Agnolo Bronzino – ELEONORA DE TOLEDO E…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A pintura Eleonora de Toledo e seu Filho Don Giovanni é uma obra do pintor italiano Agnolo Bronzino (1503-1572), também chamado de Agnolo di Cosimo ou Agnolo Tori, um dos mais conhecidos representantes do Maneirismo florentino. Teve como mestres os artistas Raffellino del Garbo e Jacopo Pontormo, sendo posteriormente influenciado por Michelangelo, ao conhecer sua obras em sua visita a Roma. Foi pintor da corte da poderosa família Medici. Pintou temas religiosos, alegóricos e retratos.

A retratada pelo artista é a bela duquesa de Florença, Eleonora de Toledo, uma aristocrata espanhola, que se casou com o Grão-Duque Cosme I de Medici. Ao seu lado está o filho Don Giovanni, um de seus onze rebentos. A duquesa encontra-se sentada, de frente para o observador, com a mão no ombro do filho, sentado à sua direita, com a mãozinha no seu colo. Este retrato de estilo maneirista é uma das obras mais famosas do pintor, na qual descreve a mulher ideal do Renascimento.

A composição do vestido de cetim branco, bordado com arabescos pretos de veludo, é uma obra de arte à parte, tamanha é sua beleza. Ele possui corpo baixo, mangas largas, com cortes, e saia rodada. A gola é composta por uma rede de fios de seda, entremeados com fios de ouro, formando losangos, com uma pérola em cada vértice. Pelo punho é possível notar que ela veste uma camisa branca por baixo. No centro do corpo do vestido está uma romã estilizada, que simboliza a fertilidade.

A duquesa, em razão do alto posto que ocupava, da riqueza de sua família e também  da do marido, usa inúmeras joias. Na cabeça, ela traz uma rede bordada com pérolas, semelhante à gola do vestido. No pescoço estão dois colares de pedra. O mais curto traz um pingente com ouro, um diamante e uma pérola em forma de gota. Um segundo colar, com pérolas maiores, desce abaixo dos seios. Os brincos são de ouro e de pérolas também em forma de gota. O cinto, que cinge a cintura baixa do vestido, é de ouro e pedras preciosas, trazendo na ponta uma chuva de pequenas pérolas enfiadas, quase tocando a margem inferior do quadro. Inusitadamente, a duquesa não traz nenhuma pulseira ou anel nas mãos.

A retratada traz um semblante altivo, enquanto os olhos da criança mostram curiosidade e inquietude.

Ficha técnica
Ano: c. 1545
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 115 x 96 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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VENCENDO A DEPRESSÃO

Autoria de Larissa Fernandes

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Há cerca de um mês atrás, eu escrevi aqui neste blog, em uma situação parecida com a de muitos companheiros com problemas mentais, que ora vivem momentos difíceis. Tinha muitas dúvidas e inseguranças quanto ao medicamento. Acabara de começar o tratamento, encontrando-me no início da segunda semana, mas receosa de não ver resultados positivos, e de que os efeitos colaterais não passassem. Hoje estou no 36º dia de tratamento e, se pudesse, ajudaria de alguma forma os que estão começando o tratamento, ainda receosos e inseguros, sofrendo com aqueles difíceis primeiros dias. O que posso fazer é repetir as palavras da Lu, que me ajudaram muito: sejam persistentes, otimistas e pacientes. Os resultados bons virão!

As duas primeiras semanas foram realmente difíceis. Iniciei meu tratamento por conta de depressão, embora, há alguns meses atrás, tivesse tido pânico também. Já havia passado pela Síndrome do Pânico, mas nada foi tão terrível quanto a depressão. Quando dei início ao tratamento com remédios, já mal saía da cama pra comer ou fazer qualquer outra coisa. Minha vida era dormir e desejar não estar viva. Tive muito medo de suicídio, ideia que esteve na minha cabeça por alguns dias, e foi completamente apavorante. Na ocasião busquei amigos de confiança e me abri com eles, pedindo ajuda. Um deles, em especial, foi muito acolhedor e recomendou-me tentar os remédios. Mas sempre tive muita resistência a eles, pois não gostava da ideia de ter meu estado de humor regulado por uma substância química, que não saberia precisar em que outros aspectos do meu sistema nervoso atuariam. Tinha pavor de depender de medicamentos, mas vi que, na situação em que me encontrava, ou me entregava a eles, ou não saberia dizer o que seria de mim. Poderia nem estar viva hoje.

