Rubens – A TOALETE DE VÊNUS

Autoria de Lu Dias Carvalho a carta12345

Para atingir a mais alta perfeição na pintura é necessário compreender a arte antiga. (Peter Paul Rubens)

 A Toalete de Vênus é uma obra do pintor barroco Peter Paul Rubens. Presume-se que tenha sido encomendada por uma galeria de arte privada. Vênus, deusa latina do amor, da formosura e dos prazeres, é representada quase que inteiramente de costas. Seus cabelos dourados estão sendo afagados pela escrava negra postada à sua direita que quase se funde com o escuro do fundo do quadro.

O rosto da deusa está perfilado e reflete-se por inteiro num espelho octaedro, segurado por um robusto anjo nu, de asas escuras e  cabelos cacheados, à sua esquerda, que também pode ser o seu filho Cupido, o deus do amor. Ela traz no braço esquerdo um bracelete de ouro e pedras preciosas e nas orelhas brincos de ouro e pérolas. A sua pele rosada contrasta com o manto vermelho do assento e com o fundo escuro da tela.

Um fino véu cobre parte da nádega direita e parte da frente do corpo rechonchudo e vigoroso da deusa latina. É possível observar que o padrão de beleza da época foge totalmente ao de nossos dias, pois o pintor deixa visível as gordurinhas e culotes da deusa.

Ficha técnica:
Data: c. 1613 – 1614
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 124 x 98 cm
Localização: Liechtenstein Museum, Viena, Áustria

Fontes de pesquisa:
A história da arte/ E.H. Gombrich
Arte em detalhes/ Publifolha

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A TRISTE PARTIDA DO REI DO BAIÃO (1ª Parte)

Autor: Guaipuan Vieira

LuGon

Cinco e quinze da manhã
Do dia dois de agosto
Do ano de oitenta e nove
Houve um terrível desgosto
De luto entrava o Nordeste
Com pranto triste no rosto.

As rádios anunciavam
Morreu o Rei do Baião
O mestre Luiz Gonzaga
O popular Gonzagão
Deixando muita saudade
Pra esta grande Nação.

No sertão também se ouvia
Acauã executar
Lento toque de silêncio
E outras aves a chorar
E mãe deusa da natura
Do seu trono a soluçar.

E concretizava o luto
Com sentimento profundo
Entre todas as gerações
Por este sofrido mundo
Em homenagem a Luiz
O primeiro sem segundo.

Luiz nasceu em Exu
Agreste pernambucano
Mil novecentos e doze
Foi este o sagrado ano
Que o destino lhe escolheu
Pra ele seguir bom plano.

Filho doutro sanfoneiro
Com nome de Januário
Desde então herdou seu dom
Uma causa sem inventário
Isto quando ainda garoto
Segundo seu comentário.

Desta forma seu Luiz
A seu pai acompanhando
Nos bailes, forrós e feiras
Seu baião foi ensinando
E fama na região
Já estava até ganhando.

Deixou a terra natal
Ao exército foi servir
Vindo então pra Fortaleza
Pra sua missão cumprir
O que muito lhe ajudou
E a bons planos fez seguir.

Devido as Revoluções…
Sempre era transferido
E nestas suas andanças
Morou num lugar querido
Minas Gerais de Tancredo
O homem nunca esquecido.

Foi então que conheceu
Um amigo e companheiro
Que já servira ao exército
Naquele rincão mineiro
Este fora Dominguinhos
Especial sanfoneiro.

Através desta amizade
Luiz voltou a estudar
Dominguinhos professor
E amigo particular
Que também lhe ensinou
A modinha popular.

Mas a vida de milícia
Igualmente a do vaqueiro
Sempre é solicitado
Segue outro paradeiro
Desta forma pra São Paulo
Seu Luiz seguiu ligeiro.

Na terra dos bandeirantes
Mudou sua opinião
Nova sanfona comprou
Que lhe deu inspiração
Assim Luiz começou
Aprimorar seu baião.

Sendo ainda militar
Foi pro Rio de Janeiro
De onde se desligou
Do exército brasileiro
E formou a parceria
Com o Xavier Pinheiro.

Xavier um português
Que vinha se apresentando
Na grande Rio de Janeiro
Lá no mangue executando
Valsas, tangos e até fados
Com Luiz auxiliando.

