Giuseppe Arcimboldo – AR

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Ar faz parte da série “Quatro Elementos”, obra do famoso pintor italiano Giuseppe Arcimboldo. Ganham destaque na pintura, sobretudo, a águia real e o pavão, que simbolizam a Casa de Habsburgo.

Várias aves formam uma cabeça perfilada, voltada para a direita. Algumas delas são perfeitamente reconhecíveis, enquanto outras, das quais só se vê praticamente a cabeça, são difíceis de serem nominadas. Vejamos alguns exemplos que compõem a alegoria:

  • o ganso e as penas da cauda do galo assemelham-se a uma orelha;
  • o peru, com seu peito vermelho e inflado, forma o nariz.
  • O faisão, tendo parte do copo escondido pelas asas do galo, compõe o queixo e a barba;
  • uma pequenina ave empresta seu olho para compor a pupila;
  • o bico aberto do pato serve de pálpebras;
  • um amontoado de aves, com seus bicos perfilados e olhos abertos compõem a cabeça. No meio delas, mirando o observador, está uma coruja;
  • a águia forma o pescoço da figura;
  • o pavão, com suas penas abertas, compõe a vestimenta, etc.

Ficha técnica
Ano: não datado
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 74,5 x 56 cm
Localização: coleção particular

Fontes de pesquisa
Arcimboldo/ Editora Paisagem
https://www.nga.gov/exhibitions/2010/arcimboldo/arcimboldo_brochure.pdf

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Pietro Perugino – MADONA E MENINO ENTRE…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Madona e Menino entre São Sebastião e São João Bastista é uma obra do pintor italiano Pietro Perugino (c. 1448-1523), tido como um dos mais renomados mestres da Escola da Úmbria e um precursor do Alto Renascimento. Fez parte da guilda de pintores de Florença, podendo ter sido aluno de Andrea Verrochio e Piero della Francesca. Foi um artista de  colorido suave e de composições equilibradas. Foi professor de Rafael Sanzio.

Em sua equilibrada pintura, o artista coloca, em primeiro plano, uma base retangular, com a frente belamente trabalhada, que serve de apoio para o banco em que se encontra sentada a Virgem Maria com seu Menino no colo. Ela usa um vestido vermelho com um manto escuro nos ombros e um azul jogado no colo, cobrindo-lhe os membros inferiores. O Menino, sentado no joelho direito da Virgem, volta a cabecinha e seu olhar para São João Batista, enquanto a Virgem traz a cabeça voltada para a direita, com certa tristeza na fisionomia.

Um pouco atrás do trono da Virgem estão os dois santos: São João Batista, à esquerda, e São Sebastião, à direita. O primeiro, com os olhos voltados para baixo, usa um colete de couro e um manto vermelho, e traz na mão esquerda uma longa cruz, enquanto com a direita aponta para o Menino. O segundo usa apenas um pequeno xale que lhe oculta a região pubiana. Traz duas flechas em seu corpo, uma no pescoço e outra no braço esquerdo. De seus ferimentos jorra sangue. Possui o corpo bem torneado e a cabeça voltada para o alto, em atitude de meditação.

A composição, ao fundo, é bela em sua arquitetura. Às costas dos santos ergue-se um par de Pilares. E atrás de cada um deles, dispostos numa certa distância, levantam-se mais dois outros, sendo seis no total. Uma série de arcos contíguos compõem o pórtico. Mais ao fundo surge uma enorme paisagem com pequenas elevações e árvores finas.

Esta obra foi feita para adornar a capela da família da doadora, Cornelia Salviati, viúva do mercador veneziano Giovanni Martini. Perugino tomou o rosto de Chiara Fancelli, sua esposa, como modelo para o da Madona.

Ficha técnica
Ano: 1493
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 178 x 164 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Giuseppe Arcimboldo – INVERNO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Inverno faz parte da série “Quatro Estações” do famoso pintor italiano Giuseppe Arcimboldo. É o último da série.

O artista, exímio detalhista, compõe sua figura com habilidade incomparável. Quanto mais distante colocar-se o observador da tela, mais perfeita será a figura masculina, vista de perfil, voltada para a direita, com um semblante sério. E, quanto mais próximo do quadro permanecer, mais se verá em meio a galhos nus, cascas e folhas pintados detalhadamente, pois tudo ali (pele, cabelo e vestimenta)  é imaginário no que tange às partes da suposta figura humana, que se mostra em relevo, em fução do fundo escuro do quadro.

