SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

ogrito

Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentadores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR

Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

MOLDANDO O NOSSO CÉREBRO

670 thoughts on “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Maria

    Lu

    Estou tratando a SP e TD com o Exodus e às vezes clonazepam. Porém desde ontem com o calor horrível de 37 graus e caminhando ao sol quase desmaiei. Aí tive falta de apetite e indisposição. Não saio de casa, pois me sinto mal graças ao sol e o calor. Parece sintoma de labirintite. O escitalopram pode interagir com esse calor e sol? Tenho também uma leve dor de cabeça com o calor. Estou me sentindo uma ameba.

    Obrigada, querida!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria

      É normal que todos se sintam assim com o sol muito quente e o excesso de calor. Os hospitais estão cheios de pessoas com problemas relativos às altas temperaturas. A falta de apetite, a dor de cabeça e a indisposição são em razão disso. É preciso beber muito líquido e evitar, o máximo que puder, o excesso de sol. Ao sair, procure usar sombrinha. O antidepressivo não tem nada a ver com o calor. Fique tranquila. Procure ficar em ambientes ventilados. Estamos todos neste barco. Vamos torcer para que este tempo quente passe logo, mas isso é resultado dos desmatamentos em todo o país… E ainda querem acabar com a Amazônia!

      Abraços,

      Lu

  2. Gisele

    Lu

    Estou um pouco receosa porque faço tratamento com cloridrato de duloxetina já um tempinho para tratar fibromialgia, (acompanhamento com reumatologista). Só que agora a cardiologista passou reconter para tratar a ansiedade (estava com a sensação no coração de batidas fortes e descompassadas, suores noturnos seguidos de calafrios e agonia nas pernas, braços e mãos, com a necessidade de mexer o tempo todo). Uma coisa horrível esse último das pernas e braços, só de me lembrar já me dá desespero.

    Eu não entendo muito bem, mas pelo o que eu li, os dois medicamentos são antidepressivos será que não tem problema eu ficar tomando os dois?
    Eu me adaptei melhor tomando o cymbi pela manhã (já q não durmo muito bem à noite) e a cardiologista passou o reconter para tomar pela manhã, mas estou muito receosa em tomar os dois no mesmo horário. A cardiologista falou que não teria problemas, já que a dosagem do cymbi é “baixa”…

    Não estou me sentindo segura e gostaria muito de uma orientação em relação a esses dois remédios e seus horários .

    Desde já obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gisele

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, é muito comum o uso de dois antidepressivos ao mesmo tempo. Várias pessoas fazem uso de dois medicamentos. Se a sua cardiologista fez tal prescrição, não há porque ficar com receio. Ninguém melhor do que ela para conhecer o efeito de um e de outro. Além disso, ela não iria querer incorrer num processo judicial indicando medicamentos que causem danos à sua saúde. Poderá tomar sem medo. Quanto ao horário, como você tem insônia à noite, o melhor é tomá-los na parte da manhã, conforme indicação.

      Continue trazendo notícias suas!

      Beijos,

      Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rui

      Nós, portadores de transtornos mentais, precisamos tomar os medicamentos direitinho, de acordo com a prescrição médica, se quisermos ter uma vida com qualidade.

      Abraços,

      Lu

  3. Gabriel

    Lu

    Após 15 dias de tratamento com Oxalato de Escitalopram, retornei ao psiquiatra para avaliação. Estou indo bem sem efeitos adversos, a ansiedade diminuiu e voltei a dormir. Porém o pânico, a angústia e os pensamentos negativos com preocupações exarcebadas ainda estão muito muito presentes. O psquiatra pediu para aumentar a dosagem, sendo que no meu caso o TOC nível grave chegará a 30 mg/dia. Confesso que estou com um pouco de receio porém sempre POP. Obrigado Lu pelas dicas! Vou postando novidades 🙂

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gabriel

      Você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, daí o pânico, a angústia e os pensamentos negativos. À medida que for superando esta fase, tudo irá melhorando. Continue POP!

      Abraços,

      Lu

  4. Gabriel

    Lu

    Parabéns pelo belíssimo trabalho e por dispor do seu tempo para nos ajudar.

    Desde criança sempre fui muito ansioso, inclusive com relação à comida. Nunca fui deprimido e sempre fui divertido e bem humorado. Com o passar dos anos a ansiedade foi aumentado, aumentado… Com ela veio a insônia e aos 40 anos a síndrome do Pânico. Em 2015 tomei Sertralina, receitada pelo médico do sono, por um mês e parei por conselho dos familiares.

    Em 2016 quando tive a primeira SP tive que tomar Assert (Sertralina) tive crise serotoninérgica e abandonei o tratamento. Em 2017 tive depressão e procurei o primeiro psiquiatra que me receitou Lexapro, tomei por um mês e parei porque fiquei ótimo. No final do ano passado, voltou tudo em dobro e mais um pouco. No começo deste ano procurei um psiquiatra e fui diagnosticado com:

    TCAP :Transtorno compulsivo alimentar provisório
    -TAG:Transtorno de Ansiedade Generalizada
    -TOC: Transtorno Obsessivo Compulsivo
    -Síndrome do Pânico
    -Depressão

    O pacote completo… rsrsrs.

    O psquiatra me receitou Oxalato de Escitalopram. Agora, ao invés de sentir calafrios de medo, tenho um calor muito grande e suor nas mãos e nos pés. Sinto uma sensibilidade na pele ao calor e ao frio, o que já está amenizando. Estou no 4º dia. Tomo à noite e consigo dormir. Sinto uma preocupação excessiva, exacerbada, como se algo muito ruim fosse acontecer. Estou otimista que vai passar muito rápido e que isso é o remédio corrigindo as falhas. Não vou ouvir os conselhos para que eu jogue os remédios fora como fiz anteriormente. Vou fazer o tratamento até ao fim. Chega de sofrer, pois são mais de 37 anos sofrendo, fazendo vista grossa ao problema. Hoje com 42 anos tenho em mente que antes tarde do que nunca.

    Deus a abençoe,

    Gabriel

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gabriel

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, os familiares, muitas vezes, pelo desconhecimento das doenças mentais, só fazem açodar o sofrimento do doente. Cheios de boas intenções, mas desprovidos de conhecimento, acabam metendo o bedelho onde não devem, pois qualquer transtorno mental deve ser tratado o mais rápido possível, para evitar um sofrimento desnecessário ao seu portador. Quanto mais cedo esse tratamento acontecer, mais cedo as crises serão contidas, possibilitando à pessoa melhor qualidade de vida. Caso aconteça o contrário, elas só tendem a ficar cada vez mais fortes e constantes. Parabéns pelo retorno ao médico e pela firme decisão de não mais interromper o seu tratamento sem o consentimento médico.

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos, mas que passam em torno de três semanas. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Na fase inicial há inclusive o aumento da ansiedade, as preocupações descabidas, a sensação de que estamos piores, etc. Não desanime, pois isso é normal, mas logo passará. Contudo, atenha-se aos efeitos adversos, se achar que estão descabidos, não hesite em contatar seu médico (seguirá texto sobre o assunto).

      Gabriel, continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento (também faço uso de oxalato de escitalopram). Não se sinta sozinho e continue não ouvindo conversa fiada de terceiros. Estamos todos torcendo por você.

      Abraços,

      Lu

  5. Well

    Lu

    Aumentei a dose conforme a psiquiatra orientou, entretanto, sinto preguiça, pensamentos confusos e sem muita disposição. Estava tão bem, porém, ontem tive um dia estranho sem disposição para nada, será normal? Às vezes bate uns medos estranhos e fico pensando: será que o medicamento está fazendo o efeito que fazia no começo, após os efeitos colaterais.

    Não sei se você tem algumas recaídas de tristezas e se for normal gostaria que me dissesse. Voltei a tomar café pela manhã e teve uns dias de final de ano que ingeri bebida alcoólica (cerveja), não passando de três copos, será que isso atrapalha o tratamento? Minha psiquiatra disse que poderia beber moderadamente.

    Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Well

      O antidepressivo, ao ter a sua dosagem aumentada, costuma trazer de volta alguns efeitos adversos, como os citados em seu comentário. Você só estará totalmente livre deles quando atingir a dosagem que a sua médica quer. Aí, sim, o seu organismo se estabilizará. Fique tranquilo quanto a isso, pois está dentro da normalidade. Continue seguindo direitinho a prescrição médica sem qualquer medo.

      Amiguinho, a tristeza é algo constante na vida de todo ser humano, quer tome antidepressivos ou não. Faz parte da vida. Tenho, sim, momentos de tristezas, o que é um bom sinal, ou seja, as minhas emoções humanas continuam, logo, não me transformei num zumbi. A cafeína só afeta o sono, devendo ser evitada antes de dormir. Fora disso não vejo problema algum. Quanto à cervejinha, se bebida com parcimônia, não afetará o seu tratamento. Aguardo novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      1. Well

        Lu

        Obrigado por nos confortar com suas respostas.

        Já estou melhor e a paranoia já passou um pouco. Quanto à cerveja, quando ela for ingerida não pode ser usado o medicamento? Tipo, sei que vou beber à noite e pela manhã não uso o remédio? Na maioria das vezes os eventos do finais de semanas aparecem do nada e acabam nos pegando de surpresa. Num final de semana usei o remédio às sete da manhã (horário que uso sempre), mas quando foi às onze horas da manhã estava ingerindo bebida alcoólicas (cerveja). Cada caso é um caso, mas não fica muito em cima da hora? Quanto ao café estou mais seguro sobre a sua resposta.
        Vamos em frente e se houver novos relatos meus, volto a perturbar.

        Abraços a todos!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Well

          O oxalato de escitalopram não deve ser descontinuado. Você deve tomá-lo religiosamente para obter bons resultados. Não há necessidade de não tomar a medicação quando for beber uma cervejinha, embora haja outros antidepressivos em que a ingestão de álcool é totalmente proibida. Aconselho-o a não beber a cerveja logo após tomar o seu remédio, devendo haver um espaço de pelo menos cinco horas. Saiba que a bebida deve ser moderada para não tirar o efeito de seu medicamento e não trazer nenhum efeito colateral. Se tomar algum ansiolítico (rivotril, por exemplo) não deverá fazer uso de álcool. Quanto ao café, não há problema algum, devendo evitá-lo na hora de dormir. Se estiver agitado, opte por um bom chá calmante (camomila, melissa…), pois a cafeína é um estimulante.

          Abraços,

          Lu

  6. Neiva

    Lu

    Fui à primeira consulta ao psiquiatra. Tenho horror a músicas altas e principalmente automotivas, e pela recorrência muito frequente de meus vizinhos, fiquei com pânico até mesmo de ir para casa. Já diminuíram muito os barulhos por lá, mas continuo pensando que vão colocar as músicas altas e que isso vai durar muito, pois não consigo ficar bem nem mesmo quando não tocam as músicas. Chego até acordar no meio da noite e achar que estão tocando músicas.

    O psiquiatra me receitou Reconter. Só que comprei o Oxalato de Escitalopram para começar com 05 gotas na primeira semana e ir aumentando. Fiquei meio apreensiva pela medicação. Iniciei hoje pela manhã. Fique também pensando se este medicamento pode me engordar e fazer perder a libido.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Neiva

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você fez muito bem ao buscar ajudar médica, pois quanto mais cedo for medicada em relação a seu transtorno mental, menos sofrerá. É bom que saiba que todo antidepressivo traz alguns efeitos adversos na fase inicial que dura cerca de três semanas. Assim que os efeitos ruins forem passando, os bons irão aparecendo. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Os antidepressivos não trazem efeitos iguais para todas as pessoas. Algumas podem engordar e outras emagrecer. A maioria passa pela perda da libido, mas com o tempo tudo vai voltando ao normal. Não se preocupe com isso. O fato é que, se não for tratada, a libido também acaba indo pro brejo em razão das crises que se tornam cada vez mais fortes.

      Neiva, eu também tenho dificuldades com músicas altas e com certos gêneros musicais. Como você, não gosto de música automotiva. Acho a maior falta de educação uma pessoa obrigar aqueles que estão à sua volta (vizinhos, por exemplo) a ouvirem suas músicas. Não pense que esteja sozinha neste quesito. Música alta incomoda-me muito. Sinto dor de cabeça e fico sem lugar. Conversando com um otorrinolaringologista, esse me disse que pessoas como eu possuem um ouvido muito sensível. No seu caso, converse com seus vizinhos sobre seu problema. É um direito seu.

      O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais usados. É o que uso há bastante tempo e sinto-me muito bem. Fique tranquila e faça o seu tratamento direitinho. Jamais pare por conta própria. Continue me falando sobre tudo. Não se sinta sozinha.

      Abraços,

      Lu

  7. Luciana Silva

    Lu

    Tenho síndrome do pânico, depressão e ansiedade. Já passei por vários medicamentos e não me fez nenhum tipo de efeito positivo. Atualmente estou usando o Deller. Eu me sinto mais depressiva, o meu coração acelera de mais, tenho muito desespero e não tenho apetite pra nada.
    Esses efeitos são normais?

    Eu já sofro desses problemas há 2 anos. Começo a tomar o medicamento e desisto porque não faz efeito. Às vezes acho que vou ficar assim pra sempre, sem ter vontade de viver novamente. Obrigado pelo cantinho de desabafo.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a Síndrome do Pânico é um transtorno que acomete cada vez mais pessoas. A ansiedade e a depressão levam a ela e vice-versa, num círculo vicioso. Tratá-la é muito importante a fim de eliminar as crises que, se não tratadas, tornam-se cada vez mais fortes. Alguns organismos são mais resistentes aos antidepressivos, demorando a encontrar um que realmente traga efeitos positivos. Não se desanime, isso acontece com muitas pessoas, mas todos terminam encontrando um medicamento efetivo.

      Luciana, todo antidepressivo traz efeitos adversos na fase inicial, como os que você elenca, inclusive a perda do apetite. Porém, passada a fase inicial, tudo volta, aos poucos, ao normal. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente). Procure tomar alimentos líquidos (sucos, vitaminas, chás…) para compensar a falta de apetite. É preciso manter seu organismo forte.

      Você não pode desistir do medicamento sem ordem médica, pois não há um tempo determinado para que faça efeito. Há pessoas que necessitam até mesmo de três meses para obter todos os efeitos benéficos. Cada vez que você para de tomar um antidepressivo sem a permissão médica, sua síndrome vai ficando ainda mais forte. Saiba que não irá ficar assim para sempre, pois todos nós encontramos bons resultados no uso de tais medicamentos, como poderá ver através dos comentários.

      Sil, este cantinho é um espaço aberto para falarmos sobre nossos transtornos mentais e tratamentos. Venha sempre aqui contar como anda seu tratamento.

      Beijos,

      Lu

      1. Luciana Silva

        Lu

        Voltei a me alimentar melhor, mas as minhas ansiedades ainda continuam, com o tempo espero que melhorem.

