Arquivo da categoria: Estilos da Arte

A Arte possui vários estilos ou tendências, cada um com uma filosofia ou objetivo comum, seguido por um grupo de artistas durante um certo período de tempo. Eles são classificados separadamente pelos historiadores de arte para facilitar o entendimento.

Teste – A ARTE DO REALISMO

O Realismo foi um movimento que surgiu na França em meados do século XIX, tendo como objetivo o afastamento — formal e estilístico — das cenas idealizadas e naturais, assim como da pintura histórica que obedecia aos ditames da arte acadêmica do início do século XIX. Em suma, desejava romper definitivamente com a tradição artística do passado, ao buscar uma arte que deveria ser objetiva em suas representações e referências. Suas sementes foram lançadas quando em Paris, no final da década de 1840, um grupo de artistas, escritores e intelectuais passaram a reunir-se num bar — Brasserie Ander —, onde debatiam os mais variados assuntos, abrangendo desde políticas radicais e questões sociais a tendências artísticas. O local passou a ser chamado de o “Templo do Realismo”, nome que o pintor francês Gustave Courbet viria a usar posteriormente em sua arte.

  1. O Realismo foi um movimento artístico que surgiu como oposição ao:

    1. Pontilhismo
    2. Romantismo
    3. Cubismo
    4. Impressionismo

  2. Todas as alternativas dizem respeito ao Realismo, exceto:

    1. Foi um movimento que surgiu na França em meados do século XIX.
    2. Desejava romper definitivamente com a tradição artística do passado.
    3. As cenas eram pintadas, na maioria das vezes, em grandes telas.
    4. Procura não mostrar a realidade de fatos sobretudo as injustiças sociais.

  3. No Brasil o movimento realista coincide com a decadência da economia cafeeira. O escritor brasileiro Machado de Assis pública o primeiro romance realista nacional, cujo nome é:

    1. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
    2. Quincas Borba.
    3. O Alienista.
    4. Relíquias da Casa Velha.

  4. São afirmações corretas em relação à arquitetura desse período, exceto:

      1. Devia se adequar às novas necessidades urbanas.
      2. Mansões e castelos cedem lugar a edifícios.
      3. Os edifícios lembram castelos e catedrais ao estilo gótico.
      4. Há preocupação com a estrutura das edificações.

  5. Um exemplo de construção dessa época, usada como o arco de entrada para a Exposição Mundial de 1889 e que também serviu para comemorar os 100 anos da Revolução Francesa é:

    1. a Torre de Pizza.
    2. o Palácio de Cristal.
    3. o Arco do Triunfo.
    4. a Torre Eiffel.

  6. A ————-, ao abraçar um movimento coerente com seus ideais, foi a grande fomentadora do Realismo.

    1. Alemanha
    2. França
    3. Itália
    4. Suíça

  7. Jean-François Millet foi um famoso pintor pertencente ao movimento realista cuja obra mais famosa é:

    1. Os Catadores
    2. As Respigadoras
    3. Homem com uma Enxada
    4. Angelus

  8. Na escultura realista revelaram-se importante artistas, dentre eles o escultor francês:

    1. Maurício Falconet
    2. Jean-Antoine Houdon
    3. Antônio Canova
    4. August Rodin

  9. O pintor Gustave Courbet é tido como o líder do movimento surrealista. A obra que retrata seus princípios políticos e artísticos e ridicularizava a postura idealizada da arte acadêmica é conhecida como:

    1. A Origem do Mundo
    2. Mulher com Papagaio
    3. O Ateliê do Artista
    4. Enterro em Ornans

  10. O As pinturas rurais foram objeto, sobretudo para os artistas da chamada ———–, que se inspiraram nas cenas pintadas pelo artista inglês John Constantable.
    1. Escola de Fontainebleau
    2. Escola Bela Época
    3. Escola de Sagres
    4. Escola de Barbizon

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO REALISMO
Courbet – O ATELIÊ DO ARTISTA
Manet – OLÍMPIA
Millet – AS RESPIGADORAS
Courbet – OS QUEBRADORES DE PEDRA

