RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / POLICIAL

Autoria de Moacyr Praxedes

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 Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Policial, dando-lhes uma nota de 1 a 10, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/policial)

Ranking / Filme / Diretor

101º – Scarface, a Vergonha de uma Nação  (Howard Hawks)
102º – Um Tiro no Escuro  (Blake Edwards)
103º – Força do Mal  (Abraham Polonsky)
104º – A Floresta Petrificada  (Archie Mayo)
105º – Seven – Os Sete Crimes Capitais  (David Fincher)
106º – Sombras do Mal  (Jules Dassin)
107º – Traffic  (Steven Soderbergh)
108º – Heróis Esquecidos  (Raoul Walsh)
109º – O Sequestro do Metrô  (Joseph Sargent)
110º – Bullitt  (Peter Yates)
111º – Cidadão Sob Custódia  (Claude Miller)
112º – Baixeza  (Robert Siodmak)
113º – Investigação de um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita  (Elio Petri)
114º – A Lei de Quem Tem o Poder  (Bertrand Tavernier)
115º – Ensaio de um Crime  (Luis Buñuel)
116º – Sob o Domínio do Medo  (Sam Peckinpah)
117º – Pânico nas Ruas  (Elia Kazan)
118º – Docas de Nova York  (Josef von Sternberg)
119º – Beijo da Morte  (Henry Hathaway)
120º – O Perigoso Adeus  (Robert Altman)
121º – O Poderoso Chefão 3  (Francis Ford Coppola)
122º – Jogo de Emoções  (David Mamet)
123º – A Um Passo da Liberdade  (Jacques Becker)
124º – Os Últimos Passos de um Homem  (Tim Robbins)
125º – O Bandido Giuliano  (Francesco Rosi)
126º – Caminhos Perigosos  (Martin Scorsese)
127º – Cidade Nua  (Jules Dassin)
128º – Até a Vista, Querida  (Edward Dmytryk)
129º – Um Clarão nas Trevas  (Terence Young)
130º – Nikita  (Luc Besson)
131º – RoboCop – O Policial do Futuro  (Paul Verhoeven)
132º – Monsieur Verdoux  (Charles Chaplin)
133º – Thelma & Louise  (Ridley Scott)
134º – Os Implacáveis  (Sam Peckinpah)
135º – O Sol por Testemunha  (René Clément)
136º – Mississipi em Chamas  (Alan Parker)
137º – O Expresso da Meia-Noite  (Alan Parker)
138º – Um Tira da Pesada  (Martin Brest)
139º – O Círculo Vermelho  (Jean-Pierre Melville)
140º – Os Infiltrados  (Martin Scorsese)
141º – Réquiem para um Sonho  (Darren Aronofsky)
142º – A Morte num Beijo  (Robert Aldrich)
143º – Aconteceu Perto de Sua Casa  (Rémy Belvaux)
144º – Quero Viver!  (Robert Wise)
145º – Ajuste Final  (Joel Coen)
146º – O Cão dos Baskervilles  (Sidney Lanfield)
147º – A Outra História Americana  (Tony Kaye)
148º – Um Homem Meio Esquisito  (Patrice Leconte)
149º – A Pantera Cor de Rosa  (Blake Edwards)
150º – Hamlet  (Kenneth Branagh)
151º – O Nome da Rosa  (Jean-Jacques Annaud)
152º – Bande à Part  (Jean-Luc Godard)
153º – Passos na Noite  (Otto Preminger)
154º – O Pagamento Final  (Brian De Palma)
155º – O Matador  (John Woo)
156º – Rumo ao Inferno  (Richard Fleischer)
157º – Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes  (Guy Ritchie)
158º – Corpos Ardentes  (Lawrence Kasdan)
159º – Técnica de um Delator  (Jean-Pierre Melville)
160º – Frenesi  (Alfred Hitchcock)
161º – Chaga de Fogo  (William Wyler)
162º – Rincão das Tormentas  (John Boulting)
163º – Munique  (Steven Spielberg)
164º – Carter, o Vingador  (Mike Hodges)
165º – Drugstore Cowboy  (Gus Van Sant)
166º – O Relojoeiro  (Bertrand Tavernier)
167º – Grisbi, o Ouro Maldito  (Jacques Becker)
168º – Onde os Fracos Não Têm Vez  (Joel Coen)
169º – Hana-Bi – Fogos de Artifício  (Takeshi Kitano)
170º – Dr. Mabuse  (Fritz Lang)
171º – Fogo Contra Fogo  (Michael Mann)
172º – Sobre Meninos e Lobos  (Clint Eastwood)
173º – Tiros na Broadway  (Woody Allen)
174º – Paradise Now  (Hany Abu-Assad)
175º – O Ódio  (Mathieu Kassovitz)
176º – Cassino  (Martin Scorsese)
177º – De Repente, num Domingo  (François Truffaut)
178º – Assalto ao Trem Pagador  (Roberto Farias)
179º – Sin City – A Cidade do Pecado  (Robert Rodriguez)
180º – À Queima Roupa  (John Boorman)
181º – Sublime Devoção  (Henry Hathaway)
182º – Gosto de Sangue  (Joel Coen)
183º-  Maria Cheia de Graça  (Joshua Marston)
184º – Os Imorais  (Stephen Frears)
185º – Nove Rainhas  (Fabián Bielinsky)
186º – As Ruas de Casablanca  (Nabil Ayouch)
187º – JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar  (Oliver Stone)
188º – Alma Torturada  (Frank Tuttle)
189º – Quem Quer Ser um Milionário?  (Danny Boyle)
190º – Ariel  (Aki Kaurismäki)
191º – A Dama Fantasma  (Robert Siodmak)
192º – O General  (John Boorman)
193º – Tropa de Elite  (José Padilha)
194º – O Império do Crime  (Joseph H. Lewis)
195º – O Segredo dos Seus Olhos  (Juan José Campanella)
196º – A Lei dos Marginais  (Samuel Fuller)
197º – 21 Gramas  (Alejandro González Iñárritu)
198º – Cidade Tenebrosa  (André De Toth)
199º – O Amigo Americano  (Wim Wenders)
200º – À Margem da Vida  (John Cromwell)
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Rubens – SANSÃO E DALILA

