A Rev. dos Bichos (14) – CONFISSÕES E EXECUÇÕES

Autoria de Lu Dias Carvalho

123Como nem homem e nem bicho podem domar o tempo, ventos fortíssimos e muita água abateram sobre a Granja dos Bichos. A umidade era tamanha que se tornara impossível até mesmo misturar cimento para dar continuidade ao trabalho do moinho. Certa noite, a tormenta desceu com tudo, destelhando o celeiro e sacolejando os galpões. Ao longe, um som esquisito ecoou. Depois, tudo foi se aquietando de modo a deixar os bichos dormirem. Mas pela manhã, o susto foi brutal. O moinho não resistira à tempestade.

Entre os políticos é muito comum jogar a culpa de suas más atuações nos outros, quando não as escondem deliberadamente. E o mesmo estava se dando na Granja dos Bichos. Não querendo mostrar como fora irresponsável na construção do moinho, Napoleão tratou de arranjar um culpado. Nenhum outro seria melhor para receber tal encargo do que Bola de Neve que não estava lá para se defender. E assim se explicou o líder:

– O moinho foi destruído na calada da noite por Bola de Neve que é hoje o nosso maior inimigo. Ele está cheio de vingança contra todos nós. Suas pegadas estão espalhadas por aqui. Vejam só!  Resta-me, portanto, decretar a sua morte. Mas iremos reconstruir tudo de novo.

Como o povo, digo, os bichos são ingênuos! Nem mais se lembravam das palavras de Bola de Neve. Não questionaram ou refletiram sobre o que lhes dissera Napoleão. Tampouco foram capazes de deduzir que aquelas pegadas eram muito novas no local, ou que as paredes do moinho eram muito finas. O fato é que os animais tiveram que trabalhar mais ainda, com frio e com fome, enquanto Garganta tratava de engabelar os bichos com seus discursos sobre a dignidade do trabalho e coisa e tal.

Desde a queda do moinho para frente, tudo que acontecia de malfeito era obra de Bola de Neve: roubava milho, derramava o leite, quebrava os ovos, destruía viveiros e sementes, comia o córtex das árvores frutíferas, quebrava janelas, entupia drenos. E os próprios animais começaram a testemunhar que viram Bola de Neve fazer isso ou aquilo. Os porcos até inventaram que o pobre porco era, desde o início da Revolução, um aliado do senhor Jones, o que deixou os bichos ainda mais embasbacados. Alguns animais foram instados a confessar que tiveram encontros secretos com Bola de Neve. Para dar maior realismo à armação, houve muitas confissões e execuções. Até então, nenhum animal matara outro, nem mesmo um rato.

Dali em diante a vida jamais voltaria a ser a mesma. É isso que veremos a seguir.

Fonte de pesquisa:
A Revolução dos Bichos/ George Orwell

Nota:  Imagem copiada de apanaceiaessencial.blogspot.com

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A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Vitamina D em baixa

A vitamina D é essencial para a absorção do cálcio e, por isso, influencia diretamente no metabolismo e composição da matriz óssea. Ela é sintetizada pela pele a partir dos raios ultravioleta e pode ser também adquirida com a alimentação. Vários fatores influenciam a concentração de vitamina D no sangue, dentre esses estão a incidência de radiação solar, que varia com a latitude e com a estação do ano, a cor da pele, obesidade, os hábitos culturais de cada população, como a vestimenta e a alimentação, a gravidez e o envelhecimento. Tais fatores são importantes para explicar as diferentes prevalências mundiais de hipovitaminose D.

No Brasil, os estudos sobre a deficiência de vitamina D são escassos, apesar de essa situação apresentar graves repercussões, como raquitismo em crianças, osteomalacia e osteoporose em idosos, que pode levar a ocorrências de fraturas, condição frequente nessa faixa etária. Por outro lado, concentrações adequadas de vitamina D podem estar relacionadas com menor incidência de câncer, como o da próstata, da mama e do cólon. A vitamina D tem um papel importante em assegurar o funcionamento correto dos músculos, nervos, coagulação do sangue, crescimento celular e utilização de energia.

