AS OPORTUNISTAS DOENÇAS INVERNAIS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

gripe (*)

Doenças de inverno

O inverno ainda nem começou e a temporada de resfriados, gripes e outras doenças comuns à estação mais fria do ano, como rinite, sinusite, faringite, laringite e bronquite já têm afetado muitos adultos e crianças. A associação de tempo frio e seco com poluição tem causado problemas respiratórios mesmo antes da entrada da nova estação. No frio, as internações causadas pelas doenças respiratórias aumentam de 30% a 50%. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que as doenças respiratórias ocupam o terceiro lugar entre as causas de morte no mundo.

Os principais sintomas que identificam as doenças respiratórias são febre, dores no corpo e tosse. Além desse diagnóstico, quadros virais podem atingir a circulação sanguínea, chegar ao intestino e desencadear uma diarreia infecciosa viral, também muito frequente nesta época do ano. Nos dias frios, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, por isso, a proliferação de doenças virais se tornam mais frequentes. É quando a temperatura fica mais baixa que diversas doenças passam a atormentar o organismo. O sistema respiratório é o principal alvo de vírus e bactérias, que aproveitam os locais fechados e cheios de gente para se espalhar.

Entre os hábitos que mudam dos dias quentes para os dias frios, o baixo consumo de líquido ao longo do dia é um deles. Diferentemente do verão, quando as pessoas sentem sede por transpirarem mais, no inverno, a hidratação ocorre com menor frequência. Mas saibam que o organismo necessita da mesma quantidade de água para controlar, por exemplo, a respiração. Além disso, o corpo hidratado mantém as mucosas úmidas e auxilia na barreira criada contra os micro-organismos que causam males típicos do período.

O inverno também é responsável por espantar as pessoas das academias. Uma mudança de hábito nada saudável. Nos dias mais frios do ano, realizar exercícios físicos, como nadar, correr e caminhar são essenciais para aumentar a capacidade respiratória, manter a “saúde respiratória”. A atividade física sob orientação de profissional especializado é indicada para todos, mas especialmente para quem tem doenças pulmonares, como asma, bronquite e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Vejam a seguir medidas preventivas para evitar esses males indesejados:

  • Evite ambientes fechados e/ou com muitas pessoas (em aglomeração); se isso não for possível, abra portas e janelas para ventilá-los.
  • Previna-se: tomar vacinas contra a gripe e a pneumonia evitam complicações.
  • Mantenha o ambiente limpo e arejado.
  • Beba bastante líquido.
  • Consuma alimentos ricos em vitamina C, como limão, laranja e acerola.
  • Lave as mãos com frequência.
  • Evite o hábito do tabagismo.

E, por último, não se automedique. As gripes e os resfriados são enfermidades autolimitadas, ou seja, melhoram sozinhas. Tenho visto, mesmo com as restrições impostas, que há pacientes usando antibióticos por conta própria, em doenças sabidamente virais. Além de não produzir efeito algum, podem causar resistência ao medicamento ou mesmo mascarar sintomas de doenças mais severas. Pensem nisso!

(*) Imagem copiada de eduardoschaffer.blogspot.com

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Vermeer – VISTA DE DELFT

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Vista de Delft e A Viela (ou Rua de Delft) são as duas únicas pinturas do gênero de paisagem conhecidas, feitas pelo pintor holandês Jan Vermeer, sendo esta considerada a mais fenomenal das paisagens urbanas na história da pintura europeia. O pintor holandês  preferia as cenas domésticas com poucas personagens, geralmente mulheres simples, de modo que esta é a única grande paisagem pintada pelo artista. Trata-se de uma vista da cidade de Delft topograficamente exata, sendo que o canal divide a composição em duas partes. De um lado está Nieuwe Kerk, sob densas nuvens. Torres octogonais despontam em direção à dupla ponte levadiça, que leva até aos estaleiros. Do outro lado, um grupo de pessoas parece conversar animadamente. O rio, por sua vez, flui calma e imperceptivelmente.

