CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

carn.12

Nós, as vítimas dos descontroles mentais, vemo-nos muitas vezes à deriva, num mar de antidepressivos, sem saber qual rumo tomar, ou melhor, que rotas darão à nossa vida os médicos, em especial os psiquiatras, em razão de consultas relâmpagos, na maioria das vezes, nas quais mal damos conta de abrir a boca. E, se pouco ou nada indagam de nós ou de quem nos acompanha, aí a vaca vai para o brejo, e melhor seria ter buscado um curandeiro, jogador de búzios ou ledor de sorte.

Normalmente, quando buscamos um psiquiatra, já chegamos ao seu consultório com a serotonina lá embaixo e, consequentemente, com o estado de humor no fundo do poço. Não somos capazes de prestar muita atenção no que o especialista diz-nos, e muito menos somos capazes de dizer aquilo que ele deixou de nos perguntar. Se já nos encontramos tão fragilizados, faz-se necessário que o profissional retire de nós o maior número de informações possível, como se fora um dedicado detetive. Este é o seu papel. Esta é a sua função. Deixar o paciente à deriva é de uma judiação imensurável.

O artigo de hoje tem justamente a finalidade de alertar o leitor, vítima de doença mental, ou o acompanhante desse, no sentido de ter mais cuidado durante a consulta psiquiátrica, principalmente quando se tem contato com o profissional pela primeira vez, com relação às informações repassadas, e também com as explicações pedidas, pois um esclarecimento que deixa de ser dado, ou compreendido, pode trazer sérios problemas, sendo um deles a síndrome serotoninérgica.

Saiba, caro leitor, que a síndrome serotoninérgica é um problema sério que vem se repetindo com bastante frequência, cujos principais sintomas são os distúrbios neuromusculares, mudança do estado mental e hiperatividade autonômica, sendo que os casos mais sérios são os derivados da combinação de duas ou mais substâncias medicamentosas. No caso dos antidepressivos, faz-se necessário um tempo entre o antigo remédio tomado e o novo. Esse tempo deve ser recomendado pelo especialista consultado, levando em conta a interação medicamentosa. E, se ele se esqueceu de mencionar, pergunte-lhe. Não leve dúvidas para casa.

O namorado de uma amiga, após tomar cloridrato de fluoxetina (forma genérica do Prozac), indicado por um cardiologista, durante um período de 50 dias, sem nenhuma pausa foi instado a tomar oxalato de escitalopram (forma genérica do Lexapro), receitado por um psiquiatra. Segundo minha amiga, em nenhum momento o psiquiatra alertou o paciente sobre a necessidade de esperar 15 dias para iniciar a nova medicação. Ao contrário, liberou-o para já começar no dia seguinte. O resultado está nos dizeres dela: Infelizmente, nos últimos dias, meu namorado só tem piorado. Está mal humorado, irritado, frio, distante, desesperançoso, sem forças até mesmo para trabalhar.”.

Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso ao leitor:

Pergunta:
Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.

Resposta
Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

Como a nossa vida passou a andar com extrema rapidez, o mesmo esperamos dos remédios. Queremos obter respostas rápidas e eficazes. Mas com os antidepressivos a resposta não é tão veloz assim. Segundo informações médicas, é necessário que tomemos o remédio, pelo menos, durante três semanas, sem falharmos um dia sequer, para que sintamos o seu efeito positivo. E, se ao final de seis semanas, não sentirmos nenhuma modificação benéfica, resta-nos retornar ao psiquiatra para uma reavaliação. Ele nos dirá se os sintomas colaterais que estamos sentindo são normais, ou não; se devemos prosseguir com o medicamento ou passar para um novo. Mas não se esqueça, sempre, de informar ao médico o medicamento que está tomando e de perguntar-lhe por quanto tempo deve esperar para tomar o outro receitado.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

  OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

2.354 comentários sobre “CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Gilberto

    Olá a todos!
    Faz quase um ano que sofro de SP e ansiedade. Minha medicação é oxalato de escitalopram e rivotril de 1 mg desde quando inicie o tratamento, tenho percebido que minha pressão que sempre foi 12/8, agora fica em 10/7. Alguém sabe me informar se isso é dos medicamentos? Perguntei para meu psiquiatra, que me disse que é melhor ter pressão baixa do que alta. Fiquei sem entender.

    Parabéns pelo blog, pois é de grande ajuda para nós, abraços.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gilberto

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinho, na relação dos efeitos adversos não consta na bula a mudança de pressão em relação ao oxalato de escitalopram. Há referência a desmaios, mas não a essa mudança permanente. O que não significa que não possa haver essa possibilidade, pois cada organismo reage de modo diferente. Se você já conversou sobre o assunto com seu médico, não há nada com que se preocupar. O que ele quis lhe explicar é que ter pressão baixa é melhor do que a ter alta. Portanto, continue seu tratamento tranquilamente. Pode ser que, com o tempo, sua pressão volte à medição de antes. Você não me disse há quanto tempo está sendo medicado. Quanto ao rivotril, procure tomá-lo somente quando sentir necessidade.

      É bom saber que este espaço vem ajudando as pessoas, pois é esse o seu objetivo.

      Abraços,

      Lu

  2. Carolini Passos

    Lu

    Tomei o escitalopram por 2 anos e meio, receitado por meu cardiologista, e estava muito bem disposta, feliz e bem menos ansiosa, esse remédio me trouxe o meu eu de novo.Tanto que o cardiologista falou que já podia parar de tomar. Tentei ir parando devagar, mas os efeitos colaterais estavam mexendo demais comigo. Eu sempre voltava pro remédio como uma dependente fiel, até que ele falou pra ir revezando dia sim dia não. Faz mais ou menos duas semanas que não tomo o remédio, porém, estou me sentindo muito estranha, tontura, cabeça pesada, dor de cabeça, choques pelo corpo, ansiedade, tristeza. Não sei se é falta do remédio ou se são outros sintomas de outra doença, até porque eu já não estava tomando o remédio direito, mas estou com os mesmos efeitos colaterais de quando comecei a tomá-lo. Gostaria de saber se é normal isso e como devo proceder.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Carolini

      Os sintomas não têm relação com outra doença mas com o remédio. Pode ser que você precise de mais tempo de tratamento ou se encontre sofrendo dos efeitos adversos da abstinência. Aconselho-a a voltar a seu psiquiatra e conversar com ele, caso tais sintomas não passem. Somente ele poderá fazer uma análise com mais profundidade do porquê de você estar se sentindo assim.

      Abraços,

      Lu

  3. Pirilo

    Oi, Lu!

    Hoje estou no 15ª dia de escitalopram, ou seja, já passei pela segunda semana, acreditava que já poderia estar um pouco melhor, mas não amiga, acordo com uma terrível opressão no peito e vontade chorar… Meus dias não estão sendo fáceis, ansiedade a milhão… Você acha que ainda estou dentro dos efeitos colaterais? Desculpe por estar desesperado, achando que não terei minha vida de volta.
    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pirilo

      Você ainda se encontra na fase dos efeitos adversos que, na maioria das vezes, duram até três semanas, e em alguns casos podem chegar a um mês, tudo dependendo da reação do organismo de cada pessoa. Portanto, fique tranquilo quanto a isso. Contudo, o contato com o psiquiatra no início do tratamento é de fundamental importância, para que ele possa avaliar a dosagem e os resultados. Seria bom repassar a ele essa sensação de opressão ao levantar-se. Não sei se ele lhe receitou um tranquilizante. Se não, poderia fazê-lo, para ajudá-lo a passar por esse período de adaptação.

      Amigo, este cantinho tem por finalidade ajudar todos os que passam pelos efeitos indesejáveis dos antidepressivos, portanto, não precisa se desculpar. Sinta-se em família. É um prazer receber todos vocês.

      Abraços,

      Lu

      1. Pirilo

        Obrigado, amiga. Você me faz muito bem nessas horas difícies. Você é tudo de bom!

        Abraços

  4. Geice

    Olá, Lu!
    Quanto gente sofrendo com isso e eu achando que estava ficando louca. Queria uma ajuda pois estou tendo umas crises e não sei identificar o que é ao certo. Um clínico geral me receitou o fluoxetina e tem 3 dias que estou tomando. Você poderia me chamar no zap preciso de ajuda.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Geice

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, eu tomei fluoxetina durante muitos anos e dei-me muito bem com este antidepressivo. Gostaria que escrevesse mais sobre as crises que vem tendo. Quanto ao “zapzap”, eu não o tenho. Não faço parte de nenhuma rede social, pois meu tempo é muito pouco e ainda faço questão de responder todos os comentários feitos neste espaço. Aguardo seu novo comentário.

      Abraços,

      Lu

  5. Juliana

    Lu
    O fato de a médica ter me dado um mês na primeira licença, eles entenderam que já estou pronta pro trabalho e que deveria entrar no INSS novamente, tanto que me assustaram dizendo que eu ficaria sem receber a parte deles.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Não importa o que eles acham, mas o que lhe é de direito. Fique tranquila!

      Abraços,

      Lu

  6. Juliana

    Lu
    Por que você me orientou a buscar a ajuda no ministério do trabalho? Estou com medo de ser mandada embora, emprego está difícil, e tenho uma filha pra criar. Muito obrigada pela ajuda e por ser tão gentil comigo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Como não sou da área trabalhista, não tenho como lhe dar todas as explicações. Por isso, para que tenha conhecimento de seus direitos, o ideal é tirar todas as suas dúvidas no Ministério do Trabalho, pois lá eles têm advogados trabalhistas. Uma pessoa doente pode ficar um ano, dois, o tempo que necessitar para seu tratamento. Tenho um cunhado que teve uma depressão fortíssima e ficou dois anos. A lei prevê isso. Estando de licença, eles jamais poderão mandá-la embora.

      Abraços,

      Lu

    2. Juliana

      Lu
      Obrigada pela ajuda, estou aprendendo a cada dia a lidar com a minha ansiedade e com a opinião dos outros. Não me imagino voltando para esse lugar onde trabalho, que é muito ruim para mim.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Juliana

        Assim que o medicamento começar a mostrar todos os seus efeitos positivos, esse mal-estar em relação a seu trabalho irá passar. Não se preocupe com isso agora, apenas cuide de sua saúde.

        Beijos,

        Lu

  7. Juliana

    Lu
    Passei na minha médica e ela me deu mais 30 dias,estou com medo de pegar esse atestado, a empresa não gosta quando eu pego. O clima está horrível, as pessoas me ignoram ficam de cara feia, e eu fico muito preocupada, se me mandarem embora. A perícia tinha me dado mais uns dias em casa, 17 dias. Eu voltei a trabalhar, fiquei 2 semanas, e peguei um atestado de 7 dias, retornei novamente, ela aumentou o pondera. A perícia pode não considerar esse período de novo, pois já me afastei uma vez, nesse caso por experiência pode acontecer. Fora o choro, eu tenho me sentido mais lerda, tem me dado muito branco e esquecimento. Durante a noite acordo gritando, essa noite meu marido disse que eu gritava pedindo ajuda, aos berros, mas não me lembro de nada.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Nós não devemos nos preocupar com a opinião dos outros, quando temos certeza de que estamos agindo de acordo com a nossa consciência. Leia uma fábula no blog chamada “O Homem o Menino e o Burrinho”. Nós não podemos nos responsabilizar pelo modo como agem as pessoas e tampouco controlá-las. O importante é que estejamos bem com a nossa conduta. Só podemos responder por nós mesmos. Portanto, acho que deve deixar de se preocupar com cara feia ou indiferença. O que importa agora é tratar de sua saúde. Esqueça o resto. Se não estiver bem, a perícia terá que validar a sua licença quantas vezes for necessário. Não fique matutando sobre como ela irá agir. Apenas vá lá e pronto. Enquanto estiver de licença, a empresa não poderá mandá-la embora. E ela não tem o direito de gostar ou não, o que manda é o seu estado de sáude. Certo?

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu
        Eu me sinto pressionada pela empresa fui perguntar umas coisas para meu chefe e ele me perguntou se quero ser demitida. Estou conseguindo controlar meu choro ainda mais na presença de pessoas, chorei na frente da chefia, fica todo mundo comentando. Passei pela minha médica que me deu mais 30 dias de afastamento. Eles disseram na empresa que a pericia pode não considerar afastamento, estou muito preocupada. Eles podem ignorar esse tempo dado pela medica? Quando se trata de transtornos mentais os médico sempre dão um mês de afastamento?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Enquanto o funcionário estiver doente, ele tem direito à licença. Não são as empresas que determinam o tempo, mas os médicos e a perícia do INSS. Portanto, não fique dando ouvidos a tudo. Aconselho-a a pedir orientação no Ministério do Trabalho, em sua cidade. Leve o atestado da médica junto. O importante é tomar medidas que a protejam.

          Abraços,

          Lu

  8. Naiana

    Oi, Lu,

    Fui diagnosticada com depressão há alguns meses, comecei tomando daforin (fluoxetina) por três meses, de início resolveu meus então “problemas”. Chegado aos festejos de fim de ano, quando nossa cabeça finalmente dá uma pausa da rotina pesada, comecei a ter crises seríssimas de ansiedade e de pânico. Fui ao médico e ele me receitou oxalato de escitalopram, que estou tomando há duas semanas, mas fico muito sonolenta durante o dia, e nos últimos dois dias tenho tido dor de cabeça, andado muito nervosa, enjoada. Estou pensando em interromper o tratamento por causa dos efeitos colaterais, ficando desesperada, mas lendo os relatos, vi que em mais algumas semanas amenizariam esses efeitos. Não sei o que fazer, estou com medo de ter outras crises!

    Desde já, obrigada pela atenção.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Naiana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, não pare o seu tratamento em hipótese alguma, pois as crises tendem a voltar e, ao recomeçar com o antidepressivo, os efeitos ruins serão ainda mais fortes. Saiba que todo antidepressivo traz efeitos adversos, que passam depois de duas a três semanas, dependendo de cada organismo. As crises que o remédio está provocando são normais, pois você se encontra no início do tratamento com o mesmo. Seja POP (paciente, otimista e persistente) nessa fase, que é realmente muito sofrida para todos, conforme viu nos relatos.

      Naiana, se você suspender o medicamento, suas crises de ansiedade e pânico só tendem a agravar mais e mais. Chegará um momento em que terá que voltar ao tratamento. Portanto, é preferível que aguente o tranco agora, pois já está saindo da zona de turbulência. Quanto ao sono, caso tome o remédio durante o dia, peça a seu médico autorização para tomá-lo à noite, quando poderá dormir à vontade. Mas lembre-se de falhar um dia, ao fazer tal mudança, para que não incorra numa superdosagem. Não tenha medo, pois tudo chegará no eixo. É preciso ter paciência. Quase todos passam por essa fase ruim que ora vive, mas o resultado valerá a pena. Você não me disse se está tomando algum ansiolítico. Se não estiver, peça a seu médico um, para ajudá-la nessa fase difícil. E não se sinta só. Venha sempre conversar conosco.

      Um grande abraço,

      Lu

  9. Pirilo

    Oi, Lu! Que bom que encontrei este cantinho, percebo que você é muito atenciosa e gentil.

    Faz 10 dias que comecei com o escitalopram de 20 mg, não esta sendo nada fácil, amiga. Já pensei em parar e tentar seguir minha vida sem ele. Os efeitos colaterais são enormes. Libido 0, a esposa já esta olhando estranho. Será mesmo que vou colher os frutos lá na frente? Minha cabeça está a milhão, ando inquieto, impaciente, com uma baita insônia… Os filhos ficam questionando, já li um comentário aqui que a eficácia deste remédio dura apenas 1 ano, depois estaca zero. Seria isso mesmo? Me ajude amiga. E muito obrigado por ter este espaço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pirilo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o início com qualquer antidepressivo é mesmo difícil. O organismo reluta em aceitar uma nova droga, embora, passada a turbulência do primeiro encontro, fiquem carne e unha… risos. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Parar é uma tolice, pois as crises agravam-se, tendo a pessoa que reiniciar o tratamento com muito mais sofrimento. Aguente firme, irmãozinho, pois logo verá luz no fim do túnel. Esse período turbulento dura, geralmente, cerca de três semanas. Dentre os efeitos adversos está a queda da libido, realmente. Mas é preferível um marido equilibrado do que um “garanhão” pirado… risos. Sem falar que, depois de um tempo, o organismo voltará à sua normalidade. Lembre-se também de que nosso corpo inteiro é propício às carícias, não dependendo apenas dos finalmentes. Chame a esposa no cantão e peça-lhe para escolher entre um “garanhão piradex” e um “moço comedido e carinhoso” (risos).

