Kandinsky – IMPROVISAÇÃO XI

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Kandinsky era muito influenciado pelas ciências ocultas e teorias filosóficas. Também era admirador da arte “diabólica” do pintor Alfred Kubin. Muitos de seus temas têm como base a narração bíblica do Dilúvio e do Juízo Final.

Na pintura Improvisação XI é possível identificar:

• uma barca, tendo como vela um enorme triângulo amarelo;
• dentro da barca, em vermelho, um remador, com seu remo alaranjado, conduz a embarcação cheia de almas, através de águas desenvoltas, em busca de salvação;
• acima da vela amarela é possível ver a sombra de seis enforcados;
• de uma nuvem vermelha, à direita, sai um relâmpago;
• abaixo da nuvem vermelha, dois cavaleiros, também vermelhos, lutam com espadas azuis;
• abaixo dos cavaleiros, um canhão vermelho dispara um projétil;
• à direita da composição, encontra-se um grupo de profetas barbados, que disparam suas armas nos sentenciados;
• em primeiro plano, abaixo dos profetas, um cão lambe a sua perna traseira;
• no canto inferior esquerdo, um canhão aponta em direção oposta.

Ficha técnica
Ano: 1910
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 97,5 x 106,5 cm
Localização: The Russian Museum, São Petersburgo, Rússia

Fonte de pesquisa
Kandinsky/ Coleção Folha

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PEQUENAS AÇÕES – BELOS RESULTADOS

Autoria de Alfredo Domingos

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Desconheço nas outras cidades. Mas aqui no Rio de Janeiro, cada vez mais, os moradores ajudam na humanização e embelezamento do meio ambiente de suas ruas. Trata-se de movimento especial em função do trabalho voluntário, absolutamente espontâneo, sem ninguém requisitando colaboração. A foto aí de cima foi clicada na Rua Uruguai, na Tijuca. É um trecho bastante residencial, sem saída, e para termos uma ideia do relacionamento próximo entre os vizinhos, digo que, se fechássemos com grade, seria uma vila.

O porquê de eu ter ficado impressionado e puxado o celular para fotografar é esta maravilha de arranjo com orquídeas, montado pela vizinhança; para embelezar, sim, mas entendo ter sido muito mais pela motivação de prestigiar a natureza e preservá-la. Ao redor, observei surpreso que há outra boa providência, na árvore imediatamente anterior a esta em destaque. Um grupo de escoteiros deixou um recado para os donos de animais domésticos:

“Ao trazerem seus animais à rua, retire aqui um saco plástico, e faça uso para recolher as necessidades deixadas nas calçadas. Vamos fazer o que nos é possível para termos uma cidade mais limpa”.

O aviso está preso a uma garrafa pet de refrigerante, pendurada no tronco, onde, por meio de uma abertura, pode-se puxar um saco.

Estão aí dois excelentes exemplos . Vemos, claramente, que não é tão difícil realizar ações para o bem-estar da coletividade. Como o bilhete indica, está ao nosso alcance, é possível, produzir soluções de baixo custo e simples, perfeitamente dentro das nossas possibilidades. Às vezes, desanimados, dizemos que “não há mais jeito” para isso ou aquilo. Não é assim, não. Sempre haverá oportunidade para criarmos melhores condições de vida.
Cada um fazendo o mínimo, conseguiremos um rol de coisas favoráveis a todos. É para tentar, pessoal! Comecemos hoje, agora.

Pensando nas várias iniciativas cabíveis, lembro-me de algumas crianças da escola do final da minha rua, que numa manhã ensolarada, de posse de vassouras e pás, limpavam, sob a orientação dos professores, a frente do estabelecimento. Não preciso acrescentar mais nada. A garotada fez o seu papel. Façamos o nosso! Um lembrete necessário, antes de terminar: o saco plástico usado deve ir ao lixo, OK?!