A cidade de Delft é vista do sul, majestosamente iluminada pelo sol da tarde. Parece silenciosa, bem-sucedida e calma. Há nela uma grande quantidade de pormenores, coisa não muito comum ao trabalho do artista. Embora a paisagem nos passe uma sensação de calma e monotonia, vemos acima das nuvens brancas, pesadas nuvens de chuva. O horizonte não se encontra visível, o que dimensiona a distância e o tamanho do céu sobre a cidade, que também espelha na água suas torres, telhados, igrejas e casas, com toda a sensação atmosférica da genuína paisagem holandesa.

Em 1696, aproximadamente 20 anos após a morte do pintor, esta composição foi leiloada, obtendo um bom preço. A partir daí, tanto o quadro quanto o artista foram esquecidos. Mesmo no século seguinte, o nome de Vermeer só foi lembrado pelos historiadores de arte, como um dos discípulos e imitadores dos pintores Gabriel Metsu e Pieter de Hooch. Mas em 1828, A Vista de Delft reapareceu, sendo comprada pelo governo holandês e doada ao Mauritshuis. E ali ficou em silêncio. Porém, trinta anos depois, Vermeer e sua composição foram “descobertos” pelo  famoso crítico francês Théophile Thoré, que se apaixonou pela obra do artista, catapultando-o para um lugar de honra entre os mestres da Idade de Ouro holandesa.

O quadro  A Vista de Delft foi restaurado em 1994, quando se descobriu que o pintor usou na sua obra grandes massas de chumbo branco, misturado com areia, para fazer a base primária da composição, dando à superfície uma estrutura de relevo.

O escritor Marcel Proust foi outro apaixonado por esta composição de Vermeer. Tanto é que faz menção à pintura em uma das passagens de sua obra mais conhecida, Em Busca do Tempo Perdido,que foi publicada em sete partes entre 1913 e 1927.

 Ficha técnica:
Ano: 1660/1661
Dimensões: 96,5 x 115,7 cm
Material: óleo sobre tela
Localização: Maurithuis, Haia, Holanda

Fontes de pesquisa:
1000 obras-primas…/ Editora Könnemann
A história da arte/ E.H. Gombrich
Eu fui Vermeer/ Frank Wynne

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A EXUBERANTE ARARA-VERMELHA

Autoria de Lu Dias Carvalho

Araras   Arara

A arara-vermelha (Ara chloropterus) é também conhecida com o nome de arara-verde e arara-vermelha-grande. Situa-se entre as aves de grande porte, com até 90 centímetros de comprimento e chega a pesar 1,5 quilogramas. Trata-se de uma ave que possui uma cauda longa, bico muito forte, cores viçosas e que se alimenta com frutos, sementes, folhas, insetos, néctar e pequenos vertebrados. Além disso, também costuma se alimentar de barro. A explicação mais comum para tal excentricidade é a de que se trata de um hábito que tem por finalidade neutralizar as toxinas ingeridas ao comer frutas verdes.

Essa ave é muitas vezes confundida com outra da mesma família, a aracanga (Ara macao), que também é conhecida como araracanga, ararapiranga, arara-vermelha-pequena, arara-macau ou macau. Embora ambas sejam de coloração vermelha, o vermelho da arara-vermelha é mais escuro. E enquanto ela tem penas verdes no lugar das amarelas, o motivo de também ser chamada de arara-verde, a aracanga tem penas amarelas e não possui uma fina fileira de penas vermelhas na pele facial branca, observadas na arara-vermelha (observem as imagens acima).

As asas da arara-vermelha são azuis com uma faixa verde e a plumagem vermelha se destaca na região da cabeça, pescoço e cauda. Seu bico é encurvado, com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior. Esta forma de bico é uma adaptação à alimentação que é à base de sementes e frutos em geral.  Os machos possuem o bico mais comprido e estreito. Embora traga a cor vermelha no nome, e essa seja a sua cor característica, a arara-vermelha também possui outras cores, o que a torna bem colorida e exótica. O fato de possuir uma cauda bastante longa, muitas vezes superior a um metro, obriga-a a viver em lugares altos. É comum o fato de o ninho conter somente o seu corpo, ficando a cauda para fora, o que denuncia a sua presença.

