CONHECENDO O ALZHEIMER

Autoria do Dr. Telmo Diniz

 P123 (*)

Doença de Alzheimer, inicialmente descrita em 1907 pelo autor que leva o seu nome, não era diagnosticada com frequência, pois, as pessoas tinham uma expectativa de vida em torno dos 50 anos. Como esta expectativa subiu para cerca de 70 anos, ela passou a ser a principal causa de demência nas pessoas acima de 65 anos de idade.

A doença caracteriza-se por perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas, podendo levar o doente a ficar completamente dependente do cuidado de terceiros. No Brasil, a estimativa é que exista 1 milhão de pessoas acometidas pelo mal, sendo que 5% a 10% em idosos com mais de 65 anos, 20% em pessoas com 80 anos e 47% nos que têm acima de 85 anos. Posto isto, podemos observar que a doença está intrinsecamente ligada ao envelhecimento, ou seja, quanto maior a idade maior é a possibilidade da sua incidência.

Causa ou consequência?

A teoria mais aceita atualmente como causa da doença é a da deposição de proteínas amiloides, que vão progressivamente destruindo as células cerebrais, prejudicando a memória e outras funções neuronais. Pesquisas e mais pesquisas são realizadas em todo o mundo baseadas nesta teoria. Porém, os avanços são tímidos e sem resultados expressivos para os portadores.

Para o pesquisador norte-americano Karl Herrup, presidente do Departamento de Biologia Celular e Neurociências da Universidade de Rutgers, “a deposição das proteínas é consequência e não a causa da doença“. Sua teoria foi formalizada em artigo publicado para o renomado jornal “Neuroscience”. Segundo o pesquisador, para que ocorra a progressão da doença são necessários três eventos: primeiramente, uma lesão inicial, provavelmente de origem vascular, seguida de uma reação inflamatória crônica e mantida, que gradativamente alteraria a função das células cerebrais. Ele postula que o problema não está na lesão inicial e, sim, na manutenção da inflamação local. Esta nova hipótese, da qual sou partícipe, levanta o debate das abordagens anti-inflamatórias para o Alzheimer como forma de prevenção.

Pensem comigo: se o Alzheimer é mais incidente em pessoas mais idosas com:

  • maior grau de aterosclerose,
  • menor “irrigação” cerebral,
  • menor grau de atividade física e intelectual,
  • alimentação precária em ingredientes nutricionais antioxidantes (frutas, vegetais e legumes)

essas pessoas certamente terão maior probabilidade de ter pequenas lesões cerebrais, dando início à cascata inflamatória e a sua manutenção e progressão.

Cuidados necessários
Portanto, a integridade cerebral poderia ser mantida com melhorias nos hábitos de vida desde cedo, como:

  • maior atividade intelectual,
  • atividade física regular,
  • alimentação balanceada

Atenção:
Naquelas pessoas com histórico familiar, o uso de anti-inflamatórios poderia ser considerado. O uso de substâncias anti-inflamatórias no doente com Alzheimer tem resultados controversos em diversas pesquisas. Porém, se evoluirmos nesta linha de pensamento, tenho a impressão de podermos ajudar inúmeras pessoas. E depois de tantos anos e tantas pesquisas acerca da doença, é hora de repensá-la, para que possamos ser mais criativos em futuros tratamentos.

(*) Imagem copiada de richardjakubaszko.blogspot.com

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GEORGE MILLER – NO FRONT DA II GUERRA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Minha missão é fotografar a humanidade e explicar o homem para o homem.(George Miller)

O fotógrafo estadunidense George Miller ganhou a sua primeira câmara por ocasião de sua formatura no ensino médio, como presente de seus pais. Ele dizia que sonhar era importante, pois era o que o levava a tirar boas fotografias. Disse também que ao fotografar a humanidade, tinha como objetivo explicar o homem para o homem, ou seja, a fotografia era vista por ele, como um modo de ocasionar transformações social e política na sociedade.

