NÃO PEÇA! OFEREÇA!

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Autoria do Prof. Hermógenes

O Professor Hermógenes, um dos precursores da ioga no Brasil, escreveu mais de 30 livros sobre a saúde física e mental.  Neste texto retirado de seu livro “Yoga para Nervosos”*, ele contrapõe riqueza e pobreza.  

Tenho um amigo, cientista ilustre e respeitado, dono de grandes propriedades. Tem carro bonito. Pertence a uma família ilustre. Tem apenas um ou dois aspectos onde a vida não o favoreceu na medida em que gostaria. Fechando os olhos a tudo quanto tem, ele vê em torno de si apenas tristezas, infelicidades e frustrações. Vive abatido a reclamar de tudo. Lastima-se invariavelmente sempre que me vê. Sob o ponto de vista comum é um ricaço. Sob o ponto de vista da realidade, ele o é?

Meu amigo é um “pobre” homem que em toda sua vida tem estado em cama de doente.  Cresceu na horizontal. De seu leito “pobre” de enfermo, dirige, no entanto, uma grande empresa. Uma empresa de serviço. O serviço que ele oferece ao público é essencial, pois corresponde a uma necessidade praticamente universal. A empresa de quem poderia viver pedindo esmola presta exatamente o serviço de assistência, de ajuda, de amparo aos necessitados de saúde e meios de vida.

Meu “pobre” amigo é um catalisador de amor, de beneficência, de humanitarismo. Mas, que milagres o espírito não efetiva?! O “pobre” é sempre encontrado disposto a auxiliar a todos os “ricaços”, como meu amigo lamuriento. Creio que, tanto quanto eu, você deve andar confuso sobre o que é ser “rico” e ser “pobre”. Meu amigo é pobre ou rico? Que vem a ser a pobreza? E a riqueza?

  • Ninguém é mendigo pelo que não possui e, sim, pelo que anda mendigando.
  •  Ninguém é rico pelo que tem, mas pela espontânea prodigalidade com que distribui.
  • O infeliz ainda mais infeliz se torna, se imprudentemente mendiga felicidade.
  • O intranquilo aumenta sua inquietude ao mendigar paz.
  • O incompreendido ainda mais inaceitável se torna pelas reclamações que despeja sobre os outros.
  • Ninguém pode ter admiração por um sujeito que anda à caça de ser admirado. Quem pode respeitar aquele cuja maior preocupação é fazer-se admirado?
  • Aquele que se reconhece injustiçado e sem correspondência amorosa e vive a pedir amor, dificilmente pode ser amado.
  • Não conheço quem sofra pela prodigalidade da ajuda que dá. O mundo, no entanto, está cheio de gente que se desgraçou por tanto pedir.

Não peça. Ofereça. Não capitule diante do velho hábito de posar de “coitadinho”. Mesmo que você esteja em sofrimento, no chão, em pedaços, quando alguém lhe dirigir o convencional “Como vai?”, responda-lhe sorrindo: “Vou bem. Não vou melhor para não fazer inveja!”. Experimente este miraculoso tratamento. Abaixo as lamúrias! Nunca mais a autopiedade nem a piedade dos outros!

*O livro “Yoga para Nervosos” encontra-se em PDF no Google (ver na página 259 do livro a descrição de várias técnicas de relaxamento).

Nota: Duas Figuras, obra de Vicente do Rego Monteiro

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FENG SHUI – CHEGA DE DESORDEM!

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Feng Shui (arte oriental milenar de equilibrar e harmonizar o fluxo das energias naturais no ambiente, criando efeitos benéficos em nossa vida) vem cada vez mais encontrando solo fértil no Ocidente, a ponto de serem poucas as pessoas que nunca ouviram falar sobre tal arte ou filosofia que trata da harmonia entre o mundo físico, observável, e o etéreo, não observável, conscientizando-nos de que todo espaço possui uma determinada energia, deixando rastros de toda a história acontecida ali. As paredes, os móveis e todas as coisas ali contidas registram impressões eletromagnéticas sutis. E quanto mais dramáticos tiverem sido os fatos ali passados, mais enraizados ficam suas energias.

