SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

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Autoria de LuDiasBH

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Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
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Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

448 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Wellington

    Lu e pessoal

    Estou aqui de novo. Esqueci de falar que tomo também Vytorin pra colesterol. Será que os efeitos são devido a eu tomar os dois remédios? A minha psicóloga disse que não… Mas agora pensando. Quase não dormi essa noite… Afff…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Sua psicóloga está correta. Muita gente toma remédio para colesterol e antidepressivo. Fique tranquilo. Quanto ao colesterol, estou seguindo uma receitinha dada na tevê por um entrevistado (acho que era médico): Um litro e meio de água, meia garrafa de vinagre de maçã e três colheres de mel. Misturar e colocar na geladeira. Tomar 50 mg meia hora antes do almoço e do jantar. Ainda não fiz exame para ver o resultado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Ligia

    Lu!

    Aqueles pensamentos de morte e desespero passaram na semana passada… Mas voltaram com tudo nessa última sexta feira. E continuam até agora! Por que será, Lu? Será que a dose de Fluxetina está baixa ou será que é ela que esta me causando isso? Ja não tomo mais o bca e nem frontal.

    Ajude-me, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Esses altos e baixos do tratamento são normais, até que nosso organismo possa obter um progresso continuado. Como não há um exame que se possa fazer para saber qual caminho seguir, o tratamento vai sendo feito através de experiências com medicamentos e dosagens. Esta fase exige muita paciência por parte da vítima dos transtornos. Somente seu médico, conversando com você, poderá avaliar quais são as causas. O que se precisa ter mesmo é paciência e otimismo, pois nenhum medicamento age sozinho sem a ajuda da pessoa. É essencial uma interação ativa entre o comportamento do paciente e o medicamento, sendo que um ajuda o outro. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e compreenderá melhor o que lhe digo. Veja também os filmes que cito na última postagem que fiz no blogue. Comece por TOC TOC que se encontra na Netflix ou no YouTube. Preencha sua mente com coisas diferentes, mude seu fluxo, busque alimentar pensamentos positivos.

      Volte a dar-me notícias.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  3. Vandisa

    Lu

    Que bom encontrar esse cantinho… gratidão!

    Lendo os comentários, comecei a ter coragem pra tomar o remédio.Tomo Fluoxetina há quase dois anos e desde o mês passado piorei da ansiedade e pânico. Mudei de médico e ele me passou o Oxalato de Escitalopram, disse pra eu parar com a Fluoxetina e já no dia seguinte iniciar com ele, mas ainda não tive coragem, pois pelo que li na bula e nas pesquisas, a parada deve ser gradual e ter uma pausa de 15 dias pra começar o outro. Até conversei com o psiquiatra, mas ele continuou falando pra fazer dessa forma. Não sei como vou fazer, tenho medo que além de ter os efeitos adversos também possa ter a síndrome da serotonina.

    Gostaria da sua ajuda!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vandisa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Também já tomei a fluoxetina por muito tempo, mas meu organismo acostumou-se com o seu uso continuado. Isso é normal, devendo então haver a mudança para outro medicamento. Atualmente tomo oxalato de escitalopram com o qual tenho me dado muito bem.

      Amiguinha, os médicos não têm sidos unânimes quanto a aguardar ou não um tempo entre a fluoxetina e o oxalato de escitalopram. Alguns exigem e outros não. Muita gente aqui parte imediatamente de um para o outro medicamento. De qualquer forma o que manda é a prescrição do seu médico, pois toda a responsabilidade passa a ser dele. Se aguentar esperar os 15 dias, aja assim, se não, confie nele e siga avante. Faça aquilo que lhe passar mais segurança.

      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vandisa

        Lu!
        Muito obrigada pela atenção!Sempre me senti muito sozinha em relação ao meu transtorno e com muitas dúvidas e perguntas. Poder compartilhar com alguém, além dos profissionais, é muito gratificante. Se Deus permitir, volto pra contar minha luta!

        Um beijo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vandisa

          Você aportou no cantinho certo, pois aqui formamos uma grande família. Não mais se sentirá sozinha. Volte sempre que sentir vontade. Jamais se sinta só.