Cada vez mais observo, em consultório, que a mensuração dessa vitamina está em níveis insatisfatórios em uma taxa considerada elevada de pacientes. A sua deficiência está cada vez mais ligada a diversas doenças. Estudos ligam a baixa de vitamina D com hipertensão arterial, diabetes (estimula a produção de insulina), baixa do sistema imunológico (possui ação anti-inflamatória) e, portanto, com piora de doenças autoimunes (artrite reumatoide, Lúpus, esclerose múltipla), além de alguns tipos de câncer (modula o crescimento e divisão das células).

Tome sol

A explicação para as baixas taxas dessa vitamina no sangue são a pouca exposição ao sol, pois, as pessoas passam boa parte do tempo em escritórios, e o baixo consumo de alimentos ricos em vitamina D. As fontes naturais mais ricas desse nutriente são os óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, como as sardinhas, o arenque e o salmão. Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades dele. Porém, a alimentação só fornece, no máximo, 20% das necessidades diárias. Há ainda uma controvérsia, entre os especialistas, se o uso de protetores ou bloqueadores solares piora a conversão da vitamina D na pele.

O caminho da vitamina D no sangue é a seguinte: uma substância chamada 7-dehidrocolesterol, presente na pele, é convertida pelos raios ultravioleta em vitamina D3. Essa, por sua vez, “cai” na corrente sanguínea e chega ao fígado sendo convertida em 25-hidroxivitamina D, que, por fim, é ativada nos rins, para então atuar em todo o organismo.

Detectando-se baixos níveis desta vitamina nos exames, a sua suplementação, se recomendada, deve ter acompanhamento médico, pois é uma vitamina lipossolúvel e, portanto, passível de acúmulo no organismo e com potencial de toxicidade. Uma forma natural de aumentar sua concentração é ingerindo os alimentos listados e, principalmente, tomar mais sol. Dez minutos por dia, no mínimo três vezes na semana.

