RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / TERROR

Autoria de Moacyr Praxedes

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 Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Terror, dando-lhes uma nota de 1 a 10, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/terror)

Ranking / Filme / Diretor

101º – Jogos Mortais  (James Wan)
102º – Os Demônios  (Ken Russell)
103º – Violência Gratuita  (Michael Haneke)
104º – Cega Obsessão  (Yasuzo Masumura)
105º – A Troca  (Peter Medak)
106º – Os Fantasmas Se Divertem  (Tim Burton)
107º – Deixe Ela Entrar  (Tomas Alfredson)
108º – Cubo  (Vincenzo Natali)
109º – Pânico  (Wes Craven)
110º – Dead Man’s Shoes  (Shane Meadows)
111º – Hanyo – A Empregada  (Ki-young Kim)
112º – O Gato Preto  (Kaneto Shindô)
113º – Videodrome – A Síndrome do Vídeo  (David Cronenberg)
114º – A Casa Sinistra  (James Whale)
115º – A Espinha do Diabo  (Guillermo del Toro)
116º – A Máscara do Demônio  (Mario Bava)
117º – Pelo Amor e pela Morte  (Michele Soavi)
118º – O Castelo Sinistro  (George Marshall)
119º – Museu de Cera  (André De Toth)
120º – Extermínio  (Danny Boyle)
121º – Predador  (John McTiernan)
122º – Cura  (Kiyoshi Kurosawa)
123º – Os Meninos do Brasil  (Franklin J. Schaffner)
124º – Henry – Retrato de um Assassino  (John McNaughton)
125º – Terror a Bordo  (Phillip Noyce)
126º – Os Crimes do Museu  (Michael Curtiz)
127º – A Boneca do Diabo  (Tod Browning)
128º – A Bruxa de Blair  (Daniel Myrick)
129º – Uma Noite Alucinante – A Morte do Demônio  (Sam Raimi)
130º – Batalha Real  (Kinji Fukasaku)
131º – A Mão do Diabo  (Bill Paxton)
132º – A Inocente Face do Terror  (Robert Mulligan)
133º – Cabo do Medo  (Martin Scorsese)
134º – Fome Animal  (Peter Jackson)
135º – Godzilla  (Ishirô Honda)
136º – Coração Satânico  (Alan Parker)
137º – O Orfanato  (Juan Antonio Bayona)
138º – Perversa Paixão  (Clint Eastwood)
139º – Entrevista com o Vampiro  (Neil Jordan)
140º – Santa Sangre  (Alejandro Jodorowsky)
141º – Sede de Sangue  (Park Chan-wook)
142º – Sinais  (M. Night Shyamalan)
143º – Requiem  (Hans-Christian Schmid)
144º – Deixe-me Entrar  (Matt Reeves)
145º – The Rocky Horror Picture Show  (Jim Sharman)
146º – Uma Noite Alucinante 3  (Sam Raimi)
147º – A Casa da Noite Eterna  (John Hough)
148º – O Monstro da Lagoa Negra  (Jack Arnold)
149º – O Golem  (Henrik Galeen)
150º – O Chamado  (Gore Verbinski)
151º – O Hospedeiro  (Bong Joon-ho)
152º – The White Reindeer  (Erik Blomberg)
153º – Imagens  (Robert Altman)
154º – Hellraiser – Renascido do Inferno  (Clive Barker)
155º – As Bodas de Satã  (Terence Fisher)
156º – [REC]  (Jaume Balagueró)
157º – Zigeunerweisen  (Seijun Suzuki)
158º – Planeta Terror  (Robert Rodriguez)
159º – Mad Love  (Karl Freund)
160º – Suspiria  (Dario Argento)
161º – A Maldição de Frankenstein  (Terence Fisher)
162º – O Médico e o Monstro  (Victor Fleming)
163º – O Homem dos Olhos de Raio-X  (Roger Corman)
164º – O Estudante de Praga  (Henrik Galeen)
165º – A Bruma Assassina  (John Carpenter)
166º – A Orgia da Morte  (Roger Corman)
167º – As Sete Máscaras da Morte  (Douglas Hickox)
168º – O Comilão Otesánek  (Jan Svankmajer)
169º – Frankenweenie  (Tim Burton)
170º – Equus  (Sidney Lumet)
171º – A Tara Maldita  (Mervyn LeRoy)
172º – O Corvo  (Lew Landers)
173º – A Mansão do Terror  (Roger Corman)
174º – A Chinese Ghost Story  (Siu-Tung Ching)
175º – À Meia-Noite Levarei Sua Alma  (José Mojica Marins)
176º – Assassinato por Decreto  (Bob Clark)
177º – O Médico e o Monstro  (John S. Robertson)
178º – As Esposas de Stepford  (Bryan Forbes)
179º – Ódio Que Mata  (John Brahm)
180º – O Caçador De Bruxas  (Michael Reeves)
181º – Anticristo  (Lars Von Trier)
182º – Dark Water – Água Negra  (Hideo Nakata)
183º – Nightwatch – Perigo na Noite  (Ole Bornedal)
184º – ParaNorman  (Chris Butler)
185º – À Beira da Loucura  (John Carpenter)
186º – O Segredo da Cabana  (Drew Goddard)
187º – As Três Máscaras do Terror  (Mario Bava)
188º – Ecos do Além  (David Koepp)
189º – A Casa dos Maus Espíritos  (William Castle)
190º – Abbott e Costello às Voltas com Fantasmas  (Charles Barton)
191º – O Nevoeiro  (Frank Darabont)
192º – Extermínio 2  (Juan Carlos Fresnadillo)
193º – Identidade  (James Mangold)
194º – Sob Controle  (Jennifer Chambers Lynch)
195º – A Hora do Espanto  (Tom Holland)
196º – O Testamento do Dr. Cordelier  (Jean Renoir)
197º – Zumbilândia  (Ruben Fleischer)
198º – Ichi the Killer  (Takashi Miike)
199º – Arraste-me para o Inferno  (Sam Raimi)
200º – A Queda da Casa de Usher  (Roger Corman)
Vejam também: RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / TERROR