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AVC – COMO AGIR EM TEMPO

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O acidente vascular cerebral (AVC) é a maior causa de mortes no País, segundo estudos e dados do Ministério da Saúde. Em seguida, estão a doença isquêmica do coração (infarto agudo do miocárdio), as neoplasias malignas (que são vários tipos de câncer), as doenças do aparelho respiratório, a doença hipertensiva e a insuficiência cardíaca. As vítimas fatais pelo AVC já ultrapassam os 100 mil casos por ano. Popularmente conhecido como derrame, o AVC já atinge 16 milhões de pessoas em todo o mundo.

O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um déficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas. Ele é o resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais, com consequente morte dessas células. O déficit neurológico com menos de 24 horas de duração leva o nome de ataque isquêmico transitório (AIT).

O AVC pode ser do tipo isquêmico, quando há o entupimento de artérias cerebrais, ou hemorrágico, quando há o rompimento arterial com extravasamento de sangue para o tecido cerebral. Vários são os fatores de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral:

  • hipertensão arterial,
  • doença cardíaca,
  • fibrilação atrial (arritmia cardíaca),
  • diabetes,
  • tabagismo,
  • hiperlipidemia (colesterol ou triglicérides aumentados),
  • uso de pílulas anticoncepcionais,
  • abuso de álcool, etc.

O mais importante é a pessoa saber quais são os sintomas de um AVC para que procure imediatamente um serviço de pronto atendimento médico. Claro que os sintomas vão depender se o AVC é isquêmico ou hemorrágico, sua localização, a idade da pessoa, etc. Porém, alguns sinais nos devem alertar que o problema pode estar ocorrendo:

  • Fraqueza ou súbita perda de força em um braço e/ou perna é um forte indício.
  • Junto a esta perda de força muscular, o indivíduo pode relatar “dormência” no membro afetado.
  • Outro sintoma, que leva várias pessoas a procurar ajuda médica é a súbita perda de visão ou alterações visuais, como sensação de ter uma “sombra” ou uma “cortina” na frente do olho afetado.
  • Sintomas muito comuns são alterações súbitas da fala e linguagem. A pessoa pode ter uma fala arrastada, dificuldade para expressar frases e até palavras, sintoma conhecido pelo nome afasia.
  • Menos comum, porém grave, é a presença de episódios de convulsões, mais presentes no AVC hemorrágico.

A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25% dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos. Portanto, o controle dos fatores de risco, citados acima, é de suma importância.

Com um reconhecimento mais rápido dos sintomas, a pessoa poderá ser encaminhada mais rapidamente ao serviço de urgência. Por consequência, terá um tratamento mais rápido e de melhor prognóstico. Pois, o maior problema do AVC são as sequelas residuais que podem permanecer pelo resto da vida e que irão deixar a pessoa mais dependente do cuidado de terceiros, o que reduz de forma drástica sua qualidade de vida. Reconhecer rapidamente os sintomas dessa doença pode representar literalmente a vida ou a morte.

(*) Imagem copiada de drjarinaldiacupuntura.blogspot.com

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RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / FICÇÃO-CIENTIFICA

Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Ficção-Cientifica, dando-lhes uma nota de 1 a 10, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/ficção- científica)

