Arquivo da categoria: Corpo e Mente

Filosofias e conjunto de práticas físicas, psíquicas e ritualísticas que buscam um estado de harmonia e equilíbrio físico e mental.

FENG SHUI – CHEGA DE DESORDEM!

Autoria de Lu Dias Carvalho

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   O Feng Shui é uma filosofia ou arte oriental milenar de equilibrar e harmonizar o fluxo das energias naturais no ambiente, criando efeitos benéficos em nossa vida. Trata da harmonia entre o mundo físico, observável, e o etéreo, não observável, conscientizando-nos de que todo espaço possui uma determinada energia, deixando rastros de toda a história acontecida ali. As paredes, os móveis, todas as coisas contidas no lugar registram impressões eletromagnéticas sutis. E quanto mais dramáticos tiverem sido os fatos ali passados, mais enraizados ficam suas energias.

  O Feng Shui abrange áreas inusitadas, uma delas diz respeito à bagunça em nossa vida, que funciona como um obstáculo para o fluxo de energia boa que o ambiente deveria receber e ainda nos passa uma sensação desencorajadora de sujeira e mal-estar. Tudo isso adere ao frequentador de tal lugar, sem que ao menos ele saiba. Por isso, algumas pessoas sentem dificuldade para entrar em sintonia com a bagunça do ambiente onde vivem ou com o mundo ao seu redor. O Feng Shui ensina-nos que basta pôr ordem no espaço para que a energia negativa estagnada desapareça.

  Não sei se já aconteceu ao leitor, chegar a um determinado ambiente e começar a abrir a boca, a sentir que água escorre de seus olhos e ter vontade de ir embora. Isso acontece porque o lugar está carregado de  energia negativa e ela está afetando você. As pessoas mais sensíveis são as mais predispostas a sentirem-se mal em ambientes desorganizados, ou que tenham um baixo-astral. Devemos eliminar a bagunça de nosso ambiente e de nossa vida, começando pela “limpeza do espaço” onde vivemos. Todos precisam viver num local onde as energias boas fluam e de igual modo aconteça na vida pessoal. O exterior é um reflexo de nosso interior e vice-versa. Segundo Karen Kingston, existem três causas principais para a estagnação de energia:

  1. Sujeira física — poeira, pó, lixo, gordura, gosmas, incrustações, vômitos, papéis velhos, etc. A energia de baixo nível vai se acumulando ao redor da sujeira.
  1. A energia anterior — os registros de energia (boa ou má) que vão se acumulando ao longo dos tempos pelos que ali passaram. O pior é que não a conseguimos ver, mas apenas senti-la. Se não for limpa essa energia, situações anteriores tendem a se repetir.
  1. A desordem — todo tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo da boa energia no ambiente. Isso afeta diretamente os usuários do espaço.

  É importante que todos compreendam o quanto é benéfica a limpeza de um ambiente. É papo furado essa de que “eu conheço a minha bagunça e sei onde tudo se encontra” ou “o que é organizado para mim, pode não ser para você”. Tudo não passa de lenga-lenga de quem não tem compromisso com a organização. Quem não se sente bem num ambiente limpo e arejado? A desordem é energia estagnada, parada, ruim. O que acontece com tudo que fica parado muito tempo, a exemplo da água? O nosso planeta exige fluidez. A vida flui a todo momento, trazendo renovações necessárias. A desordem exterior é sempre uma amostragem do que está acontecendo conosco interiormente. Exterior e interior influenciam-se mutuamente. A uma determinada sujeira vão ajuntando outros refugos, numa atração descontrolável, dando origem à energia negativa. A limpeza e ordem são necessárias para se ter corpo e mente sadios.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui…/ Karen Kingston/ Editora Pensamento.

