Cornelis Bisschop – MULHER DESCASCANDO MAÇÃS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Mulher Descascando Maçãs é uma obra do pintor holandês Cornelis Bisschop, ou Busschop (1630-1674), que foi aluno de Ferdinand Bol, de quem herdou a influência nos fortes contrastes entre luz e sombra. Ele se inspirou, para compor suas cenas domésticas, no trabalho de Nicolaes Maes e Samuel van Hoogstraten. O trio foi insuperável na apresentação de perspectivas complexas, como mostra esta obra de Bisschop.

Em seu quadro Mulher Descascando Maçãs, o artista apresenta uma intricada composição, em que mostra a divisão de três espaços diferentes, como se se tratasse de um tríptico, com a presença de uma única figura humana.

Uma mulher encontra-se no meio da composição, sentada no batente da porta. Ela descasca uma maçã, jogando as cascas no avental que traz no colo. Um dos pés está descalço, com o chinelo à vista. Atrás dela encontra-se uma vassoura e à frente está uma cadeira almofada. À esquerda vê-se um jardim com pássaros voando, ou pousados no chão. E à direita avista-se uma janela com uma sucessão de planos em profundidade, ressaltados por um jogo de luz.

De onde se encontra a mulher é possível ver outros ambientes, num dos quais aparece uma mesa, com uma taça e um prato sobre ela, uma cadeira e um grande quadro na parede frontal. Acima da porta de entrada está um enorme quadro, do qual se vê apenas uma pequena parte.

Esta composição lembra a pintura “Dânae”, de Mabuse (ver aqui no blog).

Obs.: Mulheres descascando frutas ou preparando quaisquer outros alimentos eram comuns nas cenas de gênero na Holanda. Retratavam o ideal de feminilidade e recato na sociedade de classe média, de acordo com a moral e a religiosidade vigente à época.

Ficha técnica
Ano: c. 1660
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 72,5 x 56 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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Pieter de Hooch – CUIDADOS MATERNAIS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Uma Casa de Campo é uma obra do pintor holandês Pieter de Hooch (1629-1684), tido como um dos mais importantes pintores holandeses de cenas de interior. Foi aluno do pintor paisagista Nicolaes Berchem. Inicialmente, o artista trabalhou com cenas de estalagens e casernas. Posteriormente deixou-se inspirar pelas obras de Jan Vermeer e Carel Fabrizius, passando a criar cenas de pátio e interiores, retratando a vida da burguesia da época. Mais tarde, inspirado pela arte francesa, mudou o seu estilo, passando a pintar grupos sociais elegantes, em suntuosos salões.

Em seu quadro Uma Casa de Campo, o artista apresenta mais uma das características comuns às suas pinturas de gênero: a sequência de espaço.

Em primeiro plano está uma mãe, sentada numa cadeira, revistando a cabeça de sua filha, que tem o cabelo partido ao meio, para ver se ali encontra piolho ou lêndeas presas aos fios. Elas se encontram num amplo quarto, onde são vistos: uma cama, cortinas parcialmente abertas, um aquecedor de cama, feito de cobre, um cãozinho, um cesto de vime e uma cadeira de criança, onde o artista colocou sua assinatura.

O cachorrinho preto está assentado próximo à porta, de costas para o observador, olhando atentamente para o outro ambiente, que possui uma janela e, através da qual pode-se ver um jardim ensolarado. Nota-se também um quadro acima da porta que leva a um outro cômodo, possivelmente a cozinha. A luz no ambiente entra através de uma janela de vidro, à direita. No segundo espaço ela vem através de uma janela frontal, iluminando o chão.

Ficha técnica
Ano: c. 1660
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 52,5 x 61 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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TRANSTORNOS MENTAIS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Inúmeras são as palavras usadas para referir-se aos problemas mentais: transtorno, distúrbio, disfunção, perturbação, enfermidade, alienação ou doença, combinadas aos termos: mental, psíquico e psiquiátrico. Tem-se evitado a palavra “doença”, pois são pouquíssimos os casos clínicos mentais, que podem ser diagnosticados como tal, apresentando todas as características relativas a uma doença, no sentido exato do termo. No entanto, pouca gente sabe que, no intuito de padronizar a denominação das enfermidades psíquicas em geral, a Câmara Federal aprovou, em 17/03/2009, o termo “transtorno mental”, em caráter conclusivo. O projeto determina que “transtorno mental” é o termo adequado para designar o gênero “enfermidade mental”, e substitui termos pesados como “alienação mental” e outros equivalentes, diminuindo o preconceito por parte das pessoas.

Segundo o Dr. Galeno Alvarenga, médico formado em psiquiatria e neurociência, os transtornos mentais são condições de anormalidade, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica, mental ou cognitiva. Dentre os fatores desencadeantes de tais transtornos, ele elenca a genética, a química cerebral e o estilo de vida. Acrescenta também que a mente pode ser afetada por doenças de outras partes do corpo, e vice-versa, ou seja, os transtornos mentais também podem provocar doenças em outras partes do corpo, produzindo os chamados “sintomas somáticos”.