Ranking / Filme / Diretor

101º- Predador (John McTiernan)
102º- O Quinto Elemento (Luc Besson)
103º- Homem de Ferro (Jon Favreau)
104º- Os Meninos do Brasil (Franklin J. Schaffner)
105º- Repo Man – A Onda Punk (Alex Cox)
106º- 1984 (Michael Radford)
107º- A Boneca do Diabo (Tod Browning)
108º- Daqui a Cem Anos (William Cameron Menzies)
109º- V de Vingança (James McTeigue)
110º- Matrix Reloaded (Andy Wachowski)
111º- Godzilla (Ishirô Honda)
112º- Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato (Jonathan Frakes)
113º- Lunar (Duncan Jones)
114º- Melancolia (Lars Von Trier)
115º- Viagem ao Centro da Terra (Henry Levin)
116º- O Grande Truque (Christopher Nolan)
117º- Viagem Fantástica (Richard Fleischer)
118º- Além da Escuridão – Star Trek (J.J. Abrams)
119º- No Mundo de 2020 (Richard Fleischer)
120º- Guerra nas Estrelas: Episódio 3 – A Vingança dos Sith (George Lucas)
121º- Cowboy Bebop – O Filme (Shinichirô Watanabe)
122º- Herança Nuclear (Lynne Littman)
123º- Homens de Preto (Barry Sonnenfeld)
124º- Sinais (M. Night Shyamalan)
125º- O Mundo por um Fio (Rainer Werner Fassbinder)
126º- Viagem Sem Destino (Bob Gale)
127º-O Lugar Prometido em Nossa Juventude (Makoto Shinkai)
128º-Looper: Assassinos do Futuro (Rian Johnson)
129º-Cocoon (Ron Howard)
130º-O Monstro da Lagoa Negra (Jack Arnold)
131º-Jogos de Guerra (John Badham)
132º-Contato (Robert Zemeckis)
133º-O Hospedeiro (Bong Joon-ho)
134º-Ghost in the Shell 2: Innocence (Mamoru Oshî)
135º-O Mundo Perdido (Harry O. Hoyt)
136º-The Falls (Peter Greenaway)
137º-O Dia em Que a Terra se Incendiou (Val Guest)
138º-A Mulher na Lua (Fritz Lang)
139º-Planeta Terror (Robert Rodriguez)
140º-Eu Te Amo, Eu Te Amo (Alain Resnais)
141º-1984 (Michael Anderson)
142º-A Morte ao Vivo (Bertrand Tavernier)
143º-Fonte da Vida (Darren Aronofsky)
144º-A Maldição de Frankenstein (Terence Fisher)
145º-Não Me Abandone Jamais (Mark Romanek)
146º-A Décima Vítima (Elio Petri)
147º-O Médico e o Monstro (Victor Fleming)
148º-O Homem dos Olhos de Raio-X (Roger Corman)
149º-Animatrix (Peter Chung)
150º-Frankenweenie (Tim Burton)
151º-Lupin Iii – O Segredo de Mamo (Yasuo Ôtsuka)
152º-Starman – O Homem das Estrelas (John Carpenter)
153º-Matadouro Cinco (George Roy Hill)
154º-X-Men: O Filme (Bryan Singer)
155º-Dark Star (John Carpenter)
156º-Feliz Coincidência (Brad Anderson)
157º-Um Século em 43 Minutos (Nicholas Meyer)
158º-Os Dois Mundos de Charly (Ralph Nelson)
159º-De Volta para o Futuro III (Robert Zemeckis)
160º-O Médico e o Monstro (John S. Robertson)
161º-Terra Tranquila (Geoff Murphy)
162º-Todas as Primaveras (Lloyd Bacon)
163º-As Esposas de Stepford (Bryan Forbes)
164º-Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa (Leonard Nimoy)
165º-O Homem Que Caiu na Terra (Nicolas Roeg)
166º-A Erva do Rato (Júlio Bressane)
167º-Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Steven Lisberger)
168º-Super 8 (J.J. Abrams)
169º-Abbott e Costello às Voltas com Fantasmas (Charles Barton)
170º-O Nevoeiro (Frank Darabont)
171º-Extermínio 2 (Juan Carlos Fresnadillo)
172º-O Segredo do Abismo (James Cameron)
173º-Colossus 1980 (Joseph Sargent)
174º-A Ratinha Valente (Don Bluth)
175º-Equilibrium (Kurt Wimmer)
176º-Watchmen – O Filme (Zack Snyder)
177º-Alta Frequência (Gregory Hoblit)
178º-Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (Michael Crichton)
179º-A Louca Missão do Dr. Shaeffer (Theodore J. Flicker)
180º-Contra o Tempo (Duncan Jones)
181º-Universidade Monstros (Dan Scanlon)
182º-Frankenstein Tem Que Ser Destruído (Terence Fisher)
183º-Fuga de Nova York (John Carpenter)
184º-A Última Noite (Don McKellar)
185º-O Escondido (Jack Sholder)
186º-Matrix Revolutions (Andy Wachowski)
187º-Jornada Nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida (Nicholas Meyer)
188º-The Death Ray (Lev Kuleshov)
189º-O Incrível Hulk (Louis Leterrier)
190º-O Dia dos Mortos (George A. Romero)
191º-Corrida Silenciosa (Douglas Trumbull)
192º-Fata Morgana (Werner Herzog)
193º-A Última Esperança da Terra (Boris Sagal)
194º-O Ataque dos Vermes Malditos (Ron Underwood)
195º-X-Men: Primeira Classe (Matthew Vaughn)
196º-Outland – Comando Titânio (Peter Hyams)
197º-Ataque ao Prédio (Joe Cornish)
198º-Os Desgraçados Não Choram (Joseph Losey)
199º-Estranhos Prazeres (Kathryn Bigelow)
200º-O Homem Duplo (Richard Linklater)
Leiam também RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / FICÇÃO-CIENTÍFICA