          Beijos,

          Lu

  4. Wellington

    Lu e amigos

    Estou aqui novamente para relatar mais um pouco da minha saga com o Exodus. Hoje é o sétimo dia com 10 mg e estou bem estranho, sinto coisas assim (não necessariamente ao mesmo tempo):
    – Dores no centro do peito
    – Queimação no peito que vai para os dois braços
    – Um cansaço que Deus me livre. Só para se ter uma ideia. Para limpar minha casa, apenas varrer foi absurdo de cansativo. Não transpirei nem nada. Mas é um cansaço que tive que parar no intervalo de uma tarefa para outra
    – Essa noite começou um zumbido novo no meu ouvido. Muito estranho.
    – Acordei com as pernas e braços dormentes. Acho que devido à posição, não necessariamente o remédio
    – Peso na cabeça
    – Dores de cabeça
    – Cabeça estranha. Pesada
    – Sensação estranha quando ando. É como se a gravidade ficasse mais forte.

    O engraçado é que quando terminei as tarefas, eu me senti melhor um pouco. Talvez porque eu tenha esquecido um pouco o problema. Ainda fico pensando que vou morrer, que tenho um problema. Mas tenho que ser POP não é? Não posso me entregar. Mas confesso que penso em largar o remédio.

    A coisa boa é que a ansiedade parece ter diminuído um pouco já. Comecei com uma psicóloga para tentar ajudar no meu tratamento. Farei a tal terapia cognitiva comportamental. Espero que ajude.

    Lu está muito difícil. Muito mesmo. Consegui férias do trabalho. Mas só fico em casa pensando. Tenho medo de sair, pois as dores me incomodam… Que fase! Mas vamos lá, serei POP. Continuarei voltando aqui para contar minha saga.

    Abraços,

    Wellington

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      O início do tratamento está judiando com você, não é meu amiguinho? A Ciência ainda não sabe explicar o porquê de alguns organismos reagirem melhor ao antidepressivo quanto aos efeitos adversos em algumas pessoas, e simplesmente levar outras a um sofrimento que parece não ter fim. Não sou poucos os que aqui chegam como você, mas o bom é que, depois de tanto sofrimento, a luz acaba surgindo no final do túnel. E, como diz um conceituado escritor, também vitimado por transtornos mentais, esses são doenças de guerreiros. E como somos!

      Como já lhe disse, Wellington, você se encontra ainda no olho do furacão que está prestes a deixá-lo no chão. É necessário mais um pouco de paciência para superar o tempo que falta (cerca de duas semanas). Sempre que a dosagem é aumentada, deve-se contar o tempo imediatamente após.

      Você escreveu algo que me surpreendeu muito: “O engraçado é que quando terminei as tarefas, eu me senti melhor um pouco. Talvez porque eu tenha esquecido um pouco o problema”.

      Ainda que inconscientemente, você descobriu o pulo do gato, ou seja, nós precisamos ajudar o antidepressivo a nos ajudar. É isso mesmo! Ao desviar sua atenção para as tarefas, sua mente viu-se livre dos pensamentos ruins e teve um pequeno descanso. Devemos agir exatamente assim, trocando nossos pensamentos, interagindo com os afazeres, pessoas, animais e, sobretudo, acreditando no poder regenerador de nosso corpo. Quanto mais curvarmos nossa cabeça, mais frágil ela se torna. Daí a necessidade de continuar POP, principalmente quando as dificuldades parecem ainda maiores.

      Não pare a medicação por conta própria. Isso somente o fará retroceder, tendo que voltar a ela com crises mais fortes, dando início a todo o tormento da fase inicial. Converse com seu médico. A terapia cognitiva comportamental irá ajudá-lo muito (já escrevi sobre ela aqui neste espaço).

      Wellington, você pode até não perceber, mas já sinto que está melhor. O encadeamento de seu comentário, a clareza, o modo como se expressou e pôs para fora seus medos e emoções, deixou evidente para mim que se encontra bem melhor da ansiedade. Avante, meu amiguinho! Você está junto com muitos amigos nesta caminhada. Não se sinta só.