      Pirilo, tudo o que está sentindo faz parte dos efeitos adversos. Não se preocupe. Tudo irá passar. Quanto aos filhos, converse com eles, explique-lhes o que está lhe acontecendo. Deixe que eles participem de seu tratamento. Convide-os a ler os comentários aqui, para inteirarem-se melhor. Em relação ao tempo de efeito do medicamento, não é bem assim. O diagnóstico de cada pessoa é individual, não havendo uma regra única. Algumas necessitam apenas de seis a um ano de medicação, enquanto outras precisam de mais tempo, e algumas outras necessitam de tomar o medicamento a vida toda. Há casos em que o indivíduo toma o remédio por algum tempo, fica outro sem ter nada e, num certo dia descobre que é preciso retornar ao tratamento, pois muitos transtornos costumam ser recorrentes.

      Já faço uso de oxalato de escitalopram há mais de cinco anos (usei muitos outros antidepressivos que, com o tempo, foram perdendo o efeito). A minha depressão é crônica (genética). Dou-me muito bem com o medicamento, tanto é que estou aqui a dar pitaco da vida de meus queridos leitores. Penso que isso seja uma prova de minha estabilidade emocional. Você ficará na estaca zero se parar o tratamento sem a anuência médica, pois o período de abstinência é cruel. E não há nada quanto ao “período de um ano” para a eficácia do medicamento. Quanto à insônia, peça a seu médico um ansiolítico para ajudá-lo. Se toma o medicamento à noite, poderá passar para o período da manhã, o que diminuirá a sua insônia. Mas lembre-se de ficar um dia sem tomar, caso faça a mudança, para não incorrer numa super dosagem.

      Pirilo, sempre que precisar, venha aqui conversar conosco. Não se sinta só!

      Abraços,

      Lu

      1. Pirilo

        Lu
        Muito Obrigado do fundo do meu coração. Me senti mais fortalecido com seu comentário. Não vejo a hora de colher os resultados, minha amiga. Te mando notícias.

        Beijo no coração.

  10. Juliana

    Oi, Lu!
    Voltei a trabalhar faz duas semanas e está sendo muito difícil lidar com as crianças lá. Minha médica aumentou a medicação e me deu um outro atestado de
    7 dias que me fez cair na perícia outra vez. A empresa disse que agora e mais difícil pra marcar e que fazer um acordo de eu voltar nessa segunda,e depois passaria pela perícia. Conversei com a minha médica, dizendo-lhe que pretendi pedir demissão da empresa. Ela me orientou a não pedir, pois posso piorar, como minha saúde não está boa, posso at´surtar. Já não sei o que fazer, a medicaçao não está ajudando muito e naquele lugar parece que as coisas só pioram.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      As leis trabalhistas garantem que nenhum empregado pode trabalhar doente. Assim sendo, você tem direito ao tempo de licença que for necessário para o seu tratamento, ainda mais que adoeceu no trabalho. Não peça demissão em hipótese alguma, ainda que receba pressão no serviço. O patrão faz isso para que o empregado saia. Continue firme. Siga a orientação de sua médica. Tenho uma amiga, professora, que ficou quatro anos assim: voltava, trabalhava uma semana e tirava outra licença. Quanto à medicação, é preciso ter paciência, pois alguns casos são mesmo mais difíceis. Não abra mão de seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu
        Está tudo muito difícil, as pessoas que trabalham comigo estão virando a cara, outros fazem fofoca se realmente estava doente, é muita pressão. Conversei com a chefia, pois estou sobrecarregada, pedi que ela distribuísse o trabalho a todos, porque há dois anos eu tinha medo de ser mandada embora e comecei a fazer tudo que me mandavam, sem questionar nada, pois tenho um filho pra criar. Com essa rotina louca fui adoecendo, então decidi abrir a boca e pedir justiça. Vou trabalhar chorando, qualquer coisa eu choro, às vezes nem sei o motivo. Vou pedir um outro afastamento para minha médica. Mais uma vez obrigada pela ajuda.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Você ainda continua em crise depressiva, sendo essa a razão de seu choro muitas vezes sem motivo. Portanto, precisa que sua licença seja estendida, pois ninguém pode trabalhar doente. Peça outra licença à sua médica. Tenho a certeza de que conseguirá.

          Abraços,

          Lu

  11. Juliana

    Nany

    Por quantos meses a sua médica te afastou? Eu já retornei, mas estou muito mal, penso muito em largar meu emprego. E o pior de tudo foi que ouvi as pessoas me criticando.

    O tempo que ficar em casa, o INSS vai te pagar até chegar a sua perícia? A sua médica te deu quantos dias de licença? Eu comecei semana passada e não estou conseguindo me adaptar, ainda está muito difícil. Vou dois dias e falto três.

  12. Cris

    Oi, Lu!

    Hoje estou no meu 26º comprimido de oxalato de escitalopram, e sim, passou a maioria dos efeitos colaterais. Ainda não sinto os efeitos positivos, mas também não mais tanto os negativos, já é um passo bom. Acredito que em mais algum tempo estarei sentindo os efeitos bons que dizem desse remédio. Acabou o meu Exodus da Aché, comprei um genérico da Neo Química, já tomou dele? Acha confiável? O farmacêutico me garantiu ser.

    Desde já agradeço atenção. Seu blog nos faz muito bem.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Sinto-me feliz ao ler as notícias sobre seu tratamento. Parabenizo-a pelo seu otimismo, fator decisivo em qualquer tipo de tratamento, pois pesquisas comprovam que as pessoas otimistas obtém resultados mais rápidos. Quanto ao antidepressivo genérico, eu sempre compro o mais barato, indiferente do laboratório. Se está no mercado, supomos que encontra-se dentro dos critérios estabelecidos. Fique tranquila! Quanto ao blog, eu também sinto-me bem, ao saber que este espaço tem feito diferença na vida de meus amiguinhos. Repasse nosso endereço para outras pessoas.

      Abraços,

      Lu

  13. Rosa

    Querida Lu,

    Tomei Exodus e outros medicamentos para os ataques de ansiedade e melhorei muito. Recebi alta há mais de dois anos, porém, às vezes tenho ataques de pânico, aparentemente do nada. Outro dia, peguei frio no ponto do ônibus, quando cheguei em casa, abri a minha rede social, li um comentário de uma amiga, que nem era agressivo, e tive um ataque violento de pânico. Graças a Deus estava em casa, e consegui melhorar depois de uns 20 minutos. Depois de alguns dias, tive outro ataque de pânico, porque estava muito calor e eu tive de tomar um remédio para melhorar o meu intestino; desta vez fiquei bem ruim.

    Fui ao psiquiatra no ano passado, antes dessas crises, e ele me mandou voltar para o Exodus, todavia, as duas vezes que tentei tomar, fiquei muito mal. Parece que os meus nervos vão se romper, que estão sob pressão extrema. Das primeiras vezes que tomei o medicamento, tive reações desagradáveis, mas nada parecido com isso. Será que o Exodus está acima das minhas necessidades atuais? Tenho medo de tomar o remédio outra vez. Mas o que mais me preocupa é que na hora de dormir, quando o corpo pede relaxamento, sinto contrações musculares, espasmos, choques, desce um frio pelo corpo como se eu estivesse com medo de alguma coisa. Lu, desculpa eu me estender. Será que você pode me dar algum esclarecimento sobre esta tensão que sinto no corpo à noite?
    Grande abraço a todos, a sua página é de grande valia, eu te admiro desde os tempos do Luis Nassif.
    Rosa

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosa

      Os transtornos mentais são muitas vezes recorrentes. Eles somem por um bom tempo e, quando menos esperamos lá estão os danados de volta. Não é necessário nenhum motivo para isso. Portanto, não foi o comentário da amiga que desencadeou o problema. Fique tranquila quanto a isso. Ele simplesmente apareceu, necessitando que você volte a tomar o medicamento.

      Amiguinha, quando paramos de tomar um antidepressivo por um tempo, o retorno a ele acontece como se fosse a primeira vez. Muitos relatam, como você, que os sintomas ruins ainda são piores do que antes. O organismo precisa se readaptar ao medicamento, mostrando mais resistência ao mesmo. Não significa que esteja “acima de suas possibilidades”. O seu psiquiatra pode lhe passar um ansiolítico, nessa fase difícil, para ajudar na fase inicial do tratamento. Nesse início, o contato entre paciente e médico é de suma importância. Seria bom que tivesse um retorno com ele, repassando-lhe todos os efeitos adversos que está sentindo. Pode ser que ele tenha que mexer na dosagem. O que você está sentindo são os sintomas adversos, pois seu organismo ficou mais resistente ao medicamento. E por isso está se sentindo tão mal. Imagino que tudo isso passe entre duas a três semanas. Ainda assim, não deixe de contatar seu médico. Leia o texto, aqui no site, INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM para saber quando deve buscar ajuda médica imediatamente.

      Rosa, será sempre um prazer receber seus comentários. Aqui nós nos ajudamos mutuamente. É tão bom saber que já nos conhecemos desde aqueles tempos no blog do Nassif, quando também formávamos uma família. Hoje ficou muito impessoal por lá, limito-me apenas a ler as notícias. Aguardo novas notícias suas.

      Abraços,

      Lu

    2. Rosa

      Lu, muito obrigada pela resposta. Nesta semana eu vou marcar uma consulta com o psiquiatra e falar sobre a questão do Exodus. Também vou atrás de um bom psicólogo. Fiz terapias em várias fases da minha vida e foi muito bom, ajudou bastante, então vou retomar também este tratamento.

      Abraços e feliz 2017 para todos nós.

  14. Paloma Lopes

    Oi, Lu!
    Pessoas que sofrem com essa síndrome sente com frequência dor muscular, dor de cabeça , sensação estranha e outras coisas que não sei explicar. Agora estou com uma mania de ter medo de dormir e não acordar mais. Às vezes me acordo com sensação de pasmo ou de que me deram um choque bem grande. Acho que não estou respirando direito, que meu pulmão não está recebendo o oxigênio que precisa, e que minha garganta se fecha. Estou ganhando bastante peso e não estou comendo como antes. Às vezes ser GAROTA POP é mega difícil, mas um dia de cada vez. Outra coisa que está me incomodando é uma dor no pescoço e peso no peito toda tarde. Não é de hoje e nem de ontem que sinto isso, e me dá esse desconforto. Fui no medico segunda-feira e ele falou que não iria passar nada para mim, pois fiz exames suficiente para uma vida toda. Tadinhos dos meus médicos, estou deixando eles loucos.

    Um beijão para você.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Toda síndrome mental traz muitos transtornos a seus portadores. O primeiro passo é buscar ajuda médica, e o segundo é procurar ter otimismo em relação ao tratamento. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas obtêm resultados mais rápidos.

      Você diz: “Agora estou com uma mania de ter medo de dormir e não acordar mais. Às vezes me acordo com sensação de pasmo ou de que me deram um choque bem grande. Acho que não estou respirando direito, que meu pulmão não está recebendo o oxigênio que precisa, e que minha garganta se fecha.”

      Isso significa que o medicamento ainda não está fazendo o efeito desejado, pois esses medos deveriam ter acabado. Será que a dosagem não está muito baixa? Conversou com seu médico sobre isso? O medicamento tem por finalidade também combater as fobias. Procure sempre se lembrar de que isso não passa de fruto de sua imaginação e que nada irá acontecer. Diga para si mesma que não acredita nas invenções de sua mente em tratamento. Racionalize! A dor no pescoço deve ser outra criação de sua mente, uma vez que já fez todos os exames e nada foi constatado. Caso fique muito tempo no computador, procure usar um colar cervical bem macio. Eu uso um para evitar as dores.

      Paloma, se continuar engordando com o medicamento, peça a seu médico para mudar para outro. Algumas pessoas engordam com certos antidepressivos, enquanto outras emagrecem. E, ainda que seja difícil, é preciso continuar sendo uma garota POP, vivendo um dia de cada vez. Procure preencher sua vida com coisas boas, além de fazer exercícios físicos. Quanto mais parada ficar, mais os pensamentos ruins proliferarão. Avante, amiguinha!

      Beijos,

      Lu

  15. Edilma Silva

    Lu
    Já faz quatro meses que eu faço o tratamento para ansiedade, e faltam dois meses para terminar o tratamento, mas ainda tenho algumas crises e estou morrendo de medo de, quando parar o tratamento, as crises voltarem mais fortes. Será que tem este risco?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Não entendi o porquê de seu médico ter lhe dito que seu tratamento duraria seis meses. A coisa não é bem assim. Não há como determinar quando o paciente irá parar com o uso do antidepressivo. Isso dependerá da reação de cada um. Ao final dos seis meses, seu médico irá avaliá-la para ver se deve parar ou não. E, pelo que estou notando, o seu tratamento será mais prolongado, em razão das crises que continua tendo. Portanto, não se preocupe com isso agora. À época, converse direitinho com seu especialista, para que ele faça a melhor avaliação possível de seu caso, decidindo pelo melhor. Parar antes do tempo necessário traz riscos, sim, pois as crises voltam ainda mais severas.

      Abraços,

      Lu

  16. Paloma Lopes

    Oi, Lu!

    Vim aqui, primeiro para lhe dizer que desejo-lhe um Natal e Um ano Novo cheio de amor, paz, saúde , dinheiro , bênçãos e felicidades. Também vim dizer como sua página está sendo ótima para meu tratamento, saiba que a leio todos os dias. Eu ainda sinto muitas coisas como: dor no peito, uma dor muscular que as vezes me tira do sério, mudo de humor às vezes, e sinto dor de barriga. Mas, como estava antes, estou bem melhor, graças a Deus, a meus médicos, a minha família e a sua página . A garota POP aqui (risos), está vivendo um dia de cada vez, e tentando o máximo para não ligar para as reações do tratamento. Estimo pela melhoras de todos aqui. Sei que é difícil, mas a gente tem quer ser POP. Te adoro muito e desejo-lhe tudo de melhor para o ano que vem!

    Abraços!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Você é mesmo muito fofa! Sei da sua luta com os efeitos colaterais do antidepressivo e valorizo a sua vontade de melhorar cada vez. Não resta dúvida de que é mesmo muito POP. O importante, minha linda, é caminhar sempre em frente, pois os otimistas colhem resultados mais rápidos. Todos nós passamos por momentos difíceis, o que nos torna mais sábios e mais humanos. Não há filosofia melhor do que viver um dia de cada vez. Sigamos o exemplo da própria natureza. Eu também amo cada um de vocês em particular. São todos, para mim, membros de minha família, parte da minha vida. É muito bom saber que existem e fazem parte do meu dia a dia. Saiba que me tornei uma pessoa bem melhor nesse contato com todos.

