Ticiano – VÊNUS E CUPIDO

  Autoria de Lu Dias Carvalho

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A pintura Vênus e Cupido é uma obra mitológica do pintor italiano Ticiano (c. 1488-1576), cujo nome de batismo era Tiziano Vecellio, tido como o mais importante pintor veneziano do período denominado “Cinquecento”. Quase nada se sabe sobre o início de sua carreira, sendo provável que tenha sido aluno de Sebastiano Succato, Gentil Bellini e Giovanne Bellini. Trabalhou para as importantes famílias Gonzaga, Este, Farnese e Rovere. Foi também pintor da corte do Imperador Carlos V, do Papa Paulo III e de Filipe II.

Vênus, deusa da beleza e do amor, encontra-se deitada, de frente para o observador, numa cama forrada com um lençol branco e, sobre este, estende-se uma luxuosa colcha de veludo acobreado. Sua cabeça, tocando o ombro esquerdo, está voltada para o filho Cupido, o deus do amor, postado à sua cabeceira. Seu corpo, dourado e nu, estende-se por toda a cama. Seu braço direito descansa sobre o corpo, enquanto o tronco apoia-se no esquerdo. Ela segura, displicentemente, um ramo de flores. Seus seios são pequenos e túrgidos. Traz o cabelo penteado para trás. Usa um colar e um brinco de pérolas. Tem nos pulsos duas pulseiras de ouro, uma de cada lado, ornadas de pérolas. Um anel cinge-lhe o dedo mindinho da mão direita.

Um enorme cortinado vermelho cai atrás de Vênus e Cupido. O pequeno deus mostra-se com o semblante apreensivo, com a mãozinha direita em torno do pescoço da mãe e a esquerda acima de seu seio. Ele se mostra ávido por sua atenção. Ao lado da cama, à direita, uma mesinha de madeira ostenta um vaso de vidro cheio de flores,  atributo da deusa. Abaixo da mesa vê-se a figura em bronze de um leão. Aos pés de Vênus encontram-se um cãozinho, a aljava de Cupido e duas flechas.

Uma enorme janela de madeira está aberta atrás de Vênus. Ela leva para uma paisagem de árvores e montanhas. Sobre seu batente vê-se uma pequena ave, motivo de atenção do pequeno cão. À esquerda, desce parte da cortina vermelha, cuja ponta descansa no batente da janela. Ticiano fez outras três pinturas mostrando Vênus nua, em que aparece uma terceira figura: um tocador de órgão.

Ficha técnica
Ano: c. 1555
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 119 x 195 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Andrea del Sarto – A MADONA DAS HARPIAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A pintura A Madona das Harpias, tida como a sua mais importante criação, e uma das obras mais famosas do século XVI. Adornava o altar-mor da igreja de San Francesco dei Macci, em Florença, sendo executada a pedido das freiras franciscanas. É vista como o primeiro exemplar do “classicismo” florentino. Nela estão presentes influências de três grandes gênios da pintura: a monumentalidade de Michelangelo, a proporção de Rafael e as cores de Leonardo da Vinci. As figuras estão dispostas em forma piramidal, com a cabeça da Virgem Maria formando o vértice superior.

O artista apresenta a Virgem Maria de pé, envolta em roupas coloridas, sobre um pedestal de mármore, ornado com esfinges (seres alados imaginários), às quais Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano, em sua interpretação, denominou erroneamente como sendo harpias (monstros fabulosos com corpo de mulher e corpo de abutre), daí o título da composição. Maria segura seu Menino com o braço direito e um livro com o esquerdo. À sua direita estão os santos: Francisco, segurando um crucifixo, e à esquerda São João Evangelista, com um enorme livro aberto no colo, segurando-o com um gesto similar aos de Michelangelo, como se sua mão oculta indicasse um trecho específico. Dois pequenos anjos, sobre o patamar em que se encontra inserido o pedestal, seguram nas pernas da Virgem.

A Virgem Maria e seu Menino trazem os olhos direcionados para o chão, assim como o anjo à direita, enquanto os santos Francisco e São João Evangelista parcem olhar para o espectador. O anjo risonho à esquerda dirige seu olhar para São Francisco. O livro que se encontra na mão da Virgem, apoiado na sua coxa esquerda, simboliza a sabedoria, assim como as esfinges (símbolos mitológicos da sabedoria da deusa Minerva) que decoram seu pedestal. A inscrição escrita no pedestal pode ser traduzida como: “Andrea del Sarto, florentino, fez” e mais abaixo “A Rainha é elevada ao mais alto trono – 1517”.

Obs.: Existe também a interpretação de que os adornos do pedestal sejam gafanhotos, portadores de calamidade e destruição.