      Gostaria que relesse os textos (procure na parte de pesquisa do blogue) OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e também INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Há também uma postagem nova (na primeira página) sobre filmes que falam sobre transtornos mentais. Veja inicialmente TOC TOC (Netflix e Google) e depois me diga o que achou.

      Tudo irá passar, meu amiguinho! Fique tranquilo! Não tardará a superar tudo isso e sentir como a vida possui mais valor ainda. Escreva-me sempre!

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Vanusa

      Wellington

      Fique tranquilo. Eu também estou no início do tratamento com Escitalopram e estou sentindo tudo isso que você relatou e algumas coisas a mais. Como meu organismo é muito sensível, eu fiquei com a dose de 5 mg por uns 20 dias e há 7 dias aumentei para 10 mg. Depois de uns 18 dias com a dose de 5 mg, os efeitos colaterais realmente começaram a melhorar. Eu fiquei de licença do trabalho durante esse período. Mas, o que me ajudou muito a dispersar os sintomas foi (mesmo estando afastada do trabalho) ter todo dia uma atividade que me ajudasse na recuperação da saúde e equilíbrio: caminhadas diárias ao ar livre, acupuntura, meditação, tomar chá com a minha mãe nos cafés aqui do bairro, ir à academia do prédio. Várias vezes eu fui andar ao ar livre empurrada pelo meu noivo, estando super zonza e com essa sensação estranha ao andar. E sempre voltava me sentindo melhor! Vamos continuar otimistas pela nossa recuperação, amigo.

      Abraços,

      Vanusa

      Responder
      1. Wellington

        Vanusa

        Obrigado pelo seu depoimento.

        Estou tentando e acho que estou melhorando. O problema ainda é o cansaço, as dores e a queimação no peito. Você sente esse cansaço ainda quando faz suas atividades? Fico assustado com meu coração a mais de 100, apenas ficando em pé ou andando um pouco. Que fase ruim… não consigo tirar isso da cabeça.

        Abraços,

        Wellington

        Responder
        1. Vanusa

          Wellington

          Sinto bastante cansaço e baixa energia principalmente na parte da manhã. Eu li em um comentário da querida Lu que alguns efeitos colaterais vão embora mais rápido e outros persistem um pouquinho mais. O importante é que a gente perceba que estamos melhorando progressivamente e nos mantenhamos POP. No meu caso, eu também tenho respeitado o meu corpo, sem forçar muito. Quando estou cansada eu faço uma pausa para descanso. Uma dica: eu já faço acompanhamento nutricional há um tempo, a dieta é importante para ajudar no cansaço. Se estiver com dificuldade em comer, faça sucos nutritivos (ex: cenoura com beterraba, couve, etc.). Eu também não como alimentos processados e refinados, eles pioram a nossa disposição.

          Beijos

          Vanusa

  5. Vanusa

    Lu!

    Eu agradeço imensamente a sua generosidade e a força que tem me dado neste início de tratamento!

    Conforme te informei, comecei com 5 gotas de lexapro. Na semana passada fui aumentando a dose e estou há 4 dias com 10 gotas. Hoje acordei com a cabeça meio vazia, esquecida, deprimida e com a sensação de respiração fraca. Isso é normal na readaptação da dose aumentada, certo?

    Uma dúvida que eu tenho é como a gente sente que o remédio fez efeito? Sempre leio nos depoimentos que as pessoas passaram a se sentir bem e ter suas vidas normais (meu sonho atualmente), mas fico na dúvida como vai acontecer e se vai acontecer comigo. Às vezes sinto como se não fosse dar certo comigo e que nunca mais vou voltar ao normal.

    Um grande abraço, querida!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanusa

      Ao que me parece você chegou na dosagem que seu médico quer: 10 gotas. Se assim for, passe a contar a partir do dia em que começou a tomar tal dosagem. Se a toma há quatro dias, deverá começar a livrar-se dos efeitos adversos daqui a duas semanas e meia, mais ou menos. Eles irão enfraquecendo até desaparecerem por completo. Portanto, ainda se encontra no olho do furacão, não se assuste com eles. Siga em frente, companheira! Força no manche!

