CASAS DE L’ESTAQUE (Aula nº 97 C)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Tudo reduz – lugares e figuras e casas – a esquemas geométricos, a cubos. (Louis Vauxcelles)

Georges Braque, ao passar o verão de 1908 em L’Estaque, sul da França, criou uma série de paisagens com edifícios em estilo cubista analítico. Ao ver tais pinturas, o marchand Daniel-Henri Kahnweiler, surpreso com sua originalidade, aceitou promover seu trabalho e o de Pablo Picasso. Nesse mesmo ano organizou uma exposição em sua própria galeria. Ali se encontrava a obra intitulada Casas de L’Estaque que foi responsável por dar nome ao estilo cubista, quando o crítico francês de arte — Louis Vauxcelles — avaliou-a negativamente e usou o nome “cubismo” no artigo que escreveu na famosa revista Gil Blas, no qual criticava Braque por criar quadros que reduziam tudo a “contornos geométricos”.

O artista Georges Braque apresenta em sua obra uma distribuição de volumes regulares sobre a superfície da tela. Os motivos referentes a árvores e casas — ainda possíveis de serem identificados — são reduzidos a meros elementos da linguagem visual. O conjunto de edifícios é facilmente identificável. Sua posição no espaço é indicada por superposição e mudanças de escala, mas a realidade mais concordante ali presente é a que diz respeito à própria pintura.

A paisagem — primeira tentativa do pintor em produzir uma nova linguagem pictórica — é dominada pelos tons verdes, terra e cinza, mostrando uma forte influência do pintor francês Paul Cézanne, cujo estilo corresponde à fase chamada de “Cubismo de Cézanne”. As casas em forma de cubos amontoam-se umas sobre as outras, como se formassem um castelo. Entre elas surgem algumas árvores, sendo que um tronco tomba em diagonal para a esquerda. Toda a tela é tomada por tais elementos. Não se vê o horizonte e nem o céu. A sombra de cada elemento dá vida a seu volume, trazendo profundidade à composição.

Com esta pintura o artista põe fim à sua fase fauvista que durou cerca de dois anos. Viria daí um dos mais importantes movimentos da arte contemporânea, nascido da parceria entre Georges Braque e o espanhol Pablo Picasso que daria o passo inicial com “As Senhoritas de Avignon”. Da colaboração entre os dois pintores surgiriam as bases do Cubismo, estilo que levaria aos extremos os limites da abstração.

Ficha técnica
Ano: 1908
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 73 x 59,5 cm
Localização: Museu de Arte, Berna, Suíça

Fontes de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
http://www.unesco.org/artcollection/NavigationAction.do?idOeuvre

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O BOM CABRITO NÃO BERRA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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Segundo Reinaldo Pimenta em seu livro A Casa da Mãe Joana, o ditado popular o bom cabrito não berra surgiu em meio aos criminosos do estado do Rio de Janeiro, ganhando muita popularidade. Na linguagem dos prisioneiros, o verbo “berrar” possuía o mesmo significado de “delatar”, entregar o companheiro. Dito ainda muito usado nos dias de hoje, pois delatar, no mundo do crime, é assinar uma sentença de morte.

É sabido que entre aqueles que vivem à margem da lei, uma delação é considerada inaceitável. O alcaguete, segundo o código da bandidagem, não merece perdão, e seu castigo é a morte. Por isso, vemos o quanto é difícil um marginal entregar outro, quando preso. E se o faz, passa a temer por sua vida, tendo muitas vezes que se colocar sob proteção judicial que nem sempre consegue evitar o pior.

Na tentativa de convencer o bandido a falar, a justiça oferece-lhe a delação premiada. Benefício previsto em diversas leis brasileiras, tal delação é legal e tem como objetivo convencer o criminoso a contar a verdade, entregando seus companheiros numa investigação. O cúmplice, ao “berrar”, poderá ser beneficiado, dependendo do grau de seu delito, com:

  • a diminuição da pena de 1/3 a 2/3; ou
  • o cumprimento da pena em regime semiaberto; ou
  • a extinção da pena; ou
  • o perdão judicial.

