A CANDIDÍASE ATACA MULHERES E HOMENS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Candidíase: muito além de um problema ginecológico

Normalmente, quando se fala em candidíase, logo pensamos naquele corrimento vaginal com ardência e coceira, que incomoda inúmeras mulheres. Porém, todos nós, inclusive os homens, podemos desenvolver essa patologia.

A cândida é um fungo que está presente em vários locais do corpo humano, na pele, nas unhas, e em várias cavidades de nossas mucosas, em especial no nosso intestino e região vaginal. O uso de antibióticos, anticoncepcionais, estresse e uma alimentação mal balanceada são fatores que favorecem seu crescimento. Várias mulheres sabem que, quando estão em períodos de alto estresse emocional, ou após um tratamento com antibióticos, há o aparecimento da doença.

Transmissão

A candidíase crônica é uma doença transmitida por fungos, mais conhecida pelo nome de Cândida albicans, que pode se manifestar nos seguintes locais do corpo:

  • pele (micoses),
  • boca (sapinho),
  • estômago,
  • intestino
  • e na região da vulva e vagina.

O crescimento de fungos no organismo vai muito além do corrimento vaginal, pois suas toxinas podem se manifestar em nosso corpo de diversas formas, tais como:

  • digestão ruim,
  • diarreia,
  • enxaquecas,
  • fadiga com falta de disposição física,
  • queda de cabelos,
  • dor nas juntas,
  • boca seca,
  • apatia,
  • baixa imunidade,
  • piora de alergias,
  • hipoglicemia, etc.

Várias são as causas de candidíase crônica ou de repetição, a citar:

  • um sistema imunológico comprometido;
  • disbiose intestinal (desequilíbrio da flora intestinal), assunto já abordado neste blog;
  • roupas íntimas de tecido sintético;
  • má higiene pessoal;
  • anticoncepcionais;
  • menopausa;
  • distúrbios hormonais;
  • e uma causa pouco falada, e não menos importante, a má alimentação.

Para o fungo sobreviver, é necessário um ambiente favorável para o seu crescimento. O ambiente ideal deve ser quente, úmido e rico em açúcar. É isso mesmo! Quando sua alimentação é rica em carboidratos, doces em geral, álcool, refrigerantes, biscoitos e massas, cria-se uma atmosfera para seu desenvolvimento.

Combate

O combate à candidíase, feito somente com o antifúngico, parece-me uma abordagem terapêutica muito simplista. Para que não haja recorrência do problema, hábitos de vida e de alimentação devem ser abordados. O tratamento mais eficaz para quadros de candidíase de repetição está no fato de não criarmos um ambiente favorável aos fungos. Portanto, a dica é: reduza de forma substancial o consumo de carboidratos da sua dieta. Mate o fungo de fome:

  • o consumo de frutas, verduras e legumes, pois um maior consumo de fibras favorece a flora intestinal “boa” que compete com a cândida;
  • o uso de lactobacilos pode ser útil;
  • um maior consumo de orégano, alho e óleo de coco são bem vindos, pois todos têm função antifúngica;
  • o uso de antibióticos e outras medicações (laxantes, corticoides, antiácidos e anticoncepcionais) deve ser revista, principalmente se for automedicação.

Na dúvida, converse com seu médico.

Nota: Imagem copiada de www.infoescola.comwww.assimsefaz.com.br

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Anita Malfatti – O FAROL

Autoria de Lu Dias Carvalho

O FAROL   (Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Pintávamos na ventania, ao sol, na chuvarada e na neblina. Eram telas e telas. Era a tormenta, era o farol, eram as casinhas dos pescadores escorregando pelos morros, eram as paisagens circulares, o sol e a lua e o mar. (Anita Malfatti)

O maior progresso que realizei na minha vida foi nessa ilha e nessa época de ambientes muito especiais. Eu vivia encantada com a pintura. (Anita Malfatti)

A composição O Farol, obra da pintora Anita Malfatti, situa-se entre as suas obras mais famosas. É também conhecida como O Farol de Monhegan. Foi pintada na ilha de Monhegan, na costa leste estadunidense, ao ar livre, quando era aluna do professor Homer Boss, que permitia que seus alunos expressassem-se com liberdade, espalhando-se pelo local. Anita retrata o farol da ilha e as casinhas próximas a ele.

A pintora traz à tona, nesta obra e em algumas outras, as influências expressionistas aprendidas durante o tempo em que passou estudando na Alemanha. Ela distribui sobre a tela uma infinidade de cores fortes e vibrantes, que repassam um grande dinamismo.

O céu de O Farol traz uma infinidade de cores, destacando as pinceladas enérgicas e ligeiras da pintora, que passam a sensação de certa agitação, embora embaixo reine tranquilidade. As pinceladas de cor branca levam luminosidade ao céu da pintura. Esta obra também nos lembra o artista holandês Vincent van Gogh.