Ficha técnica
Ano: 1517
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 207 x 178 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://allegoriadellamusica.altervista.org/

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Mestres da Pintura – PAUL KLEE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Concebo um motivo muito diminuto e tento representá-lo de forma sumária, naturalmente por meio de “estágios”, mas de modo prático, isto é, armado de um lápis. Partindo desta ação concreta, resulta algo bem melhor, dessa série de pequenos atos repetidos, de um élan poético sem forma e sem figuração… Todas as coisas pequeninas e justapostas umas às outras, estreitamente, formam um conjunto que em si constitui uma atividade real. Aprendo retomando desde o princípio, começo a formar alguma coisa, como se eu ignorasse tudo sobre pintura. Porque descobri uma pequena propriedade incontestada até agora, um gênero especial da representação em três dimensões sobre a superfície. (Paul Klee)

Antes de fazer o segundo ano, apeteceu-me abandonar a escola, no que fui contrariado pelos meus pais. Isto foi para mim um martírio. Só gostava do que era probido: desenhos e literatura. (Paul Klee)

O pintor, teórico da arte e educador Paul Klee (1879-1940) é originário de um lugarejo chamado Münchenbuchsee, próximo a Berna, na Suíça. Ele nasceu e cresceu numa família de músicos. Seu pai, o alemão Hans Klee, era um professor de música, e sua mãe, a suíça Ida Frick, estudava Canto, tendo o artista, incialmente, hesitado entre a escolha da música e a da pintura. Aos sete anos começou a aprender a tocar violino e, aos onze já dominava muito bem tal instrumento. Lidava com a música, a escrita e o desenho. Portanto, nada mais do que normal a relação de sua pintura com a músíca, pois ele vivia em meio a uma e a outra. Contudo, a música tinha um peso inferior ao da pintura, que lhe possibilitava criar mais.

Especula-se que foi a avó de Klee quem lhe ensinou a trabalhar com os lápis e o papel. Ainda muito jovem, ele foi para Munique, na Alemanha, onde veio a estudar na Academia de Belas-Artes. Também fez viagens ao exterior, inclusive à Itália, no intuito de aumentar seus conhecimentos. Ali estudou os velhos mestres da pintura e também fez música. Ficou encantado com os tesouros artísticos encontrados nas cidades italianas, apreendendo as lições de arquitetura do Renascimento e da estatutária de Michelangelo.  Retornou a Breda, mas sem perder contato com Munique, onde, através de exposições, ficou conhecendo a obra de Blake, Goya e James Ensor. Casou-se com a pianista Lily Stumpf, tendo com ela seu único filho, Felix. A Klee cabia cuidar da educação do filho e das tarefas domésticas, uma vez que sua esposa dava aula de piano, e a renda de ambos era muito pequena.

Nas viagens que faz a Paris, Klee encantou-se com as obras de Van Gogh e Cézanne. Embora fosse dono de uma arte natural e autônoma, o artista apreendeu lições do Cubismo, do Expressionismo e do Primitivismo. Travou contato com os pintores do grupo “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul), ocasião em que se tornou amigo de Kandinsky, Franz Marc, Macke e Jawlensky. No ano seguinte entrou em contato com o pintor Robert Delaunay e com as obras de Rousseau, Picasso e Braque. Embora só tenha tido uma edição, a publicação “Der Blaue Reiter” é tida como o mais importante manifesto da Arte do século XX.

Dentre as viagens feitas por Klee, a visita à Tunísia, no norte da África, que teve a duração de 12 dias, foi a que mais exerceu influência sobre sua arte. O artista ficou fascinado com o brilho e luminosidade daquele país, o que o levou a transpor para suas telas uma turbulência de cores. Ele se tornou dono de um estilo pictórico que fazia uma junção perfeita entre uma fantasia livre e uma sólida organização. Aos poucos, em sua pintura, a forma foi ultrapassando o conteúdo. Ele não tinha mais como objetivo representar a realidade exterior.

Paul Klee foi convocado para servir na Primeira Guerra Mundial, mas logo retomou sua arte (soube-se depois que seu pai trabalhou para que ele não fosse mandado para o front). Já bem conhecido, foi convidado para lecionar na renomada Bauhaus. Continuou com suas excursões pelo mundo (Itália, Córsega, Egito), sempre agregando novas influências à sua arte. Foi chamado para lecionar na Academia de Belas-Artes de Düsseldorf, na Alemanha, quando o nazismo já mostrava a cara. Sua pintura passou a ser chamada de “bolchevismo cultural” pelos nazistas, e de “facismo cultural” pelo stalinistas. Ele foi retirado do cargo. Dentre as obras de Klee, 102 delas foram confiscadas pelo governo nazista, e 17 passaram a fazer parte da “Exposição  de Arte Degenerada”.