      Abraços,

      Lu

  17. Luciana Marion

    Olá, Lu!
    Eu comecei com crise de pânico no final de julho. Comecei tomando Reconter 10 gotas todos os dias. Engordei alguns quilos que me incomodaram. Mês passado, ele pediu para eu tomar 5 gotas de Reconter e 10 de Daforin (Fluoxetina) para eu começar a perder peso. Voltei na consulta no dia 12 deste mês, e ele tirou o Reconter e passou 1 comprimido de Fluoxetina por dia toda manhã. Há mais ou menos uns 5 dias estou sentindo uma fadiga imensa. Cabeça a milhão, como se eu fosse explodir de tanto pensar. Dá uma inquietação. Isso é porque aumentou a dose da medicação? Por que, quando estava tomando os dois juntos estava bem, e o Reconter também nunca me fez mal.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciana Marion

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, dentre os efeitos adversos dos antidepressivos, está o fato de a pessoa engordar ou emagrecer, como acontece com o oxalato de escitalopram. E se isso incomoda a pessoa, faz-se necessário procurar o médico, para que ele mude para outro medicamento, como fez você. Quantos aos efeitos adversos sentidos, em razão do aumento da dosagem da fluoxetina, isso acontece mesmo. Duram, normalmente, cerca de duas a três semanas, podendo perdurarem por mais tempo. Caso sinta que tais sintomas estão intensificando, em vez de diminuírem, e que o mal-estar está insuportável, entre em contato com seu médico, pois há casos em que é preciso fazer modificações na dosagem ou até mesmo mudar de medicamento. Muitas vezes o psiquiatra receita um ansiolítico para ajudar a pessoa nessa fase. Portanto, se essa “cabeça a milhão” não melhorar, não deixe de procurá-lo. Esse contato, no início do tratamento, é de vital importância.

      Luciana, volte para dizer-nos se melhorou.

      Abraços,

      Lu

  18. Rafael Kellermann

    Boa-tarde, Lu!
    Volto a este querido local para lhe dizer que estava relativamente bem até ontem. Tomando Lexapro 15 mg. No entanto, ontem fechei uma semana sem tomar o Rivotril que o médico havia me receitado 0,5 mg (parei por conta em função de sentir meio sedado). Ocorre que na noite passada, acordei de madrugada com o braço esquerdo formigando/dormente, fôlego curto, náusea e mal-estar geral, suando (ao que eu atribui a um lanche que havia comido ontem à noite). Fiquei apavorado, achando que seria um infarto. Hoje de manhã não conseguia nem parar em pé, tamanho eram os sintomas, tentei vomitar várias vezes e nada. Fui ao meu médico hoje de manhã, que me informou que tudo era uma crise de pânico que tive. Falei pra ele que eu havia parado com o Rivotril e ele me disse que poderia ser aliado a abstinência também. Com isso ele aumentou o Lexapro pra 20 mg. Já me sinto melhor agora à tarde.

    Abraços, amiga.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rafael

      O melhor é que você já foi avaliado pelo seu médico. Realmente, o rivotril, quando usado por um longo tempo, causa dependência. Penso que o maior motivo da crise esteja ligado a ele. Sabia que ao parar com esse medicamento, também deveria ir reduzindo a dosagem, para que o organismo não sinta a sua falta? Imagino que tenha parado abruptamente. O efeito rebote é muito intenso, mesmo! E com a sua falta veio a crise de pânico. Veja a possibilidade de o médico lhe passar um ansiolítico fitoterápico, pois existem alguns muito bons.

      Rafael, a crise de pânico vem sempre com a sensação de que estamos tendo um ataque cardíaco. Quando isso lhe acontecer outra vez, não ofereça resistência, para não fortalecê-la. Procure desviar o pensamento para outra coisa, até que ela passe, pois quanto mais apavorado ficar, mais forte ela se torna. Leia aqui no blog sobre a SÍNDROME DO PÂNICO. Fico contente ao saber que já está tudo bem.

      Abraços,

      Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rafael

          Irá dar tudo certo. Não se preocupe. Além do mais você é um garoto POP… risos.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          Rafael

          Espetaculares são vocês, meus amados leitores, que muito enobrecem este espaço.

          Abraços,

          Lu

  19. Thalita

    Oi, Lu!

    Estou há quase 30 dias tomando o espram. Nos 20 primeiros dias o médico me disse pra tomar 5 mg, passei uns perrengues. Ele disse que, passado esses dias, eu tomaria 10 mg. Eu me senti, porém ao voltar ao trabalho é muito difícil ficar tranqüila lá. Eu me sinto bem pressionada, com medo de ser mandada embora, muita ansiedade, etc. Se algum problema parece, eu já perco o controle, e não vejo a hora de ir embora.

    Outra coisa, eu ja tinha comentado com você sobre a minha timidez. Nao sei como uma pessoa pode ser assim. Fico com medo do que as pessoas pensam de mim, porque estão me olhando, e se eu for o Centro das atenções então acho q desmaio (apesar disso eu sou muito faladeira e brincalhona), enfim eu estou me sentindo tão ansiosa que estou até enjoada mesmo tomando o medicamento. Como pode isso? Sexta agora eu tenho retorno à consulta médica. Vou falar isso pra ele, desabafar! Outra coisa, está meio difícil aceitar que estou tendo que tomar o remédio. Quem toma antidepressivo pode engravidar, amamentar?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      Ao retornar a seu médico ponha para fora tudo que sente, pois é baseando-se nas suas queixas que ele fará seu dianóstico. Se não disser o que está sentindo, não poderá ser ajudada. É para isso que vamos aos psiquiatras. Penso que ele deva pedir para que faça uma psicoterapia, para que trabalhe essa sua insegurança e timidez. O antidepressivo dá-nos equilíbrio para fazermos mudanças em nossa vida. Você precisa superar esse medo que não a levará a nada, e jamais preocupar-se com o que os outros pensam de você. O importante é o que você pensa de si. O resto é mero complemento. Vou lhe enviar uns textos que irão ajudá-la muitos. Outra coisa, procure não escrever em “internetês” (v… q…. tbm… n…), pois tenho que consertar todas as palavras, pois muita gente não entende.

      Quem toma antidepressivos deverá comunicar a seu médico quando optar por engravidar.

      Depois me conte como foi a consulta.

      Beijos,

      Lu

  20. Cleiton

    Lu
    Estou usando o escitalopram 15 mg há 3 semanas. Estou me sentindo muito desanimado, sem apetite e com alguns sonhos estranhos. É normal sentir isso nas primeiras semanas? Quando eu vou começar a me sentir melhor?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cleiton

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o início do tratamento com antidepressivo é realmente muito sofrido. Você ainda se encontra em meio às reações adversas. É normal sentir isso, sim. Normalmente, elas duram cerca de três semanas, mas podem durar mais, dependendo do organismo da pessoa. Mas há casos em que é necessário contatar o médico. Veja o link que lhe enviarei.

      Abraços,

      Lu

  21. Edward Colber

    Oi, Lu!

    No começo do ano conversamos por aqui algumas vezes. Eu estava começando a fazer o uso do escitalopram e Rivotril. Comecei a tomar o escitalopram em 19.02.2016, no começo foi difícil mas depois me adaptei e melhorei uns 85%, pois às vezes tinha um pouco de crise. No mês de outubro eu fiz uma viagem e na volta esqueci o remédio por lá. Como não tinha receita naquele momento, fui ficando sem tomar, e me sentindo bem. Coloquei na cabeça que estava curado, Graças a Deus.

    Acontece que esses dias estou péssimo, com os mesmos sintomas do início, choro fácil, muita angústia e só quero ficar deitado. Meus filhos e esposa fazendo planos para o Natal e eu nem quero saber. Será que fiz cagada de ter parado com o remédio? Será que ainda não estava curado definitivamente? Estou com medo de falar isso para o médico, pois ele provavelmente vai pegar pesado comigo.

    Pergunto, amiga, é normal esta recaída, pois morro de medo de ficar eternamente dependente dele. Gosto de tomar umas cervejinhas e não posso. Está difícil demais, estou escrevendo aqui e chorando.

    Obrigado por você existir, amiga.

    Beijos

    Edu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu

      Você não deveria ter parado sem o conhecimento médico. Ainda bem que não teve a terrível síndrome da abstinência. Mas já passou, agora é tocar o bonde para frente. Vida nova e recomeço, pois, ao que parece, não era hora de parar com a medicação.

      Amiguinho, existe um tipo de depressão que é recorrente, ao contrário da minha que é crônica, e jamais larga do meu pé. Portanto, é mais do que normal que haja recaída, principalmente quando o tratamento é suspenso antes do tempo certo. Retorne ao seu médico, explique-lhe tudo o que aconteceu, sem medo de bronca, para que ele faça uma avaliação correta, pois, caso contrário, poderá mudar a medicação, ou aumentar a dosagem, achando que não está fazendo efeito. Quanto mais cedo reiniciar o tratamento, melhor. Para que ficar sofrendo, se há como acabar com essa angústia?

      Também gosto de uma cervejinha nos finais de semana, mas tomo apenas duas latinhas ou duas taças de vinho. Completo com sucos (risos). Aguardo notícias suas. Levante a cabeça e vá cuidar do Natal em família. Você pode… Você é capaz. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

    1. Nany

      Oi, Ju!

      Eu me sinto bem melhor, a falta de ar diminuiu muito, não tenho taquicardia e aquela vontade de chorar toda hora. Já consigo fazer as atividades normais, como ir no supermercado, ao cinema, falar com pessoas… Um baita avanço! Continuo afastada até 07/02 e pasme… Minha perícia foi marcada só para 27 de março! Achei um absurdo, mas vou lá ver se consigo alterar, pois vi pela Internet que há várias datas mais próximas…

      Como você está? Já retornou às atividades normais? Eu penso que, quando eu retornar, terei que sair de lá mesmo, pois é insuportável ainda a ideia de voltar.

      Beijos, espero que esteja bem!

  22. Juliana

    Oi, Lu!
    É verdade acabo me preocupando muito com o que as pessoas falam e isso me faz muito mal, quanto à medicação, ainda não percebi nenhum efeito, tenho estado muito ansiosa.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Você ainda se encontra no início do tratamento com a nova medicação. Ainda leva um tempo para sentir os bons efeitos. Procure ficar tranquila. Tome chá de camomila, três vezes ao dia, para ficar menos ansiosa. Logo estará ótima. Seja POP!

      Beijos,

      Lu

  23. Marcia Carvalho

    Lu, bom-dia!

    O meu marido está tomando oxalato de escitalopram e pregabalina 75 mg há 1 mês e está bem melhor.O médico passou a receita com 2 caixas. Retornarei em janeiro com ele. Está fazendo terapia comportamental cognitiva e faz caminhada 2 vezes por semana. Ainda não voltou às atividades no trabalho (tem uma pequena oficina mecânica). Depois de 3 meses fechada, disse a ele para retornar somente para abrir e manter um horário, e assim ele está fazendo,mas ainda não pegou nenhum serviço. Mas só o fato de sair de casa e fazer uma rotina já mostra o avanço. Ele ainda fica muito inseguro para solucionar alguns problemas, mas estou sempre dizendo que é capaz, que tudo está armazenado nos arquivos do cerébro, que precisa apenas acionar o botão. Ele voltou a dirigir em pequenas distâncias. Isso tudo escrevendo parece simples, mas sabemos que cada dia é um novo desafio, cada dia é uma forma nova de ver o mundo.

    Quero deixar registrado o quanto é complexo tudo isso para mim e meu filho, que estamos convivendo com ele, também é desafiante. Mas não podemos perder 3 coisas importantíssimas: a fé, o amor e a esperança.

    Esse espaço é muito importante para a troca, é um trabalho humano e de excelência. Parabéns!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Márcia Carvalho

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, eu faço ideia do que está passando. Meu marido, há alguns anos atrás, teve um profundo estresse, que acabou redundando em depressão. Foi um período muito difícil para a família, pois é sabido que o homem não tem a mesma capacidade emocional, que a mulher, para aguentar os trancos da vida. A gente acaba penando muito mais. Muitas vezes, eu preferia estar no lugar do meu companheiro. Mas com o tempo, ele foi superando o problema, mas ainda toma medicamento antidepressivo até hoje.

      Seu marido tomou o passo mais importante que foi o de procurar ajuda médica. Aceitar que se encontra doente, e fazer o tratamento, já é meio caminho andado. Agora é ter paciência, ser Pop (paciente, otimista e persistente), para ver a luz brotando no fim do túnel. Além disso percebe-se com clareza que ele possui uma grande companheira, uma mulher de fibra, que o ampara, orienta e estimula. Parabéns! Quando sentir que o fardo está pesado, lembre-se de que ele faria o mesmo por você. Não sei a idade de seu filho, mas se ele já for capaz de compreender as coisas, converse consigo sobre o “problema do papai”, que isso é comum acontecer, mas que, com o tratamento, ele irá ficar bem. Em família, a criança (supondo que seu filho seja) precisa ser inserida no contexto, de modo a sentir-se também responsável e importante no tratamento da pessoa querida. É um grande erro achar que criança não entende nada e que precisa ficar de fora do que acontece em casa. O que difere é a maneira como o assunto deve ser abordado com ela, jamais perdendo a noção de que é uma “criança”. E quando há fé, esperança e amor, nada supera esse tripé, pois é a base da vida em família.

      Obrigada, minha querida, pelos elogios ao espaço. Percebi que falar sobre os transtornos mentais fazia muito bem às pessoas, muitas das quais não tinham com quem conversar, inclusive pelo preconceito gerado. Hoje, recebo mais de uma dúzia de comentários por dia.

      Volte sempre para conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

  24. Juliana

    Lu
    Andei pesquisando e verifiquei que, em caso de doença causada pelo trabalho, ao retornar da licença, o trabalhador tem estabilidade de um ano, antes disso não pode ser mandado embora por estar em tratamento. A perita me disse para arrumar outro emprego porque este está a me fazer mal.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Suas informações são verdadeiras. O trabalhador deve estar sempre atualizado com as leis trabalhistas de modo a não ser passado para trás. Qualquer dúvida, não deixe de buscar o Ministério do Trabalho. Você ficará de licença até quando?

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Oi, Lu!
        Eu vou ficar até o dia 9/1 de licença. Estou tomando a medicação e graças a Deus não tive nada de mais, apenas dor de cabeça, na nuca e no estômago, o que me impede de alimentar muito bem. Estava preocupada em ter alucinações e eu fazer mal a minha família.

        A empresa já marcou a consulta para passar com o médico de lá, e já me disseram que talvez ele não me dê alta para retornar, mas isso é um absurdo, pois o INSS me mandou voltar ao trabalho em janeiro. Vou no Ministério do Trabalho, caso não me libere.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          É bom saber que está tomando o medicamento direitinho. Os efeitos adversos dos quais reclama logo passarão, bastando apenas ter um pouco de paciência. Você ficará cada vez melhor. Quanto ao médico de sua empresa, ele não tem poderes para invalidar a licença da perícia do INSS, que está acima dele. Não se preocupe com isso e não fique dando ouvidos a colegas. Vejo que é muito preocupada com a opinião dos outros, o que a faz sofrer muito, e pior, sofre por antecipação e sem necessidade. Amiguinha, procure mais ter confiança em si mesma. E, caso o médico da empresa invalide sua licença médica, o que tenho certeza de que não acontecerá, vá ao Ministério do Trabalho em busca de seus direitos. Procure descansar e melhorar o máximo possível para voltar ao trabalho com mais alegria.

          Abraços,

          Lu

  25. Juliana

    Oi, Lu
    Passei na perícia, que me deu 19 dias em casa, e a empresa me disse que, se eu afastar novamente por este cid ou outro que se enquadre em situação psicológico, nem eles vão pagar nem o INSS. Vai ficar por minha conta. A médica ainda me falou que tenho que mudar de emprego.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Agora você está mais tranquila. Ainda bem!

      O que a sua empresa disse não passa de terrorismo, pois o direito ao tratamento de saúde está previsto nas leis brasileiras. Não há como negar isso, quando se faz necessário. Se houver descumprimento, basta acionar o Ministério do Trabalho. O que pode acontecer é você voltar da licença e eles arranjarem uma maneira de mandá-la embora, uma vez que o patrão brasileiro só pensa em lucro e jamais na saúde do trabalhador. E quando se tem transtornos mentais, a avaliação da perícia é muito difícil, pois não existem exames que constatem o problema, a não ser a fala do paciente.

