Arquivo do Autor: LuDiasBH

UM RELACIONAMENTO BIPOLAR

Autoria de Gislaine Silva

Conheci o meu namorado no Tinder e, com três meses juntos, ele me pediu em namoro e fomos morar juntos. Quando fizemos 4 meses de namoro, ele começou a ser grosso comigo. Acordava nervoso e batendo as coisas. Achei aquilo estranho, mas não o questionei, pois passava uns minutos e ele vinha todo carinhoso como se nada tivesse acontecido. Sempre que tinha surtos falava de sua infância sofrida e da falta de emprego. Estava desempregado há uns 6 meses quando o conheci. Tinha um ótimo cargo e ganhava muito bem e nunca juntou nenhum dinheiro. Fuma muito cigarro, maconha e cocaína principalmente quando trabalha de motoboy e, segundo ele, não suporta trabalhar à noite.

Por falta de dinheiro para pagar o aluguel, minha mãe deixou a parte de baixo da casa dela para nós dois morarmos. Ele mesmo a reformou durante dois meses. Nesse período eu já estava vendo que ia comer o pão que o diabo amassou, mas não consegui sair da relação por pena dele, sempre falando que se não fosse eu para ajudá-lo não saberia o que fazer, pois não queria morar com os pais que são alcoólatras. E sempre me falando que quando nos mudássemos para a casa da minha mãe, tudo seria diferente, que estava apenas com uma pressão na cabeça. Ele me tratava mal na frente dos outros e pedia desculpas, acordava transformado, irônico e grosso, ciúmes por coisas bestas, controlando minhas roupas. E sempre que virava uma discussão ele se fazia de vítima, como se nada tivesse acontecido.

Sou nova, tenho apenas 21 anos e estou iniciando minha vida profissional agora e sinto-me presa em uma dor enorme que não sei quando vou sair dela. E nem sei se o amo como homem, ou seja, como pai dos meus futuros filhos, mas o amo como pessoa. Sei que ele sofre por ser assim, mas me pergunto todos os dias até quando vou suporta ajudar uma pessoa e me matar por dentro. Eu me pergunto porque eu não sei ser fria e rígida com ninguém e simplesmente manda-lo ir viver a vida dele.

É difícil lidar com uma pessoa assim. Os remédios não fazem 100% do efeito por causa do uso da maconha que ele deixou bem claro que não vai cortar. Dinheiro dele é para cigarro e maconha. O que sobra compra as coisas para casa. Só meu salário de estagiária não dá para viver. Eu me vejo sem futuro ao lado de uma pessoa que não sabe o que fazer da vida. Sempre que falo em separar, ele chora e me prende de alguma forma. Não pensa no meu sofrimento e não me dá a opção de tentar ser feliz comigo mesma.

Ontem conversei com ele e hoje acordei fazendo tudo para vê-lo bem. Suas primeiras frases do dia foram de arrogância. A lição que tirei disso tudo é que você, qualquer que seja a sua idade, ore a Deus antes de colocar uma pessoa na sua vida. O amor sozinho não traz toda a felicidade que você procura. Para ser feliz precisa de muito mais.  Espero um dia ler isto e sentir que estou em um futuro bem distante. Atualmente estou morta de espírito. Fui tão longe e não cheguei a lugar nenhum, o desejo de me sentir completa depois de sair de um relacionamento fracassado e minha pressa me trouxe aqui aonde estou. Onde não desejo que ninguém esteja …

Ilustração: Olho no Olho, parte de uma obra de Edvard Munch

ARTISTAS GREGOS E SUAS OBRAS (aula nº 13)

Autoria de LuDiasBH

                  
(Clique nas figuras para ampliá-las.)

 Os artistas nem sempre tiveram o espaço que lhes é devido na sociedade. No final do século V a.C. eles já tinham ciência de seu poder e maestria, sentimento esse também partilhando pelo público. Contudo, ainda eram vistos como simples artífices, sendo muitas vezes ignorados pelos presunçosos — arrogantes comuns a todas as sociedades, pouco importando a época. As coisas começaram a mudar, quando um número cada vez maior de pessoas começou a ver a criação desses indivíduos como obras de arte e não mais como trabalhos, cuja função, até então, era unicamente religiosa ou política. Foi assim que se deu o grande desabrochar da arte em direção à liberdade.

