Aldemir Martins – TOCADOR DE BERIMBAU

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Tocador de Berimbau, do artista cearense Aldemir Martins, é uma obra que se encaixa perfeitamente dentro da cultura brasileira, pois o berimbau é um instrumento de percussão, trazido pelos escravos africanos, especialmente de Angola, que acompanha o jogo de capoeira, marcando o ritmo. A capoeira é ao mesmo tempo, música, dança e luta, sendo hoje parte de nossa cultura. E, como informação, a capoeira, em 1940, deixou de fazer parte do Código Penal Brasileiro, como prática ilegal.

A composição apresenta apenas uma figura masculina tocando seu berimbau, no exato momento em que toca a corda do instrumento. Seu corpo curvado parece tomar a forma do arco do berimbau, quando seus músculos rígidos são evidenciados. O homem tem o rosto voltado para o observador e na mão direita, juntamente com a vareta que tange o instrumento, traz um chocalho de palha denominado caxixi ou mucaxixi, cheio de sementes, que também auxilia na música.

Ficha técnica
Ano: 1967
Dimensões: 22 x 16 cm
Técnica: acrílica sobre tela
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Aldemir Martins/ Coleção Folha de São Paulo

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SERETONINA X PACIÊNCIA

Autoria do dr. Telmo Diniz

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A serotonina é um dos neurotransmissores mais importantes em nosso cérebro. Sua função é a de conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. Quimicamente, a serotonina, também conhecida por 5-hidroxitriptamina (5HTP), é uma substância que, em última análise, é a biotransformação do aminoácido L-Triptofano, proveniente da dieta. Os níveis de serotonina e o quadro psíquico podem determinar se a pessoa está deprimida, propensa à violência, com humor irritadiço, com atitudes impulsiva e, até mesmo, gulosa. Mas fazer sua ligação com falta de paciência é novidade.

Estudo recente, realizado em Portugal, revela que serotonina pode aumentar a paciência, em vez de provocar “bem estar e felicidade”. Ela foi conduzida por pesquisadores da Fundação Champalimaud de Lisboa, conforme um estudo publicado na revista científica norte-americana “Current Biology”. A conclusão final dá conta de que a serotonina tem ligação mais direta com a paciência do que com o bem-estar. Apesar de normalmente ser relacionada à sensação de “alegria”, na verdade, o que a serotonina provoca de forma mais global e visível é um aumento de tolerância.

A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca, esquizofrenia, entre outras. Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Alimentos como banana, tomate, chocolate amargo ou meio-amargo e vinho são ricos no precursor da serotonina, o triptofano. Porém, em casos em que os quadros de ansiedade, irritabilidade e “estopim curto” ocorrem de forma mais acentuada, o uso do suplemento à base de 5HTP deve ser considerado pelo profissional.

São bem conhecidos alguns dos efeitos adversos da serotonina em nível cerebral, como a redução da fome e do impulso sexual. Um dos pesquisadores levantou uma questão importante: “se o efeito fosse deixar as pessoas mais felizes, os efeitos colaterais seriam mais fome, mais energia e maior frequência da atividade sexual”. Porém, o que ocorre é justamente o contrário, trazendo um desconforto em relação ao que sabemos, até o momento, desta substância.

O uso dos de antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRS) nas pessoas, melhora o estado de humor, porque reduz a intolerância e a alta irritabilidade que acompanham estes casos. Tenho a certeza de que os antidepressivos nunca trarão felicidade a ninguém, mas, sim, maior tolerância frete às adversidades do dia a dia, onde os problemas irão ficar mais amenos para os enfrentamentos e batalhas diárias. Justo seria falar na classe dos “medicamentos” anti-impacientes e anti-intolerância.

Nota: obra de Fernando Botero

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Aldemir Martins – CACTUS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Cactus é uma das primorosas composições do artista cearense Aldemir Martins que, sempre comprometido com a temática brasileira, jamais poderia ter deixado de lado, em sua arte, essa planta que simboliza a região árida do Nordeste, onde se situa seu Estado, Ceará.

O artista apresenta o cacto em primeiro plano, tendo uma parte suprimida acima e outra abaixo, colocando em evidência o botão prestes a se abrir (só abre à noite) e sua enorme e alva flor já aberta, que chama a atenção do observador.

O fundo da tela, em azul, representa o céu azulado, desvestido de qualquer nuvem branca, e o amarelo que simboliza a claridade do sol e a aridez da terra. Todo o quadro é trabalhado geometricamente.

O cacto representado na composição é o mandacaru, também conhecido por jamacaru ou jaramacaru, que serve de alimento para o gado no tempo da seca, sendo a planta mais característica da caatinga nordestina.