Miller estudou na Universidade de Illinois e no seu tempo livre trabalhava como fotógrafo. Estudou fotografia na Art Center School de Los Angeles, em 1941-1942. Depois de servir como tenente na Marinha de seu país, foi enviado para a Unidade de Combate da Segunda Guerra Mundial, como fotógrafo, sendo um dos primeiros a registrar a destruição e o sofrimento dos habitantes da cidade japonesa de Hiroshima, a primeira cidade na história a se tornar alvo de uma bomba nuclear, lançada pelos EUA. Suas fotografias mostram a tragédia humana que se desenrola debaixo de um estonteante céu cheio de nuvens brancas sobre o sul do Pacífico.

Após a rendição do Japão, George Miller foi documentar de perto o que registrara do céu, um mês antes. Foi um dos primeiros fotógrafos a ter permissão para entrar na cidade de Hiroshima, onde fotografou vítimas envenenadas pela radiação, sobreviventes transfigurados pelas queimaduras e por todo tipo de sofrimento, e os escombros a que fora reduzida a cidade.

Um dos grandes trabalhos de George Miller foi The Way of Life do Negro do Norte, imagens que foram posteriormente publicadas em seu livro South Side de Chicago, em que registrou a comunidade negra do sul de Chicago, com um olhar carregado de emoção.

Na maioria de seus trabalhos, o fotógrafo retratou pessoas comuns, do dia a dia, mas também clicou com suas lentes gente famosa como: Ella Fitzgerald, Lena Horne, Duke Ellington e Paul Robson. Depois de se aposentar, Miller usou suas lentes para proteger as florestas da Califórnia, dedicando-se às causas ambientais. Também foi uma figura importantíssima na criação do fotojornalismo, com suas imagens inesquecíveis, mostrando os soldados de seu país em combate na II Guerra Mundial, a vida dos negros no sul de Chicago, na década de 1940, e a devastação sofrida por Hiroshima, em 1945.

A primeira fotografia acima é tida como uma das imagens icônicas do fotógrafo, feita em novembro de 1943. Nela, vê-se um soldado ferido, sendo retirado de seu avião de combate por três companheiros. É tão difícil o seu resgate que é preciso puxá-lo. Segundo registros, George Miller tinha sido designado para voar nesse avião, mas, por um motivo qualquer, outro fotógrafo foi em seu lugar e acabou sendo morto. A segunda fotografia mostra uma cena de Hiroshima após o ataque nuclear.

Miller morreu em 22 de maio de 2013, aos 94 anos de idade, deixando esposa e quatro filhos.

Fontes de pesquisa:
http://www.guardian.co.uk/global/2013/may/31/wayne-miller

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Michelangelo – A VIDA AMOROSA DO GÊNIO

Autoria de Lu Dias Carvalhopietá

Diga-me, Amor, por favor,/ se que é meus olhos veem realmente a beleza pela qual suspiro/ ou se a tenho em meu interior,/ e olhe para onde olhe/ vejo ali seu rosto esculpido. (Michelangelo)

Assim como na pena e na tinta/ estão o estilo elevado, o baixo e o medíocre/ e nos mármores a imagem rica e a vulgar/ segundo o que o nosso engenho saiba tirar;/

Assim também, meu amado senhor, em vosso peito/ talvez haja tanta humildade quanto orgulho;/ mas o que é apropriado e semelhante a mim/ extraio, como posso mostrar em meu rosto. (De Michelangelo para Tommaso)

O mal que evito, o bem que me prometo,/ esconde-se em ti, mulher encantadora,/ altiva e celestial; mesmo que morra,/ não chega minha arte ao desejado efeito.