  Autoria de Lu Dias Carvalho a carta1234567

A luz em claro-escuro das obras de Rubens revela a forte influência do italiano Caravaggio.

A composição intitulada Sansão e Dalila é uma pintura barroca e uma das obras-primas de Peter Paul Rubens. O quadro foi encomendada ao artista por Nicolaas Rocchox, magistrado principal de Antuérpia e grande amigo do pintor que tinha apenas 31 anos ao compor tão bela obra. A composição é, portanto, uma obra-prima juvenil de Rubens, de modo que é possível encontrar nela as influências que o artista havia trazido de seu tempo na Itália, como as recebidas de Tinoretto e Michelangelo.

A temática do quadro é tirada do Velho Testamento que narra a história de Sansão — guerreiro israelita de força gigantesca e de quem os filisteus tinham muito medo — que ao apaixonar-se por Dalila, uma filisteia, revela a ela que a sua força estava nos cabelos.

A composição mostra exatamente a hora em que Sansão, nos braços de Dalila, tem o primeiro cacho cortado por um barbeiro, enquanto os soldados aglomeram-se na porta, às costas do guerreiro israelita, aguardando a hora da vingança. O barbeiro que corta o cabelo com grande concentração, usa suas mãos entrecruzadas, simbolizando a trama arguciosa.

Dalila seduz Sansão para descobrir o seu segredo. Com os seios de fora, reclina-se sobre ele. Sua cabeça está na mesma posição da cabeça de Vênus — acima com Cupido num nicho, complementando a erotização da cena. As mãos de Dalila mostram-se ansiosas, enquanto ela aguarda o resultado da ação, mas as de Sansão mostram a sua entrega total à filisteia.

