Munch – NOITE DE VERÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Na realidade, a minha arte é uma confissão feita de minha própria e livre vontade, numa tentativa de tornar clara a minha própria noção da vida… (E. Munch)

A composição Noite de Verão, também conhecida como Inger à Beira-Mar, do norueguês Edvard Munch, retrata Inger, sua irmã mais nova, usando um longo vestido branco e segurando um chapéu, à beira-mar.

A figura está assentada de perfil sobre uma rocha, rodeada por muitas outras. Tem os olhos fixos ao longe, e se mostra muito tranquila em sua observação. Atrás dela é possível divisar um barco pesqueiro e as varas que marcam as armadilhas colocadas para aprisionar os peixes.

À direita da garota está o mar, que vai até a borda superior da tela, sem que se possa divisar o céu, pois não há, pela parte do pintor, preocupação em mostrar o cenário, mas apenas os sentimentos . As cores, distribuídas em tons delicados, a luz, a figura e o cenário dão ao todo uma grande harmonia.

O tema da composição foi frequente na obra do pintor: solidão e tristeza.

Ficha técnica
Ano:1889
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 126,5 x 162 cm
Localização: Coleção Rasmus Meyer, Bergen, Noruega

Fonte de pesquisa
Munch/ Editora Paisagem

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Munch – PRIMAVERA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Primavera é obra do pintor norueguês Edvard Munch. No centro da tela encontra-se uma moça doente, assentada numa enorme cadeira. Ela traz a cabeça recostada numa almofada branca, que ilumina seu rosto pálido, que contrasta com o rosto corado da mulher que a acompanha, possivelmente sua mãe, e, que se encontra de perfil, à sua direita, com o cabelo preso num coque.

Às costas da rapariga doente encontra-se um enorme armário castanho, que serve de moldura para seu corpo. À esquerda, próxima à senhora, encontra-se uma mesa de madeira escura e, sobre ela, estão uma jarra de vidro com água, um frasco com remédio, uma fruta e um pedaço de papel.

No peitoril da janela com cortinas esvoaçantes, estão dois vasos com plantas. Por ali entram a claridade do amanhecer e o ar fresco, em contraste com a atmosfera densa encontrada no quarto da moça doente.

Ficha técnica
Ano:1889
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 169 x 263,5 cm
Localização: Nasjonalgalleriet, Oslo, Noruega

Fonte de pesquisa
Munch/ Editora Paisagem

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Munch – PUBERDADE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Puberdade, do artista norueguês Edvard Munch, apresenta uma garota que chegou à puberdade. Sentada nua sobre uma cama, com lençol e travesseiro brancos, tendo ao fundo uma parede avermelhada, ela se encontra num espaço diminuto.

A cama onde a mocinha encontra-se não é vista na sua totalidade, tendo sido excluídos a cabeceira e os pés da mesma. A temática do quadro só apresenta o essencial, sendo centralizada na horizontal, constituída pela cama, e na vertical, composta pela garota.

A menina-moça está de frente para o observador e de costas para a parede. Apesar de nua, ela não se mostra frágil e tampouco alude ao despudor. Suas mãos entre as pernas indica que ela encobre suas partes pudicas. A sua tosca e disforme sombra, à sua esquerda, parece refletir apenas a sua longa cabeleira.

Segundo o próprio Munch, a sombra está ligada à recordação do passado e das muitas mortes (mãe, irmã, avô, pai) vivenciadas por ele na família e, que deixaram profundas impressões no seu psiquismo. Ou seja, a imensa sombra negra da mocinha é também um reflexo de seu futuro, que não tardará a recair sobre ela, embora agora se mostre tão jovenzinha. É o seu desabrochar aliado ao futuro desconhecido, que trará muitos sofrimentos. Seus olhos abertos e, aparentemente espantados, e o cruzar dos braços sobre a região pélvica são ao mesmo tempo uma combinação de angústia e sexualidade.

Ficha técnica
Ano:1985
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 151,5 x 110 cm
Localização: Nasjonalgalleriet, Oslo, Noruega

Fonte de pesquisa
Munch/ Editora Paisagem

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Weyden – A ANUNCIAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Anunciação do pintor holandês Rogier van der Weyden é a parte central do Tríptico da Anunciação, que mostra a chegada do anjo Gabriel, que veio visitar  Maria, para lhe dizer que ela conceberá o Filho de Deus. A aba esquerda deste painel traz o doador da obra, que não foi identificado, e a direita traz a cena da visitação, ou seja, o encontro entre a Virgem e a sua prima Isabel. Como o pintor não deixou obras datadas, presume-se que este seja um de seus trabalhos mais antigos. É possível notar a influência de Jan van Eyck e do Mestre de Flémalle, seu professor, sobre esta composição de estilo gótico tardio, emocional e linear. Este tema foi representado inúmeras vezes por Weyden.

O encontro entre a Virgem e o anjo acontece no interior silencioso do quarto dela, belamente adornado, com a luz da manhã entrando suavemente através das janelas abertas. Tudo está bem organizado, tranquilo e sereno. Não existe  nada que possa sinalizar perturbação ou dúvida. A luz que alumia o quarto advem da janela à direita, realçando a suntuosa ornamentação feita em detalhes. O uso da cor é magistral.

A delicada Virgem ainda segura na mão esquerda o livro que estava lendo, e, que simboliza a sabedoria que possui. Seu rosto calmo e o gesto de sua mão mostram assentimento em relação ao que acabara de ouvir. O anjo, que parece flutuar, tão inseguro é o seu equilíbrio, mostra muita ternura no olhar, em reverência àquela que será a mãe do filho de Deus.  Ambos possuem o mesmo formato de rosto.

