EXERCÍCIO – FALTA X EXCESSO

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Quem não pratica exercício algum e aqueles que o fazem em excesso têm a mesma possibilidade de morte prematura. É isso mesmo! Exercícios em demasia fazem tão mal quanto o sedentarismo. A conclusão é de um estudo dinamarquês. Para os cientistas que acompanharam a pesquisa, exercícios extremos não mudam chances de morrer comparado com quem não faz nada. A chave parece estar na moderação.

O estudo foi conduzido no hospital Frederiksberg, em Copenhague, onde estudaram voluntários saudáveis ao longo de 12 anos. Mais de mil praticavam corrida, ao passo que quase 4.000 não praticavam nenhum tipo de exercício. As menores taxas de mortalidade couberam aos praticantes de corrida de ritmo leve a moderado, enquanto os que praticavam corridas intensas não registraram estatísticas diferentes das do grupo sedentário.

As pessoas que correram num ritmo constante durante menos de duas horas e meia por semana tiveram menos chances de morrer no período. Já os que correram mais do que quatro horas por semana ou não fizeram exercício nenhum registraram o maior número de mortes. A conclusão é que o ritmo ideal de corrida é cerca de 8 km/h e de forma moderada. Além disso, eles concluíram que é melhor não correr mais do que três vezes por semana, num total de até duas horas e meia. Já as pessoas que praticavam corridas mais intensas, em especial aqueles que corriam mais de três vezes por semana com um ritmo mais forte do que 11 km/h tinham as mesmas chances de morrer que aquelas que não praticavam exercício.

Exercícios vigorosos provocam desequilíbrios no organismo, ou seja, quando a relação entre o treino e a recuperação está desproporcional. A prática de qualquer esporte gera um desgaste no organismo, caracterizado por pequenas lesões, desidratação e até variações hormonais. Esse desgaste precisa ser recuperado com uma boa alimentação e tempo adequado de descanso.

Conhecido por overtraining, o excesso de atividade física acontece quando a pessoa pratica suas atividades de forma incorreta, sem respeitar o tempo necessário de descanso ao corpo. Muitas vezes, o overtraining deve-se ao fato da pessoa sentir ansiedade em alcançar os resultados desejados, levando-a, normalmente, a ter também uma dieta inadequada. Dentre os sintomas do overtraining estão a perda de apetite e de peso, insônia, cansaço, estresse, agressividade e até depressão.

Retornando ao estudo, os pesquisadores ainda não sabem o que está por trás dessa tendência, mas acreditam que mudanças no coração durante a prática de exercícios extremos podem oferecer uma explicação. Em suas conclusões, os pesquisadores sugerem que “exercícios pesados, de resistência, podem induzir a alterações patológicas na estrutura do coração e nas artérias no longo prazo”. É sugerido que você não precisa correr maratonas para manter sua saúde. É recomendado 150 minutos de atividades moderadas por semana, ou seja, 50 minutos de caminha moderada três vezes por semana. É simples assim!

Nota: obra de Fernando Botero

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