Giuseppe Arcimboldo usou o toco de uma árvore velha, quase morta, com a casca soltando, para representar a estação do Inverno. A figura composta assemelha-se a um velho, com o nariz adunco e com a pele a soltar-se, com lábios inchados e boca desdentada.  Vejamos alguns exemplos que compõem a alegoria:

  • um cogumelo (míscaro) é colocado de viés para formar o queixo verruguento;
  • crostas da madeira compõem a face cheia de cicatrizes, enquanto pequenos galhos, desprovidos de folhas, dão vida à barba espetada;
  • um sulco fundo da casca forma o olhos,
  • um pedaço de ramo repartido dá forma à orelha;
  • uma espécie de tapete de palha, com fibras grossas e ásperas,  serve de agasalho para a figura do velho. É possível vislumbrar no capacho um brasão;
  • uma laranja e um limão pendem de um pequeno galho no pescoço, como se fosse uma gravata borboleta;
  • uma hera verde, na parte posterior daquilo que é tido como cabeça, forma o cabelo;
  • um emaranhado de ramos, no topo da cabeça, lembra uma coroa.

Como nas telas “Primavera”, “Verão” e “Outono”, uma grinalda pintada, em forma retangular, em torno da figura, mostra-se bem diferente do estilo da mesma. Existe a hipótese de que tenha sido agregada à tela mais tarde.

Ficha técnica
Ano: 1573
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 76 x 64 cm
Localização: Museu Nacional do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
Arcimboldo/ Editora Paisagem
https://www.nga.gov/exhibitions/2010/arcimboldo/arcimboldo_brochure.pdf

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Lorenzo Lotto – MADONA E MENINO COM SANTOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A pintura Madona e Menino com Santos é uma obra do pintor, desenhista e ilustrador italiano Lorenzo Lotto (c.1480 -1556). O artista serviu de ponte de transição entre os velhos mestres de Veneza e a arte do Barroco tardio, no norte da Itália. Dentre os pintores que exerceram influência em sua obra estão Giovanni Bellini, Antonello da Messina, Giorgione, Ticiano e Rafael. Ele pintou altares, obras religiosas e retratos.

O artista apresenta em sua composição as figuras de Maria e Seu Menino, Sant’Ana, São José e um santo  ancião. A Virgem encontra-se assentada em meio às pernas descerradas de Sant’Ana, sua mãe, recostada a seu corpo, e com a mão sobre seu joelho esquerdo. Seus pés estão ocultos por seu vestido azul. No dedo médio da mão esquerda, ela traz um anel. Ela se mostra pensativa, e seu olhar é distante. Em pé, em seu no colo,  o Menino Jesus, encontra-se nu, com o rosto recostado no de sua mãe, e os bracinhos em torno de seu pescoço, mas com a cabeça e os olhos voltados para São José, seu pai adotivo.

Sant’Ana, sentada sobre uma almofada branca, onde se encontra a assinatura do pintor e o ano da criação do quadro, traz as mãos cruzadas sobre o peito. Seu olhar está direcionado para baixo, em direção à filha e o neto divino. Ela usa um anel na mão direita.  Numa posição abaixo está São José, aparentemente ajoelhado e recostado na cama, com o braço direito apoiado no esquerdo, que segura seu cajado. Ele também se mostra imerso em pensamentos, como se se encontrasse em êxtase. Atrás dele está o anacoreta São Jerônimo, com o dorso nu, usando um enorme chapéu cardinalício às costas. Na mão direita, rente ao corpo, traz um objeto, que não foi possível identificar, enquanto a mão esquerda, com a palma voltada para cima, está direcionada para o Menino.

Uma pesada cortina verde desce à direita da tela.

Ficha técnica
Ano: c. 1538
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65 x 82 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Botticelli – MADONA DA ROMÃ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Madona da Romã é uma obra do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510), que aos 17 anos de idade tornou-se aluno do prestigiado artista frade Filippo Lippi, mas não demorou muito para que o aluno superasse o mestre, com suas figuras suaves, rostos sérios e expressões contemplativas, buscando apresentar a realidade interior de seus personagens. Os artistas Antonio del Pollaiuolo, Andrea del Verrochio, Ghirlandaio e Perugino também exerceram influência na arte de Botticelli.

