Braque – VIOLINO E CÂNTARO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Compreendeis a língua chinesa? Ainda assim é falada por meio bilhão de homens. (Pablo Picasso)

A composição Violino e  Cântaro é uma obra do pintor normando Georges Braque na sua busca por uma nova linguagem pictórica, embora até mesmo os especialistas em arte vissem com desconfiança o novo caminho tomado por ele e Picasso. Enquanto o segundo prosseguia com sarcasmo em relação a seus críticos, o primeiro seguia tranquilo, fazendo ouvidos de mercador.

Na obra acima, Braque mostra o violino e cântaro, as duas peças chaves da composição, como se essas estivessem sendo vistas através de um espelho estilhaçado. Mesmo multifacetados, os dois objetos podem ser reconhecidos. Os pontos mais escuros são responsáveis pelo volume. A maior preocupação do artista é com as linhas da composição, ficando a cor reduzida aos tons terrosos e aos cinzas. O método empregado é o chamado Cubismo Analítico.

Ficha técnica
Ano: 1910
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 117 x 81,5 cm
Localização: Museu de Arte, Basileia,  Suíça

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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MALEFÍCIOS DO SAL REFINADO

Autoria de Danilo Vilela Prado

O sal refinado, popularmente conhecido como sal de cozinha, é o que encontramos no supermercado e no comércio em geral. É fino, muito branco, solto, seco, aparentemente o ideal para ser usado na alimentação. Porém, esse tipo de sal passa por processo de industrialização, assim que é retirado das salinas. Por isso, são perdidos quase todos os minerais e elementos saudáveis encontrados nele em estado bruto. Por causa da enorme perda de qualidade do sal marinho na industrialização, ao sal refinado é adicionado o iodeto de potássio, em substituição ao iodo natural, e também os antiumectantes.

 Efeitos Nocivos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:

  •  Hipertensão arterial
  • Edemas
  • Eclampsia e pré-eclampsia
  • Arteriosclerose cerebral
  • Aterosclerose
  • Cálculos renais
  • Cálculos vesicais
  • Cálculos biliares
  • Hipoplasia da tireoide
  • Nódulos da tireoide
  • Disfunções das paratireoides

 Além dos problemas acima, o Dr. Luis Henrique L. Pereira, alerta que: “Além das consequências da hipertensão, o excesso de sódio também está relacionado a um maior risco de várias outras doenças, entre elas:

– Acidente Vascular Cerebral (AVC, que são os derrames)
– Insuficiência renal crônica
– Insuficiência cardíaca
– Câncer de estômago
– Pedras nos rins
– Diabetes
– Asma
– Osteoporose

Para evitar o excesso de sódio que causa os males relacionados acima, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão recomendam o consumo diário de 5 gramas de sal, que representa 2 gramas de sódio. A estimava de órgãos oficiais é que o brasileiro consome até o dobro de sal recomendado pela OMS. Por isso, governo e população gastam uma enorme quantia em dinheiro com o tratamento médico de vários problemas graves, entre eles a hipertensão arterial, problemas renais, arritmia e infarto.

Não bastassem os males do excesso de sal na alimentação feita exclusivamente em casa, muitos produtos industrializados comprados na padaria, açougues ou supermercados possuem mais sal que o recomendado. A lista dos campeões de sódio é grande, e inclui entre os produtos processados: macarrão instantâneo com e sem tempero, frango empanado, hambúrguer bovino e de frango, salsicha, bacon, biscoito de polvilho e cream cracker, salgadinho de milho, batata frita industrializada, requeijão, azeitonas, cubos de caldos de galinha, carne e peixe, queijo, ketchup, molho de soja, produtos de conserva, pizzas, picles, produtos diet ou light (porque têm mais sódio) e muitos outros alimentos.

Não há como escapar dos antiumectantes, usados para prolongar a validade dos alimentos, pois retira ou diminui a umidade deles. Assim, impedem que as partículas individuais dos produtos alimentícios juntem-se às outras por causa da umidade. O resultado positivo é que a conservação provocada pelos antiumectantes ajuda a esticar o prazo de validade para consumo de muitos alimentos industrializados, evitando a perda em prazo menor. Com o sal refinado não poderia ser diferente, porque os antiumectantes nele usados possuem a função de deixá-lo mais “soltinho”. Por isso, ao usar o sal, mesmo em casa, ingerimos o antiumectante, obrigatoriamente. Vários estudos, porém, indicam que esses não fazem mal à saúde dos seres humanos. Todavia, essa conclusão não é tão aceita por alguns estudiosos, que alertam sobre os problemas que os antiumectantes podem causar, dentre eles: relação com a doença de Alzheimer, riscos para as pessoas que sofrem de doenças dos ossos e de perturbações dos rins, doenças renais e diminuição da absorção de cálcio, desequilibrando a relação cálcio/fósforo no organismo (osteoporose, depósitos calcários).