A arara-vermelha é chegada a uma algazarra, sendo que seu grasnido é alto e penetrante, podendo ser ouvido através de uma longa distância.  Tem a capacidade de fazer grandes voos, mas prefere subir em galhos e fazer acrobatismo. O formato dos pés e do bico, que tem a forma de um gancho, ajuda-a a se locomover com muita facilidade entre os galhos das árvores, e lhe garantem segurança para o seu exibicionismo. Além de ser de fácil convívio, a danadinha ainda adora imitar a voz das pessoas e dos animais, podendo dominar um grande número de palavras.  Assim como na espécie humana, a fêmea normalmente é menor do que o macho. Gosta de viver em bando ou em pares e tem predileção pelas árvores de copas altas. Chega a dividir ninhos com a ararinha-azul. Vive em média 60 anos.

A maturidade sexual da arara-vermelha acontece a partir dos 3 anos de idade. Seu ninho é construído nos buracos encontrados em paredes rochosas e também nos ocos de árvores, na falta dos primeiros. A responsabilidade por cobrir os ovos, cerca de dois a quatro, e aquecê-los com o corpo para a incubação, é da fêmea, período que dura cerca de 29 dias. Ao macho cabe a tarefa de alimentar a mãe e seus filhotes. Ele traz o alimento em seu papo e regurgita ao chegar ao ninho. Além de ser um ótimo companheiro, é fidelíssimo e mantém a ligação com a amada por toda a vida. A arara-vermelha é, portanto, monogâmica, característica da família dos psitacídeos.  O casal é muito cuidadoso com sua prole, protegendo-a dos inimigos naturais tais como tucanos, macacos, cobras, etc. Para isso, aprofunda os buracos que faz em troncos ocos ou em paredões rochosos. Zeloso, não procria até que os filhotes deixem o ninho.

Os filhotes, ao nascerem, não possuem penas. Essas só aparecerão após a quarta semana. Eles só ficam totalmente emplumados por volta da décima semana. Os pequeninos ficam no aconchego do ninho por um período de 3 a 4 meses, sendo alimentados pelos pais com uma papa vegetal, pré-digerida e posteriormente regurgitada. Após esse período, deixam o ninho com a aparência de uma ave adulta. Os carinhosos genitores ainda os alimentam por mais algum tempo, até estarem prontos para encontrar o próprio alimento. Mesmo assim, ainda ficam debaixo das asas dos pais por mais de dois anos.

A arara-vermelha ainda não é tida como uma espécie ameaçada, embora já tenha sido extinta no Espírito Santo, Paraná, parte da Bahia e norte do Rio de Janeiro. No Brasil, encontra-se, principalmente, na Amazônia e também nos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Fora de nosso país, está presente em quase todos os outros países da América do Sul, assim como no Panamá, na América Central. Seu habitat natural são as matas de beira de rios em florestas tropicais, cordilheiras e campos com árvores altas e isoladas. Trata-se de uma espécie bastante comercializada, sendo suas penas coletadas pelos indígenas para a confecção de artesanatos. É muito visada pelo tráfico ilegal de animais, sendo vendida no Brasil e para países estrangeiros como bicho de estimação. Vem sendo estudada pela equipe do Projeto Arara Azul por dividir ninhos com a espécie.

Curiosidades sobre a arara-vermelha: (http://www.flickr.com)

