O RIO KATABIRA…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa O Rio Katabira com Ponte Perto da Estação Hodogaya faz parte da série 53 Estações de Tôkaidô, do artista japonês Hiroshige. É a quinta estação da série.

Apesar da neve que cobre quase toda a paisagem, o rio Katabira apresenta-se azul. Um barco encontra-se ancorado junto à margem direita. Uma ponte cruza o rio. Sobre ela estão três figuras, muito bem agasalhadas, enquanto uma terceira, com sombrinha, caminha em direção oposta.

À esquerda, junto às casas, estão três personagens, bem próximos, usando chapéus. As árvores trazem os galhos curvados pelo peso da neve. O céu está cinza.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1848-1850
Dimensões: 22 x 34,8 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Portinari – AMORES E VIDA POLÍTICA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Minha neta me libertará da solidão (Portinari)

Quando estudava na Escola de Belas-Artes, Portinari namorou sua colega Edith Aguiar, filha de um diplomata e, anos depois, namorou Rosalita Cândida Mendes, de ascendência aristocrática. Mas, por ocasião de sua permanência de dois anos na capital francesa, em razão de ter ganhado o Prêmio de Viagem ao Exterior, conseguido com a obra Retrato de Olegário Mariano, ele ficou conhecendo a uruguaia Maria Victoria Martinelli, de 19 anos, que ali morava com sua família. Ele se casou com ela, em Paris. O casal regressou ao Brasil em 1931 e aqui tiveram um único filho, João Cândido, que foi retratado inúmeras vezes pelo pai. Em 1960 ganhou a neta Denise.

Portinari tentou entrar na vida pública brasileira, ao se candidatar ao Senado pelo PCB, em 1945. Perdeu por um número pequeno de votos, em uma eleição cheia de fraudes como era comum naqueles tempos. O governo do presidente Eurico Dutra passou a persegui-lo, tendo o artista que se exilar no Uruguai. Ao ser convidado, em 1949, para participar da Conferência Cultural e Científica para a Paz Mundial, em Nova York, EUA, teve o visto negado pela embaixada americana. Anos depois, foi impedido de entrar na França. Só poderia entrar no país por um período de 60 dias, desde que não fizesse nenhuma declaração política. Naquela época vivia-se o clímax da Guerra Fria.

Quando os painéis Guerra e Paz foram inaugurados nos EUA, a embaixada daquele país impôs uma condição para que Candido Portinari estivesse presente e recebesse os prêmios que ganhara: que se declarasse desvinculado do PCB. Mas, embora não mais tivesse ligação com o partido, ele recusou tal imposição.

Fonte de pesquisa:
Cândido Portinari / Coleção Folha

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Arte de Rua – ASTRO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Eu obtive um diploma de pintor decorativo, e aprendi muito pintando ao longo dos anos. Hoje em dia, ainda prefiro fazer o meu trabalho legal, já que leva muito mais tempo do que costumava. (Astro)

Astro, também conhecido por Eggs (ovos), aos seis anos de idade já fazia as suas pinturas com spray, sem que ao menos tivesse capacidade para compreender o que pintava. Em 2000, ele começou com grafite. Atualmente pinta com spray ou giz pastel, principalmente nos muros e trens.

Com o passar dos anos, o artista desenvolveu um estilo próprio, conhecido em todo o mundo. Ele se diz inspirado pela arte moderna, pelos mais variados tipos de caligrafia e ornamentos. Atualmente, encontra-se envolvido com o “CelloGraff”, que é um tipo de arte que faz uso do papel celofane, que é enrolado em torno de objetos, possibilitando criar uma superfície ideal. Tem viajado pelo mundo junto com seu colega Kanos, com o objetivo de levar esse tipo de arte. Segundo ele, o uso do celofane permite pintar mesmo em lugares considerados impossíveis, como na frente de monumentos.

O artista canadense é grafiteiro, designer gráfico, ilustrador e designer de personagens Seus desenhos surreais são muito apreciados. Adora letras e monstros. Além disso, faz murais, ilustrações e bonecos com meias. As paredes pintadas por Astro apresentam personagens interessantes. Seu estilo é limpo, simples, mas eficiente, e tem nas linhas o seu lema. Ele participa de vários festivais em todo o mundo.

Fontes de pesquisa
O mundo do grafite/ Nicholas Ganz
Nota: obra de Astro e Kanos

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CENA DE RUA…

Autoria de LuDiasBH

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O tríptico (dividido em três partes) Cena de Rua à Porta da Loja de Tecidos Iwaki Masuya foi feita pelo artista japonês Hiroshige.

Em frente à grande loja de tecidos estão presentes inúmeros grupos. No primeiro, a partir da esquerda, estão quatro cortesãs e quatro homens com suas espadas. No do meio, o grupo é bem maior, sendo composto por vários homens e mulheres. E no terceiro, à direita, o grupo é grande também, e alguns homens carregam espadas.

Dentro da loja existem várias pessoas vendendo e comprando.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: c. 1850
Dimensões: 36,4 x 78,4 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Pintores Brasileiros – CANDIDO PORTINARI

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Cândido Portinari (1903–1926), nasceu na fazenda de café Santa Rosa, próxima à cidade de Brodowski, no estado de São Paulo. Baptista Portinari e Dominga Torquato, imigrantes italianos, eram seus pais. Ele era o segundo filho de uma penca de 12 irmãos. Aos 10 anos de idade, estudando em Brodowski, fez o Retrato de Carlos Gomes, observando a fotografia do músico que se encontrava numa carteira de cigarros. Quatro anos depois, foi convidado para trabalhar com um grupo itinerante de pintores e escultores italianos, que tinham por objetivo decorar igrejas de cidadezinhas do interior.