        Tenho uma grande dúvida: há dois anos atrás namorava, mas devido a alguns problemas no relacionamento, ele acabou terminando comigo. Graças a Deus com o tempo vou conseguindo esquecê-lo. Sou uma pessoa muito sozinha em questão de família, perdi minha mãe e meu irmão, agora só restou meu pai que mora em MG, e que não liga muito pra mim e o meu outro irmão que está doente e também mora em MG. Resumindo: devido eu ser uma pessoa muito carente, às vezes sinto falta de uma pessoa ao meu lado; já me relacionei com alguns caras e de renpete eles acabam se afastando de mim. Não sei se acabo assustando eles por conta da minha ansiedade. Muitas vezes fico vidrada no celular esperando por uma resposta. Será que por conta desses meus problemas eu acabo tendo essas atitudes estranhas que acabam afastando todo mundo de perto de mim?
        Só queria ser uma pessoa normal.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Luciana

          Quando iniciamos o tratamento com antidepressivos, precisamos aguardar um tempo para que o organismo aceite o medicamento e passe a dar-nos a resposta esperada. Por isso digo que nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Nós, portadores de transtornos mentais, necessitamos de tratamento para que possamos conviver bem com as pessoas. Como nos tornamos pessoas ansiosas, sensíveis e depressivas, a convivência conosco acaba sendo muito difícil. Se muitas vezes temos dificuldades em nos aguentar, imagine os outros? Contudo, assim que o antidepressivo passa a fazer efeito, nosso comportamento muda totalmente. Mas juntamente com o medicamento também temos que aprender a lidar com o mundo, de modo que nossa vida seja mais leve. O primeiro passo é apenas viver um dia de cada vez da melhor forma possível. Penso que, como você mesma analisa, o fato de não dar certo com seus namorados acontece em razão de seu transtorno mental, mas que ao ser tratado, mudará sua vida totalmente. Gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Amiguinha, segundo estudos atuais, o ser humano vem se sentindo cada vez mais solitário, ainda que tenha muitas pessoas à sua volta, pois “solidão” é muito mais um estado de espírito do que ausência de outrem à nossa volta. Assim que você passar a sentir-se bem consigo mesma verá que esse sentimento muda. Muitas famílias são enormes, mas vivem só brigando. Como vê, o principal é o fato de sentir-se bem em sua própria companhia.

          Luciana, as pessoas mais velhas tendem a ter mais dificuldades em mudar de postura. Já pensou na possibilidade de aproximar-se de seu pai, de ser mais carinhosa com ele? Por que não fica um tempo com seu irmão doente? Se possível, dê-lhe um pouco de seu amor, principalmente agora que se encontra doente.

          O controle da sua ansiedade é fundamental para que tenha qualidade de vida. Experimente fazer yoga ou meditação. Vou lhe passar o link de uns textos que irão ajudá-la muito no controle de sua ansiedade. Procure também se libertar do celular que acaba se tornando um vício terrível que eleva muito a ansiedade. Quando menos esperar, uma pessoa maravilhosa irá entrar em sua vida. Pense nisso e crie um campo de energia positiva para atraí-la. Certo?

          Beijos,

          Lu

      2. Luciana Silva

        Lu

        O meu pai mora com uma outra mulher e ela faz a cabeça dele pra não ter contato com os filhos; todas as vezes que tento me aproximar nunca dá certo. Amo o meu pai, mais tem muita coisa que ele fez comigo e os meus irmãos que é difícil de perdoá-lo.

        Em questão do meu irmão, eu o trouxe pra são Paulo, para tentar ajudá-lo, mais devido ele ser alcoólatra, estava me dando muito trabalho. Eu o levei no caps para tratamento, mas ele não se ajudava. Sou uma pessoa sozinha, tentei ajudar da melhor forma possível, mas infelizmente fui muito fraca. Ele ficava sem beber, dava os transtorno dele de que via coisas, corria com ele para o hospital. Às vezes eu perdia dia de trabalho que preciso pra sobreviver, moro de aluguel. Então tive que o mandar de novo para MG.

        Vou tentar me desligar do celular um pouco. Estou fazendo atividades físicas, espero que com o tempo a minha vida volte a brilhar novamente.
        Pretendo começar a estudar, mas preciso me estabilizar, porque assim não consigo me concentrar.

        Beijos e mais uma vez obrigada…

        1. LuDiasBH Autor do post

          Luciana

          Realmente existem pais que ao encontrar uma nova mulher acabam colocando os filhos em segundo plano. As “má-drastas” fazem a cabeça deles. Foi isso o que aconteceu com seu pai. Somente mais tarde é que ele irá se arrepender do que está fazendo. Siga em frente, pois você é capaz de ser feliz apesar disso. Em relação ao seu irmão, você teve toda a razão de mandá-lo de volta, pois a convivência com um alcoólatra é muito difícil, principalmente quando ele não se compromete com o tratamento. O fato de ele ver coisas dizia respeito à abstinência do álcool. Nessa fase a pessoa precisa ser acompanhada de perto e, como você trabalha, ficava difícil fazer isso. Tenha a consciência tranquila, pois fez o que podia.

          Evite o celular o máximo que puder, pois ele deixa as pessoas muito ansiosas. Cuidado também com os contatos virtuais com estrangeiros (indianos, egípcios, afegãos, etc), para não se envolver em golpes. Voltar a estudar é uma coisa maravilhosa. Observo que se expressa muito bem e é muito inteligente. Siga em frente. Quando a gente estuda, acaba conhecendo pessoas novas e tudo se modifica, não havendo tempo para ficar tendo pensamentos ruins. Estou torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

  8. Roberto Autor do post

    Oi Lu,

    Acabei achando teu blog pelo Google, com um post a respeito do oxalato de escitalopram.

    Eu fazia tratamento até há uns 8 meses atrás e me sentia tão bem a que parei por conta própria a medicação. Fui diagnosticado com síndrome do pânico há 8 anos atrás. Porém, tive uma crise faz três dias, e pronto, começou toda a angústia novamente.

    Iniciei meu tratamento com espran 10mg, novamente, e estou tomando rivotril somente em quando necessário. Mesmo eu sabendo que é minha síndrome, estou passando dias difíceis, literalmente, guerreando com minha mente, pra dizer a ela que estou bem e que isso vai passar.

    Queria saber se estou fazendo a coisa certa. Já marquei psiquiatra, mas já iniciei a medicação, pois como me adaptei muito bem a este remédio, tenho certeza de que ela irá voltar com ele. Acordo todo apreensivo, com medo de ter crises. Principalmente quando está muito quente, aí piora tudo. Fico pensando que minha pressão irá aumentar por causa do calor. Está difícil. Algo mais que posso fazer pra melhorar o mais rápido possível? E estes pensamentos ruins vão passar? Te agradeço desde já.

    Roberto

    1. LuDiasBH Autor do post

      Roberto

      Seja bem vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, deixar o antidepressivo sem permissão médica acontece muito, infelizmente, pois somente o profissional poderá dizer qual é o momento certo, após avaliar seu paciente. O importante agora é retomar o tratamento para ver-se livre das crises que tendem a ficar cada vez mais sérias se não tratadas.

      Você diz que tomava antes o oxalato de escitalopram. O ideal era ter passado primeiro pela psiquiatra, pois nem sempre o medicamento, quando tomado pela segunda vez, produz o efeito esperado. Quanto aos dias difíceis, sempre que se recomeça o tratamento, os efeitos adversos acontecem como se fosse a primeira vez, pois o organismo já desacostumou com a substância. Portanto, o que ora lhe acontece está dentro da normalidade. Saiba que o calor não interfere no tratamento, não passando de preocupações descabidas que fazem parte dos efeitos adversos. O importante agora é ser POP (paciente, otimista e persistente). Tudo isso irá passar, assim que a medicação começar a atuar com eficácia. Pode ser também que sua médica mude a medicação. Quanto ao rivotril, tome-o apenas quando julgar necessário, para que seu organismo não fique viciado.

      Roberto, assim que fizer sua consulta, conte-me como foi. Enquanto isso, continue conosco. Não se sinta só.

      Abraços,

      Lu

      1. Roberto

        Oi Lu,

        Fui a minha consulta e minha psiquiatra decidiu manter o mesmo medicamento, já que o mesmo me fez tão bem anteriormente. Quanto ao rivotril, ela decidiu manter mais uma semana, somente até o Espran começar a fazer melhores efeitos no meu organismo. Mas já me sinto muito melhor, ainda sinto dores no peito e no braço esquerdo que levam sempre meu pensamento ao infarto e à agonia da crise, porém, tento me acostumar e não lutar contra isso tudo. Irei voltar ao tratamento com a psicóloga , mas dessa vez, parar a medicação somente com ordens médicas e ser feliz novamente.

        Abraços,

        Roberto

        1. LuDiasBH Autor do post

          Roberto

          Alegra-me muito o fato de você estar se sentindo melhor. Procure tirar da cabeça sua preocupação com infarto… risos. Se ler os comentários, verá que muitas pessoas passaram por isso. Logo tudo desaparecerá, vindo apenas os efeitos positivos da medicação. Vou lhe enviar um link que o ajudará muito no controle de sua ansiedade.

          Abraços,

          Lu

        2. Roberto

          Lu

          Graças a Deus as crises estão bem fracas, graças ai Rivotril e ao meu controle que esta ficando melhor. Ainda tenho algumas dores de cabeça e me sinto meio tonto, mas tento não prestar atenção nisso. Já faz uma semana que não tomo Rivotril, obedecendo a minha psiquiatra que pediu que eu tomasse somente no início para me ajudar a dormir. Estou comendo bem melhor também, porém estou com uma pequena preocupação que gostaria que você me ajudasse. Estou notando, faz alguns dias, meu estômago bem barulhento, mesmo depois de ter comido ou mesmo durante o dia. Também notei que estou com as fezes ressecadas e muitos gases. Estou tomando bastante água e me alimentando bem para ajudar. Pergunto a você, esses sintomas fazem parte do Espran, pois hoje é só isso que me preocupa. Voltei a fazer exercícios, mesmo com os medos de infartos e pressão alta, mas tenho que enfrentar e ser “POP”, correto?

          Grande abraço,

          Roberto.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Roberto

          Todos os sintomas descritos por você fazem parte da fase inicial do tratamento. O barulho de seu estômago tem a ver com os gases. Continue tomando bastante água e comendo alimentos com fibras para ajudar na evacuação. Tire da cabeça qualquer preocupação com infarto e pressão alta. Os exercícios fazem muito bem ao corpo e à mente. Parabéns pelo sucesso do tratamento. Continue POP!

          Abraços,

          Lu

        4. Roberto

          Lu

          Vamos lá às suas dicas benéficas… rsrsrs.

          Faz mais ou menos uma semana que sinto uma bola no meu estômago, com uma vontade enlouquecida de arrotar. Há momentos em que estou ótimo e há momentos em que algo que eu como cai no estômago e preciso me acalmar, pois me desespero, não sabendo se é por causa do sistema nervoso, ou algo estomacal. Isso está me fazendo muito mal, comecei a ficar muito triste por isso, pois mil coisas passam na minha cabeça. Até em câncer de estômago já pensei, pois estava indo tão bem com o tratamento. Se eu me acalmar sinto que melhoro, porém quanto mais nervoso pior fica, por isso estou confuso. Espero sua dicas que sempre me fizeram bem.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Roberto

          O nosso sistema digestório recebe todo o impacto de nossas emoções. Todos nós conhecemos expressões como: cagar de medo; frio na boca do estômago, etc. Eu, por exemplo, sempre que me encontro muito nervosa, sinto esta mesma “bola” de que fala, como se minha digestão tivesse paralisado. A sensação de peso é tamanha que muitas vezes recorro a uma colherzinha (de chá) de bicarbonato de sódio (não aconselhável para quem tem pressão alta) que me faz arrotar e em consequência melhora a sensação ruim. Saiba, portanto, meu amiguinho, que tudo não passa de uma reverberação de seu estado emocional em que tudo se transforma num círculo vicioso: você se encontra nervoso, come, vem a sensação ruim que o deixa mais nervoso ainda…

          Nós, portadores de transtornos mentais, sobretudo, devemos procurar racionalizar ao máximo o que acontece conosco, não nos deixando cair no “achismo”, sob pena de transformamo-nos em neuróticos e hipocondríacos. Esse “bolo” que diz sentir é um aviso de que deve controlar mais sua ansiedade. Veja com seu médico a possibilidade de tomar um ansiolítico. Na farmácia você compra calmantes fitoterápicos sem receita médica, mas ainda assim o ideal é que seja receitado por um médico. Outra boa dica é tomar chá de camomila, ou erva-cidreira, ou melissa, pois além de calmante são também bons para a digestão. Tome três a quatro xícaras ao dia.

          Roberto, fique tranquilo. Tudo não passa de uma consequência de seu estado emocional. Caso isso esteja a incomodá-lo demasiadamente, faça uma endoscopia, pois assim irá se tranquilizar ainda mais. Tenho certeza de que tudo não passa de um distúrbio neurovegetativo. Sinta-se feliz e continue seu bem sucedido tratamento. Não dê trelas aos descabidos pensamentos, pois eles são cruéis… risos.

          Abraços,

          Lu

        6. Roberto

          Lu

          Ontem retornei a minha psiquiatra e relatei que fora os sintomas de ansiedade que ainda não passaram estava com constipação faz dias. Ela falou que devido aos sintomas não terem melhorado muito e ainda por cima ter a constipação, seria melhor trocar a medicação. Isso me deixou muito receoso, pois o Espran me fez tão bem durante tanto tempo, que fiquei triste por começar outra medicação. Ela me receitou o Elifore, li um pouco sobre ele, porém fiquei preocupado sobre o fato de poder causar hipertensão. Fica aguardando sua opinião sobre esta nova fase do meu tratamento.

          Abraços

          Roberto

        7. LuDiasBH Autor do post

          Roberto

          É normal a troca de antidepressivos. O médico deve avaliar sempre que isso é necessário, pois não adianta ficar gastando dinheiro com um medicamento que não está fazendo efeito. Eu mesma já passei por muitos. Não se preocupe com isso. Quanto à bula que leu, saiba que todas elas são bem amedrontadoras, qualquer que seja o antidepressivo. A indústria farmacêutica é obrigada a colocar até mesmo um único caso registrado. O importante é que você tome o medicamento e vá avaliando os resultados. Se necessário, meça sua pressão uma vez por semana ou a cada 15 dias, durante um tempo, para que a sua preocupação não interfira no tratamento. Certo?

          Continue me dando notícias.

          Abraços,

          Lu

  9. Raquel Santos

    Lu e amigos
    Há um ano tomo escitalopram para depressão, felizmente com dois meses de tratamento senti me bem melhor. Tentei com seis meses a diminuição da dosagem sem sucesso. Hoje consegui a desenvolver minhas atividades de antes, como trabalhar, mas o vazio interior às vezes me assombra, situações difícies que infelizmente todos somos acometidos me deixam deprimida, tenho medo de tudo voltar, procuro nessas horas pensar que minha mente tem que ser positiva.

