a produção de uma substância chamada ácido aracdônico que “ataca” as articulações. Em contrapartida, alimentando-se de peixe, estará consumindo mais ômega 3, que é naturalmente anti-inflamatório. Está aí a diferença.

O primeiro passo para se combater a doença deve ser o de aprimorar a dieta alimentar, eliminando ou reduzindo os alimentos citados acima. A base nutricional deve ser do tipo integral, que exclua açúcar, o excesso de sal e alimentos processados, e inclua mais peixes, vegetais e frutas, de preferência alimentos orgânicos ao máximo possível. Deve-se também beber quantidade adequada de água (não devemos nos esquecer de que mais da metade do nosso corpo compõe-se de água), evitando-se estados de desidratação. É muito difícil se desenvolver artrite em organismos bem hidratados. Muitos pacientes melhoram (e muito) suas condições clínicas a partir do momento que se reidratam convenientemente.

Fazendo alterações em nossos hábitos de consumo nutricional, podemos melhorar os sintomas da artrite, com consequente melhora da qualidade de vida, inclusive, reduzindo o uso de drogas anti-inflamatórias. O pai da medicina, Hipócrates, disse:

Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio“.

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TRABALHO X ÓCIO

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 Autoria de Lu Dias Carvalho

O ser humano ocupa-se em encontrar a felicidade, mas a sua maior felicidade está no fato de ele se ocupar. (Alain Badiou)

 A ociosidade entristece. (São Tomás de Aquino)

Todos nós carregamos características específicas. Reconhecê-las e buscar um estilo de vida de acordo com a nossa natureza irá nos proporcionar mais felicidade. Não adianta remar contra a corrente, como diz um velho ditado, para ser aquilo que não se é. Quanto mais nos encontramos numa situação que nos é desfavorável, maior é o nosso estresse. Três verdades incontestáveis devem servir de parâmetro para direcionarmos a nossa vida com sabedoria, conforme estudos feitos pelo biofísico Steven Kent:

  1. Os sentimentos positivos são capazes de afugentar os sentimentos negativos.
  2. Não existe felicidade que dure eternamente, mas está em nossas mãos viver os momentos felizes com mais frequência e prolongar a alegria que eles nos dão.
  3. Não importa tanto o “que” vivemos e, sim, “como” vivemos os fatos.

Existe uma conhecida expressão que reza: “nem tanto à terra e nem tanto ao mar”, o que, trocando em miúdos, significa equilíbrio, viver com moderação, sem exagerar para mais ou para menos. Tanto uma vida de ociosidade quanto uma de competitividade extremada são nocivas ao ser humano. Causa pena o existir de pessoas muito ricas que se sentem incapazes de satisfazer-se com o que possuem. Querem mais e mais, ainda que jamais terão tempo para usufruir de toda a sua riqueza. Por outro lado, tristeza maior nos causa ver em todo o mundo um sem conta de pessoas em busca de emprego – jogadas nas calçadas, principalmente das grandes cidades, cujo alento é se entregar ao álcool e a outras drogas que lhes são acessíveis.  

O ser humano não foi criado para ficar inerte, observando a vida passar, tanto é que o cérebro, ao produzir a dopamina, instiga-o a permanecer ativo, a fazer parte do mundo como agente e não como observador. O ócio só faz bem quando é para carregar as baterias (férias/descanso) depois de um longo e intenso período de trabalho. Pesquisas mostram que a atividade traz bem-estar, seja ela qual for, desde arrumar a casa a engajar-se num projeto social, como nos prova o grande físico teórico alemão, Albert Einstein, responsável por desenvolver a teoria da relatividade geral (um dos pilares da física moderna ao lado da mecânica quântica) que gostava de rachar lenha em suas horas vagas.

Trocando em miúdos, a atividade é inerente ao ser humano, mas o corpo também precisa de descanso. A falta de moderação no trabalho ou o excessivo ócio fogem ao equilíbrio, trazendo sérias consequências. Portanto, nem tanto à terra e nem tanto ao mar. O equilíbrio em tudo que se faça é o bem maior da vida. Cultive-o.

 Nota: ilustração – Ceifeiros, obra de Pieter Bruegel, o Velho

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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AÇÚCAR – ONDE FOI QUE EU ERREI?

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Autoria de Fernando Carvalho*

Ver é uma ousadia. Fazer falar o que se viu, ou desmistificar a cegueira alheia é ousadia dupla. (Affonso Romano de Sant’Anna)

Eu achava que tinha um estilo de vida saudável e bons hábitos alimentares, e que estaria destinado a uma vida longa e com saúde. O fato é que depois dos quarenta anos fui surpreendido pelo diabetes. Fiquei estarrecido, atônito e fulo da vida. Eu me cuidava e não era para ter ficado doente. Ignorava absolutamente esse distúrbio metabólico. Para mim, se o diabo fosse animador de um programa de televisão, as dançarinas seriam as diabetes. Passei a ler sobre o assunto e cheguei, como veremos, a conclusões diferentes da “diabetologia”.