  • adora tomar banho de chuva;
  • rói madeira, arrancando cascas de árvores para exercitar a musculatura da mandíbula;
  • é capaz de articular sons imitando palavras humanas ou vozes de outros animais;
  • possui fôlego curto, não cruza longas distâncias, não voa muito, mas está apta a mover-se entre os ramos das árvores, graças ao formato do bico e de suas patas: a posição dos dedos e o bico curvo e rígido que se articula para cima, enquanto o bico inferior articula-se para frente, para trás e para os lados;
  • a terceira pata dos papagaios e araras é uma das mais engenhosas maravilhas adaptativas da natureza. Nas araras, formam poderosas pinças, pois são reforçadas com músculos possantes bem fixados no crânio, sendo que a maxila está ligada ao crânio por uma espécie de dobradiça tendinosa, formando uma alavanca capaz de quebrar as mais resistentes cascas, invólucros de sementes;
  • possui uma grossa língua musculosa e rugosa, coberta por uma epiderme córnea que a protege das ásperas sementes. No caso das araras, é usada para segurar o alimento, enquanto precisam descascar o fruto, apertando-a contra os maxilares;
  • o bico é robusto, em forma de gancho e, dos quatro dedos, dois dirigem-se para frente e dois para trás (pé zigodáctilo);
  • manipula o alimento com o pé. Ao partir em busca de frutas, sementes ou brotos que constituem sua alimentação, emite gritos estridentes, com grande alarido;
  • quando muito faminto, o bando chega a devastar plantações inteiras;
  • como ornamento do primeiro mapa do Brasil, datado do ano de 1502, consta uma arara.

Fontes de pesquisa:
http://www.wikiaves.com.br/arara-vermelha-grande
Projeto Arara-azul
Terra da Gente
O Eco Fauna e Flora

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Vermeer – MULHER DE AZUL LENDO UMA CARTA

Autoria de Lu Dias Carvalhogoyan1

Descobrimos, graças aos exames científicos, que em todas as áreas azuis Vermeer usou uma base verde-acobreada, rara na pintura do século 17, porque demora a secar. É devido a ela que o azul se revela tão luminoso e profundo. (Ige Verslype, restauradora)

Mais uma vez o pintor Jan Vermeer mostra a sua genialidade. Dentre as suas poucas obras sobreviventes, cerca de 35, embora haja suposições de que ele tenha produzido mais ou menos 60 obras, está a Mulher de Azul Lendo uma Carta, também conhecida por Senhora Lendo uma Carta, que, depois de A Leiteira, é uma das telas mais importantes e mais buscadas do Museu Rijkmuseum, de Amsterdã.

Em 2010, esta pintura passou por uma restauração, que trouxe de volta a beleza de suas cores originais, antes de dar um giro pelo mundo. É possível encontrar o perfeccionismo dos detalhes, qualidade de Vermeer, nos pequenos pregos vistos na lateral da cadeira.

A mulher, aparentemente grávida, encontra-se em meio à mobília, de pé e com a cabeça baixa, direcionada para a carta que segura nas mãos. Pela luz refletida, percebe-se que se trata da parte da manhã. Ela parece tensa na leitura, ansiosa pelo conteúdo da missiva. Usa uma espécie de camisão azul ultramarino, pigmento feito de uma rocha de nome lápis-lazúli. Um grande mapa da Holanda toma parte da parede à sua direita.

Vermeer usava em suas telas pigmentos de boa qualidade, o que conferia às suas obras uma identidade especial, como se seus personagens tivessem vida própria e uma leveza, que dá ao observador a impressão de que eles se encontram flutuando na tela. É possível que a modelo seja a própria esposa do pintor, que à época encontrava-se grávida. E embora se trate de um tema doméstico, Vermeer transformou-o numa imagem inesquecível.

Técnica
Ano: c. 1662-1663
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 46,5 x 39 cm
Localização: Rijksmuseum Amsterdam, Holanda

Fontes de pesquisa
Jan Vermeer/ Editora Taschen
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Vermeer – MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A modelo delicada com seu olhar direto e os lábios entreabertos é a obra mais famosa do pintor holandês Jan Vermeer, sendo considerada como a “Mona Lisa” da arte holandesa (ou a Mona Lisa do Norte). Infelizmente nada se conhece sobre a história de tão esplêndida composição que apareceu pela primeira vez em 1881, num leilão em Haia, Holanda e transformou-se  na principal atração do Museu Mauritshuis, na cidade onde foi leiloada.

Ao olhar tão delicada composição, o observador é imediatamente cativado pela misteriosa moça com o seu turbante exótico. O tom de sua pele clara e pura é salientado pelo brilho de seu brinco de pérola. Os historiadores de arte sabem que jamais saberão com certeza quem foi a garota que inspirou o artista, servindo-lhe de modelo, embora muitos críticos de arte acreditem ser a primeira filha do pintor, Maria, que à época teria cerca de 12 a 13 anos de idade. Ela é parecida com a mesma modelo de  “A Arte da Pintura”, já estudada aqui no blogue.