    Ultimamente tenho passado por um momento difícil no meu casamento, no qual meu esposo tem sido muito frio e ríspido comigo. Não tenho forças para tentar argumentar nada, ouço tudo e me recolho no meu canto, rezando para que tudo melhore. Se não fosse pela minha filha, teria largado tudo. Estou extremamente cansada mentalmente, é muita exigência em casa, no trabalho, na família. Todos me acham incrível, boa, responsável, parece que pensam que sou de aço, se errar… Enfim, estou num momento tristonho mesmo, acho que nunca me verei sem o remédio pela vida que levo. Mas, continuo tratando todos com amor e carinho, agradecendo cada segundo de minha vida.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      É muito bom saber que o tratamento com o antidepressivo tem lhe feito bem. Jamais pare ou diminua a dosagem sem o parecer médico, pois o retorno ao medicamento é muito difícil, demando muito sofrimento.

      Amiguinha, o vazio que traz por dentro somente você poderá preenchê-lo. É preciso escolher um momento para você e, honestamente, avaliar as causas que a estão deixando assim. Depois disso precisa trabalhá-las. Se achar que não consegue fazer isso sozinha, busque uma terapia. Comece não dando muita importância à opinião dos outros e sendo você mesma. Os problemas têm a importância que damos a eles. Procure viver apenas um dia de cada vez e mais nada. Você diz:

      “Todos me acham incrível, boa, responsável, parece que pensam que sou de aço, se errar…”

      Quem tem que se achar incrível é você mesma. Não adianta ser boazinha para todo mundo, carregando um peso maior do que aguenta. Não se preocupe em ser “boazinha” com os outros, mas seja “maravilhosa” consigo mesma. Sendo boa consigo mesma será boa com os outros, por consequência, mas o contrário não é verdadeiro. Ignore a opinião daqueles que apenas veem em você alguém de aço, sempre pronta a servir sem nada cobrar. Qualquer relacionamento é feito de trocas e quando apenas um dos lados faz a sua parte, o melhor é cortar laços. Em razão disso já cortei muitos, mesmo, e sou hoje muito mais consciente de mim e mais feliz.

      Raquel, quanto ao seu casamento, virar um caramujo não irá resolver nada. Só existe o opressor porque a vítima assim o permite. É isso que você tem feito. Ninguém respeita quem não se respeita e, ao que me parece, é o que tem feito, como diz:

      “Não tenho forças para tentar argumentar nada, ouço tudo e me recolho no meu canto, rezando para que tudo melhore.”

      Por favor, não se encolha, exija seu espaço e respeito, pois só tem agravado a sua situação ao não se colocar como pessoa. Você não é coisa para se recolher num canto. Você é gente. É “reza” não ajuda se não vier junto com uma atitude concreta. Onde não há respeito e admiração jamais existirá amor. Chame seu marido para uma conversa e ponha as cartas na mesa. Veja também se ele não está passando por um período difícil, em razão deste nosso país que vive dias trágicos, com tudo despencando. Muitos homens costumam descontar na família seus insucessos e preocupações. Se for isso, diga-lhe que é uma companheira e amiga e que lutarão juntos para melhorar. Converse, jamais se encolha!

      “Mas, continuo tratando todos com amor e carinho, agradecendo cada segundo de minha vida.”

      Faça isso, mas também exija respeito por parte das pessoas. Mostre-lhes que também é humana.

      Aguardo novas notícias,

      Lu

  10. WR

    Lu

    Após 26 dias de uso da medicação, venho relatar a minha melhora e minha felicidade que voltou.

    Os primeiros dias foram terríveis, sentimentos de angústias, pânicos e muitas desconfianças se o medicamento ia dar certo, pois na situação em que eu me encontrava era TUDO ou NADA. Acredito muito em Deus, mas temos que usar os médicos e as medicações para nos tratarmos e deixarmos os preconceitos de lado. Vale lembrar que ao usar o medicamento não será igual o uso de um DORIL, TOMOU sumiu. O remédio deixa você pior para depois melhorar, essa doença é toda estranha, por isso, muitos não vão até o final do tratamento e depois ficam criticando a medicação.

    Vale lembrar que quem usa essa medicação vai ter problemas e picos de tristezas como qualquer ser humano comum, entretanto, ela não deixa você entrar naquela tristeza profunda na qual muitos ficam quando têm depressão e muitos confundem com tristeza (totalmente diferente). Alguns falam que é falta de DEUS e que estamos possuídos por demônios, etc. Após o uso da medicação vemos que era uma doença e não algo espiritual.

    As síndromes de pânico que eu tinha em agosto sumiram, ansiedade ainda tenho, mas é controlável, pois o remédios também não fazem milagres, apenas controlam a situação. Temos que mudar os hábitos e ver que somos falhos e que as pessoas também falham com a gente. Aceitando isso não criaremos muitas expectativas.

    Estou muito contente com os resultados e quem sofre com isso, deve procurar ajuda médica para lhe diagnosticar e passar um tratamento de acordo com os sintomas. Vale a pena passar pela fase ruim dos remédios e depois recuperar a qualidade de vida, não mais continuando a sofrendo dentro de uma caverna mental.

    FELIZ NATAL E BOAS FESTAS para todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Estou feliz com suas notícias, sabendo que melhorou consideravelmente com o tratamento. O seu comentário é um estímulo para todos aqueles que passam ou virão a passar pela fase inicial com antidepressivos, podendo ficar confiantes, pois tudo será para a melhoria da qualidade de vida.

      Agradeço os votos de BOAS FESTAS e FELIZ NATAL. Desejo o mesmo para você.

      Abraços,

      Lu

      1. WR

        Lu

        Feliz Ano Novo!

        Fui à psiquiatra, conforme havia dito. Minha dosagem foi aumentada, devido aos relatos que fiz. Como minha psiquiatra não é de falar muito saí de lá com bastante dúvidas. Sei que não é medica, mas esse aumento vai me dar muitos efeitos colaterais? Parece algo psicológico, pois acho que o remédio não faz mais efeitos devido à dose estar baixa. Sinto-me bem ainda, mas já começo ter as paranoias rs.
        Obrigado Lu.

        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Feliz Ano Novo para você também!

          Quando o antidepressivo em uso mostra-se fraco para conter os distúrbios mentais, o psiquiatra aumenta a dosagem ou muda para outro. Quando tem a dosagem aumentada é comum algumas pessoas sentirem alguns efeitos adversos que logo passam. Não se preocupe com isso! Como já lhe disse, é preciso aliar ao tratamento mudanças em sua vida. Busque sempre viver com leveza, um dia de cada vez. É preciso, sobretudo, ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Abraços,

          Lu

  11. Tereza Rayol Autor do post

    Oi, Lu!

    Gostaria de tirar outra dúvida. Como já comentei interiormente, eu me trato de depressão e tag e ainda não encontrei a estabilidade que desejo. Mas a dúvida é esta: situações traumáticas podem retardar o progresso do tratamento?

    Em 16 de outubro eu tive um acidente de bike e fraturei o tornozelo e acabei indo para a cirurgia que fiz com muito pavor. Mexeu um pouco comigo, pois estava com os nervos à flor da pele, mas graças a Deus tudo saiu bem. Em novembro perdi meu avô, foi muito ruim. Desde esses acontecimentos eu desenvolvi uma dor abdominal terrível no final de outubro, quando aconteceu o acidente. Fiz exames do abdome, sangue e ultrassom e tudo normal…

    Eu estava até um pouco controlada antes disso, mas agora sinto a dor abdominal, de manhã fico irritada ou depressiva e à noite não durmo direito, vou ter que dominar tudo de novo, aos poucos..

    Um abraço

    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Nós, pessoas com transtornos mentais, somo extremamente sensíveis. Somos como esponja que se embebe de tudo que acontece em derredor. Debelar isso, ou pelo menos minimizá-lo, exige muito esforço. Temos que aprender a racionalizar os acontecimentos de modo que não possam interferir tanto em nossa vida. Você não encontrará total estabilidade na depressão e TAG se não trabalhar esse ponto. Como disse num texto anterior, o remédio contribui com 50% do tratamento, mas a outra metade cabe a nós.

      Tê, procure ver o que está lhe incomodando, no presente momento, e trabalhe isso. Pense também que os seus exames estão ótimos e que tudo não passa de somatização.

      Os fatos que lhe aconteceram contribuíram, sim, para alterar o seu estado de saúde. A dor abdominal, cujos exames nada apresentaram, não passa de um transtorno neurovegetativo. Também tive um problema semelhante em 2016 (época do golpe), com esse mesmo tipo de dor. Cheguei a fazer, dentre outros exames, colonoscopia e endoscopia. Tudo normal. Depois disso fiquei boa, sem mais problemas, após me conscientizar que era uma resposta do meu organismo ao meu estado emocional.

      Beijos,

      Lu

  12. Aline

    Lu
    Hoje faz 10 dias que estou tomando oxalato de escitalopram, não tive muitos efeitos colaterais e ainda não tive uma melhora na minha tristeza. Há dias que são piores que os outros, mas devemos ser persistentes, sei que isso é questão de tempo, as coisas vão melhorar e eu creio nisso.

    Obrigada pelo blog e pela ajuda !

    1. LuDiasBH Autor do post

      Aline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você se encontra na fase inicial do tratamento, portanto, é normal que ainda não tenha sentido nenhuma melhora. Isso acontece, normalmente, após a terceira semana. Tenha calma e seja POP (paciente, otimista e persistente). Vou lhe enviar uns textos que irão ajudá-la. Continue dando notícias suas.

      Beijos,

      Lu

  13. Karina Mendes

    Lu
    Estou há 4 dias tomando oxalato de escitalopram 10 mg. Desde a primeira dose já senti efeitos horríveis. Um ataque de pânico tão forte como nunca havia tido. Estou desesperada.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Karina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos causam efeitos adversos, mas que passam em cerca de três semanas. Essa fase inicial é realmente bem difícil, todos passam por isso. O importante é não parar o tratamento e aguentar firme. Sempre que necessário, informe seu médico sobre o que está sentindo. Seja POP (paciente, otimista e persistente) e logo terá melhor qualidade de vida. Vou lhe enviar os textos que irão ajudá-la a entender o tratamento.

      Beijos,

      Lu

  14. WR

    Lu
    Após muitas resistências, resolvi tomar o antidepressivo. Tentei de tudo antes, remédios naturais (ômega 3, B12, magnésio PA, florais, etc) sendo que até o café eliminei e nada disso adiantou. Após três meses de luta contra meu transtorno mental, decidi que era hora de enfrentar a medicação e seus efeitos colaterais. Esqueci-me de avisar ao psiquiatra que tinha tomado paroxetina há uns três meses atrás e parei. Após três meses conforme tive que voltar a tomá-la.

    Quando tomei o antidepressivo pela primeira vez foi muito ruim, pois não tinha conhecimento dos efeitos colaterais e esses me assustaram muito: tonturas, enjoo, falta de apetite e ansiedade, entre outros. O pior foi a falta de apetite que no começo. O psiquiatra não me disse nada, paguei consulta e sai com a receita etc.

    Tenho muita ansiedade que leva ao pânico e à depressão, se não tratada. Devido à tortura que essa doença faz, ao ficar limitado e com medo de fazer as coisas que antes eram prazerosas, não tem sido fácil para mim.

    As pessoas que dizem que dá para levar sem remédios (eu também acreditava nisso) é porque não estão em fase aguda, sei lá. Olha que sou bem preconceituoso com remédios, mas não tem jeito de lutar contra uma química que esta descontrolada. ESTRESS, COMPETITIVIDADE, a luta é grande e temos que dar respostas à sociedade, nisso a saúde mental vai para o beleleu. Cada um tem um gatilho, muitos vão tentar levar de boa esses traumas ou tropeços, mas vejo muitas pessoas camufladas numa máscara, fingindo felicidade, ou buscando ajuda no álcool e nas drogas. Como dizia o trecho de uma musica: “sozinho cê não guenta”

    O antidepressivo devolve a ordem química e faz você ter uma tranquilidade que antes não tinha, mas no início surgem os efeitos colaterais, pois tudo tem seu preço. Muitos param, pois se assustam no início, o que foi o meu caso. Estou no nono dia. Pela manhã é pior. FÁCIL NÃO GALERA! Olhe, não é falta de DEUS, senão DIABETE também seria. Tenho muita fé de que isso irá melhorar, mas a vida agitada e o excesso de preocupação uma hora estoura, nesse caso é o cérebro pedindo CALMA!

    Pessoal, boa sorte e não hesitem em se tratarem, pois todos sabem a agonia que passam. VITAMINAS sais mineiras e comidas naturais até ajudam, mas se associadas aos remédios.

    Obrigado pelo espaço, pois ajuda muito, viu?

    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família.

      Vejo que você está bem ciente sobre os efeitos adversos iniciais ocasionados pelo medicamento e sobre a necessidade de tomá-lo para eliminar as crises. Se essas não forem controladas, só tendem a aumentar a ponto de incapacitar totalmente a pessoa. É muito melhor conviver alguns dias com os efeitos ruins e depois ganhar qualidade de vida. Seu alerta às pessoas com transtornos mentais é muito importante, pois o nosso mundo vive hoje um capitalismo selvagem em que a competição exacerbada só gera estresse, atingindo até mesmo as crianças.

      Mais uma vez agradeço a sua presença. Volte sempre!

      Abraços,

      Lu

      1. WR

        Lu

        Hoje faz vinte dias de medicação, entretanto, ainda pela manhã tenho levantado muito mal. A melhora já é de 50% do estado em que eu me encontrava. Vou continuar o tratamento até o fim, pois ainda está muito recente e não vejo prazo de término da medicação (quem vê isso é o psiquiatra). Quanto à pressão, não é fácil mesmo, temos que “rebolar” para cumprir metas. Outra coisa de que tenho medo é a sensação de que vou enlouquecer, isso é normal? Obrigado, sempre vou estar dando uma olhadinha aqui, pois ajuda muito, Lu. Existem outros espaços na internet muito maldosos, levando as pessoas a ficarem com medo dessa doença.

        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Você está começando a sair da fase mais difícil da medicação. A tendência agora é que os efeitos colaterais comecem a desaparecer e os bons aumentarem mais e mais. Uma melhora de 50% com apenas 20 dias de medicação é uma resposta muito positiva de seu organismo ao tratamento. Parabéns! Continue POP (paciente, otimista e persistente).

          Amiguinho, a sensação de que vai enlouquecer é normal, sim. Muitas pessoas passam por isso, como poderá ler nos comentários. O importante é que continue tomando direitinho o antidepressivo. Tudo isso irá passar. Procure também fazer exercícios físicos (caminhada é uma boa pedida).

          Procure não ficar fuçando na internet sobre o assunto, pois existem realmente muitos sites apelativos, sem nenhuma credibilidade. Não há motivo para ter medo, desde que esteja fazendo o tratamento direitinho. É possível hoje encontrar até mesmo crianças com transtornos mentais. O tratamento faz todo o diferencial. Não deixe de ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

      2. WR

        Lu,
        obrigado novamente pela resposta.

        Já li também OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, por sinal muito bom. É verdade, cada um reage de um jeito diferente à medicação.

        Amanhã tenho consulta médica, vamos ver o que ela vai dizer sobre esse início, estou meio ansioso rs. Quanto aos exercícios, sempre pratiquei academia.

        Obrigado novamente e estaremos sempre por aqui.