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / SUSPENSE

Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Suspense, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Suspense de Todos os Tempos, segundo o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/suspense)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Um Corpo Que Cai  (Alfred Hitchcock)
2º – Rashomon  (Akira Kurosawa)
3º – Fanny & Alexander  (Ingmar Bergman)
4º – Chinatown  (Roman Polanski)
5º – Intriga Internacional  (Alfred Hitchcock)
6º – O Terceiro Homem  (Carol Reed)
7º – Janela Indiscreta  (Alfred Hitchcock)
8º – Relíquia Macabra  (John Huston)
9º – Ano Passado em Marienbad  (Alain Resnais)
10º – Rebecca  (Alfred Hitchcock)
11º – A Conversação  (Francis Ford Coppola)
12º – Laura  (Otto Preminger)
13º – Na Solidão da Noite  (Alberto Cavalcanti)
14º – Inverno de Sangue em Veneza  (Nicolas Roeg)
15º – No Calor da Noite  (Norman Jewison)
16º – A Dama Oculta  (Alfred Hitchcock)
17º – Sob o Domínio do Mal  (John Frankenheimer)
18º – Cria Cuervos  (Carlos Saura)
19º – À Beira do Abismo  (Howard Hawks)
20º – Anatomia de um Crime  (Otto Preminger)
21º – Z  (Costa-Gavras)
22º – O Anjo Exterminador  (Luis Buñuel)
23º – Alma em Suplício  (Michael Curtiz)
24º – Los Angeles – Cidade Proibida  (Curtis Hanson)
25º – Blow-Up – Depois Daquele Beijo  (Michelangelo Antonioni)
26º – Paixões Que Alucinam  (Samuel Fuller)
27º – Testemunha de Acusação  (Billy Wilder)
28º – Horizonte Perdido  (Frank Capra)
29º – A Ceia dos Acusados  (W.S. Van Dyke)
30º – Veludo Azul  (David Lynch)
31º – Os Trinta e Nove Degraus  (Alfred Hitchcock)
32º – Verde Passional  (Sidney Gilliat)
33º – Os Vampiros  (Louis Feuillade)
34º – Os Suspeitos  (Bryan Singer)
35º – Dogville  (Lars Von Trier)
36º – O Testamento do Dr. Mabuse  (Fritz Lang)
37º – Amores Expressos  (Wong Kar-Wai)
38º – No Silêncio da Noite  (Nicholas Ray)
39º – Caçada na Noite  (John Mackenzie)
40º – Jogo Mortal  (Joseph L. Mankiewicz)
41º – O Vingador Invisível  (René Clair)
42º – Quando Fala o Coração  (Alfred Hitchcock)
43º – Curva do Destino  (Edgar G. Ulmer)
44º – Silêncio nas Trevas  (Robert Siodmak)
45º – Lone Star – A Estrela Solitária  (John Sayles)
46º – Amnésia  (Christopher Nolan)
47º – Batman – O Cavaleiro das Trevas  (Christopher Nolan)
48º – Stalker  (Andrei Tarkovsky)
49º – O Sexto Sentido  (M. Night Shyamalan)
50º – Um Tiro no Escuro  (Blake Edwards)
51º – Seven – Os Sete Crimes Capitais  (David Fincher)
52º – Ring: O Chamado  (Hideo Nakata)
53º – A Canterbury Tale  (Michael Powell)
54º – Céline et Julie Vont en Bateau  (Jacques Rivette)
55º – Ensaio de um Crime  (Luis Buñuel)
56º – O Perigoso Adeus  (Robert Altman)
57º – Jogo de Emoções  (David Mamet)
58º – Cidade Nua  (Jules Dassin)
59º – A Dama de Shangai  (Orson Welles)
60º – Picnic na Montanha Misteriosa  (Peter Weir)
61º – O Silêncio do Lago  (George Sluizer)
62º – O Cão dos Baskervilles  (Sidney Lanfield)
63º – Almas Perversas  (Fritz Lang)
64º – A Noiva Estava de Preto  (François Truffaut)
65º – Oldboy  (Park Chan-wook)
66º – O Nome da Rosa  (Jean-Jacques Annaud)
67º – O Violino Vermelho  (François Girard)
68º – O Inquilino  (Roman Polanski)
69º – Morte ao Vivo  (Alejandro Amenábar)
70º – Esquecer, Nunca  (Mervyn LeRoy)
71º – Marnie, Confissões de uma Ladra  (Alfred Hitchcock)
72º – Suspeita  (Alfred Hitchcock)
73º – O Retrato de Jennie  (William Dieterle)
74º – Com as Horas Contadas  (Rudolph Maté)
75º – Ladrão de Casaca  (Alfred Hitchcock)
76º – Uma Mente Brilhante  (Ron Howard)
77º – Dr. Mabuse  (Fritz Lang)
78º – Sobre Meninos e Lobos  (Clint Eastwood)
79º – De Repente, num Domingo  (François Truffaut)
80º – O Operário  (Brad Anderson)
81º – Encurralado  (Steven Spielberg)
82º – Passagem para a Indía  (David Lean)
83º – O Apartamento  (Gilles Mimouni)
84º – Nove Rainhas  (Fabián Bielinsky)
85º – JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar  (Oliver Stone)
86º – Zaroff, o Caçador de Vidas  (Irving Pichel)
87º – A Dama Fantasma  (Robert Siodmak)
88º – O Homem de Palha  (Robin Hardy)
89º – Diva – Paixão Perigosa  (Jean-Jacques Beineix)
90º – O Amigo Americano  (Wim Wenders)
91º – A Profecia  (Richard Donner)
92º – A Estrada Perdida  (David Lynch)
93º – Entre Amigas  (Claude Chabrol)
94º – Alphaville  (Jean-Luc Godard)
95º – Cadáveres Ilustres  (Francesco Rosi)
96º – Miragem  (Edward Dmytryk)
97º – A Fita Branca  (Michael Haneke)
98º – O Gato e o Canário  (Paul Leni)
99º – O Caso Mattei  (Francesco Rosi)
100º – Donnie Darko  (Richard Kelly)

