Autoria de Daniela Leite
Assim como muitas mulheres no Brasil e em vários outros países, também fui vítima de um indiano. E esta é a minha historia:
Eu o conheci em 2014, via whatsapp. Ele começou a conversar comigo, dizendo que queria ser meu amigo, que eu era muito bonita, etc. Não lhe dava atenção no início, mas ele era muito insistente. Perguntou-me se eu era virgem, o que me deixou incomodada. Respondi-lhe que não era da conta dele e que iria bloqueá-lo. Ele me pediu desculpas. Não falava sobre sexo e era atencioso, mandando mensagens de manhã, tarde e noite.
Nessa época, eu estava carente e tinha saído de um relacionamento. Acabei me apegando a esse indiano, que me enchia de atenção. Dizia que gostava de mim, que eu era a “garota dos seus sonhos”. Logo veio o “I love you”. Eu acreditei e fiquei apaixonada. Vieram os papos sobre sexo e pornografia. Sentia-me incomodada, mas tolerava. Achava que era parte do “relacionamento”. A conversa sempre girava sobre sexo e dinheiro. Perguntava quanto se ganhava no Brasil, se eu trabalhava e qual era meu salário e o da minha mãe. Falei-lhe que estava estudando pra concurso. Sempre me perguntava se estava estudando direito (mostrando-se preocupado com meu futuro). Se eu passasse no concurso, viria se casar comigo, mas eu tinha que ganhar muito dinheiro pra poder comprar a nossa casa.
Uma vez, esse indiano pediu-me pra ajudar a pagar sua passagem ao Brasil. Disse-lhe que não tinha dinheiro. Além de sexo, ele falava sobre atriz-pornô e prostitutas. Ele queria ser ator pornô, pois, dizia, são ricos e divertem-se fazendo sexo. Pedia-me fotos nuas e ficava com raiva, se não as enviasse, dizendo que não o amava. Era um tremendo pervertido, que se mostrou bonzinho no início, só pra atacar. Como pude aguentar isso tudo? Parece que estava dopada. Dizia que a mulher brasileira era bonita e sexy, mas a maioria era vadia, que se casava várias vezes e fazia sexo com vários homens. E que as indianas só faziam sexo depois do casamento e nunca deixavam seus maridos.
Esse sujeito dizia que era solteiro e não gostava de indianas, pois eram gordas, maltratadas e não faziam sexo como nos filmes pornôs. Não se casaria com uma, e sua mãe queria uma estrangeira pra ele, porque eram mais bonitas. Fiquei desconfiada, porque sempre ouvi dizer que as famílias indianas não aceitam estrangeiras como esposas dos filhos. Decidi pesquisar na internet e achei vários resultados. Fiquei sem palavras, pois achava que era a única que tinha caso com um indiano, e que isso era raro. Numa dessas buscas encontrei este blog e vi um monte de relatos. Mas isso nem me tocava, pois parecia cega. Achava que comigo seria diferente. Ele não iria me enganar, pois me amava de verdade.
Resolvi fuçar o Facebook do “meu” indiano, pra ver se via alguma paquera ou qualquer coisa. Achei um comentário, em híndi, de certa Tripti Chaudhary, com a palavra “janu”, (meu amor). Ele me disse não conhecer a pessoa. Depois de muita insistência, disse-me que moravam na mesma vila. Acreditei! Passaram-se dois anos de pura perda de tempo, “sex chat”, pedido de “nudes”, vídeos, falsas promessas, ilusão… Quando ele falou com outro indiano que eu era “randi” (prostituta), eu o deletei, mas ele ficou me mandando mensagens pedindo perdão, dizendo que dissera aquilo por ciúme. Eu o ignorava. Minha mãe e irmão eram contra eu ter amizade com desconhecidos. Diziam que estava perdendo tempo. Mas eu nem ligava, e acabei perdoando-o. Algum tempo depois, o primo desse cara disse-me que ele tinha namorada. Mas ele desmentiu tudo, dizendo “que me amava e não iria me esquecer nunca”, enfim, todas as babaquices que todos eles costumam dizer. Mas a idiota aqui acreditou e perdoou-o novamente.
Logo descobri que ele era noivo, há quatro anos, da tal Tripti Chaudhary. Conversei com ela, que me disse que sabia tudo sobre mim, e que eu era apenas um passatempo dele, que havia me enganado o tempo todo. Eu m senti traída, enganada, um lixo. A ficha havia caído. Tantas mentiras, falsas promessas… E também tudo o que eu tinha feito: fotos enviadas, vídeos… Como pude confiar num cara que nunca vira na vida? Como entrei numa fria dessas? Fiquei muito mal, depressiva… Só de imaginar que ele poderia ter colocado minhas fotos íntimas em algum site pornográfico, eu sentia pavor.
Contei a minha mãe sobre tudo, menos sobre as fotos, ela iria ficar arrasada, pois sempre me aconselhou pra não confiar em ninguém, principalmente da Internet… E nunca enviar fotos. Mas o cara voltou a me procurar, pedido perdão e dizendo que acabara com a noiva. Tudo mentira, é claro! Disse que tinha feito uma cirurgia e tinha pouco tempo de vida e precisava falar comigo. Disse-lhe que o tempo dele havia esgotado. Não nos falamos mais, mas ele ainda vive me seguindo. Até agora ele não fez chantagem com as fotos que enviei, mas temo por isso, pois é capaz de tudo.
Eu aprendi muito com tudo isso. Parece que a gente só aprende quando algo ruim acontece consigo mesmo. Porque não adiantou nada eu ter lido os relatos aqui e ouvido os conselhos de minha mãe. Nada disso surtiu efeito em mim. Poderia ter sido pior, se eu tivesse ido pra Índia, e sabe se lá o que teria ocorrido comigo. Mas, graças a Deus, não tive essa coragem. Não se deve confiar em ninguém, principalmente da Internet.
Mulheres, não confiem em indianos! A maioria não vale aquilo que o gato enterra. Já são comprometidos e só estão à procura de sexo e de aplicar golpes. Não se deixem levar por papinho de amor, pois é tudo mentira. Só estão interessados no que podem tirar de vocês! Pra não esquecer: o nome dele é Chaudhary Ankit Tewatiya, o da esposa (possivelmente já estão casados) é Tripti Chaudhary e do irmão Arpit Tewatiya. Eles usam o Facebook como se fossem solteiros, sem status de relacionamentos e sem fotos, só pra enganar suas vítimas.
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