      Você saberá quando o remédio fizer efeito, a começar pela ausência dos transtornos adversos e com o aumento de sua disposição. É claro que irá acontecer com você, amiguinha, a menos que seja uma “robozinha”… risos. Sou eu agora quem quer saber o que estará sentindo quando estiver bem. Fica me devendo essa!

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
  6. Wellington

    Lu e amigos

    Estou voltando para dizer que estou no terceiro dia com 10 mg do Exodus. E está bem difícil. Aquela sensação de ansiedade está mais fraca, mas as dores no peito e um cansaço absurdo estão aqui, não dá para explicar. Além disso, eu me sinto estranho… lento. Estou escrevendo do trabalho e está muito difícil me concentrar. Estou pensando seriamente em pedir férias e ficar em casa nesse período.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Agora que a sua dosagem foi aumentada, a tendência é equilibrar seu organismo. É normal que ainda continue sentindo os efeitos adversos, pois ainda se encontra na fase inicial do tratamento. Eles irão diminuindo até desaparecerem por completo. Seja POP! Se as dores no peito não diminuírem, aconselho-o a procurar seu médico para avaliar seu quadro e, se necessário, mudar a medicação.

      Amiguinho, caso tenha tempo para tirar férias, seria muito bom passar essa fase inicial em casa, até ter seu organismo normalizado. Se não tem, tente pegar quinze dias de licença, se tiver certeza de que isso não irá prejudicá-lo, pois emprego neste país enlouquecido é ouro e não se pode perder o que se tem.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Ligia

    Lu

    Posso dizer que estou 50% melhor do que da última vez que falei com você. Durante o dia ainda tenho vários pensamentos ruins, o que me dá até medo! Você acha que vai normalizar ainda?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Claro que sim! A sua melhora é uma prova disso. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo estará muito bem e feliz. Mas não vá se esquecer deste cantinho.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  8. Wellington

    Olá, Lu e pessoal!

    Acompanho o blog já há bastante tempo e sou mais um neste mundo lutando contra esta doença que habita minha mente. Meu caso é com relação à ansiedade. Tenho muita ansiedade e ela é muito forte.

    Antes, eu fazia corrida e academia. Tinha uma vida saudável. Até que um dia na academia eu, fazendo um exercício tranquilamente, meu coração começou a acelerar, minha vista embaçou, minhas pernas e mãos ficaram dormentes. Entrei em desespero. Fui ao PS e lá fizeram eletrocardiograma e aquelas coisas mais. Desde então a ansiedade toma conta de mim. O meu problema é a dor no peito que não passa, fico o tempo todo com ela.

    Comecei a tomar Exodus, mas sinto meu peito arder/queimar e minha pressão sobe, chega a 16×9 (o pior é que ela está variando muito. Já fui ao cardiologista e fiz todo tipo de exame e tudo dá normal. Mas a minha cabecinha não desliga, fico o tempo todo pensando que vou morrer, ter um infarto. Fui até ao PS hoje e fiz um eletrocardiograma e não deu nada. Estou aqui em casa, triste, com o ardor no peito, pressão alterada. Não sei o que faço mais, é muito triste, dificil. Por favor, alguém aqui teve esse “ardor/queimação” no peito tomando o Exodus… é “esperado” esse efeito?

    Obrigado, Lu, pelo espaço que nos concede e continue sendo essa pessoa muito legal e otimista.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellingtono

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Meu amiguinho, conviver com o transtorno da ansiedade não é fácil, pois quanto maior é a ansiedade, mais sofridos serão sintomas. Ainda que seja difícil, após haver feito um monte de exames e ter concluído que os resultados foram normais, você precisa trabalhar com a racionalização, para que não fique correndo para o PS desnecessariamente. Isso só o fará sofrer mais ainda. Procure se acalmar e reconhecer que tudo é criado pela doença.