O Feng Shui abrange áreas inusitadas, mas me apaixonei por uma que diz respeito à bagunça em nossa vida, isto porque ela funciona como um obstáculo para o fluxo de energia boa que o ambiente deveria receber e ainda nos passa uma sensação desencorajadora de sujeira e mal-estar. O mais triste é que tudo isso adere ao frequentador de tal lugar sem que ao menos ele saiba. Por isso, algumas pessoas sentem tanta dificuldade para entrar em sintonia com a bagunça do ambiente onde vivem ou com o mundo ao seu redor. O Feng Shui ensina-nos que basta pôr ordem no espaço para que a energia negativa estagnada desapareça.

Não sei se já lhe aconteceu, caro leitor, chegar a um determinado ambiente e começar a abrir a boca, a sentir que água escorre de seus olhos e ter vontade de ir embora o mais rápido possível. Isso acontece porque o lugar está carregado de  energia negativa e ela está afetando você. As pessoas mais sensíveis são as mais predispostas a sentirem-se mal em ambientes desorganizados ou que tenham um baixo-astral, portanto, devemos eliminar a bagunça de nosso ambiente e de nossa vida, começando pela “limpeza do espaço” onde vivemos. Todos precisam viver num local onde as energias boas fluam e de igual modo aconteça na vida pessoal. O exterior é um reflexo de nosso interior e vice-versa.

Segundo Karen Kingston, existem três causas principais para a estagnação de energia:

  1. Sujeira física – poeira, pó, lixo, gordura, gosmas, incrustações, vômitos, papéis velhos, etc. A energia de baixo nível vai se acumulando ao redor da sujeira.
  1. A energia anterior – os registros de energia (boa ou má) que vão se acumulando ao longo dos tempos pelos que ali passaram. O pior é que não a conseguimos ver, mas apenas senti-la. Se não for limpa essa energia, situações anteriores tendem a se repetir.
  1. A desordem – todo tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo da boa energia no ambiente. Isso afeta diretamente os usuários do espaço.

É importante que todos compreendam o quanto é benéfica a limpeza de um ambiente. É papo furado essa de que “eu conheço a minha bagunça e sei onde tudo se encontra” ou “o que é organizado para mim, pode não ser para você”. Tudo não passa de lenga-lenga de quem não tem compromisso com a organização e, em consequência, com a energia positiva.

Quem não se sente bem num ambiente limpo, arejado e cheiroso? Temos vontade de ali permanecer indefinidamente. Isto porque a desordem é energia estagnada, parada, em suma, energia ruim. E todos nós sabemos o que acontece com tudo que fica parado muito tempo, a exemplo da água. O nosso planeta exige fluidez. A vida flui a todo momento, trazendo renovações que são mais do que necessárias.

A desordem exterior é sempre uma amostragem do que está acontecendo conosco interiormente, pois exterior e interior influenciam-se mutuamente, formando um forte elo. A uma determinada sujeira vão ajuntando outros refugos, numa atração descontrolável, dando origem à energia negativa que tanto mal faz. Portanto, limpeza e ordem são necessárias para se ter corpo e mente sadios.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui…/ Karen Kingston/ Editora Pensamento.

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FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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Para início de conversa somos uns tolos, pois passamos pela vida com o senso arraigado de propriedade, quando não somos donos de coisa alguma, nem de nós mesmos, pois até nosso próprio corpo está sujeito a uma infinidade de mazelas. Tudo o que temos foi-nos emprestado para passarmos uma curta temporada neste planeta chamado Terra. E pior, muitas vezes não temos o menor cuidado com aquilo que nos foi confiado, a ponto de transformarmos nossa vida num caos, tamanha é a bagunça acumulada por nosso descaso com a nossa existência e com tudo que gira em seu entorno.

