VIAJANDO COM UMA PÃO-DURO

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Autoria de LuDiasBH

PAODURO

Nada mais desagradável do que conviver com pessoas mesquinhas que brigam por qualquer bobagem que julgam caber a elas. Normalmente são desagradáveis e afeitas a brigas. Fazem de qualquer diversão, quando no meio de uma turma, momentos bem constrangedores, pois deixam a mesquinharia falar mais alto.

Tempos atrás viajei com um grupo em que uma determinada pessoa destoava totalmente da turma. Quando dividíamos as despesas, tínhamos que sair catando moedinhas para lhe dar o troco total, ainda que fossem uns míseros centavos. Quando a divisão dava uma dízima periódica, sempre tínhamos que arredondar para mais a parte dela. Foi uma viagem maravilhosa, excetuando os chiliques da pão-duro, caso que, com o passar dos tempos, virou uma piada inesquecível.

Conta-se que a expressão pão-duro nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XX. Havia na cidade, segundo dizem, um mendigo que sempre pedia algo para comer, nem que fosse um pão duro, o que ainda ouvimos nos dias de hoje, embora pão velho seja mais comum, principalmente em tempos de vacas magras, como os que agora vivemos, com uma mendicância que cresce a cada dia, principalmente nos grandes centros de nosso país, lamentavelmente.

O mais interessante foi que, com o passar dos anos, o tal mendigo virou pedinte profissional, segundo dizem. Contam alguns que, ao morrer, descobriu-se que ele era dono de muitos bens. Tomando como base essa história foi encenada uma peça sobre tal personagem que recebeu o nome de “Pão-duro”, expressão que ganhou vida e passou a significar pessoa mesquinha, sovina, mão de vaca, avaro, munheca de samambaia, que faz conta de uma ninharia e sempre quer levar vantagem.

Obs.:
Não existe feminino para tal expressão. Trata-se de um adjetivo ou substantivo de dois gêneros, de acordo com o Aurélio. Fala-se o pão-duro (masculino) ou a pão-duro (feminino).

4 comentaram em “VIAJANDO COM UMA PÃO-DURO

  1. Gutie

    O pão duro, pessoas que se passam por pobres, não são muitas e pouco prejuízo, ao final, trazem à população, dando muito mais trabalho àqueles que são generosos e altruístas, que buscam um mundo melhor. O pior é quando o estado é pão-duro e nem olha para a população, mas tão somente para os mais ricos e, ainda, seus governantes miram estar somente no poder a todo o custo. Não estão aí nem para o país, buscam apenas se enriquecer ao lado dos mais ricos, sempre procurando apoiá-los nos seus projetos de mais lucro, mais dinheiro no bolso, mais capital, mais poder. É o pão-durismo destruidor de nossa população.

    E colocam a culpa na inflação, quando o que existe é o alto custo de vida. É só lembrar aquela música, cantada por Gal Costa:

    Onde está o dinheiro?
    O gato comeu, o gato comeu
    E ninguém viu.
    O gato fugiu, o gato fugiu,
    O seu paradeiro
    Está no estrangeiro.
    Onde está o dinheiro?

    Ora, inflação não é custo de vida. Inflação é muito dinheiro em circulação e daí os preços das mercadorias sobem pela ausência do lucro. Lembro que passamos por isto: com alteração diária do preço de todas as mercadorias. Agora querem comparar com a situação anterior. O que não existe é dinheiro na circulação, bolso do pobre vazio e da classe média se endividando em bancos e os produtos, a mercadoria, principalmente, os alimentos sobem de preço, como a Conceição do Cauby Peixoto, “se subiu ninguém sabe, ninguém viu”. E o alto custo de vida lega à maioria do povo a impossibilidade de se alimentar de forma a manter a saúde pessoal, pela falta dos nutrientes básicos.

    Houve o desmonte das políticas públicas que ao lado triste da pandemia, legou-nos a majoração da pobreza e da fome. É um estado pão-duro.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Gutie

      A sua explanação sobre a situação de nosso país é verdadeira e extremamente triste. Só não vê quem não quer ou, egoísta, só pensa no próprio umbigo. Que os céus tenham piedade de nós, brasileiros!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. ana lucia

    Lu querida,
    Eu conheço algumas pessoas assim. Você já reparou que geralmente são os que têm mais? Disgusting… Um beijo.
    Ana

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