Esta pintura faz parte das obras da artista, expostas na Semana de Arte Moderna.  Anita Malfatti expôs 53 trabalhos, entre figuras: Tropical (1917), A Estudante Russa (ca.1915), O Japonês (1915-1916), O Homem Amarelo (1915-1916), A Mulher de Cabelos Verdes (1915-1916)]; paisagens: O Farol de Monhegan (1915), A Ventania (1915-1917), A Palmeira, O Barco (1915); gravuras : Boneca Japonesa, Anjos de Rubens, O Burrinho; caricaturas e desenhos: Festa no Trianon, Impréssion de Matisse, O Movimento.

Ficha técnica
Ano: c. 1915-1916
Dimensões: 46,5 x 61 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo da Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, Rio de Janeiro, Brasil

Fonte de pesquisa
Anita Malfatti/ Coleção Folha

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O DOMINGO E A DEPRESSÃO

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Inicio esta coluna falando sobre uma queixa bastante comum entre as pessoas, mais conhecida como depressão de domingo. Para exemplificar, transcrevo trecho de um internauta desesperado:

“Prezados doutores, rogo-lhes que me ajudem ou me deem uma orientação. Sou bancário e sofro de depressão de domingo, e quem sofre disso sabe que, no domingo, a tristeza cresce em progressão geométrica conforme o dia vai passando. A tardinha cai e, às 17h, mais ou menos, quando tem futebol na televisão e os bares ficam cheios de cachaceiros vendo o jogo, a coisa fica crítica… uma característica comum é o calafrio que a música do ‘Fantástico’ dá, mas quando passa a vinheta final do programa e as letras começam a subir, é pra fechar o caixão. A angústia é enorme, um troço ruim por dentro dizendo que o fim de semana acabou e agora só resta ir pra cama dormir, porque a segunda-feira vai vir com tudo. Eu gostaria de saber dos doutores da categoria se depressão de domingo tem tratamento, e qual remédio a gente toma”. 

A palavra depressão provém do termo latim depressus, que significa abatido ou aterrado. Trata-se de um distúrbio emocional, podendo traduzir-se num estado de abatimento e infelicidade. A depressão é uma entidade clínica reconhecida, formada por um conjunto de sinais e sintomas, dentre eles o rebaixamento do estado do humor, porém, esse deve persistir por duas semanas ou mais. Portanto, somente um dia com alteração no estado de humor não caracteriza depressão e, sim, um estado de ansiedade antecipatória e/ou angústia com os problemas que estão por vir como: levantar mais cedo, pagar as contas, tarefas a serem realizadas e prazos a ser cumpridos, levar as crianças para a escola… A pessoa já começa a sofrer por antecedência com tudo o que tem de ser feito logo no início da semana e, literalmente, perde os domingos de descanso.

Pensando nisso, coloco abaixo algumas dicas para que este estado de ansiedade e angústia não o pegue no domingo:

  • Comece o dia lendo um bom jornal, como o Pampulha. Na publicação, você encontra uma série de programações para toda a família e para todos os gostos.
  • Saia para dar uma caminhada, praticar algum exercício físico ao ar livre.
  • Separe um tempo para ouvir suas musicas preferidas. Uma boa música libera endorfina e combate o mau humor.
  • Um almoço com familiares e amigos também é uma boa medida.
  • Para os que gostam de praticar momentos de meditação, vá em frente. O mesmo vale para os que praticam algum tipo de religião.
  • Os programas de TV devem ser evitados, pois não acrescentam nada em nível cultural e nem informativo. .
  • Se você está muito preocupado com os afazeres da segunda-feira, uma saída pode ser escrever o que tem de ser feito para organizar, sistematizar o dia.
  • Você também pode antecipar alguma tarefa do dia seguinte, caso isso lhe traga tranquilidade.
  • À noite, na hora de deitar, procure praticar a “higiene do sono”, assunto já abordado aqui, que irá favorecer uma noite de sono repousante para acordar bem disposto e enfrentar a semana que se inicia.

Nota: Imagem copiada de www.educacaofisicadadepressao.com

 

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Anita Malfatti – MULHER DO PARÁ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Mulher do Pará, obra da artista brasileira Anita Malfatti, foi resultado da passagem da artista pela cidade de Belém, no estado do Pará, quando viajava para os Estados Unidos, em 1915.

Ao aportar no cais da cidade, que à época era zona de prostituição, chamou a atenção da artista uma mulher excentricamente vestida, próxima a um balcão, ereta, como se fosse um manequim numa vitrine. Anita ficou de tal forma encantada, que retornou ao local para fazer um esboço minucioso daquela personagem tão exótica. Mas foi somente cerca de 11 anos após aquele encontro é que o quadro foi pintado.

A composição Mulher do Pará foi exposta em Paris, na exposição do Salon d’Automne, recebendo o nome de Femme du Pará.

