Arquivo da categoria: Saúde Mental

Fórum para debate sobre problemas de saúde mental, com textos alusivos ao tema.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG)

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Você é daquelas pessoas constantemente preocupadas? Sempre ansiosa com algo de errado que poderá ocorrer? Saiba que isso pode ser doença. No sentido literal “preocupação” é ocupar-se de algo que ainda não ocorreu e, na imensa maioria das vezes, nem irá ocorrer. Queremos ter o controle regular sobre tudo e todos e que nada de errado possa nos acontecer ou às pessoas das quais gostamos.

Os pensamentos inquietantes e exagerados, focados em fatos negativos, vão minando a saúde mental do indivíduo. São pensamentos incontroláveis que ocorrem em 3% das pessoas e são mais conhecidos pelos médicos como Transtorno de Ansiedade Generalizada(TAG).

Os estudos mostram que os portadores do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) demoram cerca de 15 anos para pedir ajuda. Em geral isso acontece porque acreditam que é normal ser hipervigilante. As pessoas com TAG costumam ser ótimos funcionários, pois conseguem prever mais os riscos do que a média das pessoas. A principio isso pode até ser bom, mas com o passar do tempo a energia desses indivíduos vai se esgotando, tornando-os cada vez mais frágeis, até entrarem em crise.

Pessoas excessivamente preocupadas não vivem. Sofrem. Estão constantemente enxergando o perigo, a desgraça, a doença, sempre o pior. É como se em dia de “céu de brigadeiro” olhassem para cima e dissessem: “Hoje vai chover, sem dúvida alguma!” Deixam-se dominar pela preocupação e, dominados por ela, não conseguem ter a necessária tranquilidade para raciocinar e tomar decisões acertadas no momento correto. É como se estivessem paralisadas ou engessadas para solucionar um determinado problema. Ficam tentando controlar o futuro, como se fosse possível. Isto tudo leva a um estado de grande tensão e, muitas vezes, ao estresse crônico.

A angústia de viver pensando que algo de ruim vai acontecer pode evoluir para casos mais sérios, com sintomas de palpitações, falta de ar, náuseas, dificuldade de concentração e de sono. Nesse ínterim aparecem tremores, contraturas musculares e fadiga. Isto tudo junto aos medos e fobias. Os quadros de TAG, muito frequentemente, evoluem para depressão.

É importante a diferenciação entre a ansiedade normal e a anormal. A primeira é àquela proporcional às dificuldades, promovendo um enfrentamento saudável. Já o TAG é uma ansiedade patológica, pois é desproporcional ao que está acontecendo ou ocorrendo.

Algumas dicas para ajudarem a controlar a “preocupação excessiva:

  1. Fazer exercícios físicos.
  2. Praticar atividades de relaxamento, como ioga e meditação.
  3. Utilizar-se de chás com efeito relaxante (camomila, melissa etc).
  4. Praticar a higiene do sono (assunto já abordado neste blog).
  5. Combater ativamente os pensamentos negativos com pensamentos e atitudes proativas.

Na dúvida a procura por ajuda médica e/ou psicológica pode ser bastante útil, com melhora substancial na qualidade de vida dessas pessoas.

Não apresse o rio, ele anda sozinho.
O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pare um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras….
Não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho.

(Autor desconhecido)

Nota: Imagem copiada de www.escolapsicologia.com

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SAÚDE MENTAL – ALERTA DA ONU

O isolamento, o medo, a incerteza, a turbulência econômica — tudo isso provoca ou pode provocar problemas psicológicos. (Devora Kestel, diretora do departamento de saúde mental da Organização Mundial da Saúde)

Sputnik – Um aumento de doenças mentais está sendo observado, enquanto milhões de pessoas em todo o mundo estão sendo confrontadas por mortes e doenças e estão sendo forçadas a se isolar, alertou a ONU.

O aumento da pobreza e a ansiedade, provocadas pela pandemia de COVID-19, representa um sério risco para a saúde mental em todo o mundo, informaram especialistas em saúde das Nações Unidas. “O isolamento, o medo, a incerteza, a turbulência econômica — tudo isso provoca ou pode provocar problemas psicológicos”, disse Devora Kestel, diretora do departamento de saúde mental da Organização Mundial da Saúde (OMS), citada pela Reuters.