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COMO SE ALIMENTA O BRASILEIRO

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Uma pesquisa divulgada há cerca de um ano, pelo IBGE, já indicava falhas severas na dieta dos brasileiros. Segundo o estudo, o cardápio da população é carente de vitaminas e ainda abusamos do sal. Quase não comemos verduras, frutas e leguminosas. A dieta também é carente na ingestão de vitamina D, cálcio, de vitaminas A e E, além das fibras.

A partir destes dados, podemos ver e vislumbrar o porquê do aumento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e diabetes. O consumo exagerado de sal ocorre em cerca de 69% das mulheres e 88% dos homens brasileiros. Isto por si só provoca elevações dos níveis de tensão arterial, que se traduzem no futuro em um infarto do miocárdio e isquemias cerebrais.

A falta ou a deficiência na ingestão de cálcio e vitamina D está sabidamente ligada a ossos mais fracos e, consequentemente, osteoporose à vista. Ainda sobre a vitamina D, que já abordamos neste blog, a falta não só na dieta, mas a pouca exposição ao sol, está levando as pessoas a apresentarem níveis alarmantes quando mensuradas no sangue. A falta de vitamina A também foi constatada no estudo, pois a deficiência desse nutriente chega a alcançar mais de 80% entre os adultos. Sua deficiência crônica é causa de doenças da visão, incluindo cegueira.

Vilões

O maior consumo de carboidratos e alimentos processados no prato dos brasileiros, como biscoitos recheados, salgadinhos, pizzas, doces e outros de altos teores calóricos e baixo valor nutricional, são os responsáveis pelas altas do colesterol, dos triglicerídeos e pelas elevadas taxas de obesidade. É importante o leitor entender que o que mais engorda é o consumo de alimentos que contenham carboidratos, pois esses se transformam rapidamente em açúcar no sangue, que se não forem utilizados como energia, serão estocados em nosso corpo em forma de gordura.