      Abraços,

      Lu

  26. Juliana

    Lu
    Tomei a metade ontem e me senti muito mal, com dor de cabeça náuseas, insônia e ainda juntou a ansiedade da perícia de amanhã. Como devo proceder em minha perícia, estou muito nervosa e não me sinto em condições de voltar ao trabalho. Penso que se ele não me der mais um tempo, não sei como irei enfrentar isso. Você disse que já se afastou, como foi? O perito te deu mais um tempo, porque no meu caso a médica só me deu 30 dias, logo devo voltar no dia 19. Agora estou muito nervosa com isso.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Procure viver um dia de cada vez. Sua “pré-ocupação” ou nervosismo não irá ajudar e tampouco influenciará em absolutamente nada. Somente lhe fará mal. Como já lhe disse, viva um momento de cada vez. Saiba que o perito é uma pessoa comum, de carne e osso. Conte-lhe como se encontra e ele verá o que deve fazer por você.

      Ainda que volte ao trabalho, poderá pedir outra licença, através de sua médica. Ninguém trabalha doente. Eu já me afastei durante 30 dias, depois voltei ao trabalho e afastei-me de novo por mais 30, pois na época não dava conta de continuar trabalhando. Há pessoas que ficam até um ano de licença, renovando-a.

      Ju, lembre-se que você precisa trabalhar consigo mesma a volta ao trabalho, pois terá que enfrentar essa possibilidade algum dia. Aconselho-a a buscar um tratamento psicoterápico, também. As reações ao novo remédio são normais. Lembre-se de que tudo irá dar certo. Pense positivamente. A vida dos otimistas é sempre mais fácil. Estamos todos torcendo por você.

      Beijos,

      Lu

  27. Juliana

    Lu
    Ainda não passei pela perícia, que está marcada para a segunda-feira. Lembra que estava a tomar o remédio Remis e minha médica trocou-o pelo Pondera,só que estou com muito medo de tomar. Eu li a bula e tem tanta reação adversa, sendo uma delas a alucinação. Você poderia me ajudar sobre essa medicação, ela realmente dá isso?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Se você se encucar com a leitura da bula dos remédios, acabará não tomando nenhum, principalmente no que diz respeito aos antidepressivos. Conheço muita gente que toma paroxetina (substância principal do Pondera). Aqui mesmo no site poderá ver através dos comentários. Pode tratar de tomar seu remédio, mocinha. O médico perito nem pode imaginar que você não está tomando o medicamento prescrito. Se souber, irá pensar que realmente não tem nada. Trate de começar a tomá-lo amanhã. Os efeitos adversos são os mesmos encontrados em outros antidepressivos. Ali fala sobre “alucinação”, mas não significa que irá tê-la. O Remis (oxalato de escitalopram) também fala a mesma coisa. Fique tranquila, nada irá lhe acontecer de ruim. Comece logo a tomar o medicamento.

      Beijos,

      Lu

  28. Juliana

    Lu, está chegando o dia da minha perícia e estou tão ansiosa, você poderia me dar umas dicas e me dizer como é?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Seja você mesma. Relate os fatos com calma, falando exatamente como está se sentindo. Não se preocupe, pois o médico perito irá lhe fazer as perguntas. Não tenha medo, pois ele é um ser humano como você e conhece tudo sobre transtornos mentais. Nada há para temer. Estamos todos torcendo pela nossa Juju, que nos trará ótimas notícias.

      Beijos,

      Lu

      1. Lizi

        Lu, faz 14 dias que estou tomando 10 mg de reconter, porém ainda me sinto ansiosa, sensação de peito apertado e insegura, mas em relação à primeira semana de tratamento a ansiedade está menor. Queria saber se é normal ainda está sentindo estes sintomas?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Lizi

          Seja bem-vinda a este cantinho.

          Amiguinha, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, que, normalmente, dura entre duas a três semanas. Portanto, é mais do que normal ainda sentir os efeitos adversos. Fique tranquila e continue seu tratamento. Não pare sem ordem médica.

          Abraços,

          Lu

        2. Jackson Henrique

          Bom-dia, Lu!
          Primeiramente gostaria de te parabenizar pela atenção com todas essas pessoas, que vêm até aqui se abrir contigo, e tu as responde com maestria. Só de ler tuas respostas já transpassa um sentimento de calma.

          Venho até aqui, como todos os outros, pedir ajuda, um esclarecimento, pois venho tomando clonazepam há um bom tempo. Tomava sem tomar conhecimento sobre o mal que este medicamento poderia me causar, até que um dia resolvi parar com ele e o cortei de imediato. Logo vieram os sintomas da abstinência drástica que ele causa, dos quais eu desconhecia, como alterações na visão, angústia, inquietação, medo, falta de apetite, enjôos, falta de ar.

          Um amigo que já havia tomado esta medicação me ensinou a parar com o remédio de forma gradativa, então voltei a tomar 15 gotas e tentar ir diminuindo uma gota a cada semana, pois os sintomas da abstinência são insuportáveis, porém não tive sucesso em vencê-lo de forma gradativa também. Cheguei até o ponto de tomar somente 3 gotas sem nenhum tipo de mal-estar, porém os sintomas da abstinência voltaram e eu aumentei a dosagem para 6 gotas. Os sintomas persistiram, aumentei pra 10 e obtive uma melhora. Voltei a diminuir semanalmente a dosagem, mas não tive sucesso, desde então venho aumentando e diminuindo as dosagem, na tentativa de vencê-lo.

          Hoje um amigo farmacêutico me recomendou procurar um médico para conseguir uma receita do oxalato escitalopram, pois ele acredita que devo substituir o clonazepam para o escitalopram, pois, segundo ele, seria bem mais fácil conseguir cortar o escitalopram futuramente. Gostaria de saber se você poderia me prestar algum auxílio, se acredita que na mudança do clonazepam para o escitalopram nenhum sintoma da abstinência voltaria, se o escitalopram conseguiria controlar estes sintomas da minha ansiedade e se realmente será mais fácil de parar com este medicamento, gradativamente, do que parar com o clonazepam? Desde já obrigado.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Jackson Henrique

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

          Amiguinho, o clonazepam, mais conhecido por Rivotril ou Clonatril, é um ansiolítico, ou seja, uma droga que age diretamente no sistema nervoso central, deprimindo a sua atividade e diminuindo a ansiedade. É também muito usado junto a antidepressivos, no início do tratamento, principalmente no transtorno do pânico. É muito usado pelos portadores de crises epilépticas. Contudo, algumas pessoas não se dão bem com este medicamento. Eu, por exemplo, ao tomá-lo, passei a ter sonos alucinatórios, tendo que deixá-lo imediatamente. Saiba, porém, que o nosso país encontra-se entre os maiores usuários deste remédio que, ao meu ver, não trata, apenas suaviza as crises. Seu uso deve ser controlado, levando em conta a idade do paciente e a dosagem diária, e não deve ultrapassar um tempo muito grande de uso, para não criar dependência, o que traz grande sofrimento ao usuário, em razão da abstinência, quando suspenso.

          Jackson, seu amigo farmacêutico está certíssimo quanto ao fato de você procurar um psiquiatra para ajudá-lo a livrar-se do medicamento, assim como lhe receitar um novo medicamento, de acordo com o transtorno mental do qual é vítima. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos médicos, ultimamente, como poderá ver através dos comentários aqui no site, sendo relativamente novo no mercado, e trata um grande número de transtornos mentais, inclusive a ansiedade. Eu mesma faço uso de tal medicamento (sou depressiva crônica) há mais de quatro a cinco anos.

          Meu querido, aguardo para breve o seu retorno, após passar por um psiquiatra com a maior urgência possível, pois esse seu descontrole no uso do clonazepam irá trazer danos à sua saúde, se não for contido. Você não me disse se está fazendo uso de algum antidepressivo. Estou a imaginar que anda sem acompanhamento médico, fazendo uso do medicamento, sem maiores conhecimento. Você deve relatar ao profissional o que vem acontecendo consigo, a sua dificuldade em ver-se livre de tal medicamento, contar-lhe qual é o seu transtorno mental, para que ele defina qual é o melhor antidepressivo para saná-lo. Não tome remédio por conta própria. Faz-se necessário uma avaliação médica, pois é preciso que o médico tenha conhecimento de seu estado físico geral, pois muitos remédios são incompatíveis com certos problemas de saúde.

          Sinta-se à vontade para escrever aqui quantas vezes quiser. E repasse para outras pessoas o nosso endereço. E não se esqueça de que aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  29. Juliana

    Lu, estou um pouco melhor da ansiedade, conseguindo me controlar, mas gostaria de te perguntar se quando nos afastamos pelo INSS, passamos a receber menos que o nosso salário da empresa?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Parabéns, menina! É muito bom saber que vem melhorando, minha querida. Quanto ao salário denominado “auxílio doença”, é um pouco menor do que o pago pela empresa, sendo que os funcionários que têm direito ao auxílio devem ter contribuído financeiramente por até 12 meses com o INSS.

      Abraços,

      Lu

  30. Marco Antonio

    Olá, Lu!

    Tenho quase 18. Eu estava com fortes dores de estômago e indisposição, então fui ao médico, que me receitou uma vitamina que diz reestabelecer meu organismo ao normal, mas minha tia, que estava comigo, explicou-lhe que perdi minha mãe faz menos de 2 meses, e que poderia ser estresse e tal. Ele então me receitou o Esc, creio que seja ESCITALOPRAM.

    Eu o estava tomando fazia 2 dias, um por dia, mas no 3º dia resolvi tomá-lo à noite, antes de dormir, mas de madrugada eu estava acordado, assistindo uma série e começou a doer meu braço esquerdo. Resolvi buscar no google (uma grande burrice), e comecei a ver que poderiam ser sintomas de infarto. Comecei a ficar nervoso, meu corpo amorteceu todo, fiquei fraco, tremendo, respiração acelerada. Fui parar no pronto socorro, onde o médico disse que meu coração estava normal. No dia seguinte, ao meio-dia, tive outro caso parecido, um pouco mais fraco, e desde então estou com medo e ansioso. Creio eu que isso foi um crise de ansiedade/pânico. Achei que iria morrer. A questão é que eu nunca tive isso na minha vida, e a coincidência é que foi depois que comecei a tomar o “calmante”. Estou sem saber se devo continuar tomando ou não. Após aquele dia não tomei mais, estava pretendendo tomar hoje, mas não sei não. Se puder me dizer se este medicamento pode ter ocasionado isso, agradeceria.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marco Antônio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Primeiro quero lhe dizer que lamento muito pela perda de sua mãe. É uma pena que nossas mães tenham que partir, mas isso faz parte do ciclo da vida. Muita força, meu irmãozinho!

      Amiguinho, as perdas acabam gerando uma depressão traumática, o que é mais do que normal diante do sofrimento. Algumas pessoas conseguem superar a dor com mais facilidade, enquanto outras necessitam de ajuda médica. O antidepressivo, nessa fase, atuará ajudando-o na transposição desse difícil período. Imagino que depois de seis meses não mais precisará dele.

      Não sei se você pediu orientação médica ao mudar o medicamento do meio-dia para a noite. Quando se muda o horário é necessário falhar um dia, pois não se deve tomar o medicamento em dosagem dupla. O período entre uma dose e outra deve ser, no mínimo, de 24 horas para que o paciente não incorra numa super dosagem, o que lhe traria muitos efeitos adversos. Talvez resida aí o seu problema.

      Todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais que costumam desaparecer entre duas a três semanas. Essa fase inicial é muito difícil, realmente, mas vale a pena passar por esse sofrimento, uma vez que nosso qualidade de vida melhora. Dentre os efeitos ruins está a sensação de que se está tendo um ataque cardíaco. Veja nos relatos como isso é comum. E quanto mais nervosa a pessoa fica, mais intensa é a crise. Não é preciso ter medo. Essas crises vão ficando cada vez mais fracas e logo desaparecerão. Você deve continuar tomando, sim. Qualquer anormalidade, comunique-se com seu médico.

      Marco Antônio, diga-me se você está se sentindo depressivo, ou se está aceitando bem a partida de sua mãe, ciente de que todos nós somos passageiros. Se estiver superando tudo com tranquilidade, não seria necessário apenas um ansiolítico? Mas se estiver muito deprimido, o antidepressivo será muito importante para você. Aguardo seu retorno.

      Abraços,

      Lu

      1. Anderson

        Olá, Lu!

        Eu tinha 18 anos quando comecei a ter ansiedadade generalizada e crises de pânico, fazendo com que eu tivesse medo de fazer coisas simples, como ir à praça, por exemplo. Minha psicóloga me encaminhou pro psiquiatra, que me passou oxalato de escitalopram. Comecei com uma dose de 5 mg, e de um dia pro outro eu me senti elétrico e ansioso. Aquele remédio tinha sido minha salvação, deixando-me super bem. Mas 2 meses depois tudo estava de volta. O psiquiatra então aumentou minha dose para 10 mg, e melhorei repentinamente, comecei a ser uma pessoa calma, entendedora, porém “vagabunda”. Saía com os amigos todos os dias, ficava a noite toda no celular ou jogando vídeo game.

        Após 1 ano de escitalopram comecei a sentir neuroses (hipocondria, eu sempre tive, mas piorou) e ataques de pânico, pressão alta, e etc… Então faço uma burrice, aumento a dose por conta própria, de 10 mg para 15. À noite melhorei, fiquei feliz e despreocupado. Mas no dia seguinte senti meus batimentos cardíacos muito fortes e acelerados (eu tenho TOC também, e sou muito magro), o que me deixou extremamente nervoso, pensando que estava morrendo ou com pressão alta. Passei a sentir azias, mau hálito vindo do estômago, media a pulsação a cada minuto, inquieto e agitado. Essas crises de ansiedade começaram a ficar pior, e comecei a ir ao pronto socorro, por qualquer coisa que sentia. Tinha crises de choro, e fui ao pronto socorro com pressão 15×10. Passaram-me diurético e diazepam, o que me deixou mais calmo.

        Depois comecei a ficar ainda mais hipocondríaco, a neurose só piorava, não saía do pronto socorro. Depois de um dia estressante, com crises de choro, começo a pensar; “Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Amanhã não acordarei, estarei morto”. Escutava meus batimentos lentos, e vinha à minha mente que meu coração estava parando. Foi difícil cair no sono. Acordei assustado pelo simples fato de estar relaxado às 6h da manhã, com a respiração lenta. Fui ao pronto socorro com a pressão 14×8 e 58 batimentos. E comecei a botar na mente: “58 é muito baixo pra quem está com ansiedade”, e me encuquei com aquilo. Fiz um electro é exame de sangue (tropinina cardíaca) e tudo deu normal. Foi como se me dissesse: “Anderson, você está bem! Pare com isso!” Depois vieram mais crises de ansiedade e fui pro pronto socorro.

        Decido parar com o escitalopram abruptadamente e sem orientação psquiátrica, depois de 1 ano de tratamento. A crise de abstinência veio com tonturas, vertigens, náuseas, mau funcionamento do intestino, perda de peso, excesso de saliva, vômito, neurose, pensamentos negativos, crises de choro e pânico. E cada dia que passava aumentavam as vertigens, como se fossem flashs de tonturas muito fortes. O psquiatra passou-me alprazolam 0,25 pra freiar minha ansiedade. Falou que teria que mudar a forma da terapia. Fez uma receita pra manipulação, de paroxetina com lamotrigine. Fiquei meio em dúvida, até porque lamotrigine é um regulador de humor e pelo que eu saiba eu não tenho alteração nenhuma de humor.