O artista retornou à Suíça, dando início à última parte de sua carreira. Encontrava-se angustiado ao conscientizar-se de quão frágil era a arte diante da prepotência das ditaduras. Suas telas passaram a ter nomes sombrios como “O Medo” ou “A Máscara do Medo”. O colorido de sua arte cedeu lugar às formas arredondas, em ziguezagues, de limites indeterminados. Nessa fase, Klee passou a excluir qualquer traço ou matiz supérfluo, numa crescente economia de meios, e ampliou a dimensão de seus quadros. Ele também lutava contra uma doença de pele (esclerodermia progressiva) que, ao enrijecer-lhe os tecidos, dificultava-lhe o manuseio do pincel, o que tornou sua obra ainda mais angustiante.

Paul Klee, ao contrário de Kandinsky, não queria subtrair a naturza de sua obra, mas apenas modificá-la através de sua sensibilidade e imaginação. Foi na obra do pintor holandês Van Gogh, em sua deformação da linha,  que ele encontrou um dos subsídios para seu estilo original. O artista morreu, em 1940, após cinco anos de sofrimento, na batalha travada contra sua doença de pele, quando tinha início a Segunda Guerra Mundial.

Acerca de Klee tem-se dito que sua evolução artística foi lenta. É possível que seu ambiente familiar tenha contribuído para isso, uma vez que a música ocupava o lugar principal na casa paterna, sem falar que o artista também tinha, por esta forma de arte, grande paixão, dedicando-lhe bastante tempo. Embora Paul Klee tenha nascido e sido criado na Suíça, era considerado cidadão alemão como seu pai.

Paul Klee é tido como um pintor primitivista, levando-se em conta o fato de que ele modelou suas pinturas tomando por base os desenhos infantis, como fizeram artistas como Picasso, ao usar as máscaras primitivas tribais e figuras de coleções antropológicas. Inclusive, o artista, em seus estudos, tomou como base os desenhos de infância de seu filho Felix. Klee não achava que os desenhos infantis fossem bonitos, mas apenas que eles mostravam caminhos para que valores mais profundos fossem encontrados.

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
Paul Klee/ Taschen

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Grünewald – A PEQUENA CRUCIFICAÇÃO

Autoria do Prof. Pierre Santos

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A Crucificação, obra do germânico Mathias Grünewald, é um soco na nossa cara, como se o tema do quadro estivesse nos reprovando: “Estão vendo o que vocês fizeram?”, tal a violência expressiva da linguagem de Grünewald. Aliás, são assustadoramente atuais os ‘Cristos’ deste pintor alemão. Não é sem razão, e por aí se vê, que esse artista é considerado não só o precursor do Expressionismo, mas, acima disto, o iniciador desse movimento artístico, com quase quatro séculos de antecedência, que só vingou no princípio do século XX.

Não obstante a carga emocional que passa, o quadro em si é de extrema simplicidade em seu arranjo cênico e em sua composição. Chama-nos a atenção, no primeiro plano, este abaulamento das linhas composicionais à frente do quadro: Nossa Senhora, de pé, envolta por sua dor, evita nos olhar, como se nos considerasse coniventes, corresponsáveis por aquele acontecimento – e, mesmo passados dois milênios, será que não seríamos? – O manto, que lhe cobre a cabeça, desce pelo ombro direito e vai numa curva compor-se com o cotovelo direito de Maria Madalena, orando ajoelhada aos pés da cruz; com a ponta dos pés do Crucificado, e com a dobra do panejamento da capa de São João, terminado na linha de sua face avultada contra a sombra do fundo.

Esta forma abaulada aí está para acolher, ungir e amparar o corpo do Redentor, que parece estar resvalando lentamente para baixo pela áspera face do madeiro, onde está cruelmente pregado, e tanto, que os braços da cruz vergam-se ao peso do corpo relaxado pela morte, que havia acabado de acontecer. A multidão, que estivera ali, já tinha ido embora e só restaram esses três personagens, como testemunhas que foram do martírio, minuto a minuto, ao longo de horas e mais horas.

A sombra da noite é profunda, quase tétrica, e atenua o valor das tonalidades de cores. A disposição cênica dos elementos composicionais é sumária, em decorrência do laconismo que o tema exigiu do pintor: apenas quatro pessoas; pequena elevação rochosa à esquerda, encimada por um arbusto verde musgo, com ligeiras e diminutas formas avermelhadas; um pequeno monte relvado à direita, nas costas e do mesmo tamanho de São João; e na faixa central um diminuto campo verde gramado com pequeno rochedo ao fundo. Este sustenta o plano da frente, salientando a parte vertical da cruz, que só não se confunde com o fundo azul escuro do céu, porque suas margens estão marcadas por sutis traços brancos, destacando o madeiro. Enquanto isso, a parte horizontal da cruz, lá em cima, e o Cordeiro sacrificado, que tem ali pregadas as mãos meio crispadas, mais parecem constituir um conjunto miraculoso de perdão.