Gabarito
1b / 2d / 3a / 4c / 5c / 6b / 7a / 8d / 9c / 10d

A ARTE DO REALISMO

 Autoria de LuDiasBH

 
O Realismo foi um movimento que surgiu na França em meados do século XIX, tendo como objetivo o afastamento — formal e estilístico — das cenas idealizadas e naturais, assim como da pintura histórica que obedecia aos ditames da arte acadêmica do início do século XIX. Em suma, desejava romper definitivamente com a tradição artística do passado, ao buscar uma arte que deveria ser objetiva em suas representações e referências. Suas sementes foram lançadas quando em Paris, no final da década de 1840, um grupo de artistas, escritores e intelectuais passaram a reunir-se num bar — Brasserie Ander —, onde debatiam os mais variados assuntos, abrangendo desde políticas radicais e questões sociais a tendências artísticas. O local passou a ser chamado de o “Templo do Realismo”, nome que o pintor francês Gustave Courbet viria a usar posteriormente em sua arte.

O desenvolvimento de uma consciência social cada vez maior e de uma crença na democracia e na liberdade individual fez com que revoltas políticas estourassem na metade do século XIX. As ideias fundamentais dos filósofos alemães — Karl Max e Friedrich Engels — que pregavam a igualdade social e a distribuição justa das riquezas, espalharam-se, tornando-se a razão de grande parte da obra realista. Dentre os fatores que contribuíram para que as ideias realistas ganhassem vida estava a situação dos pobres das áreas urbanas e rurais. Eles se viram numa situação de privação e miséria em razão do crescimento descontrolado da população, das inúmeras quebras de safras e do aceleramento da industrialização. Esta junção de fatos acabou gerando como consequência grande instabilidade, resultando na Revolução de fevereiro de 1848 que teve como ganho a garantia do voto universal para os homens, assim como o “direito ao trabalho”. Dentro de tal contexto, os pobres passaram a ter voz na política.

Os pintores realistas aproveitaram-se de tais transformações sociais e políticas para contestarem tudo aquilo que não aceitavam, como o fato de as autoridades artísticas dizerem-lhes tudo o que podiam ou não fazer, ou a presunção de que só um fato importante podia ser algo digno da arte. Também mostraram sua indiferença pelo Romantismo (estilo anterior), ao retratarem pessoas e acontecimentos do dia a dia, usando um estilo de pintura naturalístico, quase fotográfico, tendo como principal objetivo a observação o mais fiel possível. As cenas eram pintadas, na maioria das vezes, em grandes telas com a intenção de dar-lhes a mesma importância conferida às pinturas que representavam grandes eventos históricos. Aos realistas não importava mostrar figuras belas ou feias, mas mostrá-las reais.

O pintor francês Gustave Courbet é tido como o líder do movimento realista, sendo que sua obra intitulada “O Ateliê do Artista” é vista como uma declaração de seus princípios políticos e artísticos. Ao mesmo tempo em que compõe sua obra usando um estilo grandioso, próprio da pintura histórica, aborda uma temática realista ao apresentar seu estúdio onde se reuniam pessoas das mais diferentes classes sociais. Evidenciava, assim, sua crítica à postura idealizada da arte acadêmica em voga, tanto é que sua tela não foi aceita pelo júri do Salão de Paris de 1855. Em resposta, Courbet construiu um espaço próprio, intitulado “Le Réalisme” que acabou atraindo uma geração mais jovem de artistas parisienses.

Os pintores realistas encontraram no interior rural um lugar propício para suas obras, nas quais retratam principalmente paisagens tristes. As pinturas rurais foram objeto, sobretudo para os artistas da chamada “Escola de Barbizon” que se inspiraram nas cenas pintadas pelo artista inglês John Constantable. Um grupo de pintores sob a liderança de Jean-Baptiste-Camille Corot, Thèodore Rousseau, Jean-François Millet e Charles-François Daubiny criaram essa escola. Eles não só pintaram a natureza como tema principal, como nela inseriram, muitas vezes, personagens, a exemplo de Millet em sua obra “Os Catadores” em que inclui camponeses. Os membros desse grupo tinham em comum, sobretudo, a repulsa pela artificialidade da arte acadêmica. Propunham-se, ao invés de abraçar o academicismo, representar as cenas que viam com o maior realismo possível. Esses artistas foram mais tarde citados pelos impressionistas como inspiração para o novo estilo que criariam — o Impressionismo.