Uma semana antes de iniciar o tratamento com o antidepressivo, iniciei também análise. Iniciei o tratamento com a dose de 10 mg, que é a dosagem que mantenho até agora. Os seis primeiros dias foram, de fato, difíceis. Tive a ansiedade e os sintomas da depressão acentuados, mas nada que não pudesse suportar com um pouco de esforço. Já tinha começado tratamento, em outra ocasião, com sertralina, mas não suportei os efeitos adversos do remédio. A reação do oxalato de escitalopram, para mim, foi muito mais leve. Nessa primeira semana também tive náuseas e diarreia, além de um sono monstruoso, chegando a dormir 18 horas por dia, na primeira semana.

Os efeitos colaterais duraram até por volta do 14º dia. A partir daí as náuseas desapareceram, o sono e a ansiedade paradoxal diminuíram bastante. Os primeiros efeitos bons (uma calma e a volta do sentimento de bem-estar, de alegria), apareceram por volta do décimo dia. Eu não sentia nenhum sentimento bom havia alguns meses. Só sentia pesar, medo, tristeza, muita angústia e uma sensação ruim de enxergar o mundo de um jeito estranho, como se estivesse vivendo em um filme. Por volta do décimo dia, eu me peguei sentindo bem em alguns momentos do dia. Acho que os efeitos bons foram se estabelecer mesmo por volta do 20º dia.

Eu me tornei outra pessoa nesses vinte dias de tratamento. Voltei a ser uns 70% do que era antes dessa doença, que nos transforma em outra pessoa e torna o mundo uma coisa horrível, insuportável, modificando nossos sentimentos e pensamentos. A depressão transforma-nos naquilo que não somos. E hoje posso dizer que, embora não me sinta ainda 100% como era antes, eu me sinto muitíssimo melhor, “normal”. Claro que a tristeza ainda existe, ainda sinto raiva, angústia, ansiedade, mas isso, na medida certa, são coisas normais que acontecem a qualquer pessoa. Sinto que estava em um buraco escuro e que o remédio foi fundamental pra me dar forças pra chegar até a sua saída. Compreendi que o medicamento não muda a vida da gente, sozinho. Ele faz um trabalho importantíssimo, e que realmente faz muita diferença pra quem sente os efeitos da depressão, da ansiedade, da Síndrome do Pânico, da TAG, ou do TOC, etc. Ele nos estabiliza emocionalmente para podermos conseguir pensar sobre as coisas da nossa vida, nossos conflitos, e podermos mudar objetivamente as coisas que nos causam mal.

Quanto aos efeitos colaterais, sobre os quais vejo muitos relatos no blog, compartilho com todos, que também aconteceram comigo. Não tive diminuição da libido, acho que até aumentou um pouco. Acredito que a baixa da libido estivesse muito ligada também à depressão. Mas tenho mais dificuldade de chegar ao orgasmo, não chega a ser anorgasmia, mas está um pouco mais difícil. Ainda sinto um sono meio incômodo no decorrer do dia, o que talvez me leve a mudar o horário do remédio para a noite, e uma dor de cabeça leve, que começa no pescoço, quase diariamente, mas nada muito incômodo. De resto, só tenho a dizer para os que estão sofrendo com essa coisa horrível, que nos trazem os transtornos mentais, é que busquem ajuda, pois o tratamento existe. É fundamental operar mudanças de hábitos em nossa vida, uma terapia ou a análise também é importante. E para aqueles que temem os antidepressivos, como era o meu caso, o que posso dizer é não tenham medo. Sejam pacientes e confiem, pois os resultados virão. Dias bons voltarão, acompanhados de alegria e vontade de viver.

Muito obrigada, Lu, pelas palavras, quando estive aqui no início do tratamento. E parabéns por este espaço de acolhimento para tanta gente vítima desse sofrimento terrível e desumano que é a depressão, o pânico, etc. Um beijo a todos, e acreditem que dias melhores virão! Levem o tratamento a sério!

Nota: Melancolia, obra do pintor francês Louis Jean-Fraçois Lagrenée

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Giuseppe Arcimboldo – TERRA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Terra faz parte da série “Quatro Elementos”, obra do famoso pintor italiano Giuseppe Arcimboldo. É composta por mais de quarenta animais diferentes.