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FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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    Muitas vezes transformamos a nossa vida num caos, tamanha é a bagunça acumulada por nosso descaso com a nossa existência e com tudo que gira em seu entorno. Segundo a sabedoria milenar do Feng Shui, a desordem causa-nos muitos desprazeres. Conheçamos alguns deles:

  • Cansados e letárgicos — quanto mais bagunça houver à nossa volta, menos energia e coragem teremos para fazer a limpeza do ambiente em questão.
  • Somos retidos no passado — não fica espaço para que o novo penetre em nossa vida. Os pensamentos insistem em habitar o ontem, presente nos objetos entulhados.
  • Nosso corpo fica congestionado — nosso corpo é a maior vítima da desordem, ao perder toda a vitalidade em meio ao caos. O acúmulo de objetos, na maioria das vezes sem finalidade alguma, funciona como uma muleta imaginária.
  • Causa confusão – quando cercados pela desordem, não vemos com clareza o que fazemos na vida, ficamos perdidos. O exterior é o reflexo de nosso interior.
  • Afeta a maneira como nos tratam — as pessoas nos tratam, conforme o tratamento que damos a nós mesmos. Se nós nos valorizamos, elas nos tratarão bem. A nossa casa desmazelada (ou escritório) não passa alheia aos olhos dos amigos e fará com que tenham uma imagem ruim a nosso respeito.
  • Faz adiar — quanto maior for a desordem, menos tempo teremos para colocá-la em ordem, pois a bagunça deixa estagnada a própria energia que circula no ambiente e também dificulta a nossa. Nunca sabemos por onde começar, sempre adiando.
  • Causa desarmonia — é um dos principais motivos de brigas nas famílias, entre colegas de apartamentos e entre companheiros de trabalho. Ninguém sabe onde se encontra nada. A desordem gera discussões, pois é uma razão de nível inferior.
  • Pode nos envergonhar — passamos a ter vergonha de convidar as pessoas para nos visitar.  Se alguém chega sem aviso, perdemos o juízo, pois não tivemos tempo de fazer a “maquiagem” do ambiente. Nós nos sentimos sem chão!
  • Pode manter presa a nossa vida — começamos a ficar isolados e a gozar de baixa autoestima. E passamos a não nos importar com a bagunça, vivendo preso no meio dela, rezando para que ninguém venha nos visitar, tornando-nos pessoas isoladas.
  • Acaba por nos deprimir — a energia estagnada da desordem debilita a nossa energia. Não encontramos ânimo para nada. Sentimentos de desesperança são adubados pela desordem. Tanto aumenta a depressão como a ansiedade.
  • Cria excesso de bagagem — nossa tendência é levá-la conosco por onde viajamos. Seremos “bagunçólatras” mesmo fora de nosso ambiente costumeiro, incomodando outras pessoas.  Perdemos totalmente a noção de espaço.
  • Entorpece a nossa sensibilidade — passamos a fazer as mesmas coisas todos os dias. Ficamos taciturnos e enfadonhos, sem buscar novos objetivos.
  • Exige uma limpeza extra — o tempo empregado para a organização será muito maior. É uma espiral descendente. Não nos sobra tempo para nada. E, quanto mais a bagunça cresce, mais tempo teremos de dispor para fazer a limpeza.
  • Faz de nós uns desorganizados — perdemos chaves, óculos, carteira,  documentos, etc. Desperdiçamos nosso tempo na procura por objetos e ficamos nervosos. Deixamos de ser cuidadosos com as coisas necessárias, inclusive com a saúde.
  • Pode ser um risco à saúde — o acúmulo de coisas começa a cheirar mal, a atrair insetos, abrigar umidade, mofo, tornando o espaço anti-higiênico. E ainda há o risco de incêndio. Vejam o programa intitulado “Acumuladores”.
  • Cria uma simbologia indesejável — é preciso haver uma seleção daquilo que nos rodeia, conforme a nossa índole, pois na bagunça fica tudo misturado.
  • Cobra-nos um custo financeiro — basta fazer um somatório de tudo que está num aposento, sem necessidade, e que exige gastos, sem falar no custo do tempo.
  • Distrai-nos de coisas importantes — somos donos de nossas coisas e não elas de nós. Tudo o que possuímos exerce um apelo sobre nossa atenção, e quanto maior é a desordem, mais nossa energia é gasta, deixando o intelecto em segundo plano.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui … / Karen Kingston

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POR QUE SENTIMOS ALEGRIA E TRISTEZA?