A chamada delação premiada sofre críticas de alguns segmentos da sociedade que a julgam aética, pois instiga a traição – comportamento não aceitável para os padrões modernos – e para se safar muitas mentiras são repassadas como se verdadeiras fossem. Levando em contar o aspecto jurídico, tais segmentos criticam o fato de que uma pessoa que cometeu o mesmo crime e com idêntico grau de culpabilidade seja punida de maneira diferente, rompendo com o princípio da proporcionalidade da pena. Eu, pessoalmente, não concebo a ideia de que um criminoso possa ser premiado por delatar outro. Penso que seja uma maneira esdrúxula de se fazer justiça.

Fontes de pesquisa:
A Casa da Mãe Joana/ Reinaldo Pimenta
http://jus.com.br/revista/texto/3620/delacao-premiada

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Mestre Francês Anônimo – GABRIELLE D’ESTRÉES E…

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A composição denominada Gabrielle d’Estrees e uma de suas Irmãs no Banho é uma obra de um pintor desconhecido, pertencente à Escola de Fontainebleau que teve dois períodos dentro da história da arte francesa, nos séculos XVI e XVII, nos quais se encontram belíssimos trabalhos da arte renascentista na França. As pinturas maneiristas dessa escola mostravam um erotismo refinado, sendo apenas sugerido. A obra em estudo pertence aos últimos anos da Escola de Fontainebleau.

A pintura de retratos tinha muito destaque nos círculos da corte no século XVI, época em que esses eram dados de presente em inúmeras ocasiões, principalmente em casamentos. Na pintura intimista em destaque, as duas irmãs estão dentro de uma banheira, tomando banho juntas, temática muito usada à época. As duas moças apresentam-se seminuas em primeiro plano, mostrando-se apenas da cintura para cima. É provável que a composição também faça uma alusão à fertilidade de Gabrielle (à direita), amante do rei Henrique IV, de quem esperava um filho, mas tendo ela morrido durante o parto. As duas irmãs usam, como brincos, dois pingentes de pérola.

Uma suntuosa cortina de seda avermelhada, recolhida à esquerda e à direita, formando um arranjo suspenso acima da cabeça das duas mulheres, enquadra-as, fazendo sobressair seus corpos com aparência de marfim. Gabrielle, à direita, segura um anel na mão esquerda, provavelmente esse lhe foi oferecido pelo rei, como promessa de casamento. Sua irmã, tida como Giulia Estrées, à esquerda, toca delicadamente o mamilo de seu seio direito, possivelmente simbolizando o leite materno, enquanto fixa o observador.

As duas personagens trazem um dos braços apoiado na borda da banheira, forrada com um lençol de um branco azulado, usado para proteger o contato da pele com o utensílio de banho. É provável que a banheira esteja cheia de leite ou vinho, ambos usados para o rejuvenescimento à época, pois a corte evitava o uso de água, pois essa era responsável por transmitir doenças e “abrir os poros”, assim pensava.

Atrás das duas irmãs vê-se outra cortina de cor vinho, também recolhida de ambos os lados, mostrando ao fundo uma cena doméstica, ou seja, uma mulher costurando, junto a uma lareira com o fogo a crepitar, próxima a um móvel coberto com uma toalha verde. Acima dessa vê-se parte de um quadro, aparentemente mitológico. A levar em conta a gravidez de Gabrielle, a costureira estaria costurando as roupinhas do futuro bebê. Saiba o leitor que só é possível trabalhar com suposições, no que diz respeito à obra, podendo haver outras interpretações.