        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Fique tranquilo quanto à consulta médica de amanhã, pois você está seguindo tudo direitinho. Não há motivo para ficar ansioso. É bom saber que faz exercícios físicos, pois isso ajuda muito na recuperação. Quanto aos seus comentários, estão todos muito bem escritos e fáceis de entender, pois um complementa o outro.

          Dê-me notícias sobre como foi a consulta.

          Abraços,

          Lu

  15. Antonio

    Lu

    Comecei a tomar oxalato de escitalopram por uma crise nervosa recorrente de estresse de muito tempo e não tratada. Poucos são os que tiveram mais medo do que eu e sentiram efeitos colaterais piores. Tive muita depressão, fome zero e uma quase certeza de que não iria sair dessa situaçao. Mas a partir da segunda semana tudo foi melhorando muito rapidamente a cada dia! Estou no 15º dia e um amigo que estava num estado emocional pior que o meu não teve nenhuma reação adversa e está mais feliz do que nunca!

    Não desista, galera! Pode ter a certeza que essa situação passará.

    Abracos e parabéns a Lu!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      O seu comentário é muito importante para que todos sintam que, apesar do medo e dos efeitos colaterais, você não desistiu, encontrando um resultado positivo antes mesmo do período esperado. Aquele que desiste voltará à medicação mais cedo ou mais tarde, com crises ainda piores, realmente.

      Abraços,

      Lu

  16. Matheus Autor do post

    Oi, Lu!

    Sofri muito com o lexapro no início, mas eu só precisei ser POP pra superar as primeiras semanas. Voltei a ser a pessoa de antes, agora atualizado pras festas da faculdade rs. Passei a me interagir mais, conhecer pessoas novas. Conheci uma menina bem legal, que me mostrou lados maravilhosos da vida (como eu nunca parei para apreciar um pôr-do-sol?!)

    Logo as coisas ficaram mais próximas e aquele efeito colateral da libido me causou certo incômodo. Relatei ao psiquiatra e reiniciei tudo de novo com desvenlafaxina (Elifore). Sabia que era preciso ser POP e superar o início. Não sei se você lembra, mas eu lhe disse que tarjas pretas me causavam muita angústia pelo meu medo da dependência. Hoje eu os vejo como aliados. Usei Rivotril no início do tratamento com desvenlafaxina e 2 semanas depois não senti mais nenhuma necessidade.
    Hoje levo na carteira uns comprimidos pra evitar intercorrências no dia a dia com o probleminha da ansiedade, mas me sinto feliz em dizer que nunca mais precisei usar.

    Eu me dei muito bem com o Elifore. As coisas com a minha amiga terminaram, mas superei aos poucos o peso da perda e hoje sigo minha vida. Mês passado acabei caindo na besteira de comprar novamente um genérico. Eu me senti piorando aos pouquinhos, mas já identifiquei o problema e estou corrigindo, comprando novamente o remédio comercial.

    Lu, saudações do menino que busca de novo ser a pessoa de antes!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Foi muito bom receber a sua visita e saber como se encontra. O fato de desaparecer é comum a todos, pois, passado o período de crises, não mais aparecem para dar notícias, retornando quando elas voltam. Obrigada por voltar para dizer-me que se encontra bem.

      Então a libido entrou nos eixos… Maravilha! A sua convivência com essa agora foi muito importante, pois mostrou-lhe que existem várias possibilidades para ser feliz.Outras garotas virão para tornar sua vida ainda mais prazerosa. Nada como alguém legal para compartilhar nossa vida.

      Você acha que o genérico não lhe faz bem. Penso que esteja enganado, pois sempre comprei o antidepressivo que se encontra mais barato e dou-me sempre bem, sem sentir nenhuma diferença. O mesmo acontece com outros comentaristas aqui. Na época do Prozac (fluoxetina), os médicos diziam que só o original era bom. Hoje ninguém se lembra do nome “Prozac”, sendo a fluoxetina produzida pelos mais diferentes laboratórios. Quanto ao Rivotril, use-o apenas quando for extremamente necessário. Ter um comprimido no bolso aumenta a confiança, eu entendo.

      Menininho, continue POP e sempre traga notícias.

      Abraços,

      Lu

  17. Ana Carolina

    Oi, Lu!

    Primeiramente, parabéns pelo site e pela disponibilidade em responder a tantos e tantos comentários. De fato, você é uma pessoal muito iluminada. Que Deus lhe ajude grandemente!

    Não imaginava precisar recorrer novamente aos medicamentos após 4 anos da minha primeira crise de pânico. Na época, tentei todos os outros meios alternativos para fugir do temido antidepressivo, até que me rendi. Tomei por cerca de 2 anos o Oxalato de Escitalopram e confesso que tão logo comecei a sentir os efeitos benéficos, desejei ter começado a tomar muito antes. Teria evitado muitas crises.

    Tive alta do medicamento. Porém, no início do ano, após um diagnóstico de câncer da minha mãe, estremeci, e sentindo que aquilo poderia me levar a novas crises, voltei ao médico. Ele me receitou o Exodus novamente. Porem, diferentemente daquela primeira vez, eu me senti extremamente agitada com o medicamento, nem parecia o mesmo. Tomei por umas duas semanas e retornei ao médico. Na ocasião, ele me disse que algumas pessoas realmente não conseguiam readaptar o organismo a esse medicamento e tinham um efeito contrário mesmo, de agitação. Confesso que não insisti dessa vez como insisti da primeira. Até porque não me lembrava de ter sintomas de agitação.

    Receitou-me então fluoxetina. Comprei o medicamento, mas estou um pouco resistente a tomar. Tive um caso de amor com o Exodus e temo que a fluoxetina não me faça bem, engorde-me, enfim. Aí eu teria dois problemas, rs. Será que troco ou insisto no Exodus mais uma vez?

    Você já ouviu casos de pessoas que não conseguiram mais usar o mesmo medicamento? Preciso fazer alguma coisa, pois tudo o que não tomei do Rivotril sublingual durante o tratamento anterior (minhas caixas até venceram) estou tomando agora… praticamente 4x na semana, porque as crises de ansiedade agora me causam desconforto ao respirar e às vezes ao engolir (sintomas diferentes dos que eu tinha da primeira vez). Dê-me uma luz, por favor!

    Mais uma vez, muito obrigada e parabéns pelo lindo trabalho!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Carolina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os transtornos mentais são, na imensa maioria das vezes, recorrentes. Costumam desaparecer por algum tempo e, quando menos esperamos, lá estão a bater em nossa porta. Pelo visto, você apenas tentou se antecipar ao TAG, pois pressentia que os ataques de pânico poderiam surgir a qualquer momento. Penso que agiu com sabedoria.

      Ana Paula, o seu médico tem razão quanto à dificuldade de nosso organismo para readaptar-se ao medicamento antidepressivo que já foi usado. Ele reage com intensidade, negando-se a aceitar a nova substância. Muitos comentaristas relatam isso, portanto, é normal o que ora lhe acontece.

      Você me pergunta se deve insistir com o oxalato de escitalopram ou se faz uso da fluoxetina. Comigo deu-se o contrário, tomei fluoxetina por muitos anos e, uma vez não mais contando com o seu efeito positivo, foi me indicado o oxalato de escitalopram. Dei-me muito bem tanto com um quanto com o outro (atualmente tomo o oxalato de escitalopram). Ambos são medicamentos muito receitados e possuem excelentes resultados. Se fosse eu, tomaria a fluoxetina agora em vez de sofrer com as reações de seu organismo.

      Amiguinha, todo antidepressivo traz efeitos adversos. Tanto a fluoxetina quanto o oxalato de escitalopram podem engordar ou emagrecer, dar muito sono ou insônia. Isso dependerá muito do organismo da pessoa. Com ambos eu emagreci, pois o apetite tem sido pouco. Somente com o uso do antidepressivo você poderá avaliar. Imagino que não engordará, se isso não lhe aconteceu com o oxalato de escitalopram. Não há o que temer. O importante agora é que equilibre seu organismo, evitando as crises.

      Um grande beijo,

      Lu

    2. Tereza

      Oi, Carol!

      O que você está enfrentando eu também estou… dei um tempo no meu antidepressivo achando que estava bem, fiz isso sem consultar minha médica. Voltou tudo de novo e o pior é que o medicamento que eu já usava não está mais fazendo o efeito desejado. Vou completar 5 meses agora em dezembro e os males parecem indomáveis. Minha médica está de recesso. Só em janeiro provavelmente ela mudará minha medicação.

      Beijos

  18. Wellington

    Lu

    Estou completando 2 meses com o Exodus e as crises de pânico foram embora finalmente. Mas ainda tenho efeitos do remédio que não passam. Minha cabeça continua estranha, como se estivesse pesada. Um barulho na cabeça, principalmente quando está silencioso. Zumbido no ouvido esquerdo. Agora tremores internos nas pernas e braços, músculos, são bem fraco, mas ficam o tempo todo. Vou passar com a psiquiatra novamente agora no fim do mês. Devo me preocupar com isso?

    Um abraço,

    Wellington

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      É muito bom saber que você está melhorando, livre das terríveis crises de pânico. Quanto aos efeitos adversos que ainda persistem, algumas pessoas costumam precisar de mais tempo para ficar livres deles. Ao retornar ao psiquiatra, comente com ele sobre isso. Não se esqueça também de comentar sobre o retorno ao médico. Continue tranquilo!

      Abraços,

      Lu

    2. Vanusa

      Wellington

      É muito legal saber que você está melhor. Após 2 meses de tratamento, eu me encontro melhor também. Ainda sinto algumas oscilações de humor durante o dia, às vezes aflita e com pensamentos perturbadores, mas meu psicólogo disse que no início é normal e que as crises tendem a espaçar cada vez mais. Pelo menos estou com mais energia e conseguindo realizar todas as minhas tarefas. A academia, meditação e TCC estão ajudando muito.

      Quando penso em toda a turbulência daquele início de tratamento, só vem a gratidão por este espaço e pela Lu que não me deixou desistir.

      Super abraço para vocês!

      Vanusa

  19. Jerry Adriane

    Lu

    Minha esposa, há mais ou menos 5 anos atrás, teve uma depressão e se tratou com limbitrol, venlafaxina e rivotril. Durante esse tempo teve uma boa melhora, mas infelizmente não fizemos o acompanhamento com um especialista, apenas fomos na primeira consulta onde foi passado o tratamento.

    Agora voltou tudo de novo e ela está tomando deciprax (escitalopram) e quetiapina há 8 dias, sendo que após mais ou menos uma hora e meia ambos fazem uma reação muito ruim, segundo ela, parece que pioram os sintomas e os nervos e veias ficam alterados, daí tentamos com calmante (Ex: alprazolam) remediar essas crises.

    Lu, é normal isso no começo do tratamento?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jerry

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, mas que normalmente passam em torno de três semanas. Quanto a isso sua esposa pode ficar tranquila. Contudo, é sempre bom acompanhar os tipos de reação para ver se estão dentro da normalidade. Vou lhe mandar um texto a respeito do assunto (INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM).

      A depressão, quando não é de origem traumática (ocasionada por um trauma), é recorrente. Some por um bom tempo e, quando menos se espera, ela bate na porta. O oxalato de escitalopram é um dos bons antidepressivos encontrados no mercado. Eu também faço uso dele. O importante é que faça uso direitinho do antidepressivo e só pare com a permissão do psiquiatra. Quanto ao ansiolítico, esse é recomendado para a fase inicial, período mais difícil do tratamento. Assim que ela for se sentido melhor, deverá ser retirado aos poucos, para que o organismo não fique dependente dele.

      Continue em contato conosco, contando-nos como anda o tratamento de sua esposa.

      Abraços,

      Lu

  20. Soares

    Lu,

    Já li todos os depoimentos que constam no site e o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Vou iniciar o tratamento novamente pela manhã, tentar fazer mudanças na minha vida e compreendê-la melhor. Espero que esse pesadelo passe logo. Já tinha ouvido falar da melatonina, você sabe em quanto tempo ela começa a fazer efeito? Ela pode viciar como os remédios de tarja preta?
    abraço!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Soares

      Esses pesadelos são frutos do momento de crise vivido por você. Saiba que eles irão passar. Leve seu tratamento com carinho e logo poderá ver luz surgindo no final do túnel. Você irá ficar bem, pode confiar nisso. Logo estará aqui falando sobre seus progressos. Você nem imagina quantas pessoas aqui chegam no mesmo estado que você. Depois ficam boas e desaparecem… risos.

      A melatonina é um dos hormônios do sono e já está sendo vendida no país. A minha é feita em farmácia de manipulação. Sempre mando fazer para seis meses, o que reduz bastante o preço que é relativamente baixo. Foi receitada pelo meu médico para me ajudar no sono. Senti-me muito bem. Deixo-lhe um link abaixo para que tenha maiores informações:

      https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/21338-melatonina

      Abraços,

      Lu

  21. Soares

    Boa tarde,

    Fui diagnosticado com TAG, estou assim desde julho deste ano e procurei ajuda em outubro. O médico me passou ESC 10 mg e alprazolam 1 mg (mandou tomar 0,5) pra conseguir dormir. Tentei tomar o medicamento por duas vezes e parei, não aguentei os efeitos colaterais, muita ansiedade e nervosismo. Mas nesta semana estou decidido a tomar sem interromper novamente. Minha pergunta é a seguinte: quando o antidepressivo começar a fazer efeito, ele vai regular meu sono novamente? Não quero ficar dependente de ansiolítico pra dormir.

    Obrigado.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Soares

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o primeiro passo importante você deu: procurar ajuda médica. O segundo passo é fazer uso do medicamento receitado. É fato que os efeitos adversos costumam ser terríveis, mas eles duram apenas cerca de duas a três semanas e passam, permitindo-lhe uma vida de qualidade. Se não fizer uso do medicamento, suas crises tendem a ficar mais fortes e constantes. Saiba que todos nós passamos por isso e estamos aqui firmes. Para passar pela fase ruim, venha aqui conversar conosco e leia os comentários de outros companheiros de luta. Isso lhe dará forças para prosseguir. Saiba que poderá contar sempre conosco. Você não se encontra só.

      É normal o fato de antidepressivos mexerem com o sono. Algumas pessoas passam a dormir em demasia e outras perdem o sono. Isso, porém, acontece apenas na fase inicial da medicação, depois, aos poucos, o organismo vai voltando à sua normalidade. Isso também aconteceu comigo. O ansiolítico funciona apenas como um coadjuvante no início do tratamento. A que horas você toma seu medicamento?

      Abraços,

      Lu

      1. Soares

        Lu

        Obrigado pela rápida resposta.

        O psiquiatra me mandou tomar o antidepressivo às 20:30, depois do jantar, mas mesmo tomando o ansiolítico eu acordo de madrugada e não consigo dormir mais. Aí fico ansioso e tenho calores pelo corpo, formigamento nos braços e pernas, como se fossem agulhadas e o coração, apesar de estar normal, fica com taquicardia, consigo senti-lo pulsando. Na hora que se aproxima de dormir, eu começo a ficar ansioso. Depois dessa crise de 2010, meu sono nunca mais foi o mesmo, ainda assim conseguia dormir com facilidade, mesmo acordando algumas vezes de madrugada.

