POR QUE FICAMOS ANGUSTIADOS?

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Chamamos de angústia uma forte sensação psicológica, caracterizada por “abafamento”, insegurança, humor irritadiço, opressão no peito e “fôlego curto”. A angústia é também uma emoção que precede algo, como um acontecimento, uma ocasião ou uma circunstância. A pessoa sente fisicamente que algo ruim ou inesperado poderá ocorrer. Pode, também, a angústia chegar através de lembranças traumáticas que ocorreram no passado. Seus sintomas podem simbolizar situações reais ou imaginárias.

Subitamente e sem aviso, prévio vem aquele aperto no peito e uma “falta de ar”. Surge em qualquer momento, hora ou lugar. Como se uma grande mão apertasse o peito. Em seguida, vem uma sensação bem esquisita de opressão. Você quer se livrar dela, mas não consegue. O coração acelera. Num determinado momento, você está bem e a apreensão surge sem pedir licença. Em outros, está associada a alguma preocupação ou sensação de insegurança. Se você vive um momento confuso ou difícil, a angústia pode se instalar, gerando medos e uma terrível insegurança. Em casos mais graves de angústia, a pessoa pode se sentir perseguida, com quadros típicos de paranóia.

Partindo para a filosofia da angústia, Arthur Schopenhauer tinha uma visão extremamente pessimista da vida, onde “viver é necessariamente sofrer”. Para ele, a própria vontade de ter algo é um mal, pois isso gera angústia e dor. Nietzsche, concluiu que “é preciso ter consciência de que a vida é, sim, uma tragédia, para que possamos desviar um instante os olhos da nossa própria indigência, desse nosso horizonte limitado, colocando mais alegria em nossas vidas”. Já Jean-Paul Sartre, filósofo francês, defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está “condenado a ser livre”. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino.

Filosofias à parte, para a ciência, mais especificamente para a psiquiatria, a angústia, se não tratada pode evoluir para a depressão. As pessoas, que apresentam quadro de angústia, e não têm acompanhamento profissional, desenvolvem outros distúrbios emocionais como cansaço físico e mental, comportamento inadequado e baixa autoestima. Ficamos angustiados por opção, por força de nossas próprias escolhas, por causa de coisas e pessoas. Assumimos compromissos financeiros que não podemos saldar, adquirimos bens pelos quais não podemos pagar. Tudo em busca de status. Compramos o que não precisamos com o dinheiro que não temos, para mostrar uma pessoa que não somos. O ato da compra é sublime e fugaz. A obrigação decorrente é amarga e duradoura. É angustiante.

O tratamento é feito com medicações psicotrópicas, tranquilizantes e/ou antidepressivos. Elas ajudam a pessoa a superar os sintomas que acompanham a angústia. Porém, a psicoterapia cognitivo-comportamental é de suma importância para a prevenção. Para as pessoas com religiosidade, sugiro que voltem a alimentar o espírito, com prática de atividades físicas, mais lazer e, principalmente, voltem a respirar fundo e ter fé em si, pois, todos podem ultrapassar os limites e superar medos e receios. A ansiedade é um tempo que não chega; a angústia, um tempo que não vai embora.

Nota: A Ansiedade, de Evard Munch

4 comentários sobre “POR QUE FICAMOS ANGUSTIADOS?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      O Dr. Telmo tem nos trazido muitas boas informações.
      Sei que você gosta desses mestres.

      Abraços,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mário

          É verdade!
          São tantos os assuntos, que ando atrasada com alguns.

          Abraços,

          Lu

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