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AKASAKI

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Akasaki faz parte da série Uma História Elegante sobre o Príncipe Genji, obra do artista japonês Hiroshige. A composição mostra o príncipe Genji, acompanhado de um servo, deixando a casa de uma senhora, que, junto com uma de suas servas, acompanha-o com o olhar.

A cena romântica acontece numa planície iluminada pela luz que vem da lua cheia. As figuras vestem roupas do período Edo. Ao fundo, estende-se o mar, onde se veem inúmeros barcos ancorados. Gansos voam, em fila, no céu.

A estampa é uma ilustração do romance O Conto de Genji, do escritor Murasaki Shikibu, escrito no início do século 11.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1853
Dimensões: 35,6 x 73,2 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Kandinsky – COMPOSIÇÃO IV

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Muitas das pinturas de Kandinsky são tituladas como “composição”, porque o pintor via a pintura como uma forma de arte bem próxima à música, muitas vezes chamada por ele de música cromática.

Realmente não é fácil imaginar aquilo que o artista compôs numa pintura abstrata, sem um estudo anterior. Kandinsky tinha paixão pela época medieval russa, tendo se inspirado nessa fase para a composição de sua pintura acima, que apresenta uma voragem de cores, rodas e linhas.

Segundo pesquisas feitas, vamos tentar destrinchar Composição IV, também conhecida como Batalha:

• No lado superior esquerdo, dois cossacos, com seus gorros vermelhos, lutam com seus sabres violetas. Eles têm o corpo amarelo, com a metade de um contorno preto nas costas;
• abaixo de um dos cossacos estão dois barcos;
• abaixo do barco está um arco-íris;
• no meio encontra-se uma montanha azul e sobre ela um castelo;
• três cossacos, com seus chapéus vermelhos, têm suas figuras diluídas no centro da composição. Dois deles seguram imensas lanças que cortam o centro da composição em duas linhas verticais grossas e pretas, enquanto o terceiro, com longas barbas brancas, apoia-se numa espada violeta;
• à direita, estão dois amantes unidos e bem inclinados, com os corpos começando nos pés das duas lanças e quase tocando a lateral direita do quadro;
• logo acima dos amantes, sobre uma montanhas, duas outras figuras vestidas observam a cena.

Esta composição, assim como outras do artista, é dual, ou seja, a metade da esquerda simboliza o conflito e da direita simboliza a paz.

Ficha técnica
Ano: 1911
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 159,5 x 250,5 cm
Localização: Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf, Alemanha

Fontes de pesquisa
Kandinsky/ Folha
http://www.glyphs.com/art/kandinsky

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OBSERVANDO CEREJEIRA EM FLOR…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Observando Cerejeira em Flor na Rua Nakanochô no Bairro Yoshirawara faz parte da série Vistas Famosas do Edo, obra do artista japonês Hiroshige.

Um grupo de pessoas das mais diferentes origens sociais observa as cerejeiras floridas na Rua Nakanochô. Um número delas espalha-se pela rua, enquanto outras observam de cima, possivelmente das casas de chá.

No bairro de Yoshirawara ficavam as casas de prazer, ou seja, a parte boêmia de Edo (atual Tóquio).

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1840-1858
Dimensões: 22 x 34,3 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Kandinsky – CÉU AZUL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Quem sabe, talvez as nossas formas “abstratas” são todas naturais. (Kandinsky)

Esta composição é da última fase de Kandinsky, quando ele já havia deixado para trás sua fase geométrica, tendo sido denominada de “abstração biomórfica” por alguns críticos.

Kandinsky sempre nutriu grande interesse pelas ciências naturais, principalmente pelas áreas de embriologia, botânica e zoologia.

Nesta composição, sob o fundo azul celeste, Kandinsky pinta uma infinidade de formas biomórficas e ectoplásticas, num belo efeito compositivo, bem parecido com o estilo do pintor catalão, Joan Miró, de quem se tornou amigo.

Ficha técnica
Ano: 1940
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 73 cm
Localização: Musée National d`Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, França

Fontes de pesquisa
Kandinsky/ Coleção Folha
Kandinsky/ Abril Coleções

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