Diante das mudanças que se processaram na maneira de pensar das pessoas, concluímos, então, que bastou que elas mudassem seu ponto de vista para que a arte cumprisse seu real papel — apresentar a criação do artista e revelar toda a sua criatividade e sensibilidade. A liberdade que lhes foi dada permitiu que houvesse competição entre eles, o que possibilitou a diversidade criativa presente tanto na arquitetura como na escultura e pintura da Grécia Antiga.  

O século IV a. C. foi inovador ao dar à arte um novo enfoque.  A obra estatutária passou a ser admirada por sua beleza, sendo vista como obra de arte, deixando o artista orgulhoso de sua criação e, em consequência, levou-o a aprimorar-se cada vez mais no seu trabalho. Os gregos que gozavam de uma educação mais refinada faziam da arte pictórica (relativa a pinturas) e da estatuária (relativa a estátuas) um tema para seus debates em praças públicas, do mesmo modo como discutiam poemas e teatro.

O mais brilhante artista grego do século IV a.C. foi Praxíteles, dono de obras graciosas e fascinantes. O seu mais louvado trabalho — cantado inclusive em poemas — representava a deusa Afrodite (Vênus na mitologia romana), a deusa do amor, entrando em seu banho. Contudo, para tristeza de todos nós, amantes da arte, essa obra não chegou aos nossos dias, tendo desaparecido. O fato é que em 200 anos a arte grega passou por magistrais transformações, como nos mostra a obra de Praxíteles que não carrega nenhum sinal da rigidez que caracterizou a arte grega por um tempo.

A pergunta que se faz é como Praxíteles — assim como outros artistas gregos — conseguiu atingir tamanho grau de beleza e equilíbrio? A resposta é a mesma que é aplicada aos dias de hoje — a busca pelo conhecimento. Esses artistas tinham uma grande compreensão do corpo humano, sendo capazes de retratá-lo com beleza e equilíbrio, como mostra a estátua intitulada “Hermes com o Jovem Dionísio” (ilustração à esquerda) — descoberta em Olímpia (cidade grega) no século XIX —, atribuída a Praxíteles.  Ela mostra o deus Hermes com o pequeno Dionísio no braço esquerdo, enquanto brinca com ele.

A arte estatuária dos gregos antigos parece ter tomado como modelo seres de um mundo diferente do nosso, ao representar o homem ideal em sua perfeição extremada. A estátua intitulada “Apolo de Belvedere” (ilustração central) apresenta o ideal grego do corpo humano. O deus Apolo traz o arco no braço estendido e a cabeça de lado, como se acompanhasse o voo da flecha. Outra famosíssima obra clássica é conhecida como “Vênus de Milo” (ver link), encontrada na ilha de Milos (ou Melos), situada na Grécia, daí a razão de seu nome. Embora seja simples, tudo nessa obra é harmonioso, daí o fascínio dos turistas por essa estátua que fica no Museu do Louvre em Paris/França.

No fim do século IV a.C. a geração de artistas que precedeu a de Praxíteles criou uma maneira de expressar emoção no rosto de suas estátuas sem que, com isso, comprometesse sua beleza. Os artistas gregos foram responsáveis por quebrar os severos tabus do primitivo estilo oriental — como vimos no mundo da arte egípcia —, pois preferiram trilhar um caminho de buscas e descobertas, apesar de desconhecido, a ficar no mesmo lugar. Agindo assim, enriqueceram seu trabalho, acrescentando-lhe um grande número de características adquiridas através do estudo e da observação. Contudo, suas obras sempre estiveram longe da realidade dos humanos, repassando, sobretudo, a visão intelectual de quem as criou.

