Ticiano – O JUÍZO FINAL

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Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor Ticiano Vecellio (1490–1576), também conhecido como Tiziano, Titian ou ainda como Titien, encontra-se entre os grandes nomes da pintura italiana. Ainda pequeno, retirava suco de flores para desenhar toalhas e lençóis. O pai — Capitão Conte Vecellio — reconhecendo o pendor artístico do filho, envia-o para Veneza, acompanhado do irmão mais velho. Ali é apresentado por um tio aos mais importantes pintores venezianos da época.  Passa pelas mãos de Gentile Bellini e depois nas de Giorgione que o acolhe com entusiasmo. Sorve com tanto interesse os ensinamentos de Giorgione que, com 20 anos incompletos, tem uma de suas pinturas confundida com a obra do mestre. Oportunidade em que o aluno percebe que não existe mais nada a ser aprendido com ele e passa a caminhar por conta própria.

A composição intitulada O Juízo Final — também conhecida por A Glória ou A Trindade ou O Julgamento Final e ainda Paraíso — é uma obra do artista, encomendada pelo imperador Carlos V que nutria por ela grande admiração. Trata-se de uma das sete telas do artista que o imperador levou consigo, quando se recolheu em 1556, ao mosteiro de Yuste e para a qual voltou seu olhar ao morrer. Nela estão representados o imperador e sua família clamando a Jesus Cristo pela salvação.

No alto da composição está a Santíssima Trindade — Deus Pai e Jesus Cristo (ambos estão sentado, trazendo um globo e um cetro nas mãos) e o Espírito Santo em forma de pomba e cujos raios atravessam as nuvens. Ali também se encontram à esquerda a Virgem Maria (olhando para o lado) e São João Batista — teologicamente os dois principais intercessores. À direita estão Carlos V (ao lado da coroa imperial), sua esposa Isabella de Portugal (o casal está amparado por anjos com asas azuis), seu filho Filipe II da Espanha e as filhas Joana da Áustria, Maria da Hungria e Eleonor da Áustria — todos vestidos com mortalhas e descalços.

Na composição também estão presentes inúmeras figuras do Antigo Testamento, como Adão e Eva, o rei Davi (recostado sobre uma ave de rapina que olha para ele), Moisés (com as Tábuas da Lei) e Noé (com a Arca sobre a qual está uma pomba branca com um ramo de oliveira no bico). A figura com a roupa verde tem sido identificada como Maria Madalena, a Sibila Eritreia, Judite, Raquel ou a própria Igreja Católica. Dois homens idosos e barbados colocados mais abaixo são identificados como Pietro Aretino e o próprio Ticiano (visto de perfil). É provável que a figura barbada logo abaixo da Virgem seja Francisco de Vargas — embaixador da Espanha em Veneza.

O uso da cor azul (a mesma usada no manto de Deus Pai e de Deus Filho) e a postura da Virgem Maria na composição — ela é a única a caminhar em direção à Santíssima Trindade — indicam a sua importância em relação às demais figuras presentes. À esquerda da Trindade ( e à direita do espectador) inúmeros anjos segurando palmas põem-se ao lado da família suplicante de Carlos V. A pintura apresenta um movimento ascendente — do reino terreno para o céu. Uma paisagem bucólica é vista na parte inferior da tela, na qual são vistos peregrinos — testemunhas da visão divinal. O fundo da composição, na parte divina, é todo pintado com o rostinho de querubins.

Em razão dos muitos nomes recebidos, é possível concluir que esta composição possua várias leituras e que o título Juízo Final deve-se ao fato de ter sido contemplada pelo imperador, quando ele se encontrava morrendo, pois, na verdade, não tem relação com o tema apresentado. O artista assinou seu nome no manuscrito que se encontra na mão do rei Davi.

Obs.: A fonte textual da obra é uma passagem do último livro do “De Civitate Dei” de Santo Agostinho que narra a visão celestial do abençoado.