Não é culpado o Amor, nem tua beleza/ ou dureza, ou fortuna, ou grande desdém,/ de meu mal, de minha sorte ou meu destino. (De Michelangelo para Vittoria Colonna)

O genial artista Michelangelo não se casou, mas teve uma grande paixão pelo jovem Tommaso Cavalieri, que passou a fazer parte de sua vida, e a quem ensinou a desenhar. Tommaso era um belo e nobre romano que, além de ter um espírito culto, nutria um grande amor pelas artes. A íntima amizade entre os dois durou cerca de 30 anos, tendo o nobre ficado ao lado do pintor quando esse morreu.

Michelangelo dedicava horas de seu tempo ensinando Tommaso a desenhar. Deu-lhe de presente um grupo de desenhos notáveis, de caráter mitológico e alegórico, cujo tema versava sobre a paixão amorosa. Também compôs para Tommaso várias poesias, usando o mesmo tema.

O grande artista também travou uma profunda amizade com Vittoria Collona, figura de grande importância política e cultural, pertencente a uma ilustre família, reconhecida como um dos grandes nomes da poesia italiana no século 16. Havia entre eles grande admiração e afinidade espiritual, que perdurou até a morte de Vittoria.

Vittoria Collona era a marquesa de Pescara, que ficara viúva de Francisco Fernando de Avalos, quando tinha 46 anos. Tinha um temperamento forte e era muito culta, sendo sua presença muito prazerosa nos grandes círculos intelectuais da época. Em seu palácio, ela recebia artistas, literatos e religiosos, discordantes dos caminhos que tomavam a fé cristã. O grupo buscava resposta à margem do poder dominante da Igreja. E foi ali que Michelangelo encontrou pessoas que pensavam como ele, as respostas que tanto buscara em sua vida.

Entre as cartas mais calorosas e os sonetos mais afervorados estão os dedicados a Vittoria, que sempre levou os arroubos do artista no nível da amizade. Sobre ele, ela escreveu: “amizade estável, e ligado com nudez cristã, esse afeto mais do que seguro.”. Quando Vittoria faleceu, Michelangelo ficou pesaroso e depressivo. Ele disse sobre ela: “Gostava de mim em elevado grau, e eu não menos a ela. A morte me arrancou uma grande amiga.”.

Michelangelo e Vittoria, além de nutrirem grande interesse pela poesia, traziam grandes questionamentos espirituais e religiosos. De modo que, segundo alguns, ele passou por uma profunda alteração em seu temperamento, tornando-se mais pessimista e  julgando-se indigno do amor de Deus, após sua intensa amizade com a poetisa.

Nota: Aurora (detalhe do túmulo de Lorenzo de Medici)
Data: c. 1524 – 1527
Material: mármore
Comprimento: 2,06 m

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Renascimento/ Taschen

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A Rev. dos Bichos (1) – GEORGE ORWELL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Houve um tempo em que os bichos não apenas falavam, como refletiam acerca da vida que levavam, e também se revoltavam contra os maus-tratos que lhes impingiam os humanos, pois, tudo que é vivo sente dor e aflição. Portanto, não foi à toa que os animais da Granja do Solar, pertencente ao Sr. Jones, num dia em que o dono bebera mais do que poderiam suportar seus sentidos, a ponto de se esquecer de fechar as vigias dos galpões da granja, iniciaram uma revolta, conhecida em todo o mundo como “A Revolução dos Bichos”.

Quem me contou este caso foi o escritor britânico George Orwell (1903-1950), que embora tendo permanecido neste planeta por apenas 47 anos, viu mais coisas do que pode imaginar a nossa vã filosofia. Como seu coração estivesse sempre aberto à tentativa de compreender o mundo, e também se revoltasse contra as injustiças sociais, abominando qualquer forma de totalitarismo, nem mesmo a vida dos bichos passou-lhe despercebida. Mas não posso repassar o que me narrou o escritor, sem que antes fale aos meus amados leitores sobre sua breve vida em anos, mas eterna nas ideias que deixou para o mundo.