Ao apresentar um relatório da ONU e orientações políticas sobre COVID-19 e saúde mental, Kestel disse que é provável um aumento no número e na gravidade de doenças mentais, e os governos devem se antecipar aos problemas. “A saúde mental e o bem-estar de sociedades inteiras foram severamente afetados por essa crise e são uma prioridade a ser abordada com urgência”, afirmou ela aos jornalistas em um briefing.

O relatório destacou várias regiões e setores das sociedades como vulneráveis ao sofrimento mental, incluindo crianças e jovens isolados de amigos e da escola, profissionais de saúde que estão vendo milhares de pacientes infectados morrerem pelo novo coronavírus.

Estudos e pesquisas já estão apontando para o impacto da COVID-19 na saúde mental em todo o mundo. Os psicólogos dizem que as crianças estão ansiosas e aumentos nos casos de depressão e ansiedade foram registrados em vários países. A violência doméstica também está aumentando e os profissionais de saúde estão relatando uma crescente necessidade de apoio psicológico.

Milhões de pessoas estão enfrentando turbulência econômica, tendo perdido ou correndo o risco de perder sua renda e meios de subsistência, acrescentou. Além disso, desinformação frequente e profunda incerteza sobre quanto tempo durará a pandemia estão fazendo as pessoas sentirem-se ansiosas e sem esperança em relação ao futuro.

O relatório apresentou propostas de ação para os formuladores de políticas buscarem “reduzir imenso sofrimento entre centenas de milhões de pessoas e mitigar os custos sociais e econômicos de longo prazo para a sociedade”. Isso incluiu a reparação de falta de investimento histórica em serviços psicológicos, o fornecimento de “saúde mental de emergência” por meio de terapias remotas, como tele aconselhamento para os profissionais de saúde da linha de frente, e o trabalho de forma proativa com pessoas que já apresentam o quadro de depressão e ansiedade, bem como com pessoas de alto risco de sofrerem violência doméstica e empobrecimento agudo.

Fonte de pesquisa
Jornal Online 247

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SAÚDE MENTAL E QUARENTENA – COVID-19

Por Cristiane Bomfim*

A Covid-19 é uma doença nova e, por isso, temos poucas informações sobre ela. Não se sabe ao certo qual o melhor tratamento, quais os impactos dela na saúde, na economia e no nosso dia a dia. Essas questões geram ansiedade, que é aquela apreensão por algo que vai acontecer, mas que não sabemos como lidar. Em excesso, ela compromete a saúde mental. (Alfredo Maluf, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein)

 Isolamento social por, no mínimo, 14 dias. Shows e eventos cancelados. Comércios, restaurantes, bares e parques com portas cerradas. Cinemas e teatros com atividades suspensas. Escolas sem alunos. Voos suspensos ou cancelados e viagens adiadas. As ações para conter a propagação do novo coronavírus anunciadas nos últimos dias estão mexendo com a rotina e a cabeça do brasileiro. As preocupações ultrapassaram a transmissão da doença e os cuidados com a saúde. Agora elas têm também viés social e econômico: como ficar em casa tanto tempo recluso? Como não trabalhar durante um tempo indeterminado? Como ajudar quem está com a Covid-19 sem correr risco? Como minimizar os riscos de endividamento do negócio próprio e do desemprego? O que fazer com as crianças em casa por tanto tempo? E como conter a saudade dos amigos e familiares? Como será o mundo depois que esta pandemia passar? 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pressão psicológica e o estresse causado pela pandemia do novo coronavírus podem agravar ou gerar problemas mentais. Para orientar a população sobre como lidar com uma situação de estresse atípico, como a vivida atualmente, o Departamento de Saúde Mental da OMS produziu um guia de saúde mental para a pandemia. O material está disponível no site da Organização das Nações Unidas (ONU) com dicas para população geral, pessoas em isolamento, crianças e idosos.

O novo coronavírus é uma preocupação real. Mas é importante lembrar que o excesso de preocupação impede que providências pontuais sejam tomadas e causam sintomas como insônia, mal-estar, cansaço, pensamentos catastróficos. As decisões devem ser tomadas seguindo uma sequência de necessidades”, diz Maluf. Segundo ele, o primeiro passo em busca da saúde mental é “ter noção do que está acontecendo com base em informações sérias e o entendimento de que não conseguiremos resolver todas as questões, que há mudanças que dependem de decisões governamentais, por exemplo”. 