Segundo a sabedoria milenar do Feng Shui, a desordem causa-nos muitos desprazeres, sendo que, na maioria das vezes, não temos nenhum conhecimento sobre o assunto. Conheçamos agora alguns deles:

  • Cansados e letárgicos – quanto mais bagunça houver à nossa volta, menos energia e coragem teremos para fazer a limpeza, criando um círculo vicioso. Ficamos perdidos no meio da energia estagnada que só nos faz mal, enquanto ela só faz aumentar.
  • Somos retidos no passado – não deixamos espaço para que o novo penetre em nossa vida. Nossos pensamentos insistem em habitar o ontem presente em cada objeto entulhado. Ficamos estagnados, olhando para trás, sem coragem de ir para frente.
  • Nosso corpo fica congestionado – nosso corpo é a maior vítima da desordem. Nossos olhos ficam embotados, a pele amarelada e não há vitalidade em mente. Além de sobrar um grande espaço para as alergias, nós carregamos uma sensação de derrota.
  • Pode afetar o nosso corpo – o excesso de entulho, por incrível que possa parecer, muitas vezes se alia ao excesso de peso. Tanto o corpo obeso quanto o excesso de bagunça são formas de autoproteção. Temos a crença de que estamos amortecendo os choques da vida. Tanto a obesidade (que é também uma acumulação de tecido adiposo) quanto o acúmulo de objetos, na maioria das vezes sem finalidade alguma, funcionam como muletas imaginárias.
  • Causa confusão – quando nos vemos cercados pela desordem, não vemos com clareza o que fazemos na vida. Ficamos perdidos em meio a tudo, isto porque o exterior é o reflexo de nosso interior.
  • Afeta a maneira como nos tratam – as pessoas nos tratam, conforme o tratamento que damos a nós mesmos. Se nós nos valorizamos, elas nos tratarão bem. Se nos atolamos junto com os entulhos, acabamos por atrair, inconscientemente, pessoas que nos tratarão mal. A nossa casa desmazelada não passa alheia aos olhos dos amigos e fará com que eles tenham uma imagem ruim a nosso respeito, uma vez que nossas ações refletem nosso eu, ou seja, aquilo que realmente somos.
  • Faz adiar – quanto maior for a desordem, menos tempo teremos para colocá-la em ordem, pois a bagunça deixa estagnada a própria energia que circula no ambiente e também dificulta a nossa, por isso, nunca sabemos por onde começar, adiando indefinidamente.
  • Causa desarmonia – é um dos principais motivos de brigas nas famílias, entre colegas de apartamentos e entre companheiros de trabalho. Ninguém sabe onde se encontra nada. Um fica colocando a culpa no outro, gerando discussões, pois a desordem é uma razão de nível inferior.
  • Pode nos envergonhar – passamos a ter vergonha de convidar as pessoas para nos visitar. A mãe tem vergonha de deixar a porta do quarto do filho aberta. Se alguém chega sem aviso, perdemos o juízo, pois não tivemos tempo de fazer a “maquiagem” do ambiente.
  • Pode manter presa a nossa vida – começamos a ficar isolados e a gozar da baixa autoestima. E passamos a não nos importar com a bagunça, vivendo preso no meio dela, rezando para que ninguém venha nos visitar, tornando-nos pessoas isoladas.
  • Acaba por nos deprimir – a energia estagnada da desordem debilita a nossa energia a ponto de nos deprimir. Quase toda pessoa deprimida vive cercada de bagunça, principalmente, num nível baixo, esparramando tudo pelo chão. Não encontra ânimo para nada. Sentimentos de desesperança são adubados pela desordem. Tanto aumenta a depressão como a ansiedade.
  • Cria excesso de bagagem – nossa tendência é levá-la conosco por onde viajamos, pois passa a ser parte de nossa vida. Seremos “bagunçólatras” mesmo fora de nosso ambiente costumeiro, incomodando outras pessoas. E somos chegados a compras de “souvenirs” para atulhar a casa mais ainda. Perdemos totalmente a noção de espaço.
  • Entorpece a nossa sensibilidade – passamos a não viver plenamente e a fazer as mesmas coisas todos os dias. Ficamos taciturnos e enfadonhos, sem buscar novos objetivos.
  • Exige uma limpeza extra – o tempo empregado para a retirada dos entulhos será muito maior. É uma espiral descendente. Não nos sobra tempo para nada. E, quanto mais a bagunça cresce, mais tempo teremos de dispor para fazer a limpeza.
  • Faz de nós uns desorganizados – perdemos chaves, óculos, carteira, sombrinhas, documentos, etc. A bagunça acaba por desperdiçar o nosso tempo na procura por um objeto e a nos deixar nervosos. Deixamos de ser cuidadosos com as coisas necessárias, inclusive com a nossa saúde.
  • Pode ser um risco à saúde – o acúmulo de tralhas começa a cheirar mal, a atrair insetos, abrigar umidade, mofo, tornando o espaço anti-higiênico. E ainda há o risco de incêndio.
  • Cria uma simbologia indesejável – se somos inclinados à discussão, devemos evitar o uso excessivo de vermelho na decoração. É preciso haver uma seleção daquilo que nos rodeia, conforme a nossa índole. E na bagunça fica tudo misturado.
  • Cobra-nos um custo financeiro – basta fazer uma porcentagem de tudo que está num aposento sem a devida necessidade e que exige gastos. Sem falar no custo do tempo.
  • Distrai-nos de coisas importantes – temos que ser donos de nossas coisas e não elas de nós. Tudo o que possuímos exerce um apelo sobre nossa atenção, e quanto maior é a desordem, mais nossa energia é gasta em assuntos insignificantes. O intelecto fica em segundo plano, quando a bagunça é desmedida.

