Jan Miense Molenaer – UMA SENHORA COM DUAS CRIANÇAS…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Uma Senhora com duas Crianças ao Cravo é uma obra do artista neerlandês Jan Miense Molenaer (1610 (?)- 1668), que foi aluno do famoso mestre Frans Hals. Mui sabiamente o pintor elucidou o problema de retratos em grupo, ao compô-los com cenas de gênero campesino e urbano. Recebeu influências também do pintor Van Ostade.

O quadro apresenta uma cena de vida familiar. Uma  senhora encontra-se sentada diante de seu instrumento musical, com as mãos sobre o teclado. À direita da musicista estão duas crianças: uma menina de cabelos presos e um menino usando um chapéu. De acordo com pesquisas, a senhora ao cravo é Judith Leyster, esposa do pintor, contudo, as crianças não são seus filhos, levando em conta a época em que a pintura foi feita.

A mulher encontra-se elegantemente vestida no interior de uma casa abastada. Traz o corpo virado para seu magnífico instrumento musical, minuciosamente decorado, mas com a cabeça voltada para o observador. Ela toca cravo, instrumento de corda também conhecido por clavecino, pertencente à família do virginal. Na tampa do instrumento está pintada uma paisagem, onde se vê um casal abraçado. Na sua parte superior encontra-se um macaco, cuja simbologia, à época, era a de chamar a atenção contra o desejo carnal. No fundo da composição vê-se um jovem entrando pela porta.

Ficha técnica
Ano: entre 1630 e 1640
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 38,5 x 29,5 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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Alessandro Magnasco – MATANÇA DOS INOCENTES

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Matança dos Inocentes é em uma obra do pintor italiano Alessandro Magnasco (1667-1749), que iniciou seus estudos com seu pai, o pintor Stefano Magnasco. Foi também aluno de Valerio Castello e Filippo Abiatti. Trabalhou para o grão-duque Fernando de Medici e para as famílias Borromeo e Visconti, entre outras.

O artista gostava de pintar, sobretudo, paisagens com cenas da vida de monges, freiras, ciganas, feiticeiras, pedintes e vagabundos. Em suas paisagens fantásticas, castigadas pelas intempéries, ele dispõe suas figuras longilíneas e dramáticas, através de uma pintura enérgica e de um jogo de luz responsável por produzir efeitos sombrios.

Em seu expressivo quadro Matança dos Inocentes, o artista apresenta um episódio bíblico, relatado no Novo Testamento, sobre a ordem dada por Herodes, para que todas as crianças, nascidas em Belém, e com menos de dois anos, fossem executadas. Tal passagem bíblica vem inspirando artistas em todos os tempos, principalmente na pintura e na escultura.

A matança ocorre em primeiro plano, limitada por colunas e arcadas. No centro da composição, formando uma pirâmide em base larga, está um soldado sobre seu cavalo empinado, segurando um bebê pelas pernas e trazendo uma espada na mão direita, enquanto a mãe clama desesperadamente.

Os elementos da composição convergem para o centro, como mostra a postura dos três degoladores, à esquerda, e a daquele que se encontra à direita, segurando a cabeça da mulher de vestido azul, que traz o filho debaixo de seu corpo.

Ficha técnica
Ano: entre 1735 e 1742
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65,5 x 83,5 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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O COMPLEXO DE VIRA-LATA

Autoria de Oswald Duarte

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Nós, brasileiros, infelizmente, em grande número, temos, como na expressão criada pelo jornalista e dramaturgo Nélson Rodrigues, o chamado complexo de vira-lata, ou seja, como disse esse famoso escritor brasileiro: “Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro coloca-se, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.” E já que estamos na fase de substituir tudo aqui no Brasil, logo, logo, irão chamar este sentimento de “the mongrel complex”, como já disse o jornalista americano Larry Rohter.

Hoje, por exemplo, não temos mais “liquidação”, mas “sale” ou “off”. Esta coisa toda, infelizmente, tem tomado um tamanho tão descomunal que muitos casais, na espera do nascimento do filho, estão lotando lojas em Miami para comprar enxoval de criança. No período natalino acontece a mesma coisa. E saem de lá esnobando horrores, numa comparação idiota com os produtos aqui fabricados e vendidos pelas nossas “stores” (refiro-me desta forma às nossas lojas, já que a prática está pegando tão fulminantemente)

Acham certas pessoas que tudo no exterior é melhor do que no Brasil, esquecendo-se que, em muitos países, ainda acham que o Brasil é um país habitado por indígenas e cheio de florestas. Há algum tempo, Buenos Aires era nossa capital, e entendiam que em nosso país falava-se o espanhol e, como num passado não muito distante – porque vivi neste tempo – De Gaulle referiu-se ao Brasil como não “sendo um país sério”. Ora, penso que nossos comerciantes espertamente estão explorando este complexo de vira-latas para vender mais, com a criação aqui também do “Halloween” e do “Black-Friday” – ora já que os brasileiros são os estrangeiros lá nos EUA que visitam o Disneylândia – por que não? E se a moda pegar para valer, logo, logo no aniversário, estaremos cantando:

