O TRABALHO COMO UM PLANO DE VIDA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Uma frase atribuída ao filósofo chinês Confúcio – “Faça aquilo que gosta e não terá de trabalhar um único dia na sua vida,” –, ganha força no mercado de trabalho. Antigamente, as pessoas enxergavam seu trabalho apenas como meio de suprir as suas necessidades, porém, setores de RH (Recursos Humanos) observaram que a humanização das relações trabalhistas e a satisfação no ambiente de trabalho são quesitos importantes. Várias pesquisas, feitas ao redor do mundo, mostram que pessoas felizes produzem mais e com mais qualidade em relação aos que trabalham por trabalhar.

Raj Sisodia, consultor indiano e professor da universidade de Harvard, relatou em 2013, em pesquisa realizada pela Gallup, que no mundo, 72% das pessoas não gostam do próprio trabalho. Desse total, quase 20% estão “ativamente desengajadas”, ou seja, elas têm interesse real em prejudicar a própria empresa em que trabalham.

Alguns sinais simples podem indicar que você deve repensar seu emprego:
• Quando começa a apresentar doenças recorrentes.
• Quando passa a cometer erros frequentes em atividades, que antes realizava bem.
• Quando passa a culpar o outro (o chefe, a falta de tempo, de recursos, etc), terceirizando responsabilidades.
• Quando no domingo, à noite, bate aquela tristeza, gerando um desânimo enorme.
• Quando a remuneração está insatisfatória, onde um salário incompatível é um fator de desmotivação no trabalho.
• Quando há falta de perspectivas, com baixas chances de crescimento na empresa.
• Quando você não tem boas possibilidades de desenvolvimento e os projetos não são mais desafiadores.

Enfim, se você chega todos os dias em casa, reclama, e só sabe falar mal do chefe, talvez seria hora de criar coragem e procurar um novo emprego. Correto? Às vezes, não!

Um professor de ciência da computação na Universidade de Georgetown ficou obcecado pela ideia de responder a uma pergunta simples: “Por que algumas pessoas acabam amando sua carreira e outras não?”. O professor foi investigar profissionais que faziam o que amavam nas mais variadas atividades — agricultores, músicos, roteiristas, investidores de risco, programadores, etc. Durante o estudo, ele percebeu que na maior parte dos casos, o amor pelo trabalho desenvolve-se ao longo do tempo, conforme as pessoas moldam a vida profissional de maneira significativa. O processo de construção seria, portanto, mais importante para a satisfação do que a escolha inicial, com base em uma suposta preferência. Os motivos para uma pessoa ficar insatisfeita com o trabalho são diversos, mas a satisfação raramente tem a ver com alguma inclinação preexistente.

O trabalho ocupa, sim, uma parcela importante da vida de cada um, e é fundamental buscar atividades que dão prazer. Mas tem de ser crítico nas decisões de carreira. O profissional deve afastar a ideia ingênua de que uma mudança traz felicidade. Na verdade, a melhor estratégia é enxergar o trabalho como parte de um plano de vida, que tenha múltiplas fontes de satisfação, além da profissional. Acredite em seus sonhos, persista, realize.

Nota: quadro Operário, de Tarsila do Amaral

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