População em geral

  1. Reduza a leitura ou o contato com notícias que podem causar ansiedade ou estresse. Busque informação apenas de fontes fidedignas e dê passos práticos para preparar seus planos, proteger-se e a sua família.  Procure informações e atualizações uma ou duas vezes. A enxurrada de notícias sobre o assunto pode levar qualquer pessoa à preocupação. Informe-se com os fatos e não os boatos ou as informações erradas.
  2. Não existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. Demonstre empatia com todos os afetados em qualquer país. As pessoas infectadas não fizeram nada errado e merecem nosso apoio, compaixão e gentileza.
  3. Não se refira às pessoas com a doença como “casos de covid-19”, “vítimas”, “adoentados” ou termos similares. Eles são “pessoas com Covid-19 ou que estão em tratamento, ou se recuperando”. Depois de recuperados, eles continuarão a vida normal em família, no trabalho e com amigos. É importante reduzir o estigma.
  4. Proteja a si próprio e apoie os outros ajudando-os em seus momentos de necessidade. A assistência a outros em seu momento de carência pode ajudar a quem recebe o apoio como a quem dá o auxílio. Um exemplo: telefone para seus vizinhos ou pessoas em sua comunidade que precisam de assistência extra. Atuando juntos como uma comunidade pode ajudar a criar solidariedade e a enfrentar a Covid-19 em união. 
  5. Crie oportunidades para ampliar histórias e imagens positivas e úteis de pessoas na sua área que tiveram a Covid-19. Por exemplo: experiências de pessoas que se recuperaram da doença ou que apoiaram um ente querido e estão dispostas a contar como foi.
  6. Homenageie e aprecie o trabalho dos cuidadores e dos agentes de saúde que estão apoiando os afetados pelo novo coronavírus em sua região. Reconheça o papel deles para salvar vidas e manter todos seguros.

Crianças

  1. Em estresses e crises é normal para a criança buscar mais os pais e exigirem mais deles. Fale com seus filhos sobre a Covid-19 de forma honesta e apropriada à idade deles.  Se eles tiverem preocupações, o fato de falar sobre elas pode ajudar a baixar a ansiedade das crianças. Elas observam os pais, as emoções no ar e tiram daí seus mecanismos para lidar com as próprias emoções da melhor forma nesses momentos difíceis.
  2. Ajude as crianças a expressarem, de forma positiva, seus medos e ansiedades. Cada criança tem sua própria maneira de fazê-lo.  Algumas vezes, a atividade criativa, jogos e desenhos podem ajudar. As crianças se sentem melhor e mais aliviadas quando podem comunicar os sentimentos num ambiente de apoio.
  3. Mantenha as crianças perto dos pais e familiares. Caso uma criança tenha que ser retirada de seus pais ou tutores, assegure-se de que ela será bem cuidada. Garanta que durante o tempo da separação, o contato com os pais ou tutores seja feito duas vezes ao dia por chamadas de vídeo ou outra forma apropriada à idade da criança.
  4. Mantenha a rotina familiar sempre que possível e crie novas rotinas principalmente com as crianças em casa. Pense em atividades lúdicas e pedagógicas para fazer com elas. Incentive as crianças a continuarem brincando e se sociabilizando com os outros, mesmo que somente na família por causa do distanciamento social no momento.

Idosos e pessoas com problemas de saúde

  1. Idosos, especialmente em isolamento social ou com problemas cognitivos (como demência) podem se tornar ansiosos, estressados, com raiva, agitados e distanciados durante a quarentena. Ofereça a eles apoio emocional por meio de redes familiares ou de agentes de saúde. 
  2. Partilhe fatos simples sobre o que está acontecendo com informações claras e palavras compreensíveis para quem tem barreiras de entendimento. Repita a informação sempre que necessário.  Envolva a família e outras redes de apoio no fornecimento das notícias e de medidas de prevenção como a lavagem de mãos.
  3. Se você tem alguma doença ou síndrome, certifique-se de que seus medicamentos estão disponíveis para uso. Ative ainda seu grupo de amigos para pedir ajuda caso necessário.
  4. Esteja preparado e informado sobre como buscar ajuda, chamar um taxi, comprar comida. Providencie medicamentos para duas semanas, caso necessário.
  5. Aprenda exercícios físicos simples para fazer em casa todos os dias durante o isolamento e a quarentena para não reduzir a mobilidade. 
  6. Mantenha rotinas e tarefas regulares sempre que possível e crie novas num ambiente diferente. Entre elas atividades diárias, limpeza, canto, pinturas e outras. Ajude outros, vizinhos, amigos, crianças e pessoas em hospitais combatendo a Covid-19, sempre que for Seguro, claro. Mantenha o contato com pessoas queridas por telefone.