A deficiência de vitaminas na alimentação, em médio prazo, provoca alterações no nosso metabolismo, pois são elas (as vitaminas) as catalisadoras das reações químicas, em especial as do complexo B. Sem elas, as reações metabólicas não ocorrem ou o fazem de forma deficitária. Portanto, em médio prazo, aparecem quadros inespecíficos de fadiga ou uma indisposição sem explicação aparente, baixas do sistema imunológico com infecções de repetição ou alergias variadas, entre outras queixas. O consumo de fibras, também abordado nesse estudo, ficou abaixo do recomendado em quase 70% dos brasileiros.

Um novo estudo do IBGE demonstra que os gastos dos brasileiros com alimentação, cultura e educação encolheram no orçamento familiar. Segundo o instituto, a fatia destinada à alimentação baixou de 16,9% para 16,1%, a educação de 3,3% para 2,5% e para a cultura e recreação de 1,9% para 1,6%. Classes menos favorecidas, como a C, estão em ascensão e consumindo mais. Porém, as pesquisas apontam para uma população cada vez mais obesa, mal nutrida, constipada e menos culta. Temos de parar para refletir que algo esta errado, quando se pensa que saúde e educação são a base de sustentação de uma sociedade desenvolvida

(*) Imagem copiada de www.coletivoverde.com.br

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RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / ROMANCE

Autoria de Moacyr Praxedes

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 Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Romance, dando-lhes uma nota de 1 a 10, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/romance)

