ALIMENTOS IMPORTANTES PARA A MEMÓRIA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O cérebro é o maior consumidor de energia de nosso corpo, sendo o responsável pela queima de cerca de 25% do total da glicose proveniente da dieta. Para se ter uma ideia, as células cerebrais não necessitam de insulina para receber a glicose, tamanha a necessidade de energia utilizada. Portanto, uma alimentação equilibrada tem impacto direto no desempenho cerebral e, consequentemente, na nossa memória.

Vários são os nutrientes que exercem uma função reparadora e protetora das células neurológicas, como é o caso das vitaminas B6, B12 e o ácido fólico. Alimentos como os vegetais de coloração verde escura (brócolis, couve, espinafre), feijões, carnes magras e cereais integrais são boas fontes desses nutrientes. Entretanto, de todos os nutrientes, os ácidos graxos ômega 3 exercem papel preponderante na memória.

Consumir mais ácidos graxos ômega-3 pode beneficiar as pessoas sob risco de desenvolver a doença de Alzheimer, sugere uma recente pesquisa. O estudo foi publicado em maio deste ano na revista “Frontiers in Aging Neuroscience”. Os pesquisadores analisaram 40 adultos mentalmente saudáveis, com idades entre 65 a 75, que tinham o gene variante APOE e4 que, em última instância, colocam-nos sob risco de evoluir para demência em estados mais tardios. Aqueles que consumiram maiores quantidades de dois ácidos graxos ômega-3 (DHA e EPA) saíram-se melhor em testes que avaliaram sua capacidade de alternar entre as tarefas mentais, chamados de flexibilidade cognitiva.

Esses e vários outros estudos demonstram os benefícios para a saúde dos ácidos graxos ômega 3, sendo o pescado marinho a sua principal fonte. O salmão, a sardinha, o atum e até mesmo os crustáceos são especialmente ricos. Portanto, as boas concentrações de ácidos graxos encontram-se em peixes de água salgada, produtos frescos que estão distantes das nossas Minas Gerais.

Nós mineiros, não temos esse tipo de peixe no nosso dia a dia, e nem estamos acostumados a comê-los, mesmo os de água doce. Foi o que demonstrou uma pesquisa realizada no primeiro trimestre deste ano pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que traçou o perfil de consumo de pescado em nosso Estado. A pesquisa evidenciou que os mineiros preferem carne bovina (49%) como fonte de proteína nas refeições, seguida por frango (22%) e pescado (20%). Quanto à frequência de consumo de peixe, 47% (menos da metade) consomem somente uma vez na semana. Por sua vez, a dose diária recomendada de ômega 3 é de 250 mg para adultos, o que equivale a consumir peixe de três a quatro vezes por semana, como fazem os povos do mediterrâneo. Vemos que a nossa ingestão de ômega 3 é baixa. Para o leitor que tenha dificuldade para o consumo destes pescados, como deve ser o caso da maioria dos mineiros, ele pode optar pelo consumo de nozes, linhaça e chia, que são ótimas fontes deste ácido graxo. O suplemento de ômega 3 pode ser indicado. Mas com acompanhamento de médico ou de um nutricionista.

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