*da Agência Einstein
Fonte de pesquisa: Jornal online 247

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QUANDO O PRAZER É PERIGOSO

Autoria de Lu Dias Carvalho

O que serve para tudo se presta ao abuso (ditado popular)

 A dependência é em parte determinada pelas circunstâncias da vida e em parte pelos genes. (Stefan Klein)

Não há quem não deseje ter uma vida plena de prazeres, contudo, a busca exagerada pelo aprazimento pode transformar-se numa faca de dois gumes. Isso acontece porque, ao ter a vontade saciada, a satisfação decresce rapidamente levando a pessoa a buscar uma nova, pois, como reza o dito popular, “os prazeres são efêmeros”. Como bem mostram os compradores compulsivos, o desejo passa a comandar a vontade, tornando o indivíduo refém de um anseio incontrolável. O biofísico Stefan Klein explica porque isso acontece: “Quando um estímulo desencadeia repetidamente o desejo, isso altera o modo de funcionamento de várias áreas do cérebro. Poderoso, o desejo pode transformar um indivíduo em um ser obcecado que não conhece mais limites e perde o sentido da realidade”.

O fato é que o ser humano possui apenas um circuito – um sistema multiuso – relacionado ao “desejo” que é o mesmo no que diz respeito ao aprazimento proporcionado pelos alimentos, pelo amor, reconhecimento social, etc., portanto, não importa qual seja o tipo de prazer para que a dopamina (conhecida como o neurotransmissor do prazer) seja produzida. Segundo pesquisas científicas, ao buscar mais e mais prazer, a pessoa acaba entrando no “fazer por fazer”, ou seja, a ação passa a ser mais importante e não a coisa em si. Para o comprador compulsivo, por exemplo, o ato de comprar é muito mais importante de que o objeto adquirido, enquanto para o glutão interessa apenas a ação de comer.  Para o sujeito refém do desejo, o que conta é a satisfação de seu anseio, o prazer antecipado daquilo que irá obter.

Os vícios nada mais são do que desejos descontrolados e um acidente na vida do indivíduo na busca pela felicidade, como explica Stefan Klein: “Dependendo da disposição genética, o prazer por comida pode se transformar em gula desenfreada; o gosto pela prática de esportes em um castigo obsessivo com corridas ou peso; a alegria com o ato de jogar ocasionalmente em uma prática constante. Todos esses comportamentos compulsivos surgem da mesma maneira. […] A evolução não programou nada para evitar que nos prejudicássemos dessa maneira, pois não podia prever essa circunstância que só ocorreria em um futuro distante. […] Há apenas dez gerações, na época em que a fome era um flagelo frequente em muitos países, não se tinha a ideia de que a agricultura mecanizada viria a ampliar a oferta de alimentos de tal forma que a obesidade se tornaria um grave problema de saúde pública. A dependência, portanto, não pode ser compreendida como um desejo que escapou do controle evolutivo”.

Ao ligar a procura obsessiva por prazer à busca pela felicidade, Stefan Klein relaciona até mesmo os sete pecados capitais a um desejo incontrolável para obter satisfação. Assim explica: “Orgulho é amor-próprio em altas doses, avareza é parcimônia excessiva e inveja é um exagero da nossa tendência natural de buscar nas outras pessoas um ponto de comparação. A gula surge sempre que o organismo não responde à ingestão de alimentos com a sensação de saciedade. A luxúria nos domina quando não encontramos no sexo uma satisfação plena, o que nos faz querer sempre mais. A ira é a agressividade descontrolada, não submetida à razão. A preguiça é o estado em que ficamos, quando, depois de um relaxamento saudável, não conseguimos recuperar o ritmo e a motivação naturais”.

Como podemos desligar o circuito da dependência predadora pelo prazer e escapar das tentações? Acionando o sistema de vigilância diária. Vigiando-nos o tempo todo, buscando sempre racionalizar os nossos desejos de modo a não nos tornar reféns deles. Epicuro de Samos, filósofo grego do período helenístico, já dizia: “O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade”, ou seja, quando deixa de ser prazer para se transformar em vício.