Esta obra tem o formato arredondado (tondo). Também é circular o disco de raios dourados acima da cabeça da Virgem. Os anjos, por sua vez, formam um semicírculo. A mesma forma repete-se na romã. A pintura foi feita para ornar a sala de audiência do Magistrado dei Massai, no Palazzo della Signora. Seguindo a tradição da Idade Média, Botticelli pintou a Virgem com seu Menino numa dimensão maior do que as figuras dos anjos.

A Virgem encontra-se, em primeiro plano, de frente para o observador, com seu Menino ao colo. Ela usa um manto azul sobre o vestido vermelho. Traz na cabeça um véu transparente, que cobre seus cabelos dourados e anelados. Acima dele está outro véu que, junto com o primeiro, cinge-lhe ombros e peito. Um tênue halo circular, prova de sua divindade, adorna a cabeça. Maria, com o rosto levemente inclinado para sua esquerda, mostra-se pensativa, com o olhar perdido, como se imaginasse o sofrimento pelo qual passará a criança inocente em seus braços. Ela segura uma romã com a mão esquerda, encostada ao corpo do Filho. Sua grande dimensão atrai os olhos do observador, que descem pelo Menino e fixam-se na romã.

O Menino Jesus usa uma túnica transparente que deixa seu corpinho à vista. Assim como os da mãe, seus cabelos são dourados e cheios de cachos. Sua cabeça está inclinada para a direita, com o queixo encostado no ombro. Uma transparente auréola adorna-a. Ele mira o observador com seus olhos tristes Sua mãozinha esquerda descansa sobre a romã partida, enquanto abençoa com a direita.

Seis gracisosos anjos, três de cada lado, ligados por um festão de rosas, ladeiam a Virgem e seu Menino. Dois deles trazem um ramo de lírio, simbolizando a pureza e a virgindade de Maria. Dois outros seguram um livro aberto nas mãos, simbolizando a sabedoria da Virgem. Três dos anjos olham para fora da tela. Apenas um deles apresenta o semblante alegre. Os outros exalam grande tristeza, como se também antevissem a morte de Jesus. O primeiro anjo, à esquerda, traz duas faixas entrecruzadas na frente, onde está escrita uma saudação à Virgem: “AVE GRAZIA PLENA”.

As rosas são também um símbolo da Virgem. A romã, responsável pelo título da composição, significa que Cristo, através de seu sangue, morte e ressurreição, renascerá, assim como cada semente dela produzirá nova planta. A romã tem também outros significados, tais como: as inúmeras virtudes da Virgem Maria, a unidade da Igreja, a fertilidade, a realeza e o trabalho.

Ficha técnica
Ano: c. 1487
Técnica: têmpera sobre madeira
Dimensões: 143,5 cm de diâmetro
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://poweroftheomegranate.weebly.com/art.html

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Eliseu Visconti – ILUSÕES PERDIDAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Ilusões Perdidas, que anteriormente havia recebido o nome de Inspiração, é um autorretrato do pintor brasileiro Eliseu Visconti, com características simbolistas sempre presentes em seus trabalhos.

O artista retrata-se já meio idoso, com seus cabelos, bigode e barba embranquecidos. Ele se encontra em primeiro plano, usando uma camisa branca com gravata borboleta preta. Um pequeno detalhe da calça mostra que é escura. Na mão esquerda traz uma paleta com tintas e vários pincéis, enquanto na direita segura um pincel, como se encontrasse em ação. Atrás dele vê-se uma enorme tela sobre um cavalete.

Chama a atenção na pintura, sobretudo, a expressão de contentamento visto no rosto do artista. Seus olhos, que se escondem debaixo de óculos arredondados de aros de metal, estão fechados. Ainda que os lábios estejam fechados, a expressão do rosto denota visível satisfação.

Da paleta do artista sobem nuvens brancas que, à medida que se elevam, vão tomando forma e criando várias figuras femininas nuas, suas musas, e seu próprio vulto a fitá-las. Seriam suas lembranças ou inspirações para um novo trabalho? Provavelmente ambas.

Ficha técnica
Ano: 1933
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 160 x 100 cm
Localização: coleção particular

Fonte de Pesquisa
Eliseu Visconti/ Coleção Folha

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