OS BENEFÍCIOS DA PET TERAPIA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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A pet terapia é também conhecida como Terapia Assistida por Animais (TAA), na qual participam cães, gatos, coelhos, cavalos, tartarugas, dentre inúmeras outras espécies, sendo o cão, normalmente, o mais requisitado. Ela pode ser aplicada no tratamento de doentes cardíacos, com hipertensão arterial de difícil controle, câncer, autismo, Alzheimer, paralisia, estresse, depressão ou com qualquer outra doença que possa trazer melhoria na qualidade de vida. É claro que a pessoa precisa gostar de animais, bem como a presença do mesmo não pode causar desconforto ao paciente. Pelo contrário, deve trazer alívio e alegria. Inúmeros benefícios já estão catalogados através de estudos, como o desenvolvimento da autoestima e da autoconfiança, a melhora da socialização, a preservação da memória, além de uma significativa contribuição na diminuição dos sintomas de ansiedade e da depressão.

Contudo, para que os resultados combinem segurança com sucesso, é fundamental a colaboração de médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e, claro, veterinários especializados em comportamento canino. Para a realização desse tipo de terapia em hospitais e casas para idosos, o controle de segurança deve seguir protocolos preestabelecidos, para que aja o beneficio terapêutico e a segurança da instituição. Ainda temos que avançar muito neste quesito, para que aja a liberação do animal pela autoridade sanitária aos estabelecimentos de saúde. No Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a entrada dos animais de estimação é liberada desde o ano de 2009, desde que autorizado pelo médico responsável de cada paciente. Em muitos casos, o animal terapeuta pode ser o próprio bichinho do paciente, que deve ser dócil e tranquilo.

Melhoras Apresentadas

Como já citei, não há uma recomendação específica de quem pode ser ajudado pela pet terapia, desde que não haja alguma contraindicação, como medo de animais e alergias respiratórias. Porém, há casos já bem estabelecidos na literatura, como crianças portadoras de autismo, que demonstram uma redução dos quadros de agressividade e da tendência ao isolamento, quando em sessões com cães. Crianças com TDAH também têm seus sintomas abrandados. Já nos idosos, portadores da doença de Alzheimer, foi demonstrado melhora do humor, redução dos episódios de agressividade e redução da carga de estresse.

Portadores de câncer, em especial os que estão sendo submetidos à radio e/ou quimioterapia, têm melhorada sua qualidade de vida com redução de dor e da carga emocional (com melhora dos episódios de ansiedade e depressão). Já falamos que reduz o estresse, pois o contato com animais liberam hormônios, que favorecem sensações agradáveis, como as endorfinas e a oxitocina. Melhora também quadros de depressão. O convívio com animais aumenta a produção de dopamina e da serotonina, hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, prazer e alegria. A pet terapia ajuda também no tratamento de paralisias, como em casos de derrame cerebral, vítimas de acidentes ou portadores de paralisia cerebral. Como podemos observar, a

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Hendrick Terbrugghen – A INCREDULIDADE DE SÃO TOMÉ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O quadro A Incredulidade de São Tomé é uma obra do pintor holandês Hendrick Terbrugghen (1588-1629), importante caravagista de Utrecht. Em sua viagem à Itália, onde se presume que tenha conhecido Caravaggio, estudou com afinco o grande mestre italiano. Seus trabalhos incluem pinturas de temas religiosos e de gênero. Seus retratos realistas incluem pessoas do mundo teatral e gente simples. Usa em sua arte uma paleta com tons leves, assim como uma suave projeção da luz e da sombra.

A composição acima foi baseada em uma obra de Caravaggio com o mesmo tema. Jesus Cristo está ladeado por quatro apóstolos. São Tomé, um dos doze seguidores do Mestre, trajando uma vestimenta vermelha, põe o dedo indicador direito na sua ferida. A temática refere-se a uma passagem bíblica, que fala sobre a incredulidade de Tomé, ao encontrar Jesus Ressuscitado (João 20,26-28).