O Dr. Galeno Alvarenga lista aqueles tidos como os principais transtornos mentais:

  1. Abuso de drogas: (dependência química e psicológica): Alcoolismo, Alucinógenos, Cocaína, Maconha e Tranquilizantes.
    1. Transtornos Alimentares: Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa.
  1. Transtornos de Ansiedade: Agorafobia, Fobia Específica, Fobia Social, Síndrome do Pânico, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno Estresse Agudo, Transtorno de Estresse Pós-traumático e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
  1. Transtornos de Personalidade: Transtorno de Personalidade Antissocial, Transtorno de Personalidade Boderline, Transtorno de Personalidade Esquizoide, Transtorno de Personalidade Narcisista e Transtorno de Personalidade Paranoide.
  1. Transtornos Delirantes: Equizofrenia e Transtorno Esquizotípico
  1. Transtornos Dissociativos: Amnésia Dissociativa, Síndrome de Despersonalização-Desrealização, Transtorno da Fuga e Transtorno de Personalidade Múltipla.
  1. Transtornos do Sono: Hipersonia, Insônia, Pesadelos, Sonambulismo e Terror Noturno.
  1. Transtornos dos Hábitos e dos Impulsos: Cleptomania, Jogo Patológico, Piromania, Transtorno Explosivo Intermitente e Tricotilomania.
  1. Transtornos Emocionais (de Humor): Depressão, Distimia, Manias, Transtorno Bipolar e Transtorno Depressivo Recorrente.
  1. Transtornos Sexuais: Aversão Sexual, Compulsão Sexual, Dispareunia, Ejaculação Precoce, Exibicionismo, Fetichismo, Fetichismo Transvéstico, Frotteurismo, Masoquismo, Orientação Sexual Egodistônica, Pedofilia, Sadismo, Transexualismo, Transtorno da Maturação Sexual, Transtorno de Identidade Sexual na Infância, Vaginismo, Voyerismo.
  1. Transtornos Somatoformes: Hipocondria, Neurastenia e Transtorno de Somatização.

Nota: quem quiser a explicação para cada tipo de transtorno mental deverá buscar o site do Dr. Galeno Alvarenga: http://www.galenoalvarenga.com.br/transtornos-mentais

Ilustração: obra do artista Edvard Munch

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Mantegna – APRESENTAÇÃO NO TEMPLO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Apresentação no Templo , também conhecida por Circuncisão , é uma obra do pintor italiano Andrea Mantegna, considerado um dos artistas mais importantes do início do Renascimento. Sua obra destaca-se pela exatidão anatômica das figuras, ricos detalhes e perspectiva perfeita, influenciando não apenas pintores italianos, mas o norte dos Alpes.

Esta obra faz parte de um tríptico, sendo um dos paineis laterais, juntamente com “Ascenção” e “Adoração dos Magos”, encomendado por Ludovico II Gonzaga, para decorar a Capela Ducal do S. George Castel, em Mântua. No painel acima, o artista retrata a Virgem com seu Menino nos braços, dentro de um templo, para ser circuncidado. É a mais bela cena apresentada no tríptico, em que o artista mostra um interior clássico, com uma suntuosa decoração. A pintura apresenta, ao mesmo tempo, dois temas bíblicos: a apresentação de Jesus Cristo no Templo e a sua circunscisão.

Maria está acompanhada de sua mãe Ana e seu esposo José. O Menino parece amedrontado diante do sacerdote à sua frente, buscando a proteção da mãe. José encontra-se à esquerda. Ele traz na mão direita um cesto com duas rolinhas, importantes para o rito da purificação de Maria, após o nascimento do filho, e com a esquerda segura o manto. O ajudante segura uma bandeja com uma tesoura e ataduras para serem usadas na circunscisão, enquanto o sacerdote, vestindo um manto amarrado à cintura, segura na mão direita uma espécie de bisturi, tocando no Menino com a mão esquerda.

O gesto do sacerdote leva o olhar do observador para o Menino Jesus. Uma mulher, com o filho recostado a ela, acompanha a cena. A criança está vestida de veremelho (cor muito presente nas obras de Mantegna). Com um dedinho na boca e uma rosquinha na outra mão, ela não acompanha o acontecimento, embora não pareça haver pressão na mão de sua mãe, impedindo-a de olhar. A ausência de auréolas impede alguns estudiosos de classificá-los como Isabel e João Batista, embora outros o façam.

A ornamentação do ambiente é primorosa. Dividindo a composição ao meio, verticalmente, ergue-se uma majestosa coluna de mármore manchado, sustentando um capitel coríntio, de onde nascem dois arcos. Na extremidade de cada arco está um medalhão, em mármore negro, de onde saiem fitas. Abaixo, duas lunetas mostram cenas figurativas. Na primeira contempla-se o sacrifício de Isaac, e na segunda vê-se a entrega das tábuas da lei. Um querubim em ouro, com suas asas abertas, está postado acima, no espaço entre os dois arcos. Na parte de baixo, de cada lado da coluna, divididos por mármore branco, estão quadros de mármores preciosos, de diferentes cores, como se fossem pinturas.