O anjo mensageiro está suntuosamente vestido. Um manto brocado, forrado de vermelho, desce sobre sua túnica branca com uma faixa vermelha. Suas asas possuem três tons de azul.  Suas roupas espalham-se pelo chão. Ele está de pé diante da Virgem com o corpo ligeiramente inclinado para trás, com as mãos espalmadas num gracioso gesto. Às suas costas, um assento de madeira tem três almofadas vermelhas.

No canto inferior esquerdo da composição há um belo vaso com três lírios brancos e, ao fundo, sobre um móvel de madeira, está uma bacia com um jarro dentro. Os dois objetos atestam a virgindade de Maria. No lado esquerdo, próximas à parte mais alta da porta, duas laranjas lembram o pecado original, enquanto as velas apagadas são o símbolo de que está chegando uma nova fonte de luz – Jesus Cristo – que salvará o homem de seus pecados.

O quarto com sua cama e dossel vermelhos simbolizam o mistério da noite de núpcias e também pode ser uma alusão à cama de ervas aromáticas mencionada no Cântico dos Cânticos. Uma janela ao fundo deixa ver um céu claro e uma casa mais ao longe.

Ficha técnica:
Data: c. 1435/1440
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 86 x 92 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Munch – A CRIANÇA DOENTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Estou convencido de que dificilmente haverá um pintor entre eles que esgote o seu tema até, precisamente, à última gota amarga, tal como eu o fiz em a Menina Doente. Não era apenas eu próprio que estava lá sentado – eram todos os meus entes queridos. (Edvard Munch)

Edvard Munch perdeu sua irmã Sophie quando essa estava com 15 anos de idade, nove anos após a morte da mãe, ambas vitimadas pela tuberculose. Em sua composição A Criança Doente, que possui outras versões, ele retrata o sofrimento da irmã, prisioneira em seu leito de morte.

A garota doente encontra-se sentada sobre sua cama, recostada numa gigantesca almofada branca, que joga luz no seu rosto pálido. A parte inferior de seu corpo está coberta por uma manta esverdeada. À sua esquerda, está uma mulher visivelmente abatida, e à direita encontra-se uma cômoda com um frasco de remédio sobre ela. Atrás da mulher, as cortinas estão fechadas.

A adolescente está virada em direção à acompanhante, que se encontra ajoelhada a seu lado (ou sentada), e traz a cabeça inclinada para baixo. Ela segura a mão esquerda da garota enferma, não sendo possível enxergar o seu rosto. Um copo com líquido até o meio aparece em primeiro plano, sobre uma pequenina mesa, aos pés da cama, à direita.

Ao ser mostrada na Exposição de Outono, em Christiania (atual Oslo), em 1886, esta composição foi alvo de reações impetuosas e exaltadas. O escândalo protagonizado pela obra nos círculos artísticos advinha do fato de a pintura apresentar contornos desordenados e sinais de trabalhos preparatórios executados pelo pintor, que aludia a seu trabalho como um estudo. Para alguns, ela não passava de “manchas incoerentes de tinta”. Mas o fato é que eles ainda não estavam preparados para compreender a pintura de Munch.

É interessante notar que nenhuma luz externa penetra no quarto. A que aí reside vem da almofada e do rosto da garota.

Ficha técnica
Ano:1885/86
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 119,5 x 118,5 cm
Localização: Nasjonalgalleriet, Oslo, Noruega

Fonte de pesquisa
Munch/ Editora Paisagem

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Lorenzo Lotto – A ANUNCIAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Anunciação aqui apresentada é uma das mais belas criações do veneziano Lorenzo Lotto, que mostra uma cena bem diferente das que comumente são vistas sobre a visita do anjo mensageiro à Virgem Maria.

Na composição, Maria não se encontra de frente para o anjo, mas de costas, ajoelhada sobre seu genuflexório, com as mãos num gestual de espanto. A sensação que o observador tem é de que, ao receber a notícia do anjo anunciador, ela se virou surpresa.

Um livro sobre o genuflexório leva a crer que a Virgem estava ali a rezar, quando o anjo apareceu. Suas vestes,  um comprido e rodado vestido vermelho sobre o qual desce um manto azul, são singelas, sendo possível observar um de seus pés descalços.

O anjo também se apresenta modestamente, usando uma túnica azul, presa na cintura. Tem asas escuras e seus braços estão nus. Está ajoelhado sobre a perna direita, enquanto a esquerda, dobrada, serve de apoio para a mão que segura o ramo de lírios brancos, símbolo da virgindade de Maria. Seus cabelos esvoaçantes são dourados e a pele é muito alva.

Em cima, no lado superior direito da pintura, fora do ambiente onde se encontram Maria e o mensageiro, circundado por uma imponente nuvem, Deus Pai aponta as mãos para a Virgem Maria, como se ratificasse o aviso do anjo e a abençoasse.

O ambiente, onde se passa a cena, é sóbrio e, possivelmente, representa o quarto da Virgem. Uma porta conduz a uma sacada, de onde é possível ver uma paisagem com muitas árvores. O mais espetacular na pintura é a presença de um gatinho fujão, que se mostra assustado com a chegada do anjo. O animalzinho marca o centro figurativo da composição.

Ficha técnica:
Data: c. 1534
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 166 x 114
Localização: Pinacoteca Comunale, Recanati, Itália

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