É bom que todos saibam que sal, açúcar e gordura viciam. O vício acontece porque esses produtos estimulam os neurônios. Dessa forma, ajudam a liberar dopamina, neurotransmissor que faz com que aumente a vontade de comer e dá prazer às pessoas. A tendência do vício é aumentar cada vez mais o consumo, pois o corpo ficará pedindo mais sal, açúcar e gordura, até que chega ao ponto de causar sérios prejuízos à saúde, muitas vezes irreversíveis. Portanto, todo cuidado ao usá-los é pouco.

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Braque – PAISAGEM DE LA CIOTAT

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Paisagem de La Ciotat é uma obra fauvista do pintor normando Georges Braque, do início de sua carreira. Faz parte da época em que o artista estava sempre viajando, em busca de inspiração para criar sua arte.

Nesta pintura, o pintor já começa a diminuir o número de suas pinceladas soltas. A cor ainda é quase pura, cobrindo espaços maiores, e o desenho, representando os elementos da natureza, mais se parece com  graciosos arabescos. Predominam as cores vermelha e amarela. Não há qualquer fidelidade às cores reais da paisagem.

Ficha técnica
Ano: 1907
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 71 x 59 cm
Localização: coleção particular

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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Braque – NU SENTADO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Nu Sentado é uma obra do pintor normando Georges Braque, em que é nítida a influêncida do pintor francês Cézanne, por quem nutria uma grande admiração. Com o pintor francês, Braque aprendeu a importância dos volumes numa tela.

Uma mulher, coberta apenas da cintura para baixo, meio de costas para o observador, encontra-se sentada numa cadeira vermelha, que parece tombar para baixo. Ela traz a mão direita no cabelo e deixa o seio do mesmo lado a descoberto. As tintas encorpadas e a textura aumentam o volume , dando solidez à figura.

Ficha técnica
Ano: 1907
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 56 x 47 cm
Localização: coleção particular

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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Benozzo Gozzoli – S. DOMINGOS RESSUSCITA NAPOLEÃO…

Autoria de Lu Dias Carvalho

O painel São Domingos Ressuscita Napoleão Orsini que Caiu do Cavalo é uma obra do pintor italiano Benozzo Gozzoli (1420-1497), cujo nome de nascimento era Benozzo di Lese. Ele é tido como detentor dos estilos da pintura da Toscania e da Úmbria, tendo contribuído para a transição do estilo Gótico para o Renascimeto. Trabalhou com o escultor Lorenzo Ghiberti em Florença e com Fra Angelico na Cidade do Vaticano. Criou afrescos e pinturas sobre madeira. Era dono de um estilo muito vivo de narrativa.

A pintura em questão era parte do retábulo “Madona, Anjos e Santos” que foi encomendado ao pintor pela Confraria da Purificação da Virgem, de Florença. O contrato, muito preciso, estabelecia que:

  1. o artista deveria usar como modelo o retábulo de Fra Angélico em São Marcos;
  2. todo o trabalho teria que ser executado pelo punho do pintor;
  3. o quadro deveria superar qualquer obra até então feita pelo mesmo ou, pelo menos, deveria ser comparável em qualidade.

À esquerda o pequeno Napoleão Orsini, ainda criança,  é visto sob os cascos traseiros de um cavalo empinado e com todo o seu peso sobre ele,  enquanto um jovem de vermelho tenta conter o animal agitado. Da cabeça atingida do menino jorra sangue que se acumula no chão. No meio da pintura, sob um tapete vermelho, onde se vê uma almofada da mesma cor, já restabelecido pelo milagre, o garoto encontra-se de pé, com as mãos em formato de agradecimento, voltado para o santo que o abençoa silenciosamente.

Três mulheres estão sentadas no chão em torno de Napoleão Orsini. Duas delas trazem os olhos fixos em São Domingos, enquanto a terceira observa a criança. Um grupo de pessoas, à direita e próximas ao santo, tendo à frente monges com roupas vermelhas, mostra-se plenamente tocado. Um segundo homem, usando vestes semelhantes às do santo, possivelmente um irmão da mesma ordem, encontra-se atrás desse. A auréola de São Domingos comprova sua santidade.