Eu não sabia o que era açúcar… Para mim era um alimento como outro qualquer e que fazia parte da mesa de um modo inteiramente natural. O saleiro tinha um pó branco usado para salgar os alimentos e o açucareiro para adoçar. Algo de estranho? Não. Diziam que o açúcar provocava cárie, mas só para quem não escovava os dentes. Nunca estranhei o fato de uma substância exigir escovação, fio dental, flúor, selante, etc., pelo simples fato de entrar em contato com os dentes, o tecido mais duro do organismo. Uma ideia clichê dizia que o açúcar em excesso fazia mal e engordava, mas isso só deveria valer para quem tem tendência a engordar. Quem não é sedentário e queima calorias não precisaria se preocupar com isso.

Minha mãe sempre gostou muito de açúcar. Em geral ela põe tanto açúcar no que faz que a coisa vira um melado. Quando eu era criança, ela conta, tive problemas comvabsorção de leite de vaca, e um conceituado médico lá de Pernambuco receitou para mim leite condensado, que minha mãe transformava em leite líquido adicionando água quente. Ela diz, ainda hoje, com uma ponta de orgulho: “Nandinho consumia uma lata de Leite Moça todo dia!”. Coitado do meu pâncreas. Uma vez eu reclamei que ela havia estragado uma vitamina de abacate com tanto açúcar. Mas o máximo que eu conseguia era ofendê-la. Imagine uma vitamina bem docinha, feita com amor por sua mãe! Não havia clima para reclamações. Quando numa lanchonete pedia um suco de laranja, eu mesmo colocava açúcar e tinha a impressão de que, de alguma forma, o suco de laranja ficara enriquecido. Além de doce, talvez enriquecido de energia. Influenciado pelos naturalistas, sempre evitei Coca-Cola, mais por ser um líquido artificial. Jamais deixei de preferir um suco de fruta (com açúcar) a uma Coca.

Eu não bebia refrigerantes, mas guaraná natural, acerola com laranja e mate natural… Tudo devidamente açucarado. E no verão, especialmente, bebia muito mais. Só depois de me tornar diabético é que vim a ler o “Sugar Blues”, obra de William Dufty, para ficar sabendo que eu consumira muito açúcar ao longo de minha vida e que o açúcar se encontra até em alimentos salgados. Minha bebida preferida, a cerveja, vim a descobrir que se trata de uma água suja de açúcar e que até o vinho soi disant (supostamente) seco também leva açúcar.

Hoje sou tomado pela sensação de que fui enganado a vida inteira. Tivesse sidoinformado sobre o que era o açúcar, eu o teria evitado, riscado de minha dieta e não teria ficado doente. Escrevi a obra intitulada “O Livro Negro do Açúcar” (presente em PDF) com o objetivo de alertar as pessoas quanto a este problema. Hoje quem fuma sabe o mal que o cigarro faz, fuma tendo consciência disso. Conheço gente que fuma alegando que o cigarro não é nada diante das condições de vida oferecidas pelo capitalismo contemporâneo. Penso diferente: não é porque a vida está uma merda que vou fazer mal a mim mesmo. Além do mais, como dizia um personagem do filme “Eles não usam black-tie”, a merda se transforma. Com este livro pretendo somar forças ao movimento que já existe, liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), visando impor limites à indústria de alimentos da mesma maneira que faz com a indústria de cigarros. Deixo claro, porém, que o movimento Açúcar zero é contra apenas a presença do açúcar na mesa. É ele que, adicionado à dieta, a transforma-a numa ração patogênica.

O movimento Açúcar zero parte do princípio de que o açúcar não é, como parece, um componente natural da mesa, mas um corpo estranho nocivo que invadiu a mesa há apenas alguns séculos, conferindo à alimentação da humanidade um caráter patogênico. Movimento de tolerância zero em relação a esse agente causador das mais vergonhosas epidemias que assolam a humanidade: da cárie dentária, da obesidade mórbida, das doenças cardiovasculares e do diabetes que é uma doença cada vez mais popular.

Aos fabricantes de açúcar resta o consolo de que com o açúcar é possível se fazer muitas outras coisas, até explosivos. Acredito que, como um primeiro passo, deve haver, como acontece com o cigarro e o álcool, advertência do Ministério da Saúde nos rótulos dos produtos açucarados, alertando quanto aos perigos do consumo excessivo de açúcar e informando o teor de sacarose refinada. É o mínimo que se pode fazer… Acho uma perversidade permitir-se que um inocente desavisado consuma um veneno, pensando que se trata de alimento. Se a humanidade quiser erradicar, como já erradicou tantas doenças infecciosas, esse mar de doenças de etiologia desconhecida, como dizem os médicos, terá que deter o avanço da ditadura do açúcar.  

*Obteve o grau de Licenciatura em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É cartunista, tendo publicado no Pasquim e em outros jornais. É sócio da Livraria João do Rio – tradicional sebo do Rio de Janeiro, e autor do livro Ferdo, pior que Millôr, cartuns que ficaram para a história.