Nota: Imagem copiada de www.fernandotiberyacademia.com.br

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / ROMANCE

 Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Romance, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Romance de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/romance)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Casablanca  (Michael Curtiz)
2º – Jules e Jim – Uma Mulher para Dois  (François Truffaut)
3º – O Boulevard do Crime  (Marcel Carné)
4º – Se Meu Apartamento Falasse  (Billy Wilder)
5º – A Felicidade Não Se Compra  (Frank Capra)
6º – Desencanto  (David Lean)
7º – E o Vento Levou  (Victor Fleming)
8º – Uma Aventura na África  (John Huston)
9º – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa  (Woody Allen)
10º – Núpcias de Escândalo  (George Cukor)
11º – Aconteceu Naquela Noite  (Frank Capra)
12º – Coronel Blimp – Vida e Morte  (Michael Powell)
13º – Levada da Breca  (Howard Hawks)
14º – Amor, Sublime Amor  (Robert Wise)
15º – Manhattan  (Woody Allen)
16º – Ano Passado em Marienbad  (Alain Resnais)
17º – As Três Noites de Eva  (Preston Sturges)
18º – Asas do Desejo  (Wim Wenders)
19º – Ladrão de Alcova  (Ernst Lubitsch)
20º – As Aventuras de Robin Hood  (Michael Curtiz)
21º – Os Melhores Anos de Nossas Vidas  (William Wyler)
22º – Depois do Vendaval  (John Ford)
23º – Rebecca  (Alfred Hitchcock)
24º – Contrastes Humanos  (Preston Sturges)
25º – Interlúdio  (Alfred Hitchcock)
26º – A Primeira Noite de um Homem  (Mike Nichols)
27º – Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas  (Arthur Penn)
28º – Jejum de Amor  (Howard Hawks)
29º – Cupido É Moleque Teimoso  (Leo McCarey)
30º – Hiroshima, Meu Amor  (Alain Resnais)
31º – Ninotchka  (Ernst Lubitsch)
32º – Tootsie  (Sydney Pollack)
33º – O Piano  (Jane Campion)
34º – Laura (Otto Preminger)
35º – Milagre na Rua 34  (George Seaton)
36º – Hannah e Suas Irmãs  (Woody Allen)
37º – Barry Lyndon  (Stanley Kubrick)
38º – A Um Passo da Eternidade  (Fred Zinnemann)
39º – O Medo Devora a Alma  (Rainer Werner Fassbinder)
40º – Neste Mundo e no Outro  (Michael Powell)
41º – Minha Querida Dama  (George Cukor)
42º – Vestígios do Dia  (James Ivory)
43º – Irene, a Teimosa  (Gregory La Cava)
44º – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain  (Jean-Pierre Jeunet)
45º – Os Sapatinhos Vermelhos  (Michael Powell)
46º – Um Dia no Campo  (Jean Renoir)
47º – Fogo de Outono  (William Wyler)
48º – Mulher de Verdade  (Preston Sturges)
49º – Um Lugar ao Sol  (George Stevens)
50º – A Loja da Esquina  (Ernst Lubitsch)
51º – Sinfonia de Paris  (Vincente Minnelli)
52º – Ben-Hur  (William Wyler)
53º – Os Assassinos  (Robert Siodmak)
54º – Meia-Noite  (Mitchell Leisen)
55º – Sob os Tetos de Paris  (René Clair)
56º – Doutor Jivago  (David Lean)
57º – A Dupla Vida de Veronique  (Krzysztof Kieslowski)
58º – O Picolino  (Mark Sandrich)
59º – Carta de uma Desconhecida  (Max Ophüls)
60º – Alma em Suplício  (Michael Curtiz)
61º – O Morro dos Ventos Uivantes  (William Wyler)
62º – Amor à Flor da Pele  (Wong Kar-Wai)
63º – O Grande Desfile  (King Vidor)
64º – Beijos Proibidos  (François Truffaut)
65º – A Costela de Adão  (George Cukor)
66º – Uma Aventura na Martinica  (Howard Hawks)
67º – Ondas do Destino  (Lars Von Trier)
68º – Tarde Demais  (William Wyler)
69º – Jantar às Oito  (George Cukor)
70º – Quatro Casamentos e um Funeral  (Mike Newell)
71º –  Que Espere o Céu  (Alexander Hall)
72º – Traídos pelo Desejo  (Neil Jordan)
73º – Lola Montes  (Max Ophüls)
74º – O Demônio da Argélia  (Julien Duvivier)
75º – Uma Noite na Ópera  (Sam Wood)
76º – A Princesa e o Plebeu  (William Wyler)
77º – A Marca da Pantera  (Jacques Tourneur)
78º – Quando Voam as Cegonhas  (Mikhail Kalatozov)
79º – Boêmio Encantador  (George Cukor)
80º – Romeu e Julieta  (Franco Zeffirelli)
81º – Uma Janela para o Amor  (James Ivory)
82º – Razão e Sensibilidade  (Ang Lee)
83º – Ligações Perigosas  (Stephen Frears)
84º – Atlantic City  (Louis Malle)
85º – O Carteiro e o Poeta  (Michael Radford)
86º – Agora Seremos Felizes  (Vincente Minnelli)
87º – Paraíso Infernal  (Howard Hawks)
88º – O Joelho de Claire  (Eric Rohmer)
89º – A Estranha Passageira  (Irving Rapper)
90º – O Paciente Inglês  (Anthony Minghella)
91º – Amores de Apache  (Jacques Becker)
92º – Terra dos Deuses  (Sidney Franklin)
93º – Sorrisos de uma Noite de Amor  (Ingmar Bergman)
94º – Rua 42  (Lloyd Bacon)
95º – O Expresso de Shangai  (Josef von Sternberg)
96º – Balada do Soldado  (Grigori Chukhrai)
97º – Os Guarda-Chuvas do Amor  (Jacques Demy)
98º – Os Visitantes da Noite  (Marcel Carné)
99º – O Prisioneiro de Zenda  (John Cromwell)
100º – Os Amores de uma Loira  (Milos Forman)