Ranking / Filme / Diretor

101º – O Artista  (Michel Hazanavicius)
102º – Rainha Christina  (Rouben Mamoulian)
103º – Bonequinha de Luxo  (Blake Edwards)
104º – Melhor É Impossível  (James L. Brooks)
105º – Sei Onde Fica o Paraíso  (Michael Powell)
106º – Grande Hotel  (Edmund Goulding)
107º – As Aventuras de Tom Jones  (Tony Richardson)
108º – A Rosa Púrpura do Cairo  (Woody Allen)
109º – Amores Expressos  (Wong Kar-Wai)
110º – Adeus Minha Concubina  (Chen Kaige)
111º – Feitiço do Tempo  (Harold Ramis)
112º – A Luz É para Todos  (Elia Kazan)
113º – Corra Lola Corra  (Tom Tykwer)
114º – Pyaasa  (Guru Dutt)
115º – No Silêncio da Noite  (Nicholas Ray)
116º – Atire no Pianista  (François Truffaut)
117º – Do Mundo Nada Se Leva  (Frank Capra)
118º – A Mulher Solitária  (Satyajit Ray)
119º – O Raio Verde  (Eric Rohmer)
120º – Comer, Beber, Viver  (Ang Lee)
121º – Belezas em Revista  (Lloyd Bacon)
122º – Quando Fala o Coração  (Alfred Hitchcock)
123º – Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador  (Lasse Hallström)
124º – Marty  (Delbert Mann)
125º – Gilda  (Charles Vidor)
126º – Palavras ao Vento  (Douglas Sirk)
127º – Despedida em Las Vegas  (Mike Figgis)
128º – Uma Mulher É uma Mulher  (Jean-Luc Godard)
129º – A Brighter Summer Day  (Edward Yang)
130º – O Cantor de Jazz  (Alan Crosland)
131º – A Escolha de Sofia  (Alan J. Pakula)
132º – E a Vida Continua  (George Stevens)
133º – O Último Metrô  (François Truffaut)
134º – Harry & Sally – Feitos um para o Outro  (Rob Reiner)
135º – Ensina-me a Viver  (Hal Ashby)
136º – O Amor Não Morreu  (Mikio Naruse)
137º – Quatro Irmãs  (George Cukor)
138º – Casado com Minha Noiva  (Jack Conway)
139º – Senhoritas em Uniforme  (Leontine Sagan)
140º – A Testemunha  (Peter Weir)
141º – Rocky, um Lutador  (John G. Avildsen)
142º – O Circo  (Charles Chaplin)
143º – Da Terra Nascem os Homens  (William Wyler)
144º – Amarga Esperança  (Nicholas Ray)
145º – Um Dia em Nova York  (Stanley Donen)
146º – Julieta dos Espíritos  (Federico Fellini)
147º – A Vida É Bela  (Roberto Benigni)
148º – Vício Maldito  (Blake Edwards)
149º – Rosa de Esperança  (William Wyler)
150º – Original Pecado  (George Stevens)
151º – Sonhos de um Sedutor  (Herbert Ross)
152º – Reds  (Warren Beatty)
153º – Felizes Juntos  (Wong Kar-Wai)
154º – Um Coração no Inverno  (Claude Sautet)
155º – Lírio Partido  (D.W. Griffith)
156º – Bonita como Nunca  (William A. Seiter)
157º – O Último Tango em Paris  (Bernardo Bertolucci)
158º – Sete Noivas para Sete Irmãos  (Stanley Donen)
159º – O Mensageiro  (Joseph Losey)
160º – Duas Vidas  (Leo McCarey)
161º – Orfeu Negro  (Marcel Camus)
162º – Os Cavalos de Fogo  (Sergei Paradjanov)
163º – Imitação da Vida  (Douglas Sirk)
164º – Mayerling  (Anatole Litvak)
165º – A Morta-Viva  (Jacques Tourneur)
166º – Minha Adorável Lavanderia  (Stephen Frears)
167º – O Fantasma Apaixonado  (Joseph L. Mankiewicz)
168º – O Homem do Oeste  (Anthony Mann)
169º – O Diabo Disse Não  (Ernst Lubitsch)
170º – O Monstro do Circo  (Tod Browning)
171º – Orfeu  (Jean Cocteau)
172º – A Mulher do Dia  (George Stevens)
173º – A Alegre Divorciada  (Mark Sandrich)
174º – Olhos Negros  (Nikita Mikhalkov)
175º – O Caminho para Casa  (Zhang Yimou)
176º – Uma Garota de Sorte  (Mitchell Leisen)
177º – Nikita  (Luc Besson)
178º – As Duas Inglesas e o Amor  (François Truffaut)
179º – Dança Comigo?  (Masayuki Suo)
180º – Sedução da Carne  (Luchino Visconti)
181º – Em Cada Coração, um Pecado  (Sam Wood)
182º – O Ataque  (Fons Rademakers)
183º – A Carne e o Diabo  (Clarence Brown)
184º – O Diabo É a Mulher  (Sam Wood)
185º – High Art  (Lisa Cholodenko)
186º – Quem Vai Ficar com Mary?  (Bobby Farrelly)
187º – A Dama das Camélias  (George Cukor)
188º – India Song  (Marguerite Duras)
189º – Bodas de Sangue  (Carlos Saura)
190º – Cavalgada  (Frank Lloyd)
191º – O Império dos Sentidos  (Nagisa Oshima)
192º – A Mundana  (Billy Wilder)
193º – Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças  (Michel Gondry)
194º – Clamor do Sexo  (Elia Kazan)
195º – Shine – Brilhante  (Scott Hicks)
196º – Lolita  (Stanley Kubrick)
197º – Tabu  (F.W. Murnau)
198º – Gigi  (Vincente Minnelli)
199º – A Bela e a Fera  (Gary Trousdale)
200º – Contra a Parede  (Fatih Akin)
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Poussin – PAISAGEM COM AS CINZAS DE FOUCION

Autoria de Lu Dias Carvalho Poussin1

É impossível não se quedar diante desta composição maravilhosa do francês Nicolas Poussin, denominada Paisagem com as Cinzas de Focion, sua segunda composição sobre o tema.

O pintor fez duas composições ilustrando a morte de Fócio, general e estadista de Atenas, que foi executado injustamente, por uma suposta traição. A outra pintura chama-se Paisagem com os Funerais de Focion.