Ficha técnica
Ano: 1551/1554
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 346 x 240 cm
Localização: Museu do Prado, Madri, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/La_Gloria_(Titian)&prev=search
https://www.museodelprado.es/en/the-collection/art-work/the-glory/66149817-6f88-4e5f-a09a-81f63a84d145

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A ARTE E A XILOGRAVURA (Aula nº 44)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

 

       

         (Clique nas gravuras para ampliá-las.)

A xilogravura (técnica de impressão através da qual se faz uso da madeira como matriz, possibilitando a reprodução da imagem gravada sobre o papel ou outro suporte adequado) é um processo muito parecido com um carimbo. Segundo alguns, trata-se de uma técnica usada pelos egípcios e conhecida pelos chineses desde o século II. A verdade é que essa técnica é de origem desconhecida. A primeira documentação precisa de seu uso encontra-se no livro “Diamond Sutra”, impresso na China em 868 (século IX). Seu reaparecimento se deu na Europa em meados do século XV, quando passou a cumprir o papel de grande veículo de imagens e textos.

A impressão de estampas no Ocidente aconteceu algumas décadas antes que livros fossem impressos. Folhetos com imagens de santos, assim como texto de orações eram impressos com a finalidade de serem compartilhados com os peregrinos da fé cristã e também como uma forma de devoção particular. A Igreja foi uma das grandes propagadoras dessa técnica com a finalidade doutrinária, ou seja, ensinar seus fiéis as lições dos Livros Sagrados.

A impressão desses folhetos com imagens de santos era muito simples. Pegava-se um bloco de madeira — mogno, nogueira e outras cepas macias, fáceis de serem manejadas — e, fazendo uso de um objeto cortante, dele retirava tudo que não fosse parte da estampa, deixando em alto relevo um conjunto de arestas bem finas, ou seja, aquilo que deveria aparecer em preto. Obtinha-se, assim, um resultado semelhante ao do carimbo de borracha de nossos dias. A impressão de textos de orações no papel era bem parecida. Revestia-se a superfície do bloco de madeira com tinta de impressão — composta de óleo e fuligem — e comprimia-o contra a folha de papel. Inúmeras impressões eram feitas antes de ter que trocar o bloco (matriz) por outro. Essa técnica, embora rudimentar, era simples e barata.

Podia-se fazer uma pequena série de estampas impressas, ao juntar os vários blocos como um livro. Tais impressos passaram a ser chamados de “livros xilografados”. Tanto as xilogravuras quanto os livros xilografados passaram a ser vendidos em feiras populares. Da mesma maneira eram produzidas as cartas de jogar, havendo, portanto, estampas humorísticas e aquelas dedicadas aos fiéis. Tais imagens entalhadas tiveram um papel fundamental para os artistas e pensadores da época, tratando-se de uma notável ferramenta no avanço das ciências, ideias e letras, num dos períodos mais férteis da humanidade.

A primeira ilustração acima faz parte do livro xilografado “A Arte do Bem Morrer”. Trata-se de um dos primeiros trabalhos em xilogravura que a Igreja Cristã usou como um “sermão ilustrado” para ensinar seus devotos. Esta gravura em particular tinha por objetivo recordar os fiéis sobre a finitude da vida e ensinar-lhes, conforme reza o título, a arte de bem morrer. Estudemos a sua composição:

  1. Um devoto jaz em seu leito de morte. À sua esquerda encontra-se um monge que põe em suas mãos uma enorme vela acesa.
  2. A alma do cristão deixou seu corpo através de sua boca, sob a forma de uma diminuta figura em oração, vista entre a cabeça do monge e a cabeça do morto.
  3. Um anjo recebe a alma do devoto, tendo outros anjos em júbilo atrás dele.
  4. Cristo crucificado aparece ao fundo à direita. Seus santos encontram-se a seu lado. É para eles que a alma deverá retornar.
  5. Uma hoste de demônios em suas bizarras e temerosas formas aparece em primeiro plano. De suas bocas saem inscrições com os dizeres em latim: “Estou furioso”, “Estamos perdidos”, “Estou assombrado”, “Isto não é consolo” e “Perdemos esta alma”. Pela expressão do rosto do falecido vê-se que ele morreu bem, pois nada teve a temer sobre os poderes do Inferno.