Ao compor a cabeça de sua figura masculina, perfilada, voltada para a direita, o pintor fez uso de inúmeras espécies de animais. Vejamos alguns exemplos da alegoria:

  • compõem a testa: uma gazela, um leopardo, um cão, um antílope e um cervo vermelho;
  • acima da testa estão: um camelo, um leão e um cavalo;
  • compõem o pescoço, na parte de trás: um cabrito-montês, um rinoceronte, uma mula, um macaco, um urso e um javali;
  • compõem a zona anterior: um elefante (responsável por formar a orelha), um burro, logo abaixo do elefante, formando o maxilar inferior;
  • formam a parte frontal da face: um lobo com a boca aberta e prestes a engolir um rato. A boca escancarada faz a vez de um olho, sendo o rato a sua pupila. E  o rabo e uma perna do rato são responsáveis por comporem o bigode;
  • nas costas do lobo está uma lebre, que representa o nariz;
  • a cabeça de um gato representa o lábio superior;
  • o tigre, sustentado pela tromba do elefante, forma o queixo. E essa mesma tromba forma o lábio inferior;
  • a testa é formada por inúmeros animais, entre os quais estão: uma raposa, com sua cauda enrolada, que compõe a sombrancelha;
  • um lagarto sai da boca aberta da figura composta, formando a língua;
  • um boi reclinado e uma corça formam a curvatura do pescoço;
  • um carneiro e um leão formam o tronco.

É interessante observar que o pintor postou os animais com chifres, situados na cabeça, em torno dessa, como se formassem uma coroa, numa inequívoca alusão à Casa dos Habsburg, assim como a pele de leão de Hércules e a pele de carneiro (Velocino de Ouro).

Ficha técnica
Ano: 1570
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 70,2 x 48,7 cm
Localização: coleção particular

Fontes de pesquisa
Arcimboldo/ Editora Paisagem
https://www.nga.gov/exhibitions/2010/arcimboldo/arcimboldo_brochure.pdf

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Alessio Boldovinetti – ANUNCIAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria.  O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo”. (Evangelho de Lucas)

A pintura Anunciação é uma obra do pintor italiano Alessio Boldovinetti ( c. 1425-1499).  O artista recebeu influência de Domenico Veneziano, Fra Angelico, Andrea del Castangno e Piero della Francesca, combinando diferentes técnicas com muita habilidade. Trabalhou também com vitrais, mosaicos, marchetaria e decorações de paredes em igrejas. Foi um famoso mestre em ourivesaria, como mostram seus quadros.

Na composição, executada para a igreja de São Giorgio alla Costa, a Virgem Maria recebe a visita do anjo que anuncia que ela será a mãe do Salvador. Ela se mostra surpresa. Virgem e anjo encontram-se de pé. Ambos são alongados e possuem cabelos dourados e uma auréola acima da cabeça. Ela também usa um véu transparente, que lhe tapa o rosto. O passo largo do anjo e suas vestes esvoaçantes mostram que ele acabou de chegar, pela esquerda.

Maria  encontrava-se em orações, como mostra seu livro vermelho, sobre um plinto, e sua cadeira. O anjo repassa a impressão de que está prestes a ajoelhar-se diante dela. A Virgem usa um vestido vermelho e um manto azul, enquanto o anjo usa vestes com as mesmas cores. Ele traz os braços cruzados sobre o peito, em sinal de humildade.

O piso é feito de ladrilhos dispostos geometricamente, coloridos com manchas irregulares em branco, verde, rosa e azulado, o que repassa a sensação de movimento. O vermelho é a cor predominante na pintura. Junto ao muro há uma plantação de lírios, que simboliza a pureza da Virgem. O topo de alguns ciprestes e uma árvore frutífera aparecem acima. Atrás de Maria está uma porta que leva a outro aposento.

O ponto focal da pintura encontra-se à esquerda, acima do anjo. A verticalidade é preponderante na obra, como mostram a figura da Virgem, do anjo, o suporte, as colunas e os ciprestes.

Ficha técnica:
Artista: Alessio Boldovinetti
Ano: 1457
Técnica: têmpera sobre madeira
Dimensões: 167 x 137 cm
Localização: Galleria degli Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Giuseppe Arcimboldo – FOGO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Fogo faz parte da série “Quatro Elementos”, obra do famoso pintor italiano Giuseppe Arcimboldo.

Ao compor a cabeça de sua figura masculina, perfilada, voltada para a esquerda, o pintor fez uso de inúmeros tipos de fogo, que vão desde a luz de uma vela ou lamparina às armas de fogo mais poderosas, como o canhão. Vejamos alguns exemplos que compõem a alegoria:

  • o rosto é formado por um enorme seixo;
  • o nariz e a orelha são representados por dois pedaços de aço, que ao serem friccionados contra a pederneira, que ornamenta o Tosão de Ouro, produz fogo;
  • o pescoço e o queixo da figura são compostos por uma lamparina a óleo;
  • o bigode é feito de dois maços de pavios;
  • uma vela de cera, enrolada,  compõe a testa com suas rugas;
  • um toco de vela com o pavio queimado serve de olho;
  • uma pilha de lenha em chamas compõe os cabelos, sendo que as chamas formam uma coroa em torno da cabeça;
  • uma gigantesca vela, que vai até a cabeça, ajuda a compôr o pescoço;
  • o colar do “Tosão de Ouro” separa a cabeça do tronco;
  • canos de armas, canhões e uma colher de uso para pólvora compõem o tronco.