Portanto, a organização é boa e faz bem a qualquer um. As mudanças só virão quando a pessoa realmente toma consciência de que é preciso mudar.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui … / Karen Kingston

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DEPRESSÃO: COMO ACELERAR O CÉREBRO

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Quando nos ocupamos de alguma coisa, as faculdades cerebrais são mobilizadas e assim nos sobra menos tempo para alimentar pensamentos sombrios. (Stefan Klein)

Quem consegue vencer a inércia está dando o primeiro passo para adquirir um conceito melhor de si mesmo. (Stefan Klein)

Pesquisas comprovam que, “quando concentramos a atenção em uma atividade concreta, deixamos menos espaço para pensamentos e sentimentos pessimistas”, afirma Stefan Klein. O ideal, segundo o biofísico, é que a atividade escolhida leve-nos a um objetivo no qual obtenhamos êxito. Nessa fase de desânimo não adianta escolher metas difíceis de serem alcançadas, uma vez que o nosso cérebro encontra-se menos ágil, ainda longe de pôr em ação toda a sua capacidade de desempenho. Assim, as tarefas mais simples agem como um preaquecimento da mente e cada êxito alcançado é um passo no seu restabelecimento.

Todas as pessoas que já passaram por uma fase depressiva, ou nela ainda se encontram, sabem como é difícil a execução de quaisquer tarefas. O corpo fica pesado, inerte e só pede cama, ou que o deixemos quietinho, distante de todos e de tudo. Atender o seu pedido é um grande erro, pois só faz enrijecer o cérebro. É preciso respirar fundo e reunir as minguadas forças ainda restantes para sair do marasmo. As tarefas iniciais podem ser relacionadas aos trabalhos domésticos ou qualquer outro tipo de exercício que não requeira muito esforço – sem estresse – e dê-nos a sensação de sucesso ao terminá-lo e ânimo para fazer outros.

A vivência do êxito, ao levar uma tarefa ao seu término, é muito importante no estado de tristeza em que o depressivo se encontra.  O neuropsicólogo Richard Davidson explica que “Isso se explica pelo funcionamento dos dois hemisférios cerebrais (assunto presente neste site). Nas fases de desânimo ocorre uma drástica redução da atividade da região frontal esquerda – a que nos impulsiona a estabelecer objetivos, mas que também controla as emoções negativas”. Contudo, quando a pessoa depressiva trabalha para atingir um objetivo, ainda que esse seja simples, ela passa a acionar essa metade do cérebro que se encontra com a sua atividade diminuída e que é importantíssima para ativar o bom humor. Ao atingir a meta proposta, os neurônios da região frontal remetem o sinal que provoca a percepção do êxito.