Os críticos que até então conviviam com as formas idealizadas da arte acadêmica achavam tudo aquilo muito bizarro. Para eles, os artistas realistas faziam, na verdade, uma busca deliberada pela feiura. No entanto, os realistas não tinham compromisso com a beleza, mas com a verdade. Transgredir a arte acadêmica à época era tido como um absurdo sob o ponto de vista dos imponentes censores da arte. Achavam, por exemplo, um disparate o tamanho grandioso das pinturas naturalistas que retratavam as cenas rurais que, para eles, tinham apenas a finalidade de transmitir aos cidadãos urbanos certo escapismo. E pior, essas ainda mostravam as condições do trabalho daquela gente, o que, para os conservadores, cheirava perigosamente a socialismo.

A França, ao abraçar um movimento coerente com seus ideais, foi a grande fomentadora do Realismo. As tendências naturalistas, contudo, ainda que em menor escala, ganharam projeção em vários países europeus, como Áustria, Alemanha e Itália, o que possibilitou diferentes graus deste estilo. Em seu contexto, o Realismo também apresentou formas chocantes para a época, sendo vistas pela maior parte dos críticos e público como ofensivas. É fato que alguns artistas realistas tinham por objetivo agredir as ditadoras convenções artísticas, mas também queriam atacar as conveniências sociais que eram, ao mesmo tempo, sociais e artísticas, uma vez que eles tinham compromisso com a realidade. Courbet, por exemplo, ao apresentar sua pintura “As Banhistas” provocou um escarcéu no Salão de Paris de 1853, sendo sua tela vista como ofensa pública.  A mesma pressão e crítica sofreu Manet, dez anos depois, com sua tela “Olympia”, uma versão do decantado tema de Vênus.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Courbet – O ATELIÊ DO ARTISTA
Manet – OLÍMPIA
Millet – AS RESPIGADORAS
Courbet – OS QUEBRADORES DE PEDRA
Teste – A ARTE DO REALISMO 

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

Teste – A ARTE DO ROMANTISMO

O Romantismo foi um estilo ligado às artes que teve início no final do século XVIII e atingiu sua plenitude no início do século XIX. Nasceu da visão dos filósofos alemães —Immanuel Kant, Karl Schlegel e George Hegel) —, para os quais o mundo interior do artista era a essência da esfera romântica. Para isso contribuíram certas precondições filosóficas, políticas, sociais e artísticas, existentes à época que puseram em primeiro plano a imaginação individual e a criatividade, sem que essas ficassem atreladas a quaisquer impedimentos. O movimento romântico carregava em si uma visão emotiva e intuitiva em oposição ao tratamento comedido e racional que se dava ao “clássico”.  

  1. Todas as alternativas em relação ao Romantismo estão corretas, menos:

    1. Houve mudanças no campo das artes em razão de fatos políticos e sociais.
    2. O Romantismo no Brasil coincidiu com a chegada da família real portuguesa.
    3. Foi um movimento que se caracterizou pela valorização do indivíduo.
    4. Rompeu com as regras acadêmicas, enalteceu a natureza e o nacionalismo.

  2. A —————- alcançou seu auge, sendo tida por muitos como a mais importante forma de arte do novo estilo.

    1. pintura de gênero
    2. paisagem
    3. natureza-morta
    4. pintura histórica
  3. São características da pintura romântica, exceto:

    1. O uso da figura “serpentinata” do Maneirismo.
    2. A reaproximação com o estilo Barroco.
    3. A negação do Neoclassicismo.
    4. O rompimento com as regras acadêmicas.

  4. A famosa pintura intitulada “A Liberdade Guiando o Povo” é obra de um dos mais importantes pintores românticos, conhecido como:

    1. Pablo Picasso
    2. Theodore Géricault
    3. Eugène Delacroix;
    4. J.M.W. Turner

  5. Os nazarenos alemães pretendiam reviver a honestidade e a espiritualidade na arte cristã. Eles formavam um grupo de:

    1. pintores românticos.
    2. opositores ao Romantismo.
    3. amigos dos artistas cristãos.
    4. Críticos do estilo romântico.

