Arquivo do Autor: Lu Dias Carvalho

NEURÓBICA – GINÁSTICA CEREBRAL

Autoria de Lu Dias CarvalhoA neuróbica é um termo usado pelos neurocientistas para dinâmicas que funcionam como uma aeróbica dos neurônios. Assim como exercitamos os músculos numa academia de ginástica, podemos “movimentar” as células cerebrais com práticas que exijam o esforço da cognição. (Martin Portner)

Esse tipo de exercício visa tornar o cérebro mais ágil e flexível, no sentido de ampliar as possibilidades na busca de novos caminhos para a realização das ações cotidianas. (Geomecel Carvalho)

Atualmente sabe-se que é possível desenvolver aptidões, estimular a memória e aprender novos conhecimentos em quase todas as épocas da vida. (Amaryllis Schinvinger)

Durante muito tempo houve uma preocupação exagerada apenas com a beleza física no que diz respeito à “malhação”. A Ciência, além de incentivar os exercícios físicos – eles devem ser feitos pelo menos três vezes por semana –, também tem orientado na sua execução de modo a trazer ganhos para o corpo e a mente. É nesta vertente que entra a ginástica para o cérebro, tão propícia a uma época em que o processamento de informações torna-se cada vez maior, gerando grandes desgastes e estresse mental.

A ginástica cerebral tem como base o uso do cérebro de forma a estimular áreas sensoriais importantes para o funcionamento de todo o organismo, assegurando o seu bem-estar. Pode ser praticada durante a execução de atividades rotineiras e de outros pequenos desafios em meio aos afazeres do dia a dia que resultam em benefícios fantásticos. Assim, nada mais importante do que “malhar” esse nosso maravilhoso “computador central”, aprimorando-o para que seja o mais eficiente possível.

Assim como acontece com a nossa pele, os neurônios estão em permanente renovação, sendo importante manter tal produção da região cerebral, que necessita contar sempre com a neuroplasticidade (capacidade de adequar-se racional e emocionalmente às diferentes situações do dia a dia).  De acordo com a neuróbica, o primeiro passo para tornar o cérebro mais “plástico” é autopercepção (consciência que se tem de si mesmo).

O Budismo – quando se refere a alcançar a iluminação – também deixa patente a necessidade de contemplar a mente, alegando que “ao entender a mente tudo o mais está incluído”. E exemplifica fazendo uma analogia com a árvore: “É como a raiz de uma árvore: todas as frutas, flores, galhos e folhas dependem da raiz. Se você alimentar a raiz, ela cresce e se desenvolve. Mas, se você cortar a raiz da árvore, ela morre.”. Por sua vez, a gnose ensina que é preciso conhecer e contemplar a mente: “Devemos agir, fazer e proceder da mesma forma como faz um cientista que passa anos e anos estudando, por exemplo, os hábitos e comportamento dos macacos na África. São pacientes trabalhos anônimos de observação direta, oculta, disfarçada, na floresta, sem que ele julgue, critique, interfira ou queira fazer parte do grupo de macacos que está a observar e a estudar”.

A Ciência revela que a ginástica mental traz inúmeros benefícios à saúde: regeneração e manutenção dos neurônios, redução da demência e das perdas cognitivas (processos da mente envolvidos na percepção, na representação, no pensamento, nas associações e lembranças, na solução de problemas, etc.) advindas do envelhecimento natural do cérebro. Segundo Solange Jacob – especialista em ginástica cerebral –, “A técnica fortalece o caminho para acessar eventos memorizados e facilita a associação dos pensamentos”.

Além de aplicar a aeróbica dos neurônios durante os afazeres do cotidiano, como a troca do uso de uma mão para escovar os dentes*, mudar o relógio de braço, etc., jogos devem ser inseridos, como: tangran**, sodoku, quebra-cabeça (puzzle), palavras-cruzadas, duplex, diagrama, problemas de lógica, etc. Trabalhos artesanais diferenciados também são importantes, assim como o aprendizado de um novo idioma ou mesmo de uma palavra nova a cada dia, buscando empregá-la. Sempre que possível escreva manualmente, faça cálculos “de cabeça”. Busque fazer algo novo todo dia e, sobretudo, ter uma alimentação saudável e dormir bem. O cérebro agradece! (Não deixe de ler CONHECENDO O NOSSO CÉREBRO)

Curiosidade
*Se você usa a mão direita, por exemplo, para escovar os dentes, pentear os cabelos ou segurar a xícara de café, tente fazer esse mesmo trabalho com a esquerda, mas se é um indivíduo canhoto, tente usar a mão direita.