Fica patente, portanto, que a atividade física é de suma importância para as pessoas depressivas, pois ajuda na produção de sentimentos positivos. Contudo, ao iniciá-la, não se deve estabelecer metas mirabolantes que acabam – uma vez não cumpridas – levando ao desânimo e fazendo com que a pessoa abandone os exercícios. Na fase inicial a persistência é muito importante, uma vez que mil e uma desculpas (faz muito calor, está frio, parece que irá chover, o sol está de rachar, minha cabeça está querendo doer, não me sinto bem hoje…) aparecerão para que o depressivo continue em casa adubando sua melancolia.

Pesquisas mostram que a eficácia da atividade física para o cérebro é imediata. O neurocientista Fred Gage constatou, através de pesquisas com ratos, que “Os exercícios físicos favorecem o crescimento e até mesmo a formação de novos neurônios”. Segundo ele, houve, até mesmo nos animais que antes tinham dificuldade de aprender, um desempenho superior em razão da atividade física.

Por que os exercícios físicos são importantes:

  • Tornam a mente mais ágil.
  • Estimulam o crescimento das conexões neuronais que impedem a ocorrência do mais nefasto de todos os sintomas da depressão: a atrofia das células cinzentas (assunto presente neste site em O QUE É A DEPRESSÃO e COMO A DEPRESSÃO ACONTECE  dentre outros artigos).

Os benefícios da atividade física são sentidos logo após o término dos exercícios. Corpo e mente experimentam uma sensação de prazer que culmina com um bom banho. Mas por que isso acontece? O esforço físico libera serotonina (hormônio que regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais e, por isso, quando se encontra numa baixa concentração pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão).

O biofísico Stefan Klein complementa que “Ao contrário das pílulas que apenas atenuam a melancolia, a atividade física também gera um sentimento positivo, pois o esforço libera as endorfinas que causam euforia”. Ainda segundo ele, a prática regular de exercícios de pelo menos três vezes por semana, durante ao menos meia hora, pode ser tão eficaz contra a melancolia quanto os melhores antidepressivos encontrados nas farmácias. Mas vale lembrar que nas depressões graves a prática de exercícios deve estar aliada aos medicamentos, conforme prescrição médica, pois uma coisa não exclui a outra.

Nota: ilustração – Roda de Peteca, obra de Heitor dos Prazeres

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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COMO AGIR DIANTE DA DEPRESSÃO

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Autoria de Lu Dias Carvalho

 A depressão se instala quando a atividade cerebral não está sendo desenvolvida de forma plena. (Stefan Klein)

Aos poucos as pessoas em todo o mundo vão tomando consciência de que a depressão é uma doença seriíssima e não fruto de fricotes, chiliques ou dengues. Ela é uma resposta ao mau funcionamento do cérebro, instalando-se quando a atividade cerebral não funciona como deveria. Mas o que fazer quando essa doença mental abate-se sobre nós?  Seria melhor buscar um cantinho de jeito, esperando o tormento passar ou tocar a vida para frente, ainda que se deseje ficar apenas deitado num quarto escuro, sem qualquer contato com a vida lá fora, recolhendo-se diante de tamanha infelicidade? É isto que saberemos agora.

Pesquisas mostram que o fechar-se em si mesmo só fortalece o sofrimento, uma vez que o cérebro passa a não receber estímulos que o ajudem a retomar sua normalidade. O desânimo, a tristeza, a paralisia dos sentimentos e da razão acabam jogando o doente num abismo cada vez mais tenebroso. Portanto, a conclusão a que as pesquisas neste campo chegaram é que não fazer nada ou jogar a toalha, como se diz popularmente, é um péssimo remédio, ainda que, quando em depressão, seja difícil para o doente despertar seu próprio interesse no que quer que seja. A vítima da doença concentra-se em sua vida interior, centrando-se em seus pensamentos sombrios, buscando compreender – em vão –  o porquê de seu sofrimento.