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / FANTASIA

Autoria de Moacyr Praxedes

faalVários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes do gênero Fantasia  de todos os tempos, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Fantasia de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/fantasia)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Fanny & Alexander  (Ingmar Bergman)
2º – O Sétimo Selo  (Ingmar Bergman)
3º – Metrópolis  (Fritz Lang)
4º – Guerra nas Estrelas: Episódio 4 – Uma Nova Esperança  (George Lucas)
5º – A Felicidade Não Se Compra  (Frank Capra)
6º – O Mágico de Oz  (Victor Fleming)
7º – ET – O Extraterrestre  (Steven Spielberg)
8º – A Idade do Ouro  (Luis Buñuel)
9º – A Bela e a Fera  (Jean Cocteau)
10º – Nosferatu  (F.W. Murnau)
11º – King Kong  (Merian C. Cooper)
12º – Asas do Desejo  (Wim Wenders)
13º – Branca de Neve e os Sete Anões (Walt Disney)
14º – O Cão Andaluz  (Luis Buñuel)
15º – Guerra nas Estrelas: Episódio 5 – O Império Contra-Ataca  (Irvin Kershner)
16º – A Viagem de Chihiro  (Hayao Miyazaki)
17º – Milagre na Rua 34  (George Seaton)
18º – Neste Mundo e no Outro  (Michael Powell)
19º – Sherlock Jr.  (Buster Keaton)
20º – Discreto Charme da Burguesia  (Luis Buñuel)
21º – Procurando Nemo  (Andrew Stanton)
22º – Fantasia  (James Algar)
23º – A Dupla Vida de Veronique  (Krzysztof Kieslowski)
24º –  O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei  (Peter Jackson)
25º – O Anjo Exterminador  (Luis Buñuel)
26º – Guerra nas Estrelas: Episódio 6 – O Retorno de Jedi  (Richard Marquand)
27º – Que Espere o Céu  (Alexander Hall)
28º – Pinóquio  (Hamilton Luske)
29º – O Ladrão de Bagdá  (Ludwig Berger)
30º – Brazil – O Filme  (Terry Gilliam)
31º – A Noite de São Lourenzo  (Paolo Taviani)
32º – Quero Ser John Malkovich  (Spike Jonze)
33º – Princesa Mononoke  (Hayao Miyazaki)
34º – Horizonte Perdido  (Frank Capra)
35º – Os Vampiros  (Louis Feuillade)
36º – O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel  (Peter Jackson)
37º – Shrek  (Andrew Adamson)
38º – Os Visitantes da Noite  (Marcel Carné)
39º – A Rosa Púrpura do Cairo  (Woody Allen)
40º – Drácula  (Tod Browning)
41º – Feitiço do Tempo  (Harold Ramis)
42º – Meu Vizinho Totoro(Hayao Miyazaki)
43º – Fausto  (F.W. Murnau)
45º – O Homem Que Vendeu a Alma  (William Dieterle)
46º – O Ladrão de Bagdá  (Raoul Walsh)
47º – Os Nibelungos – Parte 1: A Morte de Siegfried  (Fritz Lang)
48º – Os Nibelungos – Parte 2: A Vingança de Kriemhild  (Fritz Lang)
49º – Julieta dos Espíritos  (Federico Fellini)
50º – Poltergeist  (Tobe Hooper)
51º – Meu Amigo Harvey  (Henry Koster)
52º – Ring: O Chamado  (Hideo Nakata)
53º – O Senhor dos Anéis – As Duas Torres  (Peter Jackson)
54º – No Tempo Pedido  (Harold S. Bucquet)
55º – Céline et Julie Vont en Bateau  (Jacques Rivette)
56º – A Morte Cansada  (Fritz Lang)
57º – O Fantasma Apaixonado  (Joseph L. Mankiewicz)
58º – O Diabo Disse Não  (Ernst Lubitsch)
59º – Orfeu  (Jean Cocteau)
60º – Delicatessen  (Jean-Pierre Jeunet)
61º – India Song  (Marguerite Duras)
62º – Os Caça-Fantasmas  (Ivan Reitman)
63º – Entre a Mulher e o Diabo  (René Clair)
64º – Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças  (Michel Gondry)
65º – Milagre em Milão  (Vittorio De Sica)
66º – A Bela e a Fera  (Gary Trousdale)
67º – Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas  (Tim Burton)
68º – Os Incríveis  (Brad Bird)
69º – O Lobisomem  (George Waggner)
70º – Excalibur  (John Boorman)
71º – Laputa, o Castelo no Céu  (Hayao Miyazaki)
72º – O Show Deve Continuar  (Bob Fosse)
73º – Monstros S.A.  (Peter Docter)
74º – O Retrato de Dorian Gray  (Albert Lewin)
75º – A Flauta Mágica  (Ingmar Bergman)
76º – Superman – O Filme  (Richard Donner)
77º – O Retrato de Jennie  (William Dieterle)
78º – Carrie, a Estranha  (Brian De Palma)
79º – Adorável Avarento  (Brian Desmond Hurst)
80º – A Hora do Pesadelo  (Wes Craven)
81º – Macunaíma   (Joaquim Pedro de Andrade)
82º – Toy Story  (John Lasseter)
83º – O Autômato  (Carl Boese)
84º – Sonhos  (Akira Kurosawa)
85º – A Múmia  (Karl Freund)
86º – Entreato  (René Clair)
87º – Edward Mãos de Tesoura  (Tim Burton)
88º – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban  (Alfonso Cuarón)
89º – Homem-Aranha 2  (Sam Raimi)
90º – Nausicaä do Vale dos Ventos  (Hayao Miyazaki)
91º – O Navio dos Afogados  (Raoul Ruiz)
92º – Millennium Actress  (Satoshi Kon)
93º – As Aventuras do Príncipe Achmed  (Lotte Reiniger)
94º – O Tigre e o Dragão  (Ang Lee)
95º – A Arca Russa  (Alexander Sokurov)
96º – O Fantasma do Futuro  (Mamoru Oshî)
97º – Face a Face  (Ingmar Bergman)
98º – Os Contos de Hoffman (Michael Powell)
99º – Kiki’s Delivery Service (Hayao Miyazaki)
100º – Kirikou e a Feiticeira (Michel Ocelot)
Vejam também RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / FANTASIA

