FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

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Autoria de Ana Lúcia Timótheo

farinha

Conta-se que, antigamente, os bandeirantes, em suas andanças pelo interior do Brasil, costumavam levar certa quantidade de farinha de mandioca. Afinal, quando se come farinha, essa produz uma sensação de barriga cheia. E toda vez que ameaçava acabar tão importante produto, havia sempre os espertos que pensavam com seus botões:

Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Tal ditado perpetuou-se e ainda hoje é falado e posto em prática em várias regiões de nosso país. Os sabidos e egoístas pensam primeiro em si mesmos, pois, quando a coisa aperta, tratam de se esquecer dos outros, visando levar vantagens em primeira pessoa. Se o quinhão deles estiver garantido, tudo está resolvido. São pessoas que não conhecem a importância da partilha.

Será que conseguem ser felizes neste mundo de meu Deus?

(*) Imagem copiada de joseluizalmeida.com

7 comentários sobre “FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

  1. LuDiasBH Autor do post

    Aninha

    O egoísmo está impregnado na mente humana.
    Inclusive, há os que defendem que ele foi responsável por muitos passos dados pela humanidade.

    Eu o acho doentio, pois está quase sempre ligado à inveja e a outras maldades.
    O melhor mesmo é dividir a farinha, de modo que cada um coma um pouco.

    O egoísmo reina, nos dias de hoje.

    Abraços,

    Lu

    Responder
  2. Mário Mendonça

    Ana

    essa “estoria” de partilha só existe para um ser:

    deus, se existir é claro,

    talvez ele seja o único que pregue a igualdade,

    entre seres humanos nunca haverá igualdade,

    por sermos racionais, sempre há um que pensa é melhor que o outro,

    e não vai querer ser igual, sendo assim, nunca haverá partilha,

    nem entre os animais irracionais há igualdade, o mais forte se sobressai,

    será que somos irracionais…???….!!!….

    abração

    Mário Mendonça

    Responder
  3. Carlos A. Pimentel

    Ana,

    Na Amazônia a farinha constitui ainda hoje um elemento essencial na dieta da população, tanto na cidade quanto no interior. No cais da Suframa, em Manaus, existe um quiosque especializado em farinha. Eu contei por alto mais de 12 tipos! A propósito, também não sei comer peixe sem pirão – aquele feito com a cabeça do peixe.

    O seu texto associa com muita propriedade a origem de certo ditados populares que forjam a cultura popular. Principalmente, o egoísmo que permeia grande em parte dos homens públicos que somente criam ou associam os dispositivos legais ao seu favor, em detrimento da saúde pública, educação, etc.

    Lembro que a minha avó sempre utilizava a expressão “araruta também tem o seu dia de mingau”. Hoje em dia entendo que o ditado significava que na falta de um alimento, temos que procurar alternativas!

    Um fato interessante é que todos sabem o significado do termo egoísmo. Neste sentido, certa vez estava ministrando uma palestra motivacional para colaboradores de uma empresa. Cerca de 80 pessoas presentes e enquanto reforçava o conceito de trabalho em equipe, perguntei a todos os presentes se alguém sabia o antônimo de egoísmo. Houve um silêncio total. Perguntei mais uma vez. Foi quando alguém na plateia respondeu: “autismo!” Nesse instante, o médico do trabalho, corrigiu: não, autismo é uma doença cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Risos gerais.

    Lição aprendida: o egoísmo está de tal maneira presente no ser humano que são raros os exemplos da comprovados da prática do altruísmo. Nos trabalhos em equipe, temos que dominar os nossos instintos egoístas para conciliar os nossos interesses e satisfação pessoal com os interesses e satisfação da equipe.

    Parabéns pelo texto.

    Beto

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