A depressão leve que consiste naquela tristeza comum ao dia a dia , ou seja, aquela que toma conta de nós vez ou outra, pode facilmente ser debelada unicamente com a mudança de comportamento, sobretudo controlando os pensamentos e sentimentos negativos, a fim de que o estado depressivo não seja alimentado. Contudo, a depressão severa, além da mudança de comportamento também necessita de medicamentos que irão trabalhar no sentido de libertar o cérebro da apatia em que se vê atolado. Somente o especialista poderá diagnosticar o paciente e fazer a diferença entre as duas fases do estado de alma da pessoa.

É preciso muito cuidado com a tristeza acabrunhante, pois ela pode ganhar vida própria, alimentando-se de si mesma, até resvalar para algo mais sério, ou seja, para uma depressão severa. Sabe-se que o abatimento é muitas vezes gerado por uma carga excessiva de estresse (a perda de um ente querido, pressão no trabalho ou na família, doenças, separações, etc.), o que leva o organismo a dar sinais de que precisa de um tempo para sobreviver ao desânimo, cansaço e tristeza. É preciso compreender os sábios sinais do corpo e atendê-lo em suas necessidades.  

Muitas vezes, mesmo tendo passado o motivo da profunda tristeza, a vítima continua a alimentá-la com pensamentos e sentimentos negativos, afastando-se das pessoas e sentindo-se vítima da situação. Tal comportamento é um equívoco, pois apenas alimenta o círculo vicioso (inatividade/desânimo/inatividade). Deixar o mundo de fora, abrindo mão de seus estímulos é um péssimo negócio. Inteirar-se com ele é fundamental. Voltar o olhar para fora, lidando com outras pessoas e coisas contribui para romper o círculo vicioso dos pensamentos negativos e sentimentos ruins. Por que isto é bom? Porque o cérebro, quando atarefado, não mais se preocupa consigo mesmo, ou seja, ele se esquece de si mesmo e passa a preocupar-se apenas com o que está realizando.  Preencher o tempo é vital.

O biofísico Stefan Klein explica: “No estado de melancolia, o cérebro pode ser comparado a uma perna engessada há muito tempo. Quem já passou por isso sabe como os músculos se enfraquecem pela falta de exercício e como é doloroso dar os primeiros passos, a tal ponto que pensamos em desistir. No entanto, precisamos caminhar. Da mesma forma o cérebro tem que ser submetido a uma recuperação que possa ajudá-lo a superar o episódio depressivo. Qualquer tipo de atividade é válido para combater a tristeza. É como retomar as rédeas da própria vida. Quando nos ocupamos de alguma coisa, as faculdades cerebrais são mobilizadas e assim nos sobra menos tempo para alimentar pensamentos sombrios”.

Os portadores de depressão sabem que os medicamentos não fazem todo o trabalho necessário para que o cérebro retorne à sua normalidade. Mudar o comportamento é fundamental para estimular as células nervosas, seja durante uma depressão leve ou aguda. Quem quiser voltar a caminhar por conta própria, precisará de toda a sua boa vontade para recuperar suas faculdades cerebrais.

 Nota: ilustração – Serenata, obra de Di Cavalcanti

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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DEPRESSÃO E CAPACIDADE CEREBRAL

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 Autoria de Lu Dias Carvalho

A utilização insuficiente da capacidade cerebral pode ser tão nociva para o equilíbrio psíquico quanto o cansaço por excesso de atividade. (Stefan Klein)

Quando estou mergulhado nos meus personagens e na ação, não existem horários e nem refeições. Que me deixem tranquilo. (Heinz Konsalik )

Vimos em textos anteriores que se ocupar de outras tarefas – além de pensar somente em nós mesmos – é de suma importância para a saúde de nosso cérebro, pois ao se manter atarefado, ele se esquece de si mesmo e mostra-se mais feliz. Concluímos, portanto, que nosso cérebro parece não gostar do vazio, ou seja, que nos voltemos apenas para nós mesmos. O compartilhamento faz-lhe muito bem. Eis uma prova de que não nascemos para viver sozinhos, ou seja, nenhum homem é uma ilha.