      Wellington, o que lhe aconteceu na academia foi uma crise de pânico. Ela chega assim mesmo, sem mandar nenhum aviso. Imagino que tenha procurado ajuda médica logo a seguir, pois, se não controlado, o Transtorno do Pânico tende a ter crises cada vez mais agudas.

      O fato de você ainda continuar em crise, após ter passado o período inicial do tratamento (cerca de duas a três semanas), leva-me a crer que a dosagem encontra-se muito baixa. Penso que seja necessária a volta ao psiquiatra para que ele a avalie, pois a função do antidepressivo é oferecer-nos qualidade de vida. Não são poucas as pessoas com o TAG que aqui vêm, mas elas conseguem controlá-lo com o medicamento. Você me disse que toma 5 mg, o que é uma dosagem muito baixa no seu caso. Assim que houver o controle dessa, tudo voltará ao normal.

      Amiguinho, todo antidepressivo apresenta efeitos colaterais que são mais fortes ou mais brandos de acordo com o organismo de cada pessoa. Você não me disse há quanto tempo toma o medicamento, mas se for há mais de um mês, sua pressão alterada e o ardor e queimação no peito podem ter a ver com o TAG que ainda não foi controlado. O retorno ao psiquiatra e a exposição dos sintomas fará com ele tenha mais pontos para fazer uma boa avaliação. Você diz que não sabe o que deve fazer, mas eu lhe digo: retorne ao psiquiatra, em vez ficar indo ao PS. Somente ele poderá interferir em seu tratamento. Ele avaliará se a dosagem está insuficiente, se deve aumentá-la ou mudar para outra medicação, ou até mesmo acrescentar uma segunda.

      Assim como você, eu tomo o oxalato de escitalopram (compro sempre o mais barato) há quase cinco anos. Eu me dou muito bem com ele. Nunca mais tive crise de pânico. E, se ela dá sinal, eu não ofereço resistência, desvio o meu pensamento e logo tudo passa. Quanto maior for a resistência, mais forte é a crise.

      Wellington, gostaria que fizesse outro comentário, contando-me há quanto tempo faz tratamento, a dosagem e a sua idade.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Wellington

        Lu

        Como o mundo é um lugar maravilhoso, principalmente conhecendo pessoas como você que se dedicam e ajudam tantos como eu. Obrigado de verdade!

        Hoje, graças a Deus, eu não estou tão mal. O ardor está aqui, vai e volta, mas minha pressão parece estar normal. Tenho 32 anos e daqui a alguns dias farei 33. Escrevi um monte de coisa e esqueci o principal: hoje é o meu 5º dia de Exodus. A psiquiatra me disse para tomar 7 dias 5 mg para me acostumar e depois aumentar para 10 mg.

        Eu bem que tentava “controlar” sozinho a ansiedade, procurei tanta coisa na internet para me ajudar (foi assim que te encontrei), pois tinha medo dos remédio (eu li a bula… coisa de ansioso). Estou em busca de uma psicóloga para tentar me adaptar a tudo isso. Como disse, minha cabeça não desliga de jeito nenhum. Fico martelando o dia todo: se eu morrer, meu coração vai parar, será hoje meu último dia, e por aí vai. Acho que a psicóloga vai me ajudar. E os sintomas da minha ansiedade são sempre no peito, dói, arde, aperta, pesa… daí a cabeça fica a mil.

        Espero que o remédio me ajude e espero também que aprenda a ajustar minha cabeça para resolver isso…

        Obrigado mais uma vez e obrigado por ser tão iluminada.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Wellington

          Agora está explicado, ou seja, você se encontra na fase inicial do tratamento quando os efeitos adversos aparecem, mas em torno de duas a três semanas, normalmente, eles desaparecem. Fique tranquilo. Muitos médicos iniciam o tratamento com uma dosagem menor e aumentam depois. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) principalmente nesta fase. Logo estará bem. Irá passar seu aniversário bem tranquilo.