Vejam também RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / SUSPENSE

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Mestres da Pintura – PETER PAUL RUBENS

Autoria de Lu Dias Carvalho a carta1234

Peter Paul Rubens é um dos mais inovadores e versáteis artistas do período barroco. (…) Suas pinturas caracterizam-se pelas cores arrojadas, composições dinâmicas e pinceladas vigorosas. (David Gariff)

Para Rubens, a missão do pintar, era pintar o mundo a sua volta; pintar o que lhe agradasse, para nos fazer sentir que se deleitava na beleza viva e multíplice das coisas. (E.H. Gombrich)

Peter Paul Rubens (1577–1640), filho de Jan Rubens, advogado, e Maria Pypelinckx, nasceu em Siegen, na Vestfália. Os primeiros onze anos de sua vida foram passados em Colônia na Renânia, pois sua família teve que fugir da Antuérpia, para escapar da guerra entre católicos e calvinistas. Após a morte do pai a mãe retornou com os filhos para Antuérpia, onde Rubens, católico devoto, estudou latim e tornou-se pajem na família real. Aos vinte e um anos foi inscrito como pintor na corporação de São Lucas, vindo a  tornar-se mestre. Quando estava prestes a completar trinta anos, Rubens partiu para a Itália, onde ficou a serviço de Vicenzo I Gonzaga, Duque de Mântua, de quem recebeu um missão diplomática na Espanha. Na Itália, ele aproveitou para conhecer várias cidades, ficando mais tempo em Gênova e Roma.