Contrastando com a beleza de Dalila uma serva idosa e de rosto macilento acompanha, com uma vela na mão, o corte de cabelo do herói, entregue às carícias da amante sedutora. Os soldados filisteus à porta têm o rosto iluminado por uma tocha que um deles carrega. Nas mãos eles trazem estacas afiadas com a intenção de furar os olhos do israelita.

O local onde se desenrola a cena é muito rico. Materiais suntuosos como sedas, cetins e bordados bem trabalhados esparramam-se pelo chão, trazendo mais sensualidade à composição. Vermelho sangue é a cor predominante na metade esquerda da tela em meio aos tons quentes de marrom dourado. A cor vermelha traz dupla simbologia: a paixão intensa de Sansão por Dalila — a ponto de sacrificar a sua força — e o sangue que jorrará de seu corpo nas mãos de seus inimigos.

As obras de Michelangelo serviram de inspiração para que Rubens compusesse o corpo musculoso de Sansão.

Ficha técnica:
Data: 1609
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 185 x 205 cm
Localização: National Gallery, Londres

 Fontes de pesquisa:
Grandes mestres da pintura/ Abril Coleções
Arte em Detalhes
1000 pinturas obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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ÍNDIA – GANDHI E A VERDADE (I)

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A verdade de cada pessoa é filtrada através dos conhecimentos que ela vai armazenando, quer através da prática escolástica ou através da vivência diária, ao longo de sua vida. A capacidade de discernimento e o despertar de sua consciência crítica possibilitam-na passar por muitas “verdades” durante sua curta existência. Mudar de opinião, buscando trilhar o caminho do bem, não significa ser um vira-casaca, mas caminhar em direção ao crescimento interior. Ao contrário da ideia de alguns, de que a opinião de um homem deve ser única, é sabido que a verdade é mutável, variando de acordo com a nossa visão de mundo nas mais diferentes épocas da vida. O que não significa que sempre mudamos para melhor ou tomamos os melhores caminhos.

Gandhi é um exemplo de que o homem pode mudar sua verdade através dos tempos. No estudo de suas biografias é possível encontrar muitos pensamentos seus, sobre um mesmo assunto, totalmente dessemelhantes. Conheçamos algumas de suas opiniões sobre o sistema de castas em seu país – Índia:

  • Década de 1920:
    Casar e comer entre as pessoas da mesma casta é essencial para uma rápida evolução do espírito.
  • Década de 1930:
    Casar e comer entre pessoas da mesma casta não faz parte da religião hindu. Trata-se de um costume social que foi introduzido no hinduísmo quando, possivelmente, se encontrava em declínio.
  • Década de 1940:
    Definitivamente, eu não aprovo os casamentos entre pessoas da mesma casta.

Muitos seguidores e admiradores de Gandhi não conseguiam entender suas mudanças de atitude. Para justificar tais transformações na sua maneira de pensar, ele respondia:

Eu não me preocupo em ser consistente ou não. Em minha busca pela Verdade, descartei muitas ideias e aprendi muitas coisas novas. Meu objetivo não é ser consistente com minhas afirmações anteriores, mas ser consistente com a Verdade, da maneira como ela me é apresentada num determinado momento. O resultado é que passei de uma verdade para outra.

O certo é que Gandhi tinha os seus motivos para mudanças tão díspares. Mas é certo que, ao não aprovar os casamentos entre pessoas da mesma casta, contribuiu para manter a degradante separação entre sua gente, reforçando a vida de riqueza de alguns poucos e a vida miserável da maioria.  E, como era um dos grandes nomes da história de seu país, conhecido nacional e internacionalmente, suas palavras tinham o poder de separar ou reconciliar.

