Klee – COM A ÁGUIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Para me desembaraçar das minhas ruínas, deveria voar. E voei. (Paul Klee)

A composição Com a Águia é uma obra do artista suíço Paul Klee, que sempre nutrira um grande desejo de voar, principalmente depois de ter passado pela aviação. Ele pintou vários quadros com tal referência, onde os pássaros parecem aviões de papel.

Os tons vermelhos quentes dominam esta obra do artista. Na tela encontram-se casas, diminutas árvores e animais, tudo bem parecido com um desenho infantil. Dividindo o quadro ao meio, verticalmente, está um grande olho verde. Um grande arco escuro passa em torno do olho e desce em direção à extremidade inferior da tela, desaparecendo atrás das casas. Acima do arco escuro está uma águia com suas asas abertas, como se estivesse se preparando para voar acima do grande olho, que a observa, e da paisagem.

À esquerda, ergue-se uma pequena casa, com sua chaminé a soltar fumança. Uma pessoa encontra-se à porta. Acima, os diminutos triângulos pretos são aves voando. À esquerda, ao lado de uma imensa coluna, uma mulher de óculos escuros traz uma criança no colo, enquanto outra se encontra de pé, à sua frente. Um alce está de frente para as pessoas. Uma pequena mancha azul, ao lado do arco, parece ser um lago com peixes.

O compositor alemão Andreas Werckmeister vê esta composição como sendo uma alegoria, em que Klee mostra o artista a elevar-se acima das ruínas da guerra (Primeira Guerra Mundial). Chama a atenção o fato de que o artista não colocou esta obra em nenhuma exposição, o que fazia com outras obras que não queria vender.

Ficha técnica
Ano: 1918
Técnica: aquarela sobre fundo de giz sobre papel e papel de lustro sobre cartão
Dimensões: 17,3 x 25,6 cm
Localização: Kunstmuseum Bern, Berna, Suíça

Fontes de pesquisa
Paul Klee/ Taschen
Gênios da pintura/ Abril Cultural

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Rivera – AS TENTAÇÕES DE SANTO ANTÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição As Tentações de Santo Antão é uma obra do pintor mexicano Diego Rivera, obra essa que beira ao Surrealismo, lembrando o trabalho de Hieronymus Bosch. Neste quadro, a fantasia do pintor ultrapassa a captação figurativa da realidade. Ele usa os rabanates, sobre o solo sulcado e raízes, formando corpos de pessoas.

Embora sugira rabanetes por causa da cor, a planta, retratada pelo artista, é na verdade a mandrágora, altamente tóxica. Suas raíz, através dos tempos, vem sendo utilizada em rituais de magia, porque se assemelha à figura humana. É usada em bruxarias desde a Idade Média, com base no mito de suas propriedades mágicas. Dizia-se que jamais poderia ser arrancada aos pedaços, pois seu grito mataria a pessoa. Para retirá-la da terra, era necessário cavar em volta, para que saísse inteira. A pintura de Rivera, portanto, representa o mito da mandrágora, que segundo as crendices populares, nascia deibaixo dos patíbulos, onde costumava cair o sêmen do enforcado, em suas convulsões finais, ou mesmo após sua morte.

Em primeiro plano, à esquerda, preenchendo quase toda a base infeiror da pintura, um homem-rabanete, com seus cabelos feitos de galhos enfolhados,  encontra-se deitado no solo, com a mão direita levantada, com seu pequeno pênis à vista, tendo ao lado outra raiz, que forma a parte direita de seu corpo, e, que tem a forma de um lábio vaginal entumecido. Na extrema esquerda inferior da tela, junto às duas figuras, os sulcos na terra tomam a forma de dois lábios vaginais.

Ao fundo, na direção da cabeça do homem-rabanete, está uma mulher-rabante, com suas formas arredondadas, com grandes seios de bicos salientes, braços em torno do corpo e um grande galho de folhas brotando-lhe da cabeça, como se formasse um chapéu. Ela parece caminhar em direção ao suposto companheiro, e pode também simbolizar uma bruxa.