Com a morte de sua mãe Rubens retornou à Antuérpia e ali permaneceu mais tempo em razão das inúmeras encomendas recebidas. Logo foi aceito pelo pintor Jan Brueguel, o Velho, para fazer parte da Guilda dos Romancistas. A seguir, ele foi nomeado pintor do arquiduque Alberto e da Infanta Isabel, mas sem deixar o seu país. Rubens casou-se com Isabelle Brant e continuou as suas viagens por vários países europeus, ora como pintor ora em missão diplomática. Quatro anos após a morte de sua primeira esposa, ele se casou com Hélène Forument de 16 anos, filha de um comerciante de tapetes.

Ao regressar da Itália para a Antuérpia, Rubens já havia aprendido tudo sobre pintura: manejo dos pinceis e tinta, representação de nus, armaduras, joias, animais, paisagens, etc. Tinha preferência pelos painéis gigantescos, usados para decorar igrejas e palácios, locais com os quais tinha grande afinidade, pois cria piamente no “direito divino dos reis”, segundo o qual esses só prestavam contas a Deus.

Rubens, homem de vasta cultura, era dono de uma mente brilhante. Era um erudito clássico, ilustrador de livros, colecionador de arte e antiguidades e também diplomata. Falava e escrevia várias línguas e tinha aptidão para a oratória e a diplomacia, tendo exercidos inúmeras atividades públicas e profissionais. Estudou com os mestres Tobias Verhaect, Adam van Noort e Otto van Veen. Internacionalmente conhecido, Peter Paul Rubens recebia tantas encomendas, que foi necessário criar um ateliê com muitos alunos e assistentes para ajudá-lo. O renomado artista recebia incumbências dos maiores mecenas da Europa.

Na arte, o pintor executou com maestria todas as categorias pictóricas: pintura sacra, histórica, mitológica, paisagística, pintura de gênero e naturezas-mortas. Foi um artista completo. Sua arte incitava a suntuosidade e o resplendor dos palácios. Era tratado com grande reverência pelas cortes, onde se destacava a sua posição de pintor e diplomata, recebendo honras e muitas riquezas, o que lhe permitiu levar uma vida muito boa. Por isso, foi chamado de “príncipe dos pintores e pintor dos príncipes”. Quando se encontrava no auge de seu sucesso, recebia tantas encomendas que não tinha como realizá-las sozinho. Assim, teve que buscar colaboradores para o seu trabalho, escolhidos entre os seus melhores alunos, sendo que cada um destacava-se num tipo de trabalho (flores, paisagens, animais, etc). Dentre esses estava Antonio van Dick, classificado como o melhor de todos os seus alunos, muitas vezes sendo impossível distinguir entre um trabalho do mestre e o seu.

Os trabalhos de Rubens podem ser classificados assim:

  • quadros inteiramente feitos pelo pintor;
  • quadros feitos com a colaboração de outros grandes pintores como Jan Bruegel e Snyders;
  • quadros feitos por seus ajudantes, sob sua supervisão, mas nos quais não botara o pincel, embora os assinasse.

Peter Paul Rubens, pintor de estilo colorido e dinâmico, é tido como o mais influente artista barroco do norte da Europa e um dos artistas mais brilhantes do barroco, estilo que se caracterizava pelos temas dramáticos e intensos, texturas luxuosas e pomposas, e excesso de iluminação, com a ilusão dominando sentidos e emoções.

Em seu livro “Galleria Borghese/ Os Tesouros do Cardeal”, os autores Roberto Teixeira Leite e Elisa Byington assim descreve o artista: “Uma das personalidades culminantes da História da Arte, diplomata e senhor de refinada educação humanística, leitor dos clássicos, manejando com facilidade vários idiomas, inclusive fluente no latim, dono de uma agilidade intelectual que lhe permitia prestar atenção numa leitura de Tácito, pintar, conversar, ditar cartas ao mesmo tempo…”

Nota: Autorretrato com Isabelle Brant (sua primeira mulher)

Fontes de pesquisa:
A história da arte/ E.H. Gombrich
Arte em detalhes/ Publifolha
Galleria Borghese/ Os Tesouros do Cardeal
Rubens/ Taschen

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