        No mesmo dia começo a sentir fortes dores abdominais (no dia anterior tinha enchido a cara de coisas gordurosas). Eu não tinha tomado o calmante, porque ele foi receitado pra antes de dormir. As dores abdominais ficaram intensas e à noite comecei a ter febre e meu coração acelerado. Fui ao pronto socorro novamente, pressão 12×7 e 125 batimentos, com quase 39 de febre. A médica me passou um diazepam e buscopam na veia. Na fila de espera pro medicamento começo a pensar em várias coisas negativas e tenho ataque de pânico! Tomo o diazepam, e não adianta nada. Começo a tomar buscopam na veia. Foram os piores minutos da minha vida, meus braços e abdômen ficaram cada vez mais dormentes, travados, eu não conseguia mudar de posição. Veio uma sensação de desespero, achei que ia morrer. Tive vontade de sair correndo, achando que estava ficando louco, e isso enquanto tomava medicamento na veia! Não conseguia me controlar (eu tinha tomado diazepam de 10 mg e não fez efeito) e a médica me passou mais um remédio pro meu coração abaixar a frequência. Uma outra médica começa a me acalmar, vendo minha pulsação, que foi diminuindo… O jeito dela falar e explicar foi me deixando calmo e tive alta.

        Tomei o alprazolam e capotei de vez! No outro dia começou a síndrome de descontinuação do escitalopram, as dores abdominais voltaram, só que mais fracas, vertigens, e conforme os dias foram passando só fui piorando! Dor intestinal, vertigens, náuseas, ansiedade, inquietude sudorese, frio ou muito calor. Sofri por 3 dias. Parecia que eu era um usuário de crack em reabilitação.

        Eis que… VIVA! meu remédio novo chegou! Tomo-o de noite, como prescrito, e nas primeiras horas já me sinto melhor, porém agitado! No dia seguinte, acordo estranho, meio pensativo. Conforme foi passando o dia, comecei a ficar agitado, elétrico, hiperativo e comunicativo, e fui medir a pressão na farmácia (desnecessário), 12×7, porém os batimento estavam em 112, e isso foi motivo pra eu ir pro pronto socorro. Expliquei meu caso e o médico disse pra eu ter calma e me passou 5 mg de diazepam, que só me deixou meio bambo das pernas, mas que de nada adiantou, meu coração tinha ido pra 88 (normal), porém minhas mãos estavam geladas e pálidas. Recebi alta e fui embora comendo duas coxinhas bem grandes. Em casa, meu coração estava a mesma coisa, porém parecia que estava pior, eu o via pulando rápido e não resisti, voltei ao pronto socorro, onde me deram mais 5 mg de diazepam e falaram pra fazer electro, tomei o diazepam, e o electro saiu com arritimia.
        Fiquei extremamente preocupado e nervoso, pensando um milhão de coisas negativas. Um outro médico me passando 2L de soro na veia. Acho que ele achou que eu estava drogado, mas enfim… Fiquei lá cinco horas tomando o bendito soro. Antes, o psquiatra de plantão me avaliou e disse que estava tudo bem, que só estava daquele jeito por causa da troca de medicamento, que meu corpo tem que se acostumar com ele e tal, e me deu alta.

        Começo a ter febre e cólicas abdominais durante o soro. Porém faço mais um electro e dessa vez saiu tudo perfeito, sem nenhum problema. Recebo alta e no meio da noite a febre aumenta, começo a ter fraqueza, diarreia sem parar até agora aliás, e ondas de suores. De manhã tomo um remédio para febre e ela passa e não volta mais, porém a dor abdominal dessa vez esta menos forte, só a sinto dependendo da minha postura, muitos gases acompanham também. Neste momento, só sinto muita diarreia, gases e suadeiras. Hoje acordei com frio e suor, mas agora parece que sinto uma pouca melhora, mas ainda assim fico com coisas na cabeça, achando que tenho algo mais grave.

        Lu, você acha que são só coisas de efeitos do remédio?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Anderson

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, peço-lhe perdão por eu ter rido muito ao ler o seu comentário, pois você é um excelente escritor, que mesmo nos momentos difíceis zomba da situação. Em vez de dramaticidade apresenta tudo com um gostoso humor. É preciso muita atenção para perceber que está falando de uma situação séria. As suas idas ao Pronto Socorro, você as descreve magistralmente. Fiquei imaginando o quão conhecido já deve ser na repartição. Adorei as duas coxinhas. Menino, você é o máximo, e deve aproveitar esta sua verve humorística para escrever. É, na verdade, um ótimo cronista. Ao dedicar-se à escrita, verá como metade de seus problemas desaparecerão. Foi isso que aconteceu comigo. A escrita é hoje uma terapia para mim, além de muito prazerosa. Não jogue fora este seu talento.

          Anderson, o Transtorno da Ansiedade Generalizada tem sido diagnosticado cada vez mais. Ao ler os comentários aqui descritos verá quanta gente de nossa família é dele portadora. O bom é que o mercado traz a cada dia medicamento mais modernos para contê-lo. Você também diz que foi dianosticado com TOC, transtorno também muito comum. E, aliado a isso, ainda é hipocondríaco. Como vê, trata-se de um coquetel bem forte, que necessita de ajuda médica. Jamais poderia ter parado sua medicação sem permissão médica. Imagino que não tinha conhecimento dos efeitos adversos da abstinância. A culpa é, na maioria das vezes, dos médicos, pois a maioria deles não explica nada aos pacientes sobre o tratamento com antidepressivos. Mas não se culpe mais. O importante é que agora está mais amadurecido e sabe da seriedade com que deve ser levado seu tratamento. O que passou, passou. Vida nova! Outra coisa, jamais aumente ou diminua a dosagem por conta própria. Somente seu médico poderá dizer quando isso deve acontecer, levando em conta uma avaliação profunda do seu estado orgânico.

          Amiguinho, para mim, o principal problema do descontrole de seu organismo deve-se à excessiva preocupação somática que tem com seu estado de saúde (hipocondria). Nossa mente é uma poderosa máquina e, quando perdemos o controle sobre ela, o nosso corpo paga um preço muito alto. Nosso cérebro é um computador que trabalha com possantes gigabites. Ainda assim, precisamos controlar sua cpu (unidade central de processamento), para que nos atenda a contento. Tomar conhecimento de que se é hipocondríaco já é uma boa ajuda, minora certos sintomas que nascem do nada, como você muito bem explica. E o que é esse “nada” senão o nosso descontrole mental, a nossa fragilidade em aceitar a morbidez de nossa mente, sujeitando-nos à sua tirania? Nos momentos de crise é preciso “racionalizar”, respirar fundo e deixar o momento passar. Quanto mais nós nos concentramos nas nossas doenças inexistentes mais elas criam vida, e tornam-nos seus escravos. Dê um XÔ para elas. Leia sobre os “transtornos neurovegetativos” ou “distúrbios do sistema neurovegetativo”.

          Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) até que eles passem. Quase todos imaginam que tenha algo grave acontecendo consigo, quando tudo não passa de efeitos do medicamento. Mas logo eles passam e os bons resultados aparecem, mostrando que valeu a pena passar por tanta turbulência, pois há luz no fim do túnel.

          Abraços,

          Lu

      2. Marco Antonio

        Lu

        Na verdade, eu guardo muito as coisas e não as demonstro. A saudade da minha mãe, com certeza, está aqui, mas não é algo aparente. Não sou uma pessoa com tendências depressivas, acredito. Sempre fui muito resolvido com estilo de vida e escolhas. Eu fumo e bebo, mas já fazia isso antes do ocorrido com a minha mãe. O problema é que sou sedentário (estou tentando corrigir ultimamente), e o fato de também fumar e beber me deixou mais assustado com o caso que me ocorreu (quase infarto). Estou até com medo de fumar e comecei a caminhar/correr com meus amigos, vou começar academia. Não tenho muita facilidade em chorar.

        Sempre quis uma vida sem medos, o meu maior medo é viver com medo, eu sempre admirei o estilo de vida “rock n roll” (sexo, drogas e rock n roll) e essa perda me abalou muito. Eu era bem resolvido com questão ideológica e estilo de vida, mas ultimamente tenho pensado bastante se vale a pena correr esse risco, devido ao alto estresse físico e emocional que estou passando. Afinal, mesmo que subconscientemente, a perda me afetou e muito.

        Não sei se o caso seria tomar logo o antidepressivo, por isso vou aguardar a próxima consulta para ver se realmente devo continuar tomando. Talvez um calmante mais fraco resolva o problema do estresse. Tenho a impressão que o antidepressivo seja demais para meu estado emocional. Nunca fui uma pessoa com pensamentos suicidas ou depressivos, embora eu guarde tudo. Pode ser que essa depressão seja subconsciente, como se fosse uma crise existencial, até por que minha vida deveria começar agora, 18 anos, amigos, festas, sempre gostei disso, mas nunca tive muitas oportunidades. Acho que esse estresse pode ser muita mágoa acumulada, sentimento negativo guardado lá no fundo, que está explodindo duma vez.

        Tenho vontade de chorar, quando começa a me dar essas coisas, essas dores de estômago, essa indisposição. A vontade de sair e me divertir é muito grande. Não digo apenas do abuso de bebida e fumo, digo de sair com amigos e dar risadas, fazer algo diferente, andar de skate, eu tenho realmente vontade disso, mas a indisposição me impede, é algo que eu não controlo. Não gosto de ficar o dia todo no meu quarto no computador, mas algumas vezes me sinto melhor aqui. Sempre me disseram que tenho personalidade forte, mas eu não sei o que fazer da minha vida, perdi o meu porto seguro, minha mãe, moro com minhas tias, tenho o apoio do meu pai. Estou passando por um momento muito difícil da minha vida, mas aparentemente eu não me sinto “depressivo” não sei o que pensar nem o que fazer, só estou com medo de ter que deixar tudo isso que eu desejo de lado, meus sonhos, minha visão da vida e de como devo vivê-la, pelo fato de poder ter estes problemas, pois meu maior medo é ter que viver com medo.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marco Antônio

          Toda perda é muito dolorosa, e muitas vezes não damos conta do tamanho do nosso sofrimento, que pode tomar as formas mais diversas. Tentamos a qualquer custo preencher o vazio que fica. E nem sempre fazemos as melhores escolhas para preenchê-lo, tornando-o ainda mais insuportável.

          Amiguinho, em sua fala, você diz: “… meu maior medo é ter que viver com medo”. Ao tomar como parâmetro tal lema, já significa que nele está embutido o seu “medo”, ou seja, ele já está a incomodá-lo. Mostra que sua forma de agir, muitas vezes, não passa de uma maneira de enfrentar esse seu grande temor, que você toma como “fraqueza”. Penso que aqui faz uma confusão entre o “medo” como um aliado nas horas de perigo, quando o corpo faz uso da adrenalina para possibilitar o embate, e o “medo” fóbico. Enquanto o primeiro é sábio, o segundo é doentio e merece tratamento. Para mim, a melhor forma de vida está no equilíbrio, como reza a cultura budista no seu célebre “Caminho do Meio”.

          Você se diz sedentário, o que realmente não é bom, pois a Ciência vem apregoando os perigos do sedentarismo, principalmente em relação ao coração. Aliado a ele ainda carrega duas outras bombas-relógio: cigarro e bebida alcoólica. Este coquetel é perigosíssimo. E ter “medo” dele não significa covardia, mas “sabedoria”, apreço pela própria vida. Mas é bom ver como você vem amadurecendo, como quando diz: “… mas ultimamente tenho pensado bastante se vale a pena correr esse risco, devido ao alto estresse físico e emocional que estou passando.”. Não vale a pena, mesmo, meu irmãozinho. A saúde é o bem maior de nossa vida.

          Quanto ao transtorno da depressão, ele pode aparecer em nossa vida de formas diferentes, muitas vezes sem que nem o percebamos. E a depressão traumática é uma de suas formas. Somente ao abrir-se com seu médico, falando de seu mundo interior, muitas vezes tão fechado, é que ele será capaz de fazer uma avalição sólida. Não é a sua tia quem deve expor, mas você. Quando retornar à nova consulta, abra-se com o profissional, fale-lhe de sua vida pessoal, ajude-o a ajudá-lo. Você diz: “Na verdade, eu guardo muito as coisas e não as demonstro.”. Lindinho, pote que se enche muito acaba entornando, mais cedo ou mais tarde. Fale a seu médico sobre o que aqui diz: “Acho que esse estresse pode ser muita mágoa acumulada, sentimento negativo guardado lá no fundo, que está explodindo duma vez.”. Diga-lhe qual é sua mágoa acumulada e os sentimentos negativos guardados lá no fundo.

          Você escreveu que “Pode ser que essa depressão seja subconsciente, como se fosse uma crise existencial, até por que minha vida deveria começar agora, 18 anos, amigos, festas, sempre gostei disso, mas nunca tive muitas oportunidades.”. O que o impediu que as tivesse? Além do mais encontra-se na flor da vida, com um tempo imensurável para viver e ser feliz. A sua vida apenas desperta. Você também diz: “Tenho vontade de chorar, quando começa a me dar essas coisas, essas dores de estômago, essa indisposição.”. Chore! Isso lhe fará bem! E essa indisposição que o impede de sair e divertir-se com seus amigos pode ser realmente depressão.

          Você fecha seu comentário dizendo: “… mas eu não sei o que fazer da minha vida, perdi o meu porto seguro, minha mãe, moro com minhas tias, tenho o apoio do meu pai. Estou passando por um momento muito difícil da minha vida, mas aparentemente eu não me sinto “depressivo” não sei o que pensar nem o que fazer, só estou com medo de ter que deixar tudo isso que eu desejo de lado, meus sonhos, minha visão da vida e de como devo vivê-la…”.

          Lembre-se, Marco Antônio, de que você é um jovenzinho, ainda no limiar da vida. É, portanto, normal que ainda tenha muitas dúvidas e indagações. O tempo dar-lhe-á experiências para ajudá-lo a decidir. Viva apenas o “hoje” com sabedoria. Um dia de cada vez. Enriqueça sua vida com o conhecimento de onde extrairá a sabedoria. Torne-se, para você mesmo, a melhor pessoa do mundo. O tempo incumbir-se-á de fazer o resto. Este tem sido o método que aplico em minha vida. Não viva com “medo” de ter “medo”. Apenas viva com sabedoria, buscando o equilíbrio em tudo que faz. Quem vive assim desconhece o sentimento negativo embutido na palavra “medo”, quando esse não está aliado à proteção do próprio indivíduo. E conte sempre com este cantinho!

          Abraços,

          Lu

  31. Thalita

    Oi, Lu, tudo bem?
    Estou no 12º dia do remédio… Os primeiros dias foram ruins, como já tinha relatado aqui, porém, eu já estava me sentindo bem melhor já na sexta passada. Só que desde ontem venho muito nervosa lá no serviço devido a alguns comentários de crise de redução de funcionários, e etc. Isso tem me deixado muito nervosa, porque eles não decidem nada, e parece que ficam procurando pelo em ovo. Hoje eu fiquei triste, nervosa, agoniada, e explodi, fui para o banheiro chorar,pra aliviar um pouco. Me senti melhor depois, porém, no final da tarde senti muitos sintomas da ansiedade. Essa situação está me deixando mal. Se não fosse isso eu estaria boa, pois percebi que medicação tem me ajudado e a fé em Deus.
    Devido a essa montanha de sentimentos, a medicação fica comprometida?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      Todos estamos neste mesmo barco, com um presidente incompetente, que está levando o país para o caos. Em vez de trabalhar para o crescimento do Brasil, incentivando seu crescimento, essa temeridade joga-nos no fundo do poço. Não é só você que está se sentindo assim. Somente em São Paulo, o BB e a CEF irão deixar na mão mais de 20 mil funcionários. Essa sua agonia vem sendo compartilhada, a cada dia, por milhões de brasileiros. Prova disso é o número de comentários que vem dobrando diariamente.

      Amiga, o antidepressivo dá-nos um pouco de equilíbrio nesse caos inimaginável, mas não faz milagres diante de tanto descalabro nos três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário). Estamos caminhando para ficarmos todos doentes. Não pense que é somente você. Veja o desespero de alguns comentaristas. Todos estamos mal, ao ver o nosso país afundar a cada dia.