A composição é dividida em três planos:

  • No primeiro, estão a mulher de Focion e a escrava que a acompanha. Enquanto a primeira recolhe as cinzas do marido, a segunda vigia, temerosa de que alguém possa descobri-las, ao recolher as cinzas da inocente vítima.
  • Árvores à esquerda e à direita, carvalhos, separam as duas personagens, em primeiro plano, das atividades que acontecem no plano médio, onde se encontram inúmeras personagens.
  • No terceiro plano, ao fundo, está a cidade de Mégara, onde o corpo de Focion foi cremado, pois não foi permitido que o estadista fosse enterrado na sua cidade de Atenas.

Embora a figura da viúva seja muito pequena, diante da suntuosidade da composição, o pintor usou o colorido forte de suas roupas para chamar a atenção do observador sobre ela. Observem como o branco de sua touca e de suas vestes é resplandecente.

Ficha técnica:
Data: 1648
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 117 x 179 cm
Localização: Walker Art Gallery, Liverpool, Reino Unido

Fontes de pesquisa:
Arte/ Publifolha

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IDOSOS – O CUIDADOR FAMILIAR

Autoria do Dr. Telmo Diniz

 ansie1 (*)

Há quase duas décadas no trato diário com idosos, tenho visto com frequência um alto índice de transtornos mentais, como ansiedade e depressão, e outras doenças que acometem os cuidadores de idosos. Com o envelhecimento da população, está havendo um aumento proporcional de doenças crônicas que estão deixando as pessoas mais dependentes para o cuidado de terceiros. São os sequelados de Acidente Vascular Cerebral (AVC), demências tipo Alzheimer, fraturas de fêmur ou qualquer outra patologia que deixe o idoso com limitações físicas e/ou psíquicas. É aí que entra a figura do cuidador, seja ele contratado ou alguém da família. No primeiro caso, em rotinas de revezamento 12 por 36 horas, normalmente é necessária a contratação de quatro profissionais. Claro que isso acarreta uma série de problemas, como perda de privacidade, faltas, atrasos e outros transtornos inerentes à presença de pessoas estranhas ao convívio familiar. Sem contar o custo que, normalmente, é alto. Na segunda escolha, com o cuidador familiar fica “tudo melhor”, pois é alguém de confiança, com baixo custo, sem perda de privacidade, entre várias outras vantagens. Porém, o cuidador normalmente fica sobrecarregado e precisa ser auxiliado para não adoecer.

No Brasil, geralmente os cuidadores são pessoas da família, especialmente mulheres, que, normalmente, residem no mesmo domicílio e se tornam as cuidadoras de seus maridos e pais. Entretanto, em quase 70% dos casos, os cuidadores prestam esses cuidados sem nenhum tipo de ajuda. A faixa etária de 59% dos cuidadores está acima de 50 anos e 41% tem mais de 60 anos. Isso nos mostra que pessoas idosas estão cuidando de idosos. As condições físicas desses cuidadores nos leva a pensar que são doentes em potencial e que sua capacidade funcional está constantemente em risco. Queixas como dores lombares, ansiedade e depressão, hipertensão arterial, diabetes, artrites, entre outras são uma constante entre os cuidadores. Cuidar de um indivíduo idoso e incapacitado durante 24 horas sem pausa não é tarefa para uma mulher sozinha, geralmente com mais de 50 anos, sem apoios nem serviços que possam atender às suas necessidades.

Orientação

O cuidador familiar de um idoso dependente precisa ser alvo de orientação de profissionais da área da saúde (médico, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, etc). É extremamente comum que o peso dos cuidados seja deixado a cargo de uma só pessoa da família e o restante se exime de qualquer tipo de responsabilidade. Há muitas críticas ao cuidador. Porém, quando ele propõe que “alguém pode ajudar”, a grande maioria “não tem tempo” ou tem outra desculpa qualquer.

Além da ajuda externa, os cuidadores familiares devem ter a nítida noção de que eles têm seus deveres, mas, acima de tudo, têm seus direitos: o direito de cuidar de si. Têm de receber ajuda e a participação de outros familiares. Têm direito de procurar ajuda externa. Pode ficar triste e aborrecido. Não permitir que outros familiares tentem manipulá-lo com sentimentos de culpa. Deve proteger sua individualidade e seus interesses pessoais. Têm o direito de ser feliz.