“Black Friday to you,/ on this dear date/ much happiness / many years of life./ Alive Black Friday!/ Alive”

Há muitos interesses, acredito, por detrás deste complexo, que o ativam incessantemente, como é o caso do descobrimento, por cientistas e doutores brasileiros, de uma substância, a fosfoetanolamina sintética que, segundo relatos, vem trazendo extraordinário benefício para os pacientes com câncer. Vi a exposição, na TV Câmara, dos pesquisadores brasileiros, que estão lutando para que a Anvisa dê prosseguimento ao trabalho deles – já têm mais de vinte anos de pesquisa, que estão sendo feitas por um grupo na USP. Estão propondo que, pelo menos para os pacientes terminais, o medicamento seja fornecido – que é somente fabricado no laboratório da USP – ou seja, não industrialmente, e, por isso, necessitam que essa licença seja dada mediante produção industrial para atender todos. Dizem que não querem nada financeiramente, produto de patente, etc. Mas objetivam salvar, no futuro, milhares de vida. Os pesquisadores deixaram claro que pessoas inescrupulosas estão aproveitando da descoberta para vender, como sendo a original, um tipo de fosfoetanolamina manipulada, quando o objeto da descoberta deles é a sintética. Por isso, há milhares de pessoas comprando produto que não irá trazer os efeitos desejados.

Os pesquisadores mostraram vídeos e fotos de pacientes (que concordaram com a exposição), comprovando efeitos extraordinários, como uma criança, que estava totalmente sem movimentos, na espera da morte, e, que recuperou os movimentos, além da consciência, uma melhora extraordinária. Eles – os pesquisadores – dizem que a droga mata as células cancerosas e daí a melhoria. Ainda não houve a comprovação de que possa curar, livrar o doente da doença, porém, é importante dizer que o tratamento não tem efeitos colaterais e melhora muito o quadro dos pacientes que se sujeitaram à pesquisa. O que é mais importante, pode o doente continuar a ser tratado pelos medicamentos tradicionais, não havendo incompatibilidade. Dizem os pesquisadores que a burocracia, certamente exigida pelos grandes empresas farmacêuticas do mundo, que detém patentes de outros medicamentos, ou seja, interesse econômico, está impondo dificuldades para o desenvolvimento da pesquisa, que está sendo feita com dinheiro saído do próprio bolso deles.

Aí está mais uma prova do tal complexo de vira-lata, pois, infelizmente, a opinião pública não deu muita importância para esta descoberta. Se ela fosse feita por pesquisadores europeus ou americanos, seria objeto de grande significado, mas pesquisadores brasileiros (ora bolas, brasileiros), como pensa a maioria vira-lata, não fazendo nenhuma pressão sobre a Anvisa para cuidar da equipe e apoiá-la nas pesquisas.

Precisamos vencer o “Black Friday” e retornar aos bons tempos da liquidação.

Nota: imagem copiada de tvblogueiro.blogspot.com

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Jan Steen – A FESTA DE SÃO NICOLAU

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição A Festa de São Nicolau é uma obra do pintor holandês Jan Steen (c.1625-1679). O artista estudou com com Nicolaes Knüpfer, Adriaen van Ostade e Jan van Goyen, tendo se casado com Margaretha van Goyen, filha do último mestre. Fez parte da Guilda de São Luca de Leiden. É tido como um dos importantes pintores holandeses do século XVII. Sua obra é vasta e diversa, na qual se inclui trabalhos narrativos e alegóricos, paisagens, apesar de poucas, e retratos, mas seu gênero predileto era as pinturas de gênero. É visto como um grande observador e o mais vivaz dentre os grandes pintores holandeses de interiores.

Em sua pintura, o artista mostra o interior de uma casa, onde se realiza a festa de São Nicolau. Encontram-se presentes quatro adultos e sete crianças. Vê-se grande alegria no rosto da criançada, com seus brinquedos e guloseimas, excetuando no de um garoto, que se encontra de chapéu e, que traz a mão no rosto, como se estivesse chorando, provavelmente por não ter ganho o presente de seu agrado, ou por ter sido castigado pelos pais, pelo mau comportamento durante o ano. Seu irmão, situado entre o pai e a mãe, aponta para ele, rindo. Uma garota, atrás dele, mostra-lhe um sapato vazio – o dele. A figura idosa, que aparece segurando uma cortina, olhando para o meninho tristonho e sorrindo, pode ser sua avó com um presente guardado para ele.