Na verdade, meu amigo nasceu na Índia britânica, onde seu pai trabalhava como um graduado funcionário do governo britânico. Recebeu o nome de Eric Arthur Blair, mas, ainda jovem, adotou o pseudônimo de George Orwell, rompendo com o seu passado burguês, depois de ocupar um posto na Polícia Imperial Indiana e se encher de horror com o tratamento dado pelo colonialismo inglês a seus súditos, fazendo uso de métodos brutais. Deixou seu posto com o objetivo de se tornar escritor. E o foi, e tão bom que chegou a ser considerado o melhor cronista da cultura inglesa do século XX. Também escreveu resenhas, ficção, artigos jornalísticos, crítica literária e poesia.

Embora tenha recebido uma educação aristocrática, George Orwell revoltou-se contra o intelectualismo, contestando e lutando contra a artificialidade que os intelectuais da época carregavam. Visitava as favelas de Londres e, por certo tempo, vestiu-se como um mendigo, vivendo entre eles, para depois registrar suas experiências de vida na pobreza em um de seus ensaios. Morou também em Paris, onde trabalhou como operário nas mais diferentes funções. Ao voltar para Londres, tornou-se professor numa escola primária, ocasião em que começou a escrever seus livros, denunciando as condições de miséria vividas pelos trabalhadores no norte da Inglaterra.

George Orwell lutou na guerra civil espanhola, ao lado dos anarquistas socialistas, voltando à Inglaterra após ficar ferido. Desencantou-se com a rigidez dos partidos comunistas que se guiavam pela linha soviética, o que fez com que se voltasse para um tipo de socialismo independente, priorizando seu apoio às massas trabalhadoras. Orwell morreu aos 46 anos, em Londres, onde trabalhava como professor, numa escola primária, vitimado pela tuberculose.

Principais obras do escritor:
A Revolução dos Bichos
1984
Lutando na Espanha

Nota
Como fiz com o livro Na Pele de um Dalit, do escritor francês Marc Boulet, trabalharei agora com este livro fantástico de George Orwell que, embora dirigida ao público infantojuvenil, deve ser  conhecida por todos, em razão da profundidade da obra que relata, em forma de fábula, a volubilidade da conduta humana. Embora A Revolução dos Bichos trate de uma crítica à revolução comunista, pode ser vista hoje como uma crítica à condição dos trabalhadores vitimados pelo capitalismo selvagem, ou a qualquer outro tipo de governo em que o homem torna-se cego pelo poder e pisoteia sua gente.

(*) Imagem copiada de www.feirahippie.com

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Michelangelo Buonarroti – O ARTISTA DIVINO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A ideia deste homem extraordinário era compor em função do corpo humano e de suas proporções perfeitas, na diversidade prodigiosa de suas atitudes e na totalidade de paixões e exaltações da alma. (Giorgio Vasari)

A um gênio dessa magnitude, se contrapunha um caráter tão rude e selvagem, a ponto de conformar sua vida doméstica a uma incrível mesquinhez, privando as gerações futuras de discípulos que dessem continuidade à sua arte. De fato, rogado até pelos príncipes, nunca serviu de mestre ou, ao menos, aceitou alguém em seu ateliê como espectador ou observador. (Paolo Giovio)

Quando avaliamos cabalmente o que fazemos nesta vida, vemos que cada um, sem saber, pinta o mundo criando novas formas por sua maneira de vestir, por seus edifícios e suas casas, lavrando os campos e prados em linhas e figuras. (Michelangelo)

 A arte italiana teve o seu período de apogeu no início do século XVI, período conhecido como il Cinquencento (os anos quinhentos), época de Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti, Rafael Sanzio, Ticiano, Corregio, Giorgione, entre outros.