      Beijos,

      Lu

      1. Maurício Jardim

        Boa-noite!

        Queria muito participar desta página, pois me trato de bipolaridade já faz anos, sendo que foi me dado o diagnóstico somente em 2013, depois de 13 anos com a mesma psiquiatra. Tenho algumas dúvidas que muitas vezes ou me esqueço ou não fico à vontade para tirá-las. Pode ser porque tive que trocar de psiquiatra, pois a que eu tratava com ela parou de aceitar meu plano.

        Fazia uso de citalopram de 20 mg, e já mudei há alguns anos para escitalopram de 20 mg. Tomo também clonazepam de 2 mg + alprazolam de 0,5 mg, lamitor de 100 mg + zolpidem de 10 mg, vitamina D manipulada (5 gotas em jejum) e enalapril de 10 mg para pressão e omeprazol de 20 mg.

        Meu atual psiquiatra, já me trato com ele há mais de 2 anos, disse que eu tenho mais depressão do que euforia, digo mania na minha bipolaridade. Estou sempre com mais crises depressivas e meu psiquiatra vem mudando e retirando alguns medicamentos desses que eu já tomo há anos. Estou muito inseguro principalmente referente ao escitalopram, que ele trocou pelo ANAFRANIL (cloridrato de clomipramina de 25 mg, retirou o alprazolam e o zolpidem também, mais mesmo tomando o cloridrato de clomipramina de 25 mg por 3 vezes ao dia, há pouco tempo, sinto que o escitalopram me deixava melhor, mais seguro. Estou na dúvida se falo com o meu psiquiatra que eu prefiro os medicamentos do início. O que devo fazer?!

        Obrigado pela atenção!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Maurício Jardim

          Bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, cada vez mais as pessoas vem sendo acometidas pelo transtorno da bipolaridade. O bom é que existem medicamentos cada vez efetivos, para ajudar seus portadores. Penso que muitas vezes é benéfico mudar de psiquiatra. Alguns são mais estudiosos e mais atentos aos problemas de seus pacientes. Aqui você pode expor todas as suas dúvidas. As que não soubermos responder, vamos pesquisar para lhe trazer respostas que o deixem mais tranquilo.

          Maurício, há uma gama de bons antidepressivos no mercado. Os psiquiatras fazem suas escolhas de acordo com o transtorno de cada paciente, o que é muito normal. Eu já passei por inúmeros, inclusive pelo anafranil. Tais mudanças são importantes porque, muitas vezes, uma pessoa dá-se melhor com certo antidepressivo. Há também o problema de que, com o tempo, o organismo acostuma-se com o medicamento e ficam “demasiadamente amigos”, a ponto de não mais fazer efeito.

          O seu atual psiquiatra está correto ao fazer alterações em seu tratamento, inclusive diminuindo o número de medicamentos. É normal essa dúvida no início do tratamento com um antidepressivo diferente, até porque o organismo passar por aquela fase difícil das primeiras semanas, quando o usuário sente-se muito mal. Faz-se necessário que você aguarde mais tempo, pelo menos um mês, para avaliar a nova medicação (você não diz há quanto tempo está tomando o anafranil). Depois disso, retorne a seu médico e repasse-lhe como vai o seu tratamento. Para não se esquecer, anote tudo num papel, antes da consulta. É muito importante relatar ao médico como está se sentido, pois é através de seu relato que ele irá avaliar o seu estado de saúde, quais remédios estão lhe fazendo bem, quais podem ser tirados, que outros devem ser mudados, etc. Portanto, não precisa falar com seu psiquiatra que prefere os medicamentos antigos, ao relatar-lhe como está passando, ele mesmo chegará a uma correta conclusão.

          Maurício, fique tranquilo, pois tudo irá dar certo. E será sempre um prazer contar com a sua presença aqui nesta página. Não tenha nenhum acanhamento em escrever quantas vezes sentir vontade.

          Abraços,

          Lu

        2. Maurício Jardim

          Bom-dia, Lu!

          Muito obrigado pela sua atenção. São de espaços assim e de seres humanos como você que precisamos, pois sofremos muitos preconceitos, obrigado mesmo.

          Eu não lhe passei como estou tomando o novo antidepressivo (cloridrato de clomipramina de 25 mg, que comecei terça feira passada, da seguinte forma: um comprimido de 25 mg às 08:00, às 12:00 e às 16:00, assim até 4 dias, depois nos mesmos horários, só que 2 comprimidos de 25 mg. No oitavo dia devo passar para o médico como estou me sentindo. Como eu tomava citalopram de 20 mg e depois passou para escilopram de 20 mg por muito tempo, me senti inseguro, e também ele tirou o moderador de humor, o LAMITOR de 100 mg. Falou que não gosta de receitar moderadores de humor, quando o quadro é de muita depressão, pois a minha bipolaridade como é mais depressiva, sendo menos a euforia, sendo melhor parar com o Lamitor. Um mês atrás o médico me passou valdoxan de 25 mg mais o Queropax de 100 mg, mais o valdoxan, que ele me deu 2 caixas de amostra grátis, pois é muito caro, e eu não tenho condições de comprar. Eu estava me sentindo melhor, e referente ao Queropax de 100 mg estava fazendo eu dormir muito bem, só que me deixava dopado todo o dia, diminui para 50, depois 25 e 12,5 fiquei bem sonolento não dopado, mas ele mandou parar.

          Novamente obrigado, vou aguardar e ver como vai ficar com essa nova medicação, pois é muito sofrimento.

          Abraços, fique com Deus e tenha um final de semana abençoado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maurício

          Um dos pontos fundamentais no tratamento dos transtornos mentais é ter confiança no médico, saber que se trata de uma pessoa séria e comprometida com a saúde do paciente. Se seu médico tiver esses requisitos, procure ficar tranquilo e seguir direitinho a medicação que ele lhe passou, repassando-lhe, sempre que possível, suas reações. Se sentir que algum transtorno está sendo difícil de suportar, entre em contato imediato com ele ou vá num posto de saúde mais próximo. É importante ler a bula, para saber quando deve procurar ajuda, mas não fique impressionado com tudo que lê ali.

          Amiguinho, a indústria farmacêutica é tão gananciosa quanto os nosso sistema bancário. Ela quer ganhar mais e mais. Por isso, sempre que um medicamento estiver com o preço abusivo, ou seja, muito caro, diga para o seu médico que está além de suas posses (eu sempre faço isso). Assim, ele lhe prescreverá outro com substância similar, de outro laboratório com preço bem mais em conta. Pode ver esta loucura de preços no próprio oxalato de escitalopram, que varia loucamente de um laboratório para outro. Mais uma vez eu lhe digo para confiar no seu médico, pois é a pessoa que mais tem capacidade de saber quais são os medicamentos que lhe são necessários. E não tenha insegurança em questionar-lhe sempre que tiver dúvida. A relação de paciente e médico mudou muito nos dias de hoje, pois o segundo está muito mais bem informado.

          Maurício, nós, portadores de trantornos mentais, precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). É muito sofrimento, sim, mas só temos a agradecer pelo avanço da Ciência em relação às doenças do cérebro. Procure também praticar algum exercício físico (pode ser caminhada) e olhar a vida com mais otimismo. Indico-lhe uma categoria no site chamada ARTE DE VIVER (busque em ÍNDICE GERAL). Tenho a certeza de que lhe fará muito bem. E volte aqui sempre que quiser. Leia também os comentários de outros membros de nossa família, aqui. Se quiser, poderá também escrever para eles.

          Abraços,

          Lu

  32. Juliana

    Nany

    Quando eu passei pela primeira vez por essa médica em que estou indo, ela também foi muito fria comigo, e só ficava só olhando para tela do computador. Eu me questionei, se ela estava realmente me ouvindo, e me receitou dois medicamentos: um antidepressivo e outro enxaqueca. Marcou um retorno de 15 dias. Minha consulta foi na sexta-feira e na segunda eu já estava desesperada, porque não tinha conseguido ir trabalhar e ainda sentia desespero e sufocamento. Então ela me deu 10 dias para aguardar o medicamento fazer algum efeito, mas ao final dos 10 dias não consegui ir ao trabalho. Retornei ao consultório em prantos e mal conseguia falar com ela, que me deu um atestado de 1 mês, mas estou ainda muito ansiosa, desesperada, sufocada. Preciso trabalhar essa minha ansiedade, como a Lu já me disse. Ontem fui até à empresa assinar uns papeis, e foi horrível, passei mal e comecei a suar frio, fiquei pálida e zonza,coração a mil.

    Nany, sei muito bem o que está passando e te entendo, e se precisar perguntar alguma coisa fique a vontade, porque estamos aqui para ajudar uns aos outros.

    1. Nany

      Juliana

      Como você está? Como foi para marcar a perícia? Foi você ou a empresa? Hoje fui em outro psiquiatra, muito atencioso. Ele ajustou minha medicação e pediu um afastamento de 30 dias, ou seja, terei que entrar no INSS… Você já fez tua perícia? Eles marcaram rápido?

      Beijos

      Nany

      1. Juliana

        Oi, Nany!
        Na segunda-feira eu passo na perícia. Torço para que o perito me compreenda, pois para muitas pessoas o que sentimos é somente frescura e vadiagem.

        Foi a empresa que ligou para o INSS, e esse marcou a consulta. Assim que peguei o atestado entrei em contato com ela. No mesmo dia o RH ligou-me passando o dia e a hora. Ligue para o RH de sua empresa. Assim que passar pelo perito, eu lhe dou todos os detalhes. Qual remédio a sua médica receitou-lhe?

        Beijos

  33. Amanda Castro

    Boa-noite!

    Eu tenho 14 anos e fui ao psiquiatra, que disse que tenho tanta ansiedade, que ja é meio TOC. E me receitou Eficentus (oxalato de escitalopram). E eu estou com muito medo de tomar, pois li a bula e fala que não é indicado para menores de 18, e que pode ter efeitos como suicídio. Ele disse para eu tomar meio comprimido durante 10 dias e depois 1 inteiro, só que eu estou com medo, tem muitos efeitos colaterais. Não devia ter lido a bula, pois esse meu toc só piorou. Só que se for por peso e tamanho eu tenho 18, pois sou muito alta peso 63 kg. Eu queria saber se é assim mesmo esses remédios, pois é a primeira vez, não sei o que faço.

    Obrigada desde já!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, assim como você, também comecei a usar antidepressivos na minha adolescência. Sinto-me muito feliz porque eles existem para ajudar-nos a ter uma boa qualidade de vida. Imagine como devia ser triste a vida das pessoas antes da descoberta desses remédios! E quando somos acometidos por qualquer tipo de transtorno mental faz-se necessário buscar ajuda médica, para que possamos viver sem o sofrimento que nos causam as crises.

      Amanda, realmente esse medicamento tem como advertência não ser usado por menores de 18 anos. Talvez seu psiquiatra tenha levado em conta a sua estrutura corpórea. Acontece, porém, que você está insegura para usá-lo, e isso não é bom. Portanto, aconselho-a voltar a seu médico (ou a um outro) e questioná-lo sobre a observação que consta na bula. Diga-lhe que ficou amedrontada, pois só tem 14 anos (você falou com ele a sua idade?). É muito importante que, ao tomar um medicamento, a gente sinta-se plenamente informada. E você tem toda a razão em fazer tal questionamento. Parabéns! Procure ficar tranquila até resolver tudo direitinho. Depois venha aqui me contar como foi seu contato com o psiquiatra. Saiba também que poderá escrever aqui quantas vezes necessitar. Estamos todos com você! Venha sempre conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

    2. Flavia Adriana

      Bom-dia, Amanda!

      Os medicamentos são meios de restaurar o quimismo cerebral, para que tenha condições normais de fazer uma terapia, tomar decisões ou lidar com a situação que é a causa(s) do seu estado atual. Você fez a coisa certa: foi ao especialista. Não se preocupe com alertas sobre a medicação que está usando. Seu médico te atendeu, te entrevistou e aplicou a dosagem correspondente ao seu caso, que ele deve acompanhar após o seu retorno à consulta (ademais, todo medicamento tem efeitos colaterais, porém, pesam muito menos diante dos sintomas das doenças que queremos tratar. É como alguém que precisa tratar de forte enxaqueca, cujo remédio causa acne ou engorda, como efeito colateral. Tratar a enxaqueca, certamente, será a prioridade. O médico, ao receitar, leva tudo isso em consideração. O resto, trata-se depois – mas ele está de olho, pode ter certeza. Então, quando voltar, ele vai poder avaliar se a medicação foi adequada, se a dose deve mudar, ou se o remédio não será mais necessário. Colabore com a análise dele, prestando bem atenção em como se sente ao longo dos dias, após o início da medicação. Caso você se decida por ir atrás de outra opinião, busque outro psiquiatra.

      Tenha em mente que você já estpa a caminho da saúde e lembre sempre de sair dessa sintonia de focar na doença. Foque mais na sintonia com a saúde. Ninguém é doente, e sim está doente, no momento, tendo toda a possibilidade e direito de buscar a saúde, estado natural de todos nós.
      Não importa se precisa tomar remédio, o que quer é se sentir bem, recuperar a alegria de viver fora do estado de angústia. E para isso, devemos lançar mão de todos os recursos. Então muda o olhar – vai buscando informações de como conquistar a saúde e o bem-estar, ao invés de manter a sintonia só com a enfermidade. Dê preferência às informações dos especialistas no assunto, pois a Ciência avança a cada dia e suas descobertas se espalham com muito mais velocidade entre os profissionais, que são obrigados, e não poderia ser de outro modo, a estarem sempre atualizados sobre os avanços da medicina, podendo assim, oferecer aos seus pacientes sempre o melhor tratamento que existe, em qualquer tempo. Não adiar o encontro com a melhora é o melhor caminho, não perdendo tempo com o que focar no problema, em vez de focar na solução. Crie disposição mental otimista para dar espaço propício à melhora, e medita em como o tratamento tira e alivia você deste estado, te fazendo conquistar a saúde e o equilíbrio que deseja e merece!

      Falando em meditação, a da Gratidão é ótima para isso! Alimentar os pensamentos com o que você já conquistou de bom, como: ter conseguido identificar que existe algo a ser cuidado e procurou ajuda especializada, (enquanto muitos não buscam porque gostam da posição de enfermos, por conseguir chamar a atenção dos que estão em volta, chantageando a todos emocionalmente, o chamado “ganho secundário” – nunca caia nessa grande cilada do ego, ao contrário, busque espalhar tua alegria, que atrai a todos com muito mais segurança e de forma muito mais agradável). Problemas toda humanidade sempre os teve; só os supera quem se decide pela conquista da saúde. O esforço otimista é o principal aliado dos tratamentos.

      Vou te passar uns links de umas aulas de medicina que esclarece muito sobre a nossa saúde integral. Se assim quiser, vai vendo a sequência, conforme sua possibilidade. Vai se sentir muito melhor ao falar sobre saúde e libertação das doenças.
      eis o primeiro:


      (Há aulas deste professor sobre a ansiedade também.)

      2: Tem um livro muito bom que ajuda a gente a parar de agir no automático da ansiedade – que é excesso de preocupação ou medo do futuro. O livro chamado O PODER DO AGORA – explica como a gente nunca está no momento presente, detalhadamente, e nos ajuda a ir vencendo esse estado mental automático que só atrapalha. Você vai ver como essas informações libertam. Tem o áudio no youtube também.

      Um grande abraço e viva a vida com amor e alegria. Estamos juntos, superando desafios. Espero ter ajudado.