À direita, um homem-rabanete está montado num rabanete em forma de arco sinuoso que, ao mesmo tempo, parece-se com uma lagarta ou um grande pênis. Ele traz duas raízes brancas na cabeça, que têm a forma de chifres, e uma grande raiz na mão esquerda, parecida com um tridente. A raiz montada simboliza o pênis com a ponta envolta pela ejaculação, e o homem montado seria o diabo. Observando a ponta do suposto pênis, é possível ver a forma de dois lábios vaginais. Um rabanete-bicho, à direita, com quatro pernas e a boca aberta, tanto pode simbolizar um cão, um lagarto ou outro animal qualquer.

É possível que Rivera tenha se referido A Santo Antônio de Pádua, que passou por muitas tentações, em sua juventude, que só desapareceram após sua entrada para um mosteiro, onde dedicou sua vida à Virgem Maria.

Ficha técnica
Ano: 1947
Técnica: óleo sobre linho
Dimensões: 90 x 111 cm
Localização: coleção particular

Fontes de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultural
https://sublimite10.wordpress.com/2014/05/23/las-tentaciones-de-san-antonio-diego-rivera/

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Klee – VILLA R

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O trabalho denominado Villa R é uma obra do artista suíço Paul Klee, em que ele acrescenta a letra “R”, uma inovação cubista, que se agrega a seu mundo poético, em que se vê uma casa de brinquedo,  um céu enluarado em uma paisagem de sonhos.

Segundo a visão poética de Klee, o real e o irreal, o lógico e o ilógico podem conviver harmoniosamente, portanto, elementos concretos e abstratos podem se unir na feitura de um quadro com formas identificáveis (quadrados, losangos, etc.) reunidas com algarismos e letras, substituindo parcialmente a natureza.

A letra “R”, maiúscula, presente na composição, é uma informação nova e autônoma, que faz parte  da fantasia e da realidade, ao mesmo tempo, agregada à casa, às montanhas, ao caminho, à lua e às árvores.

Ficha técnica
Ano: 1919
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 26,5 x 22 cm
Localização: Museu de Arte, Basileia, Suíça

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural

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MUDANÇAS NA PERSONALIDADE E ALZHEIMER

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Quem tem algum conhecido ou um parente com Doença de Alzheimer (DA) sabe que o que prevalece e chama mais atenção em relação a esta patologia é a falta de memória, notadamente a memória de curto prazo, o que faz com que a pessoa fique repetitiva e falando sobre o mesmo assunto várias vezes. Entretanto, existem estudos recentes demonstrando que alterações na personalidade da pessoa poderiam preceder o distúrbio de memória e nos sinalizar, de forma mais célere, a necessidade de um diagnóstico e tratamento mais rápidos.

Para o leitor ter uma ideia sobre o tema, como forma de exemplificar, uma pessoa de pouco mais de meia idade, que sempre foi tranquila e serena, e passa a ficar mais agitada, agressiva e irritada, pode estar desenvolvendo um quadro de demência em sua fase mais inicial. O estudo em questão foi elaborado por neurocientistas, especializados em DA. O grupo elaborou uma lista de 34 perguntas, que poderá, em um futuro bem próximo, ser usada como meio diagnóstico para a DA, e foi apresentada na Conferência da Associação Internacional do Mal de Alzheimer, em Toronto, no Canadá. Claro que boa parte das pessoas que desenvolve a demência inicia o quadro com problemas de memória, mas o que o estudo propõe é que pessoas com alterações em seu comportamento e na personalidade tenham um olhar diferenciado para quem lida com a doença.

Os pesquisadores levantam a possibilidade do transtorno cognitivo leve (TCL), que seria uma designação clínica anterior ao transtorno cognitivo moderado (TCM), diagnóstico criado há mais de uma década para descrever pessoas que passam por certos problemas de memória, mas que ainda podem realizar a maioria das funções diárias da vida, como se alimentar, vestir-se, etc. A pesquisa aponta no sentido de que as alterações emocionais e do comportamento seriam um sintoma disfarçado que faz parte da demência ou do início dela. É importante frisar que os sintomas devem ter duração de, no mínimo, seis meses, ou seja, não podem ser manifestações temporárias e pontuais.

