Anistia Internacional
Saúde e vida são direitos humanos!
Como movimento global de 7 milhões de pessoas no mundo pela defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional pede a todos e todas união neste momento, adotando medidas individuais que protejam a todas e todos. É importante que, aqueles que puderem, sigam as orientações quanto ao isolamento, a fim de minimizar os riscos de transmissão, especialmente para as pessoas do chamado grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas e pessoas com baixa imunidade devido a tratamentos de saúde. É fundamental também adotar os devidos protocolos de higiene. Não há necessidade de estoque de alimentos e de itens de higiene.
É dever do Estado garantir atendimento de saúde para toda a população e garantir acesso a informações claras, precisas, confiáveis e de fácil acesso e entendimento. Trabalhadoras e trabalhadores não podem ter seus rendimentos impactados pela crise. As autoridades precisam urgentemente dar respostas neste sentido, para que as pessoas não se exponham por necessidades financeiras. Além disso, precisam dar o exemplo à população, obedecendo prontamente às normas sanitárias. Profissionais de saúde precisam receber cuidados extras, com acesso a todos recursos de proteção necessários, além de terem seus esforços reconhecidos e valorizados. Discriminação contra qualquer grupo não é tolerável nem neste momento, nem em qualquer outro. Epidemia não é desculpa para racismo ou xenofobia. Nada é! E não se esqueça: saúde é um direito humano!
Enfrentamos o que já se configura como uma das maiores crises da história, com esses dois direitos tão básicos e preciosos para nós ameaçados diante da pandemia da Covid-19. São tempos complicados que exigem atenção de todos nós! Na região das Américas, o contexto de constantes violações dos direitos humanos que antecedem à pandemia e que podem se agravar por conta dela exigem um olhar específico. Foi pensando nisso que publicamos uma série de recomendações para que esses países cumpram suas obrigações internacionais de direitos humanos ao construir suas respostas à pandemia de Covid-19.
Trata-se de uma lista de quatro medidas que as autoridades devem adotar e quatro que não devem adotar nesses tempos. O documento afirma que:
- os governos não devem discriminar;
- não devem deixar os grupos de alto risco para trás;
- não devem empregar repressão ou força excessiva para implementar medidas de saúde pública, nem devem censurar ou limitar o acesso a informações baseadas em evidências ou limitar o acesso à prevenção.
- Os Estados devem garantir os direitos dos trabalhadores e sua assistência social;
- garantir o acesso de todos e todas à água, ao saneamento básico e à assistência médica;
- assegurar uma resposta à pandemia que enfoque na questão de gênero e que proteja o direito de privacidade das pessoas.
O momento exige união, solidariedade e empatia de todos e todas! Vamos superar esta crise, JUNTOS e JUNTAS! Precisamos unir esforços e seguir as medidas de segurança para vencermos essa batalha.
Se você puder, FIQUE EM CASA! Se não puder, triplique a atenção com a higiene e onde você está tocando suas mãos. O Covid-19 é seríssimo e propaga com muita facilidade.
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