A verdade é que, como integrante da casta vaixa, e fiel praticante do hinduísmo, Gandhi nunca deixou de acreditar no sistema de castas, embora quisesse que os intocáveis fossem aceitos pelas castas, fazendo parte de uma casta. Sendo essa uma das razões, pelas quais ele não é visto pelos dalits (intocáveis, párias) como um herói. No entanto, o doutor Bhimrao Ramji Ambedkar é idolatrado pelos dalits, que possuem pendurado em seus casebres ou junto a seus molambos, uma figura desse grande homem que foi um contemporâneo de Gandhi e com quem se atritou várias vezes, por não comungarem os mesmos pontos de vista.

Fontes de pesquisa:
Gandhi, Ambição Nua/ Jad Adams
Gandhi/ Louis Fischer
Blog Indiagestão
Líderes que Mudaram o Mundo/ Gordon Kerr

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / WESTERN

Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Western, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Western de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/western)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Rastros de Ódio  (John Ford)
2º – O Tesouro de Sierra Madre  (John Huston)
3º – Matar ou Morrer  (Fred Zinnemann)
4º – Onde Começa o Inferno  (Howard Hawks)
5º – Meu Ódio Será Sua Herança  (Sam Peckinpah)
6º – No Tempo das Diligências  (John Ford)
7º – Paixão de Fortes  (John Ford)
8º – Três Homens em Conflito  (Sergio Leone)
9º – Consciências Mortas  (William A. Wellman)
10º – Butch Cassidy  (George Roy Hill)
11º – Os Imperdoáveis  (Clint Eastwood)
12º – Rio Vermelho  (Howard Hawks)
13º – Era uma Vez no Oeste  (Sergio Leone)
14º – Os Brutos Também Amam  (George Stevens)
15º – O Homem Que Matou o Facínora  (John Ford)
16º – Winchester´73  (Anthony Mann)
17º – Pequeno Grande Homem  (Arthur Penn)
18º – O Indomado  (Martin Ritt)
19º – Por um Punhado de Dólares  (Sergio Leone)
20º – Legião Invencível  (John Ford)
21º – Atire a Primeira Pedra  (George Marshall)
22º – Dança com Lobos  (Kevin Costner)
23º – Por uns Dólares a Mais  (Sergio Leone)
24º – Jogos e Trapaças – Quando os Homens São Homens  (Robert Altman)
25º – Pistoleiros do Entardecer  (Sam Peckinpah)
26º – A Morte Não Manda Recado  (Sam Peckinpah)
27º – Da Terra Nascem os Homens  (William Wyler)
28º – O Resgate de um Bandoleiro  (Budd Boetticher)
29º – O Matador  (Henry King)
30º – Sua Última Façanha  (David Miller)
31º – Céu Amarelo  (William A. Wellman)
32º – O Homem do Oeste  (Anthony Mann)
33º – A Última Fronteira  (William Wyler)
34º – Sangue de Heróis  (John Ford)
35º – Galante e Sanguinário  (Delmer Daves)
36º – Johnny Guitar  (Nicholas Ray)
37º – E o Sangue Semeou a Terra  (Anthony Mann)
38º – El Dorado  (Howard Hawks)