Ficha técnica
Ano: c. 1594
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 96 x 125 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://www.louvre.fr/oeuvre-notices/portrait-presume-de-gabrielle-d-estrees-et

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TRÊS MULHERES (Aula nº 97 B)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Não é a beleza da coisa que importa à pintura, mas sim os meios que se adota para recriar o objeto, mesmo que seja apenas um prego. A unha deve manter a sua dignidade como um objeto. Uma unha pintada deve ter a mesma importância que um rosto. (Léger)

Eu tinha quebrado o corpo humano, agora torno a recompô-lo, a reencontrar o rosto. Além do mais, sempre utilizei a figura humana. Ela se desenvolveu lentamente em direção a uma figuração menos realista, menos esquemática. (Léger)

A composição Três Mulheres, também conhecida como O Grande Desjejum, é uma obra-prima do pintor normando Fernand Léger. É, sem dúvida alguma, o trabalho  mais conhecido e famoso do  artista, tendo sido exibido pela primeira vez no Salão de Outono em 1921. O artista levou dois anos para concluir seu meticuloso trabalho que, através de uma refeição conjunta, mostra como era fácil viver tal experiência na modernidade.

A pintura de Léger apresenta três mulheres nuas, com detalhes ampliados de certas partes do corpo, participando de um desjejum. O artista aqui abre mão de sua experimentação no uso de cores, estilos, formas, espaço, etc., para criar uma obra universal ou clássica na história da arte, que é o nu feminino. É como se ele estivesse deixando para trás suas experiências mais ousadas, para retomar aquilo que é conhecido como “retorno à ordem”.

As três mulheres nuas, duas reclinadas e uma sentada de frente para o observador, bebem algo quente, possivelmente chá ou café, como indica a xícara na mão de uma delas, a que traz um livro no colo. Elas se encontram num ambiente muito bem decorado, aparentando ser um moderno apartamento.

As mulheres possuem formas arredondas, com destaque para os seios, nádegas e rótulas, e pele não suave, mas polida e firme. A cor da pele amarronzada de uma delas difere da pele clara das outras duas. Possuem longos cabelos pretos, estilizados e penteados para um dos lados, rosto redondo e expressão indiferente, desprovida de emoção, como se tudo ali fosse rotineiro e simplista. Os demais objetos, que compõem a pintura, possuem forma regular e realista. Figuras humanas e objetos têm a mesma importância na composição do artista.

A falta de formosura nas mulheres, com suas características faciais simplificadas e similares, leva o olhar do observador para o fundo da composição, maravilhosamente trabalhado, e para as coisas em volta delas. Existem inúmeros objetos espalhados por todo o quadro: vaso, mesas, copo, bandeja, xícara com pires e colher, sofá, elementos decorativos, etc.

Até mesmo um cãozinho negro é visto à direita, deitado no sofá. O pintor usa sombreamento na definição da curvatura das mesas, sofá e partes dos corpos femininos. Há uma profusão de cores em toda a pintura que é ao mesmo tempo moderna, clássica e intemporal. É uma das obras mais conhecidas do Cubismo.

Ficha técnica
Ano: 1921/22
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 251,5 x 183,5 cm
Localização: Museu de Arte Moderna, Nova York, EUA

Fontes de pesquisa
https://utopiadystopiawwi.wordpress.com/purism/fernand-leger/three-women/
http://www.theartstory.org/artist-leger-fernand.htm
http://www.art-newzealand.com/Issues1to40/leger.htm

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CAIR NO CONTO DO VIGÁRIO

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Autoria de Lu Dias Carvalho

PV 123

Segundo o Aurélio, “Conto do Vigário” significa: 1.Embuste para apanhar dinheiro, em que o embusteiro, o vigarista, procura aproveitar-se da boa-fé da vítima, contando uma história meio complicada, mas com certa verossimilhança/ 2. P. ext. Qualquer embuste para tirar dinheiro ou bem material alheio. No vocabulário jurídico o termo usado para o conto do vigário é “estelionato”,

Quanto mais crescem os recursos de comunicação mais a trapaça encontra um campo fértil. Ainda que vivamos em pleno século XXI, os embusteiros encontram uma rica clientela, pois, segundo afirmou P. T. Barnum – ilusionista e dirigente de um circo de variedades – “nasce um trouxa a cada minuto”. Engana-se quem pensa que são apenas as pessoas simplórias a cair em tais engodos. Em certos embustes, enganador e enganado tornam-se cúmplices, ainda que indiretamente, pois ambos estão em busca de vantagens fáceis, ou seja, o enganado também está à procura de vantagens.