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AÇÚCAR – É MESMO UM ALIMENTO?

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Autoria de Fernando Carvalho*

A moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas. O açúcar nada mais é do que um ácido cristalizado que está provocando a degeneração dos seres humanos e é hora de insistir num esclarecimento geral. (Robert Boisler)

Definir “alimento” é um assunto meio complicado. O Dr. Cleto Seabra Veloso assim o define: “Toda e qualquer substância, orgânica ou mineral que, introduzida no organismo em proporções convenientes, é capaz de assegurar-lhe o desenvolvimento e a conservação normais no meio em que vive”. O Dr. Sebastião Barroso completa: “O alimento deve ser comível, ser digerível, e ser nutriente”. A nutricionista Dra. Rebeca de Angelis diz que “alimento é aquilo que entra no organismo para fornecer energia, matéria viva de crescimento, manutenção, reparo, reprodução e excreção”. Depreende-se daí que os alimentos desempenham os papéis no organismo: plástico, energético, regulador e protetor. O papel plástico (construção do corpo) cabe, grosso modo, às proteínas; o papel energético aos carboidratos e gorduras; e o papel regulador e protetor às vitaminas e sais minerais.

Um assunto polêmico envolve o papel energético dos alimentos, certamente uma subversão do conceito de alimento inventada para que o açúcar entrasse de contrabando no rol dos produtos alimentícios. Segundo o fundador da medicina experimental, Claude Bernard, desde Lavoisier que se repete a comparação entre alimento e combustível: “A comparação entre alimento e combustível é pouco exata, porque o organismo não emprega para as suas atividades o calor de combustão dos próprios alimentos, mas utiliza diretamente a energia química neles contida e no oxigênio, energia química que, por comodidade, é medida calorimetricamente, mas que no corpo realiza outras transformações: distribui-se em soluções de concentrações diversas, em sistemas complexos; transforma-se abundantemente em energia de superfície que, por sua vez, cria forças tensoras e atrativas (absorção); estabelece potenciais de membranas e finalmente reflui irreversivelmente no mar morto da energia menos nobre, a mais degradada, que é a energia térmica, e sob essa forma, se não há trabalho externo, abandona o organismo”.

O Dr. Seabra Veloso explica: “Na máquina mecânica o combustível desenvolve energia que se traduz em força, em trabalho, em movimento, mas as peças se gastam; na máquina orgânica, porém, além da energia e do calor resultantes, o alimento repõe os gastos ocorridos e refaz as células, tecidos e órgãos. De modo que esses se renovam automaticamente. Constitui isso uma das maravilhas da vida”. Se levarmos em consideração todas as definições de alimento que vimos acima, o açúcar não se enquadra em nenhuma delas. A alma do conceito de alimento é ser fonte de nutrientes e o teor de nutrientes do açúcar é ZERO! Todos os alimentos (carboidratos, gorduras e proteínas) já fornecem a energia de que o corpo precisa ao mesmo tempo em que o nutrem. A capacidade do açúcar de repor os gastos ocorridos e refazer as células, tecidos e órgãos é ZERO! E o que é pior, além de não fornecer nenhum nutriente, ainda vai precisar de nutrientes das reservas do corpo para poder ser metabolizado, e acaba desvitaminizando, demineralizando e desidratando o organismo.

O açúcar, a partir de determinado ponto em seu processo de refinação, deixa de ser alimento e assume o caráter de um composto químico puro. O mel, um alimento de verdade, é fonte de glicose e frutose, oferece esses açúcares simples já prontos para uso, previamente hidrolisados pelas abelhas que possuem enzimas específicas para tanto; além de ser rico em outros nutrientes. O famigerado açúcar terá que ser hidrolisado pelo nosso organismo, roubando vitaminas, sais minerais e até o desidrata, e vem acompanhado de resíduos de produtos químicos de implicações toxicológicas desconhecidas.

A ingestão de açúcar altera o funcionamento das glândulas endócrinas, pâncreas, suprarrenais, pituitária e até do fígado. Puxado pela hiperinsulinemia, o sistema glandular endócrino, com o tempo, entra em pane e o pâncreas perde a sintonia fina que existe entre níveis de glicose e doses de insulina, o glucagon e até a adrenalina entram nessa dança. E o abuso de oferta de insulina faz com que, com o tempo, ela perca a eficácia. O equilíbrio ácido/base e o osmolar também são alterados e nuvens de radicais livres invadem o corpo. A glicação que toma conta de proteínas do sangue, de órgãos e tecidos é algo semelhante ao cupim atacando o móvel de madeira, ou a ferrugem atacando uma máquina de ferro. O sistema imunológico e o metabolismo também são debilitados. Uma pessoa que deixa de comer açúcar vai ficar livre da possibilidade de ter cáries dentárias, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e outras do largo espectro das doenças crônicas, não transmissíveis.

*Autor do livro “O Livro Negro do Açúcar”, presente no Google em PDF.

 

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