Autoria de Lu Dias Carvalho

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“Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.” (Gibran Kahlil Gibran)

“E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite. Alguns dentre vós dizeis: ‘A alegria é maior que a tristeza’, e outros dizem: ‘Não, a tristeza é maior.” (Gibran Kahlil Gibran)

“Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis. Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.” (Gibran Kahlil Gibran)

   Temos a impressão de que nascemos para ser felizes e ponto final. E ainda contamos com os vendedores de felicidade fácil, que apregoam tal ideia, quando na verdade, a alegria (prazer) e a tristeza (dor) são a expressão mais verdadeira de nossa vida orgânica e afetiva, pois, se tais estados fossem contínuos, acabariam por nos tornar insensíveis, indiferentes. Prazer e dor são os freios usados pela natureza, para nos manter sob seu controle. É um lembrete de que não podemos tudo. São indicativos da existência da sensibilidade da qual tanto dependemos, para dar continuidade à vida na Terra e por recebermos o nome de “humanos”. Se não tivéssemos sensibilidade, seríamos pessoas robotizadas. E nós bem sabemos quanto mal a indiferença pode trazer à vida, pois basta olharmos para certos exemplares que carregam o selo de “humanos”, mas que na verdade são cruelmente despidos de sensibilidade para com os outros homens, para com os animais e para com o planeta Terra como um todo.

  Não há escolha entre tristeza e alegria. Ninguém pode optar apenas por uma ou por outra. É uma compra casada, que já está embutida no nosso pacote de nascimento. O melhor é aceitar as regras do jogo e procurar viver da maneira mais sábia possível, um dia de cada vez. Negar a existência do prazer ou da dor não muda em nada a nossa passagem pelo mundo, mas muda, sim, a maneira como encaramos tais sentimentos. É a sabedoria de viver que nos leva ao equilíbrio, pois todo excesso é prejudicial. O inesquecível Gibran Kahlil Gibran (1883-1931), famoso escritor e poeta libanês, sempre exortou o homem a buscar o equilíbrio, para ter corpo e mente sadios.

   Para o bem da espécie humana, a dor e o prazer são intermitentes, o que acaba por trazer consolação no primeiro caso e esperança no segundo. São como dois irmãos siameses, sendo que um depende do outro. Simbióticos. Sem o conhecimento de um, não se pode avaliar o efeito do outro. A alegria e a tristeza mudam de lugar com mais sagacidade de que podemos imaginar. Muitas vezes, uma dá origem à outra, como percebemos nos versos de Gibran (na introdução ao texto). Quando agem em consonância, dão luz `a vontade de alcançar uma e eliminar a outra, buscando o equilíbrio na arte de viver. Esta é saída, se quisermos compreender e aceitar os paradoxos de nossa breve existência.

Nota Imagem copiada de www.groupon.com.br

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A INTUIÇÃO EXISTE!

Autoria de Lu Dias Carvalho

A intuição não é uma opinião, é a própria coisa. (Schopenhauer)

O coração tem razões que a própria razão desconhece. (Blaise Pascal)

Todo o conhecimento humano começou com intuições, passou daí aos conceitos e terminou com ideias. (Immanuel Kant)

 Não são poucas as vezes em que ficamos encabulados com a percepção que temos de certos fatos que ainda estão por ocorrer, mas dos quais tomamos consciência antecipadamente. É como, se por alguns segundos, entrássemos na máquina do tempo, caso essa existisse, e tivéssemos conhecimento de uma realidade que ainda não se fez presente, mas que nos é dada a possibilidade de pressenti-la, percebê-la e discerni-la, quer pertença ao campo material ou ao espiritual.