          Como já lhe disse, todo antidepressivo traz transtornos adversos. Saiba que as crises de pânico não causam risco de morte, embora sejam terríveis. Por isso, os exames dão todos negativos. Num dos links que lhe passei, o Prof. Hermógenes ensina-nos como passar por elas, eliminando o medo e a tensão. É preciso trabalhar sua mente para conseguir se desligar. O remédio ajuda 50%, mas a outra parte pertence ao doente, principalmente na fase inicial. Procure racionalizar, dizendo para si mesmo que tudo o que está sentindo é passageiro e logo estará bem.

          Wellington, saiba que você não irá morrer por isso, embora seja uma situação penosa. Seu coração não irá parar e tampouco será seu último dia de vida… risos. Ler a bula é mesmo aterrador. Todos sentem medo. Para melhor superar esta fase, mantenha contato com seu médico. Alguns profissionais costumam passar um ansiolítico para o doente superar os transtornos iniciais, quando muito fortes. Converse com seu médico a respeito disso. Procure ver filmes relaxantes, sair com os amigos, retornar à academia e ler os artigos referentes aos transtornos mentais que estão presentes em nosso espaço. Procure tomar chá de camomila e melissa. Sucos naturais gelados também acalmam bastante.

          Amiguinho, nesta fase inicial principalmente, continue mantendo contato conosco. Sempre que não se sentir bem, venha aqui aliviar sua tensão. Saiba que não se encontra sozinho nesta caminhada.

          Abraços,

          Lu

  9. Ligia

    Lu

    Minha consulta é dia 27/09, estou pensando em esperar antes de tentar adiantar, porque até lá possa ser que já tenha retomado o meu estado normal. Corro o risco de alterar o remédio sem necessidade! O que você acha? O meu pensamento está certo?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Através de seus últimos comentários eu tenho percebido que vem melhorando. Acho que está certa ao querer esperar, o que demonstra que, ainda que lentamente, seu estado de saúde vem se equilibrando. Como é também uma guerreirinha POP (paciente, otimista e persistente), tenho a certeza de que está vencendo a batalha contra a dona deprê que a acometeu. Parabéns!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  10. Ligia

    Lu, não entendi, se eu já tomo antidepressivo, porque eu teria que pedir outro medicamento para a psiquiatra.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você não irá pedir outro medicamento para a psiquiatra. Ela que irá avaliar o seu quadro e decidir o que fazer. Muitas vezes o uso de outro antidepressivo junto contribui para acelerar a recuperação. Mas não se preocupe com isso.

      Responder
  11. Ligia

    Lu
    O último comprimido de alprazolam que tomei foi no sábado, mas hoje é terça-feia e ainda continuo mal! Eu já não eliminei todo ele do meu organismo?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você já eliminou, sim, mas quando caímos em depressão, precisamos de um tempo maior para que nosso organismo recupere o vigor de antes, ainda que tenhamos parado de tomar esse ou aquele remédio. Aconselho-a a voltar à sua médica para que ela analise o seu quadro e veja se é necessário usar outro medicamento para apressar a sua melhora. Gostaria que lesse o texto da Isamara, publicado no site ontem.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  12. Ligia

    Lu
    Você já ouviu relatos que o alprazolam causou como efeito colateral depressão e pensamento suicida? Mesmo que com o uso pontual, não rotineiro, como no meu caso? Obrigada pela força!

    Responder
  13. Ligia

    Lu
    A Fluoxetina não era para estar evitando esse meu estado depressivo e suicida? Tomo há quase três meses 20 mg. Estava super bem. Agora que deu esse negócio ruim.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Como já disse, pode ter havido uma interferência do suplemento ou o alprazolam pode ter causado a reação. Não lhe contei sobre a caipirinha que tomei e interferiu na fluoxetina? Na época, eu já a tomava há muito tempo. O importante é que suspendeu os dois até descobrir a real causa. Continue tomando o antidepressivo e logo estará bem.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      A palavra “medo” não deveria existir em nosso dicionário, quando se trata de lidar com os transtornos mentais, pois essa emoção só é importante quando nos encontramos em perigo e nosso corpo prepara-se para nos proteger. Como já disse em vários textos, nós, portadores de transtornos mentais, costumamos passar por altos e baixos, mas nada que não possa ser superado com o nosso otimismo e nossa vontade de ver luz no final do túnel. A fluoxetina é um excelente antidepressivo. Já fiz uso dessa substância por longos anos, até que meu organismo acabou se acostumando com ela e eu tive que mudar para outra. Ela logo se adaptará ao seu organismo, trazendo os efeitos positivos que tanto esperamos.