É interessante saber que o turbante que Vermeer usa em sua modelo não encontra similar na pintura europeia, pois no século 17 uma garota holandesa dificilmente seria vista usando um turbante. Por isso, os estudiosos no assunto creem que o pintor encontrou sua inspiração na pintura de Michael Sweerts, denominada “Menino em um Turbante”, pintada cerca de dez anos antes de Moça com Brinco de Pérola.

Vermeer pintou a parte azul do turbante da moça com ultramarino natural, pigmento mais valioso do que o ouro à época, feito de lápis-lazúli esmagado que os contemporâneos do pintor dificilmente usavam em razão de seu preço exorbitante. Mesmo na época em que sua situação econômica era extremamente precária, Vermeer continuou fazendo uso de tal pigmento em suas pinturas, resultando num azul inigualável.

O brinco que tanto chama a atenção do observador parece uma pérola branca. Foi feito com uma mancha branca espessa de empasto, sobre a qual incidem os mesmos raios de luz que iluminam o rosto, o turbante e o colarinho branco da moça. Sua forma ovoide repassa a sensação de peso e volume, o que não aconteceria se ele fosse redondo. O fundo preto da composição não mais possui a sua cor originária. Uma análise feita na obra revelou que poderia ter sido um verde brilhante forte e profundo, destacando ainda mais a beleza da figura. A cor preta aumenta a sensação de tridimensionalidade da moça.

A modelo veste uma roupa branca por baixo, cuja gola sobressai. Por cima usa uma peça rústica de cor ocre amarela que se parece com uma capa ou uma outra peça de roupa folgada, de corte rústico, feita de tecido. Não é possível ao observador ignorar os belos olhos da modelo. Eles o acompanham onde quer que se encontre. Confira!

A pintura Moça com Brinco de Pérola foi completamente restaurada em 1994, quando deixou à vista o fantástico efeito tridimensional da figura, sua cor brilhante e detalhes dos tons da pele até então escondidos, mostrando como foram originalmente pintados. Pode-se ver, a partir de então, um diminuto lampejo de luz no canto esquerdo da boca da modelo.  Contudo, não foi possível descobrir os métodos empregados pelo artista em suas pinceladas, pois se temia que, ao aprofundar no estudo, a obra fosse danificada. Nos dias de hoje, a tecnologia permite compilar os dados e posteriormente fazer uma recriação virtual da obra.

Tomando esta obra como inspiração, o diretor britânico Petter Weber lançou em 2004,  o filme “Moça com Brinco de Pérola” que mistura drama, romance e biografia, contudo, é bom se saiba que pouco se sabe sobre a vida de Jan Vermeer e sua obra (ver biografia do pintor aqui no site). O filme em questão concorreu ao Oscar de arte nos quesitos fotografia e figurino e é uma boa pedida para quem admira esta fantástica pintura.

Sinopse do filme
Em pleno século XVII vive Griet (Scarlett Johansson), uma jovem camponesa holandesa. Devido a dificuldades financeiras, Griet é obrigada a trabalhar na casa de Johannes Vermeer (Colin Firth), um renomado pintor de sua época. Aos poucos Johannes começa a prestar atenção na jovem de apenas 17 anos, fazendo dela sua musa inspiradora para um de seus mais famosos trabalhos: a tela “Girl with a Pearl Earring”.

Ficha Técnica
Ano – 1665
Título: Moça com Brinco de Pérola
Artista: Jan Vermeer
Dimensões – 46,5 x 40 cm
Técnica – óleo sobre tela
Localização – Mauritshuis, Haia

Fonte de pesquisa:
1000 obras-primas da pintura europeia/Könemann
http://www.essentialvermeer.com/catalogue/girl_with_a_pearl_earring.html

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BOA ALIMENTAÇÃO PREVINE CONTRA O CÂNCER

Autoria do Dr. Telmo Diniz

 SUCO (*)

ALIMENTAÇÃO ANTICÂNCER

No Brasil, a incidência de câncer se torna mais evidente à medida que ocorre o envelhecimento da população. Atualmente, o câncer representa a segunda causa de morte no país. Na faixa etária acima de 40 anos, já é a principal causa de óbitos. A alimentação é considerada um fator de risco modificável. Portanto, mudanças na dieta podem diminuir o risco de desenvolver câncer e até mesmo ajudar a combatê-lo.