**Tangran – é um quebra-cabeças geométrico chinês formado por 7 peças, chamadas tans: são 2 triângulos grandes, 2 pequenos, 1 médio, 1 quadrado e 1 paralelogramo. Utilizando todas essas peças sem sobrepô-las, podemos formar várias figuras. Segundo a Enciclopédia do Tangram é possível montar mais de 5000 figuras.

Livro recomendado: Mantenha seu Cérebro Vivo, obra do neurologista Larry Katz.

Fontes de pesquisa:
Segredos da Mente
https://gnose.org.br/o_que_e_gnose/

Views: 2

Lancret – O BALOUÇO

Autoria de Lu Dias Carvalho

O artista francês Nicolas Lancret (1690–1743) iniciou seus estudos na oficina de Pierre Dublin, pintor de história, após um rápido início como gravador e desenhista. Não se realizando com o gênero, foi estudar com Claude Gillot, tendo ali recebido influência de seu colega Antoine Watteau. Veio depois a tornar-se mestre orientador do estilo de pintura denominado “fête galante” (festas galantes) — um novo gênero de paisagens — sendo responsável, portanto, por um ramo específico do paisagismo francês no período do Rococó. O pintor tornou-se respeitado e muito apreciado à época. É tido, ao lado de Jean- Baptiste Pater, como o mais importante dos artistas que receberam influência de Watteau.

A composição intitulada O Balouço é uma obra do artista. Em sua pintura ele apresenta dois aristocratas — usando roupas da época — divertindo-se numa cena íntima, ao ar livre, num bosque. A jovem, sentada num balanço situado entre duas grandes árvores, é puxada pelo acompanhante que usa uma corda para fazer o vai e vem. Ela se mostra faceira, voltando a cabeça para a sua direita. O terreno é ligeiramente inclinado.

O pintor fez outros quadros com esta mesma temática.

Ficha técnica
Ano: c. 1735
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 70 x 89 cm              
Localização: Victoria e Alberto Museum, Londres, Grã-Bretanha

Fontes de Pesquisa:
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Rococó/ Editora Taschen

Views: 11

CONHECENDO O NOSSO CÉREBRO

Autoria de Lu Dias Carvalho

                              

Durante muito tempo a “malhação” teve por objetivo apenas trabalhar o corpo em busca da beleza física. Não foram poucas as pessoas que, na procura por um corpo definido, exageraram nos exercícios físicos (e talvez muitas ainda o façam), sem se dar conta de que o excesso é tão prejudicial quanto a falta. A Ciência, além de continuar incentivando os exercícios físicos –  devem ser feitos pelo menos três vezes por semana –, também traz nova orientação no sentido de que esses  tragam ganhos para o corpo e também para a mente. É nesta vertente que entra a ginástica para o cérebro, tão propícia para uma época em que o processamento de informações torna-se cada vez maior, gerando grandes desgastes e estresse mental.

A ginástica cerebral tem como objetivo o cérebro de forma a estimular áreas sensoriais importantes para o funcionamento de todo o organismo, assegurando o seu bem-estar. Pode ser praticada durante a execução de atividades rotineiras – vistas até mesmo como insignificantes – e de outros pequenos desafios em meio aos afazeres do dia a dia,  resultando em benefícios fantásticos. Assim, nada mais importante do que “malhar” esse nosso maravilhoso “computador central”, situado dentro de uma potente caixa craniana, para onde vão todas as informações recebidas. Porém, primeiro é preciso conhecer um pouco sobre ele.

Embora represente uma ínfima parte da massa corporal humana (2%), o cérebro, cujo aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz, não economiza no que diz respeito ao gasto de oxigênio (20%). É também responsável por receber cerca de 25% do sangue que é bombeado pelo coração. São muitos os seus esforços para dar conta de tanta responsabilidade.

Anatomicamente falando, o cérebro é formado por dois tecidos superpostos: 1. o córtex cerebral – mais externo e mais extenso, de coloração cinza (a tão falada “massa cinzenta”), onde se situam os corpos celulares neuronais e outras células nervosas; 2. o núcleo cerebral – possui coloração branca, é rico em fibras nervosas responsáveis por estabelecer comunicação entre o córtex cerebral, os órgãos sensoriais e os músculos de todo o corpo. O cérebro divide-se em quatro lóbulos ligados entre si: frontal (o maior deles, situa-se trás da testa) – responsável pelos mais simples movimentos físicos e pelas funções do aprendizado, do pensamento, da memória e da fala; parietal (situa-se atrás do osso frontal) – responsável pela percepção espacial e pelas informações sensoriais de dor, calor e frio); temporal (situa-se na base do osso parietal) – responsável pelos estímulos auditivos; occipital (o menor deles, situado na parte posterior do osso temporal) – responsável por receber e processar as imagens visuais).