Conhecedor que era da obra de Caravaggio, Hendrick reforça a iluminação do pintor italiano, pondo em destaque os elementos narrativos. A luz advém de uma única fonte, colocando em destaque a expressão do rosto das figuras, podendo ser observadas até mesmo as pequenas rugas. Chama a atenção o primor das mãos da figura à esquerda de Jesus, com seu manto alaranjado. O artista reinterpreta Caravaggio, incorporando sua obra à tradição pictorial holandesa, num maravilhoso trabalho.

Ficha técnica
Ano: c. 1621
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 108,8 x 136,5 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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Oswaldo Goeldi – SUBÚRBIO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A penumbra é um elemento constante de sua linguagem, que acabou encontrando perfeita tradução plástica no opção do artista pela xilogravura como meio preferencial de expressão. (Rafael Cardoso)

O Brasil que aparece nas obras do gravador, filho do naturalista suíço Emilio Goeldi, está muito distanciado da ideia de um país tropical, alegre e solar. O mundo de suas gravuras e desenhos é formado por personagens solitários em ruas silenciosas — universo que, para o espectador, pode parecer inquietante. (jornal O Estado de São Paulo)

Ninguém que conhece a paisagem do Brasil — suas ruas e casarios, seus tipos e costumes — ousaria negar a centralidade do país no imaginário do artista. (Rafael Cardoso)

A composição O Subúrbio que também pode ser encontrada com o título “Tropischer Garten” (Jardim Tropical) é uma obra do artista brasileiro Oswaldo Goeldi. As duas impressões foram feitas a partir da mesma matriz. Não se sabe o porquê de trazerem nomes diferenciados. Mas isso é comum acontecer na gravura, onde existe a reprodução das obras. Aquela com nome em alemão deve ter sido feita para o estrangeiro.

A gravura apresenta um sobrado, rodeado por palmeiras e bananeiras, além de um imenso pé de flamboyant  e da nossa tão conhecida babosa. A frente do  sobrado de dois pavimentos ocupa o centro da composição. Na parte de baixo estão duas grandes portas. O casarão parece espremido — acima, pelo céu e abaixo, pelas árvores.

Na frente do sobrado, em primeiro plano, encontra-se um casal. O tamanho agigantado da edificação e da vegetação que a envolve, torna-o diminuto. Na segunda gravura vista, denominada Chuva, o artista deixa o seu mundo do preto e branco, para inserir um pouco de cor em seu trabalho de xilogravura.

Ficha técnica
Ano: c. 1930
Técnica: xilogravura sobre papel
Dimensões: 14,6 x 15 cm
Localização: Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil

Fonte de pesquisa
A arte brasileira em 25 quadros/ Rafael Cardoso

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Chagall – O GALO

Autoria de Lu Dias Carvalho

ogalTodo o nosso mundo interior é realidade, porventura até mais real do que o próprio mundo visível. Se denominaros tudo aquilo que nos parece ilógico, como sendo fantasias ou histórias, com isso só provamos que não entendemos a natureza. (Chagall)

A composição O Galo  é uma obra do pintor russo Marc Chagall, que lança mão de conteúdos simbólicos, sempre presentes em seus trabalhos, para explicar o tema.

Uma jovem mulher encontra-se montada num grande galo. Ela enlaça seu pescoço com seus braços, enquanto une sua cabeça à do animal. A expressão contida na cara da ave é de incontida felicidade, enquanto as feições da moça exalam ternura.

Na linguagem metafórica de Chagall, o namorado da jovem é representado pelo galo. A profunda felicidade espiritual que emana do casal atinge dois enamorados num barco, ao fundo da composição, e outro diminuto, que se encontra abraçado, na altura do pé da jovem.

O céu e a água estão unificados, sem delimitação do horizonte. À direita, na parte superior da pintura,  galhos frondosos  descem acima do casal, como se acompanhasse a curvatura das costas da jovem enamorada,  formando um dossel.