Para nós, ocidentais, esse relâmpago perceptivo, que nos leva além do tempo, recebe o nome de intuição, sendo que alguns o chamam de “sexto sentido”. Nosso corpo capta algo antes que as emoções se ponham a postos. As pessoas que têm tal faculdade bem desenvolvida possuem um alto grau sensitivo, segundo afirmam alguns espiritualistas.

A faculdade intuitiva é conhecida na filosofia oriental como inerente ao “terceiro olho” ou à “terceira visão”, situando-se no sexto chakra, no ponto central entre as sobrancelhas. Presume tal filosofia que a glândula pineal – semelhante ao globo ocular – seja a responsável por tais capacidades indutivas e percepção sutil.

Escritos esotéricos antigos relatam que a humanidade tinha um “terceiro olho” em perfeita ação. Dentre as faculdades expressas estavam a telepatia e a clarividência, mas que, ao longo do retrocesso da espécie, ou seja, com a mudança comportamental dos seres humanos, cada vez mais voltados para o mundo material, a “terceira visão” foi se enfraquecendo, tornando-se insensível, ainda que, vez ou outra, dê um vislumbre de sua presença na forma da tão conhecida intuição.

O Budismo trabalha com técnicas que visam desenvolver o “terceiro olho”. Contudo, a presença desse “olho divino” é negada pela Ciência que vê tal alusão apenas como lenda. Também é bom lembrar que o campo científico não é definitivo, estando sempre aberto a novas conclusões.

Testes científicos comprovam a existência da intuição (ver “Teste de Cartas de Iowa”). Um exemplo disso é a sensação ruim que uma pessoa pode nos passar já num primeiro e rápido encontro, sem que nada saibamos sobre ela. Com o andar da carruagem, percebemos que a nossa ojeriza tinha razão de ser, pois tal indivíduo mostra-se um elemento nocivo ao nosso convívio.

A aversão inicial, que chega como uma premonição contra essa ou aquela pessoa, tem sua origem em nossas emoções inconscientes. Segundo o escritor, filósofo e biofísico Stefen Klein “O que sentimos no primeiro encontro com o inimigo é medo”, pois em uma fração de segundo, fomos capazes de captar sua expressão de hostilidade, apesar de seu planejado disfarce.

A intuição encontra-se sempre presente em nosso íntimo, enraizada em nosso corpo. Quanto mais trabalharmos a nossa mente, buscando entender a linguagem de nosso corpo, mais seremos capazes de percebê-la e de nos guiarmos por ela. Klein nega que a intuição seja fruto de fenômenos sobrenaturais, mas, sim, adquirida através de nossas experiências existenciais que nos preparam para antecipar os resultados dos fatos. Ele explica: “Um pressentimento aparece quando o resultado de uma avaliação – isso é bom, aquilo é ruim – é transmitido para o corpo, antes mesmo de chegar à consciência”.

A faculdade intuitiva pode ser trabalhada e ampliada através da meditação e de outras técnicas que lidam com a plasticidade do cérebro (yoga, unibiótica, neuróbica, prática da observação, visualização dos detalhes de uma pintura ou paisagem, etc.) e da confiança em nós próprios, ao valorizarmo-nos como seres especiais.

Nós, ocidentais, em razão de nosso racionalismo exagerado, quase nunca ouvimos a voz da intuição ou levamos em conta o nosso “olho clínico”.  Quantas vezes a intuição bate à nossa porta e não a levamos a sério? Outro fator que a enfraquece é o fato de não acreditarmos em nós mesmos, bloqueando, assim, nossa capacidade intuitiva. Estamos sempre mais abertos à “opinião” dos outros do que às nossas.