Foi na oficina do mestre Ghirlandio que Michelangelo aprendeu os recursos técnicos de sua profissão, adquirindo um grande conhecimento sobre a técnica de pintura em afrescos e um sólido domínio do desenho. Além disso, era ávido por conhecer o trabalho dos grandes mestres do passado, tais como Giotto, Masaccio e Donatello. Também buscou desvendar os segredos dos escultores antigos, exímios na arte de representar o corpo humano em movimento, incluindo a habilidade na representação de músculos e tendões.

Michelangelo não se limitava apenas a conhecer a anatomia humana através de estudos de terceiros, indo fundo nos seus estudos, através da dissecação de cadáveres, de modo que a figura humana passou a não ter nenhum mistério para ele, que era capaz de dominar qualquer postura ou movimento. Assim, tornou-se, ainda muito jovem, dono de grande habilidade e de vastos conhecimentos, sendo admirado por seu trabalho e reconhecido como um dos mais brilhantes artistas, igualando-se, de certo modo, ao genial Leonardo.

Ao contrário de vários pintores, Michelangelo não era chegado aos retratos, que tanto encantavam os nobres e rendiam um bom dinheiro. Só os fazia de acordo com sua vontade, e em se tratando de pessoas a quem estivesse ligado por laços afetivos, como no caso do jovem Andrea Quaratesi. Sempre dizia que “um retrato deve ser feito por amor e não por obrigação”. Não aceitava botar rostos reais em suas personagens, como era comum na época. Sua pintura também era totalmente voltada para a representação da figura humana, sem espaço para a paisagem. Ao dissecar cadáveres, fazia desenhos detalhados e anotava suas observações num caderno, penetrando no âmago do corpo humano, decifrando a mecânica de suas expressões e de seus movimentos, tudo em busca da perfeição e da beleza.

Quando esteve entre os protegidos de Lourenço, o Magnífico, Michelangelo ficou conhecendo o grande filólogo do Renascimento, Agnolo Poliziano, e tal contato levou-o a se interessar pela literatura. Também travou contato com Vittoria Collona, figura de grande importância política e cultural, pertencente a uma ilustre família, reconhecida como um dos grandes nomes da poesia italiana no século 16. Michelangelo e Vittoria, além de nutrirem grande interesse pela poesia, traziam grandes questionamentos espirituais e religiosos.

Em razão das obras magistrais de Michelangelo, o papa Paulo III  nomeou-o arquiteto, pintor e escultor do Vaticano, ganhando um salário de anual de 600 escudos de ouro. Michelangelo buscava a colaboração de outros artistas apenas quando se via apertado com prazos de entrega, mas só no plano operacional, ou seja, na execução de suas obras, jamais dividindo a criação dessas. Ele nunca aceitou ter alunos aprendizes. Sua paixão sempre foi a escultura. E uma de suas frustrações foi não ter podido dedicar-se a ela integralmente, como no caso do gigantesco mausoléu do papa Júlio II, tendo que paralisar a obra para executar a decoração da Capela Sistina.

Extremamente dedicado à sua arte, à medida que envelhecia, Michelangelo aproximava-se cada vez mais da perfeição, expressando apaixonadamente toda a dor e ternura que habitavam em sua alma. Mesmo durante os últimos anos de sua vida, quando já se encontrava muito doente, ele continuou a fazer aquilo que mais amava: esculpir. Seu último trabalho foi a Pietà Rodanni que ficou inacabada.

Michelangelo, 23 anos mais novo de que Leonardo, foi o segundo florentino a contribuir para que a arte italiana se tornasse extremamente rica e famosa em todo o mundo. Com suas obras magistrais, criou um novo patamar para as artes e os artistas. Ele se inspirou  na escultura clássica e na filosofia humanista, colocando o homem no centro do universo. Sempre se preocupou em conhecer a anatomia do corpo humano de modo a reconstituir seus movimentos com realismo. Ao buscar uma plasticidade plena e livre no espaço, o artista mudou a sua maneira de esculpir, trocando a broca pelo gradim, e dando preferência à escultura tridimensional às estátuas-relevo. Criou novas maneiras de expressão para a pintura e figuras com uma tridimensionalidade até então desconhecida.