Nota: a ilustração é o quadro Os Sete Pecados Capitais de Bosch.

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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A ALIMENTAÇÃO NO COMBATE AO TAG

Autoria de Lu Dias Carvalho

O TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) é um distúrbio que, segundo o manual de classificação de doenças mentais – DSM. IV – caracteriza-se pelo excesso de preocupação ou expectativa apreensiva. Trata-se de uma das doenças mentais que mais crescem em todo o mundo. Dentre os seus sintomas mais comuns podem ser listados: dificuldade de concentração, irritabilidade, inquietação, fadiga, tensão muscular, taquicardia, palpitações, falta de ar, aperto no peito, sudorese e perturbação do sono. Esses sintomas variam de uma pessoa para outra. Os portadores de tal transtorno possuem um nível alarmante de ansiedade que não corresponde aos acontecimentos responsáveis por gerá-lo. Esse transtorno muitas vezes aparece sem nenhum motivo aparente.

O transtorno da ansiedade generalizada não respeita idade ou gênero, podendo afetar pessoas de todas as idades, desde criança à velhice. As mulheres normalmente são um pouco mais vulneráveis ao TAG do que os homens. O diagnóstico médico é muito importante, pois os sintomas de tal transtorno são comuns a muitas outras doenças. Uma vez diagnosticado o transtorno – diagnóstico feito através de uma avaliação criteriosa – o doente será orientado por seu médico quanto ao tratamento, sendo que, na maioria das vezes, terá que fazer uso de antidepressivos por um determinado tempo. Deve também ser alertado para o fato de que deve seguir corretamente a prescrição médica, jamais interrompendo o tratamento sem o aval do médico, pois a retirada do medicamento não pode ser súbita.

O Dr. Dráuzio Varella alerta: “Se você é visto como alguém de estopim curto que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade. Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem se esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda”. Quanto mais cedo houver a busca por ajuda, menor será o sofrimento do portador do TAG.

A alimentação desempenha vital importância no combate ao TAG, assim como pode contribuir para estimulá-lo. Se ela sozinha não é capaz de curar a ansiedade, seu uso adequado é responsável por amenizá-la e muitas vezes impedir que surja. Os ansiosos, portanto, devem ter cuidado com aquilo que lhes entra pela boca. É sabido que bebidas que contêm cafeína – alcaloide psicoestimulante –, como café, chá-mate, chá-verde, erva-mate, chá-preto e refrigerantes contribuem para o aumento da ansiedade. A nutricionista Isabella Correia adverte: “A cafeína estimula o sistema nervoso, eleva o hormônio do estresse – o cortisol – e diminui a produção de serotonina no cérebro. Como consequência aumenta a tensão, a irritabilidade, o estresse, as dores de cabeça, a ansiedade e a compulsão por doce.”. No entanto, existem alimentos e substâncias que ajudam a combater o TAG. Vejamos alguns:

1. Chás – existem muitos chás (valeriana, folhas de maracujá, camomila, erva-cidreira, melissa, etc.) que contêm substâncias que acalmam e relaxam os músculos, diminuindo a ansiedade.

2. Peixes – aqueles que contêm ômega 3 e vitaminas do complexo B (atum, salmão, sardinha, etc.) são importantíssimos para a saúde do cérebro.

3. Chocolate – os seus flavonoides – que são um antioxidante – ajudam na produção de serotonina. Mas isso somente nos chocolates com uma alta concentração de cacau (a partir de 70%), de preferência sem açúcar.

4. Verduras verde-escuras (principalmente espinafre) – contêm ácido fólico, uma vitamina do complexo B que também ajuda na produção de serotonina.

5. Vitamina C – presente nas frutas cítricas, como laranja, acerola, caju, etc. Essa vitamina diminui a produção de cortisol (hormônio produzido em resposta ao estresse e à ansiedade).

6. Triptofano – aminoácido que ajuda na produção da serotonina. Proporciona bem-estar, ajuda o cérebro em suas reações químicas, regula o apetite, o sono e leva a uma sensação de confiança. Dentre os alimentos em que encontra presente estão a banana, nozes, queijo, grão-de-bico, etc.