(*) Imagem copiada de noticias.uol.com.br

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Poussin – PASTORES DA ARCÁDIA

 Autoria de Lu Dias Carvalho

Nicolas Poussin — um apaixonado pelo Classicismo — estudou as estátuas clássicas com grande entusiasmo, como nos mostram as admiráveis figuras de sua obra Pastores da Arcadia (Et in Arcádia), uma de suas mais famosas obras e que pertence ao gênero mitológico, alegórico e bucólico, mostrando o ponto alto de sua criatividade. Ela se apresenta como um corpo sólido e evidencia um padrão imaculado de beleza e harmonia. Tudo se mostra no seu devido lugar, na medida exata, sem que coisa alguma se mostre casual ou vaga. Além disso, a obra repassa uma prazerosa sensação de  simplicidade natural de onde emerge a impressão de descanso e sossego. Trata-se de uma segunda versão de Os Pastores da Arcádia, executada dez anos depois da primeira, cujas referências à morte são bem mais  sutis do que a anterior.

A cena  acontece numa tranquila e luminosa paisagem, banhada pela luz quente da manhã. Uma cadeia de montanhas perfila-se diante do horizonte, lembrando uma paisagem mediterrânea. Três jovens e belos pastores, com seus cajados e coroas florais, e uma linda rapariga — todos numa posição clássica — encontram-se diante de uma enorme pedra tumular, numa plácida contemplação. As quatro figuras são modeladas como se fossem estátuas clássicas.

Um dos pastores, usando uma túnica azul e sandálias da mesma cor, está  ajoelhado diante da lápide. Traz o cajado na mão esquerda, encostado ao ombro. Ele tenta decifrar a inscrição contida na lápide. O que sugere ser ele o mais culto do grupo. O pastor, à direita da composição, usa um manto vermelho. Traz o cajado na mão direita e o pé esquerdo apoiado em uma das pedras do túmulo. Olha para a jovem, apontando-lhe a inscrição epigráfica. O terceiro pastor, à esquerda, usa um manto rosa. Encontra-se de pé, com um cajado na mão direita, enquanto a esquerda descansa sobre a pedra tumular. Ele permanece silencioso, sendo o único do grupo a encontrar-se descalço.

A jovem mostra-se muito bem vestida. Usa um traje azul-marinho e amarelo dourado,  trazendo na cabeça um lenço que lhe enlaça os cabelos. Descansa amigavelmente a mão direita no ombro do pastor que se encontra próximo a ela e traz os olhos fixos naquele que decifra a inscrição. Pela riqueza de suas vestes, vê-se que não se trata de uma simples pastora, mas de Clio — uma das nove musas — que retrata a história e a criatividade. Ela pode ser também a representação de Arcádia, a personificação da região da Arcádia.

É interessante notar que o braço do pastor que tenta decifrar a inscrição forma uma sombra na lápide, lembrando uma foice de cabo comprido para cortar erva (gadanha) — símbolo típico da morte.

ET IN ARCADIA EGO (Também eu estou na Arcádia) é a inscrição latina vista na lápide que poderia ser traduzida por “Eu, a Morte, reino até na terra idílica das pastorais na Arcádia dos sonhos.” A frase é um “memento mori”, ou seja, embora o ambiente seja harmonioso, idílico e pastoral, a morte ali também se encontra. “Memento mori” é uma expressão latina que significa algo como “lembre-se de que você é mortal” ou “lembre-se de que você vai morrer” ou traduzido literalmente como “lembre-se da morte”.

Os quatro personagens mostram-se calmos e reverentes diante da morte, sendo a composição uma “elegia sobre a transitoriedade da vida”.  Esta obra, considerada a mais famosa do artista, exerceu grande influência na posterior pintura paisagística.

Ficha técnica:
Data: 1650 -1655
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 85 x 121 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris

Fontes de pesquisa:
A história da arte/ E.H. Gombrich
1000 obras primas da pintura europeia/ Könemann
História da arte ocidental/ Editora Redeel
Poussin/ Taschen

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