        Comecei a fazer academia, mas mesmo assim não consigo dormir direito sem o remédio. Eu tinha tido esses sintomas em 2010, na época tomei fluoxetina por uns 6 meses e depois parei e fiquei bom, mas já faz uns dois anos que sinto alguns sintomas de vez em quando, como falta de ar e preocupação excessiva, inclusive acho que tive dois ataques de pânico no ônibus (falta de ar, formigamento nos braços e um medo absurdo de morrer). Depois isso passou e nunca mais senti nada até o meio desse ano quando tive os piores sintomas, como dor no peito e aperto, falta de ar, pensamentos negativos, medo de alguém da minha família morrer ou eu mesmo morrer.

        Acho que tive uma crise existencial, me perguntando o sentido da vida e por que estamos aqui. Depois disso fiquei com um pensamento constante e obsessivo sobre a morte, medo da morte e do processo. Todo o dia penso nisso e isso que tem me dado crises e falta de sono, não consigo tirar isso da cabeça. Tenho uma vida boa, 41 anos, uma esposa amada e um filho de 7 anos maravilhoso, mesmo assim não consigo me concentrar neles e no meu presente, preocupando-me somente com isso que está me causando um medo excessivo e não me deixa viver minha vida com plenitude como antes. Faço minhas coisas normalmente, mas mesmo assim fico com esse pensamento na minha cabeça.
        Obrigado pelo espaço para desabafar.

        Abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Soares

          As doenças mentais estão presentes em todo o mundo e vêm sendo uma preocupação constante da indústria farmacêutica (também visando o ganho financeiro). Novos antidepressivos estão sendo jogados no mercado a cada dia, a fim de possibilitar aos doentes melhor qualidade de vida. Não resta dúvida de que precisamos tratar os descontroles de nosso cérebro, pois retardar a busca por ajuda médica somente nos traz sofrimento, ainda que a fase inicial do tratamento seja bem difícil, mas é possível de ser vencida desde que a pessoa tenha como meta ser POP (paciente, otimista e persiste).

          É sabido que o uso de antidepressivo nem sempre traz os mesmos efeitos adversos na fase inicial. Tomando por base o oxalato de escitalopram, medicamento do qual fará uso, algumas pessoas sentem muita fome com ele, outras ficam inapetentes, alguns dormem muito e outros passam a sofrer de insônia. Eu também passei por insônia e inapetência na fase inicial, mas agora tenho o meu organismo normalizado. É comum, quando o paciente passa a ter insônia, o médico passar o medicamento para ser tomado de manhã. Poderá ver isso com seu médico. Caso seja difícil contatá-lo, você poderá fazer a mudança, mas veja bem:

          1- Se já começou a tomar o medicamento, pule um dia sem tomar, e passe a tomar de manhã, após o café. O fato de pular um dia é para não haver super dosagem.
          2- Se ainda não iniciou o tratamento, comece a tomá-lo de manhã, após o café.
          3- Na próxima consulta, peça a seu médico para lhe receitar melatonina (um dos hormônios do sono). Mande manipulá-la para um período de seis meses, pois fica bem mais barata em razão da quantidade.
          4- Na fase inicial do tratamento evite o uso de café, chocolate, refrigerantes cola, etc. Tome chá de camomila pelo menos três xícaras ao dia.
          5- Antes de dormir tome um banho tépido e depois um copo de leite morno.

          Os sintomas ruins, assim como os pensamentos negativos que o acometem fazem parte de seu transtorno. Eles desaparecerão assim que o medicamento começar a fazer efeito. Fique tranquilo. Ao ler os comentários poderá ver que não é o único a passar por isso. O importante é levar a sério a medicação, só parando com o consentimento médico. Saiba também que o antidepressivo não faz milagres sozinho, sendo muito importante mudanças profundas em sua vida. Também já passei por tudo isso, principalmente quanto aos pensamentos negativos. Fiz um trabalho de racionalização e compreensão de minha vida, dando destaque aos pontos positivos, mudando o foco de meus pensamentos sempre que os negativos apareciam. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Exercícios físicos também são de suma importância. Saiba também esperar pelas mudanças. Nada acontece da noite para o dia. Preencha sua vida com coisas boas e não permita que o medo doentio trace os caminhos de sua vida. Como? Fazendo o tratamento e preenchendo o espaço de seu dia com coisas boas. Não deixe de ler os textos que lhe enviei no e-mail.

          Amiguinho, você não se encontra só. Venha aqui quantas vezes quiser.

          Abraços,

          Lu

  22. Aline

    Lu,

    Cheguei no site por acaso, pesquisando sobre esse terror que estou vivendo. Há umas 3 semanas comecei a sentir falta de ar, sufoco e desrealização. Era a síndrome do pânico voltando depois de anos. Desde então não consigo me alimentar, perdi 7 quilos, estou bem debilitada, passei por diversas emergências, tomei reconter, mirtazapina, mas o psiquiatra que me acompanha agora me passou o Deller 50 mg.

    Estão sendo dias terríveis, sensação de estar fora do corpo, cansaço, desespero, angústia, ansiedade para que tudo volte ao normal. Estou há 9 dias tomando o Deller e no auge desses efeitos sinto vontade de desistir, mas algo me diz pra persistir. Preciso de força pra seguir em frente. Será que consigo?

    Que bela atitude a sua ao nos dar uma palavra de conforto nestes momentos difíceis.

    Um beijo!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Aline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, sei que não é fácil conviver com a SP (Síndrome do Pânico). O melhor é saber que você procurou ajuda médica e está sendo medicada. Agora é preciso ter paciência nessa fase inicial, sem dúvida alguma a mais difícil, quando o medicamento faz surgir os transtornos adversos ou reforça os sintomas já existentes. Normalmente essa fase dura cerca de três semanas, tempo necessário para que o organismo passe a receber bem a nova substância. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), pois dias bem melhores encontram-se a caminho.

      Aline, as sensações a que se refere fazem parte dos transtornos adversos, mas lembre-se de que elas são passageiras. Desistir da medicação é preparar-se para sofrer mais ainda com o transtorno do pânico que passa a ser cada vez mais constante, com crises ainda mais severas. A saída mais rápida é a medicação e, se necessário, o acompanhamento psicoterápico indicado por seu médico. No momento você se encontra no olho das crises, pois toma o antidepressivo há um pouco mais de uma semana. Isso acontece com quase todas as pessoas que dão início ao tratamento, mas nada que não consiga ser transposto, como mostram os comentários.

      Lindinha, saiba que terá toda a nossa força para prosseguir em frente, pois somos todos guerreiros em luta contra os transtornos mentais. Logo estará comentando que se sente bem melhor. Continue vindo a este espaço, falando sobre a evolução de seu tratamento. Não se sinta só!

      Beijos,

      Lu

      1. Aline

        Lu, muito obrigada!
        Espero em breve estar aqui falando da minha melhora, se Deus quiser 🙂

        Beijo

        1. LuDiasBH Autor do post

          Aline

          Tenho a certeza de que logo isso acontecerá.

          Abraços,

          Lu

  23. Wellington

    Lu

    Estou aqui para desabafar. Eu sinto que estou melhorando com o Exudus, mas minha cabeça continua estranha, como se estivesse pesada, como se eu estivesse tonto, mas não estou… estou preocupado porque esse sintoma ainda não passou. Hoje vindo ao trabalho, criei coragem e vim a pé, mas senti dores no peito durante a caminhada. Isso me dá medo. Além disso, tenho dores e fraqueza nas pernas e braços, acho que por causa da estatina (remédio de colesterol).

    Você tem algum conselho? Ainda continuo POP, mas esses sintomas físicos me preocupam muito. Hoje é o 38º dia de Exodus.

    Um beijo grande para você e obrigado por tudo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Como já disse anteriormente, o antidepressivo pode levar até três meses para mostrar toda a sua eficiência. O importante é que você continua sentindo melhoras. Através dos exames feitos você já viu que não tem nenhum problema cardíaco. Fique tranquilo, pois nossa mente costuma nos pregar peças, sendo o medo o maior inimigo nesta nossa caminhada. É preciso libertar-se dele. Eu lhe passei a receita do remédio caseiro para colesterol? Veja no YouTube “vinagre de maçã para combater o colesterol”.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Wellington

        Obrigado, Lu pela, ajuda. Eu estou seguindo em frente, vou tirar essas coisas da cabeça. Vou conversar com a minha médica a respeito também. A psicóloga está me ajudando também. Ela está me ensinando algumas técnicas, como a EPR. Vamos em frente!

        Grande abraço,

        Wellington

        1. LuDiasBH Autor do post

          Wellington

          É isso mesmo, meu amiguinho! Trabalhar nossos pensamentos é o caminho mais acertado.

          Abraços,

          Lu

    2. Vanusa

      Oi, Wellington!

      Também estou há cerca de 40 dias com o Escitalopram. Estou sentindo melhoras e as pessoas em volta de mim também perceberam que estou diferente. Comecei a planejar as férias, tenho ido ao shopping e retomei o mestrado. Tive também momentos de felicidade, sentimento que não sentia há meses (também fui diagnosticada com depressão moderada). Mas, eventualmente oscilo e começo a ficar com medos, pensamentos ruins e sentir falta de ar. Ainda assim, eu me animo em saber que a melhora é progressiva e que o remédio ainda tem tempo à frente para fazer mais efeito.

      Você tem conversado com o seu médico sobre esses sintomas? O meu médico disse que vai reavaliar se precisarei aumentar a dose depois de 6 semanas. Ele pesquisa farmacogenética e também me pediu um exame genético chamado MTHFR para avaliar algumas mutações para ver se preciso de doses de methilfolato, complementar ao remédio (essa substância tem um papel importante para a psiquiatria). Comecei a TCC, estou indo pra segunda sessão essa semana. Eu te conto os resultados!

      Mantenha a força amigo. Apesar de eu ainda não estar vendo unicórnios coloridos (rsrs) e ter voltado a ser como eu era antes, estou bem mais feliz do que estava há 6 meses atrás, quando tudo começou, porque agora vejo luz no fundo do túnel e estou confiante de que vou melhorar ainda mais. Pensa no quanto você melhorou nesses últimos 40 dias e como ficará bem se continuar se esforçando e melhorando nos próximos 40 dias!

      Abraço,

      Vanusa

  24. Wellington Autor do post

    Vanusa

    Fico muito feliz que esteja melhorando aos poucos e está sendo POP. Essa nossa saga é bem extensa e já somos grandes guerreiros por isso. Eu estou finalizando a quarta semana agora e sinto, sim, uma grande melhora comparada com a primeira e segunda semanas (Deus me livre!).

    Eu estou fazendo TCC com uma ótima psicóloga e recomendo muito se puder fazer também. Estou na quarta consulta e ela está me ensinando algumas coisas que preciso mudar na minha mente, além de investigar junto comigo a origem desses pensamentos ruins e o que os motiva além de ensinar alguns exercícios. Confesso que ainda tem uma nuvem escura na minha cabeça e que ela não para por um segundo… sou como ela disse “hiperfocado e hiperpensador”, mas com sua ajuda, com a da Lu, do Exodus e da psicóloga, vou vencer. Alias, todos nos aqui venceremos!

    Se eu puder ajudar com relação a minha TCC, só dizer. Vamos trocar experiência para nos enriquecermos juntos. Conte com minha ajuda também nessa saga para desvendar os “segredos” da nossa mente diferenciada.

    Um abraço

  25. Wellington

    Oi, querida Lu!

    Estou aqui para relatar mais um dia com o Exodus.

    Voltei a trabalhar e confesso que já queria arranjar um afastamento para ficar mais tempo e melhorar mais. De qualquer forma, resolvi ir mesmo com medo. Enfrentei até bem a semana e sobrevivi… rs. Em alguns momentos a preocupação vem, alguns sintomas ali, mas no geral foi uma boa semana. Alguns sintomas estão aqui ainda, mas não é toda hora e sinto que estou mais disposto. Posso citar a dor no peito, cansaço, uma estranha sensação na cabeça que não sei descrever direito (peso, meio aérea) e às vezes um leve formigamento/dor nas articulações e pernas e braços (acho que por causa do remédio do colesterol).

    Quero relatar que fui à psiquiatra ontem e conversei sobre esses efeitos que mesmo mais fracos, estão aqui ainda. Ela me disse que eu poderia mudar e tomar o remédio à noite ao invés da manhã ou fracionar em dois, ou seja, meio de manhã, meio à noite. Achei estranho essa menção de fracionar. O que você acha? Eu tenho medo de tomar à noite e atrapalhar o sono, já que estou voltando a dormir normalmente.E fracionar, acho que vai piorar os sintomas, pois estou colocando remédio duas vezes no meu corpo por dia.

    Um grande abraço!

    Wellington

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      É muito bom saber que você voltou a trabalhar, tendo passado uma semana relativamente tranquila. Temos que seguir em frente, sem deixar que os transtornos mentais paralisem-nos, caso contrário acabarão por nos encarcerar. O fato de enfrentar os afazeres diários contribui para fortalecer a nossa autoestima e confiança.

      Fracionar o medicamento, pode ser indicado, sim, sem problema algum. Se está dormindo bem, deveria continuar como está. Muitas pessoas tomam o antidepressivo de manhã porque ele pode afetar o sono à noite (para mais ou para menos). Aquelas que tomam de manhã e ficam muito sonolentas durante o dia, são aconselhadas a tomarem à noite. Quando se faz a mudança de horário, deve-se ficar um dia sem tomar o medicamento, para não incorrer numa super dosagem.

      Abraços,

      Lu

  26. Ligia

    Lu!

    Hoje faz seis dias que aumentei a dose de Fluxetina de 20 para 40 mg. Essa madrugada passei muito mal! Achei que meu coração fosse sair pela boca de tão acelerado que ficou! Tive uma crise de ansiedade muito forte! Estou tendo também pontadas na cabeça que vem do nada! Lu, me ajude Lu! Até quando vai durar isso?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Como já disse, é normal que ao aumentar a dosagem do antidepressivo, a pessoa sinta os efeitos adversos que teve no início do tratamento, pois o organismo está passando por uma nova readaptação. Portanto, não se apavore com a crise de ansiedade que sentiu, pois logo tudo isso passará. É preciso ter paciência, ser POP e continuar o tratamento. As pessoas otimistas sentem os resultados positivos mais rapidamente. Não deixe de ler os textos explicativos do blogue, pois informação é poder.

      Beijos,

      Lu

  27. Ligia

    Oi, Lu!

    Fui ontem ao meu médico e ele aumentou a Fluxetina de 20 para 40 mg! Estou com medo de tomar, principalmente por causa da piora da ansiedade nos primeiros dias! Ele aumentou porque ainda continuo com muitos sintomas de ansiedade.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Não há motivo para ter medo. A dosagem é aumentada quando o psiquiatra vê necessidade. Ainda que haja uma piora nos primeiros dias da mudança, isso logo passará. O importante é que a melhora seja permanente, uma vez que a dosagem de 20 mg está sendo insuficiente. Coragem, amiguinha, pois afinal é uma grande guerreira POP. Dê logo início à nova prescrição médica.