Ficha técnica
Ano: c. 1927
Dimensões: 80 x 65 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Anita Malfatti/ Coleção Folha

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VÍCIOS E VIRTUDES ATRAVÉS DOS TEMPOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Transformar voracidade em poupança, violência em argumento, matança em litígio e suicídio em filosofia constitui uma das tarefas da civilização (Will Durant).

A História da humanidade constata que certos vícios, que ainda persistem até os dias de hoje, foram de fundamental importância na luta pela existência humana. Durante muitas e muitas gerações, a cobiça, a desonestidade, a crueldade, a gula e a violência foram impulsos de extrema importância para a sobrevivência da espécie humana. Eram encontradas e praticadas até nas próprias religiões.

A segurança econômica foi responsável por banir algumas dessas supostas “virtudes”, pois a fome está na origem primária de tudo. A linguagem do corpo faminto é a mais difícil de calar, pois sua ligação com a sobrevivência é inseparável. Sendo a dor causada pela fome a mais temida, pois não aguenta muito tempo de espera, por mais avançado que seja o código moral desta ou daquela sociedade. A desonestidade só não é tão antiga quanto a voracidade, porque a fome vem antes de o homem deixar de ser nômade e se fixar ao solo.

Alguns escritores dizem que a desonestidade cresceu com a civilização, porque nessa há mais coisas para “roubar” e a educação torna certos homens mais “hábeis” em tal tarefa, que para muitos não passa de “diplomacia”. A mentira e a corrupção entram em cena com os mais variados disfarces. Outro motivador do roubo é o consumismo desenfreado que tomou parte do planeta. Ninguém aceita ficar de fora. E muitos se sentem lesados por não poderem oferecer aos seus as benesses do mundo atual.

Os crimes violentos são tão velhos quanto a voracidade. Se colocarmos um farol em toda a História da humanidade, cairemos de costas com os dados que nos apresenta a permanência do homem na Terra até os dias atuais. Levando em conta o número de habitantes terrenos, a proporção em relação à violência, já foi muito maior. Lutava-se pelo alimento, por companheiras, por deuses, por religião, por terras, por clãs, e etc.

O homem primitivo era cruel, porque via a violência como algo natural, parte de sua sobrevivência. O mesmo não se pode falar do homem de hoje, que já possui meios para subjugar tais impulsos, se assim o quiser. A tortura primitiva acompanhada do prazer de ver o inimigo sofrer, ainda resiste ao tempo. A morte era o troféu da disputa nas sociedades primitivas, assim como nas muitas prisões em derredor do planeta. Em várias tribos, uma mulher jamais se casava com um homem que não houvesse matado pelo menos outro. Era a famosa “caça às cabeças”, troféus que lhes garantia grande trunfos na tribo.

Diz um velho ditado que “onde o alimento é insuficiente, a vida tem pouco valor.” E essa era uma justificativa para que os filhos dos esquimós matassem os pais, quando esses ficavam velhos e inúteis. E, se não o fizessem, eram criticados pela sociedade onde viviam, como falta de cumprimento do amor e do dever filial. Ou seja, o que vale para uma época, na maioria das vezes não vale para outra.

O haraquiri dos japoneses era outra dessas tradições que o mundo hoje considera selvagem: se um homem era ofendido por outro, devia-se matar ou mutilar o ofensor. Não o encontrando, a vingança era feita a alguém de sua família (irmão, pai, filho…). Caso não o fizesse, seria transformado num pária, expulso do grupo. Deveria ser usada a mesma técnica para com os participantes da “farra dos bois” e toureiros, pois a crueldade humana é a mãe de todos os vícios.

Nota: O Bacanal – Ticiano

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Anita Malfatti – A BOBA

Autoria de Lu Dias Carvalho

A BOBA

A composição A Boba é um dos quadros mais conhecidos e notáveis da pintora Anita Malfatti que, não se atrelando aos rigores da época, ousou tanto na temática quanto no tratamento pictórico e no uso das cores.

A personagem encontra-se assentada numa cadeira de espaldar arredondado com o estofamento em azul e vermelho, contrastando com sua roupa amarela, pintada com pinceladas ligeiras.

A mulher possui um olhar distante e mostra-se perdida em si mesma, não ousando fitar o observador. Seus olhos escuros são delimitados por contornos pretos, com sobrancelhas em forma de acento circunflexo. Seus cabelos pretos estão repartidos ao meio e cobrem suas orelhas. O fundo da composição é pintado em azul e verde, contrastando com a roupa da figura e sua cadeira.

Obs.: Façam gratuitamente aqui no blogue o curso de HISTÓRIA DA ARTE

Ficha técnica
Ano: c. 1915-1916
Dimensões: 61 x 50,6 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo do Museu de Arte Contemporâneo da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Anita Malfatti/ Coleção Folha

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