Ficha técnica
Ano: 1929
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 81 x 65 cm
Localização: Museu Thyssen-Bornemisza, Madri, Espanha

Fonte de pesquisa
Marc Chagall/ Taschen

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AÇÚCAR – OS RISCOS PARA A SAÚDE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Obesidade e diabetes serão o desafio de saúde pública do século XXI. (Walter Willett, pesquisador da Universidade de Harvard)

Em nenhuma época da história da humanidade, o homem inflou tanto o seu corpo como vem acontecendo nos dias de hoje, movido pelo excesso de energia calórica, cada vez mais consumida. O que temos é uma verdadeira maratona entre os países ricos, para ver quem consome mais calorias, trazendo como consequência uma série de doenças. E, para a infelicidade dos países pobres, suas populações estão seguindo o mesmo caminho de seus conhecidos endinheirados.

O vilão do século XXI (ao lado do sal, do sedentarismo, das gorduras, etc.) é o “dulcíssimo” açúcar, presente em nossa vida desde os mais tenros anos. Este nosso velho conhecido, que antes parecia o mais desejável de todos os sabores, está sendo crucificado por todos os segmentos ligados à saúde, considerado não apenas como um problema  médico, mas também político, econômico, social e cultural.

O açúcar começou a ser usado na Idade Média, ocasionando grandes transformações na história das civilizações. E, com certeza, a conscientização sobre os males que ele provoca reescreverá uma nova história para a humanidade. A sua redução trará impacto em todo o mundo, pois está presente em quase todos os alimentos elaborados pelo homem. Muitos paradigmas terão que ser mudados, transformando antigos e enraizados hábitos para o bem da vida humana.

Associações de saúde vêm alertando no sentido de que o açúcar deve receber a mesma atenção que o tabaco, pois, em quaisquer que sejam as formas usadas, é o maior responsável pela obesidade que assola a humanidade. Também é responsável por inúmeras doenças degenerativas, pelo ataque cardíaco, derrame cerebral e diabetes. Pesquisas evidenciam que o açúcar também pode ser o responsável por alguns tipos de cânceres. Dentre esses, o câncer de pâncreas e o de intestino.

Cientistas estadunidenses revelam que, assim como o cigarro está para o fumo, o refrigerante está para o açúcar, sendo que o consumo de tal bebida vem crescendo assustadoramente em todo o planeta, tanto nos países ricos quanto nos pobres. As autoridades, comprometidas com a saúde humana, reconhecem que o lobby do açúcar e dos refrigerantes é fortíssimo em todo o mundo, e o desafio ao enfrentá-lo é bem mais complexo do que se pode imaginar. Esperam eles, pelo menos, que a indústria de refrigerantes opte por uma fórmula menos nociva ao organismo humano. E que ninguém se engane quanto aos alimentos “diet”.

A American Hear Association, representante dos cardiologistas americanos, divulgou uma tabela, onde mostra os limites possíveis para o consumo de açúcar, limites esses bem abaixo dos até então recomendados:

  •  as mulheres devem consumir, no máximo, 100 calorias por dia (aproximadamente 6 e ½ colheres de chá de açúcar);
  •  os homens podem consumir até 150 calorias (dez colheres de chá de açúcar).

A previsão para aquele, que ultrapassa tais limites, é assustadora, pois quem estiver com excesso de peso hoje e não levar a sério tal aviso, pode se ver em sérios apuros:

  •  em cinco anos estará obeso;
  •  em 5 e dez anos terá diabetes;
  •  entre 15 e 20 anos, estará sujeito a várias doenças oriundas do diabetes, na seguinte proporção:
  •  70% dos diabéticos são vitimados por ataque cardíaco ou derrame cerebral;
  •  até 20% morrem por falência dos rins;
  •  10% desenvolvem deficiência visual grave, sendo que 2% desses, depois de 15 anos de diabetes, chegam à cegueira.
  •  50% são afetados por doenças nervosas que, combinadas com problemas de circulação nas pernas, aumentam o risco de amputações.