A intuição é importantíssima em casos de perigo, ao nos ajudar a ganhar tempo e, em consequência, ampliar as possibilidades de nos safarmos da ameaça. Mas como? – perguntará o leitor. Imaginemos que um touro bravo surja repentinamente em nosso caminho, ou o local onde nos encontramos comece rapidamente a incendiar-se. Não há tempo para o pensamento consciente entrar em campo e enumerar as possíveis rotas de fuga ou as decorrências de tão inusitado encontro ou acontecimento. A intuição – grande amiga e companheira – envia o medo que, agindo como uma barricada, prepara nosso corpo para buscar proteção. Essa “faísca” poderosa continua sendo um enigma para a Ciência, pois faculta o entendimento da realidade numa fração de segundos, sem que para isso haja a intervenção da lógica ou da análise.

Contudo, fica um alerta a nós, portadores de transtornos mentais, que tendemos a ter pensamentos negativos. Necessitamos ter muito cuidado para não os ver como “intuições”, pois esses tais não passam de criações de nossa mente, quando a intuição acontece como uma faísca, fugindo à compreensão, pois não depende da lógica nem da análise. Lembrem-se de que, enquanto os pensamentos negativos ficam ruminando em nossa mente, a intuição mal chega e já tira o time de campo. Safa-se!

Fontes de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terceiro_olho
https://amenteemaravilhosa.com.br/tipos-de-pensamento-intuitivo/

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A IMPORTÂNCIA DA MEDITAÇÃO

Autoria do Dr. Telmo Diniz zen

A meditação não é uma religião, filosofia ou estilo de vida. É um método de autodesenvolvimento capaz de tranquilizar a mente, melhorar a tomada de decisões, a criatividade e afastar o estresse, a depressão e até doenças cardiovasculares. Por isso,o objetivo deste método é fazer a mente transcender, ou seja, atingir um repouso capaz de diminuir a quantidade de pensamentos.

A meditação tem diversos benefícios. Gostaria de compartilhar alguns deles. A redução do estresse, por exemplo, é visível. Está provado que meditar é mais repousante do que dormir. Pessoas que praticam o ato frequentemente têm menores níveis de adrenalina e cortisol (hormônios do estresse).

Com menos estresse no corpo e na mente, meditadores têm um aumento do desempenho cardiovascular, com a redução, em curto prazo, da pressão arterial e da frequência cardíaca. Em longo prazo, eles apresentam menos eventos de isquemias (ataque no coração e derrame cerebral). Insônia crônica, ansiedade e depressão também melhoram, assim como o sistema imunológico, já que a prática aumenta o número de anticorpos no organismo.

Pesquisa
O alívio de dores é outro benefício constatado por estudos científicos, como uma pesquisa realizada na Universidade de Montreal com um grupo de pessoas. Uma placa, inicialmente aquecida a 46 °C, sendo aumentada gradativamente, era encostada na nuca de cada um dos participantes. O grupo que não fazia meditação não suportou os 50 °C. Já o outro grupo, dos meditadores, aguentou 52 °C sem maiores queixas. Conclusão: quem medita precisa de menos analgésicos, é mais concentrado e suporta melhor a dor.

Mas o que fazer ou como fazer uma meditação transcendental, ou ainda praticar a atenção plena sem ter de ir para um mosteiro?

Primeiramente, devemos procurar um local calmo, com ambiente favorável. Certamente, não vamos conseguir meditar no trabalho ou na sala de casa com as crianças. Devemos ter uma constância diária de 10 a 15 minutos para a prática. O senso de responsabilidade deve estar presente, pois estamos “doando” este tempo para treinar a mente.

Quando for praticar a meditação, o correto é a pessoa estar na posição de Lotus (corpo ereto com as pernas cruzadas). A respiração é ponto crucial para esvaziar a mente, pois a inspiração profunda vai aos poucos ajudando no relaxamento. A cada pensamento que aparecer na mente a pessoa deve focar na respiração e voltar a seu objetivo. A repetição das técnicas de meditação é simples e factível, basta querer.

