ÍNDIA – O CÓDIGO DE MANU E O ADULTÉRIO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Os idealizadores do Código de Manu julgavam que a coação e o castigo eram essenciais para se evitar o caos produzido na sociedade, advindo da decadência moral humana. Havia nele uma estreita correlação entre o direito e os dispositivos sacerdotais, os problemas de culto e as conveniências de castas. Trocando em miúdos, a aplicação do direito dizia respeito à casta do sujeito e à sua condição social. E, como não poderia deixar de ser, a mulher encontrava-se em extrema desvantagem, numa condição de completa passividade e submissão dentro de tal código, sendo tratada como objeto a ser manobrado e julgado pelo homem.

Através do conhecimento de alguns artigos do Código de Manu, poderemos deduzir como a mulher era tratada naquela época, levando em conta o adultério. Vejamos:

• Os homens, que gostam de seduzir as mulheres de outros, devem ser banidos pelo rei, depois de serem punidos com severas mutilações.
• A mistura de classes tem origem no adultério, assim como a violação dos deveres que destrói a raça humana, causando a perda do universo.
• O homem que, em segredo, seduz a mulher de outro, e já sendo conhecido por ter maus costumes, deve receber a primeira multa.
• No entanto, aquele homem sobre o qual nunca houve uma acusação semelhante, e se entretém com uma mulher por motivo legítimo, não deve ser punido, porque não é o culpado do erro.
• Incorre em pena de adultério o homem que conversa com a mulher de outro em um lugar afastado.
• Também são provas de um amor adúltero: mandar flores e perfumes para uma mulher, brincar com ela, tocar nos seus enfeites ou vestes e se sentar no mesmo leito.
• Tocar no seio da mulher casada ou em outras partes de seu corpo de uma maneira indecorosa, ou se permitir ser tocado por ela, em consentimento mútuo, também é prova de adultério.
• A mulher deve ser vigiada em todas as classes; se um “sudra” violar a mulher de um brâmane, ele deve levar a pena capital.
• Homem algum pode se dirigir a uma mulher estranha, se seus donos assim o desejam; se descumprirem a lei, deverá pagar multa.
• Não estão sujeitas a tais regulamentos, as mulheres de dançarinos e cantores, nem a dos homens que vivem da desonra de suas mulheres, porque eles as usam para entreter outros homens.
• Contudo, aquele que tiver relações particulares com essas mulheres, ou com servas de um amo, ou com religiosas de uma seita herética, deve pagar uma leve multa.
• O homem, que violentar uma jovem, sofrerá uma pena corporal, mas se ele goza dela porque houve consentimento, e, se pertencem à mesma classe, não há castigo algum.
• Se uma jovem apaixona-se por um homem de classe superior à sua, não deve ser penalizada pelo rei, mas se ele tiver nascimento inferior, ela deve ficar presa em casa, sob forte vigilância.
• Um homem de baixa origem receberá pena corporal, se cortejar uma jovem de origem superior; porém, se ela for da mesma classe não haverá penalidade.
• Aquele que macular violentamente uma jovem pelo contato de seu dedo, não apenas terá dois dedos cortados, como pagará uma multa.
• Mas se a jovem consente nisso e é da mesma classe do poluidor, ele não deve ter os dedos cortados, deve apenas pagar uma multa para não reincidir no erro.
• Se uma jovem macula outra pelo contato de seu dedo, deverá ser condenada a pagar uma multa, e a pagar ao pai da jovem maculada duas vezes o valor do presente de núpcias, além de receber dez chicotadas.
• Mas se for uma mulher (adulta) a macular uma jovem, ela deve ter os dedos cortados e a cabeça raspada; além disso, deve ser conduzida pelas ruas montada num burro.
• Se uma mulher, por orgulho de sua família e de suas qualidades, torna-se infiel a seu esposo, deve ser devorada por cães, num lugar público.
• E o seu cúmplice deve ser queimado sobre leito de ferro aquecido ao rubro, até ser carbonizado.
• Um homem adúltero, que já foi infiel uma primeira vez, e que, ao prazo de um ano volta a ser acusado, deve pagar uma multa.
• O “sudra” que mantém contato com uma mulher das três principais classes, terá o seu membro extirpado e perderá seus bens; no caso de que ela era também guardada, ele perderá a vida.
• Mesmo que um brâmane cometa qualquer tipo de crime, inclusive o adultério, ele jamais poderá ser assassinado; o rei poderá expulsá-lo do reino, mas lhe deixando todos os bens.

Fonte de pesquisa
Código de Manu/ Editora Edipro

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O REMOINHO AWA

Autoria de Lu Dias Carvalho

oi1234567891A estampa O Remoinho Awa faz parte da série Vistas Famosas de 60 e Tal Províncias, do artista japonês Hiroshige.