Toda a obra do genial Michelangelo tem sido uma fonte inesgotável de inspiração para os artistas de todo o mundo. Sem falar que o artista convencionou uma nova maneira de retratar o nu masculino tanto na pintura como na escultura.

Nota: Retrato de Michelangelo feito por Sebastiano del Piombo, c. 1520 -1525 (foto maior) / O restauro da Capela Paulina, na Cidade do Vaticano, permitiu descobrir um autorretrato de Michelangelo, incluso no seu afresco ‘A Crucificação de São Pedro’ (foto menor).

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Renascimento/ Taschen
Tudo sobre Arte/ Sextante
1000 Obras da Pintura Europeia/ Könemann
Os Pintores mais Influentes/ Girassol
Arte em Detalhes/ Publifolha
Góticos e Renascentistas/ Abril Cultural

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A SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Por definição, a Síndrome da Fadiga Crônica (SFC) pode ser conceituada como uma falta de energia ou um cansaço generalizado, que não está relacionada com alguma doença clinicamente detectável. É um problema mais comum entre as mulheres, podendo ocorrer em qualquer idade e pode durar de seis meses até um ano. Cerca de 50% dos casos tem alguma ligação com o estado psíquico, ou seja, é mais prevalente em pessoas estressadas, ansiosas e com depressão (atentem para este fato). Não é uma doença psiquiátrica. A SFC pode ter a entidade psiquiátrica como consequência e, não, como causa.

O diagnóstico é muitas vezes difícil para o médico, pois se trata de uma condição sindrômica, de causa ainda desconhecida, onde se deve inicialmente excluir todas as doenças que podem ter a “fadiga” ou um “grande cansaço”, sem causa aparente, como queixas principais.

Portanto, a SFC é um diagnóstico de exclusão, ou seja, após descartar outras doenças, podemos considerar a patologia em questão. Para tanto, é necessário uma boa anamnese (histórico dos antecedentes de uma doença – doenças anteriores, caracteres hereditários, condições de vida, etc), exame físico e a solicitação correta dos exames complementares para o correto diagnóstico.

Diagnóstico
É muito comum observarmos pessoas que fazem uma verdadeira via-crúcis por consultórios e hospitais, pois, a síndrome pode ser confundida com diversas outras doenças como: anemia, hipotireoidismo, doenças neurológicas, fibromialgia, depressão e outros distúrbios psiquiátricos. Como é uma condição ligada, em metade dos casos, a fatores de estresse emocional, uma forma de ajudar é na dosagem de hormônios que nos auxiliem para ver como está a condição metabólica da pessoa, que é o caso de dosar o cortisol e o DHEA no sangue. Estes dois hormônios são “marcadores” do estresse da pessoa.

Tratamento
O tratamento deve ser feito de forma individualizada, pois não há uma “receita de bolo” pronta para todos. O médico criterioso irá observar vários aspectos da vida da pessoa, como as relações familiares, com a esposa e filhos, desempenho na vida escolar e/ou profissional, hábitos alimentares e de vida social, entre outros.

Pessoas com quadros de depressão associada devem ser adequadamente tratadas. A simples alteração em hábitos alimentares, uma adequada higiene do sono associada à atividades físicas já é meio caminho percorrido. O uso de adaptógenos, que são substâncias fitoterápicas, poderá ser de grande utilidade, levando a uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

Enfim, o importante é levar o paciente e suas queixas a sério, pois o impacto social e profissional pode ser determinante para essa pessoa, que muitas vezes é confundida como “preguiçosa” que não quer trabalhar estudar ou produzir. De posse do diagnóstico, o médico deve atuar como verdadeiro advogado dessas pessoas, para que não ocorram injustiças.

(*) Imagem copiada de www.feliznamedidacerta.com

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