A atenção do casal está voltada para as crianças, principalmente para a pequenina, que se encontra no meio do grupo. Ela carrega uma boneca, com vestimenta de pelo e uma longa cruz na mão, à imagem de São João Batista. E traz nos braços um pequeno balde com suas guloseimas e, voltada para a mãe, parece buscar sua aprovação. Um rapazola carrega nos braços um bebê, que por sua vez segura um símbolo na mão. Ele aponta para a chaminé, como se mostrasse ao neném por onde passa São Nicolau, para trazer os brinquedos na Noite de Natal. Uma outra criança, próxima a ele, canta a plenos pulmões, inclinando o corpo para trás. O símbolo que o bebê carrega remete à luta entre católicos e protestantes, e trata-se de um São Nicolau feito de gengibre.

À direita encontra-se uma pequena mesa com alimentos. Próxima a ela está um objeto, em formato endurecido, parecendo-se com uma estrela, que sinaliza a importância do dia. Castanhas, moedas e um sapatinho jazem abandonados no chão, assim como uma cesta com bolo, pães, castanhas e frutas, como se fosse uma natureza-morta dentro de outra pintura. Vê-se apenas parte de uma segunda cesta, de onde desponta uma garrafa. O clima é bem festivo no ambiente. As janelas de vidro, ao fundo, mostram que é inverno. Lá fora tudo parece frio, contrastando com o ambiente aconchegante em que se encontra a família.

Ficha técnica
Ano: c. 1663-1665
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 82 x 70,5 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Feast_of_Saint_Nicholas

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Dufy – CORRIDA EM DEAUVILLE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Corrida em Deauville é uma obra do artista francês Raoul Dufy, que nutria grande fascínio pelas corridas de cavalo, pois essas lhe proporcionavam um espetáculo de cor, formado pelas pessoas que a elas acorriam, pelos ginetes e seus cavalos, assim como pela natureza em volta, formando um todo.

O quadro acima trata-se de uma grande tela, em que pessoas, cavalos, grandes árvores e relva, com a casa vermelha ao fundo, formam um espetáculo multicor, iluminado pelo crepúsculo matutino.

Ainda que as figuras humanas, presentes na composição, não gosem de nenhum privilégio, pois o pintor via-as como um mero elemento decorativo ou como a continuidade de uma paisagem, elas podem ser distintas. As figuras de mulheres elegantes com seus chapéus e sombrinhas, dos jóqueis e dos homens vestidos com fraques chamam a atenção. Algumas dessas figuras não passam de pequenas manchas de cor, que muitas vezes misturam-se ao verde em derredor, como mostra um dos cavalos à esquerda, próximo a uma árvore, cuja parte da frente é marrom e a da trás é verde.

Um casarão avermelhado, com telhado amarelo, ergue-se ao fundo. Todos se encontram em frente a ele, enquanto a pista de corrida, à esquerda, mostra-se desértica. Duas enormes árvores frondosas, ultrapassando a construção, ocupam grande parte da tela. O galho de uma terceira, tão grande como estas, é visto à direita, no alto da composição. Árvores bem menores aparecem em volta. O céu é de um azul intenso. O dia é propício para o divertimento. Os presentes aguardam o início da corrida.

Ficha técnica
Ano: c. 1931
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 55 x 81 cm
Localização: coleção particular

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultural

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Mondrian – ARTE, DESIGN, MODA E PUBLICIDADE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Sua obra, muitas vezes copiada, continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade, que dela se apropriam, sem necessariamente levar em conta sua fundamental e filosófica recusa ao uso da imagem. (Fonte desconhecida)

A composição denominada Composição em Vermelho, Amarelo e Azul é uma obra do pintor holandês Piet Mondrian, artista cujo trabalho trouxe grande inspiração ao design, à moda e à publicidade. A pintura em questão tem a forma de um quadrado, onde se inserem linhas que se cruzam na vertical e na horizontal, formando ângulos retos, em divisões assimétricas. As cores usadas são o vermelho, o azul, o preto, o branco e o amarelo.

Ao lado da obra de Mondrian está um exemplo de sua influência no mundo da moda. O estilista francês Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent, que foi um dos nomes mais conhecidos da alta-costura do século passado, baseou-se, em 1965, neste quadro do artista para criar o vestido tubinho, em jersey,  cujo sucesso foi imediato. O vestido de Yves Saint Laurent tornou-se um dos mais famosos da história da moda, um ícone.

Quem quiser ter mais conhecimento sobre a influência de Piet Mondrian no design, na moda e na publicidade, basta buscar no Google, em imagens, por “Mondrian e a moda”.

Ficha técnica
Ano – 1921
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 59,5 x 59,5 cm
Localização: Haags Gemeentemuseum, Haia, Holanda

Fontes de pesquisa
Mondrian/ Abril Cultural
http://artedescrita.blogspot.com.br/

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