Braque – O PORTO DE ANTUÉRPIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição O Porto de Antuérpia é uma paisagem do pintor normando Georges Braques, uma de suas obras fauvistas, pintada quando ele se encontrava em Antuérpia, em companhia do amigo e também pintor Friez.

A paisagem de Braques é feita com cores puras, em pinceladas largas e isoladas, cujas imagens são distinguidas mais por sugestão do que por descrição. A composição repassa equilíbrio e calma, lembrando as obras de Cézanne.

Ficha técnica
Ano: 1906
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 50,5 x 61,5 cm
Localização: Museu de Arte Basileia, Suíça

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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Orazio Gentileschi – SANTA CECÍLIA, SÃO VALERIANO E…

Autoria de Lu Dias Carvalho

A composição Santa Cecília, São Valeriano e São Tibúrcio é uma obra do pintor italiano Orazio Gentileschi (c. 1563-1639), que foi um dos ilustres discípulos do mestre Caravaggio, que participou de seu círculo artístico de painéis. Nasceu em meio a uma família de artistas, tendo estudado o estilo maneirista florentino dos pintores Agnolo Bronzino e Jacopo Pontormo. Trabalhou na corte inglesa de Carlos I. Em sua obra, o artista mescla a tradição toscana com o “caravaggismo”, criando um estilo bonito e tocante.

Nesta pintura, onde cada elemento agrega-se a um jogo complexo, Orazio Gentileschi mostra o momento em que um anjo aparece para o casal Valeriano e Cecília, que havia se convertido ao cristianismo. Conta a lenda que a jovem esposa havia feito votos de castidade, tendo convencido o marido a tomar idêntica postura. Contudo, seu esposo passou a achar que ela estivesse apaixonada por seu amigo Tibúrcio. Para mostrar-lhe que se encontrava enganado, um anjo visitou os três personagens, e também anunciou o martírio pelo qual passaria o casal.

Na pintura, o casal encontra-se ajoelhado, com os olhos voltados para o anjo, em visível  estado de surpresa, enquanto Tibúrcio aparece à porta, também perplexo com a visão. O casal e o amigo encontram-se muito bem vestidos, denotando serem de classe alta. O anjo, com suas asas de grande envergadura, usa um lençol branco amarrado à cintura, trazendo o dorso nu. Ele traz na mão direita uma coroa de rosas, que aponta para Santa Cecília, e na mão esquerda segura uma longa folha de palmeira.

Os elementos estruturais no arranjo da cena são encantadores:

  • a sucessão entre a mão direita de Tibúrcio e o pé direito do anjo;
  • o alinhamento entre a folha de palmeira e os tubos do órgão, à direita;
  • o alinho da coroa de flores com a mão direita de Santa Cecília e o joelho de São Valeriano;
  • os paralelos constituídos: pelas figuras de São Valeriano e Santa Cecília; pelos tubos dos órgãos e o batente da porta; e entre o teclado e as bordas do degrau.

É possível encontrar na obra diferentes influências: toscanas, na construção de caráter neoclássico; o tratamento da luz que remete a Caravaggio; o requintado das superfícies acetinadas e o adamascado das vestimentas, assim como a maciez dos veludos que aludem a Bronzino. Contudo, os gestos rompidos, que ganham destaque em razão do interior sombrio, são característicos do próprio artista Orazio Gentileschi: o jovem Tibúrcio, contra a luz, que da porta observa o anjo; as curvas formadas pelas asas do anjo, por seu corpo e pela folha de palmeira; e os braços abertos do casal.

Ficha técnica
Ano: c.1620
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 218 x 350 cm
Localização: Museu de Brera, Milão, Itália

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Mestres da Pintura – GEORGES BRAQUE

Autoria deLu Dias Carvalho

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Em si mesmas as coisas não existem. Só existem através de nós. O pintor não deve querer apenas refletir as coisas. Deve penetrar nelas. Seu ojetivo não é reproduzir um fato acontecido e sim oferecer um fato pictórico. (Braque)

A pintura aproxima-se mais e mais da poesia. A fotografia libertou-a do anedótico. Tal como a música, ela deve subsistir por seus próprios meios. (Braque)

Quero fazer uma pintura diante da qual se fique sem ideias. (Braque)

O pintor normando Georges Braque (1882-1963) era filho e neto de pintores. O avô e o pai possuíam uma firma especializada em decoração de paredes. Ao mudar-se para Havre, na França, o garoto passou a frequentar o liceu e a praticar esportes, fazendo cursos de belas-artes no período noturno. Mas nove anos depois, já com 17 anos de idade, ele deixou os estudos regulares para trabalhar com a família, período em que entrou em contato com a técnica da pintura sobre paredes. Também mostrou interesse pela música, tendo aulas de flauta. Aos 18 anos, Braque optou por estudar pintura em tempo integral, indo morar em Paris.