Estão presentes na composição símbolos da Casa de Habsburgo:

  • o colar do “Tosão de Ouro” (representativo de uma ordem importante da época), tendo como pingentes a cabeça de um carneiro (Velocino de Ouro) e
  • a águia de duas cabeças (próxima a cabeça do carneiro).

No canto inferior direito, no cano da arma, está escrito “Josephus Arcimblodus Menensis. F”.

Ficha técnica
Ano: 1566
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 66,5 x 51 cm
Localização: Kunsthhistorisches Museum, Viena, Áustria

Fontes de pesquisa
Arcimboldo/ Editora Paisagem
https://www.nga.gov/exhibitions/2010/arcimboldo/arcimboldo_brochure.

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Luca Signorelli – CRUCIFICAÇÃO COM MADALENA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A pintura Crucificação com Madalena é uma obra do pintor italiano Luca Signorelli  (c.1445-1523). É provável que o artista tenha trabalhado na oficina de Piero della Francesca, onde aprendeu sua arte. O desenvolvimento de sua linguagem artística deveu-se à influência dos pintores Antonio del Pollaiuolo e Andrea del Verrocchio. As figuras numa pose geométrica e estilizadas são uma característica de seu trabalho. Possuía grande habilidade para pintar a anatomia humana, como comprova a pintura em questão.  Foi um renomado pintor de painel e afrescos.

No primeiro plano da composição estão Jesus Cristo e Maria Madalena. A tosca cruz de madeira está centrada no meio do quadro, dividindo-o verticalmente. A tabuleta em vermelho, colocada no topo, toca a extremidade superior da tela.

O corpo de Jesus, pregado à cruz, mostra-se lívido. Seus músculos, em razão da distensão forçada de sua postura, sobretudo dos membros superiores, estão à vista. A cabeça, com longos cabelos dourados, tomba para frente. A coroa de espinhos atinge sua testa. Uma toalha vermelha, listrada nas pontas, cobre seu quadril e região pubiana. Um suporte, usado para que o crucificado não morresse rápido, sustém seus pés. Três grandes pregos sustentam-lhe mãos e pés. Das feridas abertas pelos pregos escorre sangue. E da chaga aberta abaixo de seu peito direito, o sangue jorra abundantemente, escorrendo pelo corpo até atingir os pés. No chão, entre a cruz e uma caveira, vê-se uma poça de sangue do Crucificado.

Maria Madalena encontra-se à direita de Cristo. Seu gesto largo e dramático demonstra dor e indignação. Traz o braço esquerdo direcionado para o corpo de Jesus e o direito apontando para o mundo, como se afirmasse que Jesus está morrendo para salvar a humanidade. Seu manto vermelho, maravilhosamente trabalhado em dobras, cai-lhe sobre os joelhos, deixando à vista seu vestido azul e os abundantes cabelos dourados, que lhe caem pelas costas e frente.

Ao fundo, numa pequena elevação à direita, duas cenas aludem aos acontecimentos que sucederão à crucificação de Jesus: a descida da cruz e o retorno com seu corpo pela parte mais baixa da colina. Três figuras encontram-se mais próximas à cruz. São bem maiores em razão da proximidade com o primeiro plano. Possivelmente duas delas sejam São João e Maria, mãe de Jesus. Ao fundo, à esquerda, avista-se uma paisagem com uma passagem numa rocha, onde se encontra José, assentado sobre uma pedra, com as mãos cruzadas sobre o joelho esquerdo. Acima vê-se um castelo.

Abaixo do pé da cruz estão dois símbolos importantes na pintura: um crânio e flores. O crâneo, colocado ao pé da cruz, faz parte da simbologia nórdica, e contém três possíveis simbologias nesta pintura:

  • referência ao local onde Jesus Cristo foi crucificado (Marcos 15:22);
  • referência ao primeiro homem (Adão) criado por Deus”(Coríntios 15:45);
  • símbolo da morte, que é redimida pela morte de Cristo na cruz, pois ele se encontra acima dela (Marcos 8:31) .

A presença das flores, em volta de Cristo crucificado, alude a uma vida nova, que somente Ele poderá proporcionar à humanidade, através da vida espiritual.

Obs.: Nas costas desta pintura existe um desenho de “São Jerônimo em Penitência”, feito a lápis preto.

Ficha técnica
Ano: c. 1500-1505
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 249 x 166 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://europeanartincontext.blogspot.com.br/2015/03/crucifix-with-maria-magdalen-luca

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