Já sabemos que alguns alimentos contribuem para o desenvolvimento do câncer, enquanto outros reduzem as chances da ocorrência desta doença. Em linhas gerais, os tumores se desenvolvem através de células defeituosas, conhecidas por neoplasias, e crescem pela formação de novos vasos sanguíneos, conhecidos pelo nome de angiogênese. A adoção de um padrão alimentar saudável que combata as células tumorais, que fortaleça o sistema imunológico e impeça a formação desses novos vasos que irrigam o tumor é nosso objetivo.

Uma dieta “anticâncer” poderá contribuir para a redução das chances de risco para diversos tipos de tumores, como os de cólon, de reto, de próstata, de mama, entre vários outros. Além disso, adotando uma dieta mais saudável, a pessoa ganhará, “de quebra”, proteção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que é a maior causa de mortalidade no mundo.

O alimento a seu favor

  • Utilize os alimentos listados a seu favor: chá verde; açafrão da terra (curcuma); cogumelos (shitake); frutas vermelhas – amora, morango, maçã, romã; temperos – hortelã, tomilho, manjericão, canela e alecrim; legumes crucíferos – couve, couve de bruxelas, brócolis, couve-flor; alho, cebola; soja.
  • Controle a ingestão de gorduras saturadas e evite as gorduras do tipo “trans” contidas em biscoitos e sorvetes.
  • Escolha as gorduras certas, ricas em ácidos graxos e ômega-3, encontradas no azeite de oliva extra virgem (o ômega 3 também pode ser encontrado nos peixes de águas salgadas e frias, como o atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão).
  • Aumente o consumo de fibras, consumindo mais alimentos integrais e reduzindo os alimentos processados (provenientes da farinha branca); aumente o consumo de frutas e de vegetais, incluindo no mínimo cinco porções ao dia.
  • Outros não menos importantes: gengibre; tomate cozido; uva, suco de uva ou vinho tinto; chocolate meio amargo (com 70% de cacau).
  • Sempre que for possível, dê preferência na compra de produtos sem agrotóxicos e orgânicos.

Ao longo do dia

  • Inicie o dia com um suco verde, que inclui laranja, couve, cenoura, gengibre, hortelã e maçã.
  • No meio da manhã, tome um chá verde ou um suco de romã.
  • No almoço, inclua no prato uma maior porção de vegetais e legumes, o mais variado possível, temperado com azeite de oliva extra virgem, alecrim e limão, associado a um carboidrato da sua escolha e uma carne magra, também se utilizando dos temperos anticâncer (não se esqueça do açafrão).
  • No decorrer da tarde, uma ou duas frutas, e termine a noite com um lanche mais leve, à sua escolha.

Alguns Benefícios do Suco Funcional

– Desintoxica o organismo
– Modula quadros de hipertensão arterial
– Auxilia no controle de peso
– Melhora a circulação sanguínea
– Ajuda nos casos de câncer
– Evita osteoporose
– Auxilia no controle de doenças cardiovasculares
– Melhora o funcionamento intestinal
– Melhora a contração muscular
– Evita a fadiga muscular
– Evita dores de cabeça
– Diminui a TPM

Receita do Suco Funcional
2 molhos de couve
2 molhos de hortelã
1 maçã
1/2 cenoura
2 cm de gengibre
2 laranjas (suco)

Modo de fazer:
Bata no liquidificador: a couve e a hortelã e coloque em formas de gelo. Ao preparar o suco, inclua a couve e a hortelã congeladas ( 2 a 3 cubos/pessoa). É mais prático e não perde os nutrientes.

(*) Imagem copiada de www.aldesul.com.br

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