Hiroshige retrata uma grande onda, formada nos Estreitos de Naruto, que se encontram entre as ilhas de Shikoku e Awaji, no noroeste da província de Awe. As marés na região originaram dois grandes redemoinhos e gigantescas ondas espumantes.

Ao fundo, vê-se a silhueta da Ilha Awagi, que se destaca ao entardecer. Pássaros tarambolas voam acima das águas.

Esta composição é famosa pela beleza da gradação de cores com belos sombreados por dentro das áreas azuis, com o verde das montanhas e o avermelhado do horizonte.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1855
Dimensões: 34,5 x 23 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Di Cavalcanti – MULHERES NA JANELA

Autoria de Lu Dias Carvalhodi123

Mulheres na Janela é mais uma obra de Di Cavalcanti, artista brasileiro. As duas personagens à janela possuem maquiagem carregada e um olhar distante. Uma delas está de frente para o observador, enquanto a outra divaga, à esquerda.

Nesta composição, Di Cavalcanti demonstra a influência que recebeu de seu amigo Pablo Picasso, ao apresentar duas monumentais mulatas, que preenchem quase toda a tela, com suas formas simplificadas e curvilíneas, exalando beleza e sensualidade.

O pintor usa os tons quentes avermelhados na maior parte da composição. Desenhos geométricos espalham-se pelo fundo da pintura, acentuando as formas arredondadas das duas moças.

Ficha técnica
Ano: 1926
Técnica: óleo sobre cartão
Dimensões: 49,5 x 40 cm
Localização: Acervo da Fundação José e Paulina, Nemirovsky, São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Di Cavalcanti/ Coleção Folha

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PONTE NIHONBASHI AO ALVORECER

Autoria de Lu Dias Carvalho

 oki123456789A estampa Ponte de Nihonbashi ao Alvorecer é a primeira estação da série Vistas Famosas das 55 Estações, do artista japonês Hiroshige.

A ponte divide a estampa ao meio, na horizontal. Sobre ela transitam inúmeras pessoas, num vai e vem incessante. À sua esquerda, estão sete embarcações, todas em movimento, a julgar pelos remos de seus condutores. Há também um armazém, por onde transitam vários carregadores.

À direita da Ponte de Nihonbasbhi há uma segunda ponte. Ao fundo, à direita, está a cidade e, à esquerda, o Monte Fuji.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1855
Dimensões: 34,3 x 22,6 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Di Cavalcanti – CARNAVAL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O carnaval, desde minha mocidade, participou de minha vida, como uma necessidade de externação de uma parte de meu ego. (Di Cavalcanti)

 Di Cavalcanti encontrava-se em Paris, quando fez esta alegre composição, retratando um bloco carnavalesco.

Um grupo de foliões está na rua, curtindo o carnaval. Todos estão fantasiados, carregando instrumentos, estandartes e flores. Pela proximidade que existe entre eles, torna-se difícil diferenciá-los.

À frente do grupo, um personagem parece carregar uma boneca negra, vestida com saia de cor azul e branca na parte de cima e vermelha na inferior, com um lenço vermelho na cabeça e um enorme brinco na orelha. A figura negra, de costas para o observador e de frente para o grupo, ocupa o primeiro plano.

No centro, de frente para o observador, uma personagem de rosto colorido, lenço no cabelo e colar amarelo parece segurar um ramo de flores. Atrás dela, aparece uma figura usando um cocar de penas coloridas na cabeça e saia igual.

No lado esquerdo da composição, uma figura, usando uma enorme cartola, toca um bumbo. Próxima a ela, outra figura carrega um estandarte. Ao fundo, descortinam-se algumas casas brancas, em meio a um céu azul, montanhas e árvores.

Ficha técnica
Ano: 1924
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 73,5 x 89 cm
Localização: Acervo do Museu de Arte Brasileira, São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Di Cavalcanti/ Coleção Folha

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TEATRO KABUKI…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Teatro Kabuki na Rua Nichômachi faz parte da série Vistas Famosas da Capital do Oriente, do artista japonês Hiroshige.

Pelo número de pessoas presentes na Rua Nichômachi, onde se localiza o teatro Kabuchi, pode-se ter uma ideia de quão importante era tal diversão à época. Era um dos endereços dos cidadãos endinheirados daquele tempo.

Na composição, em frente ao teatro, misturam-se todas as classes sociais: cavalheiros ricos vestidos com luxuosos quimonos, gueixas, carregadores, empregados de restaurantes com seus tabuleiros a vender comida, cortesãs, instrumentistas, etc.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1835
Dimensões: 22,5 x 34,3 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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