      Beijos,

      Lu

  28. José Airton

    Lu, parabéns por ajudar tanta gente!

    Eu passei por todo esse perrengue de mudança de antidepressivo e a suspensão abrupta de seu uso. Foi um processo de muito sofrimento, meu médico prescreveu a venlafaxina de 75 e com uma depressão muito severa não acreditava na melhora, mas passados cerca de 35 dias de uso já me sinto bem melhor, mas estou com dificuldade pra estabelecer uma nova rotina de vida. Fico ainda entediado nos finais de semana. Será que esta dificuldade é por que ainda estou com sintomas da depressão? Tenho 48 anos e me sinto meio perdido.

    1. LuDiasBH Autor do post

      José Airton

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, como você já deve saber, todo antidepressivo provoca efeitos adversos no início do tratamento, pois o nosso organismo rejeita a substância estranha. Contudo, depois de um tempo, medicamento e corpo passam a se dar muito bem e, quando o primeiro falta abruptamente, o corpo ressente. Por isso, é sempre necessário o desmame. A Venlafaxina vem sendo usada por muitos frequentadores deste espaço com muito sucesso.

      É normal o fato de você ainda se sentir meio entediado, pois seu tratamento ainda é relativamente novo. Há pessoas que só têm uma resposta completa após três meses. O importante é que vá devagar, acompanhando o ritmo de seu corpo. Não deixe de praticar algum exercício (caminhada, por exemplo, o que o ajudará muito. Não há porque se sentir perdido em meio a tantas pessoas que convivem com o seu mesmo transtorno em todo o mundo. O modo como olhamos a vida é importante para o nosso tratamento. Os otimistas obtêm resultados mais rápidos. Mude o seu foco. Viva apenas um dia de cada vez e conte sempre conosco.

      Abraços,

      Lu

  29. Wellington

    Lu e amigos,

    Cá estou eu para contar mais uma parte da minha saga com o Exudos. Hoje é o 17º dia de 10 mg. Posso dizer que melhorei mais um pouco. Alguns sintomas estão mais fracos, como as dores no peito e a queimação. Outra coisa que melhorou foi a “gravidade”, parece que agora ando normalmente, sem sentir aquela sensação estranha. Ainda tenho o cansaço, não está tão forte, mas está aqui ainda. Os pensamentos de que vou morrer diminuíram, mas ainda ficam quando aparecem sintomas físicos dor no peito, queimação). Minha pressão arterial também está melhor graças a Deus.

    O que fica ainda é o zumbido estranho no ouvido direito, não é perceptível durante o dia, mas à noite é bem chato. Outra coisa que acontece, algumas vezes, é uma fome absurda com fraqueza e calor no corpo, eu tenho que comer alguma coisa para ficar melhor.

    Bom, por enquanto é isso que tenho para relatar, sinto-me “melhor”, mas ainda não totalmente. Espero que fiquemos todos bem o quanto antes.

    Um forte abraço para você, Lu, e também para a Vanusa. Vocês são seres iluminados.

    Wellington

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      É muito bom saber que você já começa a ver luz no fim do túnel. Ainda que não totais, as melhoras são bem acentuadas, o que é uma excelente notícia. Esses pensamentos ruins não tardarão a desaparecer, também. Mas lembre-se de que você também tem que fazer a sua parte, pois o antidepressivo sozinho não realiza milagres. A conscientização de que tais sintomas não são fatores de perigo é o primeiro passo. Somente você poderá mudar o rumo de seus pensamentos, sempre que necessário.

      Quero lhe dar os parabéns por sua luta e coragem. Você é realmente um guerreiro POP! Continue sempre assim, amiguinho.

      Abraços,

      Lu

    2. Vanusa

      Wellington

      Estamos aqui para nos ajudar. Como você está se sentindo nesta semana?

      Abraço!

      1. Wellington

        Oi, Vanusa!

        Voltei hoje a trabalhar. Ainda sinto algumas coisas:

        – Cansaço (está menos forte)
        – Dor no peito (não sempre, mas de vez em quando me dá medo)
        – Cabeça estranha, como se eu fosse zumbi, sei lá. Parece pesada eu fico lento.
        – Minha pressão está mais controlada.

        No geral, eu me sinto melhor. Sinto uns desânimos e fico checando meu corpo o tempo todo para ver os sintomas. É o 24º dia do Exodus 10 mg. Não vejo a hora de me sentir 100%. Sem dores e essas sensações estranhas. Por favor, me fale como você está também 🙂

        Continuemos POP!

        Um abraço para você e a Lu que estão me ajudando tanto,

        Wellington

        1. Vanusa

          Wellinton

          Estou no 24º dia de escitalopram 10mg, e ainda tenho alguns sintomas também, como cansaço, tontura e falta de ar, mas estão mais fracos. Estou feliz que voltou ao trabalho. Recomeçar para mim foi difícil após a licença de 15 dias, mas logo já peguei o ritmo de novo. Eu tive essa sensação de lesera, lentidão, cabeça pesada, mas foi passando com os dias.

          Eu também fico checando o meu corpo para ver os sintomas físicos! Isso é próprio do nosso quadro, de não conseguirmos desviar o pensamento para outra coisa. Mas assim que atingirmos o equilíbrio vai resolver. Por isso, não podemos parar o tratamento de forma alguma.

          Queria compartilhar que ontem eu tive consulta com meu psiquiatra (maravilhoso) e ele me animou MUITO acerca do tratamento. Lógico que às vezes ficamos receosos de não dar certo. Eu estava com medo de precisar trocar o remédio e voltar pra fase de adaptação. Mas ele disse que o escitalopram melhora a maioria das pessoas e que se eu não ficar bem, ainda temos a possibilidade de fazer novos ajustes na dose. Ele me falou que até agora tudo que aconteceu comigo está dentro do esperado e que os benefícios começam a partir da terceira semana, mas que precisamos esperar até a sexta semana para conseguirmos avaliar, porque o remédio ainda vai fazer efeito. Ele notou que estou um pouco melhor e tem certeza que vou me recuperar. E me indicou para fazer a TCC (Terapia Cognitivo Comportamental). Eu já faço terapia há 5 anos, mas com a linha da psicanálise. Eu não vou parar a psicanálise, porque também é importante, mas vou adicionar a TCC por alguns meses para ajudar. Ele disse que a TCC ajuda muito quem está com pânico e ansiedade, porque dá ferramentas para você conseguir lidar com as crises.

          Abraço pra você e para o nosso anjo que é a Lu!

          Vanusa

        2. Well

          Olá, Wellington!

          Eu também postei um comentário sobre a minha situação. Quanto aos zumbidos, também os tenho. Essa agonia começou por isso, tonturas e zumbidos, razão pela qual me apavorei no início, procurando todos os médicos até chegar a um psiquiatra. Eu estou tomando PAROXETINA, já fiz meu relato sobre a medicação. Boa sorte!

  30. Maria Claudia

    Oi, Lu! Passando para dar notícias.

    Não são muito boas, mas não tenebrosas. Nada com que eu já não esteja familiarizada, que eu desconheça, mas que me deixa cansada.

    Eu estava razoavelmente bem com a Venlafaxina, mas agora que me conheço melhor, sinto o efeito indo embora e os dias de tormenta retornando. Uma montanha russa nada agradável das minhas emoções, dos meus sentimentos. Venho alternando tristeza profunda, apatia, desânimo, picos de euforia, de ódio do mundo, de vontade de amar as pessoas, vontade de exterminar metade da humanidade e daí por diante.

    Nos dias de tristeza sinto como se uma sombra me envolvesse. Eu choro aquele choro de soluçar, que nem criança. Do nariz ficar inchado e vermelho e os olhos arderem. As pessoas notam, a cidade é pequena, e muitas vezes escuto de comerciantes conhecidos: você está com uma carinha de cansada. E é o suficiente pra que eu precise segurar as lágrimas e não desabar na frente de um estranho conhecido, me agarrar a ele e chorar todas minhas dores e mágoas.

    Quando vem a euforia, que não dura muito, consigo fazer várias coisas. O que acontece também é que estou sobrecarregada demais, a frente de tudo em casa, absolutamente tudo. Não tenho tempo pra mim. Aliás até teria se não fosse o maldito vício em redes sociais. Ainda mais em época de eleições.

    Estou anti-social. Não quero conhecer gente nova, não quero conversa, se vejo algum amigo na rua desvio o caminho. Tenho me isolado mesmo. Sinto preguiça de sair, de conversar, de conhecer alguém. Irrita-me pensar nisso.Tenho sentido dores no corpo, na coluna, durmo com a dor e acordo com ela.

    Meu médico é só dia 03/10, estava sem grana pra consulta e tive que adiar. Eu podia resumir em cansaço, estresse, mas sei que é bem mais que isso… Sem falar na TAG que me acompanha na tristeza e na alegria. Vou aguardar sua resposta, porque você sempre faz com que eu me sinta melhor.

    Beijo grande!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Claudia

      Pelos comentários e e-mails que tenho recebido, acho que metade do país está passando por isso. Vivemos uma época amargurada, tentando sobreviver no caótico mundo das sombras que pairam sobre o Brasil. Eu deveria dar-lhe um suporte emocional, mas devo lhe dizer que ando no mesmo barco, vivenciando altos e baixos. Sei que precisamos ser POPs para alcançar a outra margem deste turbulento rio. A esperança e a bondade haverão de vencer, sempre!

      Amiguinha, parte do que você anda sentindo é efeito do período turbulento que ora vivemos. As emoções acabam explodindo em desesperanças, choros, incertezas, desencantos, indignações… A gente já nem sabe mais o que é transtorno mental e estresse. Virou tudo um mingau amargo. Mas, como bem disse o amado Chico Xavier: Tudo passa!

      Um beijo em seu coração,

      Lu

  31. Wellington

    Lu e pessoal

    Estou aqui de novo. Esqueci de falar que tomo também Vytorin pra colesterol. Será que os efeitos são devido a eu tomar os dois remédios? A minha psicóloga disse que não… Mas agora pensando. Quase não dormi essa noite… Afff…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Sua psicóloga está correta. Muita gente toma remédio para colesterol e antidepressivo. Fique tranquilo. Quanto ao colesterol, estou seguindo uma receitinha dada na tevê por um entrevistado (acho que era médico): Um litro e meio de água, meia garrafa de vinagre de maçã e três colheres de mel. Misturar e colocar na geladeira. Tomar 50 mg meia hora antes do almoço e do jantar. Ainda não fiz exame para ver o resultado.

      Abraços,

      Lu

      1. Wellington

        Lu

        Pode me responder quando fazer exame para ver se diminuiu o colesterol? Acho que seria legal eu seguir essa dieta ao invés de remédios. Vou falar com meu cardiologista também.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Wellington

          Estou tomando o “remédio” há mais de um mês, mas não sei se realmente está fazendo efeito. Em novembro irei fazer exames para comprovar, pois não sei qual é a credibilidade da receita. Foi lançada em livro na tevê, mas não me lembro mais quem foi o autor. Você não deve parar com o remédio do cardiologista. Poderá usar esse junto, pois não tem nada que prejudique (vinagre de maçã, mel e água).

          Encontrei a fonte. Assista ao vídeo:

          Abraços,

          Lu

  32. Ligia

    Lu!

    Aqueles pensamentos de morte e desespero passaram na semana passada… Mas voltaram com tudo nessa última sexta feira. E continuam até agora! Por que será, Lu? Será que a dose de Fluxetina está baixa ou será que é ela que esta me causando isso? Ja não tomo mais o bca e nem frontal.

    Ajude-me, Lu!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Esses altos e baixos do tratamento são normais, até que nosso organismo possa obter um progresso continuado. Como não há um exame que se possa fazer para saber qual caminho seguir, o tratamento vai sendo feito através de experiências com medicamentos e dosagens. Esta fase exige muita paciência por parte da vítima dos transtornos. Somente seu médico, conversando com você, poderá avaliar quais são as causas. O que se precisa ter mesmo é paciência e otimismo, pois nenhum medicamento age sozinho sem a ajuda da pessoa. É essencial uma interação ativa entre o comportamento do paciente e o medicamento, sendo que um ajuda o outro. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e compreenderá melhor o que lhe digo. Veja também os filmes que cito na última postagem que fiz no blogue. Comece por TOC TOC que se encontra na Netflix ou no YouTube. Preencha sua mente com coisas diferentes, mude seu fluxo, busque alimentar pensamentos positivos.

      Volte a dar-me notícias.

      Beijos,

      Lu

  33. Vandisa

    Lu

    Que bom encontrar esse cantinho… gratidão!

    Lendo os comentários, comecei a ter coragem pra tomar o remédio.Tomo Fluoxetina há quase dois anos e desde o mês passado piorei da ansiedade e pânico. Mudei de médico e ele me passou o Oxalato de Escitalopram, disse pra eu parar com a Fluoxetina e já no dia seguinte iniciar com ele, mas ainda não tive coragem, pois pelo que li na bula e nas pesquisas, a parada deve ser gradual e ter uma pausa de 15 dias pra começar o outro. Até conversei com o psiquiatra, mas ele continuou falando pra fazer dessa forma. Não sei como vou fazer, tenho medo que além de ter os efeitos adversos também possa ter a síndrome da serotonina.

    Gostaria da sua ajuda!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vandisa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Também já tomei a fluoxetina por muito tempo, mas meu organismo acostumou-se com o seu uso continuado. Isso é normal, devendo então haver a mudança para outro medicamento. Atualmente tomo oxalato de escitalopram com o qual tenho me dado muito bem.

      Amiguinha, os médicos não têm sidos unânimes quanto a aguardar ou não um tempo entre a fluoxetina e o oxalato de escitalopram. Alguns exigem e outros não. Muita gente aqui parte imediatamente de um para o outro medicamento. De qualquer forma o que manda é a prescrição do seu médico, pois toda a responsabilidade passa a ser dele. Se aguentar esperar os 15 dias, aja assim, se não, confie nele e siga avante. Faça aquilo que lhe passar mais segurança.

      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Vandisa

        Lu!
        Muito obrigada pela atenção!Sempre me senti muito sozinha em relação ao meu transtorno e com muitas dúvidas e perguntas. Poder compartilhar com alguém, além dos profissionais, é muito gratificante. Se Deus permitir, volto pra contar minha luta!

        Um beijo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Vandisa

          Você aportou no cantinho certo, pois aqui formamos uma grande família. Não mais se sentirá sozinha. Volte sempre que sentir vontade. Jamais se sinta só.

          Beijos,

          Lu

  34. Wellington

    Lu e amigos

    Estou aqui novamente para relatar mais um pouco da minha saga com o Exodus. Hoje é o sétimo dia com 10 mg e estou bem estranho, sinto coisas assim (não necessariamente ao mesmo tempo):
    – Dores no centro do peito
    – Queimação no peito que vai para os dois braços
    – Um cansaço que Deus me livre. Só para se ter uma ideia. Para limpar minha casa, apenas varrer foi absurdo de cansativo. Não transpirei nem nada. Mas é um cansaço que tive que parar no intervalo de uma tarefa para outra
    – Essa noite começou um zumbido novo no meu ouvido. Muito estranho.
    – Acordei com as pernas e braços dormentes. Acho que devido à posição, não necessariamente o remédio
    – Peso na cabeça
    – Dores de cabeça
    – Cabeça estranha. Pesada
    – Sensação estranha quando ando. É como se a gravidade ficasse mais forte.

