Segundo certas escolas esotéricas, o papel dos animais de estimação não se limita ao de uma simples companhia. Nossos bichos funcionam também como verdadeiros para-raios, absorvendo energias pesadas que, não fossem eles, seriam absorvidas por nós. (Luis Pellegrini)
Os animais “irracionais” sempre foram motivo de curiosidade para os humanos. Eles estão presentes na história de todas as culturas, ora como seres sagrados ora como motivo das mais bizarras superstições. Mas a ciência vem desvendando um mundo até então desconhecido para nós, acerca de nossos companheiros de planeta. O certo é que eles possuem poderes ainda inexplicáveis. Não sei se você que me lê conhece a história do gatinho Oscar. Eu a conheci. Fiquei estupefata e a repasso aos leitores deste espaço.
Oscar, um gatinho abandonado e levado posteriormente para um abrigo, foi adotado, em 2005, junto com outros companheiros, pela equipe médica Steere House Nursing and Rehabilitation Center, no estado de Rhode Island (EUA). Ali ele cresceu na unidade destinada aos dementes senis, fazendo parte do grupo de animais que tinha por objetivo fazer companhia aos pacientes, de modo a levá-los a manifestar carinho e afetividade, assim como entreter os familiares durante o horário de visitas.
No início, Oscar não parecia satisfeito na sua nova profissão, não correspondendo aos anseios de seus protetores. O danadinho preferia esconder-se a ter que dar atenção aos pacientes e seus visitantes, como quem diz “Estou fora desta!”. Mas já tendo passado um ano, e como a esperança é a última que morre, o felino começou a se mostrar mais gentil, como se quisesse assumir seu posto, ou seja, fazer o que dele se esperava. Começou por visitar todos os quartos. O bichinho chegava, empurrava a porta com a cabecinha, espiava o paciente e inspirava o ar. Depois partia para outro quarto e mais outro…
Tudo seguia normalmente, como se Oscar fosse um daqueles profissionais competentes no seu trabalho, mas sem nada que o tornasse excepcional. Isso até o dia em que descobriram que o bichano, inúmeras vezes, escolhia um dos pacientes para se deitar junto. E a surpresa: o paciente escolhido falecia entre duas ou quatro horas após a visita do felino. O mais interessante é que Oscar não era afeito a passar muito tempo com as pessoas, excetuando as que estavam prestes a partir. Ou seja, o gatinho tinha a percepção de qual doente morreria. Se era impedido de entrar no quarto do paciente prestes a falecer, Oscar ficava inquieto, tentando usar a patinha para abrir a porta à força.
Inicialmente, ninguém ligou a presença de Oscar na cama dos moribundos à morte desses. Porém, as coincidências ficaram tão numerosas, que acabaram despertando a atenção da equipe médica. Cerca de 25 vezes ininterruptas, ele acertou qual seria o próximo paciente a falecer. Assim, quando o gatinho deitava na cama de um paciente, os enfermeiros já alertavam a família para o seu desenlace. Num dos casos, a família foi avisada e chegou antes de a paciente falecer. Um garoto, neto da senhora, perguntou à mãe:
– O que o gato está fazendo na cama da vovó?
– Ele está ajudando a vovó chegar ao céu. – responde a mãe, retendo as lágrimas.
Cerca de meia hora depois, a “vovó” partiu. Oscar então se levanta, olha em volta e deixa o quarto tão silenciosamente quanto chegou. Sua missão tinha sido cumprida.
Segundo a equipe do Steere House, muitas vezes, a família do paciente nem percebe a presença de Oscar no quarto da pessoa que está morrendo. Ele fica ali, sem emitir qualquer ruído, até que ela pereça. Logo após, levanta-se, dá uma olhada em torno e parte em silêncio. Mas, se a pedido dos parentes, Oscar é colocado para fora do quarto, o felino fica andando de um lado para outro, miando, em frente à porta.
Muitas indagações têm sido levantadas no intuito de compreender os poderes de Oscar. Será que os gatos:
- reconhecem pelo faro as substâncias químicas eliminadas pelas pessoas, momentos antes de morrer?
- são excelentes observadores?
- possuem algum algo especial que a ciência ainda não conseguiu explicar?
- possuem algum poder paranormal?
Nenhuma resposta conclusiva foi dada até agora, enquanto Oscar continua seu trabalho de bom samaritano na clínica Steere House, em Rhode Island (EUA).
Fonte de pesquisa:
Brasil 247
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