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Michelangelo – ABÓBADA DA CAPELA SISTINA (I)

 Autoria de Lu Dias Carvalho

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Todo o Antigo Testamento está aí retratado em centenas de figuras e imagens dramáticas de incomparável vigor e originalidade de concepção. (Góticos e Renascentistas/ Abril Cultural)

Estou aqui angustiado e com grande fadiga de meu corpo. Não tenho amigos de nenhum tipo, e nem os quero; e não tenho muito tempo para comer e para minhas necessidades. (Michelangelo)

A Capela Sistina, situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na cidade do Vaticano, Itália, foi construída em 1477, a pedido do papa Sixto IV, daí a origem de seu nome. Suas paredes começaram a ser decoradas três anos após o término da obra, por artistas renomados da geração anterior a Michelangelo, pertencentes ao período do Quattrocento (anos quatrocentos): Sandro Botticelli, Domenico Ghirlandio, Perudino, Cosimo Rosselli e Luca Signorelli. Nelas foram retratadas passagens da vida de Moisés e de Cristo, ao lado de retratos dos pontífices. Já o teto da Capela Sistina foi pintado por Pier Matteo d’Amélia entre 1479 e 1480, que, para imitar o céu, espalhou estrelas douradas sobre um fundo azul.

Alguns anos depois, uma fenda na abóbada comprometeu a pintura, o que levou Júlio II a querer redecorá-la, e a tarefa coube ao genial Michelangelo. Mesmo sabendo que o artista era antes de tudo um escultor ,e, que não era familiarizado com as técnicas do afresco, o caprichoso papa queria que fosse ele o responsável pelo trabalho. O artista recusou a encomenda papal, pois considerava que seria um trabalho que demandaria muito tempo. Ele preferia trabalhar com a escultura, pois achava que a pintura era uma arte menor, se comparada à escultura. Sem conseguir fugir da empreitada, acabou aceitando a gigantesca tarefa. Na verdade, ele queria mesmo era terminar o túmulo do dito papa, onde faria o que mais amava: esculturas. Mas, por extrema ironia, a decoração da abóbada da Capela Sistina acabou por imortalizá-lo, ao assombrar o mundo com a sua monumentalidade e beleza, transformando-se numa das obras mais importantes da arte universal, reverenciada em todo o mundo. A pintura de Michelangelo na abóbada da Capela Sistina repassa uma visão exaltada de Deus e da humanidade.

Michelangelo gastou um ano só para projetar e preparar os desenhos do teto da Capela Sistina. Enquanto pintava a abóbada, o artista ficou recluso, fechando-se na capela, e não aceitando visitas. Ali, trabalhou durante quatro anos sobre altíssimos andaimes, pintando o portentoso afresco com figuras descomunais. Preparava e esboçava as cenas nos mínimos detalhes, e depois as transferia para a abóbada. Deitava-se de costas, olhando para cima, para executar o laborioso trabalho, expondo ali toda a sua genialidade. Enquanto a decoração das paredes mostrava passagens da vida de Moisés e Jesus, a decoração da abóbada ilustrava a história da humanidade desde a criação do mundo. Há uma perfeita harmonia teológica entre os temas das paredes e os apresentados na abóbada da Capela Sistina.