Exercício:
1. Qual é a origem da xilogravura?
2. Conte com suas palavras o que vê na primeira ilustração.
3. Oswaldo Goeldi – SUBÚRBIO

Ilustração: 1. O bom homem em seu leito de morte (c. 1470) / 2. Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: esboçando a gravura; no segundo: usando um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

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Van Dyck – SANSÃO E DALILA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

É surpreendente o interesse com que Van Dyck se concentrou na arte veneziana e nos exemplos de Ticiano, Veronese e Tintoretto no momento de sua chegada à Itália. (Justus Müller Hofstede)

O pintor Anthony van Dyck (1599–1641) foi o mais talentoso discípulo e ajudante do pintor francês Peter Paul Rubens, sendo 22 anos mais novo do que seu mestre, pessoa de quem herdou o talento na representação da textura e superfície das figuras. Também se transformou num dos pintores retratistas mais procurados da Europa.

A colossal composição intitulada Sansão e Dalila é uma obra-prima do pintor. A temática do quadro é tirada do Velho Testamento (Daniel) que narra a história de Sansão — guerreiro israelita de força gigantesca —, por quem os filisteus nutriam muito medo. Ao apaixonar-se por Dalila — uma filisteia seduzida pelos bens materiais — Sansão acaba revelando-lhe que sua força encontrava-se nos cabelos.

A composição mostra o momento em que o guerreiro, após ter os cabelos cortados pela sedutora Dalila — as madeixas e a tesoura ainda se encontram no chão, próximas a um cãozinho — é amordaçado pelos soldados furiosos. O olhar de Sansão, carregado de mágoa, volta-se horrorizado para a mulher que tanto amava e que o traíra. Dalila, ainda sentada, esboça um gesto com o braço esquerdo, como se fosse tocá-lo. Ela aparenta estar horrorizada com o que acabara de fazer.

Uma serva idosa e de rosto macilento — contrastando com a grande beleza de Dalila — encontra-se logo atrás de sua patroa. Os soldados filisteus trazem cordas nas mãos para amordaçar Sansão que se debate inutilmente, pois agora não mais carrega a força de antes. Um deles empunha um tacape feito de madeira e ferro.

Esta maravilhosa obra de Anthony van Dyck apresenta duas grandes influências: a de Ticiano na paleta de cores quentes e nas amplas vestes e a de Peter Paul Rubens na modelação de figuras fortes.

Ficha técnica
Ano:1628-1630
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 146 x 254 cm
Localização: Museu de História da Arte, Viena, Áustria

Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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A PRIMAVERA (Aula nº 43 B)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A descoberta da perspectiva e o estudo da natureza também trouxeram dificuldades aos artistas. Como nos ensina o Prof. E. H. Gombrich, “Cada descoberta numa direção gera uma nova dificuldade em algum outro ponto”. Ao adotar o conceito de que a pintura deveria refletir a realidade, os artistas viram-se com dificuldades para dispor as figuras harmoniosamente na composição. Dentre os mestres florentinos da segunda metade do século XV que tentavam resolver tal questão estava o pintor Sandro Botticelli. Nossa aula hoje diz respeito a uma de suas primorosas obras, famosa em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Botticelli – A PRIMAVERA e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1.  O quadro, concluído em 1478, tinha por finalidade enfeitar a residência de verão da família……………, ficando ao lado de “O Nascimento de Vênus”. É hoje uma das obras mais populares e reverenciadas na arte ocidental.

    1. Sforza
    2. Gonzaga
    3. Bórgia
    4. Medici

  2. A pintura possui um formato monumental, com figuras em tamanho natural e reverencia a chegada da estação das flores, usando uma temática…………. clássica.