Alguns países já estão investindo firme no controle do açúcar. Como exemplo podemos citar a França e a Inglaterra, que passaram a proibir propagandas de refrigerantes na televisão. O México está banindo os refrigerantes das escolas e a Alemanha e a Bélgica não permitem que refrigerantes sejam vendidos nas escolas ou em suas imediações.

O nosso planeta está cada vez mais pesado, e o Brasil não se encontra fora do pódio. Tanto é que o termo globesidade, um neologismo, nasceu para chamar a atenção para o risco da obesidade no mundo atual. O açúcar encontrado naturalmente nas frutas, no leite, no mel, nos legumes e temperos já é o bastante para nosso corpo, sendo desnecessário, sob o ponto de vista exclusivo do funcionamento metabólico do corpo humano, que seja ingerido de outra forma. Muitas causas levam à obesidade. Dentre elas podem ser citadas:

  •  o costume de comer fora;
  •  o crescimento das redes de fast- food;
  •  a invenção do forno e do microondas;
  •  o sedentarismo;
  •  a grande oferta de alimentos;
  •  o preço cada vez mais acessível dos alimentos;
  •  o aumento no tamanho das porções.

O problema tem se tornado tão sério que uma nova infraestrutura vem sendo criada para atender o batalhão de obesos, que se estende por todas as fronteiras do planeta, passando pelo tamanho das mesas de cirurgias e espaços especiais aos caixões reforçados para os defuntos obesos. O Brasil ocupa o quarto lugar entre os países consumidores de açúcar, sendo a Índia o que mais consome tal produto. As pesquisas também advertem que entre o velho açúcar e o adoçante, é preferível ficar com o primeiro.

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Carlo Crivelli – MARIA MADALENA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Maria Madalena é uma obra do pintor italiano Carlo Crivelli (c. 1433-1495), que também era conhecido como Donatino Creti. O artista era irmão do pintor renascentista Vittorio Crivelli. Por ter cometido atos criminosos foi obrigado a fugir de Veneza, sua cidade natal, indo para Zara, na Dalmácia.  Recebeu influências de pintores do círculo de Francesco Squarcione e dos trabalhos iniciais de Mantegna, e mais tarde do pintor Cosmè Tura. Sua obra é reconhecida por sua inclinação pela ornamentação e ostentação.

O artista tomou como tema de sua composição a figura de Maria Madalena, comum à pintura da época, tida como a discípula mais apegada ao Mestre Jesus, cuja história é descrita no Novo Testamento. Ela acreditava profundamente que ele era o Messias. Também esteve presente em sua crucificação e no seu funeral.

Maria Madalena é mostrada como uma mulher muito rica. Sua vestimenta é finamente trabalhada. Ela usa um colar de esferas vermelhas, parecidas de coral,  com um pingente redondo com pérolas e pedras. Os cabelos dourados têm uma parte enrolada em cachos, presos por uma presilha de pérolas. No alto da cabeça usa uma tiara de pérolas, com uma joia vermelha no meio, também rodeada por pérolas. A outra parte do cabelo cai-lhe abundantemente pelas costas e frente.

A discípula dileta de Jesus, que aqui é retratada muito jovem e bela, encontra-se em primeiro plano, de pé e perfilada. Pode ser identificada através do pote com unguento, usado para ungir os pés do Mestre. Ela o segura na mão direita, com a palma voltada para cima. Seu rosto delicado tem sobrancelhas finas. Seus grandes olhos estão enviesados para a direita. Sua mão esquerda levanta delicadamente a saia do vestido. Foi pintada como uma rica cortesã, numa referência à sua profissão anterior de meretriz.

 Ficha técnica
Ano: c. 1480
Técnica: têmpera em madeira
Dimensões:152 x 49 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.rijksmuseum.nl/en/collection/SK-A-3989

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