      Lindinha, lembre-se de que não é a única a passar por momentos ruins como agora. Isto quer dizer que não se encontra só. Conscientize-se de que são apenas momentos passageiros, pois há sempre um novo dia. Tenho a certeza de que esta fase ruim já se encontra no fim. Não se pergunte quanto tempo ela durará, diga apenas para si: “Ela é passageira! Logo estarei bem, pois sou uma guerreira POP!”. Saiba que cada manhã é um novo dia com mil e uma possibilidades para ser feliz.

      Um grande beijo no coração,

      Lu

      Responder
  14. Ligia

    Lu

    Muito obrigada pela preocupação e atenção!
    Pior é que tomei novamente o alprazolam ontem à noite e só hoje foi me cair a ficha que pode ter sido ele que me faz ter esses pensamentos suicidas e depressivos! Continuo mal, Lu… Mas vou parar o alprazolam. Acha que vou melhorar?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      É claro que você irá ficar bem. Se não acredita, leia os comentários de pessoas que vivenciaram o mesmo que você. O que está lhe acontecendo é uma fase passageira. Procure preencher sua mente com coisas boas. Procure preencher seu dia com algo diferente. Converse com pessoas agradáveis, vá ao parque, ao cinema… Desvie seu pensamento para outras coisas. Amanhã, se achar que está pior, busque ajuda médica. Tome bastante líquido (suco, vitaminas, chá de camomila ou melissa) para hidratar seu corpo e eliminar os resíduos do alprazolam ou do suplemento. Leia os textos da categoria ÍNDICE – CORPO E MENTE, pois irão lhe dar uma grande força. Siga em frente, garota POP!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  15. Ligia

    Lu, estava pensando se não poderia ser o alprazolam que pode me ter causado essa depressão e pensamentos suicidas, pois tomo Fluoxetina para ansiedade, mas minha minha médica mandou eu tomar alprazolam quando estivesse com a ansiedade muito alta. Nunca tinha tomado mas semana passada tomei 3 durante a semana e foi quando comecei a me sentir tão mal assim! Será que não foi ele que me causou isso? Pois li agora na bula que entre os efeitos colaterais comuns está a depressão!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      É preciso trabalhar com todas as possibilidades. Você viu que aquele suplemento pode mexer com seu humor e o alprazolam também pode apresentar efeitos colaterais como os que leu. No seu lugar, eu pararia com os dois, até ter certeza sobre qual mexeu tanto consigo. Ao retornar à sua psiquiatra, converse com ela a respeito do que lhe aconteceu e fale-lhe também sobre o suplemento. Um medicamento que me tem feito muito bem é a melatonina (faço manipulada e quanto mais comprimidos, mais barata fica) que é um hormônio produzido por nossa glândula pineal que regula nosso sono e humor.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  16. Ligia

    Lu
    Muito obrigada por tudo! Parei ontem de tomar o bcaa… Em quantos dias você acha que vai normalizar minha serotonina? Estou com medo de não passar isso!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você fez muito bem em parar. Quando voltar ao seu médico, relate-lhe o que lhe aconteceu e veja qual é a opinião dele sobre o assunto. Acho que dentro de duas semanas você se sentirá bem melhor.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  17. Isabela

    Bom dia Lu, tudo bem?
    Passei quase a madrugada toda lendo os depoimentos, vi sua ajuda com as pessoas e isso me motivou a pedir sua ajuda também! Desde já agradeço por ter esse site e por ajudar tantas pessoas!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Isabela

      Seu comentário será transformado num texto. Será postado logo. E lá lhe darei a minha resposta.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Isabela Autor do post

        Lu

        Pode ser! Muito obrigada!
        Que você continue ajudando várias pessoas! Seu site e os comentários me tranquilizaram essa madrugada. É bom saber que não estou sozinha nessa luta, como me sinto diariamente, e que diversas outras pessoas sofrem como eu.