    1. histórica
    2. cristã
    3. mitológica
    4. islâmica

  3. A deusa Vênus é a figura central da composição. Encontra-se vestida com recato e a posição de sua mão direita sugere que esteja:

    1. Observando as flores.
    2. Abençoando toda a cena.
    3. Dirigindo-se a Zéfiro.
    4. Conversando com Flora.

  4. Pelo volume da barriga da deusa da beleza conclui-se que:

    1. Trata-se do pregueado de suas vestes.
    2. Ela se encontra grávida do filho Cupido.
    3. Ela está a simbolizar a Mãe Natureza.
    4. Trata-se tão somente de sua postura.

  5. As árvores atrás de Vênus formam um arco quebrado, a fim de:

    1. Reforçar sua majestosa beleza.
    2. Uni-la aos outros personagens.
    3. Coroá-la como deusa da primavera.
    4. Distingui-la dos demais personagens.

  6. Acima da deusa Vênus está Cupido, seu filho, com os olhos vendados e apontando sua flecha para……………

    1. Clóris
    2. Zéfiro
    3. Três Graças
    4. Mercúrio

  7. As Três Graças representam a beleza, a castidade e a sensualidade, sendo conhecidas como:

    1. Clóris, Flora e Talia
    2. Aglaia, Talia e Eufrósina
    3. Eufrósina, Flora e Talia
    4. Aglaia, Clóris e Flora

  8. À esquerda de Vênus, envolto numa túnica azulada, encontra-se…………. com suas bochechas infladas.

    1. Zéfiro
    2. Mercúrio
    3. Júpiter
    4. Apolo

  9. Uma fileira de flores sai da boca de Clóris após ser fecundada, e ela se transforma-se em ………………, a deusa da primavera.

    1. Hera
    2. Ártemis
    3. Gaia
    4. Flora

  10. As Três Graças apresentam-se sempre dançando e uma delas é retratada em todas as pinturas……….

    1. olhando para Vênus
    2. de costas para o observador
    3. de frente para Zéfiro
    4. com vestes diáfanas

  11. Esta pintura é uma das obras mais encantadoras do estilo………………… italiano.

    1. Renascentista
    2. Românico
    3. Gótico
    4. Bizantino

  12. Alguns críticos de arte dão outros sentidos à pintura, mas a grande maioria afirma que se trata de um grupo de figuras mitológicas num jardim, festejando a……………..

    1. a despedida da primavera
    2. a chegada da primavera
    3. o encontro com Vênus
    4. a fecundação de Clóris

  13. É sabido que esta obra maravilhosa de Sandro Botticelli:

    1. Não tem passado por restauração.
    2. Sofreu uma grande queda.
    3. Perdeu parte de sua base.
    4. Vem escurecendo com o tempo.

  14. Segundo pesquisas, há cerca de………… espécies de plantas identificadas e retratadas na pintura e cerca de……….. espécies diferentes de flores.

    1. 300 / 120
    2. 200 / 100
    3. 500 / 190
    4. 250 / 80

  15. 15. A técnica usada por Sandro Botticelli nesta obra foi:

    1. têmpera sobre madeira
    2. afresco
    3. têmpera sobre tela
    4. óleo sobre tela

Gabarito
1.d / 2.c / 3.b / 4.a / 5.d / 6.c / 7.b / 8.a / 9.d / 10.b / 11.a / 12.b / 13.d / 14.c / 15.a

Obs.: Conheça mais sobre a vida desse primoroso artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – SANDRO BOTTICELLI  

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O NASCIMENTO DE VÊNUS (Aula nº 43 A)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A descoberta da perspectiva e o estudo da natureza também trouxeram dificuldades aos artistas. Como nos ensina o Prof. E. H. Gombrich, “Cada descoberta numa direção gera uma nova dificuldade em algum outro ponto”. Ao adotar o conceito de que a pintura deveria refletir a realidade, os artistas viram-se com dificuldades para dispor as figuras harmoniosamente na composição. Dentre os artistas florentinos da segunda metade do século XV que tentavam resolver tal questão estava o pintor Sandro Botticelli. Nossa aula de hoje diz respeito a uma de suas primorosas pinturas, famosa em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Botticelli – O NASCIMENTO DE VÊNUS e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1. A pintira intitulada “O Nascimento de Vênus” tem como tema:

    1. uma lenda cristã
    2. um mito clássico
    3. um fato histórico
    4. uma narrativa bíblica

  2. O responsável pela encomenda dessa obra pictórica foi um membro da família:

    1. Medici
    2. Bórgia
    3. Sforza
    4. Gonzaga

  3. A composição em estudo retrata a chegada de Vênus, nascida…………. à terra.

    1. dos raios do sol
    2. do sopro do vento
    3. da espuma do mar
    4. do perfume das flores

  4. Embora a deusa encontre-se desnuda, ela repassa……………….

    1. grande erotismo
    2. imenso entusiasmo
    3. acentuado desalento
    4. extrema pureza

  5. Vênus se encontra dentro de uma enorme concha que é impelida para a praia pelo deus……………. e pela ninfa…………….

    1. Zéfiro / Clóris
    2. Mercúrio / Dóris
    3. Júpiter / Métis
    4. Febo / Galateia

  6. A delgada deusa Vênus cobre um dos seios com a mão direita e a virilha com a esquerda, usando as pontas de seus longos cabelos ruivos — gesto comum às pessoas…………….

    1. luxuriosas
    2. recatadas
    3. lascivas
    4. sensuais

  7. Vênus desliza sobre o mar de pé na parte mais pontuda da concha, numa atitude de …………………, com seu olhar meigo e distante, imersa em seus pensamentos.

    1. desconfiança
    2. ansiedade
    3. confiança
    4. preocupação

  8. A rosa — símbolo do amor — é a flor sagrada de Vênus e foi criada quando ela nasceu. Os espinhos das rosas são para nos lembrar que o amor:

    1. Está sempre ao lado das pessoas boas.
    2. Depende de como cada um leva a vida.
    3. Só machuca aqueles que o destratam.
    4. Muitas vezes pode  acabar machucando.

  9. Entrelaçados, os deuses alados, presentes na pintura, impelem Vênus para a praia em meio a uma chuva………

    1. de flores
    2. de estrelas
    3. de folhas
    4. de ouro

  10. A deusa Hora é uma das quatro Horas que simbolizam as estações do ano. Ela simboliza a primavera — estação……….

    1. da meditação
    2. do renascimento
    3. da introspecção
    4. do rejuvenescimento

  11. Os personagens possuem mãos e pés bem delineados e fortes, apresentando dedos……………. — uma característica das figuras pintadas por Botticelli.

    1. curtos
    2. grossos
    3. alongados
    4. pequenos

  12. Todo o quadro é perfeitamente harmonioso e tem……………. como figura central.

    1. Hora
    2. Zéfiro
    3. Clóris
    4. Vênus

  13. O Nascimento de Vênus foi uma pintura revolucionária para o seu tempo, por ser a primeira obra de grande porte renascentista a tratar…………………

    1. de um tema laico e mitológico
    2. de um tema laico e sacro
    3. Vênus como uma divindade religiosa
    4. a natureza com grande respeito

  14. Chega a ser surpreendente que esse quadro tenha escapado da ira sagrada do monge beneditino……………….. que consumiu outras tantas obras de Botticelli porque, segundo o extremista, teriam “influências pagãs”.

    1. Fra Angelico
    2. Girolamo Savonarola
    3. Fra Filippo Lippi
    4. Guidolino da Pietro

  15. A técnica usada por Botticelli na obra foi:

    1. afresco
    2. óleo sobre tela
    3. têmpera sobre tela
    4. guache

Gabarito
1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.a / 6.b / 7.c / 8.d / 9.a / 10.b / 11.c / 12.d / 13.a / 14.b / 15.c

Obs.: Conheça mais sobre a vida desse artista fantástico acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – SANDRO BOTTICELLI  

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RELAÇÃO AMOROSA E BIPOLARIDADE

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Autoria de Carlos José Cipriano

A minha namorada (ela tem 39 anos e eu 31) terminou comigo faz dois meses. Morávamos juntos há praticamente quatro anos. No começo tínhamos um relacionamento perfeito, coisa de filme. Nós nos entendíamos em tudo, até mesmo além do limite esperado. Ela mesma dizia que a gente não brigava e vivia muito bem. Em relação ao sexo a nossa sintonia era algo fora do comum para a maioria dos casais.