  34. Tissiana

    Boa-tarde!
    Sofro com TAG e ataques do pânico… Ultimamente procurei um médico ortomolecular que me pediu diversos exames de sangue, nos quais constatou cortisol alterado, prolactina, falta de vitamina D. Os hormônios da tireoide estão normais, graças a Deus… Ele me passou um tratamento com 5HTP, vitamina B6 e B3, cloreto de magnésio PA e fisioton e um antidepressivo chamado Venlafaxina. Ocorre minha flor, que não quero mais entrar em antidepressivos, pois os efeitos colaterais que me causam são terríveis… Sou uma pessoa muito agitada, nervosa, estressada e acho que o estresse desencadeou tudo isso em mim… Tomo o rivotril em gotas para me ajudar nas crises… Gostaria de saber se posso me ver livre dessas crises, sem tomar o antidepressivo, e só fazer os tratamentos que citei acima… Estou com crise compulsiva alimentar também, pois se não como, acabo tendo crises de ansiedade.

    Desde já muito obrigada… Deus abençoe!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Tissiana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, são muitas as pessoas, que aqui escrevem, que fazem tratamento com o antidepressivo Venlafaxina. É fato que os antidepressivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, mas que passam, normalmente, entre duas a três semanas. Penso eu, que tenho depressão crônica (herança da minha parte materna), e que faço uso desse tipo de medicamento desde a minha adolescência, que todo o sofrimento da fase inicial compensa o fato de trazer-nos melhor qualidade de vida, uma vez passada a turbulência.

      Tissiana, embora haja uma corrente contrária ao uso de antidepressivos, eu, pessoalmente, acredito que os transtornos mentais exigem medicação alopática. Se tratamos dos nossos rins, coração, fígado, etc, por que devemos negar tratamento ao nosso cérebro. Ele faz parte de nosso corpo e, como tal, também adoece, exigindo os mesmos cuidados. Quando o transtorno apresentado possui origem traumática, fica mais fácil de ser tratado com psicoterapia, mas fora disso, faz-se necessário o uso de um antidepressivo.

      Lindinha, o rivotril em gotas irá apenas ajudá-la em suas crises, pois é um tranquilizante momentâneo, que não age no cerne da questão. Chegará um tempo em que terá que aumentar a dose para que faça algum efeito. Portanto, minha amiguinha, o ideal é que você siga a prescrição de seu médico, pois descreve a si mesma como:

      “Sofro com TAG e ataques do pânico… Sou uma pessoa muito agitada, nervosa, estressada e acho que o estresse desencadeou tudo isso em mim…”

      Tissiana, tais crises quando não tratadas tendem a ficar mais constantes e mais graves. Repense com carinho essa sua decisão, pois não vale a pena sofrer tanto assim, quando se pode melhorar a qualidade de vida.

      Espero recebê-la muitas vezes aqui.

      Abraços,

      Lu

      1. Tissiana

        Obrigada, pela minha flor, pela atenção dada… Vou tentar seguir os seus conselhos…. rsrsrs… Deus lhe abençoe ricamente, e com certeza voltarei mais vezes! Um grande abraço, princesa!

      2. Tissiana

        Oi. Lu!
        Fui novamente ao psiquiatra e o mesmo me receitou Bupropiona para Ansiedade Generalizada. Você já ouviu falar desse medicamento? Ele é bem aceito para meu problema? Muito obrigada, flor!

        Deus a abençoe!

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Tissiana

          Trata-se de um antidepressivo muito receitado, conforme poderá ver aqui nos comentários. Conheço muitas pessoas que fazem uso desse medicamento e dão-se muito bem. Fique tranquila. Mas ponha em prática as sugestões do texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Beijos,

          Lu

      3. Tissiana Siqueira

        Oi, Lu, boa-noite, flor!

        Fico vendo seus comentários e vejo o quão atenciosa é. Isso nos dá confiança em prosseguir.

        Minha flor, na última vez que escrevi aqui, disse que meu médico havia me receitado o bupropiona, mas não me adaptei ao medicamento. Como sofro muito com os efeitos colaterais, ele resolveu me passar o escitalopram em gotas. Iniciei com uma gota por dia, aumentando de 2 em 2 dias. Estou tomando 3 gotas ainda, aumentando bem devagar, pois mesmo sendo poucas gotinhas tenho efeitos colaterais.

        Minha flor, queria muito tirar uma duvida com você. Essa fome exagerada acaba comigo. Mal acabo de comer já sinto fome novamente e, se caso tento ficar sem comer, começo a passar mal. Por que isso ocorre, minha flor? Já virou um ciclo vicioso, sinto necessidade de comer. E isso me entristece muito, pois engordei bastante. Será que com o tempo, conforme eu for aumentando as gotinhas do escitalopram, eu tenho um melhor resultado? Tenho que chegar em 10 gotas. Mandei manipular, pois na farmácia era muito caro.

        Obrigada desde já pela sua atenção. Que Deus lhe abençoe pelo carinho conosco.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Tissiana

          Todo antidepressivo possui efeitos colaterais, mas cada organismo reaje diferentemente a esse ou aquele. E a algumas substâncias ele reaje fortemente, impossibilitando seu uso, tamanho é o sofrimento causado ao usuário, como lhe aconteceu com a bupropriona. Quando isso acontece, a única alternativa é mudar para outro. Ainda bem que são muitas as opções.

          Lindinha, dentre os efeitos adversos do oxalato de escitalopram está a possibilidade de abrir o apetite em demasia ou levar à inapetência. Em consequência, uns emagrecem e outros engordam. Quando comecei a tomar esse medicamento, eu não tinha fome alguma. Comia à força. Perdi peso, mas depois de um tempo houve certo equilíbrio de meu organismo. Embora coma pouco, voltei ao meu peso normal. Conforme me relata, o ideal é que converse com seu médico, pois a tendência, ao aumentar a dosagem, é também aumentar seu apetite, levando um certo tempo para chegar ao equilíbrio. Como já ganhou peso usando apenas algumas gotinhas, não deixe de procurar o especialista.

          Estava com saudades suas, não suma tanto tempo assim!

          Beijos,

          Lu

        2. Tissiana

          Lu

          Muito obrigada pela atenção de sempre, minha flor.Você é uma pessoa iluminada! Quanto à fome exagerada, princesa, sinto isso antes de iniciar o tratamento com o escitalopram. Quando começaram minhas crises, essa fome já veio junto também, desde março do ano passado… E se não como, passo mal… mãos geladas, tonturas, sensação de desmaio, um buraco no estômago, típico mesmo de uma crise de ansiedade, mas isso parece que já me afetou o sistema nervoso, e por isso sinto essa necessidade tremenda de comer… Isso é normal, minha flor? Só quero me ver livre desse pesadelo.

          Um forte abraço, Deus Abençoe!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Tissiana

          Você tinha essa fome exagerada, mesmo antes do tratamento, em razão de sua ansiedade. Um dos distúrbios que esse transtorno traz é a vontade de comer muito ou a total inapetência. As pessoas obesas, quando não o são por distúrbios glandulares, trazem consigo um alto grau de ansiedade, compensada pela ingestão excessiva de alimentos.

          No seu caso, Tissi, o antidepressivo reforçou a sua fome, pois trata-se de um de seus efeitos adversos. Isso não é normal, pois sua função é levar equilíbrio ao organismo. Se não está atendendo a esse objetivo, o psiquiatra deverá mudá-lo para outro. Se persistir com ele, acabará tendo que lidar com a obesidade, o que gerará inúmeros problemas de saúde para você. Portanto, amiguinha, não relute em voltar a seu psiquiatra, o mais rápido possível, reportando-lhe tal efeito e falando-lhe sobre os quilos que ganhou. Somente assim será possível livrar-se “desse pesadelo”. Através dos comentários, poderá ler sobre o caso de muitas pessoas que tiveram que mudar o medicamento, pelo fato de engordarem muito.

          Um grande abraço,

          Lu

        4. Tissiana

          Obrigada, minha flor… Voltarei a conversar com ele.
          Grande beijo e mais uma vez obrigada pelo carinho.

          Fica com Deus!

  35. Paloma Lopes

    Oi, Lu, voltei!

    Que doença é esta meu pai? Estou fazendo também terapia com um psicólogo. Faz duas semanas que estou sem crise, passou o enjoo, o mau humor, tonturas, língua amarga e outos que citei aqui, porém, quero que me tire uma dúvida: como moro bem próximo do meu local de trabalho, vou em casa almoçar, tomar um banho e tirar uma soneca. Tenho notado, e não é de hoje, que quando estou preste a cair no sono, sinto um choque no coração ou no peito, ainda não sei bem onde é, e me assusta, pois fico tensa, e isso é toda tarde. Às vezes à noite tenho até medo de dormir. Além de sentir isso, sinto meu braço, perna ou alguma coisa do meu corpo mexer sem eu ter feito nada, e isso me assusta também. A gente corre risco de morte tomando alguns desses remédios?

    Olhe, Lu, às vezes luto ao máximo, para não cair em desespero, mas esses “choques” me tiram do sério e me assustam. Eu, como lhe disse, já fiz vários exames e não constou nada.

    Eu amo esse seu site, você não tem noção de como está me ajudando muito.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Que maravilha, você está ultrapassando o Cabo das Tormentas, ao deixar os efeitos adversos para trás. Parabéns garota POP.

      Amiguinha, é muito comum o fato de as pessoas sentirem choque quando lutam para não dormirem. Ou seja, você sabe que não pode cair no sono, pois terá que se levantar para trabalhar. Assim, trava-se uma luta entre o seu corpo que pede uma boa soneca e sua mente que sabe que é impossível cair nos braços de Morfeu. Isso acontece comigo, se me deito apenas por um curto tempo, e o sono chega forte. Parece um choque elétrico. Atualmente prefiro fazer outra coisa a ter que me deitar com o compromisso de levantar-me meia hora depois. Gosto de dormir um sono solto, uai. Portanto, minha querida “pombinha”, passe a não se deitar após o almoço. E assim terá resolvido esse problema que a atormenta. Adeus senhores choques! E ninguém morre com esses remédios. Saiba que os antidepressivos também são usados por crianças. Você continuará “vivinha da silva”, risos.

      E eu amo a sua presença aqui, minha fofinha.

      Beijos,

      Lu

  36. Alê

    Olá, amiga!
    Comecei a tomar o antidepressivo Exodus tem 4 dias, porém, estou tendo muita diarréia. Vou no minímo umas 10 x ao banheiro. Isso pode ser reação do remédio?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alê

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. A diarreia encontra-se entre os efeitos ruins do oxalato de escitalopram. Saiba, porém, que as reações ruins duram, normalmente, entre duas a três semanas. Contudo, alguns efeitos devem ser comunicados a seu médico, como a diarreia, que pode levar o seu corpo a ficar desidratado. Vou lhe passar uns links para maiores informações.

      Abraços,

      Lu

  37. Juliana

    Lu,
    minha enxaqueca é muito forte, fico zonza, vomito, o que alivia são os coquetéis direto na veia. Minha duvida é quando eu passar pela perícia poder ocorrer do perito não me conceder mais alguns dias? Sei que cedo ou tarde terei que enfrentar, mas não estou conseguindo, só de pensar em estar naquele lugar com tanta criança, com cobrança de chefia, já me deixa sufocada em desespero. Estou pensando em pedir as contas, mas tenho muito medo de não conseguir outro emprego, e acho que esse afastamento vai contar pontos negativos para outra empresa que for trabalhar.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Você sabe o que significa a palavra “preocupação”? Significa ocupar sua mente com algo ruim que você não pode resolver no momento. Não adianta inquietar-se antes do tempo, pois seria sofrer desnecessariamente. Cada coisa a seu tempo, é assim que devemos viver. Saiba que as pessoas otimistas tendem a viver melhor e a conseguir o que desejam. Que diferença fará esse seu pensamento fixo no modo como o perito irá comportar-se em relação à sua consulta? Nenhuma! Portanto, amiguinha, entregue tudo nas mãos de Deus e aguarde que as coisas aconteçam.

      Juju, deligue-se, viva bem o momento, pois de outro jeito estará estragando seu tempo, enchendo-o com pensamentos negativos. Esqueça da escola, das crianças, de seu chefe e do perito. Curta sua licença da melhor forma possível. Deixe as coisas acontecerem. Espere o resultado da perícia para pensar em pedir as contas. E é claro que é um momento ruim para perder o emprego, em razão da crise que acontece no país. Viva um dia de cada vez. Não queira controlar o mundo. Isso só desgasta você.

      Ju, o perito irá lhe dar oportunidade de colocar tudo o que sente. Fale-lhe de seu “terror” de voltar para o trabalho, das noites sem dormir, de seu sufoco e desespero. Ele (ou ela) também é um ser humano. Já tirei muitas licenças de saúde em minha vida. Nunca tive problemas. Sempre encontrei peritos maravilhosos, humanos e honestos, que sabiam muito bem distinguir quem estava doente de verdade de quem só queria licença para não trabalhar. Portanto, amiguinha, fique tranquila… Irá dar tudo certo! Pense positivamente. Nossos pensamentos possuem força vital.

      Estarei torcendo por você, menininha ansiosa!

      Beijos,

      Lu

  38. juliana

    Oi, Nany,

    eu li o que você escreveu sobre seu local de trabalho. Seus sintomas são iguais aos meus. Eu peguei um mês em casa, e já penso que não vou conseguir voltar, pois só de pensar em estar lá já sinto dores de cabeça e meu coração acelera. Sei que tudo isso é inexplicável, me culpo por tudo, mal consigo dizer à minha médica o que sinto, tenho vontade de sair correndo, deme insolar, também tenho medo da medicação e de seus efeitos, de me viciar de ficar dependente disso. Gostaria muito de saber como você está?

  39. Juliana

    Lu, minha médica me receitou o amato para enxaqueca, mais tive medo de tomar, pois a mesma me alertou que poderia emagrecer e, que iria perder o apetite, então tive medo de tomar. Analgésicos não aliviam a minha dor que é muita; ultimamente tenho parado várias vezes no hospital para ser medicada. Em relação ao antidepressivo, não obtive sucesso com o remis, trocando pelo pondera. Tenho medo de voltar a ter todos aqueles sintomas horríveis.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Muita gente usa o amato com a finalidade de emagrecer, isso é verdade. Como já lhe disse, experimente colocar bolsa com água quente na barriga (para cólica menstrual). E não tenha medo dos efeitos adversos, pois todos passam. O importante é a melhora na sua qualidade de vida.

      Abraços,

      Lu

  40. Juliana

    Nany

    Eu vou passar pela perícia agora, pois a minha médica me deu 30 dias, fora os 10 que já havia tirado. Eu não consigo nem passar na frente do meu trabalho pra você ter ideia. E de pensar naquele lugar já começo a passar mal, fico com dor de cabeça, palpitações, parece que vou infartar, e para ser sincera, não sei como vou conseguir retornar, parece frescura mais só quem passa por isso para entender. Estou com medo de passar pela perí cia, pois não sei como o perito irá me interpretar, e isso me deixa mais ansiosa e inquieta. Ultimamente não tenho conseguido me concentrar e nem ficar muito tempo em um ambiente. E você, como está?

    1. Nany

      Juliana,

      sexta-feira peguei com a psiquiatra um atestado de 5 dias. Mas ela me tratou friamente, parece que estava achando frescura, foi do tipo: tome um rivotril e durma… Marquei um psiquiatra para amanhã à tarde, desta vez particular ( e caro :(… ), vamos ver como será…

      Também sinto o coração acelerar só de pensar em voltar para o Banco, não quero voltar pra lá, cogito até pedir demissão. Mas são 10 anos de empresa e estamos em um momento bem difícil no nosso país, né? Te entendo muito bem, é um sentimento muito ruim, dá um desespero só de passar em frente a agências bancárias… Não me sinto em condições de atender meus clientes e ter que vender, lidar com as metas. Simplesmente não dá. Não consigo. Lá parece que vou ter um ataque cardíaco. Uma colega mais experiente conversou comigo sobre afastamento… Vou conversar com o médico amanhã, para se possível me dar um afastamento do máximo de dias que ele puder dar… Espero que eu consiga. Melhoras! Força pra nós!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Os dois são antidepressivos. Você não pode tomar sem o conhecimento de seu médico. Você pode tomar um analgésico. Mas não tome o Amytril sem conversar primeiro com seu médico. Veja o comentário da Nany dirigido a você. Responda-o.