Na capital parisiense, Braque foi convocado para o serviço militar, vindo a pôr em prática seus objetivos somente dois anos depois, inscrevendo-se na Academia Humbert. Dentre os amigos que fez estava o pintor Raoul Dufy. Apaixonou-se pelo trabalho dos mestres Corot, Renoir, Monet, van Gogh, Seurat e, sobretudo, Cézanne. Ao lado do amigo Dufy, passou o verão em Honfleur, onde fizeram esboços e elegeram a pintura como tema.

Ao visitar a exposição do Salão de Outono, Braque tomou conhecimento do trabalho de um grupo de pintores rebeldes, os chamados fuavistas, dentre os quais encontravam-se Matisse e Derian, que lhe causaram uma forte impressão. Assim, os primeiros trabalhos verdadeiros criativos do pintor, são de concepção fauvista, tornando-se ele, nessa fase, um pintor independente. Em Antuérpia, cidade belga, trabalhou com o fauvista Frisz . Gostava de viajar em busca de inspiração. Nesse período expõe seis paisagens no Salão dos Independentes.

Braque foi se tornando desinteressado pela paisagem, distanciando-se da natureza, ficando cada vez mais tempo no estúdio, em busca de novas formas  e sobre a maneira de estruturar um quadro de modo diferente. O fauvismo foi ficando no passado. Seus quadros foram recusados pelo Salão de Outono, mas ganharam uma exposição particular. O crítico Louis Vauxcelles chamou suas telas de “cubistas”. O pintor passou a viajar e trabalhar em conjunto com o pintor espanhol Pablo Picasso.

Braque e Picasso buscaram inspiração para o Cubismo na arte dos povos primitivos, em especial nas esculturas totêmicas, ao visitarem o Museu de Enografia de Paris, que exibiu, para fins científicos, amostras da produção artística dos povos africanos. À arte africana agregaram a pré-colombiana, a grega arcaica e outras manifestações, espalhadas pelo tempo e pelo espaço, assim como as novas concepções da Física, a noção de espaço-tempo como unidade de medida, etc. No ajutamento de tudo isso, os dois artistas provocaram a mais radical transformação praticada pela arte europeia desde o Renascimento.

O pintor, que também era ilustrador, cenógrafo, escultor e gravador, além de reconhecido em todo o mundo, deixou uma marca perene no desenvolvimento da pintura, tornando-a intemporal. Braque morreu aos 81 anos de idade.

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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Benozzo Gozzoli – O CORTEJO DOS REIS MAGOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor italiano Benozzo Gozzoli (1420 -1497) foi contratado pelos Medici em Florença, para decorar a capela Palazzo Medici-Riccardi. Para imortalizar aquela ambiciosa família de banqueiros e mecenas, tomou como tema a lenda da procissão dos Reis Magos. Na Itália renascentista, os desfiles pomposos e festivos gozavam de grande popularidade, proporcionando grande divertimento ao povo. Portanto, a cada seis de janeiro, organizava-se a procissão dos Reis Magos, com as pessoas desfilando pelas ruas.

O artista pintou afrescos em três das paredes da capela, reproduzindo em cada uma delas um dos reis, acompanhados de seus séquitos e encaminhando-se para a pintura do altar Virgem Adorando o Menino (Natividade), obra de Filippo Lippi, pintada em 1459. Mas, com os estragos decorrentes do tempo, houve inúmeras reformas nos afrescos, excetuando um deles, o que representa o Rei Gaspar (visto acima) e onde é retratada a família Medici como parte da comitiva, pois, conforme tradição da época, os doadores de retábulos costumavam aparecer nas obras de arte, ainda que fosse numa posição discreta, distante dos santos reverenciados, mas próximos ao primeiro plano, de modo a serem reconhecidos.

É possível ver Cósimo de Medici, o cavaleiro mais velho à esquerda, montado num cavalo castanho, ladeado por dois brancos, cavalgados por dois de seus filhos, Giovanni e Piero. Ao contrário dos filhos, Cósimo era muito discreto, como mostra seu manto preto. O filho mais jovem de Cósimo, Lorenzo, que chegou ao poder aos 21 anos, e mais tarde foi apelidado de “o Magnífico”, está mais à frente, montado num cavalo branco, cuja armação traz os símbolos da família: penas e bolas douradas. Ele está cercado por alguns escudeiros armados.

Na comitiva encontram-se, entre os comerciantes florentinos, sem barbas, várias figuras barbudas, com roupas exóticas, usando toucas, numa referência a um cortejo no Oriente. Ao fundo da pintura vê-se um palácio no alto da colina. Animais exóticos podem ser vistos por toda a pintura. Chama também a atenção os tecidos raros retratados pelo pintor e a majestosa paisagem. O artista usou as novas realizações aprendidas para mostrar belas cenas, pois a vida desse período era colorida e pitoresca.

