Arquivo do Autor: Lu Dias Carvalho

COMO VOCÊ GERENCIA SEU TEMPO?

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver. (Dalai Lama)

Boa parte das pessoas não sabe gerir suas 24 horas. Ficam confusas com o que realmente é importante ser realizado. Diante de tal observação, achei bom discorrer um pouco sobre o tema. O grande desafio de saber gerir nosso tempo, no dia a dia, é diferenciar o importante do urgente. Aprender a gerir o tempo certamente irá melhorar sua qualidade de vida.

Normalmente, as pessoas que se destacam em suas carreiras são profissionais que parecem ter mais de 24 horas em seus relógios. Essas pessoas sabem aproveitar o tempo de forma adequada. De outro lado, existe o prolixo, ou seja, aquela pessoa que leva uma eternidade para explicar o que deveria ser feito, em cinco minutos de conversa. Então, quem você vai querer ser? O prolixo que não resolve as coisas ou o pragmático do tempo, que sabe otimizar tudo a sua volta?

Primeiramente, inicie por detectar os “ladrões do tempo”, que são aqueles pequenos acontecimentos do dia a dia que desviam nosso foco, como mensagens instantâneas, ambientes barulhentos, o colega prolixo ou chato ao seu lado, interrupções desnecessárias, etc. Quando você se propuser iniciar algo, deve se abstrair disso tudo. Você deve fazer seu ambiente,  e não o contrário. Outro ponto importante e que também tira o foco é ir a uma reunião sem uma pauta clara. É aquele tipo de reunião para marcar outra reunião. Uma perda de tempo sem fim. Mas o maior problema e que consome uma eternidade de nosso tempo é a procrastinação, ou seja, eu deixo pra lá o que eu não gosto de fazer.

É natural entre todos nós, seres humanos, fazer primeiro aquilo que gostamos, que dominamos e que é mais bacana. “Empurramos com a barriga” aquilo de que não gostamos de fazer. Em outras palavras, geralmente deixamos para o final, ou não fazemos, o que está fora da nossa zona de conforto. Quando você listar o que tem de realizar, verá que tem coisas que gosta e outras não. Tudo que você listar deverá ser realizado.

A gestão do tempo tem a ver com o que fez e, principalmente, com o que você deixou de fazer. Isso vai chamar sua atenção de volta ao foco. Entender claramente, todos os dias, o que está consumindo o seu tempo fará com que no próximo dia a sua gestão melhore. A maioria das pessoas simplesmente passa o dia sem saber realmente o que fez e como fez. O processo de gestão do tempo tem a ver com disciplina.

Portanto, para fazer a gestão do seu tempo, você deverá atentar-se para algumas coisas importantes:

  • use uma agenda que contenha tudo que você tem que fazer, de preferência por ordem de importância;
  • dê seguimento com um planejamento semanal, ou seja, escolha uma hora de um dia da semana e faça uma revisão em sua lista (cheque quantas reuniões você tem;
  • se precisar preparar algo, bloqueie o calendário se necessário;
  • revise sua lista de projetos;
  • Não esqueça também que em sua lista devem estar relacionadas coisas pessoais como uma viagem em família, filmes para assistir, etc.

Entender claramente, todos os dias, o que está consumindo o seu tempo, fará com que no próximo dia a sua gestão melhore.

Nota: imagem copiada de frasesdavida.wordpress.com

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ARTRITES E HÁBITOS DE VIDA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O dia 30 de outubro é o dia da luta nacional de combate ao reumatismo. Entenda-se por reumatismo toda doença que acomete as articulações, podendo também ocorrer em vários outros órgãos do nosso corpo. São mais de cem doenças que englobam esta categoria. Portanto, vou me deter a uma em específico que é a artrite reumatoide, doença que pode ser incapacitante em vários casos.

Quem sofre do problema sabe da dor que apresenta, quando está em atividade, que é dependente de um processo inflamatório. Toda inflamação causa a famosa tríade: dor, calor e rubor (vermelhidão). Portanto, sendo uma doença de cunho inflamatório, se a pessoa adotar uma melhora nos hábitos alimentares, certamente irá melhorar também sua qualidade de vida. A alimentação pode contribuir para melhorar ou piorar os sintomas. Existem alimentos que favorecem a inflamação e outros que a combatem.

Cuidados com a dieta

Não há qualquer dúvida quanto ao fato de a dieta alimentar ter uma influência importante no desenvolvimento e na evolução dos sintomas da artrite. A dieta ocidental padrão consiste em abusos de alimentos refinados que são pró-inflamatórios, ou seja, favorecem a inflamação. Quais são esses alimentos pró-inflamatórios?

  • Açúcar,
  • sal,
  • alimentos refinados (tudo que vem da farinha branca),
  • carnes vermelhas,
  • embutidos, enlatados, etc.

Hidratação do corpo

Infelizmente, esses são os ingredientes comuns na maioria dos alimentos industrializados e, principalmente, nas redes de “fast-food“. Uma pessoa que tem a doença sabe que se abusar, por exemplo, do consumo de carnes vermelhas e/ou processados irá ter os sintomas piorados, mas não sabe o porquê. Acontece que quando consome esses alimentos, ela irá aumentar a produção de uma substância chamada ácido aracdônico que “ataca” as articulações. Em contrapartida, alimentando-se de peixe, estará consumindo mais ômega 3, que é naturalmente anti-inflamatório. Está aí a diferença.

O primeiro passo para se combater a doença deve ser o de aprimorar a dieta alimentar, eliminando ou reduzindo os alimentos citados acima. A base nutricional deve ser do tipo integral, que exclua açúcar, o excesso de sal e alimentos processados, e inclua mais peixes, vegetais e frutas, de preferência alimentos orgânicos ao máximo possível. Deve-se também beber quantidade adequada de água (não devemos nos esquecer de que mais da metade do nosso corpo compõe-se de água), evitando-se estados de desidratação. É muito difícil se desenvolver artrite em organismos bem hidratados. Muitos pacientes melhoram (e muito) suas condições clínicas a partir do momento que se reidratam convenientemente.

Fazendo alterações em nossos hábitos de consumo nutricional, podemos melhorar os sintomas da artrite, com consequente melhora da qualidade de vida, inclusive, reduzindo o uso de drogas anti-inflamatórias. O pai da medicina, Hipócrates, disse:

Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio“.

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TRABALHO X ÓCIO

 Autoria de Lu Dias Carvalho

O ser humano ocupa-se em encontrar a felicidade, mas a sua maior felicidade está no fato de ele se ocupar. (Alain Badiou)

 A ociosidade entristece. (São Tomás de Aquino)

Todos nós carregamos características específicas. Reconhecê-las e buscar um estilo de vida de acordo com a nossa natureza irá nos proporcionar mais felicidade. Não adianta remar contra a corrente, como diz um velho ditado, para ser aquilo que não se é. Quanto mais nos encontramos numa situação que nos é desfavorável, maior é o nosso estresse. Três verdades incontestáveis devem servir de parâmetro para direcionarmos a nossa vida com sabedoria, conforme estudos feitos pelo biofísico Steven Kent:

  1. Os sentimentos positivos são capazes de afugentar os sentimentos negativos.
  2. Não existe felicidade que dure eternamente, mas está em nossas mãos viver os momentos felizes com mais frequência e prolongar a alegria que eles nos dão.
  3. Não importa tanto o “que” vivemos e, sim, “como” vivemos os fatos.

Existe uma conhecida expressão que reza: “nem tanto à terra e nem tanto ao mar”, o que, trocando em miúdos, significa equilíbrio, viver com moderação, sem exagerar para mais ou para menos. Tanto uma vida de ociosidade quanto uma de competitividade extremada são nocivas ao ser humano. Causa pena o existir de pessoas muito ricas que se sentem incapazes de satisfazer-se com o que possuem. Querem mais e mais, ainda que jamais terão tempo para usufruir de toda a sua riqueza. Por outro lado, tristeza maior nos causa ver em todo o mundo um sem conta de pessoas em busca de emprego – jogadas nas calçadas, principalmente das grandes cidades, cujo alento é se entregar ao álcool e a outras drogas que lhes são acessíveis.  

O ser humano não foi criado para ficar inerte, observando a vida passar, tanto é que o cérebro, ao produzir a dopamina, instiga-o a permanecer ativo, a fazer parte do mundo como agente e não como observador. O ócio só faz bem quando é para carregar as baterias (férias/descanso) depois de um longo e intenso período de trabalho. Pesquisas mostram que a atividade traz bem-estar, seja ela qual for, desde arrumar a casa a engajar-se num projeto social, como nos prova o grande físico teórico alemão, Albert Einstein, responsável por desenvolver a teoria da relatividade geral (um dos pilares da física moderna ao lado da mecânica quântica) que gostava de rachar lenha em suas horas vagas.

Trocando em miúdos, a atividade é inerente ao ser humano, mas o corpo também precisa de descanso. A falta de moderação no trabalho ou o excessivo ócio fogem ao equilíbrio, trazendo sérias consequências. Portanto, nem tanto à terra e nem tanto ao mar. O equilíbrio em tudo que se faça é o bem maior da vida. Cultive-o.

 Nota: ilustração – Ceifeiros, obra de Pieter Bruegel, o Velho

Fonte de pesquisa:
A Fórmula da Felicidade – Stefan Klein – Editora Sextante

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