  6. Todas as alternativas dizem respeito aos valores queridos aos românticos, exceto:

    1. Opção por mostrar o indivíduo opresso pelas forças da natureza.
    2. O individualismo ancorado no espírito de revolta.
    3. Os movimentos nacionalistas.
    4. Levantes populares a favor do Estado dominante.

  7. O Romantismo veio depois do:

    1. Cubismo;
    2. Neoclassicismo
    3. Impressionismo;
    4. Realismo.

  8. As ideias do Romantismo espalharam-se por toda Europa, principalmente nesses países:

    1. Alemanha, Espanha, Suíça, França;
    2. França, Alemanha, Grã Bretanha, Suíça.
    3. Grã Bretanha, Portugal, Alemanha, Suécia;
    4. Suíça, Itália, Alemanha, Grã Bretanha;

  9. O espírito romântico foi em parte moldado pelos filósofos alemães Immanuel Kant, Karl Schigel e Georg Hegel, isto porque para eles:

    1. A imaginação individual e a criatividade deviam ser controladas.
    2. A noção do mundo interior não poderia influir na arte.
    3. As emoções do artista não podiam contaminar sua obra.
    4. O mundo interior do artista era a essência da esfera romântica.

  10. Foi também um fator determinante para a ascensão do Romantismo em razão da crise social e do sentimento de impotência diante das forças antinaturais da mecanização:

    1. A guerra dos Cem Anos;
    2. Nascimento do Nazismo;
    3. Revolução Industrial;
    4. Segunda Guerra Mundial.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO ROMANTISMO
Delacroix – A LIBERDADE GUIANDO O POVO
Turner – VAPOR NUMA TEMPESTADE DE NEVE
Géricault – A JANGADA DA MEDUSA
Friedrich – CAMINHANTE SOBRE UM MAR…

Gabarito
1b / 2b / 3a / 4c / 5a / 6d / 7b / 8b / 9d / 10c

A ARTE DO ROMANTISMO

Autoria de LuDiasBH

O Romantismo foi um estilo ligado às artes que teve início no final do século XVIII e atingiu sua plenitude no início do século XIX. Nasceu da visão dos filósofos alemães —Immanuel Kant, Karl Schlegel e George Hegel) —, para os quais o mundo interior do artista era a essência da esfera romântica. Para isso contribuíram certas precondições filosóficas, políticas, sociais e artísticas, existentes à época que puseram em primeiro plano a imaginação individual e a criatividade, sem que essas ficassem atreladas a quaisquer impedimentos. O movimento romântico carregava em si uma visão emotiva e intuitiva em oposição ao tratamento comedido e racional que se dava ao “clássico”.  

A reação ao racionalismo iluminista do século XVIII foi em parte responsável pelo surgimento do Romantismo. Os pensadores do Iluminismo haviam tentado encontrar uma ordem racional que fosse capaz de eliminar as superstições e os ideais religiosos que se espalhavam pelo mundo do pensamento inteligente, o que acabou não se concretizando, resultando numa grande desilusão, uma vez que o caos e as guerras continuavam existindo. Isso acabou ajudando a estimular o novo estilo.

Outro fator responsável pelo desenvolvimento do Romantismo foi a Revolução Industrial europeia. Ela deu início a um período de caos social, despertando nas pessoas um sentimento de impotência diante das forças antinaturais da mecanização que se fazia cada vez mais presentes. O Romantismo acabou fazendo com que essa frustração desaguasse na relação especial do homem com a natureza intocada, selvagem e inculta, como expôs o teórico francês Jean-Jacques Rousseau e como externou o pintou J.M.W. Turner em sua tela denominada “Vapor numa Tempestade”.

Os românticos objetivavam fazer reaparecer o lado espiritual e fantástico da Idade Média, fundamentalmente moderno, sob a alegação de que esse fora corrompido pela regressão pagã do Renascimento materialista. As ideias relativas ao Romantismo espalharam-se por toda a Europa, mas França, Alemanha, Suíça e Grã-Bretanha abraçaram-nas com paixão. A arte dos Estados Unidos — principalmente a pintura de paisagem — também sofreu grande influência deste estilo que, ao se interessar pela Idade Média, contribuiu em grande escala com o ressurgimento da arte pré-rafaelista por parte dos nazarenos alemães, retomando o interesse pelo gótico na arquitetura, principalmente na Inglaterra.  A escultura foi enriquecida com a representação de animais e foi menos afetada pelas diretrizes românticas — ao contrário da pintura que pois era tida à época como uma arte totalmente antirromântica.