Á esquerda ergue-se um aparador feito de mármore branco, decorado com motivos florais. Sobre ele se encontra um jarro de ouro. À direita vê-se um magnífico armário com portas decoradas em ouro. Acima dele estão duas cornucópias, encimando um vaso de duas asas atadas em fitas. O piso da sala é de mármore xadrez.

Ficha técnica
Ano: c. 1462-1464
Técnica: têmpera em madeira
Dimensões: 86 x 42,5 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://www.geometriefluide.com/pagina.asp?cat=circoncisione-tritticouffizi-decapsangior-mantegna

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Van Dick – MADALENA PENITENTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor Anthony van Dyck foi o mais talentoso discípulo e ajudante do pintor francês Peter Paul Rubens, sendo 22 anos mais jovem do que o mestre, de quem herdou o talento na representação da textura e superfície das figuras. Também se transformou num dos pintores retratistas mais procurados da Europa.

A composição Madalena Penitente é uma obra da juventude de Van Dyck, quando ele ainda se encontrava bem próximo ao estilo de seu mestre Rubens. Contudo, em sua pintura, o artista moderou na exuberância da cor e na sensualidade da modelo. Ele usou uma palheta rica e uma estrutura original na sua composição.

Madalena, a discípula mais amada de Jesus, é retratada de corpo inteiro, volumosa, coberta apenas por um suntuoso manto, finamente trabalhado. Sua tez é perolada e seus cabelos dourados estçai a cair-lhe pelas costas robustas. Com as mãos retorcidas e os olhos voltados para os céus, ela chora.

À direita, atrás de Maria Madalena, encontra-se um anjo que, ao contrário dela, volta a cabeça para baixo. Ele traz nas mãos um vaso de unguento, usado para ungir as feridas de Cristo, atributo da santa. Sobre ela, à esquerda, realçando a cor de sua pele, está parte de um sobrecéu, e ao fundo descortina-se uma paisagem verdejante.

Obs.: Existem três outras versões desta tela.

Ficha técnica
Ano: c.1640-1641
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 169 x 148,5 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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GRANDES ROMANCES DA LITERATURA BRASILEIRA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Presentes aqui 50 bons romances da literatura brasileira, para ajudar aqueles que gostam de ler ou de presentear com livros:

  1. A Estrela Sobe – Marcos Rabelo
  2. A Hora da Estrela – Clarice Lispector
  3. A Menina Morta – Cornélio Pena
  4. Órfãos do Eldorado – Milton Hatoun
  5. A Paixão Segundo G. H – Clarice Lispector
  6. A Pedra do Reino – Ariano Suassuna
  7. Água Viva – Clarice Lispector
  8. Amálgama – de Rubem Fonseca
  9. Amanuense Belmiro – Cyro dos Anjos
  10. Angústia – Graciliano Ramos
  11. As Meninas – Lygia Fagundes Telles
  12. Casa Grande e Senzala – Gilberto Freyre
  13. Cinzas do Norte – Milton Haton
  14. Corpo de Baile – Guimarães Rosa
  15. Deus e o Diabo na Terra do Sol – Glauber Rocha
  16. Dom Casmurro – Machado de Assis
  17. Esaú e Jacó – Machado de Assis
  18. Fogo Morto – José Lins do Rego
  19. Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
  20. Iracema – José de Alencar
  21. – Relato de uma Busca – Bernardo Kucinsky
  22. Laços de Família – Clarice Lispector
  23. Lavoura Arcaica – Raduan Nassar
  24. Macunaíma – Mário de Andrade
  25. Mar Morto – Jorge Amado
  26. Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida
  27. Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
  28. Memórias Sentimentais de João Miramar – Oswald de Andrade
  29. Menino de Engenho – José Lins do Rego
  30. Morangos mofados – Caio Fernando Abreu
  31. O Ateneu – Raul Pompeia
  32. O Coronel e o Lobisomem – José Cândido de Carvalho
  33. O Cortiço – Aluísio Azevedo
  34. O Quinze – Rachel de Queiroz
  35. O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo
  36. Os Ratos – Dionélio Machado
  37. Os sertões – Euclides da Cunha
  38. Perto do Coração Selvagem – Clarice Lispector
  39. Quincas Borba – Machado de Assis
  40. Recordações do Escrivão Isaías Caminha – Lima Barreto
  41. Romance da Pedra do Reino – Ariano Suassuna
  42. São Bernardo – Graciliano Ramos
  43. Se eu Fechar os Olhos Agora – Edney Silvestre
  44. Senhora – José de Alencar
  45. Serafim Ponte Grande – Oswald de Andrade
  46. Tenda dos Milagres – Jorge Amado
  47. Terras do Sem Fim – Jorge Amado
  48. Triste Fim de Policarpo Quarema – Lima Barreto
  49. Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
  50. Vidas Secas – Graciliano Ramos

Nota:  a imagem de Clarice Lispector ilustra o artigo.

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