Quando nos encontramos ao telefone numa conversa do nosso interesse, temos a tendência de ignorar o barulho à nossa volta, concentrando-nos no assunto em questão. Nossas preocupações e ruminações também funcionam como ruídos prejudiciais que se mostram ainda mais severos quando nosso cérebro não se encontra envolvido em tarefas que o levem a ignorá-los. Está aí o porquê de contar carneirinhos – como ensina a sabedoria popular – quando nos encontramos insones. Ao ocupar os neurônios com a contagem dos animaizinhos, acabamos impedindo que as preocupações e os pensamentos negativos imperem.

Nosso cérebro não descansa nunca. Quando nos encontramos em momentos de ociosidade, volta-se para as fantasias ou lembranças. O pior é que tem a tendência de escolher as mais desagradáveis. Por que isso? Porque nós somos mais atraídos pelo pessimismo, como se vivêssemos atentos a um perigo iminente, pois o nosso  instinto de sobrevivência está sempre a postos.

O grito de “Fogo!” deixa-nos muito mais atentos do que se ouvíssemos um anúncio prazeroso. Entre uma ideia agradável e uma amedrontadora, surgindo ao mesmo tempo em nosso cérebro, a última sempre vence.  Segundo o biofísico Stefan Klein, o Evangelho de Mateus relata a correspondência entre percepção e sentimento, ao narrar o milagre no lago de Genesaré. Pedro começou a sentir medo e fracassou, quando passou a duvidar de si mesmo, ao atender o chamado de seu Mestre.

Não são poucas as vezes em que nos dispusemos a fazer uma tarefa e nem demos conta do tempo passando. Quando olhamos as horas, acabamos levando um susto, pois o tempo apresentado pelo relógio parece-nos irreal. Isso acontece quando a tarefa é desempenhada com concentração em razão de sua importância ou prazer, pouco importando qual seja ela (caminhar, ler, conversar, pintar, escrever, fazer uma comida, etc.). Por que isso acontece? Porque o cérebro encontra-se tão ativo que o “eu” fica em segundo plano.

A lenda grega sobre Sísifo (filho do Éolo), tido como o mestre da malícia e da rebeldia e um grande ofensor dos deuses, mostra-nos como a inutilidade de qualquer esforço feito pode parecer-nos um tormento, ao contrário de algo desejado:

Sísifo ao ser castigado por Zeus – o deus dos deuses – recebeu a incumbência de empurrar uma pedra ladeira acima  e colocá-la no topo de uma montanha. Contudo, ao chegar ao cume do monte, a rocha despencava-se de novo e de novo. A pedra não era pesada o bastante para significar um tormento. O castigo encontrava-se na inutilidade da tarefa, ou seja, na monotonia do trabalho executado por Sísifo vezes e vezes sem conta, sem nada exigir de seu cérebro, privando-o de qualquer euforia. É por isso que existe a expressão popular “trabalho de Sísifo”, originada  dessa lenda grega, relativa a todo tipo de trabalho ou situação que é interminável e inútil.

O trabalho executado, portanto, para provocar uma sensação de leve euforia no nosso cérebro, fazendo aflorar os sentimentos positivos, não deve ser por demais difícil e nem excessivamente fácil. Pesquisas mostram que se a tarefa executada é muito difícil ou extremamente fácil acaba por não trazer efeitos positivos para o cérebro.

Quando a atividade exige muito esforço, traz sensações de cansaço e esgotamento, sendo que a falta de êxito produz frustração. Se a tarefa é feita mecanicamente, sem qualquer desafio, nada exigindo do órgão cerebral, traz uma sensação de tédio – a mente não aceita a ociosidade – abrindo espaço para que os pensamentos ruins se instalem. O ideal é que a atividade executada estimule o cérebro na medida certa, fazendo surgir os sentimentos positivos. Logo, tanto uma atividade extremamente complexa quanto uma fácil demais não beneficiam o nosso cérebro.

Para concluir, é bom levarmos em conta a advertência do biofísico Stefan Klein: “Um amplo número de estudos psicológicos revela que as pessoas cuja ocupação habitual não solicita sua capacidade cerebral de modo satisfatório estão mais propensas a sofrer de depressão e angústia”.

Nota: ilustração – Manacá, obra de Tarsila do Amaral

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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