39º – Sete Homens e um Destino  (John Sturges)
40º – Ao Rufar dos Tambores  (John Ford)
41º – Sua Única Saída  (Raoul Walsh)
42º – Um Certo Capitão Lockhart  (Anthony Mann)
43º – O Preço de um Homem  (Anthony Mann)
44º – Josey Wales – O Fora da Lei  (Clint Eastwood)
45º – Sete Homens Sem Destino  (Budd Boetticher)
46º – Sem Lei e Sem Alma  (John Sturges)
47º – O Último Pistoleiro  (Don Siegel)
48º – Marcha de Heróis  (John Ford)
49º – Rio Grande  (John Ford)
50º – O Homem Que Luta Só  (Budd Boetticher)
51º – Jesse James  (Henry King)
52º – Flechas de Fogo  (Delmer Daves)
53º – Rio da Aventura  (Howard Hawks)
54º – A Face Oculta  (Marlon Brando)
55º – Os Desajustados  (John Huston)
56º – Os Profissionais  (Richard Brooks)
57º – Audazes e Malditos  (John Ford)
58º – A Árvore dos Enforcados  (Delmer Daves)
59º – A Vingança de Ulzana  (Robert Aldrich)
60º – Duelo ao Sol  (King Vidor)
61º – O Homem dos Olhos Frios  (Anthony Mann)
62º – Dragões da Violência  (Samuel Fuller)
63º – O Testamento de Deus  (Jacques Tourneur)
64º – O Estranho Sem Nome  (Clint Eastwood)
65º – Paixão de Bravo  (Nicholas Ray)
66º – Django Livre  (Quentin Tarantino)
67º – Mais Forte Que a Vingança  (Sydney Pollack)
68º – Duelo de Titãs  (John Sturges)
69º – A Grande Jornada  (Raoul Walsh)
70º – A Raposa Cinzenta  (Phillip Borsos)
71º – Região de Ódio  (Anthony Mann)
72º – Shenandoah  (Andrew V. McLaglen)
73º – Golpe de Misericórdia  (Raoul Walsh)
74º – Oklahoma!  (Fred Zinnemann)
75º – Almas em Fúria  (Anthony Mann)
76º – Uma Cidade Que Surge  (Michael Curtiz)
77º – Fibra de Heróis  (Budd Boetticher)
78º – Vera Cruz  (Robert Aldrich)
79º – Caravana de Bravos  (John Ford)
80º – Uma Cidade Contra o Xerife  (Burt Kennedy)
81º – Tombstone – A Justiça Está Chegando  (George P. Cosmatos)
82º – Homens Indomáveis  (Allan Dwan)
83º – Bravura Indômita  (Henry Hathaway)
84º – Bandeirantes do Norte  (King Vidor)
85º – Pacto de Justiça  (Kevin Costner)
86º – Hombre  (Martin Ritt)
87º – Lágrimas do Céu  (Joseph Anthony)
88º – Cavalgada Trágica  (Budd Boetticher)
89º – Dead Man  (Jim Jarmusch)
90º – Bravura Indômita  (Joel Coen)
91º – Heartland  (Richard Pearce)
92º – O Intrépido General Custer  (Raoul Walsh)
93º – O Vingador Silencioso  (Sergio Corbucci)
94º – Ninho de Cobras  (Joseph L. Mankiewicz)
95º – O Passado Não Perdoa  (John Huston)
96º – Crepúsculo de uma Raça  (John Ford)
97º – Caravana de Mulheres  (William A. Wellman)
98º – Aliança de Aço  (Cecil B. DeMille)
99º – Cimarron  (Wesley Ruggles)
100º – O Diabo Feito Mulher  (Fritz Lang)
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Rubens – O RAPTO DAS FILHAS DE LEUCIPO