O termo “romântico”, usado livremente para referir-se a uma visão saudosista do passado, ganhou intensidade com o renascimento vigoroso do estilo Gótico na arquitetura, sobretudo na Inglaterra. Porém, no final do século XVIII, um grupo de autores alemães passou a fazer uso de tal termo, dando-lhe um sentido diferente, ou seja, como o oposto do Classicismo, no que dizia respeito aos valores tradicionais. Enquanto o Classicismo valorizava a razão e a ordem, o Romantismo prezava o poder da imaginação, as emoções e o individualismo.

Na França havia uma disputa entre românticos e classicistas. Enquanto os primeiros — liderados por Eugène Delacroix — eram coloristas e suas obras muitas vezes pareciam inacabadas, os segundos — liderados por Jean-August-Dominique Ingres — viam no traço e no acabamento esmaltado os dois pontos mais importantes da arte. Por sua vez os nazarenos (grupo de pintores românticos alemães do início do século XIX que pretendiam reviver a honestidade e a espiritualidade na arte cristã e cujo nome nasceu como zombaria em razão de sua afetação do modo de usar roupas e estilo de cabelo segundo a modo bíblico) na Alemanha, inspiravam-se no passado, mas não se atinham às normas acadêmicas impostas pelo Neoclassicismo — estilo anterior. Outro ponto em que clássicos e românticos diferiam era na criação de paisagens. Os primeiros trabalhavam a natureza de modo que essa se adequasse a suas composições ordenadas, enquanto os últimos retratavam-na selvagem e afoita.  

Os valores queridos aos românticos podiam ser mostrados de diferentes maneiras: opção por mostrar o indivíduo opresso pelas forças da natureza; o individualismo ancorado no espírito de revolta; levantes populares contra o Estado dominante; e os movimentos nacionalistas. Eles trabalhavam com um grande leque de temas: horror, violência, loucura, sobrenatural, ideias exóticas, visionárias e místicas. Era comum que reproduzissem cenas históricas ou lendárias referentes à Idade Média. O movimento romântico apregoava a exacerbação das emoções, a agitação da psicologia humana e a força incontida da natureza, capaz de sobrepor à da própria humanidade, como mostra a pintura do artista francês Theodore Géricault, intitulada “A Jangada da Medusa”.

O Romantismo foi muito mais uma questão de ponto de vista, o que torna quase impossível analisá-lo em termos de conjunto de características. No entanto, podem ser citadas algumas tendências pictóricas predominantes, como a extrema linearidade dos alemães e a acentuada “pictorialidade” dos franceses. Alguns artistas também mostraram grande interesse pela cor, quer seja por seu potencial vibrante, quer seja pela criação de efeitos vibrantes. No que diz respeito à pintura histórica, essa deixou para trás sua supremacia moral vista no estilo Neoclássico, passando a fundir-se, muitas vezes, à pintura de gênero. Por sua vez a paisagem alcançou seu auge, sendo tida por muitos como a mais importante forma de arte do novo estilo. O Romantismo passou a dar lugar aos realistas nos anos 1840, quando esses passaram a retratar o presente com uma visão menos afeita à emotividade.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Teste – A ARTE DO ROMANTISMO
Delacroix – A LIBERDADE GUIANDO O POVO
Turner – VAPOR NUMA TEMPESTADE DE NEVE
Géricault – A JANGADA DA MEDUSA
Friedrich – CAMINHANTE SOBRE UM MAR…  

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

Teste – A ARTE DO NEOCLASSICISMO

O Neoclassicismo foi um estilo de arte que dominou o fim do século XVIII, indo até o início do século XIX. Ao contrário do que acontece com a maioria dos estilos de arte, o impulso inicial para o seu surgimento não veio de artistas, mas sim de pensadores (filósofos) — os portadores do “Iluminismo” na França. Nomes como Denis Didorot e Voltaire lideraram o movimento, ao fazer críticas ao relaxamento moral do estilo Rococó e, consequentemente, ao regime que o abrigava. Exigiam uma arte que fosse racional, moral e intelectualizada. Achavam que um reexame das artes da Antiguidade traria novos ares às normas criativas que vigoravam até então. Tais exigências podiam ser encontradas na cultura do mundo clássico.