Assim como a Terra, o cérebro divide-se em dois hemisférios (metades) chamados de hemisférios cerebrais. Como parceiros e amigos que são, um controla o lado do outro, ou seja, cada lado do cérebro controla o lado oposto do corpo. O hemisfério esquerdo, portanto, controla  a ordem dos movimentos dirigidos ao lado direito. O hemisfério direito, por sua vez, controla o lado esquerdo. A pessoa “canhota” tem, portanto, como hemisfério dominante o lado direito do cérebro, enquanto a “destra” tem o hemisfério do lado esquerdo. Por sua vez, aquele que usa os dois lados do corpo com a mesma habilidade é chamado de “ambidestro”, não tendo, portanto, nenhum dos lados de seu cérebro dominante. A ambidestria pode ser de nascença (muito rara) ou aprendida. Segundo estudos, o mais comum é encontrar ambidestros que nasceram canhotos e foram forçados a usar as duas mãos.

Os dois hemisférios cerebrais possuem como principais atividades: o direito – é o que nos possibilita a capacidade de identificar rostos e objetos; o esquerdo – controla nossa capacidade de leitura e escrita, assim como nos permite identificar regras gramaticais. Contudo, esses dois irmãos trabalham unidos em algumas funções – talvez porque essas sejam muito árduas –, como a fala, por exemplo. Já pensaram se somente um dos hemisférios se incumbisse da capacidade de os humanos se expressarem verbalmente, uma vez que eles falam até pelos cotovelos?  A prova dessa interação entre esses dois hemisférios está no fato de indivíduos que tiveram um deles lesionado continuarem a falar normalmente.

Agora que compreendemos melhor o funcionamento de nosso cérebro, vamos à ginástica cerebral: NEURÓBICA – A GINÁSTICA CEREBRAL

Fonte de pesquisa:
https://www.todamateria.com.br/cerebro/https://www.anatomiadocorpo.com/sistema-nervoso

Views: 7

Pisanello – SÃO BENTO EM PENITÊNCIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor italiano Antônio de Pucci Pisano (1395 – 1455), apelidado por seus contemporâneos de Pisanello (ou seja, pequeno Pisano), nasceu em Pisa e morreu provavelmente em Roma. Seus pais foram Puccio di Giovanni da Cerrato e Isabella di Niccoló. Estudou com Stefano da Verona – responsável por introduzi-lo no mundo da arte – e depois em Veneza com Gentile Fabriano, tendo trabalhado como seu assistente na pintura do palácio de Dodge, nos afrescos da sala do Grão Conselho. Anos depois colaborou com seu último mestre na decoração da Basílica de São João de Latrão. Após a morte desse, Pisanello tomou para si a responsabilidade pela obra.

A composição São Bento em Penitência é tida por alguns historiadores da arte como uma obra do artista, embora haja quem afirme que seja uma criação de Niccolò di Pietro. Nela é possível detectar a influência que Gentile da Fabriano exerceu sobre Pisanello, principalmente nos traços do rosto do santo, na plasticidade de seu corpo bem construído, no relevo das montanhas escarpadas e na delicadeza vista na vegetação.

São Bento encontra-se nu, diante de duas enormes rochas ingremes, em meio à vegetação rasteira que contorna as rochas à sua direita. Ramos em forma de “V” a cobrem- lhe a região púbica. O santo traz na cabeça uma grande auréola dourada como prova de sua divindade. Seu rosto surpreso está voltado para a figura de um pequeno anjo que aparece à sua direita, pairando próximo à sua cabeça. Uma grande ave é vista à sua esquerda.

Ficha técnica
Ano: c.1415
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 110 x 66 cm
Localização: Museu Poldi Pezzoli, Milão, Itália

Fontes de pesquisa
Pisanello/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

Views: 0

Mestres da Pintura – PISANELLO

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor italiano Antônio de Pucci Pisano (1395 – 1455), apelidado por seus contemporâneos de Pisanello (ou seja, pequeno Pisano), nasceu em Pisa e morreu provavelmente em Roma. Seus pais foram Puccio di Giovanni da Cerrato e Isabella di Niccoló. Estudou com Stefano da Verona – responsável por introduzi-lo no mundo da arte – e depois em Veneza com Gentile Fabriano, tendo trabalhado como seu assistente na pintura do palácio de Dodge, nos afrescos da sala do Grão Conselho. Anos depois colaborou com seu último mestre na decoração da Basílica de São João de Latrão. Após a morte desse, Pisanello tomou para si a responsabilidade pela obra.