Autoria de Lu Dias Carvalho a carta123456

Peter Paul Rubens era eclético em relação aos temas retratados, sendo que, ao longo de sua carreira, pintou inúmeros temas mitológicos. A composição acima, O Rapto das Filhas de Leucipo, apresenta o momento lendário em que os gêmeos semideuses, Castor e Polux, também conhecidos por “Dióscuros” (filhos de Zeus), apesar de serem filhos de pais diferentes, raptam as duas filhas do Rei Leucipo, Rei de Argos, denominadas Hilária e Febe.  Esta composição é muito importante, sobretudo por levar à compreensão de como Rubens rompeu com a estrutura modular clássica sem, contudo, quebrar a unidade da obra.

Os dois irmãos perpetram o sequestro fazendo uso de seus possantes cavalos. Castor que continua montado, pega uma das garotas pela perna esquerda e ombro, enquanto Polux, de pé no chão, ajuda-o, com a mão direita e parte do tronco, a levantar uma das moças, enquanto tenta segurar a outra, usando braço e  perna esquerdos. Castor usar uma armadura negra e traz nas costas um manto vermelho desfraldado, enquanto Polux traz o torso nu e um manto escuro jogado no corpo.

Os músculos salientes dos dois irmãos  denotam o uso da força. Um cupido vesgo que traz um sorriso cheio de astúcia segura as rédeas do cavalo de Castor, agarrando-se a seu flanco. Outro cupido detém o cavalo de Polux que se encontra no chão. Os animais mostram-se agitados e nervosos.

As duas irmãs opulentas em suas nudez, destacam-se na composição, cada uma em sua individualidade e sensualidade próprias. É interessante chamar a atenção para o fato de que uma das moças mostra o lado oculto da outra, ou seja, enquanto uma deixa à vista sua parte posterior, a outra mostra a frontal, como se fossem as duas faces de uma mesma moeda.

As duas moças lutam desesperadamente na tentativa de livrarem-se de seus raptores. A primeira — já quase totalmente dominada — encontra-se envolta num manto vermelho com o qual Castor tenta levantá-la. A segunda — ainda com os pés no solo — resiste bravamente a Polux, enquanto seu manto  dourado resvala-se para  o chão.

O artista mostra um acentuado contraste entre as mãos avermelhadas, fortes e enérgicas masculinas e as mãos femininas pálidas e delicadas. Ao fundo desenrola-se uma paisagem com inúmeras árvores, solo verdejantes e montanhas azuis.

Ficha técnica:
Data: c. 1618
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 224 x 210,5
Localização: Alte Pinakothek, Munique

Fontes de pesquisa:
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

 

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A TRISTE PARTIDA DO REI DO BAIÃO (2ª Parte)

Autor: Guaipuan Vieira

LuGon

Este estilo pra Luiz
Não era o seu verdadeiro
Pois queria apresentar
Seu próprio cancioneiro
A música regional
E nada do estrangeiro.

Com isto Luiz Gonzaga
Se encheu de esperança
Nos programas de calouros
Foi cantar com segurança
Apresentando seus Shows
Com muita garra e pujança.

Saindo dos auditórios
No Nordeste apareceu
A música de seu Luiz
Porque na sanfona leu
O sertão em poesia
Daí então se ergueu.

O primeiro nordestino
Num trabalho a se empenhar
Pra música regional
No Brasil vir espalhar
Provando assim a existência
Da arte mais popular.

Desta forma seu Luiz
Por ter rica criação
Lançou o xote e o forró
O xaxado e o baião
Ficando o arrasta-pé
Como símbolo do sertão.

Lançando estas criações
Fez o zabumba tocar
Dando ao mesmo mais valor
Na arte de forrozar
Também deu vida ao triângulo
Hoje instrumento exemplar.

Em pouco tempo o Brasil
Seu valor reconheceu
E grupo de seguidores
Ligeiramente nasceu
E Luiz Rei do Baião
Este título recebeu.

O seu valor cultural
Foi da maior importância
Pra história brasileira
Veja a significância
Pois decantou o Nordeste
Com jeito e com elegância.

Foi quem mais reivindicou
Melhoria pro Nordeste
Mostrando pros governantes
A seca, a fome e a peste
Que muito maltrata o povo
De todo sertão agreste.

No seu canto interpretou
O profundo sentimento
Da alma do sertanejo
Que sofre a todo o momento
No Nordeste que retrata
O mais cruel sofrimento.

Quando seu Luiz cantava
Simbolizava o vaqueiro
Seu aboio e seu gemido
Invadiam o tabuleiro
Desta forma ele exaltava
O Nordeste brasileiro.

Mas por força do destino
A um chamado atendeu
Vinda do Pai soberano
Quem chamou o filho seu
Para cantar lá no céu
As músicas que aprendeu.

Certamente o velho “Lua”
O mestre Rei do Baião
Já se encontra com seu pai
Lá em outra dimensão
Aquele que lhe ensinou
Tão honrosa profissão.

Este pequeno folheto
É somente uma mostragem
Daquele que foi em vida
Nosso maior personagem
Que o povo guardará
Para sempre a sua imagem.

Termino aqui esta história
Com o coração enlutado
Escrita no mesmo dia
Que Luiz ouviu chamado
Pra morar na Santa Casa
Por Deus sendo abençoado.

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