  1. A Europa Ocidental, no final do século XVIII, retomou a cultura clássica com o objetivo de:

    1. buscar afinidade com os deuses da mitologia.
    2. reviver o ideal de beleza em detrimento da realidade.
    3. buscar inspirações na história, literatura e mitologia.
    4. Fazer vigorar as leis do Renascimento.

  2. Ao retomar o estilo greco-romano, o Neoclassicismo objetivava:

    1. adaptar os princípios clássicos à modernidade.
    2. retornar ao estilo greco-romano, fazendo uso de técnicas apuradas.
    3. cultuar a Teoria de Aristóteles e o ideal de democracia.
    4. Todas a alternativas estão corretas.

  3. O termo “academicismo” surgido à época e significava:

    1. Liberdade no ensino artístico nas academias de arte europeias.
    2. Adoção dos princípios da arte greco-romana apenas na pintura.
    3. Obediência estrita nas artes, seguindo os preceitos acadêmicos.
    4. Retorno aos princípios do Barroco e do Rococó.

  4. São características da arte Neoclássica na arquitetura, exceto:

    1. O uso de formas regulares simétricas e geométricas.
    2. Edificações com cúpulas monumentais, pórticos com colunas.
    3. O uso de materiais nobres como mármore, granito e madeira.
    4. Busca de efeitos teatrais causados pelo uso de luz e sombra.

  5. O Neoclassicismo deixou de lado a temática religiosa. Contribuíram par isso:

    1. A Revolução Francesa.
    2. A ruptura com o Absolutismo.
    3. A Segunda Guerra Mundial.
    4. A nova percepção de mundo surgida com o Iluminismo.

  6. São afirmações corretas acerca do pintura neoclássica, menos:

    1. Não abandonou a estética barroca.
    2. Tornou-se clara e simples.
    3. Passou a retratar a vida cotidiana.
    4. Fez uso de cenas mitológicas e históricas.

  7. Trata-se de um dos mais brilhantes pintores do estilo Neoclássico, considerado o “Pintor da Revolução Francesa”:

    1. Foucout
    2. Jaques-Louis David
    3. Jean-Auguste-Dominique Ingres
    4. John Flaxman

  8. A pintura mais famosa do pintor acima, tida como a primeira obra-prima do Neoclassicismo chama-se:

    1. O Juramento dos Horácios
    2. A Morte de Marat
    3. A Apoteose de Virgílio
    4. A Morte de Sócrates

  9. A escultura neoclássica tinha como características, exceto:

    1. Predominância de formas mais naturais.
    2. Abandono quase completo da policromia.
    3. Contorcionismo e dramaticidade como nas esculturas barrocas.
    4. Princípios de ordem, clareza, austeridade e equilíbrio.

  10. A edificação neoclássica acima que atualmente serve como cemitério de homens ilustres como Voltaire e Rousseau chama-se:

    1. Partenon
    2. Panteão Romano.
    3. Duomo
    4. Panteão de Paris.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO NEOCLASSICISMO
David – O JURAMENTO DOS HORÁCIOS
David – A MORTE DE MARAT
Gavin Hamilton – O RAPTO DE HELENA
Ingres – A GRANDE ODALISCA

Gabarito
1c / 2d / 3c / 4d / 5c / 6a / 7b / 8a / 9c / 10d

A ARTE DO NEOCLASSICISMO

Autoria de LuDiasBH

O Neoclassicismo foi um estilo de arte que dominou o fim do século XVIII, indo até o início do século XIX. Ao contrário do que acontece com a maioria dos estilos de arte, o impulso inicial para o seu surgimento não veio de artistas, mas sim de pensadores (filósofos) — os portadores do “Iluminismo” na França. Nomes como Denis Didorot e Voltaire lideraram o movimento, ao fazer críticas ao relaxamento moral do estilo Rococó e, consequentemente, ao regime que o abrigava. Exigiam uma arte que fosse racional, moral e intelectualizada. Achavam que um reexame das artes da Antiguidade traria novos ares às normas criativas que vigoravam até então. Tais exigências podiam ser encontradas na cultura do mundo clássico.