Jesus Cristo, maior do que os outros personagens por exigência da própria composição, parece avançar para nós, a fim de abraçar-nos em sua infinita misericórdia. O resto é magia, tanto quanto é mágica a disposição daquela pequenina lua (ou um eclipse?), quase sumida, acima da cruz, que se compõe com o corpo meio inclinado para trás de João, que reza de pé, como as mãos postas, para neutralizar o peso da parte esquerda, acentuado pela inclinação da cabeça de Nosso Senhor,  que revela ao mundo o seu sofrimento.

Ficha técnica
Ano: c. 1511/1520
Técnica: óleo em tela
Dimensões: não encontradas
Localização: National Gallery of Art, Washington, Estados Unidos

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Belmiro de Almeida – ARRUFOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O artista atirou-se ao modernismo, deixando as convenções antigas para abraçar corajosamente o realismo. (Revista Ilustrada/1887)

 Ainda no Rio de Janeiro não se fez um quadro tão importante como este. (Gonzaga Duque)

A composição Arrufos é uma obra do pintor, caricaturista, escultor, jornalista e professor brasileiro Belmiro de Almeida, e também uma de suas telas mais conhecidas, ainda que tenha sido feita no início de sua carreira. Foi comprada pela ENBA (Escola Nacional de Belas Artes), três anos após a recusa da Academia em adquiri-la.

À primeira vista, a cena parece levar o observador a imaginar que se trata de uma briga de casal, na sala de estar de uma casa rica, onde se observa enormes almofadas, tecidos caros e um abano, sobre as costas do sofá, à esquerda, pintado com motivos japoneses. A parede, atrás do homem, está coberta com um papel de parede com listras verticais. Vê-se também um abajour de estilo antigo.

A mulher, bem iluminada, encontra-se de joelhos no tapete, com cabeça, braços e parte do tronco apoiados na beira do sofá, o que leva a crer que esteja chorando. A rosa despetalada a seu lado, no tapete, reforça a suposição de que os dois estejam em atrito. Seu chapéu encontra-se abaixo da mão esquerda do moço, o que leva a crer que acabaram de chegar de algum lugar.

Um jovem homem encontra-se assentado numa cadeira. Parte de seu rosto está oculta pela sombra. Ele está elegantemente trajado, usando calças cinzas, camisa vermelha e colete debaixo do paletó, o que denota sua boa posição social. Não usa gravata, mas uma gola branca alta, que se encontra presa à camisa por um ostentoso botão branco. Um relógio dourado desponta debaixo de seu colete. Na mão esquerda usa uma luva marrom de couro de dois tons e segura a da mão despida. Traz as pernas cruzadas e inclina levemente a cabeça para acompanhar a fumaça do charuto, como se estivesse perdido em pensamentos.

A aparente calma do moço leva a crer que seja ele o responsável pela desolação da mulher, levando-a a jogar a rosa no chão. A mão esquerda enluvada pode significar que ele não permanecerá muito tempo no local. E, segundo disse Gonzaga Duque, historiador e crítico da arte, pode ser que ela tenha levado um “pé na bunda”, como indica a posição do traseiro da mulher e, próximo a ele, o pé erguido do homem. Será mesmo?

O personagem masculino retratado nesta obra é o escritor e crítico de arte Gonzaga Duque, nos seus 24 anos de idade.

Fonte de pesquisa
Belmiro de Almeida/ Coleção Folha

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Alexandre Menghini – MULHERES NADANDO

Autoria de Lu Dias Carvalho mulna

O fotógrafo brasileiro Alexandre Meneghini foi um dos premiados do Sony World Photography Awards, um dos concursos mais importantes de fotografia do mundo. Seu trabalho fez parte da categoria “Peolple”. A edição de 2016 do concurso foi bastante concorrida, contando com a participação de mais de 230 mil fotografias, com participantes de 180 países.

O artista clicou duas senhoras conversando, enquanto nadavam, e retratando o cotidiano do povo cubano. Embora seja paulista, Menghini vive há dois anos em Cuba, onde trabalha para a agência de notícia Reuters. Sobre o prêmio recebido, assim se expressou o fotógrafo:

– Esse reconhecimento é bastante importante para minha carreira e eu acredito que todos os fotógrafos, profissionais ou não, deveriam participar.

Fonte de pesquisa:
http://www.resumofotografico.com/2016/03/brasileiro-e-premiado-no-sony-world-photography-awards.html

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