      Abraços,

      Lu

      1. Nany

        Oi, Lu!
        Não sei como vim parar nesta página, mas que bom te achar! Adorei os comentários e tuas orientações.

        Lu, tenho passado um estresse enorme no meu trabalho que esta afetando minha saúde e minha vida pessoal. Crises de falta de ar, taquicardia, sensação de sufocamento, vontade de chorar, compulsão alimentar, vontade de me isolar, têm sido dias difíceis. Chego em casa e não tenho nem vontade de conversar com meu namorado. Moramos juntos, ele tem sido muito paciente e não sabe o que fazer… Trabalho diretamente com o público, sou Gerente de Pessoa Física em um Banco, preciso estar bem para atender meus clientes, mas mal tenho vontade de me arrumar e de sorrir. Fico irritada muito rápido e me sinto bem culpada por isso. Parece que esse trabalho não tem nada a ver com a minha essência, sabe? E isso juntamente com a pressão do dia a dia, cobranças malucas em um lugar que só visa números, mais a falta de funcionários que deixa quem está ali sobrecarregado fez com que eu chegasse nesse estado em que me encontro.

        Fui a uma psiquiatra essa semana, que me receitou fluoxetina e rivotril e perguntou se eu queria uns 5 dias até o remédio fazer efeito. Eu recusei. Na verdade nem consegui falar tudo o que eu sentia, pois foi um atendimento tão frio, tão express, que juro, durou no máximo, no máximo 10 minutos.

        Tenho vontade de pedir demissão. Afinal, não está contente sai fora, né? Mas é um medo que me consome… São 10 anos de Banco, daqui a pouco eu chego aos 30 anos e não tenho nada certo em vista. Pedindo as contas eu perco um bom dinheiro, mesmo dinheiro não sendo tudo é difícil sair assim sem nada, ainda mais no momento em que estamos. Desde os 19 anos eu me viro sozinha, não tenho marido ou família com dindin para me manter. Ainda quero trabalhar com algo em que eu possa ajudar as pessoas a tornar suas vidas mais harmônica… Só de pensar que amanhã tenho que ir para o trabalho coração já acelera aqui. Vontade de ligar para a médica que mal me olhou nos olhos e pedir uns 15 dias. Mas aí vem uma culpa junto.

        Não tive coragem de tomar a fluoxetina e rivotril. Não sei explicar, mas quando eu penso em tomar, penso que na verdade o problema de tudo é o trabalho. Então se eu ficar uns dias longe, mesmo sem remédio conseguirei voltar a ficar bem. (Só que se eu pegar atestado, uma hora terei que voltar). Escrever faz bem, né?

        Obrigada por proporcionar isso em sua página.
        Beijos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Nany

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, profressores e bancários encontram-se entre as profissões mais desgastantes deste país, com um altíssimo número de pessoas com transtornos mentais. É vexamoso os grandes lucros que têm os bancos e o menospreso pela vida de seus funcionários, sem falar nos baixos salários, na falta de funcionários e nos cortes diários, em razão de políticas desumanas, em que o lucro é a bandeira do sistema. Você diz:

          “Lu, tenho passado um estresse enorme no meu trabalho que esta afetando minha saúde e minha vida pessoal. Crises de falta de ar, taquicardia, sensação de sufocamento, vontade de chorar, compulsão alimentar, vontade de me isolar, têm sido dias difíceis.”. Todos esses sitomas são alusivos a um enorme estresse que ora atravessa, necessitando realmente de ajuda médica para ultrapassar tal fase. Saiba que não tem culpa alguma para ficar irritada. Não se machuque mais ainda. Não peça demissão neste momento de crise porque passa o país. Se eles forem demitir funcionários em seu Banco, pelo menos terá os seus direitos preservados. O ideal é que tirasse um mês de licença.

          Nany, você é muito jovem ainda, já vá estudando outros campos de trabalho, que a tornem realizada. Prepare seu espírito para isso. Por que não tenta um concurso público numa área de que gosta? Ao dizer que:

          “Não tive coragem de tomar a fluoxetina e rivotril. Não sei explicar, mas quando eu penso em tomar, penso que na verdade o problema de tudo é o trabalho. Então se eu ficar uns dias longe, mesmo sem remédio conseguirei voltar a ficar bem.”, saiba que ainda que seja o problema proveniente do trabalho, você precisa de ajuda médica. O medicamento irá equilibrar o seu organismo, ajudando-a a sair de tal crise. Se não fizer o tratamento, poderá resvalar para uma crise de pânico aguda, pois se encontra num alto grau de estresse. Pode até mesmo tirar uns dias de licença e voltar com o mesmo problema, pois seu organismo encontra-se em desarmonia, por isso, necessita do medicamento o mais rápido possível. Não tenha medo de fazer o tratamento, pois muitos transtornos são desencadeados por crises de estresse. E quanto mais cedo tratá-la, melhor.

          Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Katia

          Nany,

          lendo sua história eu me identifiquei completamente. Tenho 31 anos, e me formei em direito aos 28 anos, realizando meu sonho, contudo, por questões financeiras, trabalho desde os 16 anos. E desde os 23 sou concursada em uma escola, mesmo após formada não consegui deixar a escola, por questão de estabilidade, e esses últimos três anos foram me corroendo por dentro, de forma que só de pensar em trabalhar sinto calafrios. Chego todos os dias no trabalho no maior mau humor, com medo de explodir e atingir alguém, sempre com muita vontade de chorar e sumir. Há mais de um ano estou fazendo terapia e há cerca de 6 meses estou sendo acompanhada por uma psiquiatra e tomando escitalopram e alprazolam para depressão e ansiedade.

          Somente quem passa por isso, pode saber a intensidade do mal-estar que é ter que sair de casa para trabalhar em algo que não nos realiza. É uma frustração imensa. Com a terapia estou tentando entender que isso é uma fase ruim e que irá passar e eu terei meu lugar ao sol, porém, a depressão me impede de fazer muitas coisas que poderiam me tirar dessa situação, como por exemplo estudar para um concurso, não tenho concentração para tal. Mas tenho fé que isso vai passar. E acho que a terapia tem sido fundamental para que eu consiga levantar da cama a cada dia. Por isso, acho que se você tem tanto medo de medicação, poderia fazer terapia, a mim ajudou bastante.

          Adorei a oportunidade de conhecer este site.

        3. Nany

          Kátia, desculpe-me, pois só vi agora tua mensagem.

          Nesse meio tempo continuei passando mal… Falta de ar, coração acelerado, comendo muito e bem deprimida. Cheguei ao limite de não querer mais atender meus clientes e de ter um piripaque cada vez que o meu telefone tocava. Ver os comerciais do Banco em que trabalho já me deixava com vontade de chorar. Fui em um outro psiquiatra particular, que me afastou por 30 dias. Estou há 10 anos no Banco, nem sei como isso funciona… Segunda já vou apresentar o atestado e ver a questão da perícia… Ah, e vou iniciar terapia! Estou falida, mas um gasto necessário. Não consigo me imaginar voltando ao trabalho, mas o mesmo é meu ganha-pão e não consigo me ver em outro. Até me interesso por outras áreas mas aí vem o medo e a questão de já estar chegando aos 30 anos, e não saber fazer nada além de trabalhar em Banco.

          Quero me sentir bem. Não tenho vontade de ver pessoas, moro há 1 ano e pouco em São Paulo, e não fiz muitas amizades por aqui… Sobre a medicação, estou na fluoxetina 20 mg, e frontal 0,5 manhã, 0,5 tarde e 1 mg à noite… E tu, como estás?

          Beijos

        4. Ana

          Nany
          Caramba… Uma parceira bancária.
          Também sou bancária, vou fazer 9 anos de banco esse ano. Assim como você, tenho experiência somente em banco. Tenho 28 anos. Às vezes isso me apavora, porque não gosto de trabalhar em banco, porém é meu ganha pão e é muito difícil mudar de área a essa altura do campeonato.

          Eu fui diagnosticada com TAG em agosto/2016 e desde então comecei a tomar o Espram, 10 mg. Desde a primeira semana de uso já me senti recuperada, não tive mais nenhum sintoma, porém sinto que estou engordando. Já foram 3 quilos em 5 meses, sempre fui uma pessoa que não engordava com facilidade. Isso me preocupa bastante.

          Acredito que eu tenha chegado a esse estado de ansiedade por causa do banco (a vontade de sair, pois passei em um concurso muito bom que está demorando para chamar) e por conta de um namoro que terminou de uma forma meio fria pelo meu ex-namorado (com direito a término por whats e varias reclamações, das quais fiquei me sentindo a pior mulher do mundo por vários meses. Até hoje ainda me bate uma certa deprê, quando me lembro das coisas que ele falou).

          Hoje me sinto muito bem, ainda com um pouco de ansiedade, mas sem os sintomas fisicos, e o que posso dizer, Nany, é que procure algo diferente para fazer fora do banco. Pra mim deu certo fazer treinamento funcional e Tai Chi Chuan, para relaxar… Procure fazer algum curso na área em que você gosta pra futuramente tentar mudar de área. Não sei em que banco trabalha e como são as coisas em relação aos cargos, mas eu cheguei a pedir para mudarem meu cargo, mesmo com redução de salário, para trabalhar 6 horas e poder me dedicar a outras coisas.

        5. Nany

          Ana
          Como você está? Eu sempre trabalhei em agência, sou Gerente de Contas. E você? Além das metas, pressão, mudanças e estresse de repente tudo parou de fazer sentido. Entrei em um estado misto de depressão/ansiedade. Estou ainda de licença médica e logo devo retornar. Mas não consigo me imaginar ainda voltando. Então se eu voltar devo tentar negociar uma demissão. São quase 11 anos e é a única coisa que fiz na vida. Já me destaquei, já tive promoções, mas nunca esteve ligado realmente com a minha essência. Hoje iniciei academia (zumba), o que foi uma vitória pois sou bem sedentária e farei um curso de coaching.
          E você? Já passou no concurso, parabéns! Fique feliz por isso, logo vem a tua hora. 🙂

          Beijo grande, espero que estejas bem e que tenha uma semana excelente!

  41. Juliana

    Lu, desculpe eu te incomodar, é que estou tão nervosa, pois cada um fala uma coisa. Dizem que pode acontecer do perito não aceitar os dias dados pela minha médica, isso me deixa mais ansiosa ainda. A perícia é dia 12/12 e a minha licença acaba no dia 17/12. A empresa me pagou uns dias de trabalho e uma parte só do décimo terceiro, e disse que não vai pagar a outra parte, que o INSS é que deverá pagar.
    Fui informada que o INSS demora para pagar, que só irei receber em janeiro, passarei dezembro sem receber,e minhas contas não vou poder pagar sem dinheiro.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Como já lhe disse anteriormente, o perito irá avaliar sua real necessidade de licença ou não, mas dificilmente ele a negará. E não fique ouvindo uns e outros, pois ficará ainda mais ansiosa. Apenas aguarde o dia 17/12 tranquilamente. E mesmo que ele não dê a licença, os dias que você ficou aguardando a perícia médica serão dados como licença médica, ou seja, você não perderá nada. Fique tranquila.

      Não sei como é feito o pagamento pelo INSS. Dê uma chegadinha numa agência do órgão, ou no Ministério do Trabalho ou pergunte a um advogado. Eles lhe repassarão todas as informações. Quanto ao décimo terceiro, preste atenção:

      – Você irá receber de sua firma (do patrão) o tempo em que trabalhou na empresa. Se trabalhou 10 meses para a firma, irá receber dela relativo aos 10 meses. Como já recebeu uma parte, deverá receber a outra agora em novembro.
      – Quem pagará o período relativo à licença médica será o INSS. Se ficar 1 mês e 15 dias de licença, o seu patrão pagará 10 meses e o INSS pagará dois meses.

      Abraços,

      Lu

  42. Thalita

    Lu, esse remédio faz com que não tenhamos novas crises? Eu fico bem nervosa quando sou o centro das atenções, e se alguém olha dentro do meu olho eu já fico ansiosa… Por exemplo, se estou ansiosa e alguém vem falar comigo, dependendo da pessoa, se for alguém que eu não tenho confiança, meu coração já acelera.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      O antidepressivo tem o objetivo de estabilizar nossas emoções, melhorando nossa qualidade de vida, e de evitar que tenhamos novas crises. Com ele, essa sua exagerada timidez irá diminuir bastante. Outra coisa, a psicologia ensina que, quando conversamos com alguém, devemos olhar nos olhos da pessoa. E, ao contrário do que imagina, devemos ter receio de quem não nos olha nos olhos, pois são essas pessoas que têm algo a esconder. O primeiro ponto a levar em conta é que “ninguém é melhor do que você”, portanto, jamais tema a presença de alguém, quem quer que seja. Somos todos iguais. Pode ir botando um freio nesse seu coraçãozinho. E procure conversar com a pessoa olhando nos olhos dela, repassando sua confiança.

      Abraços,

      Lu

  43. Juliana

    Lu, minha médica me deu 30 dias em casa, a pericia esta marcada para dezembro. Caso o médico perito me dar alta eu recebo esses dias que fiquei em casa? O décimo terceiro eu recebo também,pois a empresa me disse que não vai pagar a proxima parcela.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      A sua licença vai até o dia da perícia. Não se preocupe. Se o médico der-lhe alta, terá que voltar ao serviço no dia seguinte ao da perícia (se for dia de trabalho). Receberá tudo direitinho. Não tem essa de o patrão dizer que não paga isso ou aquilo. O que manda são as leis trabalhistas. Lembre ao perito que sua licença acabou no dia X, ficando você a aguardar a revisão dele, portanto, estando sem licença nesses dias. Isso se ele não lhe der a licença. Mas acredito que ele a dará.

      Abraços,

      Lu

  44. Juliana

    Lu, estou com muito medo de passar na perícia, pois sei que a minha médica sabe o que estou passando, mas será que o perito concordará. A médica só me deu um testado com 30 dias, não me entregou mais nada e também não disse nada. Ela me passou outra medicação: pondera 10 mg. Esse medicamento é forte?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      O perito (ou perita) é também psiquiatra. Ele conhece tudo sobre transtornos mentais. Portanto, nada há para temer. O mais importante é o código que sua médica escreveu no pedido de licença. Os médicos comunicam-se através de códigos, em relação aos problemas mentais. Procure ser uma pessoa mais otimista. Seja POP! Acredite na vida! Elimine a palavra “medo” de seu dia a dia. O otimismo gera saúde. Tudo irá dar certo. Fique tranquila.

      O Pondera é um antidepressivo muito receitado, como poderá ver nos comentários. Acho que irá dar bem com ele. Não é que um antidepressivo seja mais forte do que outro, o fato é que algumas pessoas dão bem com uns e outras com outros.

      Beijos,

      Lu

  45. Juliana

    Lu, passei no meu médico e ele me deu 30 dias e trocou meu remédio Remis pelo Pondera 10 mg, pois o outro estava me fazendo mal. Como me deu mais 30 dias para começar a me adaptar com esse novo remédio, minha dúvida é se vou ter que passar pela perícia. No caso meu cid e f34, pode acontecer do perito não aceitar esse atestado e me fazer voltar ao trabalho?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Com mais de 15 dias de licença você terá que passar pela perícia do INSS, pois o patrão só tem o direito de pagar até 15 dias. Mas não se preocupe, pois geralmente a perícia aprova, principalmente em se tratando de transtornos mentais. Basta contar ao médico, direitinho, como está passando. Procure se informar onde deverá ir para marcar a perícia. Mas não demore, para não correr o risco de ficar sem receber seu pagamento.

      Cid F34 significa: Transtornos de humor [afetivos] persistentes.

      Abraços,

      Lu

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