A enorme pintura é ricamente decorada e apresenta várias cenas. O pintor retratou-se no cortejo. Sobre o seu gorro, em letras douradas está escrito “Opus Benotti” (Obra de Benezzo).

Ficha técnica
Ano: c. 1460
Técnica: afresco
Dimensões: largura aprox. De 750 cm
Localização: Palazzo Medici-Riccardi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
Los secretos de las obras de arte/ Taschen
A história da arte/ E. H. Gombrich
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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HOJE É DIA DE FESTA DE REIS

Autoria de Lu Dias Carvalhotai1

A Festa de Reis celebra a visita dos Reis Magos, conhecidos como Melchior, Baltazar e Gaspar, ao menino Jesus, logo após o seu nascimento, vindo do Oriente até Belém, guiados por uma estrela, segundo reza o cristianismo. Grupos pequenos de ranchos e folias fazem parte da comemoração. De acordo com a região, participam também o boi janeiro, o burrinho, os palhaços, a mulinha, pastorinhas ou zagais (pastores).

Segundo Frei Chico, em seu Dicionário da Religiosidade Popular, a origem da Festa de Reis pode estar correlacionada com o “13º e último solstício do inverno europeu: 6 de janeiro, que terminou recebendo um significado religioso”. A folia dos santos reis é tão antiga, que relatos dela vêm da Idade Média. A folia de reis apresentadas no Brasil tem a sua origem em Portugal. Foram trazidas pelos jesuítas com o intuito de catequizar os índios e, posteriormente, os escravos. São ainda encontradas em vários países europeus. A diversidade étnica, geográfica e cultural de nosso povo contribuiu para que variadas formas de folia surgissem, tradição que é recebida e passada para frente, através dos tempos.

Um grupo de pessoas, movidas pela fé ou pelo divertimento, visita casas e até mesmo fazendas mais próximas, cantando e brincado, simbolizando a visitação dos reis magos ao Deus Menino. À frente do grupo vai a bandeira, ou estandarte, com a figura dos reis magos, que é a peça sagrada que o grupo carrega. A duração das visitas varia de acordo com a tradição do lugar. Pode começar na noite de Natal, antes da missa do galo e prosseguir até o dia 6 de janeiro. Ou se iniciar no dia primeiro de janeiro indo até o dia 6 do mesmo mês. Há regiões em que ela se estende até o dia 2 de fevereiro, simbolizando a volta dos reis magos para o Oriente.

O grupo de folia canta em frente ao presépio, onde se encontra o menino Jesus. Alguns grupos possuem o mestre, embaixador ou tirador (de versos). Ele possui uma grande responsabilidade pelo andamento da folia e deve responder a qualquer pergunta feita pelo público sobre o nascimento de Jesus.

Ao se postar diante de uma casa, o grupo de folia canta o canto da chegada, pede licença para entrar, saúda o menino Jesus no presépio e também os moradores, pede esmola, agradece e se despede. O interessante é que as casas que são visitadas, normalmente se encontram com a porta fechada, para que todo o ritual seja cumprido. Em algumas regiões do país, os moradores da casa beijam a bandeira, e o dono da morada entra nos cômodos com ela, abençoando todos os aposentos.

A esmola recebida tem, normalmente, um fim filantrópico. Em muitas casas, os foliões são generosamente alimentados, podendo continuar, sem fome ou cansaço, a visitação. O estado de Minas Gerais é um dos mais ricos na tradição de Folia de Reis também conhecida como Terno de Reis.

Os cantos que acompanham as visitas são bastante variados. Abaixo, alguns exemplos:

(Chegada)
Aqui estão os santos reis/ que vieram lhe visitar/ vêm pedir a sua esmola/ pra seu dia festejar.

(Pedido)
Se tiver de dar a esmola/ não demore, venha dar/ que as noites estão pequenas/ temos muito que andar.

(Agradecimento)
Deus lhe pague a bela esmola/ Dada de bom coração/ na Terra terá o pague/ e no céu a salvação.

ou

A pessoa que põe um ovo/ na sacola do pidão/ peço a Deus que a proteja/ e nunca lhe falte o pão.

(Se a esmola não sai)
Esta barba de farelo/ não tem nada pra nos dar/ Deus permita que ela vire/ gavião caracará.