    O engraçado é que quando terminei as tarefas, eu me senti melhor um pouco. Talvez porque eu tenha esquecido um pouco o problema. Ainda fico pensando que vou morrer, que tenho um problema. Mas tenho que ser POP não é? Não posso me entregar. Mas confesso que penso em largar o remédio.

    A coisa boa é que a ansiedade parece ter diminuído um pouco já. Comecei com uma psicóloga para tentar ajudar no meu tratamento. Farei a tal terapia cognitiva comportamental. Espero que ajude.

    Lu está muito difícil. Muito mesmo. Consegui férias do trabalho. Mas só fico em casa pensando. Tenho medo de sair, pois as dores me incomodam… Que fase! Mas vamos lá, serei POP. Continuarei voltando aqui para contar minha saga.

    Abraços,

    Wellington

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      O início do tratamento está judiando com você, não é meu amiguinho? A Ciência ainda não sabe explicar o porquê de alguns organismos reagirem melhor ao antidepressivo quanto aos efeitos adversos em algumas pessoas, e simplesmente levar outras a um sofrimento que parece não ter fim. Não sou poucos os que aqui chegam como você, mas o bom é que, depois de tanto sofrimento, a luz acaba surgindo no final do túnel. E, como diz um conceituado escritor, também vitimado por transtornos mentais, esses são doenças de guerreiros. E como somos!

      Como já lhe disse, Wellington, você se encontra ainda no olho do furacão que está prestes a deixá-lo no chão. É necessário mais um pouco de paciência para superar o tempo que falta (cerca de duas semanas). Sempre que a dosagem é aumentada, deve-se contar o tempo imediatamente após.

      Você escreveu algo que me surpreendeu muito: “O engraçado é que quando terminei as tarefas, eu me senti melhor um pouco. Talvez porque eu tenha esquecido um pouco o problema”.

      Ainda que inconscientemente, você descobriu o pulo do gato, ou seja, nós precisamos ajudar o antidepressivo a nos ajudar. É isso mesmo! Ao desviar sua atenção para as tarefas, sua mente viu-se livre dos pensamentos ruins e teve um pequeno descanso. Devemos agir exatamente assim, trocando nossos pensamentos, interagindo com os afazeres, pessoas, animais e, sobretudo, acreditando no poder regenerador de nosso corpo. Quanto mais curvarmos nossa cabeça, mais frágil ela se torna. Daí a necessidade de continuar POP, principalmente quando as dificuldades parecem ainda maiores.

      Não pare a medicação por conta própria. Isso somente o fará retroceder, tendo que voltar a ela com crises mais fortes, dando início a todo o tormento da fase inicial. Converse com seu médico. A terapia cognitiva comportamental irá ajudá-lo muito (já escrevi sobre ela aqui neste espaço).

      Wellington, você pode até não perceber, mas já sinto que está melhor. O encadeamento de seu comentário, a clareza, o modo como se expressou e pôs para fora seus medos e emoções, deixou evidente para mim que se encontra bem melhor da ansiedade. Avante, meu amiguinho! Você está junto com muitos amigos nesta caminhada. Não se sinta só.

      Gostaria que relesse os textos (procure na parte de pesquisa do blogue) OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e também INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Há também uma postagem nova (na primeira página) sobre filmes que falam sobre transtornos mentais. Veja inicialmente TOC TOC (Netflix e Google) e depois me diga o que achou.

      Tudo irá passar, meu amiguinho! Fique tranquilo! Não tardará a superar tudo isso e sentir como a vida possui mais valor ainda. Escreva-me sempre!

      Abraços,

      Lu

    2. Vanusa

      Wellington

      Fique tranquilo. Eu também estou no início do tratamento com Escitalopram e estou sentindo tudo isso que você relatou e algumas coisas a mais. Como meu organismo é muito sensível, eu fiquei com a dose de 5 mg por uns 20 dias e há 7 dias aumentei para 10 mg. Depois de uns 18 dias com a dose de 5 mg, os efeitos colaterais realmente começaram a melhorar. Eu fiquei de licença do trabalho durante esse período. Mas, o que me ajudou muito a dispersar os sintomas foi (mesmo estando afastada do trabalho) ter todo dia uma atividade que me ajudasse na recuperação da saúde e equilíbrio: caminhadas diárias ao ar livre, acupuntura, meditação, tomar chá com a minha mãe nos cafés aqui do bairro, ir à academia do prédio. Várias vezes eu fui andar ao ar livre empurrada pelo meu noivo, estando super zonza e com essa sensação estranha ao andar. E sempre voltava me sentindo melhor! Vamos continuar otimistas pela nossa recuperação, amigo.

      Abraços,

      Vanusa

      1. Wellington

        Vanusa

        Obrigado pelo seu depoimento.

        Estou tentando e acho que estou melhorando. O problema ainda é o cansaço, as dores e a queimação no peito. Você sente esse cansaço ainda quando faz suas atividades? Fico assustado com meu coração a mais de 100, apenas ficando em pé ou andando um pouco. Que fase ruim… não consigo tirar isso da cabeça.

        Abraços,

        Wellington

        1. Vanusa

          Wellington

          Sinto bastante cansaço e baixa energia principalmente na parte da manhã. Eu li em um comentário da querida Lu que alguns efeitos colaterais vão embora mais rápido e outros persistem um pouquinho mais. O importante é que a gente perceba que estamos melhorando progressivamente e nos mantenhamos POP. No meu caso, eu também tenho respeitado o meu corpo, sem forçar muito. Quando estou cansada eu faço uma pausa para descanso. Uma dica: eu já faço acompanhamento nutricional há um tempo, a dieta é importante para ajudar no cansaço. Se estiver com dificuldade em comer, faça sucos nutritivos (ex: cenoura com beterraba, couve, etc.). Eu também não como alimentos processados e refinados, eles pioram a nossa disposição.

          Beijos

          Vanusa

  35. Vanusa

    Lu!

    Eu agradeço imensamente a sua generosidade e a força que tem me dado neste início de tratamento!

    Conforme te informei, comecei com 5 gotas de lexapro. Na semana passada fui aumentando a dose e estou há 4 dias com 10 gotas. Hoje acordei com a cabeça meio vazia, esquecida, deprimida e com a sensação de respiração fraca. Isso é normal na readaptação da dose aumentada, certo?

    Uma dúvida que eu tenho é como a gente sente que o remédio fez efeito? Sempre leio nos depoimentos que as pessoas passaram a se sentir bem e ter suas vidas normais (meu sonho atualmente), mas fico na dúvida como vai acontecer e se vai acontecer comigo. Às vezes sinto como se não fosse dar certo comigo e que nunca mais vou voltar ao normal.

    Um grande abraço, querida!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanusa

      Ao que me parece você chegou na dosagem que seu médico quer: 10 gotas. Se assim for, passe a contar a partir do dia em que começou a tomar tal dosagem. Se a toma há quatro dias, deverá começar a livrar-se dos efeitos adversos daqui a duas semanas e meia, mais ou menos. Eles irão enfraquecendo até desaparecerem por completo. Portanto, ainda se encontra no olho do furacão, não se assuste com eles. Siga em frente, companheira! Força no manche!

      Você saberá quando o remédio fizer efeito, a começar pela ausência dos transtornos adversos e com o aumento de sua disposição. É claro que irá acontecer com você, amiguinha, a menos que seja uma “robozinha”… risos. Sou eu agora quem quer saber o que estará sentindo quando estiver bem. Fica me devendo essa!

      Um grande beijo,

      Lu

      1. Vanusa

        Querida Lu,

        Vim relatar o meu progresso no tratamento. Estou há 16 dias com 10 mg do escitalopram. Na semana passada, meu noivo, familiares e colegas de trabalho notaram minha melhora. Comecei a ter pouquíssimos efeitos colaterais do medicamento e a me sentir mais disposta. Consegui trabalhar bem no desenvolvimento dos meus projetos assim como fazia antes. Comecei também a ter pensamentos diferentes daqueles que a TAG gera: a pensar nas próximas férias, consegui ir ao shopping e quis sair para jantar com meu noivo (coisa que não fazia há meses). Apesar da disposição, senti alguns momentos de euforia um pouco estranhas, risos
        Como você sempre diz, é como se fosse uma luz no fundo do túnel!

        Esta semana tive uma recaída. Não sei se o fato de eu menstruar pode ter contribuído para isso. Ontem comecei a sentir novamente a sensação que a respiração ia sumir, a ficar um pouco mais abatida e com pensamentos ruins. Sei que o tratamento está muito no início ainda e que essas oscilações devem ser normais. Então, vou continuar POP e volto aqui para te dar notícias.

        Grande beijo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanusa

          Sinto-me muito alegre com as suas boas notícias. Parabéns, guerreirinha!

          Amiguinha, como digo sempre, a vida de todo ser humano é um lidar constante com altos e baixos. Isso faz parte da natureza humana. Nem é preciso ter transtornos mentais para entrar neste ciclo. A existência de cada um de nós é assim e ponto final. O que podemos escolher é como lidar com os baixos. Isso, sim, faz toda a diferença. Nenhum antidepressivo é milagroso. Metade do tratamento cabe a nós, aprendendo, sobretudo, a ser tolerantes com nós mesmos e com os que nos rodeiam. O modo como direcionamos nossa vida, muitas vezes mudando pontos de vista e, sempre, buscando viver um dia de cada vez, é a outra parte de nosso tratamento.

          O período menstrual afeta toda mulher, pois descarrega em seu corpo muito hormônio. É fato que ele contribuiu para o seu estado emocional. Como já lhe disse, racionalize sempre que sentir a respiração sumir. Lembre-se que isso não está acontecendo de fato, mas apenas no seu pensamento. Enfrente com coragem, não deixe que o “medo” direcione sua vida. Tome você as próprias rédeas. Certa vez fui à Gruta de Maquiné (MG) e tive medo de entrar (claustrofobia), mas ao ver uma garotinha de seis anos entrando na maior felicidade, usei aquilo para dar a volta por cima. Foi tudo maravilhoso!

          Leia o texto: OS DESAFIOS IMPEDEM A ESTAGNAÇÃO

          Um grande abraço,

          Lu

  36. Wellington

    Lu e amigos

    Estou voltando para dizer que estou no terceiro dia com 10 mg do Exodus. E está bem difícil. Aquela sensação de ansiedade está mais fraca, mas as dores no peito e um cansaço absurdo estão aqui, não dá para explicar. Além disso, eu me sinto estranho… lento. Estou escrevendo do trabalho e está muito difícil me concentrar. Estou pensando seriamente em pedir férias e ficar em casa nesse período.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Agora que a sua dosagem foi aumentada, a tendência é equilibrar seu organismo. É normal que ainda continue sentindo os efeitos adversos, pois ainda se encontra na fase inicial do tratamento. Eles irão diminuindo até desaparecerem por completo. Seja POP! Se as dores no peito não diminuírem, aconselho-o a procurar seu médico para avaliar seu quadro e, se necessário, mudar a medicação.

      Amiguinho, caso tenha tempo para tirar férias, seria muito bom passar essa fase inicial em casa, até ter seu organismo normalizado. Se não tem, tente pegar quinze dias de licença, se tiver certeza de que isso não irá prejudicá-lo, pois emprego neste país enlouquecido é ouro e não se pode perder o que se tem.

      Abraços,

      Lu

  37. Ligia

    Lu

    Posso dizer que estou 50% melhor do que da última vez que falei com você. Durante o dia ainda tenho vários pensamentos ruins, o que me dá até medo! Você acha que vai normalizar ainda?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Claro que sim! A sua melhora é uma prova disso. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo estará muito bem e feliz. Mas não vá se esquecer deste cantinho.

      Beijos,

      Lu

  38. Wellington

    Olá, Lu e pessoal!

    Acompanho o blog já há bastante tempo e sou mais um neste mundo lutando contra esta doença que habita minha mente. Meu caso é com relação à ansiedade. Tenho muita ansiedade e ela é muito forte.

    Antes, eu fazia corrida e academia. Tinha uma vida saudável. Até que um dia na academia eu, fazendo um exercício tranquilamente, meu coração começou a acelerar, minha vista embaçou, minhas pernas e mãos ficaram dormentes. Entrei em desespero. Fui ao PS e lá fizeram eletrocardiograma e aquelas coisas mais. Desde então a ansiedade toma conta de mim. O meu problema é a dor no peito que não passa, fico o tempo todo com ela.

    Comecei a tomar Exodus, mas sinto meu peito arder/queimar e minha pressão sobe, chega a 16×9 (o pior é que ela está variando muito. Já fui ao cardiologista e fiz todo tipo de exame e tudo dá normal. Mas a minha cabecinha não desliga, fico o tempo todo pensando que vou morrer, ter um infarto. Fui até ao PS hoje e fiz um eletrocardiograma e não deu nada. Estou aqui em casa, triste, com o ardor no peito, pressão alterada. Não sei o que faço mais, é muito triste, dificil. Por favor, alguém aqui teve esse “ardor/queimação” no peito tomando o Exodus… é “esperado” esse efeito?

    Obrigado, Lu, pelo espaço que nos concede e continue sendo essa pessoa muito legal e otimista.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellingtono

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Meu amiguinho, conviver com o transtorno da ansiedade não é fácil, pois quanto maior é a ansiedade, mais sofridos serão sintomas. Ainda que seja difícil, após haver feito um monte de exames e ter concluído que os resultados foram normais, você precisa trabalhar com a racionalização, para que não fique correndo para o PS desnecessariamente. Isso só o fará sofrer mais ainda. Procure se acalmar e reconhecer que tudo é criado pela doença.

      Wellington, o que lhe aconteceu na academia foi uma crise de pânico. Ela chega assim mesmo, sem mandar nenhum aviso. Imagino que tenha procurado ajuda médica logo a seguir, pois, se não controlado, o Transtorno do Pânico tende a ter crises cada vez mais agudas.

      O fato de você ainda continuar em crise, após ter passado o período inicial do tratamento (cerca de duas a três semanas), leva-me a crer que a dosagem encontra-se muito baixa. Penso que seja necessária a volta ao psiquiatra para que ele a avalie, pois a função do antidepressivo é oferecer-nos qualidade de vida. Não são poucas as pessoas com o TAG que aqui vêm, mas elas conseguem controlá-lo com o medicamento. Você me disse que toma 5 mg, o que é uma dosagem muito baixa no seu caso. Assim que houver o controle dessa, tudo voltará ao normal.