Pisanello morou com sua mãe viúva na cidade de Florença, mas, após a sua morte, mudou-se para Roma, vindo a tornar-se um dos renomados pintores de sua época, trabalhando para as cortes de Mântua, Ferrara e Milão e com o rei Afonso de Aragão, em Nápoles. No requinte das cortes da Idade Média, onde proliferam as lendas, as fábulas, os mitos, as sagas, as canções de gesta e as memórias de feitos heroicos de outrora – vividos ou imaginados – o artista encontra um ambiente fértil para a sua criatividade, mas compondo seus personagens sempre com um olhar analítico. Foi em Verona que fez sua obra mais famosa: os afrescos sobre a lenda de São Jorge. Alguns anos depois dá início à atividade de medalhista.

O artista, dono de uma aguçada observação da natureza, tornou-se conhecido como pintor de afrescos e altares e como desenhador de medalhas, vindo a tornar-se um dos grandes nomes do estilo Gótico Internacional. Em sua obra Pisanello conta histórias de cavaleiros e princesas. Suas obras sobressaíam pela elegância, delicadeza no trato com os detalhes e suavidade na descrição da natureza, além do elemento poético.

Nota:

Fontes de pesquisa
Pisanello/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

Views: 0

AS MARAVILHAS DO AÇAFRÃO

 Autoria do Dr. Telmo Diniz

Conheça as propriedades medicinais dessa planta.

O açafrão-da-terra (Curcuma longa), conhecido também como cúrcuma (ou curcuma), turmérico, raiz-de-sol, açafroa ou açafrão-da-índia, é uma planta herbácea da família do gengibre, originária da Índia e da Indonésia. Da sua raiz, obtém-se um tempero muito utilizado como condimento ou como corante de cor amarelo forte. É uma das plantas mais pesquisadas até hoje. Suas propriedades medicinais e estudos estão sendo revisados de forma exaustiva. É um fitonutriente com poderosas propriedades terapêuticas, sendo seu principal componente a curcumina – responsável pelas ações anti-inflamatórias.

Essa ação anti-inflamatória consiste, basicamente, na inibição de potentes enzimas que são parte importante do processo de inflamação – cicloxigenase (COX-2) e lipoxigenase (LOX-5) – e, consequentemente, promove a melhora da famosa tríade inflamatória – dor, calor e rubor. Daí seu uso em quadros de artrites ter resultados satisfatórios.

O açafrão pode ajudar a reduzir o risco de doenças do coração através de sua ação antioxidante, que combate o excesso de radicais livres, responsáveis diretos pelos quadros de aterosclerose. A curcumina possui efeito positivo sobre a agregação plaquetária – “deixa o sangue mais ralo” – e ajuda a modular a pressão arterial. A atividade anticancerígena é caracterizada por um bloqueio no crescimento descontrolado de células cancerosas, induzindo-as à apoptose, ou seja, ao suicídio das células neoplásicas. Esta atividade anticancerígena da curcumina ainda não está completamente bem estabelecida.

A cúrcuma apresenta, ainda, ação antidepressiva, aumentando a disponibilidade de alguns neurotransmissores no cérebro, como a serotonina e a dopamina, envolvidas na indução do sono e regulação dos níveis de humor com consequente redução dos sintomas depressivos. Pode também ser útil na redução da inflamação que ocorre no córtex cerebral de pessoas com doença de Alzheimer.

O açafrão tem papel importante na prevenção de diferentes doenças como alguns tipos de câncer (como de estômago, por exemplo), mas também atua como coadjuvante na precaução de diversas outras, como artrites, alergias, diabetes, etc.
O consumo do açafrão pode ser em forma de tempero (pó ou em fatias da raiz). A quantidade diária ideal é de duas a três rodelas. Na forma de pó, a quantidade diária ideal é de uma colher de chá ao dia (aproximadamente 5 g). Sua toxicidade é baixa, porém, consumos exagerados (acima de 10 g por dia) podem causar sintomas como náusea e desconforto gástrico.

O uso de cápsulas de cúrcuma também pode ser uma opção. Neste caso, a utilização concomitante com a piperina (pimenta negra) aumenta sua absorção em nível intestinal, e isso aumentará sua potência anti-inflamatória. Claro que seu uso em forma de cápsulas deve ser feito com acompanhamento médico ou de nutricionista. É importante frisar que nenhuma suplementação substitui um estilo de vida saudável com a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada. 

Views: 0