Aos 16 anos, Portinari foi para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar no Liceu de Artes e Ofícios. E, no ano seguinte, matriculou-se na Escola Nacional de Belas-Artes (Enba). Na primeira vez em que expôs uma obra sua foi agraciado com Menção Honrosa. Dois anos depois, pintou a famosa composição Baile na Roça. Em 1928, aos 25 anos de idade, Portinari ganhou como prêmio uma viagem ao exterior, com sua composição Retrato de Olegário Mariano. O artista foi para Paris e de lá visitou vários países europeus, num período de dois anos, apreendendo as novidades.

Ao voltar ao Brasil, como avanço do Modernismo, ocupou lugar de honra no Salão Nacional, também conhecido por Salão Revolucionário. Em 1935, Portinari conquistou a Segunda Menção Honrosa, ao expor sua segunda versão do quadro Café, no Instituto Carnegie, em Pittsburg, no EUA. Foi o primeiro pintor modernista brasileiro a ser premiado no exterior. Em 1936, começou a pintar murais sobre o ciclo econômico do Brasil, para o Ministério da Educação. Portinari realizou, em 1939, uma exposição individual com 269 obras, no Museu Nacional de Belas Artes. E em 1942, o artista criou quatro murais para a Biblioteca do Congresso, em Washington, EUA. Os murais são: Descobrimento, Desbravamento da Mata, Catequese e Descoberta do Ouro. Em 1943, ele ilustra Memória Póstumas de Brás Cubas, do escritor Machado de Assis. Em i945, pinta São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, época em que terminou o mural Jogos Infantis, do Ministério da Educação.

Após a Segunda Guerra Mundial, uma exposição de Portinari em Paris, com 84 obras, dentre as quais se encontravam as séries Retirantes e Meninos Brodowski, logrou um grande êxito. Em Paris, o artista foi agraciado com a Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais alta honraria concedida pelo governo francês. Em 1953, foi obrigado a se internar no Rio de Janeiro, pois se encontrava intoxicado pelos metais pesados contidos nas tintas, tendo sofrido hemorragia intestinal, e sendo obrigado a ficar algum tempo sem pintar. Ele se referia à proibição com a frase: “Estou proibido de viver.”.

Em 1955, Portinari assinou um contrato para executar os painéis Guerra e Paz, que decorariam a Sede da ONU, em Nova York, EUA. Tinham 14 metros de altura por 10 de largura, cada um. Foram entregues em 1956. Por ocasião da exibição dos painéis no Brasil, o artista recebeu a Medalha de Ouro de Melhor Pintor do Ano, concedida pelo International Fine Artes Council (IFAC), de Nova York, EUA, das mãos do presidente Juscelino Kubistschek. Ao finalizar os painéis Guerra e Paz, Portinari criou 22 desenhos a lápis de cor sobre Dom Quixote, que serviram de inspiração para 21 poemas de Carlos Drummond de Andrade. E, em 1961, já doente, o pintor criou os três painéis em azulejos: Frevo, Peixes e Pombas.

Portinari realizou grandes painéis móveis como: Primeira Missa no Brasil, Tiradentes, (que deu ao artista a Medalha de Ouro da Paz no II Congresso Mundial dos Partidários da Paz, em Varsóvia, na Polônia), Chegada de D. João VI ao Brasil e Guerra e Paz. Candido Portinari morreu em 1962, aos 59 anos de idade, causando grande comoção no país e, especialmente, no então estado da Guanabara.

Fonte de pesquisa:
Cândido Portinari / Coleção Folha

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Arte de Rua – ABOVE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Com o intuito de ocultar sua identidade, o artista de rua escolheu o pseudônimo de Above (significa “acima”, em inglês), quando começou a pintar grafites. Ele é estadunidense e principiou a criar sua arte em1995. Iniciou pintando seu nome em trens de carga, usando o velho e conhecido spray.

Foi na França que Above criou o ícone da seta, apontando para cima. Quando ali estudou, colocou suas setas nos mais diferentes pontos da cidade, usando variados meios: etiquetas, madeira, adesivos e stenceis. Ao retornar aos Estados Unidos, criou um novo estilo, ao dependurá-las pela cidade, amarradas com fios, como se fossem tênis velhos, que costumamos ver pendurados nos fios de luz. Above explicou em uma entrevista, que passou a achar inútil pintar letras num trem que, quando em movimento, ninguém poderia ler. Por isso, optou por algo de fácil entendimento, como a seta, ainda que fosse vista em uma fração de segundo.

O artista já pintou obras de arte em mais de uma centena de cidades, em mais de 60 países. Suas obras sempre trazem uma mensagem sobre temas em destaques, quer sejam sociais ou políticos, nacionais ou internacionais, com o objetivo de despertar a consciência das pessoas, chamando-lhes a atenção para o fato. Quando pintou um mural em Joanesburgo, na África do Sul, na parede externa da Jewel City, um dos maiores exportadores de diamantes do mundo, Above escreveu “Os diamantes são o melhor amigo de uma mulher e o pior inimigo do homem“, numa crítica contra os “diamantes de sangue”, extraídos de uma zona de guerra e vendidos para financiá-la. Ele enganou os proprietários, pois esses achavam que só haveria a referência à mulher. O artista acabou criando uma obra social e política.

Nota: a imagem do texto trata-se de um estêncil social e político do artista, direcionada à Zona do Euro, criticando a crise do desemprego na Espanha.

Fontes de pesquisa
O mundo do grafite/ Nicholas Ganz
http://en.wikipedia.org/wiki/Above

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