Os trapaceiros encontram-se encarapitados até nos púlpitos dos templos, vendendo a salvação eterna aos panacas. Trocando em miúdos, para o fiel crédulo é muito mais fácil comprar a sua salvação do que levar uma vida regrada no mundo dos vivos, ou seja, ele é tão vivaz quanto o trambiqueiro. E assim, vão proliferando as mentiras mundo afora como se verdades fossem. De ambos os lados não há santos.

Se não houvesse a predisposição para levar proveito por parte da vítima, os vigaristas não lograriam êxito em suas empreitadas. O embusteiro ainda conta com um ponto a seu favor: o silêncio do lesado, envergonhado por ter caído num golpe em que também estava à cata de ganhos fáceis. Enquanto o primeiro desaparece do cenário, o iludido é projetado, servindo-se de motivo de chacota. Mas em sã consciência muitos poucos de nós poderiam se orgulhar de nunca ter caído num conto do vigário.

Ao que se sabe, apenas na língua portuguesa este tipo de trapaça é associada ao “vigário”, tendo aparecido tal locução primeiramente em Portugal e no Brasil. O que se presume é que no passado, certos trapaceiros passavam-se por figuras eclesiásticas (merecedoras de grande confiabilidade, à época) para urdirem suas trapaças. E sendo os dois países citados muito católicos, o fato de tratar-se de um “vigário” dava mais credibilidade à trama, levando os espertalhões a deitarem e rolarem.

Segundo Vicente Reis, autor de Os Ladrões do Rio, havia uma quadrilha internacional, principalmente na Espanha, preparada para aplicar golpes nos países escolhidos. Enquanto uns meliantes ficavam no país de origem, outros partiam para terras estrangeiras (Portugal, França, Brasil, Itália, Argentina, etc.) em busca das possíveis vítimas, normalmente pessoas ricas e respeitáveis e cheias de boa-fé, é claro. Quando o escolhido para ser ludibriado menos esperava, chegava-lhe uma carta do exterior, de indiscutível autenticidade (selos, carimbos, chancelas…) de um religioso, com a história de uma órfã, grande herança e coisa e tal.

Segundo alguns, o conto do vigário é tão antigo, que já se encontra no Antigo Testamento, Gênesis, cap. 30, versículos: 31 a 45 , quando Jacó enganou Labão. E não é que é verdade! Para José Augusto Dias Júnior, “O conto do vigário aparece como um retrato invertido da vida e da cultura de uma comunidade em um período de sua história”. Já Vicente Reis explica que “É um laço armado com habilidade e boa fé do próximo ambicioso. É o caso em que os espertos fazem tolos e o tolo quer ser esperto”.

O escritor português Fernando Pessoa, contudo, tem outra explicação para a origem da expressão “conto do vigário” que, segundo ele, foi nascida em Portugal. Atesta que certo proprietário rural e negociante de gado, de nome Manuel Peres Vigário foi o responsável pela origem da expressão. Para conhecer a história, leiam o artigo O CONTO DO VIGÁRIO

Fonte de pesquisa:
Os Contos e Os Vigaristas/José Augusto Dias Junior

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AS SENHORITAS DE AVIGNON (Aula nº 97 A)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Quando inventamos o Cubismo, não tínhamos a menor intenção de inventá-lo. Apenas queríamos expressar o que estava em nós. (Picasso)

A composição de Picasso As Senhoritas de Avignon levou nove meses para ser feita, vindo a tornar-se uma das obras responsáveis por revolucionar a história da arte, formando a base para o Cubismo e a pintura abstrata. Ela é o marco, portanto, do início dos experimentos com a linguagem cubista. Mas esta revolucionária obra foi incompreendida até mesmo pelos amigos do pintor, pois esses não aprovaram seu estilo, onde corpos e fundos transformam-se em formas geométricas. O primeiro título que o quadro recebeu foi o de “Bordel Filosófico”. O artista baseou-se na lembrança que teve de um bordel da Calle Avinyo em Barcelona. A obra apresenta um tema incomum e um estilo radical.