Fontes de pesquisa:
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-
Segredos da Mente/ Cérebro e Depressão

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ATENÇÃO AO ALARME DA ANSIEDADE

Autoria de Lu Dias Carvalho

 A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. (Sâmia Aguiar Brandão Simurro)

Quando (a ansiedade) passa a ser excessiva, com dificuldade de controle, comprometendo e trazendo prejuízos em áreas importantes da vida, temos que suspeitar do aparecimento do transtorno. (Ervin Cotrik)

 As causas emocionais (da Síndrome do Pânico) são diversas e, geralmente, são reflexos de situações do indivíduo que não foram resolvidas e “explodem” mais adiante em situações de ansiedade. (Bernard Miodownik)

 A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa (tensão gerada pela ansiedade). A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga. (Leonard Vereaque)

 A ansiedade faz parte da vida e sua raiz encontra-se no medo, o que é de suma importância para a nossa sobrevivência, pois desencadeia, numa situação de perigo, uma resposta de luta ou fuga quando isso se torna necessário. Contudo, quando foge à normalidade, é preciso estar atento ao alarme recebido, pois pode se tratar de um transtorno mental, envolvendo um nervosismo crônico, cuja gravidade é desproporcional à situação vivida. A ansiedade e seus transtornos tanto podem aparecer repentinamente – através de um ataque de pânico – ou gradativamente, e seus sintomas tanto podem ser mentais quanto físicos.

Existem diversos tipos de ansiedade, como também muitas causas que podem levar ao transtorno (fatores genéticos, personalidade ansiosa, ambiente estressante, doença física, abuso de drogas, acontecimentos traumáticos, maneira de encarar o dia a dia, tendências adquiridas no convívio com pessoas ansiosas, etc.). Esse transtorno começa a interferir na vida da pessoa – aprisionando-a em suas teias – ao trazer consigo um companheiro altamente indesejável: o medo extremado, desmedido e aterrador. O horror de passar por uma crise – momento em que a pessoa tenta evitar situações que levam à ansiedade extrema – acaba se resvalando para a Síndrome de Pânico (SP). Pesquisas apontam que pessoas com transtorno de ansiedade são duas vezes mais predispostas a sofrerem de depressão.

Uma vez que mente e corpo formam uma única unidade, nada mais comum que o fato de os fatores psicológicos contribuírem para o surgimento ou agravamento de inúmeros distúrbios físicos e as doenças orgânicas geradas afetarem o estado de espírito ou a forma de pensar e agir de um indivíduo. A ansiedade, por exemplo, é capaz de causar doenças como gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias.  Portanto, a saúde mental e a física são como os dois lados de uma mesma moeda chamada “corpo humano”. São sintomas comuns a uma crise de ansiedade: coração acelerado, respiração ofegante, sudorese, tremores em várias partes do corpo, asfixia ou tontura, músculos tencionados, cérebro em pânico, etc.

São catalogados diversos tipos de distúrbios de ansiedade, sendo os mais comuns: transtorno da ansiedade generalizada (TAG); síndrome do pânico (SP); fobia social; fobias específicas; transtorno obsessivo compulsivo (TOC); transtorno de estresse pós-traumático (TEPT); ansiedade noturna. Podem ser listados como sintomas psicológicos da ansiedade: medo constante; nervosismo extremo; a sensação de que está para acontecer algo ruim; dificuldade de concentração; falta de controle sobre os pensamentos; insônia; irritabilidade; agitação de pernas e braços; preocupação exagerada, etc. Podem ser listados como sintomas físicos da ansiedade: dificuldade para respirar (respiração ofegante ou falta de ar); dor ou aperto no peito; aceleração do ritmo das pulsações cardíacas; excesso de transpiração; sensação de fraqueza ou cansaço; náusea; boca seca; mãos pés frios; tensão muscular; dor de barriga; diarreia, etc.

Embora os homens não se encontrem imunes ao transtorno de ansiedade – ocasionada principalmente por questões profissionais e financeiras – as mulheres compõem um número duas vezes maior. Isso acontece porque, além de lidarem com um número maior de obrigações e responsabilidades, elas ainda são vítimas das variações hormonais. Conhecendo, portanto, os alarmes dados pela ansiedade e sendo ela o gatilho para provocar outros transtornos mentais, quanto mais cedo o doente buscar ajuda, menor será o seu sofrimento.

Fontes de pesquisa
Segredos da Mente
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/ansiedade
http:ansiedade-e-transtornos-relacionados-ao-estresse/considerações
https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2011/05/17/ansiedade

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