Recontada por Lu Dias Carvalho
A indiazinha gostava tanto da floresta, que nem se deu conta de que havia se afastado muito de sua aldeia. A noite chegou, e ela não sabia mais como voltar para sua oca. Mesmo assim, pôs-se a andar na escuridão, sem imaginar onde estava pisando. Acompanhando o barulho da chuva, que caía sobre a mata, nem deu por fé que havia um rio à sua frente. Ali caiu e afundou-se. Quando voltou à tona, havia se transformado numa sereia, metade mulher e metade peixe. Recebeu muitos nomes, sendo mãe-d’água e iara os mais conhecidos.
A iara não gosta de ficar sozinha, por isso, assenta-se na margem do rio para pentear seus longos cabelos e põe-se a cantar. Sua voz é tão sublime, que quem a ouve não esquece nunca. Dizem até que muitos pescadores já desceram com ela para o fundo do rio, onde fica o seu castelo de cristal. Por isso, eles andam em grupos, com medo de serem seduzidos pelo canto dessa sereia.
Nota: imagem copiada de www.uepa.br
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