Estão presentes cinco personagens na composição, todas nuas, com seus corpos cinzelados rudimentarmente e com seus rostos esquemáticos. A cena tem como inspiração o interior de um bordel da rua Avignon na cidade de Barcelona, local bem conhecido do pintor e de seus amigos. Os corpos apresentam linhas irregulares e quebradas. São figuras dessemelhantes, só tendo em comum a nudez. Suas formas são definidas por contornos. As mulheres e o fundo da composição são feitos de planos angulosos e geométricos. Para fortalecer a composição geométrica, Picasso fez uso da cor azul em algumas partes da pintura.

Observando partes da composição:

  1. No primeiro plano da pintura está um prato com frutas, também mostradas de maneira sensual, onde se espalham uvas, maçã, pera e melancia.
  2. No centro duas das prostitutas fitam o observador, como se o convidassem provocadoramente para se deliciar com seus corpos. Elas são mais delicadas e realistas do que as demais.
  3. À direita uma prostituta, assentada de costas para o observador, também o fita com sua cabeça cubista virada para trás, numa posição inverossímil. Seu rosto tem o nariz torto e os olhos de cores diferentes totalmente desalinhados. Parece usar uma máscara.
  4. Acima da prostituta citada acima uma figura usando máscara africana tribal encontra-se de pé, com os braços abertos, abrindo as cortinas.
  5. A quinta mulher está próxima à porta, como se convidasse as pessoas para entrarem, contendo uma cortina vermelha aberta. Ela é a mais musculosa das cinco.

O uso de máscaras na composição demonstra uma clara influência da arte africana sobre o pintor. Enquanto pintava As Senhoritas de Avignon, Picasso visitou uma mostra africana que acontecia em Paris. Quando esteve no local, ele já havia terminado o rosto das três mulheres à esquerda, mas não o das duas à direita que refletem uma clara influência da escultura africana que em sua rude estilização encantou o artista.  Portanto, a arte negra exerceu grande influência sobre o artista, com a qual teve contato antes de finalizar a obra em questão.

As Senhoritas de Avignon é uma das composições mais famosas de Picasso, principalmente por mostrar uma maneira diferente de retratar a realidade. É também uma das mais conhecidas obras do século XX. Ela incomodou seus colegas o e os críticos, porque o artista fez desmoronar toda a tradição pictórica ocidental, reinventando uma nova maneira de pintar. Abriu mão da luz e da atmosfera em troca da clareza da forma, assim como baniu tudo que era irreal, indefinido ou vago.

As Senhoritas de Avignon, portanto, falando em termos cronológicos, representa o nascimento do Cubismo. É bom também lembrar que o Cubismo passou por diversas etapas durante o seu desenvolvimento: Cubismo analítico, Cubismo sintético, Cubismo hermético e Cubismo cristalino e tinha por objetivo o desmanche da realidade que seria reconstruída pelo artista, segundo o seu ponto de vista, sendo uma linguagem pictórica extremamente pessoal, sem representação comum, sendo o supérfluo totalmente eliminado. Picasso, a princípio, pensou em incluir na composição duas figuras masculinas: um estudante e um marinheiro que comiam na companhia das mulheres, mas não o fez.

Ficha técnica
Ano: 1907
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 243,9 x 233,7 cm
Localização: The Museum of Art, Nova York, EUA

Fontes de pesquisa
Picasso/ Abril Coleções
Picasso/ Coleção Folha
Arte moderna/ Editra Taschen
Arte/ Publifolha
Tudo sobre arte/ Editora Sextante

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