Diagnóstico  precoce

A pessoa com problema de memória associado a alterações de humor tem, em geral, uma evolução mais desfavorável, ou seja, o processo de demência tem um prognóstico pior. Então o que esta pesquisa tem de importante? Primeiramente que quanto mais cedo for detectado a DA e iniciado o tratamento, melhor será a qualidade de vida da pessoa nesta fase inicial. E segundo que, quem trata de pessoas portadoras da DA, passam a ter outro olhar para os quadros iniciais da DA – as alterações de humor e de comportamento.

Alguns dos autores observaram que o sintoma inicial mais comum é uma apatia para com tudo e todos, tipo uma adinamia de comportamento, mas que muito comumente evolui para distúrbios mais sérios, como exacerbação da libido, discursos agressivos com palavrões, alterações na conduta, como tirar a roupa em público, etc. Enfim, uma pessoa que tinha um comportamento normal e passa a ter alterações bruscas na personalidade. À família cabe perceber e anotar estas alterações de comportamento. Ao médico cabe o diagnóstico e tratamento adequados.

Nota: ilustração copiada de cefal-unifal.blogspot.com

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Klee – SEPARAÇÃO À NOITE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Separação à Noite é uma obra do artista suíço Paul Klee, que nela combina faixas horizontais coloridas com o acréscimo de duas setas, mostrando um pôr-do-sol.

Em sua pintura, o artista usa um castanho intenso na borda inferior da tela, passando pelo ocre e pelo amarelo, até chegar a um amarelo-claro, quase branco. Estas quatro faixas, em tons que vão decrescendo em sua tonalidade, passando do mais escuro para o mais claro, ocupam um terço do quadro.

Na borda superior da tela, o artista começa com faixas horizontais na cor lilás, que vão atenuando à medida que descem, até chegar à faixa oitava, com um lilás claríssimo, que se encontra com a amarelo-claro.

Duas setas verticais, uma ocre, menor, voltada para cima, e outra lilás-escuro, maior, voltada para baixo, encontram-se separadas apenas pela sexta faixa. Klee apresenta um pôr-do-sol em sua pintura abstrata, quando a claridade vai cendendo lugar à escuridão.

Ficha técnica
Ano: 1922
Técnica: aquarela e lápis sobre papel, e rebordo a aquarela e pena, sobre cartão.
Dimensões: 33,5x 23,2cm
Localização: Klee Museum, Berna, Suíça

Fontes de pesquisa
Paul Klee/ Taschen

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Giottino – PIETÁ DE SÃO REMÍGIO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Pietá de São Remígio, também conhecida por A Misericórdia de São Remígio, é uma obra do pintor italiano Giottino (1324-1369), cujo nome verdadeiro era Maso di Stefano ou Tommaso di Stefano. Além de seu pai ter sido pintor, Giottino era também bisneto de Giotto di Bandone. Sua obra traz semelhanças estilísticas com os mestres Maso, com quem tem sido confundido, Nardo e Giovanni da Milano.

Esta pintura de Giottino lembra “A Lamentação do Cristo Morto”, de Giotto. Foi pintada para adornar a igreja de San Remígio. É a sua obra mais conhecida. Os personagens presentes no quadro encontram-se em diferentes posturas, criando uma sensação de espaço tridimensional. Cada um deles traz um semblante diferente, transbordante de emoção. O fundo da composição é feito em ouro e, embora seja responsável por diminuir o espaço, dá maior sentindo espiritual à cena.

Uma grande cruz de madeira divide a composição ao meio. Em primeiro plano, à direita, estão: Cristo Morto, a Virgem Mãe, Maria Madalena, São João e outro santo. São Remígio e São Bento encontram-se à esquerda, aos pés de Cristo. O primeiro coloca sua mão sobre a cabeça de uma freira da ordem a que pertence, e o segundo sobre a cabeça de uma jovem ricamente vestida. Isso significa que ambas as mulheres são as patronas da obra.

Ficha técnica
Ano: c. 1365
Técnica: têmpera sobre madeira
Dimensões: 195 x 134 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fonte de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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