Os gregos antigos procuravam na arte uma forma idealizada que expressasse a perfeição da alma e o bom caráter, importantes para a educação do povo, de modo que a estética transformou-se num sinal de valor ético. A fim de que arte grega garantisse seu ideal de beleza, eles criaram um Cânone (ilustração à esquerda) que dizia respeito às proporções entre as partes do corpo humano. Foi o escultor grego de nome Policleto o responsável por escrever esse tratado teórico em meados do século V a.C. Tal documento exerceu influência sobre a futura geração de escultores, ao assegurar que, obtinha-se a perfeição da forma através de relações numéricas precisas, tomando como base as figuras geométricas simples. Uma dessas regras mais conhecidas rezava que a altura do corpo humano deveria corresponder a sete vezes a altura da cabeça.

Uma das estátuas mais famosas da arte grega é conhecida como “Laocoonte e seus Filhos” ou apenas “Laocoonte” (ver link abaixo). Outra obra famosa é “O Lançador de Discos” (ver link abaixo). Um estudioso da arte jamais poderia desconhecê-las.

Exercício:
Para o enriquecimento deste texto/aula os participantes deverão acessar os links abaixo:

  1. VÊNUS DE MILO
  2. LAOCOONTE E SEUS FILHOS
  3. O LANÇADOR DE DISCOS

Ilustração: 1. Hermes com o Jovem Dionísio (c. 340 a.C.), obra de Praxísteles / 2. Apolo de Belvedere (c. 350 a.C.) 3. O Cânone de Policleto (c. 450 a.C)

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

O LIMIAR DA ARTE GREGA (Aula nº 12)

Autoria de LuDiasBH

                                          

Os mais antigos estilos de arte originaram-se nos oásis de imensos desertos em terras sob o controle de tiranos orientais, a exemplo do Egito, o que contribuiu para que a arte não sofresse modificações ao longo de milhares de anos, uma vez que aos déspotas não interessam as mudanças. Contudo, a história da arte seguiu caminhos diferentes em outras terras vizinhas ao mundo egípcio — enseadas das penínsulas da Grécia e da Ásia Menor —, terras não pertencentes à soberania de um só monarca. Eram regiões que reuniam grandes riquezas, produtos oriundos do comércio e também da pilhagem marítima. A ilha de Creta — a maior de todas as ilhas gregas — foi originalmente o principal centro dessas terras. Seus reis costumavam mandar embaixadas ao Egito, levando as obras de seus artistas e trazendo outras de lá.

Não se sabe ao certo qual era o povo que habitava a ilha de Creta à época e cuja arte foi transmitida ao continente grego, ganhando espaço principalmente em Micenas (outrora um dos maiores centros da civilização grega e hoje um sítio arqueológico na Grécia). Contudo, em cerca de 1000 a.C., novas tribos, guerreiras oriundas da Europa, adentraram na península grega, chegando até o litoral da Ásia Menor, derrotando seus antigos habitantes e destruindo a arte ali produzida.

Dentre os guerreiros recém-chegados estavam as tribos gregas que se espalharam por várias cidades pequenas e por pontos de abrigo ao longo da costa mediterrânea. Embora houvesse conflitos entre elas, nenhuma conseguiu subjugar a outra. A arte dessas tribos, nos primeiros séculos de sua dominância, era tosca e sem qualquer traço de leveza, não lembrando em nada o gracioso estilo cretense, mas, ao contrário, suas obras mostravam-se mais rígidas do que as dos artistas egípcios. Os padrões geométricos que decoravam suas cerâmicas eram muito simples e, quando esses artistas representavam uma cena, criavam-na rígida e severa.

A Grécia era divida em cidades-estados, sendo Atenas a mais conhecida e importante no que diz respeito à arte. Ela foi responsável pelos primeiros passos de uma técnica nova que viria a fazer toda a diferença na história da arte — o escorço (desenho ou pintura que reproduz seus motivos em escala menor, segundo as normas da perspectiva) — sendo os povos gregos e romanos os que mais perto chegaram da perspectiva (assunto que estudaremos mais à frente).

Quando os artistas gregos iniciaram a criação de estátuas de pedra, partiram sabiamente do ponto em que os egípcios e os assírios haviam parado. Estudaram e imitaram os modelos egípcios e com eles aprenderam como criar a figura de um jovem de pé (ilustração acima), a demarcar as partes do corpo e os músculos que o mantém unido. Eles, no entanto, não se limitaram a reproduzir o que estudavam, mas acrescentavam às obras suas próprias experiências, buscando descobrir algo novo em relação ao corpo, aprimorando sua arte.

A investigação conduzida pelos artistas gregos fazia toda a diferença. Enquanto os egípcios tomavam o conhecimento que tinham como definitivo, seguindo as normas preestabelecidas e rigorosamente impostas à criação artística, os gregos acrescentaram ao saber que apreendiam o próprio olhar e, assim, suas oficinas punham em prática novas ideias, criando novos jeitos de representar a figura humana. Cada nova invenção era assimilada imediatamente pelos artistas, formando um grande elo interativo de aprendizado. Ainda que falhassem muitas vezes em suas experiências — uma vez que não seguiam regras fixas —, os artistas gregos deixavam claro que a criatividade não tinha limites e que os erros e acertos eram próprios de quem buscava o aprimoramento de sua criação.

Ao que parece, o trabalho dos escultores gregos antigos era mais abundante do que o dos pintores, pois só nos é possível formar uma vaga ideia sobre o trabalho pictórico (relativo à pintura) através das decorações em cerâmica, como nos mostram os vasos — recipientes usados na maioria das vezes para guardar vinho ou azeite (ver ilustração acima).

Exercício:
1. Por que a arte grega foi capaz de transformar-se ao longo dos tempos?
2. Como se deu o aprendizado dos artistas gregos no que diz respeito às estátuas?
3. Qual é a importância de termos um comportamento investigativo na nossa vida?

Ilustração: 1. Os Irmãos Cleóbis e Biton (c. 615 – 590 a.C.), obra de Polímedes de Argos / 2. Aquiles e Ajax jogando Damas na pintura do vaso (c. 540 a.C.)

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

IGREJA DE ST. TROPHIME D’ARLES

Autoria de LuDiasBH

      
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A Idade Média teve dois estilos que se destacaram: o Românico e o Gótico. E foi exatamente na França, no período em que o estilo românico imperava, que as igrejas cristãs passaram a ser ornamentadas com esculturas. Que fique claro, porém, que o termo “ornamento” ou “decoração” não se ajustam muito bem a essa época, pois tudo aquilo que as igrejas agregavam era-lhes inteiramente necessário, tinha uma função específica, pois expressavam uma ideia sucinta sempre relacionada com os ensinamentos cristãos, uma vez que a arte estava voltada para a catequese, e tudo que fosse desnecessário era descartado. Portanto, não se tratava de meros adornos.

A ilustração acima mostra a igreja St.Trophime, situada em Arles, no sul da França, construída no século XII, quando prevalecia o estilo românico. Trata-se de um dos exemplos mais evidentes deste estilo. O portal oeste apresenta a história do Apocalipse segundo São João Evangelista e o Evangelho de São Mateus. Cristo, acima do portão de entrada, apresenta-se ladeado pelos símbolos alados que dizem respeito aos quatro evangelistas: São Marcos é representado pelo leão; São Mateus pelo anjo; São Lucas pelo boi e São João pela águia. No Antigo Testamento (Visões de Ezequiel) é dito que o trono de Deus é ladeado por quatro criaturas com cabeças de um leão, de um homem, de um boi e de uma águia. Essas escrituras estão envoltas em grande solenidade, embora não carreguem a naturalidade e a graciosidade das obras clássicas.

Acima de Cristo três anjos tocam cornetas, enquanto muitos outros o ladeiam. Logo abaixo do trono são vistas doze figuras sentadas, correspondendo aos doze apóstolos. Acima dos três pilares azuis, à esquerda, vê-se uma fila de figuras nuas, acorrentadas, que seriam as almas condenadas sendo carregas para o inferno. Acima dos três pilares azuis, à direita, estão os bem-aventurados, todos voltados para o Senhor. Atrás dos pilares e nas laterais de ambos os lados estão as figuras dos santos, cada um deles empunhando seu emblema. Eles têm por objetivo lembrar os fiéis que poderiam ajudá-los ao se apresentarem ante o Juízo Final. A decoração do portal inclui uma diversidade de cenas bíblicas: Anunciação, o Batismo de Cristo, a Adoração dos Magos; o Massacre dos Inocentes, pastores com seus rebanhos, etc. No nível mais baixo, separadas por pilastras e colunas de pedra, estão imagens de santos ligados à história de Arles. As bases das colunas ao lado do portal são ornadas com estátuas de leões, Sansão e Dalila.

Ilustração: Igreja de St. Trophime d’Arles e detalhes da mesma.

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

TESTE – HISTÓRIA DA ARTE (MÓDULO I)

Autoria de LuDiasBH

  1. (Aula 1) O mundo da arte é incomum e fascinante. Podemos viajar através dele por todas as épocas da história da humanidade — desde o alvorecer dos povos pré-históricos até os nossos dias —, pois ele está em permanente movimento. Para que possamos melhor entendê-lo, os estudiosos do assunto dividiram-no em:

    1. categorias e estilos.
    2. períodos e estilos.
    3. eras e períodos.
    4. arte e artesanato.

  2. (Aula 2) O famoso pintor alemão …………………. fez um belo retrato de sua mãe idosa, já com as marcas da velhice por todo o rosto, enquanto o não menos famoso pintor flamengo …………………. fez um lindo desenho de seu filhinho Nicholas, o que comprova que o encanto de uma obra artística não está na beleza do tema, mas na maneira como foi feita, no desvelo que o artista dispensou ao seu trabalho.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. Caravaggio e Salvador Dalí
    2. Pablo Picasso e Paul Gauguin
    3. Albrecht Dürer e Peter Paul Rubens
    4. Leonardo da Vinci e Vincent van Gogh

  3. (Aula 2/link) A composição Meninos Comendo Melão e Uvas, também conhecida por Crianças que Comem Frutas, é uma obra do pintor espanhol ………………… que nutria grande interesse pela pintura religiosa e pela de gênero.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. Bartolomé Esteban
    2. Diego Velázques
    3. Francisco de Goya
    4. Joan Miró

  4. (Aula 3) Muitas vezes achamos que esse ou aquele pintor não sabe desenhar. Tomemos por exemplo um dos artistas mais geniais e conhecidos da Idade Contemporânea, ………………………., que fez dois desenhos interessantes. O primeiro é chamado “Galinha com Pintinhos”; o segundo  tem o nome de “Galo Novo”. O primeiro é desenhado dentro dos padrões normais, segundo a nossa noção de uma galinha “normal” com pintinhos, o segundo traz um galo meio abestalhado.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. Peter Paul Rubens
    2. Albrecht Dürer
    3. Bartolomé Esteban Murillo
    4. Pablo Picasso

  5. (Aula 4) As pinturas e gravuras esportivas, até antes ……………………. captarem com precisão os cavalos galopando velozmente, mostravam-nos trazendo as pernas dianteiras e traseiras esticadas ao mesmo tempo, o que não tinha nada a ver com a realidade, fato este até então desconhecido dos artistas e do público.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. dos filmes de cinema
    2. lâmpadas inteligentes
    3. das máquinas fotográficas
    4. das lâmpadas halógenas

  6. (Aula 5) O grande mestre italiano Caravaggio (1571–1610) foi vítima de uma  forma de preconceito na arte, ocasionando um grande escândalo, ao pintar um quadro de ……………………, um dos quatro evangelistas.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. São Mateus
    2. São João
    3. São Marcos
    4. São Lucas

  7. (Aula 6) Para os povos primitivos todas as coisas criadas ………………………. As imagens (estatuetas), por exemplo, tinham por objetivo protegê-los contra os poderes da magia que achavam tão real quanto as forças da natureza, as quais reverenciavam.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. eram obras dos deuses
    2. tinham uma utilidade específica
    3. eram usadas contra as forças do mal.
    4. tinham poder contra os espíritos.

  8. (Aula 7) As representações artísticas pré-históricas, criadas em paredes, tetos e outras superfícies de cavernas e abrigos rochosos ou mesmo sobre superfícies rochosas ao ar livre, são o exemplo do vestígio humano mais antigo.

    Essas representações artísticas são chamadas de:

    1. elementos primitivos.
    2. figuras de Blombos.
    3. artes rupestres.
    4. artes figuradas

  9. (Aula 8) Um artista tribal jamais pode criar uma obra que represente tão bem a natureza quanto um exímio mestre ocidental.

    A afirmação acima é:

    1. inteiramente verdadeira.
    2. parcialmente correta.
    3. parcialmente falsa.
    4. inteiramente falsa.

  10. (Aula 9/link) Num passado muito distante fazia parte dos costumes egípcios sacrificar os servos para servir o poderoso morto no outro mundo, mas essa crueldade acabou caindo em desuso, vindo a arte a oferecer imagens de servos simbólicos, conhecidos como ………………. em substituição àqueles que deveriam ser sacrificados, como mostram as pinturas e esculturas encontradas nos túmulos egípcios e também vistas em outras culturas antigas.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. maoris
    2. shabatis
    3. zumbis
    4. aracatis

  11. (Aula 9) Os egípcios antigos carregavam a crença de que o corpo físico necessitava ser poupado, porque ……

    Marque a alternativa correta:

    1. precisariam dele no Juízo Final.
    2. sem ele não haveria o retorno à Terra.
    3. a alma iria usá-lo no além.
    4. precisava alcançar o estágio de múmia.

  12. (Aula 9/link) São afirmativas verdadeiras sobre a pintura dos egípcios antigos, exceto:

    1. Os artistas só se preocupavam com a beleza de sua obra.
    2. A informação tinha que ser repassada com extrema clareza.
    3. Tudo tinha que ser representado de acordo com o ângulo escolhido.
    4. Tudo tido como de real importância era colocado na mesma composição.

  13. (Aula 9/link) No século XIX os  saqueadores de tumbas em busca de riquezas deram aos exóticos rolos de papiro, que grande parte das múmias egípcias trazia entre as pernas, o nome de ………………… que na verdade não se tratava de um livro na exatidão da palavra, mas de escritos e ilustrações feitos em papiros ou mostrados nas paredes das câmaras mortuárias.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. Livro da Chegada à Luz.
    2. Livro da Saída para o Dia
    3. Livro para o Além
    4. Livro dos Mortos

  14. (Aula 9/link) O Livro dos Mortos do Escriba Ani é tido como um dos mais famosos …………. já encontrados, tanto pelo seu tamanho quanto pelas representações gráficas das diferentes fases do julgamento que acontece no mundo dos mortos e por ser um dos mais completos.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. pergaminhos
    2. papiros
    3. livros
    4. manuscrito

  15. (Aula 10) O rei Amenófis IV, pertencente à 18ª dinastia, foi o único soberano a mexer no até então imutável estilo egípcio. Por acreditar num único deus supremo chamado ………….. exigiu que ele fosse representado com a forma de um disco solar, emitindo seus raios e cada raio contendo uma mão.

    Marque a letra que complementa o parágrafo acima:

    1. Aton
    2. Amon
    3. Hórus

  16. (Aula 10) São características da arte egípcia, exceto:

    1. Os artistas egípcios tinham um perfeito sentido de ordem.
    2. Suas pinturas de animais servem de fontes de pesquisa para zoólogos.
    3. Possuía um código de regras severas a serem obedecidas.
    4. Passou por várias mudanças durante um período de três mil anos.

  17. (Aula 11) A denominação Oriente Próximo (ou Antigo Oriente) diz respeito à região onde surgiram as civilizações anteriores às clássicas, ou seja, as relativas ao mundo greco-romano. Ali existiam grandes e poderosos impérios, sendo o Egito apenas um deles. A própria Bíblia, livro sagrado dos cristãos, relata muitos fatos acontecidos nessa parte da Terra, situada entre o reino egípcio do Nilo e os impérios babilônio e assírio, situados no vale dos rios Tigre e Eufrates — região conhecida como Mesopotâmia, cujo nome corresponde em grego a “terra entre rios”.

    Todas as afirmações sobre a Mesopotâmia são verdadeiras, exceto:

    1. É tida como um dos berços da civilização por ter abrigado parte das primeiras civilizações da humanidade.
    2. Sua arte era voltada para o sol e a lua, o que leva a crer que o movimento planetário fosse muito importante para esse povo.
    3. Ali tiveram origem a roda, a agricultura, as cidades, a escrita, o direito, a medicina, a filosofia, a matemática e a astronomia.
    4. Uma das causas do desconhecimento de sua arte está ligada à falta de pedreiras no vale, sendo as construções feitas com tijolos cozidos que, com o tempo, desintegravam-se.

  18. Existe uma diferença entre a releitura e a cópia de uma obra de arte. Em relação a este assunto, marque a alternativa incorreta:

    1. A cópia acontece quando o artista representa em detalhes a obra original.
    2. A releitura toma a obra original apenas como exemplo, havendo interferências do artista.
    3. A cópia feita por muitos estudantes de arte em seus estudos é tida como uma falsificação.
    4. Na História da Arte a releitura tem sido adotada por grandes nomes, como Pablo Picasso.

  19. No que diz respeito ao estudo da Arte, todas as respostas estão corretas, menos:

    1. O indivíduo, ao fim do curso, é capaz de produzir vários trabalhos artísticos.
    2. Desperta a pessoa para outros saberes nos mais diferentes campos.
    3. Leva à percepção das manifestações sociais, culturais e históricas de cada época.
    4. Mostra como os povos viveram e divulgaram suas crenças, etc.

  20. “Há uma interpretação ingênua e errônea da constante mudança na arte ser vista como um progresso contínuo. […] Devemos compreender que cada ganho ou avanço numa direção acarreta uma perda em outra, e que esse avanço subjetivo, apesar de sua importância, não corresponde a um incremento objetivo em valores artísticos.” (E. H. Gombrich)

    O autor do parágrafo acima não quis dizer que:

    1. Nem toda mudança na arte significa o avanço de um estilo em relação a outro.
    2. Toda mudança na arte significa o avanço de um estilo em relação a outro.
    3. A arte jamais deve ser vista como um progresso contínuo.
    4. Cada avanço da arte através dos tempos também contabiliza perdas.

Gabarito (Módulo 1)

A ARTE NA MESOPOTÂMIA (Aula nº 11)

Autoria de LuDiasBH

                     
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A denominação Oriente Próximo (ou Antigo Oriente) diz respeito à região onde surgiram as civilizações anteriores às clássicas, ou seja, as relativas ao mundo greco-romano. Ali existiam grandes e poderosos impérios, sendo o Egito apenas um deles. A própria Bíblia — livro sagrado dos cristãos — relata muitos fatos acontecidos nessa parte da Terra, inclusive ao referir-se à Palestina, situada entre o reino egípcio do Nilo e os impérios babilônio e assírio, situados no vale dos rios Tigre e Eufrates — região conhecida como Mesopotâmia, cujo nome corresponde em grego a “terra entre rios” e que hoje constitui a maior parte do Iraque.

A Mesopotâmia é tida como um dos berços da civilização por ter abrigado parte das primeiras civilizações da humanidade. Inúmeros povos habitaram essa região durante a Antiguidade, dentre eles podemos destacar os sumérios, acádios, amoritas (ou babilônios), assírios e caldeus. Ali tiveram origem a roda, a agricultura, as cidades, a escrita, o direito, a medicina, a filosofia, a matemática e a astronomia. A Mesopotâmia e regiões vizinhas, mesmo tendo acolhido diferentes povos e culturas, deu origem a formas de arte bem parecidas. O corpo humano era representado de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos pelos artistas mesopotâmicos. Pés, mãos e braços ficavam ligados ao corpo coberto com mantos, enquanto os olhos eram complementados com esmalte brilhante.

A arte mesopotâmica era voltada para os deuses, sendo alguns deles ligados aos astros, o que leva a crer que o movimento planetário fosse muito importante para esse povo, dando, assim, origem à astronomia e, em consequência, à matemática. Sua arte não gozava da mesma posição que a egípcia, sendo bem menos conhecida. Uma das causas desse desconhecimento diz respeito à falta de pedreiras no vale, sendo as construções feitas com tijolos cozidos que, com o tempo, acabavam se desintegrando, impedindo a permanência dos monumentos para a posteridade, o que não aconteceu com os egípcios.  Além disso — provavelmente a principal causa —, está no fato de que os povos que habitavam essa região não comungavam da mesma crença religiosa dos egípcios no que diz respeito à conservação e à representação do corpo humano, relativas à sobrevivência da alma, embora os sumérios — habitantes da Baixa Mesopotâmia — durante um período longínquo em sua história, quando governaram a cidade de Ur, tivessem um comportamento parecido. Seus reis, ao morrerem, eram sepultados com todos os residentes da casa real — incluindo os servos —, levando muitas riquezas, sob a alegação de que precisavam de um séquito no além, como mostram descobertas feitas no cemitério real da referida cidade.

Aos artistas mesopotâmicos não era impingida a obrigação de ornamentar as tumbas mortuárias, como acontecia com os egípcios. Cabia-lhes o dever de manter os poderosos vivos, mas através da memória de seu povo. Os reis encomendavam aos artistas monumentos que festejassem suas vitórias nas caçadas e nas guerras, mostrando os inimigos capturados e os despojos obtidos, como mostra a ilustração de um monumento, acima, à esquerda, feito em pedra em que o soberano pisa sobre o corpo de um inimigo derrotado, enquanto outros, atemorizados, rogam por piedade. Obras como essa são verdadeiras crônicas ilustrativas das batalhas travadas. A mais bem conservada delas diz respeito ao reinado de Assurnasipal II da Assíria que viveu um pouco depois do bíblico rei Salomão, no século IX a. C. Na obra ilustrativa, à direita, é possível acompanhar os pormenores de um ataque a uma fortaleza, onde são vistas as armas de sítio em ação, seus defensores tombando e até mesmo uma mulher gritando do alto de uma torre, localizada à esquerda.

A arquitetura mesopotâmica era bem desenvolvida, tendo nos palácios e templos suas principais manifestações, embora houvesse falta de pedras na região. As construções das paredes eram bem grossas, feitas com tijolos. Uma característica da arquitetura desse povo eram os zigurates — templos com vários andares — que tinham função religiosa, pois os mesopotâmicos acreditavam que serviam de morada para os deuses (terceira ilustração à direita). Tais construções eram feitas com tijolos queimados, usando a sobreposição de plataformas, circundadas por uma escadaria. Ao contrário das pirâmides egípcias, elas não possuíam câmaras internas, servindo apenas como templos religiosos, cujo objetivo era servir de moradia para os deuses, sem nenhuma destinação mortuária. Em geral, o zigurate eram a construção mais alta da cidade e seu símbolo principal.

Presume-se que o zigurate (templo) da Babilônia possa ter sido a Torre de Babel bíblica. É uma pena o fato de poucos zigurates tenham resistido ao tempo. A escultura e a pintura na Mesopotâmia objetivavam decorar os espaços arquitetônicos. Dentre os materiais usados na fabricação artística estavam: argila, terracota, adobe, cerâmica, junco, marfim, ouro, etc.

Exercícios
Para o enriquecimento deste texto/aula os participantes deverão responder as questões abaixo:

1. Qual a importância da Mesopotâmia para a humanidade?
2. Por que a arte dos mesopotâmicos foi menos influente que a dos egípcios?
3. Como os reis buscavam se perpetuar através da arte?

Ilustração: 1. Estela da Vitória do Rei Naram-Sin, c. 2270 a.C/ 2. Exército Assírio Sitiando uma Fortaleza, c. 883 – 859 a. C. / 3. Reconstrução em 3D da aparência que teria tido o Zigurate da cidade da Babilônia.

Fontes de pesquisa:
A História da Arte/ E. H. Gombrich
Arte/ Publifolha