        Beijos

        Responder
  18. Ligia

    Lu
    Não tenho dúvida que você é um anjo em forma de gente que veio nesta Terra com a missão de ajudar pessoas com problemas mentais! Que pessoa iluminada você é!

    Parei de tomar o bcaa ontem, mas ainda continuo muito pra baixo, com uma tristeza e pensamento ruim como nunca tive. Às vezes esqueço de tomar a Fluxetina. Será que pode ser isso também? Minha esperança agora é que seja o bcaa que esteja me fazendo tão mal. Pensamento suicida não pode ter efeito Colateral da Fluxetina? Desculpe-me por tudo isso, mas você me conforta tanto…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Não sou esse anjo que você imagina… risos. A vontade de ajudar as pessoas veio quando escrevi um texto, ao passar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, usando uma linguagem bem divertida, e recebi uma enxurrada de comentários. Não imaginava que tantas pessoas precisassem de ajuda. O meu site que era praticamente só de arte, passou a conter textos sobre saúde mental. Achei que eu, tendo convivido com a depressão desde a adolescência e vinda de uma família materna altamente depressiva, poderia criar um espaço especial para pessoas como nós. Passei a ler muito sobre os transtornos mentais, pesquisar em diversas fontes e a dar um suporte emocional a quem me procura, pois os nossos médicos falham muito no tratamento, ao ver o paciente apenas como “coisa”. Muitos nem mesmo orientam quanto aos efeitos adversos iniciais e o perigo de parar abruptamente. E aqui estou eu com minhas amiguinhas e amiguinhos maravilhosos. Eu amo todos vocês que já fazem parte da minha vida, ainda que sumam, na maioria das vezes, quando já se encontram bem.

      Lindinha, é mais do que normal que ainda continue para baixo. Irá precisar de paciência para esperar passar essa fase ruim. O esquecimento também está ligado ao momento que vive. Não mais tenho dúvidas de que o Bcaa mexeu muito na sua saúde mental (leu o link?). Temos a impressão de que os suplementos alimentares não fazem mal, mas não é bem assim. Em muitos países eles passam por uma fiscalização muito séria, como se fossem medicamentos, sendo muitos deles retirados do mercado. Há, inclusive uma série de reportagens sobre o assunto. Nunca tome um suplemento para malhar sem passar pela supervisão médica.

      A fluoxetina, assim como qualquer outro antidepressivo, possui efeitos adversos, inclusive pensamentos suicidas. Acredito eu que, como já a toma há tempo, o que está acontecendo seja resultado da junção da fluoxetina com o Bcaa, pois tudo começou após o consumo de tal suplemento. Acompanhe com atenção sua saúde neste fim de semana e, se continuar com tais pensamentos ruins, procure seu médico. Peça a alguém de sua família para ficar de olho em você, nesse período. Não fique só!

      Lígia, certa vez, quando ainda tomava fluoxetina, fui à casa de uma amiga (poucas horas após tomar o medicamento) e tomei uma caipirinha. Menina, eu surtei totalmente. Perdi a noção de tudo. Fiquei fora de mim, era uma outra pessoa. Fiz coisas que jamais faria. Seria capaz de pular de um avião sem usar paraquedas. Chegando em casa (ainda meio doidona), um laivo de consciência levou-me a fechar portas e janelas (moro em apartamento), pois sentia uma sensação quase que incontrolável de pular. Avisei para meu marido e filha que ficaram o tempo todo de olho em mim e encheram-me de líquido. Fiquei depois, durante uma semana, muito abatida. Vixe Maria, foi uma doidura só!

      Guerreirinha, continue firme! Tudo serve como experiência. Logo essa fase ruim ficará para trás. Veja um bom filme, ouça música, converse com amigos… Se observar que não está tendo melhoras, busque ajuda médica. Continue me escrevendo.

      Beijos POPs,

      Lu

      Responder

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