Hoje consigo ver claramente que ela tinha fases depressivas. Após iniciar uma etapa financeira ruim na nossa vida (provocada por ela), uma fase eufórica começou — bem parecida com um relato que li aqui — entre o fim de um ano e começo do outro. A libido começou cair e passamos a ter relações sexuais duas ou três vezes ao mês. Chegamos a ficar dois meses sem qualquer tipo de relação amorosa. Cheguei a perguntar a ela se tinha “enjoado” de mim. Eu me sentia muito mal, pois até o beijo era diferente de antes.

No que diz respeito à questão financeira, percebi que se tratava de outro escape dela que gastava muito com roupas, mercado e, por último, com a decoração do apartamento onde morávamos. Até a forma de me tratar havia mudado. Eu sempre a chamava de minha esposa, mas notei que ela já me chamava apenas de namorado e ficava muito irritada se eu a contrariasse até mesmo nas coisas mais simples e insignificantes.

Na primeira vez em que ela teve uma crise eufórica, eu tive que chamar o SAMU. Fiquei com medo de acontecer algo mais grave, pois começou a gritar de madrugada, a me morder, a me unhar e dizer que eu estava a machucá-la. Após esse acontecimento falei-lhe para irmos a um médico. Ela resistiu, mas acabou indo, porém nunca aceitou tratamento e acredito que convenceu o médico de que não tinha nada. Ele apenas a diagnosticou como tendo sobrecarga de trabalho.

Agora no final de 2020 voltou a fase eufórica. Tentei lhe dar um calmante, mas ela literalmente surtou. Acabou me humilhando, falando coisas absurdas, distorcidas, surreais e me expulsou de sua vida. O filho dela — hoje já adulto — conseguiu levá-la a um outro médico que a diagnosticou com bipolaridade. Queria até mesmo interná-la e receitou-lhe remédios bem fortes. Ela novamente não aceitou qualquer tipo de tratamento, sob a alegação de que não tem nada e que apenas trabalha demais.

Hoje estou menos pior que antes, tentando evitar falar com ela, mas é uma vontade absurda de correr até ela e abraçá-la. No início eu tentava lhe falar todos os dias, mandava mensagens, procurava vê-la… Porém vi que isso estava me fazendo mal, deixando-me muito triste e sem ânimo. Eu a amo, queria viver para sempre com ela, mas realmente é muito pesado conviver com uma pessoa bipolar, quando essa não aceita o que tem e se recusa a fazer tratamento.

Identifiquei aqui vários relatos iguais ao que passei com a minha companheira até então. Claro que tive falhas em certos momentos, pois eu não sabia como lidar com seu comportamento instável. Na primeira vez em que ela surtou, fui extremamente paciente, como sempre, mas não adiantou nada, e da última vez tentei ser mais firme, seco, porém também de nada adiantou. Ainda fica uma esperança de ela aceitar se tratar e voltarmos, mas sei que isso é quase impossível. No seu caso vejo hoje também um ciclo. Ela trabalha muito, gasta tudo, compra algumas coisas e depois se desfaz e acaba se prejudicando e a quem está ao seu lado. Já teve vários namorados e já prejudicou muitos deles.

A única coisa da qual não posso dizer nada é sobre infidelidade. Nunca vi nada disso, mas sei que ela tem algo estranho com seus relacionamentos. Parece “enjoar” de um mesmo parceiro depois de certo tempo, pois basta terminar um relacionamento e rapidamente entra em outro. Depois de nossa separação eu já a vi no dia de Natal, saindo do trabalho com um ex-namorado. Eu a amo e espero que um dia aceite se tratar para o seu próprio bem.

Ilustração: Arlequim de Barcelona, 1917, obra de Picasso

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