      Amiguinho, todo antidepressivo apresenta efeitos colaterais que são mais fortes ou mais brandos de acordo com o organismo de cada pessoa. Você não me disse há quanto tempo toma o medicamento, mas se for há mais de um mês, sua pressão alterada e o ardor e queimação no peito podem ter a ver com o TAG que ainda não foi controlado. O retorno ao psiquiatra e a exposição dos sintomas fará com ele tenha mais pontos para fazer uma boa avaliação. Você diz que não sabe o que deve fazer, mas eu lhe digo: retorne ao psiquiatra, em vez ficar indo ao PS. Somente ele poderá interferir em seu tratamento. Ele avaliará se a dosagem está insuficiente, se deve aumentá-la ou mudar para outra medicação, ou até mesmo acrescentar uma segunda.

      Assim como você, eu tomo o oxalato de escitalopram (compro sempre o mais barato) há quase cinco anos. Eu me dou muito bem com ele. Nunca mais tive crise de pânico. E, se ela dá sinal, eu não ofereço resistência, desvio o meu pensamento e logo tudo passa. Quanto maior for a resistência, mais forte é a crise.

      Wellington, gostaria que fizesse outro comentário, contando-me há quanto tempo faz tratamento, a dosagem e a sua idade.

      Abraços,

      Lu

      1. Wellington

        Lu

        Como o mundo é um lugar maravilhoso, principalmente conhecendo pessoas como você que se dedicam e ajudam tantos como eu. Obrigado de verdade!

        Hoje, graças a Deus, eu não estou tão mal. O ardor está aqui, vai e volta, mas minha pressão parece estar normal. Tenho 32 anos e daqui a alguns dias farei 33. Escrevi um monte de coisa e esqueci o principal: hoje é o meu 5º dia de Exodus. A psiquiatra me disse para tomar 7 dias 5 mg para me acostumar e depois aumentar para 10 mg.

        Eu bem que tentava “controlar” sozinho a ansiedade, procurei tanta coisa na internet para me ajudar (foi assim que te encontrei), pois tinha medo dos remédio (eu li a bula… coisa de ansioso). Estou em busca de uma psicóloga para tentar me adaptar a tudo isso. Como disse, minha cabeça não desliga de jeito nenhum. Fico martelando o dia todo: se eu morrer, meu coração vai parar, será hoje meu último dia, e por aí vai. Acho que a psicóloga vai me ajudar. E os sintomas da minha ansiedade são sempre no peito, dói, arde, aperta, pesa… daí a cabeça fica a mil.

        Espero que o remédio me ajude e espero também que aprenda a ajustar minha cabeça para resolver isso…

        Obrigado mais uma vez e obrigado por ser tão iluminada.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Wellington

          Agora está explicado, ou seja, você se encontra na fase inicial do tratamento quando os efeitos adversos aparecem, mas em torno de duas a três semanas, normalmente, eles desaparecem. Fique tranquilo. Muitos médicos iniciam o tratamento com uma dosagem menor e aumentam depois. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) principalmente nesta fase. Logo estará bem. Irá passar seu aniversário bem tranquilo.

          Como já lhe disse, todo antidepressivo traz transtornos adversos. Saiba que as crises de pânico não causam risco de morte, embora sejam terríveis. Por isso, os exames dão todos negativos. Num dos links que lhe passei, o Prof. Hermógenes ensina-nos como passar por elas, eliminando o medo e a tensão. É preciso trabalhar sua mente para conseguir se desligar. O remédio ajuda 50%, mas a outra parte pertence ao doente, principalmente na fase inicial. Procure racionalizar, dizendo para si mesmo que tudo o que está sentindo é passageiro e logo estará bem.

          Wellington, saiba que você não irá morrer por isso, embora seja uma situação penosa. Seu coração não irá parar e tampouco será seu último dia de vida… risos. Ler a bula é mesmo aterrador. Todos sentem medo. Para melhor superar esta fase, mantenha contato com seu médico. Alguns profissionais costumam passar um ansiolítico para o doente superar os transtornos iniciais, quando muito fortes. Converse com seu médico a respeito disso. Procure ver filmes relaxantes, sair com os amigos, retornar à academia e ler os artigos referentes aos transtornos mentais que estão presentes em nosso espaço. Procure tomar chá de camomila e melissa. Sucos naturais gelados também acalmam bastante.

          Amiguinho, nesta fase inicial principalmente, continue mantendo contato conosco. Sempre que não se sentir bem, venha aqui aliviar sua tensão. Saiba que não se encontra sozinho nesta caminhada.

          Abraços,

          Lu

  39. Ligia

    Lu

    Minha consulta é dia 27/09, estou pensando em esperar antes de tentar adiantar, porque até lá possa ser que já tenha retomado o meu estado normal. Corro o risco de alterar o remédio sem necessidade! O que você acha? O meu pensamento está certo?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Através de seus últimos comentários eu tenho percebido que vem melhorando. Acho que está certa ao querer esperar, o que demonstra que, ainda que lentamente, seu estado de saúde vem se equilibrando. Como é também uma guerreirinha POP (paciente, otimista e persistente), tenho a certeza de que está vencendo a batalha contra a dona deprê que a acometeu. Parabéns!

      Abraços,

      Lu

  40. Ligia

    Lu, não entendi, se eu já tomo antidepressivo, porque eu teria que pedir outro medicamento para a psiquiatra.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você não irá pedir outro medicamento para a psiquiatra. Ela que irá avaliar o seu quadro e decidir o que fazer. Muitas vezes o uso de outro antidepressivo junto contribui para acelerar a recuperação. Mas não se preocupe com isso.

  41. Ligia

    Lu
    O último comprimido de alprazolam que tomei foi no sábado, mas hoje é terça-feia e ainda continuo mal! Eu já não eliminei todo ele do meu organismo?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você já eliminou, sim, mas quando caímos em depressão, precisamos de um tempo maior para que nosso organismo recupere o vigor de antes, ainda que tenhamos parado de tomar esse ou aquele remédio. Aconselho-a a voltar à sua médica para que ela analise o seu quadro e veja se é necessário usar outro medicamento para apressar a sua melhora. Gostaria que lesse o texto da Isamara, publicado no site ontem.

      Beijos,

      Lu

  42. Ligia

    Lu
    Você já ouviu relatos que o alprazolam causou como efeito colateral depressão e pensamento suicida? Mesmo que com o uso pontual, não rotineiro, como no meu caso? Obrigada pela força!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Já ouvi, sim. Algumas pessoas tiveram que parar com o medicamento.

      Abraços,

      Lu

  43. Ligia

    Lu
    A Fluoxetina não era para estar evitando esse meu estado depressivo e suicida? Tomo há quase três meses 20 mg. Estava super bem. Agora que deu esse negócio ruim.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Como já disse, pode ter havido uma interferência do suplemento ou o alprazolam pode ter causado a reação. Não lhe contei sobre a caipirinha que tomei e interferiu na fluoxetina? Na época, eu já a tomava há muito tempo. O importante é que suspendeu os dois até descobrir a real causa. Continue tomando o antidepressivo e logo estará bem.

      Beijos,

      Lu

  44. Ligia

    Lu
    Estou com medo… Minha consulta é só no final do mês… Só estou tomando Fluxetina.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      A palavra “medo” não deveria existir em nosso dicionário, quando se trata de lidar com os transtornos mentais, pois essa emoção só é importante quando nos encontramos em perigo e nosso corpo prepara-se para nos proteger. Como já disse em vários textos, nós, portadores de transtornos mentais, costumamos passar por altos e baixos, mas nada que não possa ser superado com o nosso otimismo e nossa vontade de ver luz no final do túnel. A fluoxetina é um excelente antidepressivo. Já fiz uso dessa substância por longos anos, até que meu organismo acabou se acostumando com ela e eu tive que mudar para outra. Ela logo se adaptará ao seu organismo, trazendo os efeitos positivos que tanto esperamos.

      Lindinha, lembre-se de que não é a única a passar por momentos ruins como agora. Isto quer dizer que não se encontra só. Conscientize-se de que são apenas momentos passageiros, pois há sempre um novo dia. Tenho a certeza de que esta fase ruim já se encontra no fim. Não se pergunte quanto tempo ela durará, diga apenas para si: “Ela é passageira! Logo estarei bem, pois sou uma guerreira POP!”. Saiba que cada manhã é um novo dia com mil e uma possibilidades para ser feliz.

      Um grande beijo no coração,

      Lu

  45. Ligia

    Lu

    Muito obrigada pela preocupação e atenção!
    Pior é que tomei novamente o alprazolam ontem à noite e só hoje foi me cair a ficha que pode ter sido ele que me faz ter esses pensamentos suicidas e depressivos! Continuo mal, Lu… Mas vou parar o alprazolam. Acha que vou melhorar?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      É claro que você irá ficar bem. Se não acredita, leia os comentários de pessoas que vivenciaram o mesmo que você. O que está lhe acontecendo é uma fase passageira. Procure preencher sua mente com coisas boas. Procure preencher seu dia com algo diferente. Converse com pessoas agradáveis, vá ao parque, ao cinema… Desvie seu pensamento para outras coisas. Amanhã, se achar que está pior, busque ajuda médica. Tome bastante líquido (suco, vitaminas, chá de camomila ou melissa) para hidratar seu corpo e eliminar os resíduos do alprazolam ou do suplemento. Leia os textos da categoria ÍNDICE – CORPO E MENTE, pois irão lhe dar uma grande força. Siga em frente, garota POP!

      Beijos,

      Lu

  46. Ligia

    Lu, estava pensando se não poderia ser o alprazolam que pode me ter causado essa depressão e pensamentos suicidas, pois tomo Fluoxetina para ansiedade, mas minha minha médica mandou eu tomar alprazolam quando estivesse com a ansiedade muito alta. Nunca tinha tomado mas semana passada tomei 3 durante a semana e foi quando comecei a me sentir tão mal assim! Será que não foi ele que me causou isso? Pois li agora na bula que entre os efeitos colaterais comuns está a depressão!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      É preciso trabalhar com todas as possibilidades. Você viu que aquele suplemento pode mexer com seu humor e o alprazolam também pode apresentar efeitos colaterais como os que leu. No seu lugar, eu pararia com os dois, até ter certeza sobre qual mexeu tanto consigo. Ao retornar à sua psiquiatra, converse com ela a respeito do que lhe aconteceu e fale-lhe também sobre o suplemento. Um medicamento que me tem feito muito bem é a melatonina (faço manipulada e quanto mais comprimidos, mais barata fica) que é um hormônio produzido por nossa glândula pineal que regula nosso sono e humor.

      Beijos,

      Lu

  47. Ligia

    Lu
    Muito obrigada por tudo! Parei ontem de tomar o bcaa… Em quantos dias você acha que vai normalizar minha serotonina? Estou com medo de não passar isso!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Você fez muito bem em parar. Quando voltar ao seu médico, relate-lhe o que lhe aconteceu e veja qual é a opinião dele sobre o assunto. Acho que dentro de duas semanas você se sentirá bem melhor.

      Abraços,

      Lu

  48. Isabela

    Bom dia Lu, tudo bem?
    Passei quase a madrugada toda lendo os depoimentos, vi sua ajuda com as pessoas e isso me motivou a pedir sua ajuda também! Desde já agradeço por ter esse site e por ajudar tantas pessoas!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Isabela

      Seu comentário será transformado num texto. Será postado logo. E lá lhe darei a minha resposta.

      Beijos,

      Lu

      1. Isabela Autor do post

        Lu

        Pode ser! Muito obrigada!
        Que você continue ajudando várias pessoas! Seu site e os comentários me tranquilizaram essa madrugada. É bom saber que não estou sozinha nessa luta, como me sinto diariamente, e que diversas outras pessoas sofrem como eu.

        Beijos

  49. Ligia

    Lu
    Não tenho dúvida que você é um anjo em forma de gente que veio nesta Terra com a missão de ajudar pessoas com problemas mentais! Que pessoa iluminada você é!

    Parei de tomar o bcaa ontem, mas ainda continuo muito pra baixo, com uma tristeza e pensamento ruim como nunca tive. Às vezes esqueço de tomar a Fluxetina. Será que pode ser isso também? Minha esperança agora é que seja o bcaa que esteja me fazendo tão mal. Pensamento suicida não pode ter efeito Colateral da Fluxetina? Desculpe-me por tudo isso, mas você me conforta tanto…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Não sou esse anjo que você imagina… risos. A vontade de ajudar as pessoas veio quando escrevi um texto, ao passar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, usando uma linguagem bem divertida, e recebi uma enxurrada de comentários. Não imaginava que tantas pessoas precisassem de ajuda. O meu site que era praticamente só de arte, passou a conter textos sobre saúde mental. Achei que eu, tendo convivido com a depressão desde a adolescência e vinda de uma família materna altamente depressiva, poderia criar um espaço especial para pessoas como nós. Passei a ler muito sobre os transtornos mentais, pesquisar em diversas fontes e a dar um suporte emocional a quem me procura, pois os nossos médicos falham muito no tratamento, ao ver o paciente apenas como “coisa”. Muitos nem mesmo orientam quanto aos efeitos adversos iniciais e o perigo de parar abruptamente. E aqui estou eu com minhas amiguinhas e amiguinhos maravilhosos. Eu amo todos vocês que já fazem parte da minha vida, ainda que sumam, na maioria das vezes, quando já se encontram bem.

      Lindinha, é mais do que normal que ainda continue para baixo. Irá precisar de paciência para esperar passar essa fase ruim. O esquecimento também está ligado ao momento que vive. Não mais tenho dúvidas de que o Bcaa mexeu muito na sua saúde mental (leu o link?). Temos a impressão de que os suplementos alimentares não fazem mal, mas não é bem assim. Em muitos países eles passam por uma fiscalização muito séria, como se fossem medicamentos, sendo muitos deles retirados do mercado. Há, inclusive uma série de reportagens sobre o assunto. Nunca tome um suplemento para malhar sem passar pela supervisão médica.

      A fluoxetina, assim como qualquer outro antidepressivo, possui efeitos adversos, inclusive pensamentos suicidas. Acredito eu que, como já a toma há tempo, o que está acontecendo seja resultado da junção da fluoxetina com o Bcaa, pois tudo começou após o consumo de tal suplemento. Acompanhe com atenção sua saúde neste fim de semana e, se continuar com tais pensamentos ruins, procure seu médico. Peça a alguém de sua família para ficar de olho em você, nesse período. Não fique só!

      Lígia, certa vez, quando ainda tomava fluoxetina, fui à casa de uma amiga (poucas horas após tomar o medicamento) e tomei uma caipirinha. Menina, eu surtei totalmente. Perdi a noção de tudo. Fiquei fora de mim, era uma outra pessoa. Fiz coisas que jamais faria. Seria capaz de pular de um avião sem usar paraquedas. Chegando em casa (ainda meio doidona), um laivo de consciência levou-me a fechar portas e janelas (moro em apartamento), pois sentia uma sensação quase que incontrolável de pular. Avisei para meu marido e filha que ficaram o tempo todo de olho em mim e encheram-me de líquido. Fiquei depois, durante uma semana, muito abatida. Vixe Maria, foi uma doidura só!

      Guerreirinha, continue firme! Tudo serve como experiência. Logo essa fase ruim ficará para trás. Veja um bom filme, ouça música, converse com amigos… Se observar que não está tendo melhoras, busque ajuda médica. Continue me escrevendo.

      Beijos POPs,

      Lu

Os comentários estão fechados.