Ficha técnica:
Data: 1508 – 1512 ou 1508
Afresco:
Dimensões: 40 x 13,5 m
Localização: Palácios do Vaticano, Roma

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Renascimento/ Taschen
Tudo sobre Arte/ Sextante
1000 Obras da Pintura Europeia/ Könemann
Os Pintores mais Influentes/ Girassol
Arte em Detalhes/ Publifolha
Góticos e Renascentistas/ Abril Cultural

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A Rev. dos Bichos (13) – MANDAMENTOS TRAÍDOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Para decepção dos moradores da Granja dos Bichos, o intelectual Napoleão anunciou que reatariam contato com os humanos, comercializando os produtos da granja: feno e trigo e, se fosse necessário, também ovos. Aquele sacrifício seria feito em prol do moinho, de modo que todos deveriam se sentir agradecidos por ajudar. Principalmente as galinhas que sacrificariam seus ovos. Os animais, porém, sentiram-se incomodados com tal decisão, pois os Sete Mandamentos rezavam que não poderiam fazer comércio, utilizar dinheiro e ter quaisquer contatos com os humanos. Quatro jovens porcos ainda tentaram protestar, mas o rosnado dos cães de Napoleão fechou-lhes a boca. E, para validar a nova postura do chefe, Garganta, o puxa-saco,  afirmava para os bichos que nunca havia sido aprovado na granja que não se podia fazer comércio, usar dinheiro e coisa e tal. Tudo não passava de invencionices de Bola de Neve. E, como não havia nada escrito sobre o assunto, os animas se conscientizaram de que se trava mesmo de um engano.

Neste ponto da história, eu comecei a me condoer dos habitantes da Granja dos Bichos. Aos poucos aquilo ia se tornando cópia fiel do mundo dos homens. Quanta desgraça já não fora feita em nome do progresso? Quantas ditaduras já não criaram vida, pelos mais diferentes governos, em nome da economia? Quantos ganhos já não foram subtraídos do povo, em nome do crescimento do país? Quantas promessas feitas já não foram desfeitas, sob o argumento de que o povo entendera mal? Quantas vezes chamaram o povo para o sacrifício em nome do bem comum, até ser descoberto que “eles” em nada se sacrificavam, ao contrário, esbanjavam os bens do país? Quantas vezes não interpretaram a bel-prazer a Carta Maior da nação, apenas para obterem benefícios direcionados a eles próprios? Napoleão estava a usar sua gente, embevecido com o poder que detinha, ainda que tal poder viesse do medo das dentadas de seus ferozes cães.

E como desgraça pouca é bobagem, os bichos ficaram pasmados ao tomarem conhecimento de que os porcos haviam se mudado para a casa-grande, onde vivera Jones e sua família. Garganta, o porta-voz dos “intelectuais”, ficou a cargo de dar as devidas explicações:

– Os porcos, como cérebros pensantes da Granja dos Bichos, precisam de um local calmo para trabalhar. Além disso, o grande Líder não poderia continuar vivendo numa pocilga. Quanto ao fato de os porcos dormirem em camas, é bom que nos lembremos de que as nossas leis dizem respeito apenas aos “lençóis” que são uma invenção humana. Retiramos todos os lençóis das camas, deixando apenas os cobertores. Tenho a certeza de que todos vocês, meus camaradas, querem o bem de nosso grande Líder e também o de todos os porcos, pois não podemos nos cansar a ponto de não dar conta de tão nobre missão. Vocês nem imaginam o quanto é difícil pensar e dirigir esta granja, por isso, passaremos a nos levantar uma hora mais tarde do que os demais. De forma que, nós porcos, contamos com a compreensão de todos.

O povo, digo, os bichos aceitaram tudo pacificamente, como se fossem realmente inferiores aos porcos, e assim, também pensam os pobres entre os homens. Se não possuíam inteligência, cabia-lhes, portanto, o serviço pesado. Estavam ali para servir e serem mandados, por bem ou pelos dentes afiados dos cães que protegiam a casta dos porcos. E, mesmo quando Quitéria achou que o mandamento que dizia: Nenhum animal dormirá em cama, recebera o acréscimo de “com lençóis”, nada foi feito, pois, ela na sua ingenuidade pensara estar com a memória fraca e que sempre fora aquilo mesmo.

O que mais poderia aguardar os tolos da Granja dos Bichos, diante da prepotência do líder Napoleão?

Fonte de pesquisa:
A Revolução dos Bichos/ George Orwell

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