Ficha técnica
Ano: c. 1461
Técnica: têmpera sobre madeira
Dimensões: 25 x 35 cm
Localização: Museu de Brera, Milão, Itália

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Edit. Könemann
http://www.wga.hu/html_m/g/gozzoli/5various/1orsini.html

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ARIRANHA – A FÊMEA É QUEM MANDA

Autoria de Antônio Messias Costa

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 A ariranha (Pteronura brasiliensis), também conhecida como onça-d’água, lontra-gigante e lobo-do-rio, é um mamífero carnívoro e predominantemente aquático, que possui hábitos noturnos. Até mesmo as suas tocas não distanciam mais que 9 metros das margens dos rios e lagos. Seus pés largos possuem membranas entre os dedos, e a cauda é musculosa e achatada a partir do meio até a ponta, trabalhando como uma espécie de leme no deslocamento na água. Tais atributos são associados a um corpo de alta flexibilidade, tornando-a uma excelente nadadora e uma caçadora de alta eficiência na captura de peixes, item alimentar básico.

Esse animal vive em grupo familiar, normalmente composto por 9 indivíduos, mas, que temporariamente, em eventuais associações, pode ser composto até por 20 elementos. Trata-se de indivíduos brincalhões e barulhentos. Possuem pelagem marrom escura, que é muito sedosa, e uma mancha branca no pescoço. Embora a pele seja “menos nobre” do que a da lontra, um parente próximo bem menor, têm sido procurada  pelos caçadores e empregada na indústria da moda, infelizmente.

A vida sócio-familiar desse animal é muito interessante, e pode servir de modelo para muitos humanos, exceto quanto ao item “mulher é quem manda”, pois nessa espécie funciona assim, são as fêmeas que dão as cartas. O grupo tem uma fêmea matriarca, que coordena o bando, amamenta os filhotes, cujo número pode chegar até a cinco rebentos, situação que exige a ajuda de todos, embora eles fiquem sempre sob a supervisão direta da mãe. O macho apoia e ajuda o grupo, entretanto, é subserviente à matriarca, que também o instiga e o procura para o acasalamento, o que é um prova de sua força, já que ele a morde na nuca, enquanto ela nada com ele ancorado em seu dorso.

O repertório dos sinais de vocalização da ariranha é vasto. Cada som possui um significado específico: fome, alerta, susto, chamamento, entre outros.  Tais animais são solidários no ataque em defesa da área de uso e alimentação. Em certas situações, o grupo intimida até mesmo grandes felinos como a onça. Imaginem uma grande e barulhenta família, que não passam de 20 quilos cada um, vivendo entre jacarés, sucuris e competindo pelos peixes com os humanos, tendo que criar estratégias especiais de sobrevivência. Tudo isso contribui para a fantástica evolução social desses animais. A coesão do grupo também se fundamenta na necessidade de possíveis enfrentamentos com outros grupos, nas disputas por territórios de boa oferta de alimentos e abrigos.

A viabilidade das ariranhas em cativeiro tem sido preocupante, pois, atualmente, poucos exemplares existem em zoológicos, alguns deles não passando de indivíduos isolados, o que é problemático em razão da necessidade social que possuem de viver em grupos. Outro fator a considerar é o canibalismo, pois, muitos filhotes simplesmente desaparecem sem deixar vestígios. Isso em parte explica-se pelo alto investimento de energia da mãe nos cuidados com os filhotes, principalmente quanto à amamentação, ensinamentos de natação e mergulhos, exigindo um grande dispêndio de energia. Também outros fatores de estresse devem ser considerados, tais como ameaças externas, indisponibilidade de bons estoques de oferta de alimento para o grupo familiar, ataques de predadores, etc.

As ariranhas vivem em forte coesão familiar, sendo o lar sagrado, de modo que quem o invadir se dará muito mal, pois elas lutam ferozmente em sua defesa. O número de indivíduos deve corresponder ao que possa dispor para alimentação. Não há incesto na espécie. Quanto aos bebês, os primeiros cuidados ocorrem por conta da mãe, e só mais tarde os outros membros poderão ajudar. A figura do pai é secundária.

É importante compreender que a ariranha ainda é estigmatizada em face de um incidente ocorrido no Zoo de Brasília, quando uma criança caiu dentro do recinto de exposição e o militar que a salvou foi mordido pelos animais, e terminou morrendo por infecção. Imaginemos que alguém adentre pelo telhado de nossa casa, à noite, e se não teríamos uma reação de extremada defesa? O que fizeram os animais naquele recinto foi defender a sua morada de indivíduos estranhos, uma vez que não tinham por onde fugir. No entanto, quando em contato com a natureza, as ariranhas selvagens não mostram agressividade alguma em relação ao homem. A curiosidade desses bichinhos leva-os, inclusive, a aproximarem-se de embarcações.

Antes, a espécie ocupava grande área do continente sul-americano, entretanto, com a devastação e degradação crescente de seu habitat e a redução de alimentos pela competição humana, a ariranha tem sido extinta em muitas áreas antigas de ocorrência, e hoje, até mesmo na Amazônia, a espécie vem sendo ameaçada em muitas regiões.

Nota: fotos do autor

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