Ficha técnica
Ano: 1972
Dimensões: 37 x 60 cm
Técnica: acrílica sobre tela
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Aldemir Martins/ Coleção Folha de São Paulo

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MELATONINA X DIABETES

Autoria do dr. Telmo Diniz

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A melatonina é um hormônio produzido, em sua maior parte, à noite, secretado pela glândula pineal, que fica localizada na região central do cérebro. Já foi extensivamente estudada pelos seus efeitos em nosso ciclo circadiano, ou seja, por nossas noites de sono. Entretanto, diversos estudos já vinculam que a baixa produção de melatonina pode ser a responsável por várias outras patologias, entre elas a obesidade e o diabetes.

Pesquisa realizada no Hospital Brigham and Women, pertencente à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, selecionou 370 mulheres que tinham diabetes tipo 2, no período de 2000 a 2012, e outras 370 voluntárias, livres da patologia. A equipe analisou os níveis de melatonina das participantes e relacionou essas informações com a prevalência do diabetes tipo 2. Após avaliar todas as participantes, os pesquisadores descobriram que as mulheres diabéticas tinham menores níveis de melatonina durante a noite em comparação com o grupo sadio. Segundo os autores do estudo, quantidades baixas do hormônio à noite dobram o risco de desenvolver diabetes. A conclusão foi publicada no periódico “The Journal of the American Medical Association” (Jama).

Aqui no Brasil, um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) mostrou que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles diabetes, hipertensão e obesidade. Os resultados indicam que, muito além de regular o sono, a melatonina controla a ingestão alimentar, o gasto de energia, a síntese e a ação da insulina nas células. O experimento básico era realizar a pinealectomia (retirada cirúrgica da glândula pineal, responsável pela produção de melatonina) em ratos e observar os efeitos da falta do hormônio no organismo. Alguns meses depois, sem nenhuma outra mudança na rotina ou na dieta, o animal já apresentava resistência insulínica (tendência ao diabetes), hipertensão e princípio de obesidade. Com a reposição de melatonina, o quadro era completamente revertido.

Diversos estudos já relacionaram quadros de insônia a problemas de saúde, como maior propensão a depressão, obesidade e diabetes. Porém, poucos conseguiram explicar de que forma isso acontecia. As pesquisas citadas acima dão conta da importância da melatonina, em especial em pessoas na terceira idade com patologias associadas como hipertensão, resistência insulínica, diabetes e ganho de peso. Uma forma de as pessoas aumentarem a produção de melatonina é evitar ao máximo a fotoestimulação, ou seja, não usar computadores, smartfones e TVs à noite, pois após às 20h, a maioria das pessoas iniciam a produção deste hormônio. Com a fotoestimulação esta produção fica bloqueada, o que vai ocasionar os distúrbios metabólicos. Já a suplementação com melatonina terá de esperar um pouco mais, pois sua comercialização não é permitida no Brasil ainda (nos EUA, é suplemento alimentar podendo ser comprado em qualquer farmácia, e na Europa é considerado medicamento, prescrito por médicos).

Nota: imagem copiada de hardcoreladies.com.br

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Aldemir Martins – BAIANA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A baiana é uma figura muito comum na obra dos pintores brasileiros, lembrando parte de nosso passado de herança africana, com suas comidas típicas, ritos religiosos e vestimentas específicas.

Aldemir Martins, na composição Baiana, apresenta uma figura feminina assentada, com as mãos entrecruzadas no colo, de frente para o observador. Ela está lindamente trajada com seu vestido branco, com fundo azul-claro, de saia rodada e mangas descidas que deixam os ombros nus. Cinco colares coloridos descem-lhe pelo pescoço, chamando a atenção para o de bolas brancas, azuis e vermelhas. Seus braços nus estão enfeitados por pulseiras amarelas e brancas, que compõem com os brincos. Na cabeça ela traz um vistoso turbante branco. A baiana, com o seu rosto meio de perfil, parece olhar para o horizonte.

Como pano de fundo, o pintor dividiu a tela em duas cores: azul, à direita da figura,e vermelha, à esquerda, cores fortes que destacam ainda mais a exuberância da figura.

Ficha técnica
Ano: 1980
Dimensões: 81 x 60 cm
Técnica: acrílica sobre tela
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Aldemir Martins/ Coleção Folha de São Paulo

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Aldemir Martins – GALO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor cearense Aldemir Martins possuía uma grande paixão por pintar galos e gatos, sendo a composição Galo, acima, um dos primeiros galos pintados por ele.

Na sua pintura, o artista desenha o galo de perfil, usando linhas bem simples, sendo o animal definido pela sua silhueta frontal e pés. Fora isso, ele poderia passar por outra ave qualquer, pois não existem outros detalhes que levem à sua identificação.

O pintor, através do uso de cores, faz sobressair a asa, a crista e o rabo. No fundo da composição destacam-se as cores amarela, onde se situa a parte frontal da ave, e o azul, em dois tons, onde se destaca a outra parte do animal.

O galo mostra-se bastante garboso.

Ficha técnica
Ano: 1966/1969
Dimensões: 100 x 100 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Aldemir Martins/ Coleção Folha de São Paulo

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