Ao se inspirar-se na arte clássica greco-romana, os neoclassicistas buscavam, sobretudo, suas qualidades de “nobre simplicidade e calma grandeza”, segundo o alemão Johann Joachim Winchelmann, responsável pelas sementes do renascimento clássico em Roma, uma vez que trabalhava para o cardeal Alessandro Albani, colecionador de antiguidades. Os escritos de Winchelmann apregoavam a superioridade da arte grega e conclamavam os artistas a “mergulharem seus pinceis no intelecto”. É interessante saber — até mesmo para a compreensão dos estilos que virão a ser estudados — que foi na época do Neoclassicismo que surgiu o termo “academicismo” em razão da adoção dos princípios da arte greco-romana tomados como base para o ensino nas academias de arte europeia, o que resultou em grandes contendas ao longo dos anos.

O estilo Neoclássico, ao enfatizar a ordem e a clareza, criticando os exageros, mostrava-se em sintonia com a “Era do Iluminismo” — descrição dada ao século XVIII. Alguns artistas — principalmente Jacques-Louis David — fizeram de sua obra um instrumento de suas convicções morais (ver obra ilustrativa). Em seu aspecto mais puro, o Neoclassicismo tratava-se de uma arte austera e nobre, na maioria das vezes ligada aos mais caros ideais políticos da época, o que não a impossibilitou de também apresentar aspectos intimistas e decorativos.  O novo estilo artístico primava por usar formas e cores simples de modo que toda complicação inútil fosse eliminada, o que resultou numa arte de formas geométricas e austeras que refutava cores brilhantes. Sua popularidade não tardou a espalhar-se por quase toda a Europa nos mais diversos campos: pintura, arquitetura, escultura, mobiliário, tecidos e cerâmica.

O Neoclassicismo, como é comum acontecer em quase todos os estilos de arte, apresenta em seu seio certas variações. Alguns artistas defendiam que a arte devia trabalhar apenas com temas considerados sérios, enquanto outros apegavam-se à literatura heroica do passado, usando como modelo as antiguidades gregas e romanas para ilustrar essas histórias. E foi exatamente a busca pela exatidão histórica a responsável por diferir o Neoclassicismo da ideologia convencional do Renascimento clássico. Enquanto o segundo se apoiava nos estilos tradicionais, oriundos dos conceitos de beleza e adequação estabelecidos por artistas do Alto Renascimento, o novo estilo, embora não tenha deixado de lado tais ideais, procurou fazer reconstruções exatas de antigas obras, o que não se tratava de plágio, mas levava em conta certas normas específicas que deveriam ser seguidas. Quando se tratava de obras históricas, por exemplo, os elementos apresentados deveriam estar em consonância com a época do acontecimento.

O Neoclassicismo foi o primeiro estilo da arte a fazer parte da Idade Contemporânea. Embora tenha tido a sua origem em Roma, não foi ali que apresentou suas mais famosas obras que foram criadas em outros países, especialmente na França. Os neoclassicistas inspiraram-se nas narrativas literárias e históricas e criticavam a visão do mundo clássico feita pelo Rococó que se alimentava apenas de fantasias eróticas, envolvendo deusas desnudas. A pintura intitulada “O Juramento dos Horácios” de autoria de Jacques-Louis David é tida como a primeira obra-prima do Neoclassicismo (ilustração acima).

Os artistas neoclássicos buscaram inspirações, sobretudo, na história, na literatura e na mitologia greco-romana, mas também fizeram usos de outros temas, como o dos tradicionais retratos e paisagens, assim como temas inovadores, inspirados nos fatos sociais e políticos da época em que viviam. Eles buscaram adaptar os principais clássicos à modernidade, usando técnicas apuradas, harmonias de cores e contornos precisos, cultuando a teoria de Aristóteles e o ideal da democracia. Com a desintegração do governo revolucionário na França e a ascensão de Napoleão, o ideal do Neoclassicismo mudou, passando a ganhar mais importância o esplendor do Império Romano ao invés do caráter moral da República.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Teste – A ARTE DO NEOCLASSICISMO
David – O JURAMENTO DOS HORÁCIOS
David – A MORTE DE MARAT
Gavin Hamilton – O RAPTO DE HELENA
Ingres – A GRANDE ODALISCA

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha