Arquivo do Autor: Lu Dias Carvalho

Teste – A ARTE DO BARROCO NO BRASIL

(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

O Barroco chegou às terras brasileiras no início do século XVII, na época do Brasil Colônia (que compreende o período de 1530 a 1822), no período colonial intitulado de “Século do Ouro”, fase em que a exploração desse metal tornou-se a principal atividade econômica em nossas terras, para a alegria da metrópole portuguesa e quando surgiam as primeiras vilas no território brasileiro. A região de Minas Gerais foi responsável por deter grandes jazidas de ouro, daí a pujança do Barroco nessas terras, tendo na figura de Antônio Francisco de Lisboa — o Aleijadinho — escultor e arquiteto brasileiro, seu maior nome.

  1. O estilo Barroco foi trazido ao Brasil por missionários católicos com o objetivo de:

    1. mostrar as riquezas oriundas da arte portuguesa.
    2. catequizar e aculturar os povos indígenas.
    3. ornamentar os palácios da elite portuguesa.
    4. expressar a religiosidade dos portugueses.

  2. O período colonial intitulado “Século do Ouro” contribuiu para que o Barroco:

    1. encontrasse um campo promissor em solo brasileiro.
    2. servisse apenas aos reis e à elite portuguesa.
    3. distanciasse da cultura da metrópole portuguesa.
    4. fosse tido como um estilo inferior ao europeu.

  3. O estilo Barroco foi tão importante em terras brasileiras que se mostrou presente nas seguintes artes:

    1. literatura e pintura.
    2. estatuária e arquitetura.
    3. literatura e estatuária.
    4. Todas as respostas estão corretas.

  4. A região de ————— foi responsável por deter grandes jazidas de ouro, daí a pujança do Barroco nessas terras:

    1. Mato Grosso
    2. Pernambuco
    3. Minas Gerais
    4. Sergipe

  5. Inúmeras igrejas foram erguidas nos principais centros de colonização do território brasileiro, dentre os quais podem ser destacados:

    1. Recife, Goiânia, Olinda e Vila Rica.
    2. Recife, Salvador, São Luiz e Vila Rica.
    3. Recife, Salvador, Olinda e Vila Rica.
    4. Vila Velha, Salvador, Olinda e Vila Rica.

  6. Portugal, sendo um país extremamente católico e monárquico, trouxe para o Brasil Colônia as manifestações artísticas de inspiração religiosa de sua gente. São afirmações corretas acerca desta arte no Brasil, exceto

    1. O Barroco chegou às terras brasileiras no início do século XVII.
    2. O Barroco em terras brasileiras conseguiu expressar religiosidade e emoção.
    3. O Barroco brasileiro mostrou-se menos sóbrio e mais rebuscado.
    4. Tal estilo chegou a ser classificado como pobre, quando comparado ao europeu.

  7. A pintura barroca, com o objetivo de ornamentar as igrejas, vinha inicialmente ———-, sendo que a temática bíblica era executada em azulejos.

    1. da França
    2. de Portugal
    3. da Itália
    4. do Canadá

  8. Ele foi um dos mais importantes pintores barrocos em terras brasileiras, tendo exercido grande influência sobre os pintores mineiros (ver um detalhe de sua obra acima):

    1. Mestre Ataíde
    2. Gregório de Matos
    3. Padre Vieira
    4. Bento Teixeira

  9. Antônio Francisco de Lisboa, apelidado de o Aleijadinho, tendo deixado uma vasta obra em Minas Gerais, era:

    1. músico e pintor.
    2. pintor e arquiteto.
    3. músico e escultor.
    4. escultor e arquiteto.

  10. A obra intitulada ___________ marcou o início do Barroco no Brasil.

    1. Dialética
    2. Prosopopeia
    3. Sistemática
    4. Reflexão

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO BARROCO NO BRASIL

Gabarito

1b/ 2a/ 3d/ 4c/ 5c/ 6c/ 7b/ 8a/ 9d/ 10b

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A ARTE DO BARROCO NO BRASIL

Autoria de Lu Dias Carvalho

O Barroco chegou às terras brasileiras no início do século XVII, na época do Brasil Colônia (que compreende o período de 1530 a 1822), no período colonial intitulado de “Século do Ouro”, fase em que a exploração desse metal tornou-se a principal atividade econômica em nossas terras, para a alegria da metrópole portuguesa e quando surgiam as primeiras vilas no território brasileiro. A região de Minas Gerais foi responsável por deter grandes jazidas de ouro, daí a pujança do Barroco nessas terras, tendo na figura de Antônio Francisco de Lisboa — o Aleijadinho — escultor e arquiteto brasileiro, seu maior nome.

O Barroco foi trazido por missionários católicos, especialmente jesuítas, portanto, influenciado pelo estilo que vigorava em Portugal. A preocupação central desses missionários era a doutrinação cristã, ou seja, catequizar e aculturar os povos indígenas, vistos por eles como pagãos, e ajudar os dirigentes portugueses no processo de colonização das terras descobertas. Eles foram um eficiente instrumento pedagógico e catequético.  Inúmeras igrejas foram erguidas nos principais centros de colonização, dentre os quais podem ser destacados Recife, Salvador, Olinda e Vila Rica.

O Barroco em terras brasileiras conseguiu, ao mesmo tempo, expressar a religiosidade católica do povo e apelar para a emoção, a fim de tocar piedosamente o coração dos devotos, como pode se visto nas esculturas barrocas e nas pinturas que adornam as igrejas. Este estilo foi tão marcante que se mostrou presente na literatura, na pintura, na estatuária e na arquitetura, sendo em sua maior parte ligado à arte sacra. Até mesmo nos primeiros anos do século XX ainda era possível deparar com traços desse movimento artístico em nosso país.

Portugal, sendo um país extremamente católico e monárquico, trouxe para o Brasil Colônia as manifestações artísticas de inspiração religiosa de sua gente. O Barroco brasileiro, contudo, mostrou-se mais sóbrio e menos rebuscado. Mesmo em território brasileiro é possível notar diferenças entre o chamado Barroco do litoral (desde o Rio de Janeiro até Pernambuco) e o Barroco do interior (como o visto nas cidades mineiras de Congonhas, Ouro Preto, São João del Rei e Sabará).

É normal que o Barroco brasileiro tenha divergido do português em alguns aspectos, uma vez que a arte reflete o modo de vida de um povo. Enquanto os portugueses — os grandes navegadores de então — usufruíam das riquezas da nova colônia, aqueles que aqui viviam encontravam-se sob o jugo da escravidão (os negros) ou sob a perseguição dos colonizadores (os índios). Tal estilo chegou a ser classificado como pobre, quando comparado ao europeu, mas esse julgamento necessitava de uma maior compreensão do que se passava em terras brasileiras: instauração da escravatura, resistência indígena à tomada de suas terras, o uso de técnicas ainda rudimentares, etc.

A pintura barroca, com o objetivo de ornamentar as igrejas, vinha inicialmente de Portugal, sendo que a temática bíblica era executada em azulejos. Dentre as cores mais usadas estavam o vermelho, o azul, o dourado e o uso do claro-escuro (chiaroscuro — palavra italiana para “luz e sombra”). Manoel da Costa Ataíde — o Mestre Ataíde — foi um dos mais importantes pintores do estilo Barroco em terras brasileiras, tendo exercido grande influência sobre os pintores mineiros. A sua função de professor fez com que angariasse muitos seguidores. Também foi parceiro do arquiteto e escultor Aleijadinho, tendo pintado algumas de suas obras, como as esculturas criadas para o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, situado em Congonhas, Minas Gerais (ver ilustração acima).

As esculturas vistas como símbolo de devoção (e era realmente o objetivo delas) também eram encontradas em casas. Os materiais usados no Brasil foram a pedra sabão, o cedro e o barro cozido. Tanto na pintura quanto na escultura, as primeiras obras vieram de Portugal, mas, com o passar dos anos, os franciscanos, beneditinos e jesuítas passaram a ensinar a arte de esculpir no barro. Na época do Brasil Colônia não havia uma corte que atuasse como mecenas, como acontecia na Europa. As elites tampouco se preocupavam em edificar palácios ou em patronear as artes profanas (não sagradas), só restando, portanto, o investimento na arte Barroca no que diz respeito às artes sacras (estatuária, pintura e obra de talha para a decoração de igrejas, conventos ou cultos particulares).

O mais curioso na trajetória do Barroco brasileiro é que os índios catequizados pelos missionários portugueses passaram de recebedores a emissores no que diz respeito a tal estilo, ou seja, os mais habilidosos dentre eles foram arregimentados para trabalhar na produção de obras barrocas. A eles se agregaram os negros mais tarde, introduzidos na colônia como escravos, tidos como os principais agentes produtores da arte barroca no Brasil. Segundo estudiosos do Barroco, nasceram daí as novas feições deste estilo, contribuindo enormemente para dar os primeiros passos na formação de uma cultura essencialmente brasileira.

A publicação em 1601 da obra de Bento Teixeira, intitulada “Prosopopeia”, deu origem à presença do Barroco na literatura. O advogado e poeta Gregório de Matos Guerra, apelidado de “Boca do Inferno” em razão de sua língua afiada, é tido como um dos maiores poetas do estilo na língua portuguesa, enquanto o Padre Antônio Vieira foi o maior orador sacro. Intelectuais modernistas, no início do século XX, interessaram-se pela busca do acervo Barroco nacional. Em razão dessa busca, muitas obras foram tombadas. Centros históricos barrocos como os das cidades de Ouro Preto, Olinda e Salvador e conjuntos artísticos como o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Minas Gerais) tornaram-se Patrimônio da Humanidade sob a tutela da Unesco.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Teste – A ARTE DO BARROCO NO BRASIL

Fontes de pesquisa
Manual compacto da arte/ Editora Rideel
https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/o-barroco-brasileiro.htm

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Canaletto – VISTA DE VENEZA NA…

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor e gravador italiano Canaletto (1697 – 1768), cujo nome de batismo era Giovanni Antonio Canal, era filho do pintor e cenógrafo Bernardo Canal – seu primeiro mestre – e de Artemisia Barbieri. Era também tio do pintor Bernardo Belloto. O seu interesse inicial foi a cenografia, trabalhando como pintor de cena teatral, tendo feito uma viagem de estudo a Roma. Foi influenciado pelos artistas Giovanni Paolo Panini e Luca Carlevarijs – esse último especializado em pinturas de vedute (vistas) – pintando o cotidiano da cidade e de sua gente.

A composição intitulada Vista de Veneza com a Praça de São Marcos é uma obra-prima do artista que mostra a sua grande habilidade em relação aos detalhes topográficos e seu extremo talento para a composição. Ele costumava pintar suas “vedutes” (vistas) sob diferentes perspectivas, o que também fez com a praça de São Marcos, centro oficial da cidade de Veneza.

Uma das características da pintura de Canaletto é a utilização que faz da luz. Nesta composição ele oferece uma visão precisa da Basílica de São Marcos e do Palácio Ducal. Usa traços graciosos da arquitetura e faz uso da luz para dar leveza à obra. E deixa claro que a cena acontece num final de tarde, em razão das sombras compridas que se espalham pelo local.

A parte esquerda da praça é dominada pelo conteúdo arquitetônico ali presente. Em primeiro plano localiza-se a catedral bizantina de Veneza e, ao seu lado, está o palácio ducal com seu magnífico mármore branco e rosa-claro. Ao longe, depois da laguna, situa-se a ilha de San Giorgio Maggiore, onde se vê sua igreja, projetada pelo arquiteto Andrea Palladino.

A Basílica de São Marcos é conhecida como a Igreja Dourada (Chiesa d’Ouro). A sua parte externa contém cinco portais com arcos arredondados, embora o artista tenha pintado apenas três. Acima do arco central foram pintados mosaicos dourados. Sobre o arco encontram-se os quatro cavalos de São Marcos, roubados do Hipódromo de Constantinopla em 1204.

A perspectiva da obra direciona o olhar do observador para a Coluna de São Marcos que se ergue ao fundo, ladeada por inúmeras pessoas. Sobre ela repousa um leão – simbologia do santo evangelista. Uma segunda coluna é vista à direita, sobre a qual se encontra a estátua de São Teodoro de Amasea.

As figuras que se encontram na praça de São Marcos não são pintadas detalhadamente, ainda assim dão movimento à cena. Algumas se direcionam para a entrada da basílica, enquanto outras mostram-se paradas, conversando ou admirando o lugar.

Ficha técnica
Ano:  c.1735
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 46 cm x 63 cm
Localização: The Huntington, San Marino, Califórnia, EUA

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte / Editora Sextante
A história da arte / E.H. Gombrich

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Teste – A ARTE DO ROCOCÓ

(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Quatro estilos de arte surgiram na Idade Moderna: Renascimento, Maneirismo, Barroco e Rococó. O movimento artístico intitulado Rococó surgiu na França, dando prosseguimento ao estilo Barroco. Diferentemente desse, tratava-se de um estilo mais leve que buscava expressar sentimentos agradáveis.

  1. Marque a alternativa em que os estilos artísticos que permearam a Idade Moderna encontram-se na ordem em que surgiram.

    1. Renascimento, Barroco, Rococó e Maneirismo
    2. Renascimento, Maneirismo, Barroco e Rococó
    3. Barroco, Renascimento, Maneirismo e Rococó
    4. Rococó, Maneirismo, Barroco e Renascimento

  2. Dentre as características do estilo Rococó podem ser citadas, exceto:

    1. A representação da vida profana e da futilidade da aristocracia que buscava na arte apenas o prazer.
    2. O excesso de elementos curvos de rocaille, flores e conchas.
    3. As obras carregavam um estilo excessivamente decorativo.
    4. Tal estilo pecava, sobretudo, pela presença de um conteúdo sério.

  3. Embora seja um estilo bem parecido com o Barroco, uma das características que os diferenciam diz respeito às cores. Enquanto o Barroco trazia cores fortes e vivas, no Rococó elas eram apresentadas em tons:

    1. pastéis.
    2. iluminados.
    3. sombreados.
    4. matizados.

  4. O Rococó representou a vida profana e a futilidade da ___________ que buscava na arte apenas o prazer.

    1. plebe
    2. Igreja
    3. aristocracia
    4. nobreza

  5. O famoso estilo __________, visto em mobiliários e decorações durante o reinado do rei do mesmo nome, foi originado no período Rococó.

    1. Chanel
    2. Napoleão
    3. Luís Vitton
    4. Luís XV

  6. Jean-Honoré Fragonard criou mais de quinhentas obras no estilo Rococó, sendo sua obra considerada precursora do Impressionismo. A tela mais famosa chama-se:

    1. O Balanço.
    2. Vênus e Marte.
    3. A Primavera.
    4. As Meninas.

  7. Um dos pintores mais conhecidos do Rococó é:

    1. Françoise Boucher.
    2. Etienne-Maurice Falconet.
    3. Antoine Whatteau.
    4. Giambatista Tiepolo.

  8. O estilo Rococó surgiu na França como:

    1. um retorno ao Renascimento.
    2. um desdobramento do Barroco, só que mais leve.
    3. uma revisão da arte egípcia.
    4. um estilo similar ao Maneirismo.

  9. O Rococó surgiu logo após o Maneirismo, precedendo o __________.

    1. Neoclassicismo.
    2. Impressionismo.
    3. Pontilhismo.
    4. Renascentismo.

  10. Apesar de ter sofrido pesadas críticas em relação à superficialidade dos temas que abordava em suas obras, o estilo Rococó também deixou o seu legado:

    1. Contribuiu para o enriquecimento da arte sacra.
    2. Ajudou no retorno à cultura greco-romana.
    3. Trouxe o homem para o centro da arte.
    4. Apresentou uma decoração elegante e refinada.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO ROCOCÓ
Boucher – MULHER NUA

Canaletto – VISTA DE VENEZA NA…
Fragonard – O BALOIÇO
Watteau – O EMBARQUE PARA CITERA

Gabarito

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A ARTE DO ROCOCÓ

Autoria de Lu Dias Carvalho

O Rococó teve como origem a França, no século XVIII, onde surgiu como um estilo meramente decorativo e um desdobramento do Barroco. O termo é tido como uma combinação bem-humorada da palavra “rocaille” (palavra francesa que pode ser traduzida como “concha”) e “barroco”. Segundo alguns estudiosos do assunto, foi atribuído a um aluno do pintor Jacques-Louis David, logo após a Revolução Francesa, no intuito de zombar do rebuscamento do estilo burguês. Artistas da época achavam que tal estilo não passava de uma diminuição cômica do Barroco, objetivando apenas expressar sentimentos aprazíveis. Esse sentido pejorativo prosseguiu até metade do século XIX, perdendo toda a conotação negativa daí para a frente.

Dentre as principais características da arte do Rococó podem ser citadas: o nivelamento e a falta de tridimensionalidade na decoração; o excesso de elementos curvos de rocaille, enroscando-se em anéis assimétricos de curvatura oposta; desenhos assimétricos; e a representação da vida profana e da futilidade da aristocracia que buscava na arte apenas o prazer. Além disso, muitas de suas formas foram influenciadas pelas características arquitetônicas do Barroco francês, porém niveladas e de proporções menores, sem a monumentalidade desse.

O período de dominância do Rococó foi responsável pelo aparecimento de uma grande atividade no campo da decoração, com a predominância de objetos pequenos, feitos de prata ou de porcelana. É dessa fase o conhecido “estilo Luís XV”, datado de 1730 a 1760, visto em mobiliários e decorações durante o reinado do monarca que lhe deu tal nome. As cenas pastorais também se encontravam presentes. Nelas, as figuras aristocráticas cediam lugar a pastoras e pastores em jogos de sedução. Nos temas narrativos, os putti (anjos ou cupidos) reforçavam a história. Nas artes uma profusão de arabescos, motivos de conchas, linhas curvas e desenhos assimétricos davam destaque à decoração.

O Rococó foi de certa forma uma reação ao estilo Barroco. Dominou a arte europeia durante a maior parte do século XVIII, dando destaque à elegância, à futilidade e à beleza decorativa. Contudo, não se desenvolveu da mesma maneira nos países europeus, para onde foi levado por artistas expatriados e também através de gravuras. Na Inglaterra esteve mais ligado ao desenho mobiliário. No sul da Alemanha tornou-se um aperfeiçoamento do estilo Barroco e na Itália foi um avanço decorativo do Barroco italiano. A partir da década de 1770 foi, aos poucos, cedendo lugar ao Neoclassicismo.

Muitos temas encontrados na arte barroca estiveram presentes no Rococó, a exemplo de temas simbólicos e mitológicos, mas que não mais detinham um conteúdo de seriedade. Muitas das vezes não passavam de pretexto para as apresentações eróticas do nu feminino. A temática sobre o amor era, sem dúvida, a mais popularizada. O fête galante — tema que aludia a jovens casais ricos e elegantes, passeando alegremente por parques idílicos — teve em Jean-Antoine Watteau seu pioneiro, sendo a composição intitulada O Embarque para Citera, concluída em 1717, sua obra-prima.

O estilo Rococó teve grande influência sobre a arquitetura, a pintura e a decoração de interiores. Era ao mesmo tempo uma reação ao Barroco e um aprimoramento deste. A diferença fundamental estava na rejeição ao excesso de pompa e na grandiosidade apresentadas pelo estilo anterior. A arte do Rococó pecava, sobretudo, pela ausência de um conteúdo sério, uma vez que as obras carregavam um estilo excessivamente decorativo. Dentre os grandes nomes desta arte estão Jean-Antoine Watteau, François Boucher, Jean-Honoré Fragonard e Canaletto pintando cenas de Veneza. Na escultura, o estilo Rococó eliminou o vigor das linhas retorcidas do Barroco, tendo como principal nome o escultor francês Jean-Antoine Houdon.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Teste – A ARTE DO ROCOCÓ
Boucher – MULHER NUA
Watteau – O EMBARQUE PARA CITERA
Fragonard – O BALOIÇO
Canaletto – VISTA DE VENEZA NA…

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

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Caravaggio – A CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Autoria de Lu Dias Carvalho

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 – 1610) nasceu no calmo povoado de Caravaggio, próximo à cidade de Milão, e cujo nome acabou por incorporar-se a seu nome. Também existe a hipótese de que o pintor tenha nascido em Milão. Era filho de Fermo Meresi, arquiteto e decorador de Francisco Sforza, duque de Milão e marquês da pequena Caravaggio, e de Lucia Aratori. Aos cinco anos de idade vivia em Milão com seus pais, cidade ocupada pela Espanha. Além das tensões geradas pela ocupação estrangeira, a fome e a peste também se faziam presentes. Em razão da peste, a família do futuro pintor retornou ao povoado de Caravaggio, que também acabou sendo alcançado pela doença que ceifou a vida do pai, do avô e do tio do garoto. Lucia, a mãe, optou por permanecer ali com os filhos, distanciando-se do fanatismo religioso e da violência política que se espalhavam por Milão.

A composição intitulada a Conversão de são Paulo é uma obra do artista barroco. Foi criada quando ele se encontrava no ápice de sua carreira. Apresenta o momento dramático da conversão de Paulo ao cristianismo, ou seja, quando ele é derrubado do seu cavalo por uma luz divina, ao fazer uma viagem a Damasco. Esta pintura foi encomendada por Tibério Cezari, tesoureiro do papa Clemente VII, para ornar a capela da Igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma, onde permanece até os dias de hoje.

Esta obra, a exemplo de outras do artista, despertou polêmica quando apresentada. Os críticos do trabalho alegaram que o realismo do tema pareceu grosseiro e inadequado para o fim a que se destinava. Sabiam, no entanto, que Caravaggio tinha predileção pelo suspense e por um alto grau de realismo em sua pintura, condizendo com a dramaticidade da arte barroca, o que o levou a exercer influência sobre a obra de muitos artistas, sobretudo pelo uso dramático da iluminação.

Na obra em evidência, Caravaggio faz uso do claro-escuro (tradução literal da palavra italiana chiaroscuro) o que reforça os volumes e as formas que ganham destaque com o emprego da luz e da sombra. O uso denso da luz também é responsável por adicionar solidez à composição, o que ajuda na compreensão da temática.

Em sua obra Caravaggio não se atém ao elemento divino, mas ao humano, como comprova o cavalariço, mostrando-se mais preocupado com o cavalo assustado do que com os gestos grandiosos de Paulo, ante sua conversão sobrenatural, ou seja, não chama a sua atenção para a luz que derruba o cavaleiro.

O cavalo, de costas para o observador, ocupa a maior parte da tela. A luz divinal incide sobre a parte de seu corpo, o que ajuda a definir seus contornos. A posição do casco de sua pata direita suspenso no ar, como se fosse descer sobre o corpo de Paulo, amplia ainda mais a dramaticidade da cena ao causar suspense no observador. O artista usou a iluminação nesta parte para reforçar a dramaticidade. Além de parte do corpo do animal, também se encontra iluminado o aperto nas rédeas, ocasionado pela mão firme do cavalariço, a fim de evitar um acontecimento nefasto.

São Paulo, figura central da obra, situado em primeiro plano, deitado no chão com os braços estendidos para cima, mostra grande perplexidade com o que está lhe acontecendo. Segundo as escrituras, Cristo aparece na sua frente, quando ele é cegado por uma luz intensa — momento em que se dá a sua conversão. Contudo, o artista demonstra o caráter divino de tal passagem bíblica através dos olhos cegos e fechados do santo, assim como por seu gesto expressivo em meio a uma luz dourada.

São Paulo usa um manto vermelho e sobre ela está sua espada, ambos representando a sua vida até então como soldado romano, carrasco dos cristãos. O manto estendido no chão também leva ao Jesus bebê, e a pose desprotegida de Paulo, com os braços levantados, enfatiza também a ideia de seu renascimento espiritual.

Ficha técnica
Ano:  1600/1601
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 2,30 m x 1,75 m
Localização: Capela de Santa Maria del Popolo, Roma, Itália

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte / Editora Sextante
A história da arte / E.H. Gombrich

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