Nota: imagem copiada de www.curaplanetaria.org

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OS NOVE PASSOS DO PERDÃO E A SAÚDE

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Perdoar significa “conceder perdão, absorver, remitir (culpa, dívida, pena, etc), desculpar-se e poupar-se”. O ato de perdoar envolve tudo isso e ainda muito mais. Pesquisas e estudos vêm sendo desenvolvidos nesses últimos anos para mostrar e comprovar o poder e os benefícios do perdão. Vários estudos foram realizados para descobrir as causas de doenças ligadas às emoções e ao estresse e acabaram por concluir que problemas como dores de cabeça, dores musculares, fibromialgia, gastrite, úlceras, problemas cardiovasculares, hipertensão, problemas gastrointestinais, doenças alérgicas e vertigens podem estar relacionados com a dificuldade de perdoar.

O ato de perdoar é realmente muito complexo. Embora não pareça, é muito difícil esquecer uma ofensa e, ainda por cima, conviver em harmonia com o ofensor. Porém, temos que aprender que perdoar é a arte de fazer as pazes, quando algo não acontece como queríamos. Perdoar é fazer as pazes com a palavra “não”. Além de importante para a convivência, o ato de perdoar pode evitar uma série de transtornos causados em uma briga ou desentendimento. Quando uma pessoa não perdoa, revive a situação desagradável e nutre a mágoa, tornando-se mais estressada e propensa ao desenvolvimento de doenças cardíacas e psiquiátricas.

Não há perdão sincero sem o esquecimento da raiva e da mágoa que lhe deram origem. Esquecer a mágoa e a raiva não significa esquecer os fatos. Eles, muitas vezes, permanecem na memória e são motivo de aprendizado. Se esquecêssemos de todo o mal que alguém nos fez no passado, não aprenderíamos a nos cuidar melhor no futuro. Devemos esquecer a emoção negativa que toma a forma de raiva, mágoa, ou seja, se perdoamos verdadeiramente, conseguimos lidar com os fatos como algo distante, algo que não nos atinge mais, embora lembremos que eles aconteceram.

Lições

Para perdoar precisamos compreender a nós mesmos e aos outros. Se não nos dedicamos a compreender o outro, estamos esquecendo que, se estivéssemos em seu lugar, talvez fizéssemos coisa igual ou pior. E, mesmo que não cometêssemos o mesmo erro, isso se deveria apenas ao fato de já termos aprendido uma lição que ele ainda não aprendeu. Se aprendemos a lição, é porque já passamos por ela, ou seja, já erramos muitas vezes. Se não sentimos pelo outro a mesma compreensão que sentimos em nossa própria defesa, então, nosso perdão não existe, ele é pura vaidade.

Aprendendo a não sentir mágoa e a não se sentir ofendido com tanta frequência, você precisará perdoar menos, e isso equivale a ter aprendido a verdadeira humildade. Certa vez, perguntaram a Mahatma Ghandi se ele perdoava com muita frequência, ao que ele respondeu: “Não, ninguém nunca me ofendeu”.

Se alguém errou com você, ainda que gravemente, não perca tempo e saúde do corpo e da alma alimentando a raiva e a mágoa, elas o mantêm aprisionado ao passado. Perdoe e siga. Perdoar é inteligente. Perdoar é libertar primeiro a si mesmo, depois ao outro. Faz bem ao corpo e a alma! Errar é humano, mas perdoar é divino! Se mesmo assim achar difícil perdoar quem o ofendeu, leia abaixo os “Nove Passos para o Perdão”, do doutor Luskin, autor do livro o “Poder do Perdão”.

Os nove passos do perdão

  1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.
  2. Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão.
  3.  Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.
  4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofre agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos – ou dez anos – atrás.
  5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo.
  6. Desista de esperar coisas que as pessoas ou a vida não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer.
  7. Coloque sua energia tentando alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.
  8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a buscar o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.
  9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heroica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.

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