Nota:
A imagem do texto representa as associações de moradores dos bairros Patrimônio e Morada da Colina, na região Sul de Uberlândia, e a festa de Folia de Reis. (uipi.com.br)

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DIA DOS SANTOS REIS

Autoria de Luiz Cruz

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“Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira” (Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Art. 216)

No período de 25 de dezembro a seis de janeiro, grupos de Folias de Reis e Pastorinhas saem para visitar as casas, homenageando o Menino Deus dos presépios. Esta é uma tradição de origem latina, que recebemos de Portugal. Até hoje, em nossa contemporaneidade, ela é expressiva em diversas regiões brasileiras. Em Minas Gerais, tanto as Folias de Reis quanto as Pastorinhas percorrem as ruas centenárias de Ouro Preto, Mariana, São João del Rei, Sabará, Itabira e outras cidades mais recentes, como Entre Rios de Minas e Jeceaba, mantendo esse traço de nossa cultura, ou melhor, de nosso patrimônio imaterial, que resiste às modernidades tecnológicas.

Este é considerado o período em que os Reis Magos Baltazar, Gaspar e Belquior saíram para visitar e levar presentes para o Menino Deus, seguindo a Estrela do Oriente. Em alguns países latinos, o dia seis de janeiro é Dia Santo, considerado mais importante que o dia 25 de dezembro, quando se oferece os presentes, exatamente como os Magos fizeram com o Menino Deus. Além das visitas aos presépios das igrejas e particulares, em algumas cidades realizam-se encontros de folias e pastorinhas, momento significativo para os grupos se confraternizarem e prestar homenagem coletiva ao Menino Deus, mantendo a tradição e a fé.

Cada localidade foi se adequando, conforme as condições, incentivo e reconhecimento da comunidade, sendo que, em alguns grupos, os detalhes recebem muita atenção, desde os instrumentos artesanais, as vestes, as máscaras, os ensaios e os meios de transporte, contrastando com outros em que só o esforço em mobilizar os componentes consome muitas energias, comprometendo tudo. Os grupos mais tradicionais têm as seguintes formações:

  • os três Reis Magos;
  • os palhaços, que dançam e animam o grupo;
  • os músicos que tocam os instrumentos: violão, viola, cavaquinho, tambor, triângulo, pandeiro e acordeom;
  • coro – geralmente masculino;
  • folião – o chefe da folia, que organiza e conduz o grupo,
  • bandeireiro – que conduz a bandeira da folia e recebe as oferendas, geralmente em dinheiro. A bandeira é feita em pano de cetim, com a imagem da adoração dos Santos Reis ao Menino Deus na manjedoura. É enfeitada com fitas e flores.

Cada grupo desenvolve seus cantos que são improvisados de acordo com as circunstâncias. Há um canto quando se chega à casa, com a porta fechada; um quando a dona da casa recebe a bandeira e a conduz por seu interior, abençoando a morada e a família. Em seguida, junto ao presépio. Depois, o dono oferece um café aos foliões e logo é feito o agradecimento. Se houve doação, o grupo agradece novamente. É um ritual cheio de significação e emoção!

Em São João del Rei existe uma Folia de Reis feminina, que é raro, a foliã é Dona Lilia, que conduz o grupo há alguns anos, revigorando a tradição. Como os cantos são improvisados, é da maior relevância o registro das cantigas, o que tem sido feito pelo folclorista Ulisses Passareli, em São João del Rei. Trabalho que poderia ser realizado em outras localidades para o registro desta manifestação cultural tão rica e cheia de espontaneidade.

As Pastorinhas têm formações diferentes, há grupos com meninos e meninas e há grupos somente de meninas. Em alguns, temos a participação dos três Reis Magos, pastores e as ciganas, que levam os cantos ao Menino Deus. Alguns grupos cantam e dançam, com coreografia desenvolvida à frente dos presépios. As vestes são bem cuidadas e os personagens levam oferendas para o Menino Deus. Grupos de Pastorinhas estão presentes em várias cidades mineiras e também pelo Brasil afora. A cada localidade, os cantos vão se adaptando, mas mantendo o costume.

Hoje, seis de janeiro, Dia dos Santos Reis, as Folias e as Pastorinhas estarão percorrendo as ruas e visitando os presépios, exatamente como fizeram Baltazar, Melquior e Gaspar. Em Tiradentes, as Pastorinhas não têm saído por falta de iniciativa e apoio. O folião Gilson Costa consegue sair com a Folia de Reis com grande esforço, por falta de reconhecimento e incentivo. No Dia de Reis sua folia visitará o presépio do Largo das Forras, a partir das 20h00. Não deixem de participar e incentivar esse grupo tão importante para nossa cultura.

Aqui, aproveito para homenagear o folião Orlando Curió, falecido recentemente, que participou de tantas folias, levando canto e alegria a muitas famílias e presépios. Acima, ilustrando o texto, o encontro em Mariana foi emocionante, com a participação de grupos de todos os distritos e ainda mais convidados da região, unindo várias gerações. (Fotos 1,2 e 3)

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